Vinculados

8 Incontrolável


Notas iniciais
Primeiramente desculpem pelo atraso e pelo texto não tao bom, em meio as aulas e outros compromissos fica difícil postar. Mas aproveitem bem e me dêem um desconto >
A pedido das minhas leitoras queridas aqui está um cap enooooorme só não cansem de lê-lo agora hehehe
E vocês, estavam com saudades da Irmandade? Eu nunca mais tinha falado deles neh. Aproveitem que nesse cap. eles aparecerão com a corda toda. Bjs e nos vemos lá em baixo.

A voz aguda de Renesmee podia ser ouvida por Edward, Alice e Carlisle enquanto os três se aproximavam da mansão, já na metade da tarde:

– Ah mãe, sério? Não vai custar nada! Quer dizer, não muito. Mas vai me fazer feliz. Pense nisso.

– Tá, Renesmee. Eles estão chegando agora, primeiro vamos ver o que eles descobriram e depois, bem depois, você toca nesse assunto com seu pai – disse Bella.

Quando os três entraram na casa, os outros Cullen e Jacob os olharam ansiosos esperando as novas notícias.

– E então? – perguntou Jake.

Imediatamente Carlisle, com a ajuda de Edward e Alice, começou a contar tudo o que tinha acontecido. A viagem, a garota que realmente sabia sobre os vampiros, o encontro com os Salvatore, a luta, a verdade sobre vampiros…

Todos na sala os encaravam boquiabertos, principalmente Jacob, que também foi o primeiro a se pronunciar soltado uma enorme gargalhada.

– Aham, gostei – ele conseguiu falar finalmente. – Sério muito bom. De que filme que vocês tiraram isso? Me passem o nome que eu preciso assistir. Varias raças de vampiro? – soltou mais uma risada enorme – Meu Deus! Muito criativo. Sabe que o escritor merecia um premio, um…

– Seu cachorro estúpido e idiota – Alice manifestou-se, explodindo de raiva, o que é raro, só acontece quando duvidam do que ela fala. – Se vai continuar fazendo piada disso, sinta-se a vontade para sair correndo dessa casa antes que eu arranque seus membros. Está vendo mais alguém aqui rindo? Deixe de ser imbecil e se toque de que isso é verdade, e é sério.

– Sinto muito senhora Sabe-Tudo, mas não tem como isso ser verdade – disse Jacob, já sem nenhum pouco de humor. – Como é possível que existam outros tipos de vampiros? Raças de cachorro, de gatos, cavalos, etc tudo bem, mas vampiros?! Desculpe mas é demais para mim.

– Que pena, Jacob. Saia daqui então e nos deixe conversar em paz – disse Rosalie fuzilando Jacob com os olhos.

– Ei, ei, parem vocês três – disse Esme. – Temos coisas mais importantes para tratar do que essas briguinhas fúteis. E Jacob por favor, não complique mais as coisas, ok. Você sabe que eles não inventariam uma coisa dessas. É verdade o que estão dizendo.

Jacob olhou para Esme com a cara um tanto feia, mas não falou mais nada. Era certo que se outra pessoa tivesse dito isso ele não pararia, mas com Esme e Carlisle ele tinha certo respeito. Talvez por que os dois também fossem compreensivos com ele.

– Espere – disse Jasper. – Me desculpem, mas vocês têm certeza do que estão falando? – ele olhou para Alice que quase o matava com o olhar. – Desculpe meu amor, mas é que é difícil acreditar nisso. Edward você disse que o tal do Damon estava pensado em cravar uma estaca no coração de Carlisle? Serio mesmo? Uma estaca? E sol? Eles realmente queimam no sol? E têm sangue circulando, e respiram assim como vampiros criados pelos humanos?

– É Jasper por mais surreal que isso pareça, é a mais pura verdade. Eu mesmo pensei que era brincadeira, mas não temos como contestar. Vimos com nossos próprios olhos as presas deles crescerem e seus olhos escurecerem. Sentimos também sua força e velocidade e o sangue correndo em suas veias.

– Um sangue nada parecido com o que eu já tinha visto, devo acrescentar – disse Carlisle. – Era… como posso explicar, como um sangue morto, apodrecendo, apesar de não cheirar completamente ruim. E quanto ao sol. Não sabemos ao certo se isso é realmente verdade, pois eles também pegavam alguns raios de sol mas não queimavam…

– Mas da onde será que eles vieram? – Jasper continuava intrigado. – Como foram criados e por que nunca vimos nada parecido com eles?

