Vijukei No Monogatari

4 Capítulo 4 – As alianças íntimas parte 1


Notas iniciais
Desculpe a demora, e ainda assim trago só metade do cap já q ficaria horrivelmente enorme postá-lo inteiro.
Mas espero que gostem!
T.T

Capítulo 4 – As alianças íntimas parte 1



–Você deveria estar me obedecendo! – Tora bracejou em frustração ao se encontrar no meio da noite observando seu suposto escravo limpar sua própria coleção de armamentos em uma velocidade que faria inveja a qualquer lesma ou tartaruga.


–O acordo diz que tal situação só seria válida quando eu não estivesse em trabalho. Apesar de ser noite, um bom general deve ter cuidado com seus pertences e dar o exemplo de organização a seus subordinados, tecnicamente ainda estou em serviço – o Takashi rebateu em um tom esperto, na verdade até provocador.


O Amano bufara em desagrado, parecia que o moreno menor tinha achado um jeito de enrolá-lo. Não poderia reclamar nem forçar nada já que um soldado de Hana e outro de Ogata também se encontravam no cômodo médio e estranhamente simples dentro da propriedade oficial do general Saga.


“Ele pensou em tudo!”



–Ok! Me acorde quanto terminar! – fingiu-se vencido, sentando-se por fim a frente do Sakamoto, na mesa baixa do cômodo, curvando-se de modo que mantivesse sua cabeça em cima dos braços cruzados em cima do tampo de madeira.


–Quanta confiança! Não me culpe se eu acabar não resistindo até o final dessa guerra e o matar! – Saga comentara, parecendo se julgar vitorioso e superior.


–Confio em seu irremediável amor por mim, docinho! – o general de Ogata rebatera, fazendo o sorriso confiante do menor se fechar em uma careta furiosa.


–Não diga coisas asquerosas, não me julgue apreciar sua preferência doente, não é porque Hana não mais considera sodomia como crime que tal aberração tenha deixado de ser totalmente repulsiva! – vociferou entre dentes, parecendo terminar a limpeza interminável de um dos dez arcos da sala, se munindo de outro logo em seguida.


Shinji apenas dera de ombros e fechara seus olhos, deixando-se fingir perfeitamente o inicio de um sono genuíno.

Takashi olhara desconfiado para o inimigo e continuara a limpeza infindável de sua coleção tão bem lustrada.


###



–Humm... e dizem que você é um coração mole sem firmeza o suficiente para liderar! – Hiroto gemera entre lábios ao sentir o maior pegar com tanto força em seu quadril, continuando o roçar vulgar de seus baixos ventres ainda parcialmente cobertos pelas grossas mantas de dormir.


–As pessoas falam muitas coisas! – o maior sussurrara em resposta, aproveitando o momento estranhamente indecente, mas se mantendo consciente do que queria com aquilo – costumo ouvir que você planeja tirar o trono de mim antes mesmo de expulsarmos os invasores... mas do jeito que estamos agora... hum... não me parece tão ameaçador quanto me falam – provocou antes de uma mordida relativamente forte na tez delicada do pescoço do menor.


–Sabe... as pessoas falam muitas coisas! — o Ogata rebatera, um sorriso vulgar e esperto em seu rosto se formando enquanto suas mãos pequenas e habilidosas desciam pelo corpo esbelto acima de si e se colocavam desrespeitosamente na ereção do maior, provocando um estremecimento verdadeiramente prazeroso no Kazamasa ao felar o falo rígido e pressioná-lo contra a parte descoberta de sua entre coxa.


–Huummm... – Shou não conseguira prender o gemido, de algum modo seu plano inicial de sondar e manipular o menor parecia estar se distanciando de sua mente.


–Sabe como dois homens fazem, Kohara-kun? – Hiroto começara em uma voz baixa e fingidamente doce contra sua orelha, levantando os joelhos e tirando uma de suas mãos do membro do maior para tentar levantar mais um pouco o maldito traje de dormir deste, tendo um pouco de sucesso.


