Notas iniciais
Buuuu!!! Oi genteee :3 Uma semana depois do aviso que voltaríamos estamos aqui com outro capítulo! Vocês não levaram fé, né? Tudo bem, a culpa é nossa kkkkkk Não temos muito o que falar hoje. Como avisado, um capítulo pequeno do que a gente costuma postar e este será o padrão agora. Esperamos que vocês gostem, e boa leitura :3

Ryan acordara cedo. Estava ansioso. Era o dia, tudo o que ele havia planejado aconteceria. Se daria certo ou não, a vida diria...

Mandou um "É hoje..." para o grupo do aplicativo com Lass e Ronan. Nenhum dos dois respondeu. Ryan suspirou. Era cedo demais para alguém acordar em pleno meado de férias.

Pegou o celular que estava caído no chão. Clicou no ícone do aplicativo de conversas. Foi nos contatos e parou na Lire. Ficou horas pensando se mandava algo ou não. Por fim, desligou o celular.

— Bom dia, filho.

Ryan deu um pulo da cama e levou a mão ao peito.

— Que susto, mãe!

Ela riu.

— Está aprontando algo, hein, Ryan? Está pensativo demais.

— Hoje é o aniversário da Lire...

— Ah... E você comprou algum presente pra ela?

Ryan sorriu largo.

— Eu mesmo preparei o presente.

— Imagino que a festa que organizou faça parte desse presente.

— Essa festa não é nada... Não é nada comparado ao que farei.

— Você me assusta, filho...

Ryan abaixou a cabeça. Sua mãe percebeu algo diferente no filho. Uma angústia e adentrou o quarto, sentou-se na cama ao lado dele.

— Dará tudo certo. — E lhe deu um beijo no rosto.

Ryan deu um suspiro desanimado, mas olhou para mãe e sorriu.

— Ligarei para a mãe da Lire. Espero que tudo dê certo, senão...

— Não haverá "senão", filho, e eu e seus amigos estaremos ao seu lado o tempo todo.

— Tá meloso, mãe. — Ryan a olhou tipo "Já pode parar, tá?" e a mãe dele riu.

Levantou-se da cama e mandou um beijo distante para o filho.

***

Lire acordou, mas não parecia ser seu aniversário.

Estava sonolenta, mesmo já tendo passado das dez da manhã. Ligou o WIFI do celular e esperou. Já haviam algumas mensagens de parabéns. Mas a dele... Lire não havia conseguido apagar as mensagens de Ryan, por isso a foto dele aparecia na tela inicial do aplicativo.

Uma agonia bateu em seu peito. Saiu de seu quarto e foi para a sala. Viu sua mãe ao telefone. Decidiu não atrapalhar. Voltou um pouco no corredor e entrou no banheiro.

— Meu dia tem que melhorar... — Olhou-se no espelho.

***

Ryan não saía do seu quarto. Os pais não ousaram atrapalhar. Faltava só uma coisa.

***

Três da tarde, Arme saiu de casa e mandou uma mensagem à Lire.

Estou a caminho *-*

Td bem.

Sem graça --'

Hj é seu aniversário, menina!

VAMOS ANIMAR!!

Okay...

Desisto, estou indo praí u.u

Arme estava pensando se daria o presente logo quando chegasse ou deixaria pra mais tarde. “Depende do comportamento dela!”, pensou. De frente para a casa da amiga ficou pensando na melhor maneira de chegar. Decidiu chamar pela clássica campainha.

Lire tinha acabado de sentar no sofá quando a campainha começou a tocar freneticamente. Bateu um medo da campainha quebrar, mas antes de alertar já tinham parado. Enfim atendeu a porta e viu sua amiga com um sorriso travesso.

—Feliz Aniversário!!! – Berrou Arme de braços abertos e abriu um largo sorriso.

Lire não teria como ficar totalmente séria diante dela, então soltou um risinho tímido que não satisfez a baixinha.

—Lire, sério, se esforça um pouquinho pra fingir que tá feliz pelo menos hoje. – Arme fez bico enquanto Lire apenas suspirou.

Arme a abraçou forte e entrou na casa. Remexeu a mochila para que entregasse o presente.

—Não precisava, Arme...

—Olha primeiro e depois diz se realmente não precisava.

Ao abrir o presente viu que tinha uma calcinha, um sutiã e um par de meias. Realmente não tinha como não rir.

—É claro que não acaba por aí... – Mexeu novamente na mochila e tirou uma caixa de bombons. – Separei os de banana pra você. Sei que você adora. – E as duas riram. Lire odiava o de banana...

