Notas iniciais
OIEEEEEEEEEEEEEEEE Nossa, primeira semana de 2017 e já tem capítulo novo? e.e Então gente, sabemos que está um padrãozinho, mas... Se acostuma não e.e Esse padrãozinho é graças a algo chamado férias, tudo bom? Ignorem a rima, foi sem querer '-' Enfim kkkkkkkk Cara, esse capítulo tem umas partes que mostram muito um rumo que nunca imaginamos que esta fic fosse seguir... Tá bom demais, véi, modéstia a parte. Enfim hauhsauhsah Esperamos que gostem ^^

— Ei, princesa!

Elesis olhou pra trás. Era a pequena que ajudara.

— Está faltando uma coroa. – Ela correu até a ruiva. A mãe da menina, num reflexo, chamou-a pelo nome, mas logo se tranquilizou ao ver que a sua filha estava correndo em direção à Elesis.

A ruiva se agachou.

A menina tirou sua tiara de coroa e colocou na cabeça de Elesis.

— Agora está linda! Não é, príncipe? – A pequena olhou para Ronan.

— Uma verdadeira princesa. Perdeu até os sapatos. – Ronan riu e fez Elesis rir também, pois no ato de se agachar, deu para avistar que a ruiva estava de tênis – Parece que a pancada foi forte. – Ronan voltou para o assunto que lhe interessava.

Elesis se despediu da pequena.

— Ronan.

— Elesis.

Os dois se olharam.

Por estar havendo uma comemoração em que pessoas estavam fantasiadas na praça, os dois não chamavam muita atenção, apesar de suas roupas de realeza.

— Para um pouco de achar que pode fazer tudo sozinha. Eu já te pedi em namoro na frente dos seus pais, acho... Acho que mereço um crédito de confiança.

— Eu confio em você... Mas as pessoas que querem me machucar não estão focando nós dois, só a mim, então não quero que você fique preso em mim em tudo o que acontece.

— Mas se alguém quer te machucar, está me machucando também!

— Aqui não é o melhor lugar para discutirmos isso, idiota! – Elesis cruzou os braços.

— E quando vai ser? Quando machucarem sua outra perna?

— Ai, idiota! Tosco! Você... Você não para de ser meloso?! – A ruiva respirou fundo – Vamos acabar com esse conto de fadas, por favor?

— Eu nunca vivi um, Elesis. A minha condição de vida não me faz viver um conto de fadas, apesar da festa que fazem para mim... – Ronan estava decepcionado – Porque se eu for te contar os problemas familiares que tenho, vai ser o pior conto de fadas que já ouviu. Entenda: eu só quero te ajudar. Estamos juntos nessa.

— Mas... E seu pai? – Elesis, por um momento, permitiu-lhe ficar fraca.

Ronan percebeu e a abraçou.

— Então é ele quem está te afastando de mim assim?

— Ele fala cada coisa de mim e dos meus pais que... – Soluçou.

— Me desculpa... – Sussurrou o menino.

Elesis estava indefesa em seus braços.

— Você não contará isso para ninguém, né?

— Estamos num momento dramático de nossas vidas e você está preocupada com sua reputação?! – Ronan riu e Elesis lhe desferiu um soco e disse “É!” – Tá bom... Eu não conto nada se você me prometer que me contará tudo.

Elesis se afastou um pouco, passou a mão no rosto e encarou Ronan.

— Você é parecido com o seu pai, chantagista.

— A gente aproveita daquilo que é bom, né?

— Haha! – A ruiva cruzou os braços – Tudo bem. Deixa essa festa passar e amanhã você vai lá em casa.

— Fechado! – Ronan intentou beijar Elesis, mas a menina colocou a mão na frente – Como assim?! – Reclamou ele.

Elesis riu.

— Aqui não, né?

— Era só um beijo de reconciliação!

— Depois do abraço? Nada de beijo!

— Você vai voltar para a festa, pelo menos?