–Não é difícil adivinhar! – Kohara respondera, tentando se manter lúcido e são por um momento. Tinha aceitado aquilo com um propósito... não poderia se deixar levar assim.


De repente lhe era visível que naquele campo o pequeno realmente tinha o fato experiência ao seu lado... talvez não devesse ter entrado em uma disputa que não conhecia logo contra um mestre no jogo.


–Você tem que colocar essa coisa... – o Ogata continuara, manipulando a ereção pulsante até esta estar contra sua entrada — .. bem aqui.. – completou ao fingir rapidamente que iria se penetrar com o membro do maior, mas deixando a glande deste passar-lhe pela pele nua, felando e provocando... sempre fora um menino muito mal criado e com tendências estranhamente eróticas. Tendências que se refletiam em seu comportamento sexual que abrangia desde moças a homens, às vezes até ambos ao mesmo tempo.


Ogata poderia ser considerado um lugar bem liberal, por se dizer. Ainda mais para o filho do senhor Ogata.


Shou inconscientemente agarrou as nádegas modestas em suas mãos e forçou o quadril com desespero, desejando adentrar logo aquele corpo completamente preenchido por libido.


Havia sido derrotado, como era de se esperar, não podia contar com a sorte de principiante para vencer um embate daquele tipo.


Mas felizmente, ou infelizmente, as batidas apressadas na porta das acomodações do senhor feudal o fizera acordar e se levantar em um sobressalto.


–Quem é? – perguntou em um grito afobado, tentando se recompor.


–Nao-sama está aqui, traz um mensageiro de Shiroyama – a voz de um de seus guardas respondeu em um grito controlado e respeitoso.


–Os deixem entrar – assentiu, olhando para o menor ainda em sua cama – se recomponha! –ordenou. Engraçado como apesar de não ser bom em dar ordens parecia ser bem firme e convincente ao falar aquilo.


–Hai, hai ... – o Ogata assentira em chateação, bufando em tédio, odiava parar coisas como aquelas na metade. Mas um detalhe no aviso do guarda não lhe passara despercebido.


“Mensagem de Shiroyama?”


Hiroto estreitara os olhos para o Kazamasa... havia algo ali que não estava lhe sendo informado.


–Com sua licença – o conselheiro chefe adentrara o quarto, seguido do já conhecido mensageiro hibrido de Shiroyama.


Naoyuki analisara disfarçadamente o ambiente e percebera terem interrompido algo ao notar os lençóis da cama bagunçados.


“O que diabos, Kohara está pensando?”


Trataria de conversar seriamente com seu senhor e amigo depois.


–Shou-sama, mensagem do conselho de guerra de Shiroyama – Ruki anunciara ao se projetar em direção ao maior e se curvar durante a entrega do pergaminho azulado.


Kohara tentara varrer os acontecimentos de segundos antes e pegara o papel enrolado com pressa, lendo rapidamente as letras ali escritas, se lembrando do fato de seu “aliado” menor não ter conhecimento da ajuda do maior feudo de Vijukei à sua causa. Teria que fingir que não passava de algo inesperado.


–Então é isso... querem saber por que estamos nos organizando militarmente... – ponderou em voz alta com propósito, Hiroto não poderia saber que desde o começo a ajuda de Shiroyama era garantida — ... poderia nos dar licença, Ogata-san? – pediu em sua costumeira educação já recuperada.


O loiro menor apenas estreitara mais os olhos... algo ali não estava certo.


–Quer dizer que estavam tramando com Shiroyama pelas minhas costas? – o menor estatuara em um tom estranhamente controlado para o reboliço de revolta que tumultuava seu interior. Não poderia perder o controle. Se desejava Kohara em sua mão, se almejava o trono de volta para a sua família... se queria cumprir a promessa que fizera ao seu avô quando este morrera... se ansiava em cumprir seu dever para com seu pai e povo... teria que ser mais ardiloso do que naturalmente já era.


