Villain
14 Capitulo 13 – Algumas cicatrizes doem mais
Notas iniciais
Lumus
Eu Juro solenemente não fazer nada de bom
"Eles dizem que você não é alguém de verdade até outra pessoa amar você. Então estou esperando para tornar alguém alguém de verdade."
Ingrid Michaelson (Are we There Yet)
Hermione fechou os olhos apertando o pequeno caderno contra o corpo; apenas as vê-las iluminavam o quarto verde e prata.
Havia chegado no quarto, pouco tempo depois do crepúsculo e ainda tinha o gosto dele nos lábios. Estava numa batalha interna naquela noite. Ficava se lembrando de Harry e das Horcruxes – que a esse ponto ele já devia ter. De todos os Weasley mortos, de seus amigos e sentia-se culpada por não querer fugir. Por querer ficar ali pelo resto de seus dias.
Aquela foi, com toda certeza, a noite mais longa da vida de Hermione.
Observou a porta ser aberta e o viu entrar; os cabelos loiros um pouco molhados pingando nas vestes da Sonserina. Ele sorriu.
– Posso entrar? – Ela assentiu. – Conversei com Tom hoje. – Disse se sentando ao lado dela na cama. – Você está bem? – Hermione assentiu.
– Eu não sei o que pensar. – Admitiu. – Eu estou com medo, Abbie.
– Eu também. – Ele se encostou na parede e suspirou. – Como sabia que Murta estava em perigo? – Perguntou controlado.
– Posso te contar um segredo?
─ ∞ ─
Hermione encarou o próprio livro em silêncio; subitamente, todo aquele lugar parecia cheio demais. Viu Abraxas fazer uma careta ao lado de Mary Jolene e Lestrange suspirar tristemente ao lado dela. Naomi Black ficou em silêncio ao lado de Charlus e Minerva soltou um gemido exclamado e irritado. Hermione pôde ver Gus tocar a mão dela como um conforto e sorriu minimamente para o amigo. Ele passou a mão pelos cabelos negros desgrenhados enquanto Calidora olhava-se em um espelho com o sorriso maior que a cara. Gus Lestrange lançou um olhar significativo para Hermione e em seguida encarou o irmão ao lado de uma aluna da Grifinória.
Tom sentou-se suspirando pesadamente ao lado de Calidora e enlaçou a mão com a dela sobre a mesa. Ela sorriu e se aproximou beijando-o levemente nos lábios. Hermione olhou mais fixamente para o livro.
Sentia o estomago embrulhar. Queria sair dali e nunca mais aparecer. Sentia-se incrivelmente idiota. Por um instante pensou se havia sido uma ideia ruim não olhar para o basilisco quando teve chance.
Não fique assim, Mione. Ela sorriu vendo a caligrafia garranchada de Gus Lestrange no pergaminho. Ele sorriu amável em retorno e apertou levemente a mão dela. Pôde sentir o olhar de Tom sobre os dois, mas pela primeira vez não se intimidou e continuou com a mão ali. Hermione precisava dele.
– Bom dia, alunos. – Slugorn entrou na sala animadamente. – Eu sei, eu sei. Aulas teóricas são irritantes. Mas temo que a poção que gostaria de trabalhar com vocês não pode ser feita por todos da turma e que alguns de vocês a usariam para o mal. E poções assim, não podem ser usadas para o mal. – Disse sorrindo. – Para frente todos, por favor. – Hermione fechou o livro e se levantou lentamente com a mão ainda enlaçada com a de Gus Lestrange. – Alguém pode me dizer quais é essa poção? – Ele perguntou tirando a tampa de um caldeirão a frente. Hermione ergueu a mão instantaneamente. Gus riu baixinho. – Oh! Claro, Srta. Granger. Pode vir aqui. – Estimulou. Hermione se soltou de Gus e deu um passo adiante observando a poção. – E então?
– Amortentia. – Disse encarando a poção perolada. – É a poção do amor mais forte existente. Ela não cria amor verdadeiro, ela cria uma paixão obsessiva e é passageira. Tem um cheiro diferente para cada pessoa. No meu caso, tem cheiro de grama recém cortada, livros antigos, café novo e... – Ela pigarreou constrangida. – E maçã verde. – Ainda faltava um cheiro. O cheiro do perfume dele.
