Vingança
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Na manhã seguinte, o advogado e os compradores da Firma aparecem trazendo o dinheiro. Annabeth exultante, volta para o quarto com a maleta abarrotada de dólares.
No cemitério, Hades e o Xerife vão até o túmulo de Percy. Ele o havia chamado, pois seu filho Nico tinha ido visitá-lo e encontrou a terra revirada e o túmulo vazio. Ele correu para contar ao pai.
— Pai, o Percy sumiu – gritou o rapaz assustando-o.
— Como?
— O corpo dele não está no túmulo – disse ele agitado. – Eu mato quem fez isso.
— Calma filho – disse o homem –, você tem certeza disso?
— Tem um buraco enorme e vazio – disse o rapaz choroso. – Pai...
— Ouça-me, procure pelo cemitério, eu vou chamar o Xerife.
Nico sai correndo procurando pelo corpo de Percy, enquanto Hades liga para o Xerife.
— Isso é muito ruim para mim, Xerife. Se isso se espalhar....
— Retire o caixão e o leve para a minha casa e não conte a ninguém até eu terminar a minha investigação.
— Certo.
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Em casa Annabeth se depara com o banheiro todo sujo e roupas espalhadas. Assustada, ela se tranca no banheiro e tenta escutar alguma coisa. Ela reúne coragem e resolve sair, pega um atiçador e liga para Jason.
A voz de uma secretária eletrônica atente.
Você ligou para o doutor Grace. Após ouvir o sinal deixe o seu recado. Obrigado.
— Jason, alguém entrou na casa, é provável que ainda esteja aqui. Venha depressa.
Ela desliga o telefone e com o atiçador na mão desce as escadas. Ela procura pela casa e de repente ela dá de cara com a Senhora O´Leary que rosna para ela.
— Calma cachorrinha – ela diz andando cautelosamente para trás até a porta do porão.
Ela pega o rifle e o carrega, quando aponta para atirar um vulto mascarado se coloca entre a cadela e arma. Annabeth se assusta e atira acertando o vulto, mas sem feri-lo. Ela rola escada abaixo e cai desmaiada.
Em sua casa, Jason se preparava para se encontrar com Annabeth lhe levando uma surpresinha. Quando chega não a encontra, chama por ela subindo as escadas que levam até o quarto. Ele pega a maleta de dinheiro e desce novamente à sua procura.
— Annabeth, amor, precisamos conversar.
No porão Annabeth acordava.
— Prefiro estourar os seus miolos – disse ela com raiva.
Ela se levanta e se esconde.
Percy deixa a porta do porão entreaberta. Quando Jason desce chamando por Annabeth ela o ataca com uma barra de ferro. Ele cai e a seringa com veneno rola para um canto da parede e ele desmaia. Ela pega a maleta e sobe as escadas, o vulto aparece trancando os dois.
— NÃÃÃO!! – ela grita e volta para baixo esperando Jason acordar.
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Passado algum tempo Jason começa a acordar.
— Me desculpe, eu sinto muito – disse se aproximando dele.
— Você ficou louca, por que me atacou?
— Eu achei que.... que você fosse ele – disse olhando para cima.
Eles ouvem barulho de martelo na madeira.
— Alguém sabe.
Ela assente.
— Quem?
— Eu não sei. Estamos trancados aqui.
— Você não conseguiu vê-lo?
— Ele usava uma máscara de quem trabalha em fundição.
— Droga! – praguejou. – Para quem você contou?
— A ninguém – disse -, para quem eu contaria? Eu achei que ele fosse você.
— Annabeth, você acha que eu te faria algum mal? – disse ele fingindo-se de ofendido. – Eu te amo.
— Eu sinto muito – disse ela, arrependida.
— Sente muito? – ele pega a maleta e espalha o dinheiro no chão.
— O que está fazendo? – ela pergunta confusa.
— Eu queimo tudo isso se você não acredita – ele dramatiza. – Tudo o que eu fiz foi por você. Eu morreria por você.
— Está bem eu acredito, me perdoe.
— Tudo bem, agora vamos sair daqui.
Os dois sobem as escadas e Jason pega o rifle e o carrega. Atira na fechadura da porta, mas nada acontece.
— Mas o que é isso? – ele examina as balas. – São de festim.
— O quê?
— As balas são de festim. Alguém retirou a metade da pólvora. Elas são inúteis.
— Parece que ele pensou em tudo.
— Eu não vou ficar aqui – disse ele descendo as escadas e se dirigindo até a janela do porão. Ele bate com a barra de ferro quebrando uma das tábuas que Percy havia colocado quando quebrou a janela para entrar, mas a cadela estava de guarda, ela late fazendo Jason recuar.
