Vingança
3 Capítulo 3
Notas iniciais
\"Bonnie PDV\"
Bonnie correu de volta a casa de Elena, para contar para a tia dela o que haviam combinado. Que Elena dormiria na casa de Stefan.
Ela estava com medo agora... Com medo da escuridão, que parecia estar prestes a engoli-la. Com medo do que poderia acontecer com sua amiga se não sobrevivesse. Mas quem era aquela vampira? Como era tão forte a ponto de ser mais que Damon? Ela devia ser muito poderosa. Mas na verdade, Bonnie não havia visto nem seu rosto. Estava tão chocada com o que estava presenciando que parecia estar em transe.
Elena sobreviveria? Seu ferimento no pescoço parecia muito grave.E mesmo com o sangue de Stefan, este não cicatrizou.
Bonnie chegara na casa de Elena. Bateu na porta e Jenna abriu.
- Bonnie... Algo errado? Você está pálida e seus olhos estão cheios de lágrimas — Ela disse, com um olhar desconfiado e preocupado. Ela nem notara o estado que estava. Rapidamente tratou de limpar os olhos e dar uma sorriso.
- Não, eu caí no caminho, só isso. Nada de mais. — Tentou soar convincente, mas não conseguiu — Hmm... Elena... Me pediu pra passar aqui ... Para te avisar que ela dormirá na casa de Stefan hoje.
Jenna ficou um pouco chocada.
- Então por que ela mesma não veio para casa e me disse? — Ela perguntou e ergueu as sobrancelhas.
Essa Bonnie não esperava. Pense, pense.
-Hmm... Acontece que... Bem... — Ela procurou por uma resposta e então fez uma cara de quem estivesse se entregando — Eles estavam no maior clima e ela me fez vir aqui. É minha amiga. Então vim — Deu um meio-sorriso.
Jenna caiu nessa. Ela olhou com os olhos semi cerrados como se eles estivessem sido descobertos. Então começou a rir. Baixinho, mas riu.
- Ok Bonnie...- Ela parou e riu de novo — Amanhã ela estará de volta?
- Hã... Provavelmente irá direto para a escola. Sabe como é, a primeira aula é um teste super difícil e não pode chegar atrasada.
Jenna pareceu deliberar por um minuto, então acrescentou: — Então está bem. Vá para casa e durma bem.
Elas se abraçaram e Bonnie foi para casa. Não tinha sido tão difícil assim. Iria dormir um pouco e... seus pensamentos voaram para Elena.
Era melhor ir ver como ela estava. Seus pais protestaram mas ela não ligava. Era a vida de uma pessoa que importava muito para Bonnie e não poderia ser deixada de lado.
Então rumou em direção a casa de Stefan.
\"Damon PDV\"
Damon e Katherine estavam a alguns quilômetros de onde tudo acontecera. Elena quase morrera, e se isso acontecesse, era bem capaz de que Stefan colocasse a culpa nele. Como sempre. Seu irmão rude e incontrolável. Foi preciso dois vampiros para salvá-la.
Katherine estava aborrecida com Damon. Seus lábios estavam sujos de sangue e ela lambeu, fechando os olhos enquanto apreciava o sabor. Depois, lentamente, abriu os olhos e olhou para ele acusadamente.
- Por que me parou? Por que não me deixou matar aquela humana insignificante? — ela sibilou.
Porque, pensou Damon, porque não vou deixar nada a acontecer com ela. Quem morrerá por isso vai ser eu.Mas apenas disse:
- Porque ela não é insignificante. Não para Stefan. E isso acabaria com os nossos planos.Elena não serviria de nada morta. Não serviria a nossos propósitos. o que fez foi impulsivo, não devia ter feito.
Então Katherine pensou e depois abriu um sorriso infantil.
- Está certo. Sempre está certo. Não vale a pena matá-la. Seria um fim muito rápido. Vamos... Brincar com ela... Certo?
- Não, Katherine. Não podemos fazer nada que a mude ao extremo. Stefan vai perceber e vai procurar quem fez isso.
Ela então começou a se enraivecer. Correu para ele e disse:
- Sempre Stefan! Sempre! Damon você está com medo dele? Não vai fazer nada porque está com medo. Ele não vai nos pegar. A garota tem verbena. E verbena não funciona em mim, lembra?
