Violência Nem Sempre É A Solução

3 Capítulo 3 - Salvamos uma Rocco


Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora. Eu fiquei viciada pelo Artemis Fowl e só terminei de ler o último hoje. Minhas notas também não estam as melhores e eu tava cheia de trabalhos para fazer, por isso não tive tempo. E tem outra coisa também. Vocês sabiam que o Dwayne McDuffie(criador do Ben 10) morreu? Eu fiquei supermal quando apareceu isso no último episódio do Ben 10, por isso não escrevi.
Mas espero que vocês gostem desse capítulo. Bjinhos.

Eu achei que atravessar meia galáxia demorava, mas me enganei.

Chegamos a Hélade ao meio dia. Ao descermos da nave, Alice correu sem rumo pelo campo de flores onde havíamos pousado. Eu ofereci ajuda ao Kevin e ao meu tio para descarregar as coisas, mas como eles dispensaram, eu fui atrás da Alice. Isso é depois de dar um abraço apertado no Kevin e agradecer-lhe por tudo. Claro que depois disso eu não corri atrás da Alice. Eu não queria correr o risco de desmaiar novamente.

Depois que alcancei a Alice, resolvi prestar atenção na paisagem. Estávamos em um campo de lilases e no horizonte, era possível se enxergar um palácio grande e elegante que parecia feito de mármore.

— O palácio! – Alice exclamou – Parecia muito maior quando eu tinha três anos!

— Claro! Você era pequena! Tudo parece grande quando somos pequenos! – eu disse

Ficamos olhando o horizonte e contemplando o palácio até que ouvimos gritos de criança vindos de algum lugar perto de nós. Do nada, uma garotinha de cabelos castanhos claros veio correndo em nossa direção. Ela usava um vestidinho de trapos e os seus cabelos ondulados caíam por cima de seus ombros. Em suas mãos, havia a metade de uma goiaba. Desesperada, ela agarrou a barra do meu vestido e se escondeu atrás das minhas pernas.

— Mas o que... – eu comecei

Foi então que percebi dois homens de armadura empunhando espadas e correndo na nossa direção. Eu olhei bem para eles e senti que havia alguma coisa de errado com eles, mas não consegui descobrir o quê. Eles pararam a uns três metros na nossa frente e apontaram as suas espadas para a menininha que estava escondida atrás das minhas pernas.

— Deem-nos a garota, senão... – um dos homens falou

— Senão o quê? Senão vocês vão nos espetar com essas suas espadinhas sem graça? – eu disse – O que a coitadinha fez afinal?

— Ela invadiu o jardim do palácio e roubou as goiabas da goiabeira real! Roubo e invasão de propriedade são crimes, se esqueceram? Agora me dê à garota ou eu mesmo vou pegá-la!

Alice viu que eu não estava em condições de lutar, mas que eu faria de tudo para proteger aquela garotinha indefesa, por isso, ela jogou o seu colar para cima e assim que ele desceu ela pegou o cabo da espada que ele havia acabado de se transformar e apontou-a para os dois homens dizendo:

— Vocês nunca irão pegar essa garota! Nem por cima do meu cadáver!

Um dos homens grunhiu e foi para cima de mim, mas Alice pulou na minha frente e defendeu o golpe dele com a sua espada.

— Leve a menina para longe daqui! Eu dou conta deles! – Alice falou empurrando a espada do homem com a sua

— Eu não vou te deixar sozinha! – eu gritei

— Quem disse que ela estará sozinha? – disse uma voz vinda de trás de mim

Quando me virei, vi meu tio correndo com a espada em punho pronto para defender a sua filha. Ele passou correndo por mim e enquanto sua espada se chocava com a do outro homem, ele gritou:

— Vai Lana! Corra com a menina para um lugar seguro!

Hesitei em obedecer à ordem, mas eu não estava me sentido bem! Eu não podia simplesmente entrar na batalha e desmaiar no meio dela! Se eu fizesse isso eu iria morrer! Então, eu peguei a garota no colo e arrisquei uma corrida até alcançar uma boa distância da batalha. Pus a menina no chão e ajoelhei-me na sua frente. Ela me olhava assustada, com os seus belos olhos acinzentados (o que me lembrou muito a Annabeth).