– Não sabemos, Jasper – disse Edward. – A única coisa que Damon disse foi que haviam muitos da espécie deles também e que ele já havia transformado muitos humanos em vampiros e nunca tinha visto nenhum parecido com agente.

– Vocês têm certeza de que eles não virão atrás de nós? – perguntou Esme. – Edward não foi muito perigoso você comprar briga com eles?

– Eu não sei o que me deu. O simples fato de ele estarem ali contestando o que falávamos me dava raiva. E não enxergar direito a mente deles não ajudava. Não sei, eles são muito estranhos, parecia que um instinto me mandava provocá-los e não sei explicar o porquê disso.

– Com certeza eles são estranhos e causam uma má reação em nós – disse Alice. – Eu não consegui ver quase nada do futuro deles e isso é estranho. Também senti isso que Edward está descrevendo e até Carlisle lutou com o outro, o Stefan, só não agarrei aquela loira aguada pelo fato de ela estar se comportando e não parecer brigar mesmo.

– Ah Alice nem venha – disse Edward. – Pensa que eu não vi que vocês duas tem muita coisas em comum? O jeito patricinha de ser e querer sempre fazer novas amizades… – ele riu e Alice jogou uma almofada nele, descontraindo um pouco a tensão na sala.

– Ta, mas então vocês acabaram nem falando com a Raven? – perguntou Bella depois de um tempo. – O objetivo não era esse?

– Bom é que houve esse imprevisto então as coisas não saíram como esperávamos. – respondeu Alice.

– Então o que vamos fazer agora? – quis saber Emmett. – Simplesmente deixar esses outros vampiros acharem que são donos do mundo e que nós devemos abaixar nossas cabeças diante deles?

– Nós deixamos bem claro que as coisas não são bem assim – disse Edward. – Damon Salvatore foi obrigado a entender que eles não são os únicos “fortões” e que nós podemos fazer mal a eles se quisermos.

– Nós não fomos lá comprar briga. – disse Carlisle. – E Também não vamos incomodá-los sem necessidade. O que queremos mesmo é falar com a Raven sobre os guerreiros e humanos sem alma, portanto se formos a Mystic Falls novamente será exclusivamente para isso. Mais nada.

– E isso é mesmo necessário? Ir falar com essa garota? – perguntou Esme. – Seria melhor se vocês nem vissem esses vampiros novamente, até por que eles agitam essa violência dentro de vocês.

– Creio eu que é necessário sim – disse Edward. – Pelo menos ela é a nossa única pista no momento e tenho quase certeza de que ela sabe de mais coisas e pode nos ajudar. E não se preocupe Esme, vamos fazer de tudo para não encontrar mais o Damon e companhia.

– Ta e vocês vão contar o que são? – perguntou Bella.

– Sim, teremos que fazer isso. Ou não vamos conseguir nos comunicar.

– Ah muito boa essa ideia – Rosalie resmungou baixinho. – Mais humanos sabendo sobre vampiros…

– E eu posso ir junto dessa vez? –indagou Renesmee rapidamente, esperançosa de poder sair de Caldwell.

Edward riu:

– É claro que não, né mocinha. Capaz que eu deixaria você ir a uma cidade com outros vampiros perigosos a solta…

– Paai – Nessie disse num gritinho agudo. – Você acabou de dizer que não será perigoso por que vocês nem vão encontrar eles. E Por que todos tem que me tratar como bebê? Pelo amor de Deus pare com isso.

– Nessie, eu não deixaria sua mãe ir também, nem Esme… enfim você sabe que isso não é assunto pra você.

– Ta, então me deixe ir à festa que terá no centro nesse sábado.

Edward ficou atônito.

– Renesmee eu disse que só era para comentar isso beeem depois – Bella xingou.

– De que festa você está falando? – perguntou Jake de repente interessado na conversa.

– Será as 21:00 horas ali perto da praça na sociedade. Eu tava no centro hoje com a Rosalie e encontrei umas garotas bem simpáticas que se tornaram minhas amigas. Elas comentaram dessa festa e disseram que é muito segura e confiável, etc. Ah pai por favor me deixa ir. O Jake me leva, certo Jake?

– Ahn, eu não sei Nessie. Não é essa sociedade que fica perto de um clube noturno, o Screamers?