—Acompanhamento para o filme. – Elas haviam combinado, apesar de Arme já ter avisado que não teria muito tempo, mas o suficiente para um filme.

Quando deu a hora, a baixinha tomou seu rumo e Lire ficou novamente sozinha. Ligou, depois de muito pensar se valia a pena, o wifi do celular e recebeu uma mensagem. Era Ryan...

***

Ronan estava saindo de casa com uma caixa de presente.

— Desculpa o atraso! — Edel parou ao lado de Ronan ofegante.

— Tudo bem. — Ele riu — Vocês meninas nunca sabem o que vestir na hora de sair.

— Nada disso, mocinho. — Edel cruzou os braços.

— Eu tive sorte com a Elesis, ele não é assim.

— Nem eu sou. — Edel se arrependeu do que dissera.

Um silêncio pairou entre os dois.

— Está nervosa. — Comentou Ronan.

— Um pouco... — Edel riu sem graça e começou a mexer nas mãos — É a primeira vez que estarei com seus amigos... E me sinto uma completa intrusa. Se tivesse me contado antes, eu poderia ter comprado algo para a Lire.

— Ih, não liga pra isso, não. Você já é de casa.

Edel não conteve um sorriso tímido.

Ronan observou o carro se aproximando e, assim que o automóvel parou, o menino abriu a porta para Edel, sorrindo. Ela retribuiu um sorriso, ficara vidrada nos olhos de Ronan e, mesmo tentando disfarçar, o menino percebeu.

Edel adentrou. Ronan fechou a porta do passageiro e deu a volta, para ir na frente com o motorista. Achara melhor.

***

Elesis desceu as escadas correndo e quase deu de cara no chão, sorte Jin tê-la segurado.

— De nada. — E deu um sorriso largo.

Elesis revirou os olhos. Saiu apressada de casa. O ruivo olhou para a poltrona e gritou:

— Não está esquecendo de nada, não?

A menina parou e colocou a mão no cabelo.

Jin pegou o presente embrulhado e jogou para Elesis, assim que ela se virou.

— De nada... De novo.

— É a sua função como irmão mais velho. — E mandou um beijo no ar, fazendo Jin rir.

O seu celular tocou na cozinha e o ruivo foi atender. Elesis já havia saído. A ruiva comentou que Ronan não a buscaria, por um pedido dela mesma.

— Oi, amor.

— Preciso te ver, Jin.

— Amy? — Estranhou ele o tom da rosada — Está tudo bem?

— Só... Vem me ver, tá?

O ruivo ficou preocupado, mas não demonstrou nada. Apenas finalizou a chamada assim como Amy fez.

***

Lire chegou ao condomínio onde Ryan morava. Pensava em como seria o fim de toda a sua felicidade se, no dia do seu aniversário, Ryan terminasse com ela.

Não seria possível, pensou ela, depois de tudo o que ele fez para estar ao meu lado.

Seu coração ardia e uma angústia tomou conta de si.

Arme disse que se encontraria com ela, mas, até aquele momento, Lire estava sozinha. E temia ficar assim depois daquele dia.

Estalava os dedos a cada passo que dava. Focava o chão para não ter que encontrar Ryan repentinamente pelo caminho.

Avistou, ainda um pouco distante, que estava tendo um evento no playground, porém não se atentou muito. Outras pessoas faziam aniversário nesta mesma data.

Ao chegar à porta de Ryan, hesitou. Na segunda tentativa, hesitou novamente. Na terceira, respirou fundo e movimentou a mão. Não bateu. Não tocou a campainha. Na quarta, olhou para o teto e segurou as lágrimas que já estavam por vir. Na quinta, a imagem de Ryan lhe veio à cabeça. Na sexta tentativa, fracassou e chorou.

—Ele não está em casa, minha querida. – Era a voz da mãe de Ryan, que estava atrás de Lire.

A menina fungou e enxugou as lágrimas. Pediu desculpas por estar ali e, quando estava prestes a ir embora, a mãe de Ryan a impediu.

—Não sei o que meu filho te fez, mas não deixarei que uma menina linda como você saia daqui chorando! – Protestou a mãe.

—Não... Não precisa. – Gaguejou Lire, tentando segurar o choro.

—Não. Eu não deixarei que a namorada do Ryan venha até aqui em vão. Nem que você entre para tomar um copo d’água. – A mãe sorriu.