–Shiroyama apenas está curioso sobre nossa movimentação, não quer dizer que tenhamos qualquer tipo de aliança com eles! – Shou mentira em uma voz que facilmente convenceria qualquer um... mas não alguém como Hiroto. Se o menor decidia sobre algo, fazê-lo mudar de opinião era impossível.


–É claro... bem, ajuda de Shiroyama seria uma mão na roda já que estamos em trinta e cinco mil contra três centenas de milhares! – continuara sua atuação calma, fazendo o senhor de Hana erguer a sobrancelha não tampada pelo acessório de olho... não esperava que o Ogata fosse aceitar aquilo tão bem!


“O que está tramando, Ogata-san?”


–Sua resposta? – Ruki se pronunciara, não estava entendo a situação completamente, mas queria cumprir seu dever o mais rápido possível... de alguma forma se achava no dever de dar alguma atenção aos amenianos em suas terras.


–Preciso levar isso ao conselho, durma em Hana essa noite e te darei a reposta amanhã pela tarde! – estatuou, voltando a enrolar o pergaminho com rapidez antes que Hiroto inventasse algum método para olhar o que estava escrito ali... aquele misterioso e estranho Ogata parecia ameaçadoramente esperto demais para si...


“Eu realmente errei muito ao aceitar essa maldita proposta!”


–Na verdade senhor... – Ruki continuou, tímido e meio acuado por ousar questionar ordens de um senhor feudal — .. eu devo voltar para Shiroyama o quanto antes, precisam de mim lá... não haveria como mandar um de seus mensageiros? – finalizou a pergunta, abaixando a cabeça e corando levemente por ter tido coragem de dizer aquilo.


A objeção foi recebida com surpresa pelo conselheiro e pelo senhor de Hana, não era normal um mero mensageiro ousar se dirigir daquela forma a alguém de seu posto e classe...


“Esse povo de Shiroyama... cada vez mais prepotentes e abusados!” Nao repreenderam mentalmente.


Shou não soube o que responder, jamais tinha sido questionado por um mensageiro antes. Será que era mesmo tão sem moral e firmeza assim?


–Eu mesmo levo a mensagem amanhã, viajo rápido em uma escolta pequena e chego à Shiroyama em três dias – Naoyuki se pronunciara ao ver que seu senhor não parecia inclinado a tal coisa... talvez ainda houvesse muito o que ensinar ao mais novo...


“E eu achando que ele já estaria pronto para ser chamado de grande líder!”


–Sim! Com sua licença! – Ruki se apressara em se despedir e sair porta á fora, deixando o conselheiro e o senhor de Hana em entreolhadas mudas e inquiridoras.


–Bem... espero ser convidado para participar da decisão de amanhã! Tenham uma boa noite! – Hiroto fora o próximo ao se despedir e passar pela porta dupla do quarto feudal, não antes de jogar um provocativo beijo em direção ao maior. Movimento que não escapou aos olhos do conselheiro chefe, fazendo este voltar a fuzilar seu senhor e pupilo.


–Antes que comece com o sermão... deixe-me sentar primeiro! – Kohara falara em impaciência...


Talvez não tivesse mesmo nascido para liderar um feudo... mesmo assim... era seu destino.

###



–Podem se retirar! – Saga assentira a dupla antagônica de soldados em sua sala de coleção, o moreno maior parecia dormir profundamente já que roncava feito um porco.


Havia se livrado por aquele dia.


Se levantou com cuidado para não fazer barulho, e pensou duas vezes antes de guardar uma de suas belas espadas, o impulso de apunhalá-lo enquanto dormia parecia tão tentador... mas não era covarde, e mesmo que fosse... haviam testemunhas de que estavam juntos ali... seria uma desonra em primeiro grau, mesmo que fosse contra alguém de Ogata.


