Notas iniciais
1.
Antes mesmo de embarcar no Expresso de Hogwarts, Luna sabe quem é Harry Potter. Isso não é nenhum grande feito – todas as crianças sabem quem é o Garoto que Sobreviveu, e pelo menos metade delas gostaria que Harry se tornasse o seu melhor amigo.
Luna teria gostado de um amigo, mas ela é sorteada para uma casa diferente, e quando chega a Hogwarts ele já tem dois amigos e não parece precisar de mais nada.
Luna acha que os olhos de Harry parecem – não sapinhos cozidos, como sugere Gina Weasley numa tarde de fofoca e risinhos entre garotas que Luna entreouve de passagem – mas algo mais magnânimo. Maçãs-verdes caramelizadas, talvez, ou o seu doce preferido: balas acidinhas cáusticas.
2.
Luna descobre que o monstro da Câmara Secreta é um basilisco, provavelmente antes de todo mundo. Ela só precisa ligar os pontos – observar as pistas – o que ela treinou a vida inteira com os romances de investigação que seu pai adora ler em voz alta quando não está editando o Pasquim. Uma galinha morta. Petrificação nos corredores. E aquele constante barulho de algo grande se arrastando dentro das paredes, como é que ninguém mais ouvia?
Mas é fácil para Luna identificar o Monstro – o Pasquim fez uma edição especial sobre basiliscos há menos de um ano, a qual ela ajudou a ilustrar com seus próprios desenhos. Mas ninguém lhe pergunta a sua opinião, então Luna a guarda para si e espera o desenrolar da coisa toda para saber se está certa (a sua parte preferida nos romances de detetive é confirmar se ela está certa, e ela está certa noventa e quatro por cento das vezes).
E então, há definitivamente algo errado com Gina Weasley, que era alegre e falante quando o ano começou, mas à medida que vai passando, se torna cada vez mais pálida e sobressaltada, pulando quando alguém a pega pelas costas, como se esperasse um espetão. Luna cogita tranquilizar Gina, lhe dizer que ela não está em perigo – será que ela não vê que o basilisco só ataca mestiços ou nascidos-trouxas?
Quando Gina Weasley é levada para dentro da Câmara Secreta, Luna pensa que talvez ela devesse ter dito alguma coisa. Talvez ela devesse ter ajudado Harry Potter, lhe dado uma pista sobre o monstro, quando a escola inteira descobriu que Harry Potter era ofidioglota. Harry era a única pessoa no castelo que poderia ter convencido o basilisco a se comportar.
Mas Gina Weasley é salva sem a sua interferência, e Luna não se sente tão responsável pelo seu silêncio. Talvez falar não seja assim tão necessário. Talvez ela possa continuar assistindo de camarote.
3.
No seu segundo ano, há dementadores do lado de fora da escola, Sirius Black está sendo perseguido, e Luna está começando a ficar entediada com os longos dias em Hogwarts, de aula para aula, sem ter muito com quem passar o tempo. Ela se esmera em observar os outros e começa a murmurar consigo mesma as suas perspicazes observações sobre os colegas de casa. Uma corvinal do seu ano a pega murmurando sobre a infestção de zomzóbulos que provavelmente está infestando a Torre Norte (senão, por que mais a professora Trelawney parecia sempre tão atazanada?), e ela ganha o apelido de DiLua. Apelidos deviam ser coisas boas, mas Luna está ciente do gosto agridoce que vem com aquele.
O professor Lupin traz um bicho-papão para a aula – parece que ele decidiu ensinar Riddikulus para todas as turmas naquele ano, estranha decisão pedagógica, em sua opinião – mas Luna sabe no que o seu bicho-papão vai se transformar antes mesmo de enfrentá-lo.
O seu bicho-papão é uma cadeira de balanço vazia. A cadeira de balanço do seu pai, que fica na varanda de sua pequena casa em formato de torre em St. Catchpole. Os olhos de Luna se enchem de lágrimas quando a vê assim, porque a cadeira vazia significa que seu pai a deixou, como a mãe dela a deixou anos atrás, e isso Luna não pode suportar.