— Nem pensar, idiota. Vou para a minha casa.

— Jin vai me matar... – Ronan elevou a mão à cabeça – Pelo menos vai de táxi, me sentirei mais despreocupado.

— Só vou aceitar por causa da minha perna.

— Sei...

— Idiota.

Ronan ligeiramente deu um beijo na bochecha de Elesis. A ruiva virou o rosto e Ronan sorriu.

Assim que eles conseguiram um táxi para Elesis, Ronan voltou para casa e a festa já estava no seu término. Ao aparecer no portão, alguns de seus parentes estavam saindo e o cumprimentaram. Ronan recebeu vários elogios de que havia sido a melhor festa, mas a mente do menino estava distante, dava sorrisos automáticos e sem emoção.

Quando conseguiu entrar no jardim, viu seus amigos conversando entre si.

— Ronan! — Arme foi a primeira a se manifestar ao avistar o menino, chamando-o para perto do grupo.

Ele se aproximou vagarosamente.

— Elesis não veio com você? — Arme continuou com a fala.

Ronan suspirou e fez um sinal negativo com a cabeça. Quando o silêncio começou a se instalar na mesa, Lass falou por alto.

— Nós vamos dormir aqui, Ronan.

— Nós quem? — Ryan olhou seriamente para o amigo — Porque eu tenho planos...

— Planos de quê? Virar a noite comendo besteira e conversando com a Lire? – Lass foi objetivo, jogando uma indireta para o amigo.

Ronan ficou boquiaberto, bem como Arme pela repreensão de Lass.

— Antes fosse conversando comigo, Lass... Mas é só lanchando de madrugada mesmo que esse garoto acorda e assistir Netflix. – Lire explanou.

— Que feio Ryan... — Arme entrou na pilha.

— Eu só não chamo a Lire para conversar, pois não quero tira-la de um sono bom.

O pessoal encarnou em Ryan, fazendo até mesmo Ronan rir.

— Poxa, faz tempo que vocês não dormem aqui. Será bom para eu me distrair...

O que Ronan falou fez Ryan suspirar, pois querendo ou não, ele teria que ficar.

— Engraçado, eu tinha planejado com a Lire de dormir na casa dela com a Elesis e não deu certo, agora vocês nem tinham planejado nada e deu certo, isso não vale!

— Arme... – Lire chamou a amiga – Você reclama muito. Deveríamos ligar para a Elesis, assim como Lass e Ryan estão dando atenção ao Ronan.

A baixinha ficou boquiaberta novamente, mas concordou, pegando sua mala decepcionada que não iria mais ir à casa de Lire, porém Lass tomou a bolsa de sua mão e começou a caminhar para o portão. A menina achou aquilo cordial e acompanhou o namorado, despedindo-se de Ronan.

Enquanto Lass e Arme iam à frente, o menino iniciou um assunto:

— O que houve com a Elesis antes da dança?

Arme parou de andar, com a pergunta feita.

— Por que quer saber?

— Eu não vou contar ao Ronan, se acha isso, mas preciso saber um pouco da situação para poder ajuda-lo.

— Hm... Não sei, não, Lass. Você já deu umas chamadas no Ronan no colégio, mas nunca foi um bom conselheiro amoroso.

— É por isso que quero saber... Para tentar ser um bom amigo agora.

— Nossa... A sua conversa com Lupus mudou algo em você.

Lass negou com a cabeça.

— Tudo bem, Elesis... – Arme suspirou – Elesis torceu o pé antes de dançar, só isso. Ela não sabe andar de salto, aí já viu, né? – Arme riu – E o Jin foi me avisar para ajuda-la. Se aconteceu algo a mais, eu não sei dizer. Elesis ainda é fechada quanto a isso. Tipo você, sabe? Dá vontade de esganar às vezes, de tão curiosa que eu fico.

Lass riu, mas não comentou nada após do que Arme contou.

Lire se aproximou junto de Ryan e Ronan, as meninas se despediram de todos os rapazes, pois o táxi já havia chegado.