“Shou provavelmente me mataria!”


Por isso apenas decidiu sair de fininho e deixar o general de Ogata dormir em cima da mesa de sua sala de coleção.


“Tomara que fique com dor nas costas!”


Saiu do cômodo separado de sua residência principal e cumprimentara o trio de soldados que faziam a guarda de sua propriedade, se preocupando em trancar a porta do local, era melhor prevenir, não lhe era garantido que o maior não acordaria e não ousaria tentar atacá-lo. Tinha que conseguir vencer o general inimigo o quanto antes...


“Esse maldito! Por que tinha que ser tão forte?”


Talvez fosse mais sensato ir se trancar em seu quarto e descansar, mas não era porque tinha que lidar com o odioso Amano que deixaria de treinar sua espada, muito menos quando disso dependia sua dignidade. Por isso seguira direto para seu dojo particular e se desfizera da parte de cima de seu kimono ao começar seus exercícios e treinamento solitários.


Ainda era difícil aceitar que existia alguém mais forte que si... justo quando a derrota nunca fora uma opção possível para o general prodígio de Hana. E a frustração pela realidade ficava exposta a cada golpe forte e certeiro que o moreno dava no ar, em uma postura firme e rígida, carregada de ódio e desejo de vingança.


Já havia sido humilhado demais! Se Kami queria lhe dar uma lição por sua confiança e prepotência já tinha sido o suficiente. Ter que fugir assim de alguém como Tora para não ter sua honra manchada era... ridículo!


“Vou matá-lo... com certeza o mato”


–Oh!... se não é o meu doce gatinho! Acho que está fora de serviço agora, sim? Treinos individuais são considerados assuntos pessoais até onde conheço do código militar de Hana –a voz quase felina e vitoriosa do general Ogata invadiu o ambiente amplo e vazio, fazendo o militar que treinava se congelar momentaneamente e suar frio.


“Merda! Merda! Merda! Merda!”


Saga se repetia mentalmente enquanto ouvia os passos do homem se aproximando de suas costas até a distância diminuir de tal forma que podia sentir a respiração deste em sua nuca.


–Agora... deve obedecer todas as ordens de seu mestre, sim? – o sussurro chegou como fogo em si, e fora com fúria que virara seu corpo já desferindo um golpe de sua espada contra o inimigo, seria ótimo se conseguisse matar o maldito. Mas infelizmente o outro também parecia segurar uma espada, que bloqueara sua investida precipitada.


–Devo chamar alguns dos nossos soldados e mostrar o quão covarde e sem palavra você é ao se negar a cumprir o acordo? – Tora inquirira, provocando o recuo do menor que grunhira furiosamente e arremessara sua própria espada ao chão.


Pior do que ter sua honra destruída, era ter sua honra destruía em frente a seus homens.


–Que merda você quer que eu faça? – vociferou em ódio e medo, decidindo por fingir ceder ao maior até formular um plano de fuga mais elaborado.


–Oh! Não, não, não, o certo é “O que você quer que eu faça, mestre?” – o maior repreendera em divertida altivez.


–Eu não vou dizer isso! – o menor rebatera, cruzando os braços sobre o peito desnudo.


–Hum... bem, era esperar demais mesmo! – Shinji dera de ombros, também deixando sua espada no chão e voltando a se aproximar do menor que lhe fuzilava com intenção assassina evidente.


–Não tente nada nojento, eu não vou permitir! – Saga avisara ao ter o maior a sua frente, praticamente lhe roubando o ar com tanta proximidade.


–Ah! Mas é justamente com isso que estou contando, com você não permitir – o general Ogata sorriu com lasciva sandice aprisionando o queixo fino do menor entre seus dedos – obedeça ao seu mestre, Saga-san... seu mestre lhe ordena resistir, resistir como se disso dependesse a sua vida... não ouse deixar as coisas tediosas, resista e lute! – ordenou ao aproximar seus lábios da boca delicada e fechada em uma carranca que se transformara em um sorriso quase satisfeito ao ouvir aquilo.


