Notas iniciais
Esse capítulo foi betado pelo Thomas do NC , eu não consegui falar com a Reet mas agradeço por toda a ajuda que ela tem me dado.Desculpem a demora, sou uma negação em matemática e tirei nota baixa, novamente...Agradeço pelos reviews, sério eles me ajudam muito.

Assim que Ian chegou ao apartamento, foi que a ficha caiu.

Mas que porra eu fiz? Primeiro sai pelas ruas de Hove atrás de uma garota, que era para mim, uma completa desconhecida e que muitos julgavam ser psicologicamente perturbada.

Segundo, eu a trouxe, mesmo que inconsciente para o meu apartamento. Sem o seu consentimento ou a autorização de um responsável. Fora que ela está cheia de hematomas.

– O que vai fazer agora? — Ian me perguntou, enquanto se jogava no sofá.

– Não sei — mexi em meus cabelos. Era um tipo de tique que eu tinha quando estava nervoso.

– Ora Evan, você a trouxe para sua casa. Deveria ter pensado nisso — deu ênfase na palavra sua.

– Eu sei, eu sei Ian – levantei-me — Mas o que irei fazer agora com uma completa desconhecida, além de toda machucada dormindo no quarto de hospedes?

– No momento você que é o meio médico, deveria dar uma olhada nela — apontou para a escada.

– Porra Ian, diga uma coisa que eu já não tenha feito!

– Ok, se acalme! Primeiro me informe a situação — disse como os policiais de séries de TV.

– Eu não sou detetive, mas pelo pouco que a vi deve ter sei lá, entrado em uma briga...

– Ou ter apanhado, por ter feito algo errado — sugeriu o moreno.

– Quem faria isso? Digo, ela é só uma garota com alguns problemas, mas ainda uma garota.

– Quando eu disse que Violet Trent era chave de cadeia, você... — apontou para mim — deveria ter me ouvido.

Dei de ombros, e caminhei até a cozinha. Primeiro eu teria de repassar tudo, desde o inicio novamente. Passeio pela cidade, tequila no bar, Violet na vitrine, seguir a menina do cabelo roxo e achá-la no chão, desmaiada.

– Bela noite Evan — sussurrei.

– Vou indo Ian — se pronunciou — São uma e meia da manhã, e eu definitivamente não quero estar aqui quando ela acordar.

E assim o moreno saiu. Eu definitivamente só queria deitar na minha cama e fingir que isso nunca aconteceu, mas para minha total infelicidade, alguma força oculta do destino fez com que eu fosse vê-la.

Tentei não fazer com que a porta rangesse muito, algo que deu completamente errado. A porcaria da porta rangeu, e para completar a minha desgraça eminente à pessoinha que ressonava na cama, acordou.

– Calma, eu não vou te machucar – me apressei a lhe dizer.

Ao contrario do que eu esperei Violet não gritou ou me acusou de tê-la raptado ou estuprado. A coisinha do cabelo roxo simplesmente rolou os olhos.

– Já ouvi muito essa frase — disse isso mais para si mesma do que para mim. Acho.

– Então, não vai perguntar quem eu sou? — encostei-me ao batente da porta.

– Acho que é justo, mas acredite não é de meu fetiche fazer ou responder perguntas — me fitou carrancuda — Ok, quem é você?

– Sou uma alma boa que te ajudou — lhe estendi minha mão — Evan Sattle.

Ela não apertou, contrariando todas as minhas expectativas de sua recuperação, a coisinha de cabelo roxo levantou, pegou sua jaqueta jeans e começou a procurar algo nos bolsos.

– Violet Trent — disse – Obrigada, oh alma boa — respondeu sarcástica.

– O que você está procurando? — Sim, era um mal meu ser curioso.

– Coisas Sattle, coisas — respondeu, levantando a cabeça, permitindo que eu visualizasse seus olhos pela primeira vez.

Azuis gélidos.

– O que aconteceu com você? – sentei-me na cama, aguardando sua resposta.

– Acho que minha vida particular não é de seu interesse. Mas aposto que já deve ter ouvido alguma coisa a meu respeito nessa cidadezinha do capeta.

Ah claro, Violet Trent a pessoa chave de cadeia estava ali, bem na minha frente. Do jeito que esse povinho em Hove fala, seriamos assunto na manhã seguinte. Eu não me dei ao luxo de responder e no meu intimo, ela já sabia a resposta.

– Achei — exclamou, puxando um isqueiro do bolso da calça jeans.

Aproximou-se da janela e a abriu, puxou novamente algo dos bolsos, que depois consegui identificar como um maço de cigarros.

– Quer um? – ofereceu, dando uma tragada.

Neguei.

– Só para constar, quantos anos você tem?

– Dezessete.

– Ah, mais alguma coisa ao seu respeito que seja de meu interesse?

– Acho que não, mas eu gostaria de pedir uma coisa.

– Diga.

– Já que estou aqui mesmo, e você está sendo nessa cidade a primeira pessoa que foi legal comigo por mais de cinco minutos. Posso dormir aqui?

Permitir ou não permitir? Eis a questão.

– Pode, porém eu espero algumas respostas pela manhã.

– Todas Evan, todas — não sei, mas foi bom ouvir meu nome sair da boca dela.

Levantei-me, decidindo que ela precisava de descanso e eu também.

– Boa noite Violet — desejei ao chegar no batente da porta novamente.

– Má noite Evan.

“Má noite”, balancei a cabeça e ri. Violet Trent era um tipo diferente de pessoa. Era daquelas que seus pais mandam você ficar longe, mas você por ser uma criança mal educada, vai atrás.

Podia até mesmo ser comparada a alguma assassina patologicamente perturbada, com um fraco para matar criancinhas e vender seus órgãos no mercado negro.

Mas de tudo isso, digo tirando algumas partes ruins, acho eu que ela podia ser boa. Tirando o sarcasmo — que eu tenho a certeza que ela adorava usar — eu vi uma garota diferente, não o diferente que todos vêem, como se o próprio capeta estivesse diante deles.

Um diferente legal, que pede para ser decifrado. Pode ter certeza de uma coisa, entender Violet Trent se passaria a ser meu hobby favorito. Claro, se eu recebesse uma colaboração da mesma.

Por que um interesse tão repentino no monstrinho Evan? Ah, isso é simples de responder, Violet Trent era tudo aquilo que as pessoas renegavam e logicamente, isso a tornava a coisa mais excitante de ser entendida para mim.

Notas finais
Então será que consigo 15 reviews com esse cap? Por favor nér?Vocês são 72 leitores, pelo menos um continue ou poste logo.Até...