– Clube noturno? – disse Edward e Renesmee lançou um olhar feio para Jacob.

– Não pai. Quer dizer fica perto sim, mas não tem nada a ver. A festa é super segura e nós só vamos lá nos divertir depois vamos direto para casa.

– Ah deixem a menina se divertir um pouco, Jacob cuida dela – disse Rosalie.

– E quem sabe se nós formos junto também – Alice se meteu. – Ou só alguns de nós? Faz tempo que não vou a uma festa…

– Não, nada a ver – reclamou Nessie. – Que saco, é só uma festinha. O Jake vai e pronto. – Como ninguém falou nada ela voltou-se para Bella. – Mãe você disse que podia.

– Eu disse que nos íamos ver – ela respondeu depois olhou para Edward. – Mas realmente eu acho que não temos motivos para proibir Nessie de sair, ela está na idade disso e não podemos prendê-la a vida toda. Edward, deixe ela ir com Jake. Eles sabem se virar.

– Sim, mas e se for verdade sobre esses guerreiros e desalmados? E se eles estiveram rondando a cidade? Depois dessa manha eu já não duvido de mais nada…

Nessie foi até Jacob e abraçou-o sussurrando em seu ouvido um pedido de por favor todo carinhoso. É, era golpe baixo ela fazer isso, mas Renesmee sabia que se pedisse algo desse jeito a Jacob óbvio que ele iria deixar, não importa se gostasse da ideia ou não.

– Eu levo ela Edward – Jake sorriu para Nessie. – Não se preocupe, vou cuidar dela muito bem. Talvez tão bem que você vai pensar duas vezes em pedir para ir a uma festa comigo novamente, Nessie. Eu não vou largar seu pé nem por um segundo hehehe.

– Aaah Obrigado Jake! Te amo – e deu pulinhos de alegria rindo na cara de Edward que não pode deixar de sorrir também. Era impossível ver uma garota tão linda e tão feliz e não se encantar, mesmo convivendo com ela todos os dias.


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O dia chegava ao fim na mansão subterrânea da Irmandade. Era sábado e Thorment estava sentado na sala de estar esperando o sol se pôr completamente para poder sair e ir ao norte da cidade. Wrath não estava em casa, ele e Beth haviam saído ontem à noite para tirarem uma “folga” no fim de semana em algum lugar que Thor não havia se dado o trabalho de prestar atenção. Os outros irmãos já nem ligavam mais para Thor, já que ele falava rispidamente com todos e não dava a mínima para o que eles quisessem lhe falar. Agora eles simplesmente cansaram de tentar argumentar com ele, apenas Wrath ainda achava que ia conseguir fazê-lo mudar de idéia. Mas hoje ele não estava em casa e Thor iria pôr seu plano em ação.

Nos últimos dias (desde que havia discutido com Wrath sobre seguir os redutores) Thor havia sido paciente. Obedecia, ou tentava obedecer na medida do possível, a tudo o que Wrath e os irmãos falavam. Não tentou nem uma vez seguir um redutor que ia para o norte; não teve muitas crises de nervos, pelo menos não na frente de um dos irmãos, e tentou ser um pouco mais sociável. Isso tudo só para eles terem o mínimo de confiança em Thor para que pudessem sair sozinhos sem ele aprontar. Hoje esse dia havia chegado. Hoje iria seguir algum desalmado maldito e iria ver o que tanto eles faziam no norte. Iria matar cada um que visse pela frente. Sem dó nem piedade.

Nem ele sabia explicar de onde vinha tudo aquilo. No fundo ele sabia que aquele não era ele de verdade. O Thor verdadeiro era sempre o mais pacífico, o que sempre tentava resolver as coisas e manter a estabilidade entre os irmãos. Mas aquilo havia mudado. Naquela época ele tinha sua amada Wellsie, tinha uma casa e tinha um filho que estava para nascer. Quando vampiros se apaixonam, se apaixonam mesmo, de verdade. E se qualquer coisa acontecesse a sua amada… bom, pode-se perceber no que dá. Wellsie havia sido arrancada dele por aqueles redutores, era como se sua própria vida havia sido tirada e nem ele sabia como ainda estava aqui, como ainda não havia saído à luz do sol algum dia. Talvez fosse apenas essa sede de vingança que o sustentava. Ele não se acalmaria enquanto não varresse cada ser sem alma que existisse no planeta. E talvez também essa fosse a explicação por ele ter mudado tanto. Sinceramente estava pior que Zsadist no quesito agressividade, agora que o outro também havia encontrado sua shellan. Estava em um estado de torpor onde não sentia absolutamente nenhuma emoção e nada mais o agradava a não ser exterminar redutores.