–Como quiser! – Saga assentiu, golpeando a face do moreno maior com a mão direta em um soco triunfante, provocando o afastamento brusco deste.


Parecia até que Kami estava decidindo aliviar seu castigo, pois receber aquele tipo de ordem não poderia ter sido melhor. O que lhe incomodava era o outro continuar sorrindo como se aquilo o agradasse.


“Doente!”


–Ah! Docinho! Assim você me enlouquece! – o Amano gemera em libido, se erguendo em uma postura predadora e voltando ao pequeno embate que começava a se instalar.


Uma árdua luta corpo a corpo, revelando a incrível técnica e habilidade de dois estilos diferentes que rendera alguns prováveis hematomas nos rostos e corpos de ambos. Mas fora em um cálculo de espaço mal feito pelo general de Hana que este acabara sendo imprensado contra uma das paredes do dojo, tendo seu braço torcido e colocado às suas costas, enquanto o rosto um pouco machucado fora jogado contra a madeira.


O grunhido de ódio quase fora audível para os soldados que patrulhavam fora do local quando o menor sentiu o baixo ventre do moreno maior se colar às suas nádegas.


–Para com isso! – vociferou entre dentes, a última coisa que queria era que alguém ouvisse sua voz, adentrasse o local e o visse naquela posição humilhante.


–Fique calmo, neko-chan*! Eu gosto de ir por etapas! Nó temos tempo até marcharmos para um futuro incerto de guerra, por enquanto... eu venci, quero apenas um pequeno prêmio! – o maior sussurrara ao seu ouvido o virando bruscamente logo em seguida, colando suas costas à parede de madeira.


Saga se projetou para reagir, mas seu corpo foi prensado logo em seguida e sua boca já estava sendo invadida pela língua desrespeitosa e lasciva do tigre antes mesmo que pudesse reabrir seus olhos, anteriormente fechado pelo impacto.


Tora se serviu com ousadia da saliva do menor e não se preocupou com a língua alheia não o corresponder, pois já fazia o suficiente pelos dois ao praticamente golpeá-la com a sua lentamente e tratar de apertar seus lábios contra os de Takashi.


O polegar do maior fora esperto em segurar o lábio inferior de Saga e prender o movimento de sua mandíbula, pois tentar fechá-la e arrancar o músculo úmido do Amano fora a primeira reação do menor assim que esse se dera conta do que estava acontecendo. Ao perceber que não conseguiria, o Sakamoto ergueu seus punhos e começara a golpear as laterais do corpo maior, mesmo que este estivesse colado ao seu. E fora em um desses golpes que uma das costelas de Shinji reclamou do impacto, fazendo-o recuar bruscamente e deixar um Saga completamente sem ar despencar ao chão.


–Até amanhã, neko-chan! Se meu corpo agüentar eu venho brincar mais com você, afinal meu gatinho sempre é tão arisco! – Tora argüiu em um sorriso de vitória, dando as costas ao menor sentado rente à parede e pegando sua espada no meio do caminho antes de sair pela porta de correr do dojo e fechá-la atrás de si.


Os olhos castanho de Saga se estreitaram em fúria e o pulso foi rápido e brusco ao se friccionar contra seus lábios inchados no intuito de limpar a sensação de toque neles.


“Vou matá-lo, com certeza o mato!”


.........................................................................................................................................................



– Uruha-san, acha que foi uma boa ideia termos vindo pra cá? – o loiro extremamente baixinho perguntou em uma voz difícil por ter sua entrada invadida pelos dedos longos e finos do líder ameniano.


–Não sei, Miku-chan... eu espero que sim! – Uruha respondeu em sinceridade e excitação ao sentir o interior aveludado do menor, sua ereção já gotejava desejando a copulação. Seu shaman urgia pelo saciar de sua necessidade básica de prazer.