—Não, eu realmente prefiro ir embora.

A mãe ergueu um pouco as mãos e encolheu os ombros, desamparada.

—Se eu soubesse que você viria, prenderia Ryan em casa, mas aquele menino é teimoso e saiu às pressas, falando que tinha um assunto muito importante para tratar.

—Um assunto mais importante que eu... – Murmurou Lire, mas foi ouvida.

—Em todo caso, irei acompanha-la até a saída, posso?

A menina iria negar, mas a mãe de Ryan não tinha culpa de nada. Então assentiu.

As duas foram em silêncio. Ao chegarem perto do playground, a mãe de Ryan parou.

—Tem como você vir comigo rapidinho?

—Eu acho melhor...

A mãe de Ryan a puxou.

—Não estou com clima para festa, por favor... – Tentou não ser guiada.

—Você não precisa ficar, eu só preciso falar com uma pessoa da festa e já, já te levo embora.

Lire suspirou. Pensara que seria muita sacanagem cair na festa de alguém sendo que nem estava a fim de comemorar o seu próprio aniversário. Mas, mesmo assim, ela foi.

Ao se aproximar mais, notou que a decoração era bem juvenil, poucas bolas, iluminação colorida, um telão, tinham poucas mesas e alguns puffs. Uma mesa com guloseimas, uma caixa de isopor para quem quisesse beber algo. Enfim, algo simples; porém, bem estruturado. Estava anoitecendo e isso engrandecia as luzes e o local.

Surpreendeu-se.

Reconheceria aqueles quatro rostos em qualquer parte do planeta.

Arme, Lass, Ronan, Elesis e uma garota um pouco acanhada e de cabelos esbranquiçados estavam juntos como se fossem recepciona-la para uma grande cerimônia.

Lire pôs as mãos sobre os lábios entreabertos e seus olhos inundaram.

O que seria isso? Pensou ela, imediatamente.

Ninguém se manifestou. Viu que seus pais estavam ali, os pais de Ryan, seus amigos mais próximos, até mesmo Jin e Amy e... Olhou para um lado e para o outro. Ryan não estava ali.

Lire lembrou-se um pouco do baile ocorrido antes de entrarem de recesso.

Our Song.

Ron Pope.

Não deu para conter. A emoção tomou conta de Lire.

“Lire? Lire?”

Todos olharam para o telão. A menina teve outra reação e olhou para trás.

Uma risada de Ryan.

“Sua boba, olha para frente”

Os convidados riram e a loira olhou para o telão também. O mesmo estava preto com a música Our Song do Ron Ponpe de fundo.

“Você deve estar se perguntar o porquê de eu não ter aparecido para você, né? Na verdade, deve estar se fazendo muitas perguntas, eu imagino...”.

Agora Lire soltou um breve riso.

“Primeiramente, quero deixar claro que eu não estar aparecendo pra você agora é mera covardia. Ronan e Lass estavam certos, eu não teria coragem de encarar você depois de tudo o que te fiz passar. MAS! Quero deixar bem claro que nada foi em prol de te fazer sofrer. Por mais que pareça...”.

Ryan apertou o microfone e respirou fundo.

“Irei te contar e explicar a todos os motivos que me levaram a tomar decisões extremas e finalizar com essa surpresa para você. Antes de tudo, porque... Lire, eu te amo. Entenda isso com todas as letras e sentidos possíveis. Eu te amo e não há nada nem ninguém que me impeça de sentir isso por você. Porque você é linda e eu te provarei isso. Mas, antes de entrar nos detalhes, eu devo me explicar.”

A menina manteve a postura, estava disposta a não perdoar Ryan caso a sua explicação de tudo o que ele a fez passar fosse bobagem. E, por mais que seu coração doesse, Lire achava que era o certo a se fazer. Ela tomaria uma decisão final. Mesmo assim, esperou pelas palavras de Ryan.

Ele, por sua vez, estava tremendo e temendo. Sentia que as palavras que diria e tudo o que mostraria daquele momento em diante seriam cruciais para ter perto de si, sem ter que tomar medidas extremas para saber disso, a pessoa que o faz feliz só de estar ao seu lado.

