Notas iniciais
Olá. O capítulo de hoje.

Na manhã seguinte, o advogado e os compradores da Firma aparecem trazendo o dinheiro. Annabeth exultante, volta para o quarto com a maleta abarrotada de dólares.

No cemitério, Hades e o Xerife vão até o túmulo de Percy. Ele o havia chamado, pois seu filho Nico tinha ido visitá-lo e encontrou a terra revirada e o túmulo vazio. Ele correu para contar ao pai.

— Pai, o Percy sumiu – gritou o rapaz assustando-o.

— Como?

— O corpo dele não está no túmulo – disse ele agitado. – Eu mato quem fez isso.

— Calma filho – disse o homem –, você tem certeza disso?

— Tem um buraco enorme e vazio – disse o rapaz choroso. – Pai...

— Ouça-me, procure pelo cemitério, eu vou chamar o Xerife.

Nico sai correndo procurando pelo corpo de Percy, enquanto Hades liga para o Xerife.

— Isso é muito ruim para mim, Xerife. Se isso se espalhar....

— Retire o caixão e o leve para a minha casa e não conte a ninguém até eu terminar a minha investigação.

— Certo.

—-------------------------------

Em casa Annabeth se depara com o banheiro todo sujo e roupas espalhadas. Assustada, ela se tranca no banheiro e tenta escutar alguma coisa. Ela reúne coragem e resolve sair, pega um atiçador e liga para Jason.

A voz de uma secretária eletrônica atente.

Você ligou para o doutor Grace. Após ouvir o sinal deixe o seu recado. Obrigado.

— Jason, alguém entrou na casa, é provável que ainda esteja aqui. Venha depressa.

Ela desliga o telefone e com o atiçador na mão desce as escadas. Ela procura pela casa e de repente ela dá de cara com a Senhora O´Leary que rosna para ela.

— Calma cachorrinha – ela diz andando cautelosamente para trás até a porta do porão.

Ela pega o rifle e o carrega, quando aponta para atirar um vulto mascarado se coloca entre a cadela e arma. Annabeth se assusta e atira acertando o vulto, mas sem feri-lo. Ela rola escada abaixo e cai desmaiada.

Em sua casa, Jason se preparava para se encontrar com Annabeth lhe levando uma surpresinha. Quando chega não a encontra, chama por ela subindo as escadas que levam até o quarto. Ele pega a maleta de dinheiro e desce novamente à sua procura.

— Annabeth, amor, precisamos conversar.

No porão Annabeth acordava.

— Prefiro estourar os seus miolos – disse ela com raiva.

Ela se levanta e se esconde.

Percy deixa a porta do porão entreaberta. Quando Jason desce chamando por Annabeth ela o ataca com uma barra de ferro. Ele cai e a seringa com veneno rola para um canto da parede e ele desmaia. Ela pega a maleta e sobe as escadas, o vulto aparece trancando os dois.

— NÃÃÃO!! – ela grita e volta para baixo esperando Jason acordar.

—----------------------------------

Passado algum tempo Jason começa a acordar.

— Me desculpe, eu sinto muito – disse se aproximando dele.

— Você ficou louca, por que me atacou?

— Eu achei que.... que você fosse ele – disse olhando para cima.

Eles ouvem barulho de martelo na madeira.

— Alguém sabe.

Ela assente.

— Quem?

— Eu não sei. Estamos trancados aqui.

— Você não conseguiu vê-lo?

— Ele usava uma máscara de quem trabalha em fundição.

— Droga! – praguejou. – Para quem você contou?

— A ninguém – disse -, para quem eu contaria? Eu achei que ele fosse você.

— Annabeth, você acha que eu te faria algum mal? – disse ele fingindo-se de ofendido. – Eu te amo.

— Eu sinto muito – disse ela, arrependida.

— Sente muito? – ele pega a maleta e espalha o dinheiro no chão.

— O que está fazendo? – ela pergunta confusa.

— Eu queimo tudo isso se você não acredita – ele dramatiza. – Tudo o que eu fiz foi por você. Eu morreria por você.

— Está bem eu acredito, me perdoe.

— Tudo bem, agora vamos sair daqui.

Os dois sobem as escadas e Jason pega o rifle e o carrega. Atira na fechadura da porta, mas nada acontece.

— Mas o que é isso? – ele examina as balas. – São de festim.

— O quê?

— As balas são de festim. Alguém retirou a metade da pólvora. Elas são inúteis.

— Parece que ele pensou em tudo.