–Eu confio na liderança de Uruha-san... mas, está cada vez mais difícil não responder aos insultos dos estrangeiros! Ah! – Miku rebateu em um gemido arfado – hum... – grunhiu ao ter seu interior vazio.


–Eu vou cuidar disso, vou cuidar de todos nós! Eu prometi! – Uruha assentira, se ajeitando melhor entre as pernas abertas do menor e direcionando seu falo rígido para entrada lubrificada naturalmente, afinal Miku era o que seu povo chama de neko** genuíno.


–Uhum!... AH! – o menor gemera ao sentir-se ser penetrado pelo maior, afinal Uruha sempre era simplesmente o parceiro de cama mais desejado de toda Akai Ame, não só por ser o futuro líder da vila, mas também por ter fama de ser capaz de dar a melhor copulação já existente para qualquer neko que aceitasse, já que este jamais poderia se envolver com algum tachi*** que não seu companheiro.



Qual fora a surpresa de ambos ao ter as acomodações do maior invadidas pelo general de Shiroyama acompanhado de uma dupla de samurais.



Uruha estreitara os olhos, e um ódio anormal para si era visível quando mirara a figura do prepotente e irredutível Aoi o olhar com nojo e desprezo. Yuu aprenderia que não se atrapalhava um ameniano perto de sua época de calor em um momento como aquele, muito menos o descendente da primeira família.



–Prendam essas aberrações! – Aoi vociferara, apesar de ter finalmente sua oportunidade de desmascarar aquelas bestas diante dos olhos de seu pai e acabar de uma vez por toda com aquela maluquice de tê-lo como aliados, ver aquela cena lhe deixava doente.


Uruha se erguera, não se importando em se mostrar nu a frente dos shiroyamianos e fora com o semblante sério que fizera um corrente de vento circular a pobre dupla de samurais que foram arremessados para trás.


–Algum problema, Shiroyama-san? – vociferou para o moreno enquanto pegava um dos lençóis da cama e improvisava uma vestimenta, Miku fazia o mesmo, parecendo terrivelmente receoso pela atitude anormal de seu líder. Sabia que o shaman da primeira família poderia se mostrar raivoso quando atrapalhado em sua satisfação carnal, mas era a primeira vez que via aquilo.


Aoi puxara sua espada e ameaçou cortar o pescoço fino do líder ameniano com a ponta.


–Está detido por sodomia e perversão impura, eu sabia que não passavam de um bando de aberrações, mas meu pai precisa ver com seus próprios olhos para acreditar que o melhor é matar cada um da sua raça agora enquanto estão fora daquele maldito fim de mundo! – Yuu rebatera o vociferar, mas um leve estranhar pela postura ofensiva do inimigo, que há dias se mostrava sem expressão ou calmo com qualquer ofensa que fizesse, começava a querer aflorar.



–Então vamos a Fukaku-san! Ou acha que precisa de mais samuraizinhos para se sentir confiante? – Kouyou provocara em uma feição fechada e impaciente, não se importando em não estar com vestimenta adequada quando saiu de seu quarto e começou a andar pelo corredor largo da propriedade que havia sido reservada para si e seus homens de confiança – não vem? Não era você quem estava apressado?


Aoi estreitara os olhos, não gostava da sensação de estar obedecendo ao loiro, mas almejava ter a aprovação imediata de seu pai para dizimar e matar toda a corja de Akai Ame, por isso seguira o maior com rapidez, passando-lhe a frente apenas para provar que ele quem o guiava e não o contrário.



–Que merda aconteceu? – Reita perguntou ao pequeno neko que se escorava na entrada da porta do quarto de Uruha. Acabara acordando com todo aquele barulho, apesar de desejar veemente continuar com o sonho que estava tendo com seu baixinho hibrido.


–O general de Shiroyama nos interrompeu! – Miku respondera, olhando meio surpreso para as figuras que desapareciam pelo corredor.


