Vijukei No Monogatari
19 Capitulo 17 – A criação de tudo parte 2
Notas iniciais
Ainda sem betagem, talvez minha anjinha passe mais tarde pra betar! Mas eu revisei ;D
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
http://img802.imageshack.us/img802/1153/vijukei3.jpg (fundadoras, Maya e simbolos)
Azumi-chan:Atrasadinha né amores,mas expliquei nas notas de "TTB" boa leitura *-*
Capitulo 17 – A criação de tudo parte 2
–Etto... com certeza Uruha saberia contar isso melhor que eu, mas acho que já está na hora de você saber, já que seu shaman começou a despertar... – Reita falou docemente para a pequena sentada em seu colo, enquanto lhe acariciava os cabelos... seria legal ter uma menininha... pena que essa possibilidade jamais existiu para si... bem, nem ao menos teria possibilidade de ter um filho agora.... – neh... por onde começo...? Hum... bem... há muito e muito tempo atrás...
–Quanto tempo? – a pequena Maya indagou, se sentando de lado no colo do maior e se deitando no braço deste, adorava histórias, apesar de nunca ter ouvido muitas...
–Hum... muito tempo mesmo, do tipo quase dois mil anos – o ameniano assentiu, sorrindo afavelmente para o quanto a pequenina hiperativa e espertinha se mostrava quieta, talvez Maya-chan gostasse mesmo de histórias?
–Hum....? Quanto é dois mil anos? – questionou de modo curioso.
–É muito tempo – o loiro se resumiu – bem, há muito tempo atrás duas imortais foram expulsas do mundo transcendental... você sabe o que é um imortal?
Maya balançou a cabeça em negação e o loiro ponderou como explicaria aquilo.
–Irmortais são como... seres muito poderosos e que vivem para sempre... – tentou conceituar.
–Como deuses? – a pequena interferiu — lá em casa sempre falam de deuses, de Kami e de que ele é muito poderoso e nunca morre...
–Bem... acho que é assim que vocês chamam – o ameniano assentiu, talvez realmente fosse melhor ter prestado mais atenção nas aulas de cultura estrangeira em sua época de aprendizado – bem, elas duas foram expulsas pelos os outros imortais...
–Por quê? – a princesinha questionou.
–Bem... por que...
### ###
–A imortal que conhecemos como Miko-sama começou a desagradar os outros imortais por se importar em excesso com o mundo humano, chegando a interferir e ajudá-los quando a regra era bem clara de que qualquer imortal jamais deveria afetar o mundo mortal... – Oboru continuava sua narração, tendo os olhos atentos do general haniano sobre si enquanto recolhia seu livro de volta – Omi-sama nunca foi de se importar com qualquer coisa que acontecesse a sua volta, mas... Omi-sama sempre amou Miko-sama, então... acabava por ser sua cúmplice. Até que... a alteração no mundo mortal chegou ao limite. Miko-sama acabou por dar poderes a alguns humanos para que estes realizassem seus desejos, e aos olhos do outros imortais isso era imperdoável, humanos eram considerados seres inferiores e imundos, mas ainda assim temidos caso acabassem por obter grande quantidade de energia, era o que pensavam. Quando souberam, Omi-sama foi chamada e a ela foi dada duas escolhas: matar todos os humanos que Miko-sama havia ajudado ou matar Miko-sama, caso contrário eles mesmo tratariam de matar Miko-sama...
### ###
–E então a princesa chamada Omi.... – Reita continuou a narrar do modo como percebera ser mais fácil para a pequena entender — ... ela preferiu matar todos aqueles homens e mulheres do que ver sua amada princesa Miko morta...
–Mas Reita-san... princesas não devem amar príncipes? Por que duas princesas se amavam? Essa história está errada... – Maya argumentou.