— Obrigada por me salvar, moça. Se aqueles tivessem me pegado... – ela disse e começou a chorar

— Shhh! Calma! Você está a salvo agora! Eles não vão te pegar, porque eu não vou deixar! – eu disse limpando as suas lágrimas – Agora você pode me dizer o seu nome?

— É Jéssica. Jéssica Rocco, mas pode me chamar de Jessie. – ela disse depois de um suspiro

— Prazer Jessie! Meu nome é Lana. Lana... Johnson. Mas me explica uma coisa: por que você estava roubando goiaba na goiabeira real?

— Eu estava com fome! A única coisa que comi antes de sair de casa foi umas três amoras que tinham no meu quintal!

— Por que só isso?

— Porque minha família não tem dinheiro para sustentar todo mundo.

— E onde você mora?

— Em um vilarejo próximo ao palácio. Se a senhorita quiser, eu a levo lá!

— Seria um prazer! Mas primeiro eu tenho que ver como os meus amigos estão se saindo. Você vem comigo?

Eu fiquei de pé, Jessie pegou a minha mão e juntas nós voltamos para onde o meu tio Robert e a Alice estava. Ambos estavam com as espadas nas gargantas dos homens de armadura.

-... Agora voltem para o lugar de onde vieram! E obedeçam as leis helenas! – meu tio disse fazendo com que os dois corressem aos tropeços em direção ao palácio

— Realmente vocês deram conta! – eu disse – Agora vamos levar a pequena Jessie para casa?

— Claro! – Alice disse animada – Seria ótimo!

A cada passo que eu dava, eu me sentia pior. Felizmente, chegamos ao vilarejo, que era formado por várias casas de alvenaria. Jessie, que nos guiava, parou em frente a uma casa onde em grego via-se escrito o nome “Rocco” na porta.

— Chegamos! É aqui que eu moro! – Jessie falou – Entrem comigo, por favor!

— Seus pais não iriam brigar? – Alice perguntou

— Não! Eles adoram visitas! E além do mais, vocês salvaram a minha vida!

Assim que entramos na pequena casa, um cheiro de peixe assado e de metal derretido entrou por nossas narinas.

— Seus pais são ferreiros? – Alice perguntou a Jessie

— Meu pai, meu avô e meu irmão são servos de Hefesto. É mais ou menos isso. – ela respondeu – Paai! Mãe! Tem alguém em casa?

Do nada, uma mulher de cabelos e olhos amendoados saiu de trás de uma porta.

— Jessie! – a mulher exclamou abraçando-a – Você está bem? Está machucada? Ah meus deuses! Por onde você andou?

— Calma mãe! Eu estou bem! Eles me salvaram dos guardas malvados! – Jessie disse apontando para nós

A mulher olhou para nós e levantou-se subitamente. Ela fitou-me totalmente surpresa e chamou:

— Dan! Dan vem aqui, rápido!

Um homem alto, moreno, de cabelos cacheados e olhos castanhos, veio correndo até onde estávamos. Ele usava uma túnica grega, sandálias de couro e tinha o rosto sujo de graxa e fuligem. A me ver, ele perguntou surpreso:

— Rose!? É você mesma? E... Rei Robert? O senhor aqui? Eu só posso estar tendo mais um daqueles meus sonhos malucos!

— 1 – Você não está sonhando, tudo isso é real. 2 – Meu nome é Lana Shane Johnson e não Rose e 3 – De onde você conhece a
minha mãe? – eu perguntei

— Sou Daniel Rocco. Irmão de Noah Rocco e filho de George Rocco. Conheci a sua mãe quando ela era namorada do Noah. – o homem respondeu – Você se parece muito com ela! Não foi a toa que eu lhe confundi com ela!

— Eu conheço mais ou menos essa história. Ela me contava quando eu era pequena. – eu disse – E a senhora... Seu rosto não me é estranho!