–Interrompeu? Mas... nas preliminares é claro! – Akira erguera uma sobrancelha curiosa.


–Não, já tínhamos começado! – o baixinho respondera, olhando com curiosidade para o maior se apressar em seguir o rastro dos dois generais que haviam deixado o local – onde vai?


–Vamos ver se esse tal Aoi-san vai acabar levando um soco! É a primeira vez que isso acontece, não perderia ver Uruha descontrolado por nada nesse mundo!– o enfaixado respondera em um humor divertido, se apressando em uma corrida humanamente aceitável.

.........................................................................................................................................................



–Então é isso que Ishihara planeja? – o dono de Gather Roses comentou em ponderação, parecendo ter acabado de receber alguma notícia sobre o feudo artístico de um estranho senhor vestindo negro. Comerciantes de informações eram conhecidos por seres assustadores e invisíveis quando queiram. Mas é claro que se tornavam cães fies quando recebiam seu pagamento. E Kazuki tinha em seu poder praticamente um esquadrão de tais comerciantes.


–Também trouxe algo interessante de Ishihara, Kazuki-san! – o homem robusto anunciou, abrindo a porta do escritório do ex-cortesão e puxando uma estranha figura relativamente baixa pelo braço – entre logo, moleque! – praguejou ao receber resistência.


–Pare de me chamar de moleque! Eu já tenho 22 anos! – o homem de estatura média e rosto delicado franzido rebatera em desagrado.


–Garoto idiota, foi você quem pediu para eu te trazer! – o informante resmungou.


–Isso seria seu “algo interessante” de Ishihara? – Kazuki perguntou em descrença.


Não que os cabelos dourados escuros e longos do menor não fossem bonitos, ou que a feição delicada e meio jovial não fosse atraente para pessoas que gostavam daquele tipo, mas não entendia o que a palavra interessante tinha a ver com aquele aparente jovem mal educado e barulhento.


–Se apresente, moleque, fale para Kazuki-san o que você me disse – o homem ordenara ao empurrar o menor para frente, causando um leve desequilíbrio no jovem que escorregara na barra longa de seu kimono velho e rasgado.


–Me chamo Manabu, eu... eu quero trabalhar em Gather Roses! – o jovem ditou, meio receoso ao olhar para figura imponente e elegante do dono da maior e mais famosa casa vermelha de toda Vijukei, ainda mais estando numa situação de pedir, o que não lhe era típico nem normal.



–Hum... e isso é tudo? É por isso que ele é interessante? Ele não é a primeira pessoa que vem me pedir emprego! Apesar da maioria de meus trabalhadores serem na verdade propriedade compradas! – o proprietário argüiu em impaciência, puxando a fumaça de seu estranho cachimbo delicado de metal.


–Não é isso, Kazuki-san, diga para ele, ande! – o homem comandava ao dar mais um empurrão no menor.


–E-Eu... eu... sou se Akai Ame! – Manabu finalizara parecendo realmente despertar o interesse do proprietário sedutor que erguera sua sobrancelha direita.


–Olhem só... e o que faz um ameniano vir até Vegas pedir emprego justamente em um lugar como este? – questionou.


– Eu não sou como o resto do meu povo e... ouvi dizer que Gather Roses é o lugar onde qualquer desejo pode ser realizado, então... – Manabu respondera, ainda com receio, mas sem perder sua altivez e sem jamais abaixar sua cabeça.