O professor Lupin encoraja Luna a usar Riddikulus, e ela imagina uma segunda cadeira sentada na primeira, e uma terceira cadeira sentada na segunda, e assim por diante, até que a última cadeira é tão pequena que o assento só cabe uma bola de gude. Redundância faz Luna rir (a própria palavra lhe causa risinhos incontroláveis), mas depois daquela aula, Luna sente que o seu apelido ganha força e se alastra para além da Corvinal. Aparentemente, nem todo mundo acha redundância engraçado.
4.
Luna sabe que Sirius Black é inocente. Ela não sabe como ela sabe, mas ela o vê rugindo no pôster de procurado e tem a sensação de que ele está colocando um show para quem quer que o fotografou, e há tristeza profunda, mais do que loucura, em seus olhos cansados.
Luna espera que ele não seja capturado. Ela fica feliz em saber, no fim do ano, que ele escapou das garras do Ministério e dos dementadores.
5.
No ano do Torneio Tribruxo, Luna tem certeza, absoluta e inabalável, de que Harry Potter não colocou o próprio nome no Cálice de Fogo. Como todo mundo pode ser tão distraído?
A maioria dos colegas de Luna acha que ela vive no mundo da lua, mas são eles quem têm as ideias mais absurdas. Será que eles não enxergam que a última coisa em que Harry está interessado é em ter toda a atenção da escola sobre si mesmo?
Luna mantém um olho em Harry aquele ano, porque se ela souber de qualquer coisa que pode ajudá-lo, ela vai quebrar a sua regra de observar sem interferir e vai tentar ajudá-lo. Eles nunca foram oficialmente apresentados, mas Luna meio que fala com Gina Weasley às vezes, desde que elas são parceiras em poções, e Gina Weasley é irmã do melhor amigo de Harry Potter, então eles meio que, mais ou menos, tem uma espécie de conexão?
6.
Mas Luna também está convencida com o fato de que Harry não faz a mínima ideia de que ela existe. Um dia ele literalmente passa por ela a caminho de alguma coisa muito importante, pisa em seu pé, e pede desculpas sem nem mesmo olhar em sua direção.
Luna sabe que Harry tem coisas mais importantes acontecendo, como sobreviver ao Torneio Tribuxo e à atenção da mídia em cima dele, e ele nunca foi muito observador para início de conversa, então ela não leva a ignorância dele para o lado pessoal.
Ainda assim, quando é tempo de escolher os pares para o baile de natal, ela deseja só um pouquinho que ele soubesse que ela existe, porque ela pode ver que ele está em apuros para conseguir um par, e Luna ganhou de aniversário um vestido da exata cor dos olhos de Harry. Eles iam ser um par e tanto no salão de baile.
7.
Quando Harry desaparece ao fim do Torneio Tribuxo e todo mundo fica em pânico, Luna permanece tranquila, porque ela sabe que Harry vai voltar intacto. Ele é o Garoto Que Sobreviveu, ele sempre volta.
Então ela também entra em pânico quando ele volta e traz um corpo com ele, o corpo de Cedrico Diggoey, e o olhar de tormento em seu rosto deixa bem claro que ele está tudo, menos intacto.
Ao voltar para casa, Luna ouve do pai a história inteira– como o Torneio Tribuxo foi manipulado por Voldemort para atrair Harry para fora da escola, e como ele infiltrou um professor em Hogwarts, e Luna, que sentiu mais do que sabia que alguém estava puxando as cordas aquele ano, percebe que essa é uma daquelas seis vezes em cem que o plot lhe escapou completamente.
Ela ficou tão focada em Harry que esqueceu de prestar atenção nos outros personagens da história. Jura a si mesmo que vai fazer melhor no próximo ano.
8.