— Sou Hellen Jones Rocco. Eu e sua mãe éramos amigas na sua idade. A minha mãe dizia que éramos o quarteto fantástico. Eu, sua mãe, a Kate e a Carol. – a mãe da Jessie disse

— Bom... Então isso explica quem estava na foto.

— Que foto? – Hellen perguntou

Eu peguei o álbum de fotos de dentro da minha bolsa e o entreguei na mão da Hellen. Ela olhou todas as fotos, uma por uma, minuciosamente.

— Onde estão Rose e Noah agora? Por que não vieram com vocês? – Hellen perguntou curiosa

Os meus olhos e os da Alice e do tio Robert baixaram e nós ficamos apreciando o belo material com que era feito os nossos sapatos.

— Eles estão nos Campos Elíseos, não é? – Jessie disse indiferentemente quebrando o silêncio

Eu assenti ainda olhando para baixo. Depois disso, um momento de silêncio sinistro aconteceu. Felizmente, ele foi interrompido pela risada de um garoto e de um senhor. Quando o senhor me viu e viu o meu tio, rapidamente fez uma reverência desajeitada e disse:

— O que me dá a honra de sua presença em minha humilde residência, meu rei?

— Levante-se meu senhor. Nada de reverências. Vim apenas trazer a menina até em casa. – tio Robert disse
apontando para Jessie – Qual o seu nome?

— É George. George Rocco, meu rei. – ele disse e me fitando falou – Olá Rose! Sentimos a sua falta!

— Ahn... Pai... – Daniel disse constrangido – Essa não é a Rose. É a filha dela. Lana.

— Muito prazer, Lana. E você, senhorita de cabelo colorido? – o senhor Rocco disse a Alice – Qual o seu nome?

— Alice Shane, meu senhor. – Alice respondeu

— A senhorita parece muito com os seus pais. Olhos da rainha Kate, sorriso do rei Robert. – ele disse – Vocês vieram de longe! Devem estar com fome! Por que não almoçam conosco?

— Não seria incômodo? – eu perguntei

— Claro que não! Seria uma honra vocês almoçarem aqui em nossa casa! – Hellen disse

Jessie e o Sr. Rocco nos guiaram até a sala de jantar. Jessie sentou-se de um lado e a Alice do outro. Daniel ajudou Hellen a trazer as coisas para a mesa, enquanto o meu tio e o Sr. Rocco conversavam. Depois que Hellen colocou a bandeja com um belo peixe assado na mesa e se sentou Jessie perguntou:

— E o Will, mamãe? Ele não vem almoçar com a gente?

— Não Jessie. Ele foi entregar uma encomenda para o seu pai e ficou de almoçar por lá mesmo.

— Quem é Will? – Alice perguntou indiscretamente

— É o nosso filho mais velho. Ele tem 18 anos. – Daniel disse

— Achei que ele ia ao menos almoçar com a gente! – o garoto que eu tinha visto chegar com o Sr. Rocco disse

— Eu também, Igor! Mas ele ligou dizendo que não vinha! – Hellen disse

— Ok! Chega disso! Vamos comer! – Daniel disse

Assim que Daniel abriu a bandeja e deixou escapar aquele delicioso cheiro, meu estômago se embrulhou. Meu rosto deve ter mudado de branco feito papel para verde musgo, porque o Sr. Rocco me olhou preocupado e disse:

— Lana, tudo bem com você? Você parece meio enjoada!

— Estou bem! – menti – Só preciso ir ao banheiro.

— Deixa que eu te leve lá! – Hellen disse levantando-se de sua cadeira

Alice agarrou o meu braço e sussurrou:

— Está mal de novo? O que você tem menina?

Eu dei de ombros e acompanhei Hellen pelo corredor em direção ao banheiro. Porém, ao quinto passo que dei, uma pontada de dor atingiu a minha cabeça. Tudo começou a girar de repente e eu perdi os sentidos. A última coisa de que me lembro, foi de ouvir Hellen chamando Daniel desesperada.

Notas finais
E aí? O que acharam?