— Hey... – Ronan chamou e as duas meninas se viraram – Se vocês falarem com a Elesis e ela responder... Diga que eu a amo.

— Bem... Acho que isso cabe a você dizer a ela e não pedir para terceiros. – Lire deu sua opinião – Depois do que vivi com Ryan, descobri que aquele que ama de verdade, corre atrás do seu amor, mesmo que o vento esteja contrário. Pois a força das circunstâncias não pode ser mais forte do que você sente.

Arme e Ryan aplaudiram a menina, Lass riu e Ronan colocou a mão no rosto.

— Essa é a minha namorada! – Ryan olhou para o amigo – Depois dessa, só um banho para te recompor, cara. Porque minha namorada arrasou.

Lire se prontificou:

— Não falei para o seu mal, Ronan, mas você conhece a Elesis. Ou você é como âncora que suporta as bravas ondas e resiste, ou você é como boia que vai embora com qualquer vento de dificuldade.

— GENTE! – Arme gritou – Para, para, para... Vamos parar por aqui! Lire Lispector está dando um banho de água fria! – A baixinha riu – Amiga, o que você comeu hoje?

Todos riram, inclusive Ronan, concordando com o que estava sendo dito.

— Vai dar tudo certo, Ronan. Você e os meninos são especialistas em desvendar o que está oculto. – Lire deu um sorriso ameno para tranquilizar o amigo, que retribuiu com um sorriso tristonho – Se tem algo fora do lugar entre você e Elesis ainda, mais cedo ou mais tarde algo vai acontecer.

— Valeu, Lire, eu precisava ouvir algo assim.

Finalmente, Lire e Arme entraram no táxi quando a brincadeira cessou e foram embora.

Depois que os meninos entraram na casa, a mãe de Ronan os cumprimentou e avisou que se quisessem lanche, a cozinha estava disponível, para a alegria de Ryan.

— Você acabou de sair de uma festa e ainda está com fome? — Ronan se espantou com a euforia de Ryan quando sua mãe citou "comida".

— Sabe como é, né? Estou em fase de crescimento.

— Pode estar até na fase, mas nunca cresce. – Soltou Lass, fazendo até a Sra. Erudon rir.

— Mancada, cara. – Ryan reprovou o amigo – Nunca abre a boca e quando abre só fala o que não deve e magoa o amigo.

Ouviram-se mais risos entre eles. Após isso, cada um foi tomar banho, Ryan foi lanchar e cada um foi instalado em seus devidos quartos.

Ronan estava no seu, terminando de se arrumar para dormir. Ao sair do banheiro, pegou sua bola de basquete, deu umas quicadas no chão e lançou na cesta que estava na parede.

— Errou... Você já foi melhor. — Lass apareceu na porta.

— Eu não sei o que deu em você, cara, mas agradeço por ter tido a ideia de ficarem aqui. Parece que minha vida deu um giro e me deixou de ponta cabeça.

Lass intentou entrar no quarto do amigo, mas ouviu que uma porta se abria atrás de si. Virou um pouco o rosto, mas não o bastante para ver quem era.

Foi tão rápido, que Ronan não percebeu.

— Entra, cara.

— Não, não... Eu vou dormir, depois de uma noite como essa...

— Poxa... Queria conversar.

Lass suspirou. Estava ali por um motivo e não era exatamente ouvir sobre sentimentos atribulados. Bem que Arme dissera que Lass não era conselheiro amoroso.

— Eu vou chamar o Ryan, então.

— Cara, Ryan falará asneira para mim, preciso daqueles sermões que você fala.

Lass coçou a cabeça e deu mais um suspiro, olhou de relance para o quarto de Ronan.

— Você ainda não jogou essa fotografia fora?

— Fotografia? – Ronan franziu a testa – Quem fala “fotografia”? – E depois olhou para o mesmo ponto que Lass – Ah! Essa foto... – E riu.

Lass também.