O próximo ano chega, e antes mesmo de entrar no castelo, Luna e Harry são (enfim), apresentados quando ele e os amigos escolhem a sua cabine de trem para viajar.
Mais tarde Luna, que sabe exatamente como os testrálios se parecem, fica feliz em poder explicá-los para Harry.
Mas aquele ar assombrado ainda está lá, pesando o rosto do Garoto que Sobrevive quando ele não está ocupado com os amigos, e pela primeira vez Luna se dá conta de que o que o que eles têm em comum é muito mais do que a capacidade de ver Testrálios— ambos são sobreviventesde uma ausência que eles sempre vão carregar consigo.
9.
Luna tem completa convicção em Harry quando ele diz que Voldemort está de volta, e ela nem imagina como o resto do mundo pode arriscarnão dar ao Garoto que Persiste ao menos o benefício da dúvida.
10.
Agora que está mais próxima do trio de ouro, é óbvio para Luna que Rony e Hermione são completamente loucos um pelo outro, e a parte mais engraçada é que eles aparentemente não fazem a menor ideia. A partir daí, observá-los se bicando se torna imensamente divertido.
Ela decide ignorar a condescendência com a qual Hermione lhe trata (e ignorar o seu comentário ofensivo sobre o Pasquim só publicar bobagens) – Luna é tão boa em ignorar coisas quanto ela é em percebê-las, com todos os anos de prática– e de toda forma, ela tem a impressão de que a reação de impaciência de Hermione é muito mais um sintoma de sua crônica falta de imaginação, do que alguma falha de caráter que Luna possa ter.
11.
Luna sabe que Harry está tendo um ano miserável, porque Umbridge parece obstinada a perseguí-lo, então ela coloca esforço extra em fazer com que sua interações com ele sejam o mais leve possíveis. Ela o convida para a sua atividade preferida – alimentar os Testrálios na orla da floresta– e tudo bem que Harry esteja focado demais em si próprio para aproveitar o momento como se deve, porque ela sabe que lá no fundo, não tem como ele não estar se beneficiando com a energia plácida e serena daquelas criaturas.
12.
Quando concorda em ajudar Harry com a entrevista de Harry, Luna precisa se controlar para não colocar pó-de-cabelo-em-pé no chá de Rita Skeeter, por que até ela sabe que a mulher é uma pobre desculpa de jornalista.
Mas ela quer ajudar Harry, e o mundo precisa ouvir que Voldemort voltou, então ela contém a sua tentação e mais uma vez se contenta em seu papel coadjuvante, que lhe mantém relativamente fora de problemas.
13.
Luna ama cada precioso segundo de sua participação rebelde na Armada de Dumbledore, e decide que pertencer a um grupo de amigos pela primeira vez em sua vida é uma honra sem comparação. Ela sabe fará tudo por aquele grupo, tudo. O que ela não sabe é que será chamada para a ação muito mais cedo do que imagina.
14.
Ela acredita piamente em Harry quando ele explica que precisa ir ao Ministério da Magia resgatar o seu padrinho, o que em retrospecto, Luna percebe que talvez foi um pouco precipitado.
Mas antes de tudo ir mal naquela noite, antes dos comensais da morte e da morte de Sirius Black e da aparição do lorde das trevas em pessoa, ela se diverte como nunca se divertiu antes. Ao invés de espectadora, dessa vez ela é parte da história.
15.
No fim daquele ano, Luna conta a Harry sobre a sua mãe, porque Luna sabe que o ajudará entender que, talvez, ele ainda não tenha que se despedir completamente de seu padrinho. Luna precisa que ele saiba que a morte não é necessariamente o fim de tudo.
Interlúdio I:
Luna não tem a mínima ideia do porquê Harry decide convidá-la para a festa de natal Slughorn (como amigos!) no ano seguinte, mas ela aceita mesmo assim, porque parece divertido e ela nunca pensou que teria a chance de ir a uma festa com ele, como amigos. Ela usa o seu melhor vestido prateado com estrelas, e à conselho de Gina, evita o colar de rolha, ou os brincos de nabos, mesmo acreditando que eles teriam sido ótimos complementos.