–Ah, quem disse que princesas podem amar apenas príncipes e príncipes podem amar apenas princesas? O amor não escolhe titulo, rosto, posto, sexo ou beleza, daminha.... o amor simplesmente surge, se enraíza e cresce ou morre de acordo com o cuidado de cada um, como uma planta... – o maior tentou explanar, não sabendo se teria sido bem claro, mas ao não ser contestado pela menor entendeu que poderia prosseguir – então a princesa Omi matou todos os humanos que a princesa Miko tanto apreciava, Miko ficou muito triste e muito raivosa quando soube e foi enfrentar seus outros irmãos “deuses” sozinha, eles não gostaram nada da ousadia dela e a lançaram uma maldição, uma maldição que a faria perder sua imortalidade pouco a pouco, como se ela tivesse ficado doente, depois disso decidiram que ela não era mais digna de morar junto deles e a expulsaram para o mundo humano, para uma ilha ainda selvagemente habitada por youkais e pessoas que viviam atormentadas por eles, essa ilha viria a se tornar a Vijukei que conhecemos hoje....
–E a princesa Omi? Ela não ficou triste longe da princesa Miko? – Maya interrompeu para uma pergunta.
### ###
–Omi-sama decidiu abrir mão de seu lar e de sua família e pediu para que também fosse banida do mundo transcendental para que pudesse ficar junto de Miko-sama, mas... Miko-sama não a perdoava pelo o que Omi-sama tinha feito e simplesmente ergueu uma barreira entorno de si mesma através da chuva vermelha dos imortais para que Omi-sama jamais chegasse perto dela novamente... – a sacerdotisa continuou a narrar, sentada em uma almofada confortável no chão da tenda — ... anos mais tarde Miko-sama começou a reunir homens condenados por suas vilas pelo o que vocês chamam de “sodomia” e a acolhe-los, lhes dando poderes e a possibilidade de perpetuarem entre si...
–Sodomitas se perpetuando? – Saga inquiriu em descrença- isso é impossível...
–Nunca lhe passou pela a cabeça como Akai Ame existe há tempos se, como pode ver, sua maioria é formada por homens? Não seria lógico que ela apenas se findasse?
–Quer dizer que Uruha e os guerreiros deles...
–Podem gerar filhos, mas só alguns deles pelo o que sei, eles tem alguma divisão de “nekos” e “tachis”, os nekos são os capazes de engravidar... – Oboru voltou a explicar, vendo um olhar franzido do general para si junto com um resmungo de lado que não conseguiu entender.
### ###
–Mas lá em Akai Ame também tem mulheres, alguns dos primeiros fugitivos levavam suas irmãs e mães quando se viam em dificuldade... – Reita contestou a pergunta da pequena se em sua vila tinham apenas homens como ele e Uruha — ... é só que elas desde tempos antigos são uma pequena parte e Miko-sama tratou de fazer delas suas sacerdotisas já que sempre disse que ainda que goste de seus amenianos machos, se sente melhor perto de fêmeas... – sorriu ao se lembrar das raras conversas que tinha com a fundadora já que a saúde desta vinha se debilitando muito com o passar dos anos.
### ###
–Omi-sama decidiu por montar seu próprio santuário quando se viu sozinha e esquecida por Miko-sama, deste modo nossos antepassados foram abençoados por serem aceitos por Omi-sama e a nós nos foi dado poderes e doutrinas a seguir, a doutrina budista que pregamos não é nada mais do que os ensinamentos de Omi-sama ... ela queria mostrar a Miko-sama que merecia seu perdão ao ensinar o amor, a bondade e a calma para seus seguidores, o que de fato deu resultado e Miko-sama aceitou um único convite de reaproximação ... foi quando Yuuto e Joshua apareceram...
### ###
– A princesa Miko foi atacada ao colocar os pés para fora de sua barreira por esses bruxos malvados e nunca mais voltou a confiar na princesa Omi novamente.... – o Suzuki continuava, já não mais sendo interrompido pela a menor — ... e é assim até hoje, algumas centenas de anos depois os humanos fora da nossa vila e do santuário começaram a se organizar em vilas cada vez maiores e foi assim que os feudos foram formados... alguns séculos atrás o feudo mais bem organizado e mais forte começou a querer conquistar as terras de nossa vila para si então a princesa Miko levantou a floresta da ilusão ao nosso redor e devido a influência externa cada vez mais perigosa ela fortaleceu o poder que nos deu, nos colocando regras pessoais que não poderiam ser desobedecidas... para que nós não fossemos corrompidos e virássemos bruxos maus como aqueles que a atacaram, ela nos fortaleceu ao nos dar nossos shamans, que além de servir para nos proteger e nos permitir lutar, também serve para nos manter no caminho certo, seja na escolha de nossos companheiros e em nossa devoção a eles ou em permanência a nossos valores. E é isso que você tem dentro de você pequena, talvez não tão forte quanto o meu ou o de Uruha, mas você também é parte de nossa vila...