Ouviu Phury, Butch e Vishous subindo a escada.

– Ah Thor, você está aí – comentou Vishous. – Ei nós vamos ao Screamers mais cedo hoje. Vêm com a gente?

Thor tentou dar um sorriso, o que não deu muito certo.

– Não, não. Você sabe que não tenho interesse nisso, não é Vishous?

– Sim irmão, eu sei. Mas podia apenas ir beber algumas, isso ajuda, sabe… mas também estávamos pensando em sair para caçar alguns redutores depois, não estaria interessado nem nisso?

– Não Vishous. Vou ficar em casa hoje.

– Ok, tudo bem então – disse Phury. – Não vá aprontar nada, hein.

Thor sorriu amarelo.

– Onde estão Rhage e Zsadist? – ele perguntou já se irritando.

– Estão com suas sheelans lá em baixo, vão ficar em casa esta noite “aproveitando” a casa, – Butch riu. – Você deveria vir conosco para deixá-los a sós.

– Já disse que não quero, porra. Agora saiam daqui.

Malditos, pensou Thor. Teria que tomar bastante cuidado agora para poder sair de casa. Sinceramente ele estava odiando aquilo, se sentia um adolescente tentando fugir de casa para ir a uma festa. Onde já se vira isso?

Esperou mais meia hora e então saiu.



O centro da cidade estava lotado por ser um sábado de temperatura bem agradável. Thor ia espreitando pelos becos a procura de algum redutor. Péssimo dia, pensou ele. Geralmente os redutores não saem para caçar quando há tantos humanos passeando pela cidade. Mas ele ia encontrar algum, precisava encontrar pelo menos um, caso contrário ia ir sozinho para o norte e ver o que descobria. A única coisa que não sabia era o que seria capaz de fazer se não conseguisse arrancar a cabeça de nenhum morto-vivo essa noite.

Depois de mais ou menos meia hora ele finalmente sentiu o conhecido e repugnante cheiro de talco de bebê. Olhou para a esquerda e avistou um correndo do outro lado do beco em que Thor se encontrava olhando para os lados como se estivesse procurando ou fugindo de alguém. Sem conseguir se refrear Thor pegou sua adaga e correu na velocidade da luz pretendendo seguir o redutor onde quer que ele iria, mas antes que o morto-vivo pudesse dar mais dois passos uma adaga veio voando em sua direção e acertou direto seu peito. Thor parou e ficou observando o redutor se desintegrar e seus outros irmãos aparecerem do outro lado da rua.

– Que lindo hein Thor. É isso o que você chama de ficar em casa descansando? – disse Phury.

– Decidi sair para esfriar a cabeça um pouco.

– É mesmo? Esfriar a cabeça ou seguir redutores até o norte?

– Se você não tivesse se metido em meu caminho eu teria matado ele. Estava pronto para atacar.

– Ora Thor não minta pra você mesmo – disse Butch. – Até eu que não entendo muito de ataque a redutores sei que você não pretendia matá-lo. Ia segui-lo.

– Ta e se fosse? Quando vocês vão parar de achar que podem mandar em mim ou controlar o que faço ou deixo de fazer?

– Ora irmão você sabe que só queremos ajudar. Wrath já explicou isso – disse V. – Está muito na cara que isso é uma armadilha dos redutores para nós irmos para o norte. Ele já disse para esperarmos a sua ordem para ir para lá. Talvez vamos agora quando ele voltar de viajem…

– Aah, eu não quero saber Vishous. Vocês não mandam em mim. Nem com Zsadist vocês agiam desse jeito, deixavam ele fazer o que quisesse mesmo que isso acabasse com a vida dele. Então me deixem em paz.

Os três se entreolharam. Thor sentia a raiva crescer em seu peito. Nenhum dos irmãos vivia para obedecer alguém, muito menos nessas condições.

– Olha tudo bem então, Thor – disse Phury finalmente. – Vamos planejar algum ataque e assim que Wrath voltar falamos com ele, ok? Todos nós estamos querendo ir ver o que está acontecendo então vamos tomar providencias. Mas agora vá com nós ali no Screamers e depois quem sabe não matamos alguns redutores?