— Maldição! – ele pragueja. – Tem um maluco lá em cima e um cão dos infernos do lado de fora.
— O que vamos fazer Jason? Eu estou com medo.
— Não se preocupe, vamos dá um jeito de sair daqui.
Nisso eles ouvem um barulho vindo de cima.
— Ele está arrastando os móveis – disse Annabeth.
Percy trás algumas peças de madeira e uma serra elétrica. Ele olha para o porta retrato na parede em que ele e Annabeth estão sorridentes no dia do casamento.
— Não gostou da casa querida, eu sempre posso reformá-la – disse irônico para o porta retrato e ligando a moto-serra partindo a parede e o porta retrato junto.
No porão, Jason e Annabeth cansados ficam atentos quando de repente o barulho cessa.
— Ele parou – disse ela.
— Parece que sim – disse Jason. – Acho que já sei quem é.
— Quem?
— Aquele Xerife caipira.
— O Quiron?
— Ele mesmo – disse ele – provavelmente ele quer uma fatia do bolo ou do bolo inteiro.
— Será?
— Eu tenho certeza – ele diz se levantando. – Eu vou acabar com esse maldito. Vou arrancar seu coração e enfiá-lo em sua garganta e ri quando ele estiver sufocando.
Annabeth rola os olhos e sem querer olha para um canto da parede e vê a seringa com veneno que caiu da mão de Jason quando ela o atacou. Ela o pega e olha para Jason já entendendo o seu plano. Ela se levanta e esconde a seringa atrás de si.
— Eu quero que queime o dinheiro agora.
— O quê?
— Se você me ama, queime o dinheiro – ela disse séria.
— Mas querida....
— Queime logo – ela levanta a mão com a seringa e ele se espanta.
— Calma querida – ele diz recuando.
— Todo esse tempo você nunca quis nada comigo, você me usou – disse ela apontando a seringa pra ele. – Ia se livrar de mim, não é? Você só queria o dinheiro para a sua clínica.
— Nunca houve clínica nenhuma — ele disse cínico. -, o dinheiro era pra eu viajar a um país tropical e sentar a beira da praia tomando margaritas e lidando com o povo local. E quem sabe arrumar uma mulher que preste.
— Seu maldito! – Annabeth avança com a seringa, mas Jason por ser mais forte consegue derrubá-la. A seringa rola para o meio do cômodo e os dois entram em luta corporal para pegá-la.
Jason consegue pegar primeiro e monta em cima de Annabeth.
— Sinto muito, querida, mas eu pretendo fazer essa viagem, sozinho – ele diz apontando a seringa para ela.
Quando ia enfiar a agulha nela a porta se abre. Os dois olham um para o outro.
— Você vai desperdiçar isso comigo? – ela pergunta.
— Não – ele se levanta e os dois sobem as escadas juntos.
Quando saem do porão se deparam com a escuridão total. A casa estava toda modificada.
Annabeth acende um isqueiro.
— A sala de jantar não está mais aqui.
— Aqui era a porta da rua, não era?
Ela assente.
Os dois continuam tateando, mas não havia para onde ir.
— Escute, já chega dessa brincadeira – disse Jason alto. – Que tal partirmos meio a meio.
Então, uma parede se abre.
— Assim que se faz – diz Jason satisfeito.
Os dois começam a andar pelo corredor estreito, mas é outro beco sem saída.
— Olha, por que não entramos num acordo? – Jason continua. – Podemos conversar de homem pra homem sem a presença dela. Afinal, foi ela que matou o marido.
— A ideia foi dele! – gritou Annabeth.
Então, uma parede aparece separando os dois.
— Jason! – grita Annabeth batendo na parede.
Do outro lado.
— Muito bem, você concorda comigo – diz Jason.
Outra parede abre clareando o local. Jason se alegra com uma janela no fim do corredor. Então, um homem de casaco aparece, mas Jason não consegue ver seu rosto.
— Olá Xerife, vejo que concordou em conversar – diz Jason andando até o homem e segurando a seringa. – Posso lhe oferecer uma boa oferta pela minha saída. Que tal?
De repente, Percy mostra o seu rosto.
— Pode ficar com tudo.
Jason se assusta deixando a maleta com o dinheiro cair e dando um passo para trás tropeça na mesma caindo em cima da mão com a seringa. A agulha é enterrada em seu abdômen e o peso do corpo injetou o líquido mortal. Ele grita de dor e fica sem respirar, expira e morre.
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