### ###
– Yuuto e Joshua eram dois monges que se corromperam demais e almejaram tomar o poder de Miko-sama para seus próprios benefícios, Omi-sama não percebeu até que eles já tivessem arruinado sua tentativa de falar com Miko-sama novamente, alguns de nossos monges e sacerdotisas haviam sido corrompidos pela a ganância dos dois e durante algum tempo houve uma guerra interna entre nós – Oboru permanecia sentada, desviando o olhar — ... isso tem pouco mais de mil anos, eu não cheguei a estar presente nessa época nasci quase meio milênio depois, mas...
–Meio milênio? – Saga se sobressaltou – isso tudo que está me contando... é mesmo possível? Imortais, bruxos com mais de um milênio de idade, você com mais de ... 500 anos?
–Disse que talvez você tivesse certeza sobre não sermos humanos, ainda que eu e a segunda sacerdotisa chefe sejamos exceções, os outros monges e sacerdotisas possuem vidas normais e vivem a quantidade de tempo como qualquer um de vocês, assim como os amenianos... – a jovem de séculos de idade explicou — ... Omi-sama decidiu prolongar minha vida apenas por me considerar de grande valia e ajuda para si, assim como decidiu por um selo em cada um de nós para que jamais pudéssemos utilizar magia negra novamente e nenhum outro bruxo surgisse... – continuou a narrar — ... a luta contra Yuuto não durou muito tempo, Omi-sama exterminou Joshua e quase derrotou Yuuto também, entretanto.... Yuuto conseguiu escapar com ajuda de youkais, Omi-sama disse que perdeu a presença dele assim que ele se jogou no mar e saiu de Vijukei, ela simplesmente não pode sair da ilha, assim como Miko-sama... estão condenas e banidas a esse pedaço de terra flutuante, estão presas aqui, por isso tanto Miko-sama e Omi-sama jamais fariam algo para prejudicar esse país.
–É difícil demais acreditar em tudo que está me dizendo... – Saga murmurou, tentando ponderar tudo que ouvira — ... pensei que o fato do nome “Omi” ser ligado a pessoa responsável pelo o santuário fosse apenas um título como o título de “Miyavi” em Ishihara, passado de tempos e tempos ao novo regente... acreditar que seres imortais existem é...
–Tente acreditar, estou lhe contando isso porque julguei suas palavras válidas e confio de que será de ajuda para resolvermos tudo isso – Oboru interrompeu.
O Sakamoto respirou fundo, em um momento estava pensando como lidar com bruxos, youkais e invasores e em outro simplesmente tinha toda uma história antiga e mística diante de si...
–Por que essa Omi-sama protege os feudos de youkais? – questionou, apenas por tentar saber mais enquanto tentava organizar sua mente.
–Há quinhentos anos Omi-sama decidiu colocar barreiras de proteção nos feudos para tentar mostrar a Miko-sama sua preocupação com os humanos e tentar novamente se reaproximar, mas não teve resultados... – a sacerdotisa sorriu de lado – parece estranho não é? Tantos anos atrás apenas de um perdão... Omi-sama pode parecer mórbida e sem interesse, mas eu realmente admiro a determinação dela... ou admirava... desde o último ataque a Akai Ame ela simplesmente parece mais indiferente e calada do que sempre, eu achei que estaria chateada comigo por deixar meu livro ser roubado, mas...
–Na guerra de quinze anos atrás... por que ajudaram nossos exércitos e os exércitos de Shiroyama? – o general interrompeu, não estava interessado no humor de uma mulher imortal, queria fatos que pudessem ajudá-lo a tirar seu povo daquela situação da melhor maneira possível.
–Foi um pedido de Miko-sama... parece que os amenianos se sentiram culpados pelo o quase massacre das tropas invasoras e pediram junto a Miko-sama para que os sobreviventes fossem atendidos... – Oboru respondeu — ... como Akai Ame tem muito a esconder para que seja possível se protegerem e não poderiam atender os feridos dentro de suas barreiras e muros um informante de Miko pediu a Omi-sama que recebesse os soldados em nosso santuário... Omi-sama jamais negaria nada a Miko-sama, por isso os ajudamos, e ainda assim seu pai roubou algo de mim...
