Violência Nem Sempre É A Solução

6 Capítulo 6 - Conhecendo o inimigo


Notas iniciais
Fico feliz de vcs terem deixado reviews. Isso me deixa mt happy! XD Aki vai mais um capítulo como prometido. Bjinhos!

— Eu conheço você! – meu tio disse largando a espada no chão e caminhando em direção ao guarda que falava – Aquiles? Não me reconhece mais?

O guarda retirou o elmo e nos analisou minuciosamente, até que seu olhar parou no rosto do meu tio. Ele sufocou um grito e deixou que sua espada caísse no chão com um estrondo.

— M-meu rei? – ele gaguejou – O-o senhor está vivo!O rei está vivo! Abaixem as armas meus amigos!

Os outros guardas guardaram suas espadas nas bainhas, tomaram a posição de sentido e ajoelharam-se no chão sobre um joelho. Aquiles ainda encarava o meu tio, perplexo.

— N-não querendo ser indiscreto, mas... Onde o senhor esteve durante todos esses anos? – Aquiles perguntou

— Estava na Terra à procura de minha irmã, minha rainha e minha filha, Alice. – meu tio respondeu apresentando Alice a todos – Mas agora estou de volta graças a minha sobrinha e vim recuperar o palácio, o trono e o planeta.

— O senhor sabe que o Conquistador não está no planeta, não é meu rei?

— Sei e sei também que o “braço direito” dele está lá em cima. E também sei que vamos expulsá-lo a pontapés esta noite. Isso é claro, se vocês nos deixarem passar.

— O senhor tem certeza de que quer fazer isso?

— Tenho! Eu não deixarei que o povo sofra mais nas mãos desse tirano! Mas aconselho a vocês que se finjam de desacordados, pois caso algo dê errado, vocês não levarão a culpa de nossos atos.

Aquiles assentiu e saiu do caminho para que passássemos e subíssemos as escadas para o quarto de Psyphon. Meu tio resolveu tomar a liderança da missão e foi na frente de todos com a espada em punho. Aconselhamos a Camila que ela ficasse com os guardas no andar de baixo, mas ela insistira em ir conosco ver a surra que iríamos dar em Psyphon. Olhei meu relógio. Sete e meia. Fazia exatamente meia hora desde que havíamos saído da cela. Meu tio parou bruscamente na frente de uma porta, por onde uma luz fraca saía.

— Filius Meretrix! – ele sussurrou – Ele está no meu quarto! Lana, arme o seu arco e Alice, tenha sua espada em punho. No três entramos! Um... Dois... Três!

Meu tio se jogou contra a porta com a força de um elefante, fazendo com que todas as trancas estourassem de uma só vez e a porte fosse arrombada. O alienígena com cara de esqueleto tomou um susto tão grande, que caiu no chão, derrubando uma escultura de vidro de si mesmo que estava na mesa de cabeceira. Armei meu arco com uma flecha de prata e olhei pelo canto do olho para o meu tio. A fúria estava claramente estampada em seu rosto. Camila passou por mim e parou ao lado do meu tio. Ela olhou para Psyphon com um sorriso sinistro.

— Lembra-se de mim, Psyphon? – ela pronunciou o nome com desdém

Se Psyphon pudesse ficar mais pálido, ele com certeza teria ficado. Ele estava aterrorizado e encolhido, tremia assustado.

— Parece que você não é tão duro quando está longe do Conquistador não é? – Richard concluiu

Então, eu notei que Psyphon mexia em algo. Um comunicador em seu pulso. Mirei no aparelho e disparei uma flecha nele. Alice e Oliver me olharam assustados.

— Por que diabos você fez isso? – eles perguntavam justos

— Aquele aparelho... – eu disse apontando para uma caixinha que havia sido presa na parede por minha flecha -... É um comunicador. Ele estava mandando um sinal para o Conquistador.