– Vinte pontos para a Sonserina. – Hermione sorriu minimamente. – Como a Srta. Granger disse, a Amortentia não cria amor verdadeiro. Nenhuma poção pode, na realidade, fazê-lo. Ela cria apenas uma paixonite obsessiva que pode ser muitas vezes confundida com o amor. Quero que façam uma fila e cada um me diga o cheiro que sente com a Amortentia. – A fila ia se formando lentamente. – Sinto cheiro de perfume de morango e pergaminho novo. – Os alunos pareciam animados com a ideia e lentamente se aproximavam dizendo o que sentiam.
– Chocolate e creme dental de menta. – Disse Gus Lestrange sorrindo lentamente. Era a vez de Calidora Black.
– Grama recém cortada, café novo e livros antigos. – Quase que imediatamente ela encarou a morena sorrindo de alguma piada de Gus Lestrange. Hermione a encarou em silêncio. As semelhanças eram notáveis. Ela se afastou do caldeirão sem quebrar o contato. Era a vez de Tom. Abraxas se enrijeceu ao lado de Hermione. Tom continuou em silêncio.
– Não sinto cheiro de nada, professor. – Murmurou irritado.
– Como não?
– Não sinto cheiro algum. – Ele encarou Abraxas e em seguida o loiro sorriu esperançoso. Era mentira. Tom estava sim sentido algum cheiro; Abraxas assentiu. Tom pigarreou. – Estou começando a sentir algo... – Slugorn sorriu animado. – Chocolate, creme dental de menta e o perfume de alguém desta sala. – Tom encarou atentamente o rapaz loiro a sua frente em desdém.
Quase que imediatamente que o horário da aula acabara, Abraxas se separou de Mary Jolene e caminhou rapidamente em direção a Tom tirando-o de perto de Calidora Black. Pareciam ter assuntos a tratar.
Hermione caminhou apertando o livro contra o corpo. Gus Lestrange estava falando sobre como era estranho ser confundido com um Malfoy.
– Na verdade, nem nos parecemos tanto assim com eles. Nossos olhos são escuros. – Disse em própria defesa. Hermione riu.
– Ainda sim é fácil confundi-los. – Gus bufou e riu em seguida.
– Parece que as coisas estão se ajeitando. – Disse sorrindo. Hermione assentiu. – Hermione, pode me ajudar com os N.I.E.Ms? – Pediu coçando a nuca. – Vou acabar surtando com tantos testes numa mesma semana! – Hermione riu.
– Claro. – Ele sorriu em retorno e se aproximou de Hermione lentamente, colocando uma mecha castanha atrás da orelha. Hermione sentiu o rosto queimar.
– Já viu o quanto fica linda corada? – Ele sorriu de lado e se aproximou. Não queria beijá-lo, mas por que não deveria? Fechou os olhos sentido o hálito dele soprar em seus lábios. Um pigarro e Gus estava há um metro de distância de Hermione. Ela sentiu o rosto queimar. Iria mesmo beijá-lo?! Mas o que é que estava passando em sua cabeça?
– Granger, temos aulas de feitiços agora. Pensei que ia querer companhia, já que Gus vai para adivinhação. – Disse simplesmente. Hermione o encarou. Os cabelos negros sempre penteados mesmo desgrenhados. Ele sorriu falsamente.
– Com certeza, não a sua! – Cuspiu irritada. – Até mais, Gus. – Disse depositando um beijo casto na bochecha dele. Caminhou apressadamente em direção às escadas. Podia ouvi-lo seguindo-a. Virou-se na metade de uma escada o encarando.
– Por que está fazendo isso?
– Por que você está fazendo isso?! – Retrucou. – Me deixe em paz, Riddle!
– Você não entende, Hermione? – Cuspiu irritado. Observou os montes de alunos ao redor deles e a puxou pelo punho violentamente para longe do tumulto. – O que acha que falarão de mim se me virem por aí com uma sangue-ruim?! – Cuspiu.