–Peço desculpas por isso – Takashi se adiantou em respeito, respirando fundo novamente – acha que o objetivo desse Yuuto, ainda é o poder dessa Miko-sama da vila do Uruha?
–Pode ser que sim.... ou pode ser que ele apenas esteja procurando vingança contra Omi-sama também – a jovem assentiu – eu realmente não sei, não sei como ele conseguiu viver tanto tempo e muito menos o que pretende... ele é perigoso Saga-san... seja o que for que ele quer... não entendo por que Omi-sama não fez nada quando o sentiu de volta a Vijukei quase seis anos atrás e nem por que insiste em seguir o acordo com Shiroyama e gozar do benefício do santuário não ser incluído em nenhum conflito quando notavelmente isso tudo está acontecendo por nossa causa... como eu disse, ela tem ficado mais estranha nos últimos anos e é por isso que estou aqui, desobedecendo regras e te contando tudo...
–E eu agradeço... – Saga novamente assentiu de modo respeitoso, a sacerdotisa tinha lhe tirado a primeira impressão ruim e se mostrava alguém digna ao menos de um voto de consideração — ... só temos que pensar agora o que fazemos, amanhã chegaremos à baía e...
–Exterminar Yuuto seria o mais indicado, mas como ele se mostra escorregadio e protegido por aquele feudo podre de pecados... – Oboru afirmou em asco, não gostava nada do que Vegas tinha em seu interior, agradecia por Omi ter tirado a proteção da faixa de terra quando esta se tornou independente — ... aconselho a destruirmos o que quer que ele esteja planejando com essas construções e a jóia das lamentações, é nossa única chance, ou ao menos ganharemos tempo até termos condições e estruturas para fazer algo melhor.
–Sim... quanto ao monge que o mensageiro e Reita-san disseram terem visto com Yuuto... – Saga começou a pergunta.
–Há pouco mais de um mês Omi-sama designou um de nossos monges para averiguar as ações de Yuuto como general em Vegas, eu sinceramente não entendo a escolha dela, já que o monge Rui pode se considerar algo como alguém problemático... – a mulher respondeu — ... realmente um monge promissor se levarmos em conta sua habilidade e poder, mas ainda assim... foi retirada parte da memória dele para que Yuuto não o matasse e o achasse ao menos alguém interessante para se manter por perto, também foi colocado um selo diretamente por Omi-sama, mas... eu não entendo, teoricamente ele deveria ser desfeito e Rui deveria estar completamente ciente de suas ações assim que presenciasse algo completamente imperdoável contra alguém... ainda mais contra alguém de Akai Ame.
–Há a possibilidade desse Rui ter traído o santuário? – O Sakamoto se apressou em perguntar.
–Sim, há, mas... eu me certifiquei de que ele tivesse algum acompanhamento caso isso acontecesse, uma pessoa irá se certificar de desfazer o selo de Omi-sama e obrigá-lo a cumprir sua missão mesmo que ele não queira... – a sacerdotisa assentiu em firmeza.
–Uma pessoa? Que pessoa?
Oboru respirou fundo, analisando se seria ou não adequado revelar aquilo.
–Tenho alguém infiltrado em Vegas, ele tem ordens para se manter apenas observando e tentar se aproximar sem chamar atenção, tenho total confiança nessa pessoa e tenho certeza de que ele fará o possível para cumprir sua missão ainda que lhe custe a vida – se resumiu.
–O que a faz ter tanta certeza? – indagou em desconfiança.
–Essa pessoa chegou há alguns anos em nosso santuário, pedindo para ser de ajuda e servir de ponte entre nós e Akai Ame, assim como servia de ponte entre Akai Ame e as notícias sobre resto do país... – decidiu explicar – ele é em tese um ameniano, um pouco diferente e jovem, mas de total confiança e esperto, já provou muito sua lealdade e sua força a nós e a seu povo... é o que vocês chamam de “herói”... tem uma alma nobre e ainda assim decidida e impiedosa, com certeza não tem poder o suficiente para deter Yuuto, mas fará de tudo para conseguir fazer o seu melhor, como todos os amenianos o fazem... são um povo admirável, Saga-san, pode confiar neles...