– Já disse que não gosto desse lugar.

– Ora não vamos ficar muito tempo. Além do mais nós temos uma sala um pouco mais reservada só para nos no fundo do bar, você pode só beber alguns drinks enquanto nós já vamos conversando sobre o plano…

Depois de mais algum tempo de insistência, finalmente Thor aceitou ir ao bar com os irmãos. Claro que ele não gostava desse tipo de lugar, na maioria das vezes em que seus irmãos iam para lá ele ficava em sua casa com Wellsie e agora ir àquele ambiente cheio de corpos seminus dançando e um cheiro de bebida misturado com erotismo o deixava zonzo e com náuseas. Mas ele não podia negar que tomar alguns bons uísques fez com que ele se desligasse um pouco de sua trágica realidade. Ele e os irmãos discutiram um pouco sobre falar com Wrath e ir averiguar o norte levando boas munições mas logo o assunto se desviou por conta do excesso de bebida que todos estavam ingerindo.

Não demoraram duas horas até que Butch chegou dizendo que precisava ir caçar. Todos os outros começaram a rir por conta dele ser um mero policial humano, mas decidiram que podiam sair para ver o que encontravam, mas antes Phury ainda queria dar umapassada nos fundos do bar para falar com o dono, provavelmente pra conseguir mais de sua tão amada fumaça vermelha.

– Ah, Phury por que você não foi antes? – Thor se indignou. – Fiquem aí vocês então. Eu vou lá fora esperar e ver se já encontro algo.

Ele percebeu que os outro irmãos o olharam desconfiados mas Thor não deu bola. Simplesmente virou-se e atravessou o Screamers indo em direção a saída.

Foi aí que o cheiro lhe invadiu.

Havia uma fila bem grande do lado de fora do bar repleta de humanos e alguns vampiros civis que esperavam sua vez para entrar, mas definitivamente o cheiro não vinha de nenhum deles. Era adocicado e amargo na mesma e exata medida. Um cheiro feminino misturando os melhores aromas que Thor já havia sentido. Aquele cheiro era sem dúvida de sangue. Mas não um sangue qualquer, o melhor sangue de todos.

Por uma fração de segundo Thor pensou que nunca mais havia de alimentado depois da morte de sua shellan e provavelmente por isso esse cheiro atraiu tanto sua atenção. Mas logo chegou a conclusão de que não era apenas por isso por que também haviam outras vampiras ali por perto e o sangue delas não lhe atraia tanto. E não era exatamente sede que esse sangue lhe provocava. Era algo mais.

Ele então olhou ao redor procurando a dona daquele cheiro. E a viu, parada a uma quadra de distância na frente de uma sociedade onde havia uma festinha adolescente.

Todo seu mundo parou. A pequena parte racional e direita que restava em seu cérebro se rompeu naquele momento. Ele esqueceu tudo, os redutores que queria matar; seus irmãos que estavam ali dentro; esqueceu até da grande perda que há poucos instantes fazia seu coração doer profundamente. Tudo o que conseguia enxergar era aquela linda e perfeita moça parada na porta da festa encarando-o de volta. Sua vontade era ir voando até ela e rasgar sua garganta e encher-se daquele maravilhoso sangue ao mesmo tempo em que dava sua própria veia para ela beber o quanto precisasse dele. Sentia que precisava protegê-la do mundo, abraçá-la e cuidar dela pro resto da vida. Mas suas pernas não o obedeciam. Ele estava simplesmente paralisado ali na frente do Screamers encarando a garota.

De repente ela cortou a conexão entre seus olhares. Olhou para um homem que puxou seu braço para que ela se afastasse da porta. Instantaneamente Thor descongelou e seu cérebro fervilhou. Não suportou a ver sendo tocada por aquele homem, ainda mais porque ele parecia grande e forte demais para ela, como se fosse desintegrá-la e, pelo que ele conseguia sentir, exalava um cheiro não muito bom que com certeza não fazia bem para aquela criatura tão delicada e perfeita. Os dois trocaram algumas palavras e a garota olhou mais uma vez na direção de Thorment depois se virou para ir embora com o homem antes que Thor sequer pudesse ter observado ela por mais alguns segundos.


Notas finais
o.O grande, não? Se vocês gostarem assim eu posto os próximos também desse tamanho :D
Comentários????
Ei, recomendações bem vindas, ok. Não vou recusar ;p
Não esqueçam de mim, dêem opiniões, bjks