Notas iniciais
Olá! Venho por meio deste pedir que comentem minha história gostando ou não. Críticas construtivas serão sempre aceitas! Obrigado por acompanhar!

Nosso dia estava perfeito. Jogamos vários jogos ao redor de nossos amigos. Ao cansarmos, sentamos um de frente para o outro e trocamos palavras. Conversávamos sobre várias coisas que poderiam vir em nossa mente, como por exemplo, o futuro. Onde iriamos morar, quantos filhos adotaríamos, que animal de estimação teríamos, como seria nossa casa. Tudo era discutido e planejado. Me sentia seguro ao fazer estes planos com ele ao meu lado.

Ao anoitecer, falei com vários amigos sem Vinicius saber. Eu iria fazer uma surpresa para ele, uma surpresa um pouco enrolada, mas não iria deixar de faze-la. Faria um mês que estávamos juntos. Chamei muita gente como, Lola, Letícia (que infelizmente não pôde comparecer), Vitória, Gabriel, Diogo, Rodrigo, Gabriela, Fernanda e algumas outras pessoas para me ajudar na surpresa. Vitória era amiga de Vinicius, sempre se xingavam, mas na brincadeira. Gabriel e Diogo eram amigos nossos que tínhamos certeza que eles tinham um caso. Não se desgrudavam e viviam elogiando o outro. Rodrigo era um amigo meu, neutro e ignorante. Gabriela outra amiga minha, legal, extrovertida e sempre podia contar com ela. Fernanda era uma amiga nossa, doida. Não confiava muito nela. Todos compareceram. Menos Vinicius, claro. Ainda não era sua hora. Todos seus amigos estavam comigo. Ele não estava no mesmo quarto que nós, portanto, foi jogar um jogo sozinho. Pedi o apoio de todos, falei para todos gritarem "Surpresa" para quando chegasse. Já tinha pedido para que não ficassem conversando. Fiz todos se acomodarem e ficarem quietos. Caracterizei-me com uma roupa social. Pedi para Vitória chamar Vinicius. Ela foi, chegou, acomodou-se e segundos depois chegou a estrela da festa. Todos gritaram surpresa. Fiquei em sua frente. Ele começou a reclamar:

– Guilherme, eu vou te matar!!

Pedi para todos ficarem quietos e fiquei em sua frente. Declarei-me com o seguinte voto:

Vinicius, eu não sei por onde começar. Vou dizer isto com a maior clareza: eu te amo. Tá, então, eu gostava de você, antes do relacionamento, a gente nem namorava e eu tinha ciúmes até. Dá pra acreditar? Eu tenho ciúmes na verdade de tudo que é meu, no caso, você. Então, se algum dia eu ficar bravo, nem ligue que é besteira. Eu te amo demais, coisa que acho que nunca senti por alguém, não assim. "Não sei explicar como foi que aconteceu, o que já não brilhava em mim você acendeu." Eu não sei explicar isso, o que eu sinto por você. É tipo, intenso. Você não é meu namorado, entenda. Você é o melhor namorado do mundo, isso sim. Vini, a única coisa que quero fixar é que eu te amo pra caramba, e que este um mês nosso se transforme em dois, três, um ano.
Parabéns pra nós! Ou melhor, pra você, que me atura e que mudou minha vida de uma maneira radical. Te amo mais que tudo!

Ele ficou em silêncio, não gostava de platéia. Olhou para mim, em silêncio profundo. Falei abertamente para todos ouvirem. Todos pediram uma resposta. Ele apenas respondeu a mim, pedindo desculpas por não falar em público. Disse também que me amava, que fui a melhor coisa que aconteceu a ele. Quase chorei. Depois todos começaram a gritar como doidos, coisas do tipo: "que fofo", "que bonitinho". Ele amou. Depois de nossa comemoração ficamos apenas eu, Vinicius, Lola e Fernanda. Sentamos em uma rodinha falando sobre nosso relacionamento. Depois, Lola foi embora, restando apenas nós três. Começamos a falar de lendas urbanas. Fernanda não gostava disso, e logo foi embora também. Restaram apenas Vinicius e eu. Conversamos. Desliguei o computador e ele me chamou no Skype. Fizemos uma chamada. Declaramos nosso amor um ao outro cantando uma música de Nando Reis, "De Janeiro a Janeiro". Essa tornou-se nossa música. Sua voz era angelical. Sempre ele me pedia para cantar essa música. Raramente eu não aceitava, porém quando aceitava, conseguia ouvir ele cantando-a baixinho, acompanhando a letra. Era lindo! Também ficávamos discutindo que amava mais:

– Eu te amo. — dizia ele.

– Também te amo, muito. — respondi.

– Eu te amo ainda mais, sabia?

– Não. Eu que amo mais.

– Não discuto com criança, nós dois sabemos qual a verdade: eu amo mais.

– Vinicius, sério... Tenta entender que o que você pensa não é a realidade. Tudo bem, eu sei que você quer isso mas, encare os fatos: eu que amo mais.

– Você tem que se tocar e avaliar os dados que condizem com a realidade. Sou eu quem ama mais nesta relação e ponto final! Que ideia.

– Eu que amo. Chego! Será que não está claro?

– Não está claro pra você apenas o quanto eu te amo...

Nossa discussão sempre se prolongava, mas sempre acabava com um sincero "eu te amo" dos dois. Não queria me separar nunca de Vinicius. Ele era o homem que me fazia feliz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.