–E eu confio, neles eu confio... mas devo confessar que estou incerto quanto a confiar em vocês do santuário... – o general interrompeu.
–Não posso fazer nada quanto a isso, contanto que consigamos parar o que quer que seja esse plano de Yuuto, já me darei por satisfeita – a jovem assentiu – bem... acho que quer tentar pensar em tudo que lhe falei... vou voltar para o meu esconderijo – se levantou, andando calmamente em direção à saída do local – boa noite...
Saga respirou fundo uma vez que se encontrava sozinho em sua tenda...
“O que vamos fazer?”
Apoiou o queixou em suas mãos, sempre se gabara de ser estrategista, esperto e habilidoso, mas sentia que apenas ele não seria nada diante daquilo...
“Será que aquele idiota teria alguma sugestão?”
Deixou o pensamento passar por sua mente, balançando-a como se tivesse se auto repreendendo por tamanha burrice...
“Até parece...”
### ###
–E Então é mais ou menos assim que é nossa vila e nossos costumes, tenho certeza de que vai gostar – Reita animou a pequena sorridente deitada em seus braços – talvez não vá gostar dos anos de aprendizado, eu não gostava muito, mas eles são necessários, e como você é uma mocinha, vai ser sacerdotisa de Miko-sama e viver na propriedade da família líder...
–Junto com o Uruha? Ele é o líder neh? – Maya-chan perguntou, empolgada com tudo que o ameniano havia lhe contado.
–Sim, junto com ele, lá é lindo e bem grande, como um castelo... – o Suzuki continuou.
–Castelo? Eu vou ser uma princesa de verdade? – a pequena perguntou, parecendo fascinada com tudo.
–Sim – o maior assentiu.
–E Uruha vai casar comigo e ser meu príncipe? – questionou em curiosidade.
–Etto... eu acho que isso não vai ser possível... – o maior sorriu – Uruha já é comprometido...
–Já? – a pequenina questionou – com quem? – perguntou em um bico, não gostando nada de ter outra pessoa disputando o carinho do maior consigo.
–Se eu te contar promete não contar para ninguém? – Reita sussurrou em segredo, deitando a menina no futon e lhe cobrindo.
–Sim, Maya-chan não conta – a daminha assentiu.
–Uruha é comprometido com o seu papai... – o maior cochichou ao seu ouvido, a boca da pequena se abriu em um grande “O”.
–Uruha é a minha nova mamãe? – Maya cochichou de volta, ainda surpresa.
–Sim,Uruha tem um gosto ruim para escolhas, mas... fazer o quê... – o maior deu de ombros em humor, ainda que soubesse que aquela situação não era nada divertida, porém, a pequena não precisava se preocupar com aqueles assuntos.
–Bem... então eu acho que assim tudo bem, eu divido o Uruha com o papai – a pequenina assentiu em decisão – papai também vai morar com a gente em Akai Ame?
E estava ali um dos pontos mais conflituosos de toda a situação, que fez o sorriso do maior morrer, este suspirando em tristeza e se mantendo calado por um tempo... lhe machucava saber o dilema que o amigo estava passando.
–Quem sabe neh... – sussurrou baixinho, acariciando os fios da pequena – o que acha de dormir um pouco? Vamos voltar a marchar cedo amanhã.
–Hum... hai... – Maya assentiu, fechando os olhinhos – quando o Uruha chegar diz pra ele que Maya-chan está feliz por ele ser a minha mamãe...
–Hai, hai, eu digo pequena... – o maior assentiu, mirando o rostinho redondo e fofo da menina com doçura...
Desviou o olhar para a entrada da tenda e suspirou... saudades de seu companheiro, preocupações com seu amigo, preocupações com o destino de seu povo e de sua vila, a guerra, as intrigas...
– Como vamos resolver tudo isso?
.........................................................................................................................................................
–Ah... – Uruha gemia sem pudor, apenas querendo ser totalmente consumido por todas as sensações que lhe invadiam o intimo – Yuu... – gemeu ao morder o lábio, agarrando-se mais ao corpo acima de si, afundando sua cabeça no espaço entre o pescoço e o ombro deste enquanto o sentia lhe estocar com afinco. A respiração rápida contra sua orelha, as mãos em sua perna e cintura... o moreno parecia tão diferente aquela noite, como se não quisesse esconder o quanto queria aquilo, o quanto apreciava aquilo... – ah... hum...