— Sua mãe quem tirou, eu lembro.

— E o Ryan ainda desenhou aquela rosquinha.

— Ele que sente fome e eu que sou obrigado a passar por isso.

Os dois riram.

— Bons tempos...

— Ronan, o passado fica no passado. Até o seu cabelo grande ficou no passado.

— É... Isso é o que uma garota faz na nossa vida: muda tudo

O silêncio ia se instalando, quando Lass voltou ao assunto.

— Mas então, o que queria me contar?

— Chega mais.

— Não, só fala daí mesmo. O que eu tenho a dizer não precisa ser necessariamente próximo, posso dizer nessa distância.

— Você é frio... Preciso de um pouco desse gelo para não sofrer tanto. – Ronan não estava sendo dramático como Ryan, tinha algo dentro de si machucado e Lass percebeu.

— Nem sempre ser gélido com os sentimentos nos ajuda a sofrer menos, só... Congela a dor por um tempo, por um breve tempo. – Lass abaixou o rosto instantaneamente.

— Eu pensava que estava tudo bem até horas atrás. Não imaginava que meu pai diria aquilo para ela e... Elesis também parecia estranha. Eu não sei dizer! – Ronan se levantou – Às vezes penso que tem algo por trás de tanta implicância! Faz tempo que meus pais não estão bem. E, desde que eu comecei a treinar, despertou algo em meu pai que eu não sei explicar, mas foi como se uma ambição crescesse, até citar em me tirar daqui, ele já comentou. Um absurdo! Ainda mais agora com a Elesis, eu jamais faria isso!

— E você já falou com Elesis sobre isso? De cogitar ir embora? – Lass teve precisão em aprofundar o assunto, algo ardia dentro de si que aquela conversa o levaria para a pessoa que tinha em mente.

— Não, porque eu não vou!

— E por que esse assunto agora? Seu pai deve ter algum motivo.

— Ele tem: oportunidade na minha carreira manuseando a espada, outro colégio melhor, segurança na cidade e...

Lass estreitou os olhos.

— E?

— E depois que a Edel chegou da cidade dela, parece que isso piorou... Algo foi acrescentado, sabe? – Ronan voltou a se sentar cabisbaixo.

— O que a Edel veio fazer aqui, realmente?

— Ela tem um irmão com uma doença grave. Os pais dela a mandaram para cá para achar um doador. Ele é o típico paciente que depende de tudo o que é raro. A gente acha que isso só acontece em filme, mas quando vê, é uma realidade que bate na sua porta carecendo de ajuda.

— E você estaria disposto a ajuda-la?

— Quem? Edel? – Ronan respirou fundo, lembrou-se da cena da piscina com Elesis e Edel – Acho que sim.

Ponto para os pensamentos de Lass!

— Mas você ainda está na dúvida, não é?

— É claro! Minha vida está de cabeça para baixo! Eu só queria respirar um pouco, sabe? Levar a minha namorada para uma lanchonete, pedir um sorvete e rimos à tarde. Segurar a sua mão na escola e... Viver em paz! É pedir muito?

— Nesse mundo...? Sim.

Ronan olhou para Lass e o silêncio tomou aquele lugar por alguns minutos.

— Colocou tudo pra fora?

— Não... Elesis... – Ronan virou o rosto – Quando eu fui atrás dela, ela me tratava com distância, como se eu tivesse feito algo, entende? Mas eu não faço ideia do que fiz! Na dança, ela me abraçou como se eu fosse o porto seguro dela, mas depois...

— Você tentou perguntar o motivo da reação dela?

— Ela fala do jeito dela! Como se ela tivesse um código para que nunca venhamos a entender o que ela, realmente, diz.

— Bem... A Elesis nunca foi de dar explicações.

Lass deixou a afirmativa no ar e Ronan se silenciou.

— Será que amanhã voltará tudo ao normal?

— Dê tempo ao tempo. Refrigerar a mente com uma noite de sono ajuda. E outra: O que vocês viveram hoje foi mais uma oportunidade da Elesis eliminar as dúvidas que ela sente.

