Vingança

1 Capítulo 1 O Cheiro da Morte.


Notas iniciais
Nesse capitulo, Minato se defrontara com uma situação horrível e indescritível. Algo pelo qual nenhum ser humano deveria passar, acordar em meio a cadáveres. Porem sem ninguém para ajuda-la nessa hora difícil, ela terá que ter muita força de vontade para sair dessa enrascada sozinha. Terá que superar o medo para vencer a situação, que poderá destruí-la por dentro reduzindo-a uma sombra, ou fortalecê-la.Como será que ela ira reagir diante dessa monstruosa situação? O que será que aconteceu para que ela acabasse nesse lugar? Que mistérios rondam ao redor dessa pobre garota?Todas essas perguntas serão respondidas no decorrer da historia, nenhuma ponta ficara solta, e muitos horrores ainda aguardam a pequena Minato.

– MINATOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO... um grito seguido de um silencio sepulcral. Dor. Angustia. Enfermidade. Desespero. Foi tudo o que eu pude sentir naquela hora... Medo... Bem que medo. Nem eu sei ao certo o que sinto. Uma efusão de emoções desconhecidas consome meu corpo, mas não posso me silenciar, nesse instante eu devo grunhir o que esta engasgado na minha garganta.

– SOCORRO. — gritei... Mas, sem resposta. Abri os olhos e dei de cara com um rosto estático me olhando. Seu olhar gélido e parado me fez sentir um calafrio por todo o corpo. Faltou-me ar, tentei respirar uma ou duas vezes, mas um cheiro acido e pútrido inundou minhas narinas. Imediatamente senti minhas entranhas reclamar, e uma saliva grossa e nojenta se formou na minha boca. Mais uma vez tentei respirar e foi inevitável... Vomitei... Meu estomago se contorcia e lançava jato após jato, daquele liquido espesso e amargo através da minha garganta. Um braço caiu ao meu lado enquanto eu cuspia meu estomago pra fora, tentei me afastar daquilo, mas não pude, pois algo estava sobre mim e pesava muito. Tentei mexer meus pés e braços, mas foi em vão, tinha coisas sobre mim que me pressionavam contra o chão. Senti meu corpo molhado com um liquido viscoso e nojento. Asco e desespero reinavam em mim, eu não sabia onde eu estava e tudo ao meu redor me comprimia, me impossibilitando qualquer movimento, por mais que eu tentasse. Tentei me acalmar para poder ao menos entender a situação.

– Não. Não. Não. — Minha mente se recusava a aceitar a conclusão inevitável. Eu me recusava a aceitar que tudo aquilo era possível. Como? Por quê? Como eu cheguei aqui... Nessa situação? O que eu fiz pra merecer isso?

Mais uma vez insisti em me movimentar e lancei os ombros para frente. Meu movimento brusco desencadeou um efeito inesperado. Aquela pilha grotesca e abominável se moveu e desprendeu meus braços, me permitindo algum movimento. Finalmente pude levar a mão a boca e limpar, ou pelo menos tentar limpar o resto de vomito que ainda residia nos meus lábios. Minhas mãos estavam sujas de terra e substancia viscosa, que quase me fez vomitar novamente quando toquei meus lábios. Fechei os olhos por um instante e me imaginei em outro lugar, na verdade o que eu queria mesmo era acordar daquele maldito pesadelo.

Fiquei em silencio por alguns segundos. Toquei meu rosto, minha sobrancelha, minha bochecha, meu nariz, tudo estava estranho, quase nem reconheci meu rosto. Tentei me lembrar da minha face, mas não sei como era o meu rosto. Minha mente parecia se perder, e por mais que eu quisesse não conseguia formar uma imagem clara do meu rosto. Mordi o lábio inferior com força, e quando senti o sangue salpicar a minha língua tive medo, medo do vazio, medo de desaparecer ou talvez de nunca ter existido. Mas não é possível eu nunca ter existido, se tenho medo é porque existo. A premissa de sentir esta intimamente ligada à existência, então logo, se sinto eu existo. E se eu existo então eu preciso sair daqui...

Apoiei os braços na frente do meu peito e lancei meu corpo para frente, impulsionando o maximo que eu conseguia. Realizei esse movimento repetidas vezes, e meus braços se chocavam desagradavelmente com algo úmido e macio que estava sobre mim. A atmosfera daquele lugar era causticante e nojenta. O cheiro de putrefação estava ao meu redor e me embrulhava o estomago. Quanto mais eu forçava para abrir espaço no meio de tudo aquilo, mais nojo eu sentia, porém não havia mais nada que eu pudesse fazer senão aquilo. Enquanto eu me esforçava para sair daquela situação grotesca, minha mente que vagava por lugares insólitos e bizarros decidiu me pregar uma peça, finalmente me permitiu entender a situação, eu estava soterrada no meio de cadáveres.