Psyphon praguejou em sua língua e falou mais um monte de coisas incompreensíveis. Quando eu ia pegar o distintivo dos encanadores na aljava, eu captei três palavras que ele havia falado: Vilgax, o Conquistador. Camila lançou-se em cima de Psyphon e o golpeou várias vezes com sua espata, antes que meu tio a tirasse dali. Alice achou uma corda no quarto e amarrou as mãos e as pernas de Psyphon e por fim ainda o amordaçou com um pedaço de pano e o desacordou com uma pancada na cabeça usando o punho de sua espada. Camila ainda estava agitada e o meu tio mal conseguia contê-la agora. Eu a agarrei pelos braços e fitei seus olhos negros e perturbados.

— Camila! – eu chamei docemente – Acalme-se! Está tudo bem! Psyphon foi amarrado, amordaçado, desacordado e será levado para as masmorras. Não se preocupe mais!

Os olhos dela se encheram de lágrimas. Ela me olhou, desolada e começou a soluçar.

— Você não ouviu o que ele falou? – ela perguntou em meio aos soluços

— Eu só ouvi um monte de palavras incompreensíveis, nada, além disso! – eu respondi confusa

— E-ele falou que... Que havia matados os meus pais Lana!

Eu olhei para Psyphon jogado ao chão e de repente senti ódio dele. Como ele poderia ter matado os pais da Camila? O que eles haviam feito de errado? Engoli o meu ódio e abracei Camila. Eu lancei um olhar autoexplicativo para Alice e ela instruiu seus irmãos quanto ao que fazer com Psyphon. Meu tio ajoelhou-se no chão e sussurrou uma oração em latim para Marte. Depois disso, ele desceu para o salão principal e deixou-me com Camila sozinha no quarto. Eu a levei até a cama e ajudei-a a se sentar.

— Eles eram a minha única família! O que vou fazer agora? E-eu não tenho para onde i! Sem dinheiro, sem abrigo e sem família! – Camila disse em prantos – Tudo o que me resta é esse vestido esfarrapado e essa estatueta ridícula de Hades.

Olhei para sua mão e vi a miniatura de um rei sombrio segurando um cetro com uma caveira na ponta. Aquela estatueta realmente me lembrava de Hades, mas sem aquele manto de almas penadas que ele usava quando o vi no Olimpo. Aquele manto me assustava muito. Camila baixou a cabeça novamente e deixou que seus cabelos negros caíssem sobre o seu rosto.

— Camila? – eu disse levantando seu rosto – Eu sei como você se sente. Perdi minha mãe quando tinha cinco anos. Eu a vi morrer na minha frente e não pude fazer nada. Até hoje não aceito o que aconteceu, mas acabei tendo que superar e fui em frente. E você não está sozinha! Eu sou sua amiga e como eu era filha da princesa daqui, digo que você pode morar aqui comigo e com os meus parentes. Existem dezenas de quartos nesse palácio. Pode escolher qualquer um e ele será seu. Não deixarei que nada lhe falte. Desde comida até dinheiro e roupas. Você terá tudo o que quiser. Eu prometo!

— E-eu não posso aceitar Lana! E-eu posso dar um jeito! Posso arranjar um lugar para ficar. Eu não quero ser um encosto. Eu posso me tornar sacerdotisa do templo do meu deus ou... – ela começou

— Não! – eu a interrompi – Eu insisto para que você fique aqui! Você é uma das garotas mais corajosas que já conheci! Agora enxugue as suas lágrimas e vamos descer para encontrar o meu tio e os meus primos.

Camila sorriu e enxugou as lágrimas com as costas da mão. Ela girou a sua espata na mão e ela se transformou em um anel de ferro estígio com o nome Caster gravado. Ela pôs o anel no dedo anelar da mão direita e o fitou por um momento.

— Anel bonito. – eu comentei

— Meu pai me deu quando eu fiz cinco anos e descobri que era serva de Hades. Lembro-me de ter sumido nas sombras com uma alma e dado um susto enorme nos meus pais. – Camila comentou – Desde aí, eu nunca mais tirei esse anel. Até ano passado, quando fiz quinze anos e os guardas o arrancaram de mim quando fui presa.

— Você tem dezesseis anos? Jura? Achava que você tinha quatorze!

— Muitos já me disseram isso. Agora vamos? Alice, Richard, Oliver e o rei Robert devem estar esperando lá embaixo.

Notas finais
E aí? O que acharam? Qro a opnião sincera d vcs ok?
*Filius meretrix = fdp em latim