Ronan concordou.

— Valeu, cara. Você é todo misterioso e esquisito, mas sabe o que falar na hora certa.

Lass nada falou e se despediu assim, apenas dando as costas e saindo dali. Passou pelo quarto de Ryan, mas o menino já estava dormindo, adentrou.

— Ei! – O chamou, sacudindo-o.

— Hã? – Ryan falou sonolento.

— Acorda, não viemos aqui para dormir.

— Como não? Essa cama é macia...

— Acorda! – Lass empurrou Ryan da cama, que despertou no susto.

— Tá maluco, Lass? Você não deu a ideia de dormimos aqui? Então, eu estava dormindo!

— Tá... Fala baixo...

Lass olhou para trás.

— Não podemos acordar ninguém. – Sussurrou.

— Por que está falando assim? Baixinho?

— Eu vim com um propósito.

— Como assim?

— Vem comigo, mas em silêncio.

— Não, eu não vou mesmo! Está me dando medo, Lass.

O menino reprovou o amigo.

— Não é história de terror... Vamos... Ou vai dispensar a chance de ser o James Bond?

— James Bond? – Ryan pensou bem – Agente 007 em ação. — E bateu continência.

— Shiu!

— Mas qual é a missão?

— Edel.

— Hã?

— A amiga de Ronan tem algum segredo.

— Você também, vale ressaltar.

— Mas o dela envolve o Ronan.

Ryan abriu a boca, surpreso.

— Será que ela o ama em segredo? – E bateu com as palmas das mãos nas bochechas

— Sei lá... Eles se conhecem menos de um mês, isso pode acontecer?

— Bem, Lass, existe uma lei da ação e reação. Também tem o famoso termo sobre eletromagnéticos que "os opostos se atraem" e, convenhamos, Ronan é bonitinho.

— Eu não sei de nada.

— Droga... Agora pareço um idiota chamando Ronan de bonitinho. – Ryan cruzou os braços.

Lass riu.

— Mas, cara... Edel deve estar dormindo, como vai descobrir algo? Escuta telefônica?

— Não, ela não está dormindo.

— Como sabe?

Lass olhou novamente para trás.

— Chega de explicações, vamos logo.

— Ai... Bateu um frio na barriga... Afinal, é a casa do nosso amigo, né? E estamos vasculhando o que eu nem sei o que é para vasculhar.

— James Ryan Bond é mais frouxo do que imaginei...

— Nunca! Vamos! – Ryan tomou a frente do amigo, que esboçou um sorriso nos lábios.

Ryan ia descer as escadas, quando Lass o chamou.

— É por aqui.

— No corredor dos quartos? – Ryan arregalou os olhos brilhantes.

Lass assentiu.

— Então espera um pouco. – Ryan voltou correndo para o seu quarto, deixando Lass sem entender o porquê. Ao voltar, olhava para os seus pés indicando – Meias nunca falham nessa missão, deixam tudo mais silencioso...

Lass fechou os olhos rapidamente e suspirou.

— Vamos.

Passaram pelo quarto de Ronan, como a porta estava entreaberta, Lass colocou o braço a frente de Ryan para mobiliza-lo e olhou na brecha da porta. O amigo já estava dormindo.

— Ótimo...

Continuaram a caminhada. Passaram pelo quarto de Edel, mas a porta estava fechada. A última porta era a do escritório do Sr. Erudon.

— Cara... – Ryan parou, temeroso – Sabe que sala é essa? Eu sempre tive medo dela...

Lass pediu silêncio e se abaixou perto da porta, que também estava encostada. Ryan também abaixou em silêncio, olhando para todos os lados.

— Então você está disposta a nos ajudar? – Disse o homem – O que te fez mudar repentinamente?

— Depois dessa festa... E algumas conversas que tive... Não vejo a hora de voltar para casa e acabar logo com isso.