Não conseguiu mais se segurar e deslizou suas mãos pelas costas suadas e morenas até sua lombar, empurrando o quadril alheio contra o seu e chocando a barriga reta e rígida contra sua intimidade, fazendo-a roçar em si entre os movimentos fortes e ritmados do general em seu interior. Por um momento pode esquecer de tudo e apenas imaginar que estava com seu companheiro dos sonhos, que estavam se amando, felizes e tranqüilos em sua vila. Que acordariam juntos pela manhã, que prepararia o café e ele o beijaria em agradecimento, que cumprimentariam seu pai, passeariam e cumprimentariam seus amigos, se amariam mais vezes e olhariam o céu cristalino e rubro de Akai Ame juntos... e foi ao ter esse lindo sonho no meio de todo aquele êxtase e prazer que o loiro se derramou entre seus corpos, puxando os fios negros do companheiro e lhe tomando os lábios fartos em um beijo, sentindo-o ir mais fundo dentro de si e se despejar em seu interior, retribuindo seu beijo calmo ainda que desejoso.
Aoi parecia tão mais humano daquela forma...
Uruha sorriu internamente em alívio e alegria... ali dentro daquele coração negro e daquele olhar escuro, existia realmente algo ... algum sentimento... não iria negar que se sentia envaidecido em saber que era por si.
O Shiroyama se deixou despencar em cima do corpo alvo, ofegando e novamente voltando a sua completa consciência... havia feito de novo...
Resmungou baixo consigo mesmo e ainda assim não se moveu, não queria admitir o que seu corpo e seu peito sentiam, não queria admitir que ainda era capaz de sentir algo, muito menos por um ameniano, menos ainda por um homem...
Os braços do loiro abraçaram gentil o corpo úmido, os dedos longo acariciando de leve a pele, como se testando qual seria o momento em que o general se desvencilharia e simplesmente o expulsaria dali, mas para a sua surpresa sentiu os músculos do outro relaxarem debaixo de seu toque e continuou com o carinho até chegar aos cabelos longos, emaranho os dígitos por baixo e segurando os fios da nuca em uma caricia delicada, cheirando os cabelos ao lado de sua cabeça e fechando os olhos em deleite... o que estava acontecendo? Tinha desmaiado e estava sonhando?
–Hun... – ouviu um murmúrio soar divertido em seu ouvido e congelou qualquer movimento de suas mãos, aguardando qual seria a ação do moreno.
Sentiu os dedos deste em sua cintura e este a usar como apoio para mover o quadril e se retirar de dentro de si, mordeu o lábio com a perda de conexão e o liquido grosso e morno lhe descer pelas as pernas, se o moreno não o expulsasse agora com certeza estaria sonhando.
Aoi se movimentou e Uruha deixou seus braços caírem sobre o futon, liberando o Shiroyama de seu abraço e fitando este se apoiar em seu cotovelo, erguendo o tronco pronunciadamente mas ainda mantendo seu rosto quase que colocado ao seu... Kouyou tinha certeza... aquilo só podia ser um sonho, ter aqueles olhos ainda indecifráveis, mas não afogados em escuridão, o encarando junto a um sorriso de lado... só podia ser um sonho.
–Tudo bem... – a voz rouca do general invadiu sua audição e Uruha abriu bem os olhos.
–Tudo bem? – perguntou de um jeito baixo e quase inaudível, o corpo do outro ainda estava sobre si e podia senti-lo em cada parte de sua pele... aquilo era mesmo real?
–Vamos jogar o seu jogo, eu vou ser seu tal “companheiro” e te foder como você gosta todas as noites... – Yuu continuou, fazendo o olhar surpreso do outro se entristecer, foi então que Kouyou soube não estar sonhando, e foi então que o loiro percebeu que o sorriso de lado era deboche e o olhar não assustador era apenas um olhar esperto, de quem estava pensando em algo.