Damon então lembrou da noite em que tentara manipular Elena ela lhe deu um tapa no rosto.
- Então você está sozinha. Katherine não há necessidade em fazer isso. Vamos nos focar, quando tivermos o que queremos, vamos embora. Só queremos o anel.
Katherine então lhe bateu assim como fez Elena.
- Então estou sozinha, Damon. Ainda o quero, meu amor, não se esqueça disso. Quando mudar de ideia e voltar para mim, farei pagar pelo que me disse. Mas vou perdoá-lo — E se virou sedutoramente.
Dessa vez Damon não caiu em uma das suas armadilhas.
- Então tudo bem. Adeus, Katherine — Se virou e desapareceu na escuridão.
- Vai se arrepender, Damon — ela sussurrou e então correu para o outro lado.
\"Bonnie PDV\"
Bonnie bateu a porta da casa de Stefan. Ele a abriu. Estava muito preocupado.
- Vim para ver Elena — ela declarou, já com lágrimas nos olhos. Será que ela estava assim tão mal?
Stefan entrou e ela o seguiu, fechando a porta atrás de si. Subiram as escadas até o quarto dele. E ali ela estava.
Deitada, com a cabeça de lado. O lado ensaguentado virado para cima. Estava muito pálida, como se estivesse morta. A única coisa que fazia Bonnie pensar que ela não havia morrido é a fraca elevação de seu peito quando ela respirava.
Sim. Ela estava muito mal.
- Stefan, como... Ela vai...?
Ele só andou ao lado dela, mordeu de novo seu pulso e colocou em sua boca. O ferimento melhorou, mas não curou. Por que sangue de vampiro não era suficiente? Nunca era suficiente. Parecia que, não importava a quantidade, nunca iria ficar bom.
- Por que não está curando? — Bonnie perguntou.
- Eu não sei. — Ele estava muito tenso.
Ela pegou a mão de sua amiga. Estava gélida. Como se ficasse em um freezer por vários minutos. Isso a chocou. Por que ele parecia como se ela estivesse morta? Por que ela parecia morta? E por que tudo que ele fazia era colocar sangue dele na boca dela? Ele o fazia como se o curativo — agora ensanguentado — não fizesse efeito nenhum.
Aquilo estava estranho. Muito estranho. Tomou forças e perguntou:
- Stefan? Pode salvá-la? Pode salvar Elena?
- Sim — ele respondeu rápido. Não. Não era verdade.
- Está mentindo. Por favor, ela é minha melhor amiga. Me fale a verdade. Pode salvá-la? Pode salvar Elena?
Ele baixou a cabeça, respirou fundo duas vezes e então disse:
- Não.
Bonnie quase caiu no chão de tão fraca que ficou.
Não. Não. Não. Elena não podia morrer.
- O que? Por que?- ela sussurrou.
Ele respirou fundo de novo, e quando olhou para ela, tinha olhos tão tristes que ela teve que desviar o olhar.
- Esses ferimentos... Não se curam. Nem com meu sangue. Ela está enfraquecendo rapidamente e não tem nada que eu possa fazer para salvá-la. Mas estou me assegurando de que ela tenha o máximo de sangue para se transformar quando não resistir.
- Se transformar? Se transformar em que?- ela perguntou.
- Em um vampiro. É o único jeito. Não vou perdê-la. — ele disse e então olhos em sua direção. Elena estava mais pálida ainda, se isso fosse possível — Agora, é questão de segundos. Está quase acabado.
Foi até ela de novo e fez o mesmo procedimento de doação de sangue.
Então, quando levantou a cabeça, estava chorando. Realmente. Lágrimas cristalinas caiam de seus olhos. Bonnie nunca havia visto ele chorar antes. Então quando sua atenção voltou para a figura deitada na cama, percebeu não estava mais pálida. E seu pescoço se cicatrizou.
Ela começou a respirar um pouco mais rápido. Mais saudável.
- Bonnie. Saia. Você não está pronta para isso. — Stefan disse, agora mais firme.
Mas ela não conseguia se mexer. Sua atenção estava na cama.
As palpebras de Elena tremeram, e ela abriu os olhos
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