— Eu não vou ficar aqui – disse ele descendo as escadas e se dirigindo até a janela do porão. Ele bate com a barra de ferro quebrando uma das tábuas que Percy havia colocado quando quebrou a janela para entrar, mas a cadela estava de guarda, ela late fazendo Jason recuar.

— Maldição! – ele pragueja. – Tem um maluco lá em cima e um cão dos infernos do lado de fora.

— O que vamos fazer Jason? Eu estou com medo.

— Não se preocupe, vamos dá um jeito de sair daqui.

Nisso eles ouvem um barulho vindo de cima.

— Ele está arrastando os móveis – disse Annabeth.

Percy trás algumas peças de madeira e uma serra elétrica. Ele olha para o porta retrato na parede em que ele e Annabeth estão sorridentes no dia do casamento.

— Não gostou da casa querida, eu sempre posso reformá-la – disse irônico para o porta retrato e ligando a moto-serra partindo a parede e o porta retrato junto.

No porão, Jason e Annabeth cansados ficam atentos quando de repente o barulho cessa.

— Ele parou – disse ela.

— Parece que sim – disse Jason. – Acho que já sei quem é.

— Quem?

— Aquele Xerife caipira.

— O Quiron?

— Ele mesmo – disse ele – provavelmente ele quer uma fatia do bolo ou do bolo inteiro.

— Será?

— Eu tenho certeza – ele diz se levantando. – Eu vou acabar com esse maldito. Vou arrancar seu coração e enfiá-lo em sua garganta e ri quando ele estiver sufocando.

Annabeth rola os olhos e sem querer olha para um canto da parede e vê a seringa com veneno que caiu da mão de Jason quando ela o atacou. Ela o pega e olha para Jason já entendendo o seu plano. Ela se levanta e esconde a seringa atrás de si.

— Eu quero que queime o dinheiro agora.

— O quê?

— Se você me ama, queime o dinheiro – ela disse séria.

— Mas querida....

— Queime logo – ela levanta a mão com a seringa e ele se espanta.

— Calma querida – ele diz recuando.

— Todo esse tempo você nunca quis nada comigo, você me usou – disse ela apontando a seringa pra ele. – Ia se livrar de mim, não é? Você só queria o dinheiro para a sua clínica.

— Nunca houve clínica nenhuma — ele disse cínico. -, o dinheiro era pra eu viajar a um país tropical e sentar a beira da praia tomando margaritas e lidando com o povo local. E quem sabe arrumar uma mulher que preste.

— Seu maldito! – Annabeth avança com a seringa, mas Jason por ser mais forte consegue derrubá-la. A seringa rola para o meio do cômodo e os dois entram em luta corporal para pegá-la.

Jason consegue pegar primeiro e monta em cima de Annabeth.

— Sinto muito, querida, mas eu pretendo fazer essa viagem, sozinho – ele diz apontando a seringa para ela.

Quando ia enfiar a agulha nela a porta se abre. Os dois olham um para o outro.

— Você vai desperdiçar isso comigo? – ela pergunta.

— Não – ele se levanta e os dois sobem as escadas juntos.

Quando saem do porão se deparam com a escuridão total. A casa estava toda modificada.

Annabeth acende um isqueiro.

— A sala de jantar não está mais aqui.

— Aqui era a porta da rua, não era?

Ela assente.

Os dois continuam tateando, mas não havia para onde ir.

— Escute, já chega dessa brincadeira – disse Jason alto. – Que tal partirmos meio a meio.

Então, uma parede se abre.

— Assim que se faz – diz Jason satisfeito.

Os dois começam a andar pelo corredor estreito, mas é outro beco sem saída.

— Olha, por que não entramos num acordo? – Jason continua. – Podemos conversar de homem pra homem sem a presença dela. Afinal, foi ela que matou o marido.

— A ideia foi dele! – gritou Annabeth.

Então, uma parede aparece separando os dois.

— Jason! – grita Annabeth batendo na parede.

Do outro lado.

— Muito bem, você concorda comigo – diz Jason.

Outra parede abre clareando o local. Jason se alegra com uma janela no fim do corredor. Então, um homem de casaco aparece, mas Jason não consegue ver seu rosto.

— Olá Xerife, vejo que concordou em conversar – diz Jason andando até o homem e segurando a seringa. – Posso lhe oferecer uma boa oferta pela minha saída. Que tal?

De repente, Percy mostra o seu rosto.

— Pode ficar com tudo.

Jason se assusta deixando a maleta com o dinheiro cair e dando um passo para trás tropeça na mesma caindo em cima da mão com a seringa. A agulha é enterrada em seu abdômen e o peso do corpo injetou o líquido mortal. Ele grita de dor e fica sem respirar, expira e morre.

Notas finais
Até o próximo.