Violência Nem Sempre É A Solução

10 Capítulo 10 - Sonhos se tornam realidade


Notas iniciais
Desculpe a demora. É que eu estava meio enrolada aqui e a minha imaginação não me ajudou mt. Mas aí vai mais um capítulo! Espero que gostem!

Assim que nós chegamos à casa dos Rocco eu percebi de que surpresa meu tio falara.

Igor estava parado ao lado de Bluesky, que a me ver, veio correndo até mim.

— Ele falou que estava com saudades. – Igor declarou – Ele estava doido para te encontrar!

— Onde o achou? – eu perguntei acariciando o focinho de Bluesky

— Na verdade foi ele quem me encontrou. – Igor respondeu – Minha irmã me arrastou para perto de onde ela encontrou vocês e ele me pediu ajuda. Ele disse que se perdeu de vocês depois que vieram aqui para casa.

— Obrigada por trazê-lo para cá Igor!

— Não foi nada! Ah! A propósito, ele disse que eu parecia com um
tal de Percy Jackson, a quem ele chamou de “Filho de Poseidon”. Quem era esse?

— Era um amigo meu. Ele gostava bastante de mitologia grega e dizia que era filho do deus dos mares. Mas era brincadeira dele. Ele só nadava bem e gostava do Bluesky. – menti

Então, vi Jessie correndo na nossa direção. Ela me deu um abraço apertado e lançou um olhar desconfiado para Camila.

— Eu acho que já te vi em algum lugar... – Jessie começou

Segundos depois, Samantha também apareceu e ao ver Camila, empalideceu.

— C-camila! Graças aos deuses você está viva! – ela disse dando um abraço apertado em Camila – Seus pais... Eles...

— Eu já sei. – Camila murmurou – Foi Psyphon. Ele me disse antes de o prendermos nas masmorras.

— VOCÊ PRENDEU O PSYPHON NAS MASMORRAS!??? – Sam exclamou abismada

— Com a ajuda dos guardas, de Camila e dos meus primos? Sim! NÓS prendemos o Psyphon nas masmorras. – eu confirmei

Nesse momento, Camila e Alice coraram e Richard deu um sorriso convencido. Oliver entrou na casa e voltou cinco minutos depois com as malas e os outros Rocco’s. Eles falaram conosco e nos parabenizaram pelo sucesso. Camila pediu para buscar as coisas em sua antiga casa, mas um garotinho loiro com cara de elfo apareceu ao nosso lado. Ele estava aflito e se jogou de joelhos aos pés do meu tio.

— Meu rei! Por favor! O senhor precisa me ajudar! – ele pediu ofegante – M-meu pai foi caçar comida para minha família há dois dias e até agora não voltou. Ele foi até a Floresta Proibida senhor! Por favor, ajude-me!

— Deixa que eu vou! – eu disse ao meu tio – Por que aí eu aproveito e pego as coisas da Camila na antiga casa dela.

— Você tem certeza Lana? – Sam perguntou – Há coisas sinistras naquela floresta! Monstros, almas penadas, basiliscos...

— Relaxa Sam! Eu sei me cuidar! Agora... Alice! Você pode levar o Bluesky lá para o palácio?

— Eu vou com você Lana! E acho que o Bluesky também! – Alice retrucou

— Negativo. Vocês vão para o palácio. Eu vou sozinha! Estou precisando pensar um pouco.

— Pensar na Floresta Proibida? Ah tá! – Oliver zombou

— Eu vou sim, algum problema? Subir em árvores é minha forma de pensar. Se não gosta, o problema é seu!

Oliver se calou. Alice, Camila e Sam tentaram me impedir de ir alegando que era suicídio, mas eu ignorei e fui embora, pendurando a aljava nas costas. Bluesky tentou me seguir, mas eu o convenci a voltar. Minha cabeça estava a mil. Eu realmente precisava de um tempo para me distrair e algo com o que ocupar a mente e uma batalha na floresta me parecia perfeito para isso. Respirei fundo e segui em frente. Foi só quando pus um pé dentro da floresta que percebi que eu a conhecia. Eu não me lembrava exatamente de onde, mas eu já tinha visto aquelas mesmas árvores mortas e ouvido aqueles mesmos sons em algum lugar. Era um misto de arrulhado de corujas, arbustos chacoalhando e sibilos de serpente. Serpentes. Eu tenho um sério medo irracional delas. Esse medo quase custara a vida de Apolo em Toronto. Um cala frio percorreu o meu corpo seguido por uma brisa congelante que pareceu até chegar aos meus ossos. E então foi aí que eu me toquei. Aqueles sons, aquele lugar... Tinham aparecido em um sonho que eu havia tido há poucos dias! Então de repente eu olhei para a roupa que eu vestia. Era o mesmo vestido verde-escuro sem mangas e a mesma bota de cavalaria onde eu havia escondido a adaga. Quando olhei para o lado, me vi frente a frente com um basilisco que ameaçou cuspir uma coluna de chamas em mim. E então, eu fiz a coisa mais sensata a se fazer naquela hora. Eu corri. Corri o mais rápido que pude, desviando de árvores, galhos, pedras e trocos que havia naquele lugar. Quando finalmente parei, me vi em uma clareira onde um rio de águas cristalinas passava. A clareira na verdade, não era bem uma clareira. Era como uma praia que desembocava em um rio só que do outro lado dele, havia o restante da Floresta Proibida. Um raio de sol refletia em algo que estava nas margens do rio. Curiosa, eu fui ver o que era. Foi o meu erro.

Assim que me aproximei o suficiente para ver o que era, um monstro marinho gigantesco se levantou da água. Ele estava parcialmente coberto por algas e tive o corpo feito de mariscos, cascas de siri e pedras preciosas. No alto de sua cabeça, havia um chifre fino e brilhante como o dos unicórnios de desenho animado. No lugar de braços, ele tinha seis tentáculos de polvo e duas pinças de caranguejo. E para completar, ele ainda tinha uma cauda de jacaré. Tentei pegar uma flecha na aljava que estava nas minhas costas, mas com uma rabada ele fez com que eu voasse uns três metros. O arco e aljava foram parar a quase cem metros de distância de mim e caída no chão, eu tentei pegar a adaga que estava na minha bota. Quando finalmente consegui pegá-la foi que percebi que o monstro havia rastejado até mim. Geralmente o simples gesto de apontar algo feito de bronze celestial para um monstro já o faz recuar alguns metros, mas esse era diferente. Ao invés de se afastar, ele avançou e me agarrou pela cintura com uma de suas pinças de caranguejo. Eu gritei e me debati inutilmente tentando me soltar e o monstro me levou para dentro do rio. O primeiro minuto dentro d’água foi tranquilo, mas depois disso, meus pulmões pareceram querer explodir por causa da falta de ar. Continuei a me debater insistentemente e tentei gritar novamente. Meus pulmões se encheram de água e eu comecei a perder a consciência. Um pouco antes de tudo escurecer, algo passou de raspão pela minha cabeça, mas eu não pude ver o que era. Minha vida começou a passar diante dos meus olhos e meu último pensamento foi:

Eu devia ter me despedido melhor de Apolo, do meu pai, dos meus primos, amigos e do meu tio antes de morrer.

Notas finais
E aí? O que acharam? Algum palpite para o próximo capítulo?