–O tão orgulhoso e imponente Aoi, que odeia sodomitas e segue os valores e leis de Shiroyama a risca, dizendo que aceita ser meu companheiro e me foder do jeito que eu gosto todas as noites... – o loiro falou em um tom triste e sussurrado -... devo me sentir lisonjeado? – questionou em uma tentativa falha de ironia.
–Sim – o moreno foi rápido em responder. Apoiou sua cabeça na palma direita, fitando o rosto andrógeno e bonito do loiro por alguns segundos, Kai não havia dito que ele teria que ser mais esperto? Pois então... – contanto que fique apenas entre nós... – condicionou, fechando o sorriso e mirando-o seriamente, levando os dedos da mão esquerda a prender o queixo alvo entre eles – e é claro, se você vai ser algo como minha “concubina”... não deve guardar segredos de mim e deve me manter informado sobre tudo o que faz e o que decide – continuou a falar, puxando a boca pequena e rosada para a sua e lhe dando um selo leve – pode começar a falar o que você e Saga tanto tramam às minhas costas – ordenou, abaixando os lábios para a mandíbula... não podia dizer que odiava aquilo, na verdade estava apenas juntando o útil ao agradável, já que aquela marca maldita parecia ter mexido com seu corpo e sua cabeça, aproveitaria a situação ao menos para conseguir arrancar informação do líder ameniano.
Uruha fechou os olhos, entendo o que o general queria com aquilo... iria mesmo ser tão burro e se deixar levar por aquela ilusão e migalhas? Mesmo tendo vergonhosamente e despudoradamente se declarado para o general... era apenas aquilo que conseguia em troca? Mais um jogo irracional e cruel de estrangeiros?
Esperava algo mais que aquilo?
–Eu e Saga... – começou a falar, sentindo os lábios do outro pararem a carícia e os olhos lhe fitarem em atenção — ... estamos contando com a ajuda de uma sacerdotisa do santuário... – parou assim que viu o olhar o moreno se franzir.
–O que querem com alguém de lá? – questionou em uma rouquidão ameaçadora.
–Ela está nos ajudando... sobre Yuuto, ela sabe o que era aquela pedra e julgando tudo que temos... – continuou, tentando escolher bem as palavras para não revelar de mais – se Yuuto, os chineses, Vegas e Ishihara estão juntos nessa invasão... é provável que o objetivo dele seja, o Santuário e Akai Ame... – confessou logo de uma vez, olhando o cenho se fechar e aquela escuridão bailar perigosamente nos orbes ônix – desculpe se tudo isso for por nossa causa, mas... contanto que trabalhemos todos juntos, acredito que consigamos ...
–O que esse bruxo iria querer com vocês? – interrogou em um tom baixo e sério.
–Não sei bem...
–Não minta... – ameaçou.
–Eu não estou mentindo, eu não sei muito bem o que ele quer... – assentiu em nervosismo e receio – mas... temos que acabar com essas construções e aquela pedra...
Aoi se levantou bruscamente, pegando a manta do chão e tornando a passá-la pelos braços, se vestindo.
–Levante-se e se arrume, vai me levar agora até essa sacerdotisa – ordenou ao loiro, procurando o tecido de seu rosto pelo o solo.
–Hai... – Uruha assentiu tristemente, esperava mesmo algo diferente daquilo? Se colocou de pé e sentiu o sêmen ainda meio úmido ali atrás – posso me lavar primeiro? — perguntou ao indicar a vasilha de porcelana com água mais ao canto.
Aoi pegou o tecido do chão e mirou o loiro, desviando o olhar rapidamente quando compreendeu do que ele falava, mas voltando-o ao corpo nu e completamente exposto a si como que por atração.
–Pode – assentiu de maneira rígida e séria, não conseguindo tirar os olhos da pele alva enquanto esta andava até a vasilha e molhava algum pedaço de tecido, limpando o suor do rosto e do pescoço, voltando a molhar o pano e retirar a substância da barriga, passando pela coxa e indo para a parte de trás... fechou os olhos por sentir um calor anormal lhe tomar... era possível que aquela marca o influenciasse tanto ao ponto de não conseguir controlar seu próprio pênis? Não era mais um jovem, muito menos algum tipo de pervertido... por que diabos sentia tanto desejo pelo o corpo de um homem? – vai demorar muito? – apressou em um rugido rude, mirando o maior suspirar fundo e andar até si. Se congelou por um segundo até perceber que estava pisando nos tecidos que o ameniano chamava de “roupa”. Tratou de dar um passo para o lado e permitir o loiro pegar suas vestes. Apesar da lentidão com a qual este se vestia lhe tirar a paciência, seu corpo novamente queria dar sinais de fogo, por isso decidiu colocar logo o tecido em seu rosto e sair – te aguardo lá fora, coloque a capa e não demore – ordenou antes de passar pela cortina na entrada da tenda.
