Vingança
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Num dia em que Percy voltava para casa, uma viatura policial soou a sirene atrás dele. Ele parou no acostamento e esperou o policial se aproximar.
Este, um homem de meia idade olha para o motorista e sorri.
— Fiz algo errado Xerife?
— Nada que possa ser anotado. Só quis cumprimentar um amigo – disse – Como vai Percy?
— Vou bem Quiron e você?
— Muito bem – disse sorrindo. – Quero te dá uma intimação.
— Diga.
— Você está intimado a fazer uma pescaria comigo esse fim de semana.
— Isso é um pedido ou uma ordem?
— É uma ordem – disse ele. – Se você não for, vou levá-lo na marra.
Percy ri.
— Está bem eu irei.
— Ótimo, vamos sair bem cedo.
— Ok. Até mais.
— Até.
Percy segue caminho e o Xerife volta para a viatura.
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Ao chegar em casa, Percy estaciona a caminhonete e vai cumprimentar a cadela que feliz em ver o dono, faz festa.
— Olá menina – diz ele agradando o animal – se comportou direitinho? – disse ele coçando as orelhas dela, a mesma lhe dá uma lambida.
Annabeth estava na cozinha pintando as unhas. Percy chega e a cumprimenta, mas ela não se dá o trabalho de se levantar.
— Oi querida – diz ele lhe dando um beijo no rosto. – Como passou o dia?
— Bem e você?
— Muito trabalho, o dia foi cansativo.
— Se tivesse aceitado a oferta de trabalho em Nova York não estaria cansado – disse ela assoprando as unhas.
— Nós já falamos sobre isso – disse – não gosto de trabalhos burocráticos.
— Pelo menos lá você teria alguém para fazer o trabalho por você, não ficaria tão cansado – ela argumenta.
— Annabeth, por favor, não vamos discutir sobre isso – disse ele se estressando. – Poxa, eu faço de tudo pra te agradar, construí essa casa com minhas próprias mãos bem espaçosa para quando tivermos nossos filhos. E você concordou em vir pra cá.
— Porque eu não tinha ideia de onde eu vinha me meter – ela rebateu. – Eu me sinto como um rato no labirinto. Quero voltar para Nova York.
Percy suspira.
— Eu vou subir, preciso de um banho relaxante – ele disse subindo as escadas.
Annabeth bufa.
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No dia seguinte, Percy saiu bem cedo para se encontrar com o Xerife. Ambos os homens estavam sentados em um barco conversando enquanto suas varas de pescar descansavam esperando que as trutas fisgassem.
— Annabeth ultimamente não para de falar sobre voltar para Nova York – disse Percy. – Eu acho que ela não é feliz aqui Quiron.
— Annabeth ainda é jovem, ela sente falta da vida agitada de Nova York – disse o Xerife condescendente. – Logo ela se acostuma você vai ver. Eu tenho certeza que é só uma fase.
— Tomara que tenha razão, Quiron – disse – Eu amo Annabeth e quero que ela se sinta bem.
Nisso a vara de Percy ficou tensa.
— Opa! Acho que fisguei um – ele disse pegando a vara e puxando o peixe para dentro do barco. – Olha só que peixão!
— Parabéns! – disse Quiron feliz pelo amigo.
Os dois ficam a manhã toda pescando e conversando.
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Quando Percy sai, Annabeth vai até a caixa de correio para ver se tinha alguma correspondência. Enquanto faz isso, a cadela rosna para ela. Senhora O´Leary não gostava de Annabeth, pois sentia a falsidade dela em relação ao seu dono, se ela pudesse falar, Percy já teria sabido o que a esposa andava fazendo na sua ausência.
Quando Annabeth passa perto do canil a cadela começa a latir. Ela, que também não gostava da cadela, se vira para a mesma estressada.
— CALE A BOCA!
Ela volta para dentro de casa, fecha a porta, sobe as escadas e toma um banho, se apronta, pega a sua bolsa e vai para a garagem. Entra em seu carro e vai para a casa do doutor Grace que já a esperava. Mal ela chega e os dois vão logo se agarrando, vão direto para o quarto. Lá eles se amam como sempre fazem e depois que terminam, conversam.
— E o seu marido?
— Foi pescar com Quiron e só volta no final da tarde.
— Não acha que já está na hora de fugirmos?
— Como, com que dinheiro?
— Seu marido tem o suficiente para que possamos viver tranquilamente, abrir a nossa clínica e casarmos.
— Você quer que eu me divorcie?
— Não, divórcio leva meses para concluir. Tem um jeito melhor – disse ele com um sorriso diabólico.
Annabeth olha para ele e não é preciso palavras para entender o que ele quis dizer.