– O que acha que falarão de mim se me virem por aí com Tom Riddle? – Rebateu violentamente. Tom ergueu uma sobrancelha pasmado.
– Mas que droga! Você ia mesmo beijá-lo? Você gosta dele? – Ele jogou todas as perguntas de uma vez. – Pensei que gostasse de mim, Granger.
– Idem. – Disse soltando o punho das mãos dele. Tocou-o vendo a marca vermelha dos dedos dele. – Preciso ir para a aula, Riddle. – Disse depois de tomar coragem. – Não quer ser pega matando aula. Ainda mais com você. – Ela fez a menção de caminhar, mas pela primeira vez ele falou algo.
– Eu gosto de você. – Murmurou. Ela parou.
– O que disse?
– Não vou repetir, Granger! – Jogou irritado. Se afastou olhando por uma das vidraças encarando o lago negro. – Você gosta de mim ou de Gus Lestrange? – Jogou. Hermione negou com a cabeça.
– Eu não acredito em você... – Disse simplesmente. Hermione virou-se caminhando em direção às escadas.
– Era o seu perfume. – Disse mais alto. Hermione se virou. – Na aula do Slugorn. Era o seu perfume na minha Amortentia. Chocolate, creme dental de menta e o seu perfume. Gus Lestrange nunca saberia que era o seu perfume por que ele não ficou perto o suficiente para ter certeza que era o seu. – Completou. – Nós fizemos isso no quinto ano e me surpreende que Slugorn tenha tentado outra vez.
– O que deu no quinto ano.
– Eu não sentia cheiro algum. – Murmurou encarando o lago negro. – Preciso dessa resposta, Hermione.
– Eu gosto de você. – Murmurou e depois encarou o movimento de alunos aos poucos cessando. – E era o seu cheiro. – Completou. – Decida-se, Riddle, se quer ser visto com a Black, não espere me encontrar escondido pelos cantos do castelo. – Disse se afastando e subindo as escadas rapidamente em direção a aula. Tom escondeu o rosto nas mãos irritado. Todo aquele dia estava sendo uma grande porcaria! Estava dividido entre seu objetivo e ela.
─ ∞ ─
Gus Lestrange riu ruidosamente e levou uma pastilha à boca e em seguida rugiu violentamente. Hermione aplaudiu juntamente com Naomi Black e Mary Jolene rindo animadamente.
– Hm, olá. – Abraxas Malfoy entrou observando o grupo sentado em frente a lareira. – Brincando disso ainda? Vocês deviam descansar. Amanhã tem passeio a Hogsmeade. – Gus passou um braço ao redor dos ombros de Hermione e depositou um beijo rápido nos lábios dela.
Hermione e Tom não voltaram a se falar depois daquele dia. Ele tomara a própria decisão ao passar aquelas semanas junto com Calidora. Era oficial. Gus gostava de andar de mãos dadas com Hermione e vivia se exibindo sobre as notas altas. Não, ele não colara. Simplesmente passara horas sendo banido do quadribol para estudar. Tinha até entrado no grupo especial de Slugorn. Tom também parara de incomodar Gus e não falava com nenhum dos gêmeos. Abraxas quase nunca dizia sobre o que conversavam e quase nunca dizia quando ia vê-lo. Tinha feito o que Hermione dissera; ele era amigo de Tom, não seu seguidor.
No dia seguinte, em Hogsmeade, Hermione observava os casais se olharem. Ainda estava com seu embrulho em mãos. Gus não tinha dado as caras até hoje. Viu Calidora Black sorrir com o cordão recebido de Tom Riddle ele passar um cachecol verde e branco ao redor do pescoço sorrindo minimamente. Não parecia animado. Mary Jolene ainda estava admirando a vassoura nova e parecia envergonhada em dar seu primeiro pomo de ouro para Abraxas, mas ele parecia mais animado que ela com o presente. Hermione encarou o embrulho em sua mão e pensou se ele gostaria do presente dela, ou se pelo menos se lembrava que era dia dos namorados.
Abraxas se sentou ao seu lado junto com Mary Jolene; em seu pescoço, o pomo de ouro de Mary Jolene tentava a todo custo escapar das correntes douradas.