–E realmente é... mas me intriga saber o que faria alguém de Akai Ame deixar sua própria vila e viajar pelos feudos... me intriga mais em qual desejo estaria procurando realizar ao aceitar até mesmo prostituir-se! – o elegante senhor ponderou em voz alta, se levantando de sua mesa baixa e indo até o menor. Analisando-lhe a face sutilmente ao segurar com leveza em seu queixo – você é muito bonito, com certeza será um ótimo cortesão, entregue o pagamento para nosso querido informante, Yuko-san – ordenou a assistente que se encontrava despercebida no canto da sala. Esta obedeceu fielmente às ordens de seu chefe – vou te dar um bônus pelo garoto e pode escolher qualquer um da casa hoje, por minha conta é claro, com exceção dos reservados! – Kazuki assentira para o homem de negro ao entregar mais uma bolsa pesada de moedas para o empregado que sorrira feliz com o pagamento e notícia.


–Obrigado, Kazuki-san, se precisar, já sabe! – assentiu em animação, se apressando em sair do cômodo e ir logo se servir da premiação pelo seu trabalho.


–Quanto tempo vai ficar me olhando? – a voz resmungada saiu dos lábios rosados do menor, arrancando um sorriso de lado do jovem proprietário.


–Estou apenas apreciando uma bela peça, prepare um quarto para ele, Yuko-san, eu mesmo irei ensiná-lo até que ele esteja pronto para o trabalho – o ex-cortesão voltou a ordenar à assistente que se sobressaltara levemente com a notícia, a única pessoa que Kazuki se dispora a ensinar pessoalmente havia sido ela, e mesmo assim após esta muito pedir... lhe causava certo ciúme ao saber que aquele jovem maltrapilha havia conseguido tal honra sem nem ao menor fazer nada.


–Sim, Kazuki-san! – assentiu em contrariedade ao se retirar do cômodo.



–Então, Buu-chan... não quer me contar mais sobre sua antiga vila? – Kazuki incentivou em um sorriso falsamente despretensioso.



–É Manabu, nada de apelidos ,por favor, e não, não quero contar nada sobre lá! – o jovem respondera em rudeza natural, provocando uma gargalhada no maior.


–Tem certeza de que é de Akai Ame? Que eu saiba seu povo é mais... educado e ponderado! – questionou em estranheza.


–Como eu disse, eu sou diferente do meu povo, e se quer uma prova... – rebateu em seriedade, dando as costas para o maior e mostrando o par de símbolos gêmeos, um em cada lado de suas escápulas nuas pelo ousado decote traseiro de seu kimono — .... sei que sabe sobre isso, dizem que você sabe tudo.


–Quase tudo na verdade! – Kazuki assentiu, tornando a se aproximar do menor e tocar levemente os símbolos — pensei que eles só aparecessem quando seus shamans estivessem acordados.


–E o meu está, o meu nunca dorme! – o menor respondera.


Kazuki se sobressaltara levemente, mas logo um sorriso satisfeito bailara em seus lábios... realmente, havia achado algo muito interessante.



Notas finais
* nessa parte, o "neko" quer dizer apenas "gato" mesmo
** bem, nessa parte o "neko" é o outro nome para uke, o mais delicado e politico, já que uke é meio perjorativo no Japão.
*** Assim como neko é o método mais delicado de se chamar uke, tachi pe o método mais delicado de se chamar seme. Ou seja neko=uke; tachi=seme.
Sei, demorei horrores, e nem tenho a desculpa o nyah, já q no dia de postagem da fic o nyah estava funcionando. É só que estou muito voltada para Paidophilia (outra fic) no momento, e como ela está na reta final está me dando muito trabalho! =] Provavelmente essa fic mais regular quando a Paidophilia finalizar, o que vai acontecer em duas ou três semanas, por isso, se realmente não for ousadia, poderiam ser pacientes?
Pois é, o lemon do cap ta na parte 2... =/ . Desculpe, mas esse até teve bastante pervs things certo?
Eu sei q não sou uma escritora muito legal em relação a responder reviews, e peço mil perdões por isso, mas eu leio todas e... na verdade são elas que me dão motivação então... se puderem deixá-las e comentar, mesmo que essa má pessoa aqui seja tão negligente, eu ficaria muito feliz!
Onegai?
Acho q vou desistir...
Alguém tem chocolate?