“Você conhece a incerteza, Lire? Pois é... Ela me dominou durante nosso namoro. Mas não foi uma incerteza sobre o meu amor por você. Tinha noites, depois de falar com você, que eu deitava, mas não conseguia dormir. Pois me vinha à cabeça os momentos que eu passei para te conquistar. E a incerteza que me dominou foi a de você gostar realmente de mim. Você pode até achar que eu me equivoquei quanto a isso. Mas não. Eu sou desses caras que brinca com muita coisa, mas quando se trata de sentimento e se tratando do meu sentimento, eu falo muito sério. Porque, para mim, gostar de alguém, se apaixonar por esse alguém todo dia e amá-la mesmo com todos os defeitos, é algo que se deve levar para a vida. E hoje em dia nós sabemos muito bem que “amar” é um verbo dito para tudo e para todos e eu não quero isso.”

Lire apertou sua mão em seu peito e, coincidentemente, Ryan fez o mesmo.

“Eu coloquei em minha mente que eu deveria provar para você o quanto eu a amava, mas eu precisava saber se o seu amor era recíproco ou não. Mas em nenhum momento eu quis te fazer sofrer. E se eu fiz, o que eu acredito que tenha acontecido, eu peço mil... E se não for o suficiente, eu peço um milhão de desculpas. E saiba que eu sofri o dobro toda vez que eu a via sair de perto de mim.”

Dois suspiros paralelos.

“No dia da praia, na lanchonete, nas conversas pelo celular, no dia em que você foi na minha casa, enfim, nesses encontros eu estava sendo um grande observador e talvez o mais idiota de ver até onde você iria. Mas eu fiz isso tudo por um propósito. De fazer você, Lire, minha única e para sempre minha namorada. E, nesses encontros atordoados, eu senti a insegurança em você também. Uma insegurança sobre mim. E isso foi bom, sabe por quê? Porque estar com alguém não é fácil e manter uma relação é mais difícil ainda. Você chegou ao nível que estava. A da incerteza se eu gostava de você. Tanto que chegou a insinuar a sua beleza.”

Ryan riu incredulamente.

“Você, de todas as garotas, tirando a minha mãe, é a mais linda que eu já vi. E se ainda não acredita, eu te provarei isso. Porque eu fui atrás de cem pessoas. Sim, cem pessoas, incluindo os que estão aqui, incluindo as pessoas que moram no meu condomínio, alguns amigos e familiares distantes e pedi para que mandassem um vídeo dizendo que você é linda.”

No telão, começou a rodas os vídeos feitos. Cada quadradinho com a mensagem de alguém ficava na extremidade e depois fazia uma fileira. Para que todos fossem vistos.

“Lire, aqui é a tia do Ryan, e você é linda!!”

“Oi, minha princesa, aqui é a mamãe e, mesmo que seja óbvio, eu te acho linda demais!”

“Lire, sua linda, maravilhosa, magricela, loira, dos olhos mais lindos que já vi, minha amiga do coração, da alma, de outra vida. É claro que eu, Arme, falo, afirmo e confirmo que você é lindona e eu te darei um tapa de discordar de mim.”

“Lire!!! Aturar o Ryan já te dá uma beleza extraordinária, porque eu, Ronan, já tentei e quase fiquei com cara de idoso sem completar 18 anos.”

“Lire, eu, Lass, acho que você é linda até demais para namorar um garoto ruivo com o cabelo todo arrepiado como o Ryan.”

“Lire! Anjo que desceu dos céus para trazer paz à vida do meu filho, você é a menina mais linda que já conheci!!”

“Lire, aqui é a avó dessa peste. Não sei nem como você me verá, só sei que o... Para de rir, malcriado! Seu pai deveria ter te dado uma boas palmadas, infeliz.

—Vó, ainda estou gravando. Você precisa falar que a Lire é linda, lembra?

Ah, sim, minha querida, seja lá como você for me ver ou me escutar, eu vi sua foto com esse meu neto horroroso com esse cabelo e você é realmente uma graça de menina. Tá bom assim? Posso preparar meu café agora?

—Vai lá, vó. E trás um Nescau pra mim, por favor.

Vai à merda, Ryan.

—Não fala isso, vó, assim eu terei que te cortar do vídeo.

Vai cortar o escambau, moleque! Quero aparecer na televisão!”

Ryan riu no microfone. E ouviu risadas por parte dos convidados, provavelmente de Lire também.

“Lire, aqui é o pai de Ryan, é você é linda demais para o meu filho.”

“Lire, aqui é a Elesis, e eu não sou muito de falar. Então você é linda e engula isso.”

“Lireee! Princesa linda! É claro que, uma diva como eu, Amy, não ficaria de fora para dizer o quanto você é linda e olha que sou super sincera. Então acredite!”