– ME TIREM DAQUI, ME TIREM DAQUI, PELO AMOR DE DEUS. – Eu gritei a plenos pulmões, mas não havia ninguém para responder. Eu teria que me virar sozinha. Meus olhos se encheram de lagrimas e elas escorriam pela minha face com liberdade. Olhei ao redor e vi corpos em decomposição, não saberia dizer quantos e nem se eram de homens ou mulheres. O estagio de decomposição já era avançado, eu já devia ter imaginado isso antes, afinal o cheiro intoxicante de putrefação que pairava no ar desde que eu acordei era inconfundível. Minha mente queria se desligar e partir novamente, mas eu precisava me manter calma e focada ou eu não iria conseguir sair dali nunca.

Controlei a respiração e passei a observar o local onde eu estava. Havia um corpo sobre mim, que de uma forma bizarra, estava servindo de aresta para os outros corpos ao redor. Do meu lado direito estavam os restos mortais de um jovem de cabelos pretos e pele morena, e do lado esquerdo eu só conseguia ver a cabeça decepada que eu me deparei logo que acordei, e aquele olhar gélido ainda me causava arrepios. Joguei meu corpo um pouco para a direita e pude ver por entre os cadáveres um pequeno facho de luz atravessar alguns corpos. Acabei notando que, se eu empurrasse o corpo que estava em cima de mim para a esquerda, eu livraria as minhas pernas e poderia finalmente me lançar em uma escalada através de corpos putrefatos, para alcançar a minha liberdade. Assim eu fiz, desvencilhei as minhas pernas e comecei a escalar através daquela pequena fenda entre os corpos. Segurei braços e pernas de pessoas que nunca conheci, mas que agora estão naquela vala comum. Senti mais uma vez a saliva ficar grossa na minha boca, e as lagrimas começaram a descer novamente pelo meu rosto. Tudo aquilo era muito deprimente, mas a única coisa que conseguia pensar agora era em me ver livre daquele lugar. Eu precisava chegar ao topo daquela vala, não podia ficar ali mais nem um minuto ou eu enlouqueceria.

Por entre braços e pernas carcomidos e corpos em decomposição, eu escalei para a minha salvação. Quando cheguei ao topo daquela vala, só havia o corpo de uma mulher entre mim e a liberdade. Hesitei por um segundo, e enquanto retomava o fôlego a figura de quem um dia foi àquela mulher, que agora é apenas um cadáver inanimado e em decomposição, estranhamente me pareceu familiar, mas não consegui me lembrar de onde eu a conhecia.

Afastei todos os fantasmas da minha cabeça, tomei fôlego e empurrei os restos mortais daquela mulher, conseguindo finalmente alcançar a minha liberdade.

Sai da vala e uma onda de ar fresco tomou conta dos meus pulmões, eu respirava ofegantemente tentando absorver o maximo de ar puro e fresco que eu podia. Cai ajoelhada ao chão e apoiei as mãos na grama. Me senti fraca e cansada e mais uma vez as lagrimas brotaram dos meus olhos. Meu corpo todo tremia, eu não acreditava que eu estava livre daquele tormento, que finalmente estava longe daquela vala. Cansada e extenuada, desfaleci sobre a relva, sem pensar em nada, apenas na minha liberdade.

Notas finais
Olá bonitinhos e bonitinhas do Nyah Fanfiction. Eu sei que essa estória tem uma atmosfera pesada e sombria, e que por isso talvez vocês estejam se perguntando que pessoa de mente deturpada e de personalidade duvidosa seria capaz de pensar em uma estória desse tipo. Bem, em minha defesa eu quero dizer que não tenho nenhum comportamento estranho na minha personalidade, pelo menos não mais do que qualquer outro ser humano nesse planeta, afinal de perto ninguém é normal não é. Essa é a minha primeira estória aqui no Nyah Fanfiction, tive momentos de hesitação sobre a postagem dessa estória, mas a verdade é que, não tenho nenhum outro material pronto para postar aqui no site. Sou um escritor amador que o faz por prazer, comecei a minha jornada como aspirante a escritor tardiamente. Por esse motivo ainda não tenho a autoconfiança que eu considero necessária a todo bom escritor. Devido a essa falta de confiança, eu me exijo demais, me cobro demais e acabo não querendo mostrar o meu trabalho, mas tenho mudado isso aos poucos, com empenho e perseverança. De quando me propus a escrever estórias até hoje, eu melhorei mil por cento, mas sei que ainda estou muito longe de ser um bom escritor, ou pelo menos ter algo digno de ser publicado, mas tenho esperança de que um dia eu chegarei lá.Para não me prolongar muito com isso, quero encerrar dizendo que, eu espero que vocês gostem desse e dos textos futuros. Peço que se gostarem comentem, recomendem, adicione aos favoritos e acompanhe a estória, senão, comentem e deixem suas criticas. Criticas construtiva sempre são bem vindas, espero que possamos ter uma relação amigável e confortável.Abraços e ate à próxima...