— Isso é excelente, Edel! Mais cedo ou mais tarde eu sabia que você iria escolher o lado certo – O homem tinha a voz humorada – Quando pretende ir?

— Não farei nada sem planejamento. Ronan e Elesis ainda estão juntos e... Preciso falar com uma pessoa.

— Quem?

— Uma menina de cabelo lilás, postura autoritária, acho que Rey... Conhece? Estava na festa.

Lass puxou Ryan pelo pulso, mas Ryan continuou abaixado. Lass, então, se levantou, tentando se lembrar de algo.

Ryan fazia caras e bocas com o que ainda ouvia. Lass já parecia estar satisfeito com as revelações.

— Ei... – Ryan chamou o amigo, mas Lass estava com os pensamentos longe, então, levantou-se e, dessa vez, ele puxou o amigo.

— O que foi?

— Ficaram quietos, vamos.

Lass assentiu e ambos voltaram para seus quartos.

Ainda na porta do quarto de Ryan, ele indagou:

— Como sabia?

— Do quê?

— Dessa conversa?

— Eu não sabia, Ryan, fui por intuição. Vi que Rey conversava com Edel e parece que... O que quer que elas tenham conversado, Rey a convenceu de fazer algo...

— Que implica Ronan e Elesis...

— Exato.

Lass ouviu passos e empurrou Ryan para dentro do quarto e entrou também.

— Ai, cara...

— Shiu!

Os dois ouviram alguém descer as escadas.

— É melhor eu ir para o meu quarto. Amanhã terminamos.

— Cara... Essa missão foi a mais louca de todas!

— Sem euforia... O assunto é sério.

— Não dá! – Ryan mordeu o travesseiro – Dá vontade de gritar de tanta emoção!

Lass balançou a cabeça negativamente, esperou pelo silêncio e foi para o seu quarto, mas, antes, deixou avisado:

— Ryan, dessa vez não tem piada, tem cautela e boca fechada.

O amigo assentiu e foi tentar dormir.

***

Mari se virou bruscamente.

— Se eu ficar...

— Você tem que ficar. Duel está solto por aí e...

— Eu fico. – Mari interrompeu Sieg – Se me contar o que houve no passado.

Sieg suspirou.

— Vamos lá para o quarto que eu... – Quando o moreno virou, Mari passou a sua frente e sentou no sofá.

— Aqui está confortável o bastante para você me contar tudinho. Mesmo se percorrer toda a noite, não tenho planos anotados em minha agenda para esta madrugada... Aliás, tem café?

Sieghart sorriu.

— Espero não ter perdido a manha de conquistar uma garota, apenas sentado e conversando.

— Como assim? Você não...

— Só você, depois não tive mais ninguém. – Sieg foi direto.

Mari entreabriu a boca, mas nada disse.

— Preparei o café. Amargo, não é?

Mari, novamente, não respondeu. E, assim que Sieghart foi para a cozinha, comentou consigo:

— No livro que Amy me deu é assim mesmo... Acho que se eu escrever a minha história, serei uma forte concorrente com este livro...

***

— Azin.

O rapaz se virou, estava, até então, sozinho na rua, pois Rey já havia dispensado o motorista e ele, pois, segundo a menina, ela tinha uma longa noite para descansar, pois o dia seguinte seria para entrar em ação.

— Ora, ora... Pensei que nunca mais nos veríamos. – Azin começou.

— Eu também não.

— O que faz aqui, Holy?

— Vim te dar mais uma chance.

— Chance? Para quê?

— Para deixar de ser suicida. Desligue-se dessa família.

— É tarde demais para isso... – Azin abaixou a cabeça.

Holy se aproximou, mas não o bastante para Azin ver seu rosto.

— Você sentiu?

— Está falando do poder de Duel? Eu senti até demais. É uma força sombria capaz de amedrontar só no falar.

— E por que ainda não desistiu disso!? Se ele descobrir... Você estará morto!