– Onde está o Gus? – Perguntou curioso. Hermione fez uma careta. – Ele deve estar descendo. Talvez tenha dormido demais ou alguma coisa assim. – Hermione deu de ombros.
– Não tem problema, Gus é meio esquecido. Vocês sabem como ele é esquecido. – Não tinha mais certeza se queria convencer Abraxas ou se queria se convencer daquilo. Ele concordou.
– Bem, nós vamos a Zonko’s. Quer vir conosco? – Sugeriu Mary Jolene sorriu. Hermione negou forçando um sorriso. – Tem certeza?
– Tenho sim. Vou ficar aqui esperando o Gus. – Ela assentiu e se levantou caminhando com Abraxas em direção à loja. Hermione olhou novamente o presente em suas mãos e mordeu o lábio inferior. Não tinha mais certeza se Gus viria. Observou-o sentar-se do seu lado; tinha um embrulho em mãos também.
– Ele se esqueceu? – Perguntou encarando o embrulho.
– Não sei mais... – Confessou. – E Calidora, te deixou vir aqui? – Ele bufou e passou uma mão pelo cabelo perfeito. Hermione definitivamente adorava aquele cabelo. A maciez, o cheiro. Tudo em Tom a atraía. Até mesmo seu sorriso zombeteiro digno de um Malfoy.
– Ela não decide aonde vou ou deixo de ir. – Disse irritado. – Não aguento mais vê-la. – Admitiu. – Ela é tão irritante. – Confessou.
– Não posso discordar. – Ele riu.
– Gus é um cara legal... – Ele disse olhando o próprio embrulho. – Tem um problema com álcool, mas nada que não se possa resolver. – Disse rindo baixinho.
– E é um pouco esquecido.
– Mas não deixa de ser um cara legal. – Tom suspirou e o silêncio voltou a preencher o ambiente. – Ele deve ser um namorado melhor do que eu seria. – Confessou. – Ele gosta de andar de mãos dadas com você e dizer que você é dele. – Tom bufou. – Eu gostaria de dizer essas coisas também. – Hermione suspirou. – Eu sei que, hm, não sou seu namorado, mas te fiz isso. – Ele ergueu o pequeno embrulho. – Não é muita coisa, mas, bem, eu gostei. – Confessou. Ele esticou o embrulho.
– Não sei se deveria aceitar. – Confessou.
– Por favor, eu me esforcei muito para dizer isso, aceite. – Disse entre dentes. Hermione sorriu minimamente e pegou o embrulho. – Obrigado. – Suspirou. – Tomara que o presente dele seja legal. – Sussurrou. – O que você comprou?
– Um Lembrol. – Tom Riu.
– Ele precisa mesmo. – Hermione riu. – Preciso ir... – Ele se levantou minimamente e caminhou em direção ao pequeno bar. Provavelmente a namorada dele estava ali, junto com os amigos.
Abriu o pequeno embrulho desenrolando a corrente prata; observou o pingente pequeno de cera e cor fosca. Sorriu minimamente prendendo o cordão de lesma no pescoço. Era realmente simbólico.
─ ∞ ─
Hermione encarou o pequeno embrulho na lixeira e suspirou irritada. O sol já estava se pondo. Passara o dia todo sentada o esperando e ele não mostrara a cara. Sentia-se incrivelmente frustrada.
Sentia-se incrivelmente idiota.
Enfiou as duas mãos nos bolsos da calça voltando a caminhar desanimadamente. Abraxas e Mary Jolene deviam estar, a essa hora, descumprindo regras no dormitório.
Viu uma silhueta conhecida descendo tropeçando nos pequenos degraus e em seguida colocando os braços cumpridos ao redor dos ombros dele num abraço apertado. Hermione pôde sentir o cheiro de álcool emanando dele. Pelo visto descobrira onde ele passara o dia.
– Her... Mione! Hermio... NE! – Ele riu bêbadamente. – Hermione!
– Não me venha com essa, Gus! Esqueceu-se que dia é hoje? E ainda aparece assim? – Ralhou passando a mão ao redor dos quadris dele e puxando-o pra cima.
