Notas iniciais
DESCULPEM A DEMORA!!

O FRIO!

Peguei uma das barrinhas de cereais e comecei a comer, lentamente, ouvindo o que Astrid tinha para contar, ela se abaixou até a fogueira e tentou pegar algumas pequenas faíscas que caiam no chão.

– Meu pai desde cedo sempre me dizia que tudo poderia ser resolvido com força! Por isso as vezes são tão agressiva!

– E tem tantos machucados nas pernas e braços! – digo, vou até ela e entrego um barrinha ela agradece, sentamos um do lado do outro e fitamos a fogueira, uma linda dança em chamas que brincava com nossa visão.

– Como sabe de meus machucados eles...

– Sei que você arranca todas as casquinhas e sei que você tem... acho que a palavra certa é alergia! – digo finalmente – Sempre que o verão chega suas pernas aparecem com pequenos hematomas e arranhões, quando mais novo perguntava para meu pai se você não era espancada em casa ou coisa parecida, até perceber que era só uma mania!

Ela ri de uma forma gostosa.

– Você tem mania de pressionar os lábios quando está nervoso – ela diz – E fica com os olhos arregalados enquanto está tendo uma ideia! Nunca penteia o cabelo e odeia se vestir de viking!

– Como?

– Você não tem uma cor preferida, gosta de mistura-las, tentando criar novas! Seu melhor amigo é um cachorro e você nunca se lembra de nenhum aniversario ou data especial da cidade!

É verdade tudo o que ela disse! Tenho problemas com datas e não tenho uma cor exatamente preferida! E meu melhor amigo é um cachorro maluco que deve estar dando nos nervos de meu pai e Bocão.

– Você gosta de vermelho, mais também gosta de azul! – digo – Gosta de vermelho porque faz lembrar as guerras e como o ser humano conseguiu chegar onde está, passando por cima dos outros! E gosta de azul por que te lembra o céu, te faz te sentir bem e viva!

– Como sabe de tudo isso Soluço? – ela parece impressionada.

– Te observo desde que me entendo por gente...

– Deve me conhecer melhor do que eu mesma!

– Pode se dizer que não! Você é imprevisível, seu manual de uso é bastante difícil de entender! É daqueles que só vem em uma língua e quando você consegue descobrir como traduzir aquela merda toda, ele vai e muda, te confundindo ainda mais...

Ficamos em silencio por um tempo, olho para as paredes com as lembranças da adolescência de meus pais, fotos dos festivais e comemorações festivas mostram um casal perfeitamente feliz, sabendo que um dia construirão uma família! Olho para uma versão nova de uma mãe que eu nem cheguei a conhecer e começo a imaginar como...

– Vamos esquecer?

– O que?

– O beijo! Vamos, vamos tentar recomeçar! – ela diz desenhando na terra – Como se eu não tivesse feito aquilo só para vencer em mais uma competição idiota da minha cabeça!

– Qual é o motivo dessa disputa toda com a Heather?- pergunto lentamente.

Astrid me olha e quando penso que ela vai me bater ou coisa parecida, ela apenas suspira e volta a desenhar.

– É... tipo um defeito.

– Como assim?

– Todos têm defeitos e qualidades, eu tenho mais a parte dos defeitos! Desde muito pequena eu sempre tento ganhar em tudo o que faço! Como se fosse uma espécie de lei! Entende?

Não! Eu não entendia. Mais não falei nada disso, apenas deixei que o momento se prolongasse tentando achar as palavras certas.

– Você... você... você tem muitas qualidades Astrid!

Ela sorri. Essa é a deixa para continuar a falar.

– Tipo, você é uma das pessoas mais corajosa que eu já vi em toda a minha vida! Conta as melhores historias de terror e sempre socorre aqueles que precisam! É a...

– Sei... sei...

– E você é... extremamente interessante! Tem o cabelo mais doido e incrível do mundo, briga com aqueles que precisam e com aqueles que não precisam também! E sempre consegue o que quer, mesmo que isso custe muito! E não é ruim!

– Em algumas situações é sim! – ela olha para fogueira por um tempo e depois me agradece!

E então ouvimos alguma coisa, me levanto e tento abrir a porta da cabana mais não consigo, Astrid também tenta mais não surge nenhum efeito, puxo uma das cortinas da janela e encontro uma situação que eu não consigo entender como acontecera! A cabana estava toda coberta por neve.

– Astrid! – chamo. Ela olha e arqueja.

– Como?

– Não sei! – digo – Aqui é seguro!?

– Deve ter sido uma daquelas avalanches Soluço! Vamos ficar seguros se não sairmos daqui!

Acontece que tínhamos que sair daqui! A lenha acabou a poucos segundos, e os dois cobertores que tínhamos não era suficiente, me deitei perto de Astrid que dormia, ela tremia, entro em baixo do seu cobertor e puxo seu corpo para perto do meu, uso o outro cobertor para cobrir nos dois. E... acabo dormindo.

– Você fica fofo quando dorme!

Sorrio, ela parecia tão calma considerando toda a situação.

– Fofo?

– É fofo! – ela sorri – E então, o que vamos fazer caro Soluço?

– Não faço a mínima ideia! Achei que você pensaria em algo, você sempre pensa em tudo!

– Não se engano! Você é o crânio da historia lembra?

– Não vem com essa historia de novo Astrid! Só consegui todo aquele feito por que tive ajuda!

– Mais a ideia veio de você! O que te deixa com alguns créditos extras!

– Meu pai não acha isso! – digo finalmente, tentar impressionar o meu pai era uma coisa bastante complicada! Ele nunca se impressionara com anda.

– É claro que acha! – ela se alinhou em meu peito, nossas bocas ficaram a centímetros de distancia – Só não se importe com essa cidade idiota!

– Um dia essa cidade idiota será governada por mim! – esse era um grande medo meu! Provavelmente faria uma manifestação para me tirar do poder! O que seria vergonhoso, mais traria algum alivio!

– Quer mesmo conversar sobre isso?

Eu sorrio. Eu nem queria conversar! A minha intenção era trazer Astrid e ficar com ela, ficar com ela de verdade.

– Não, quero fazer outra coisa!

Coloco as mãos em sua nunca e puxo para mim, e a beijou, lentamente, a solto e vejo em seus olhos uma irritação gostosa!

– O que foi?

– Mais!

– Mais?

– Mais!

E estamos nos beijando novamente, dessa vez com mais intensidade! Astrid deixou se levar e eu a guiei, sei que somos muitos novos para fazer qualquer coisa relacionada a sexo! Mais se não estivéssemos em uma cabana congelando de frio, provavelmente estaríamos ambos nus no momento.

Talvez a situação seja um pouco mais ruim do que eu imaginava! Mais a minha boca estava na dela e ouviu seus gemidos baixos, suas mãos passeavam por meu corpo, e onde ela passava eu sentia um formigamento gostoso e caloroso! Tentei fazer isso só que melhor. E então.

– Ah, Soluço... nunca gostei tanto de uma cabana velha.

Se eu estivesse sozinho, provavelmente estaria pulando e cantando de alegria! Mesmo sabendo que isso é meio gay!

Continua...

Notas finais
Gente espero que vcs entendam e por favor! Ah todos aqueles leitores fantasmas! Apreçam nem se for para dar um sustinho com criticas!!!! Até ...