Interlúdio II:
Ela também não entende porque as suas mãos estão suando quando vai encontrá-lo, ou porque, quando Harry agarra a sua mão para levá-la para longe de uma conversa enfadonha com alguém que estava tentando escrever a sua biographia, o coração de Luna faz uma dança com tambores em seu peito.
Harry some no meio da festa sem aviso, mas Luna faz uma retrospectiva da noite e decide que ter feito Harry gargalhar tão forte a ponto de espirrar hidromel pelo nariz (mesmo que ela não entenda o que é tão engraçado sobre a Conspiração Dentepodre) foi o ponto alto do que talvez tenha sido a sua melhor noite em Hogwarts.
* * *
Luna assiste e participa do seu quinto ano em Hogwarts com grande empolgação, e alcança algumas constações satisfatórias:
16. Ela sempre soube que seria uma comentadora de quadribol fantástica;
17. Ela também confirma que é uma beijadora competente, o que Neville endossa por volta do Natal, mas eles logo abandonam a prática: a química entre os dois é inexistente, e Neville é alérgico a acidinhas
18. Luna adora ter amigos que ainda são seu amigos depois de um ano inteiro
19. Ela sempre soube de Draco estava em apuros, porque ao invés de chamá-la de Mundo da Lua, ou Planeta Lunático cada vez que passa por ela em um corredor, ele vira o rosto como se preferisse se passar por invisível.
Mas ela é pega de surpresa por uma evolução muito inesperada em seu círculo de amigos: Harry e Gina se beijando a torto e à direiro pela escola! Como ela deixou isso passar?
Luna também não faz a mínima ideia de porque isso a chateia tanto, o que a mantém acordada por mais noites do que ela gostaria de admitir.
20.
De alguma forma, quando a morte está chegando para uma visita, Luna percebe a mudança no ar, como o deslocar de asas negras muito grandes e muito antigas antes de alçar voo.
De forma que Luna sabe que algo terrível vai acontecer na noite em que a Armada recebe as mensagens secretas para agir, e quando ela fica sabendo que Dumbledore caiu da torre de Astronomia, tem essa horrível sensação de De Jà Vu que deixa um gosto amargo em sua boca por meses.
22.
Quando o ano terrível chega e Luna é sequestrada e passa todo o tempo no escuro, nas masmorras de Lucius Malfoy – e até quando ela está sendo torturada por Bellatrix Lestrange – ela sabe que Harry virá por ela.
Às vezes ela esquece e então o desespero morde as beiradas da sua sanidade, mas ela força a si mesma a se lembrar. Eles são amigos e Harry virá por ela, como ela teria ido por ele em qualquer lugar do mundo.
23.
Na noite da batalha de Hogwarts, Luna sabe que talvez ela não sobreviva.
Ela decide ficar mesmo assim. Há coisas pelas quais vale a pena morrer, e se Luna fosse um gato, ela daria todas as suas nove vidas pelos seus amigos.
24.
Luna se dá conta – talvez um pouco mais tarde do que deveria, visto o seu poder de observação inigualáveis – que talvez ela tenha uma pequena, completamente justificável e nem um pouco preocupante obsessão pelo seu amigo Harry Potter.
Ela percebe isso no seu último ano em Hogwarts– pós-batalha– quando ela volta para a escola e diversos outros também voltam, mas não Harry, e a ausência dele se torna um tanto desconcertante.
Ela fica o tempo todo pensando no que ele diria, ou faria, nessa ou naquela aula. Em todas as coisas que ele falharia em perceber porque é tão distraído e às vezes um pouquinho obtuso.
Ela se pega investigando os jornais – até o enfadonho Profeta, Merlin a ajude, que o seu pai nunca descubra — por notícias do que Harry anda fazendo do lado de fora. Harry responde as suas cartas, mas ele é reservado demais para lhe prover o nível de informações que Luna gostaria.