– Sei que o cheiro da sua Amortentia não é o meu! – E riu.
– Do que é que está falando, Gus? Não estou falando disso.
– Hm, hoje é... Hm, dia dos... – Soluços. – Namorados! – Ele riu e levou uma mão ao bolso. – Te comprei uma coisa.
– Guarde pra você, isso não vai dar certo! – Gus parou subitamente irritado levando as mãos aos ombros dela violentamente.
– Do que... Do que está falando? – Gritou. – Isso é por ele?!
– Está me machucando!
– Soube o que ele deu de presente a Calidora hoje? – Cuspiu irritado. Hermione negou com a cabeça. – Uma aliança dourada. – Hermione arfou irritada. Por que estava tão irritada com aquilo? – Isso mesmo. Eles vão se casar depois de Hogwarts! Gail estava lá quando Tom pediu. – Hermione virou-se de costas. Precisava tirar aquilo a limpo, precisava ter certeza. Ele chegaria mesmo tão longe?
Sentiu as mãos de Gus a puxarem para trás outra vez fazendo toda a gravidade parecer mero mito. Ele caiu com ela. O corpo por cima dela.
– Ele não se importa com você, Mione. Você sabe disso. – Sussurrou com as mãos geladas por debaixo do tecido da blusa dela; Hermione gritou e em seguida levou a mão ao quadril procurado pela varinha, mas em seguida ele a ergueu no ar. – Pensando em me atacar, Hermione?
– Por favor, Gus... – Implorou sentindo as mãos dele desabotoarem o sutiã. – Por favor, por favor... – Gritou se debatendo debilmente. Ele rasgou o tecido da blusa violentamente afundando o rosto da pele dela em seguida. – Por favor, por favor, Gus. Por favor... – Gritou ainda se debatendo.
– Afaste-se dela, Gus... – Hermione ainda se debatia violentamente contra o rapaz, mas Gus pôde ouvi-lo e Tom sabia que ele podia ouvi-lo. – Afaste-se, Gus. – Disse novamente. Gus levantou-se num salto.
– Você não pode fazer isso! – Gritou engasgando-se com a própria saliva. Hermione encolheu-se afastada em algum canto.
– Você está tão bêbado, Gus. Vai se arrepender de todo esse dia amanhã de manhã. – Disse tranquilo. Tom mantinha a varinha erguida. Não se ameaçaria a baixá-la em uma situação como aquela. – Volte para o seu quarto e mais tarde podemos falar sobre isso, sim?!
– Não... Não... Primeiro Cali, agora Hermione?! Não!
– Não pode forçá-las a gostarem de você! – Tom retrucou irritado. – Você não a ama, Gus!
– Nem você! Você não ama nenhuma das duas! – Gritou. – Você não merece nenhuma das duas! – Completou. – Avada..
– Estupore! – O jato vermelho deixou a varinha de Tom e Gus caiu inconsciente no chão. – Mas que droga, Gus! Posso tomar uma detenção por isso! – Disse pegando a varinha de Hermione. – Hermione? – Ele se aproximou dela e se abaixou entregando a varinha. Hermione a pegou, trêmula. – Não deixe num lugar tão fácil. – Pediu delicado. Esticou o corpo puxando a camisa. – Vista. Você precisa ir para a ala hospitalar.
– Por que está aqui? Como me encontrou? Estava me vigiando?
– Os dois, pra falar a verdade. – Disse vendo-a se vestir com a camisa escura. – Estava de olho em você desde que vi Gail conversando com Gus essa manhã depois que nos encontramos hoje. Mas acabei esbarrando com Nott, Cali e Naomi e acabei me desconcentrando, mas então ouvi os gritos e vim até aqui. – Hermione se encolheu. Sabia agora o que havia sido o encontro de manhã. Encolheu-se e chorou novamente se escondendo nos braços dele quando ele os passou ao redor dela. Talvez não pudesse mais fazê-lo.
Talvez fosse melhor voltar para casa e enfrentar a guerra, agora.
Nem mesmo a cicatriz de sangue-ruim em seu punho poderia doer tanto.
Notas finais
Malfeito Feito
Nox
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