— Bem... Você já me jurou de morte, então não tenho para onde correr. – Ele riu.

— Não brinque com isso. Estou te dando mais uma oportunidade!

— Não, Holy! – Azin respirou fundo – Dessa vez não... Esse poder já me consumiu.

— Você está falando para si mesmo que não tem salvação!

— Para mim? Realmente não...

— É a sua última chance.

— Já perdi todas... – Azin tentou ver como Holy reagia, mas não teve êxito.

— Só deixo avisado: Não machuque ninguém.

— Seu aviso chegou tarde demais. – Azin se virou e começou a caminhar até sumir na densa noite – Tarde demais...

— Isso não vai ficar assim... Venese terá que aparecer logo, antes de tudo ficar pior do que já está. – Um carro parou perto de Holy e a janela se abriu.

— Ele não cedeu? – Perguntou o rapaz no carro.

— Não. Azin está corrompido[M1] . E... Fora da equipe. – Holy abriu a porta detrás e entrou.

***

Zero, depois da ligação de Lothos, não conseguiu mais dormir.

— Eu não desejei estar aqui.

Não... Mas o destino o quis aqui. Termine o que começou, Zero.

Zero viu o sol nascer, não esperou muito e saiu de casa. Já tinha um destino certo. Ao chegar, tirou Grandark de suas costas.

Não me anule disso.

— Haverá um dia... Que não precisarei mais de você, então comece a se acostumar.

Zero pulou o muro, viu que a janela estava aberta e entrou. Havia um corredor. Caminhou por ele até que parou em frente a uma porta. Abriu-a.

— Cadê...?

Lupus não estava em casa.

Zero voltou para a entrada da casa. Nada.

Ao sair novamente pela janela, deu de cara com Lupus abrindo a porta. O menino riu.

— Estava me procurando? – Lupus perguntou sarcasticamente.

Zero se posicionou de pé.

— Sua espada está ao lado de fora, não tem medo?

— Ela sabe se virar.

Lupus arqueou a sobrancelha, estranhando tal resposta de Zero.

— O que veio fazer aqui, afinal?

— Precisamos conversar. – Zero foi direto e esboçava certa preocupação.

— Sério? Já não foi o suficiente quando Lothos e vocês vieram aqui e todo o treino que tivemos? Você quer conversar mais?! Acho que isso, segundo os humanos, se chama: carência.

— Onde passou a noite?

— O quê?

— Com quem esteve?

— Como assim? Não lhe devo satisfações a essa hora da manhã sobre a minha vida!

— Seja vigilante. Sei que andou visitando a família Crimson.

— Como assim? Zero... Eu... Eu não lhe devo satisfações!

— E sei também que tem buscado seu irmão.

— Quem é você?! Está me seguindo?! É um robô!?

Zero riu.

— Essa parte é com a Mari, não comigo.

— Você é um ser estranho.

— Todos nós temos nossas estranhices, Lupus. Basta analisar a si mesmo e o mundo em que vive, um mundo imperfeito que exige perfeição. Por isso andamos na contramão sempre. Você quer cuidar de Lin, mas não consegue cuidar nem de você mesmo. Isso é estranho...

— Por que anda me monitorando?

— Porque temos um acordo. E preciso de você inteiro nele.

— Acha que acontecerá algo comigo? – Lupus riu debochadamente.

Zero se aproximou como um vento perto de Lupus e cravou em seu peito um espinho.

— Ze... Zero... – Lupus tentou falar algo, mas acabou caindo no chão pelo veneno que Zero usou.

— Acho.

Zero pegou Lupus, colocando-o atravessado por cima de seu ombro e foi buscar Grandark. Eles tinham outro lugar para ir.

Notas finais
E então? O que acharam? Dúvidas? Erros? Críticas? Comentários? Qualquer coisa õ/ Lembrando que comentários pendentes serão respondidos. Já começaram, mas sei que ainda tem pendente e.e Relaxem que iremos responder ^^ Beijos e até a próxima õ/