Eles continuam amigos depois da graduação de Luna, se vendo ocasionalmente em reuniões da Armada (essas com muito mais cerveja e conversa fiada e muito menos lançamento de patronos e revolta estudantil), e em celebrações intimas entre amigos nas datas especiais. Ela está lá por Harry tanto, ou tão pouco quanto ele precisa dela, porque Luna não é nada senão adaptável.
Ela tem a sua própria vida para dar conta, a sua carreira como magizoologista, as constantes viagens para identificar novas espécies, que lhe mantém ocupada. Mas ela sempre volta à Inglaterra, e quando ela volta, ela sempre faz questão de visitar Harry.
Ela se torna madrinha do seu terceiro filho, Albus Severus. Ela convida Harry para ser o padrinho do seu casamento com Rolf, e ele aceita. O casamento só dura um ano e Harry a consola quando acaba– eles vão para uma boate trouxa cheia de luzes e discos de espelhos que Luna adora, mas Harry abomina.
Interlúdio III:
Quando Harry se divorcia, treze anos após o seu casamento com Gina, Luna oferece o sofá de sua sala, porque ela é a única do círculo de amigos que sabe sobre divórcios. Harry fica mais do que alguns dias, e mais do que algumas semanas.
As semanas viram um mês, depois dois. Eles descobrem que o tempo tornou Luna menos esquisita e Harry mais – e agora eles meio que se parecem em seus hábitos esquisitos, em suas particularidades que o resto do mundo acha difícil compreender. A sua convivência é fácil e tranquila, uma extensão de sua amizade.
No final do terceiro mês, Luna chega em casa e descobre que Harry gostaria de “lhe fazer uma pergunta importante”. É véspera de natal, que Harry gosta de comemorar com um misto de tradições trouxas e bruxas. Ele insistiu em comprar uma árvore e decorá-la manualmente, então agora há um pinheiro morto no meio da sala, carregado de enfeites inertes mas brilhantes o suficiente para trazer um sorriso ao seu rosto toda vez que ela chega em casa.
— Eu gostaria de levar você à festa de natal dos Weasley esse ano, você sabe…
Ela dá um sorriso vago, tentando não presumir muito. Harry nunc foi um comunicador excelente:
— É claro! Você quer dizer, como amigos?
— Hm, não — Ela percebe agora que as orelhas de Harry estão vermelhas. — Eu, uh, acho que estou gostando de você, Luna.
— Eu gosto de você também, Harry. É normal para um amigo gostar do outro. Até mesmo recomendado.
Ele rola aqueles olhos de acidinhas cáusticas e insiste:
— Não, o que eu quero dizer é, eu quero que você venha comigo como… mais do que amigos?
O coração de Luna está fazendo a velha dança dos tambores de novo. Ela pisca, tentando elaborar aquela mistura de incêndio e eletricidade que nasce em sua barriga e se espalha pelos seus nervos como um choque de gira-gira, ou uma mordida de Trancoso teriam.
— Ah! Certo.
Harry sorri incerto, coçando a coisa caótica em sua cabeça que ele insiste que é cabelo, mas que Luna gosta de argumentar que talvez seja uma severa infestação de marfagarfos.
— Achei que poderia ser recíproco, mas tudo bem se eu estiver enganado. A gente pode continuar sendo apenas–
Luna percebe que essa deve ser uma daquelas quatro vezes em cem que ela não faz a menor ideia do desfecho da história até a última página, que ela observou as pistas erradas e deixou o óbvio passar bem diante dos seus olhos.
Agora que ela sabe, ela salta sacolas de compras no meio do caminho e se joga nos braços dele com entusiasmo. Harry a acolhe com um irritante sorrisinho sabe-tudo.
— Eu aceito ir à festa dos Weasley com você, como mais do que amigos.
Luna não faz a menor ideia do que vai acontecer dali em diante, mas ela mal pode esperar para desvendar os próximos capítulos.
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