— Você enlouqueceu? – disse ela mortificada. – Matá-lo? Isso não.
— É o único jeito Annabeth – disse ele olhando em seus olhos. – Como viúva, você poderá ir embora desse lugar sem levantar suspeitas. Venda a firma para quem quiser comprá-la, é um direito seu, já que é a sua única herdeira. O dinheiro da venda será o suficiente para a nossa clínica.
— Não sei se eu vou ter coragem – disse ela horrorizada -, isso é horrível.
— Ora, você teve coragem de traí-lo e até matar o filho dele – disse Jason maldoso.
— Não me lembre disso – disse ela se levantando da cama e se vestindo. – Eu vou embora antes que ele chegue.
Ela desce as escadas, pega a sua bolsa, mas Jason a alcança e lhe entrega um frasco.
— Pegue isso e coloque na bebida dele.
— O que é isso?
— Um veneno muito forte, rápido e eficaz.
— Jason...
— É seguro – diz ele colocando o frasco em sua mão. – Faça isso e deixe o resto comigo.
Annabeth coloca o frasco dentro da bolsa e vai embora para sua casa, lá chegando ela vai direto para a cozinha e revira a sua bolsa. O frasco cai em cima do balcão, ela o pega e pensa no que fazer. Então, o esconde no fundo da lata de lixo que tinha na cozinha. O veneno fica pingando dentro da lata. Ela se assusta com a chegada repentina de Percy.
— Querida, olha só o que eu trouxe – ele mostra o isopor que continha vários peixes menores e o grandalhão que ele havia pescado primeiro – para o nosso jantar.
— Nossa, a pesca foi boa pelo o que vejo!
— Foi ótima.
— Vou fazê-lo assado.
— Mal posso esperar – disse ele sorrindo. – Vou subir e tomar um banho.
— Está bem – ela pega o peixe e o prepara.
Quando ele desce, ela estava colocando o último tempero no peixe.
— Humm, está bonito!
— Não vai demorar muito para assar.
— Está bem, vou para a minha oficina – ele diz lhe dando um beijo no rosto.
Ela põe o peixe no forno e volta para o balcão, bebe um pouco de vinho e fica pensativa. Nisso, ela ouve o barulho irritante da serra que vinha da oficina, incomodada ela esfrega a testa irritada. Ela deixa sua taça no balcão e põe vinho em outra taça, vai até a lata de lixo e revira tudo procurando o frasco, ela o pega e joga o conteúdo dentro da taça de Percy. Ela não percebe que ele chega sorrateiro lhe dando um baita susto.
— AHHHH! – ela grita e o frasco vai parar longe.
Percy ria do susto da esposa.
— Não faça mais isso Perseu – disse ela visivelmente zangada. – Eu estava com uma faca na mão.
— Desculpe querida, eu não resisti – disse ele rindo. – Vamos jantar – ele pega as duas taças e leva para a mesa.
Annabeth arregala os olhos, pois agora não sabia qual deles continha o veneno. Ela se senta à mesa levando o peixe consigo. Percy animadamente corta um pedaço para si e prova.
— Hummm, está uma maravilha – ele diz e bebe um pouco do vinho.
— Que bom que gostou – ela disse sem graça, mas não tirando os olhos da taça.
— Você não vai comer?
— Eu to sem fome.
— Então tome um pouco de vinho.
— Ah, eu.... já tomei muito agora a pouco.
— Beba mais um pouco, vamos fazer um brinde – disse ele. – Vamos pegue a sua taça.
Relutantemente ela pega a sua taça.
— A nós – ele bate sua taça na dela e bebe o conteúdo de uma vez.
Ela fica com a sua taça na mão esperando alguma reação, mas nada acontece.
— Está tudo bem querida? – ele pergunta pegando em sua mão. – Se você não quiser mais beber não precis....
De repente, Percy começa a ficar com falta de ar e aperta a mão de Annabeth. Ela assustada puxa sua mão e Percy começa a gritar de dor e cai no chão arrastando a mesa e a comida junto. Annabeth corre para um canto da cozinha enquanto Percy se retorce no chão sem poder respirar. Ele olha para ela em busca de ajuda, mas ela fica com medo.
— Me a..ju...de – ele pede angustiado.
— MORRA! – ela grita. – MORRA DE UMA VEZ!
Ele arregala os olhos e as lágrimas escorrem. Ele entendeu o que aconteceu e com esse último pensamento, perdeu os sentidos e não se mexeu mais.
Percy estava morto.
Annabeth olha para o marido e vendo que ele não se mexe, se arrasta até o telefone e liga para o médico.
— Alô?
— Jason, está feito. Venha para cá.
— Muito bem, deixe o resto comigo.
Ela desliga o telefone e aguarda a chegada dele.
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