“Minha pequena, você é linda para o papai e pra mamãe, saiba sempre disso.”

“Você e a Arme são tão amigas que eu, a mãe dessa baixinha, não poderia deixar de falar o quanto você é linda, Lire.”

“Lire, sei que nos conhecemos pouco, mas você é linda e a minha irmã, Elesis, teve muita sorte em te conhecer.”

“Lire, aqui é o avô da Arme, e a sua amiga me pediu para gravar um vídeo para dizer que você é linda e que ia te mostrar nesse... Whatazap, é isso?”

Mais uma descontração e mais risadas.

Ao total, 99 vídeos foram vistos. Todos numerados.

“Está faltando um, não é, Lire? Mas antes, eu queria mostrar mais um vídeo. E eu espero que você realmente goste e não me mate depois.”

A menina teimou em mais uma vez procurar de onde vinha a voz de Ryan, mas, ao ver que não o encontraria, voltou sua atenção para o telão.

As primeiras imagens fizeram com que Lire colocasse as mãos no rosto e seus olhos marejassem. Eram as fotos dos dois. A primeira foi uma no colégio; outra já fora na casa de Lire e depois numa praça, no shopping. A tela se escureceu. Alguns trechos começaram a aparecer.

“Em nosso primeiro encontro eu te chamei para dançar.

Você ficou vermelha e começou a rir.

Eu fiquei te encarando até você parar”

A imagem deu uma pausa e Ryan comentou:

“Isso te recorda algo, Lire?”

“Eu Disse, "você não vai pegar minha mão.

Pegue meu coração.

Prometa nunca parar de dançar, uma vez que,já começamos

Porque esta é a nossa canção

Não posso prometer nenhum conto de fadas, mas você vai ser a rainha em qualquer castelo que eu construir.

E esta é a nossa canção”

“Ryan? Ryan?”

Lire ficou boquiaberta e olhou para os seus amigos balançando a cabeça negativamente. Depois olhou para a sua mãe e sorria sem saber qual reação ter naquele momento.

“Ryan! Para de gravar! – E tampou a câmera com a palma da mão.

—Calma. – Ele riu – Eu não mostrarei isso para ninguém.

Seu mentiroso! Apaga isso, Ryan! – Levou as duas mãos até o rosto e o cobriu, abrindo uma brecha entra uma mão e outra para ver se o menino havia mesmo parado de gravar – Seu idiota!

—Isso mesmo, sou seu idiota. – Ele riu.

Num futuro não muito distante eu me perguntarei como gosto tanto de você.

—Aí eu te mostrarei esse vídeo. Assim você nunca se esquecerá o quanto me ama.

Convencido... – Lire se levantou. Estava deitada no sofá com a cabeça no colo de Ryan.

Assim que ela levantou, ele girou a câmera para ele.

—Eu te amo para todo o nosso sempre, Lire. – E mandou um beijo.

Sério isso? – Ryan virou a câmera para ela – Você me ama para todo o nosso sempre?

—Eu disse na câmera, está gravado, agora você pode usar isso contra mim quando eu tentar fugir na hora de entrar na igreja.

Os dois caíram na gargalhada. Lire o beijou. E depois tampou novamente a câmera.

Você vai apagar isso, não vai?

—Quando for necessário...

A câmera caiu no chão e ficou gravando o tapete”.

O telão voltou a rodar apenas as fotos com a música de fundo Our Song. O celular da Lire vibrou em seu bolso. A menina não o pegou de imediato, ainda estava incrédula. Ao pegá-lo, viu que tinha uma chamada de vídeo no Skype.

“Lire, você é linda. E quem diz isso sou eu, meu coração, minha alma e cada célula que carrego no meu corpo. Lire, você é linda e eu posso repetir isso cem vezes. Porque é verdade. Eu sinto muito se te fiz chorar, mas saiba que eu chorei junto, mas isso tudo para realizar isso aqui hoje... Olha para frente, sua boba...”.

Lire abaixou o celular e Ryan estava a poucos metros a sua frente. Não conteve as lágrimas.

—Entenda de uma vez que eu te amo, Lire.

A menina não acreditou. Desatou a chorar.

— Seu louco! Por que fez isso tudo!?

— Porque parece que você não entende o que eu falo, tenho trauma do baile. – Ele riu.

A festa, então, deu seu início, os amigos foram falar com os dois. Mas o principal, Lire teve seu momento com Ryan.

— Precisamos conversar, mocinho.

Notas finais
E então? O que acharam? Até os comentários õ/