Uruha suspirou novamente e passou a mão sobre o ventre ao terminar de fechar a peça de couro em sua cintura.
–Desculpe por te dar um pai assim... – sussurrou para o ser em sua barriga, ainda que soubesse que este mal havia começado a se formar.
.........................................................................................................................................................
–Hitoru-san... – o mensageiro cumprimentou ao chegar próximo de seu líder – mensagem – avisou em um ofego cansado, havia corrido sem parar para chegar mais rápido.
Hitoru apenas tocou o pedaço de pano com um símbolo redondo sobre ele e então as imagens de cenas importantes e preocupantes vieram a sua mente.
O governante de Akai Ame abriu os olhos em surpresa e preocupação, tentando se manter de pé e firme diante de todas aquelas notícias que seu filho gravara naquele selo. Respirou com dificuldade por alguns segundos, parecendo desorientado antes de finalmente tomar uma decisão e por uma expressão firme em seu rosto.
–Obrigado pelo o trabalho, peça para uma das sacerdotisas avisar aos habitantes para se prepararem... – ditou de um jeito brando, mas nem por isso menos determinado — ... as palavras de Ryou vão ser testadas, vamos ter que proteger nossa casa com nossas próprias mãos, um ataque muito maior e mais poderoso pode chegar às nossas portas – avisou ao jovem neko que lhe trouxera a mensagem da frente de batalha e este assentiu firmemente apesar do olhar triste.
–Mais problemas? – a voz melodiosa e cansada veio das costas do velho senhor de Akai Ame assim que o guerreiro saíra do salão, fazendo este se virar em surpresa em direção a fundadora que se encontrava sentada no assento acolchoado que servia de “trono” ao ameniano.
–Miko-sama? O que está fazendo aqui fora? – Hirotu se apressou em se aproximar da “jovem” imortal de cachos negros, vestida de vermelho e rosto pálido – sua saúde...
–Se meu tempo está acabando... ao menos gostaria de passear por essa maravilhosa vila que tanto amo – Miko respondeu, tossindo levemente pelo o esforço, tocou de leve o braço do amigo e líder atual de sua utopia, e não houve segredo ou pensamento que este pudesse esconder de si – ah... – sussurrou em tristeza – então é isso...
–Tudo vai dar certo, meu filho vai fazer o possível para evitar qualquer coisa que possa nos acontecer, e nós nos defenderemos, assim como Ryou sempre falou, cada ameniano erguerá uma espada e defenderá a sua casa se preciso for... – Hitoru assentiu em decisão.
–E assim deixarão de ser amenianos... – a jovem o interrompeu em um olhar melancólico — ... a guerra, a discórdia,a violência e o ódio ... parece que eles sempre vão vencer no final, não é mesmo?
–Não diga isso... – o senhor negou em uma expressão tristonha – não desista de nós...
–Eu não desisti... – Miko assentiu num tom tão baixo que parecia quase impossível de se ouvir — ... sempre acreditei nos humanos e sempre vou acreditar... meu erro foi querer fazer de vocês seres perfeitos... quando nem mesmo eu o sou... – concluiu com dificuldade, se deixando aparar pelos os braços do amigo e filho, já que se considerava criadora de todos ali — ... nem eu mesma sou imune a todos esses sentimentos ruins e ainda assim quis tirá-los de vocês, acreditando que estava fazendo um bem... não sou em nada melhor do que aqueles que me amaldiçoaram...
–Não diga isso, Miko-sama... por favor, não diga isso, não perca a esperança... Ryou não perderia, ele...
–Ryou... – Miko sorriu nostalgicamente de lado – ele me fez lembrar por que eu amo tanto os humanos...
–Eu vou levá-la de volta ao seu santuário, as sacerdotisas cuidarão de você ... – o senhor ditou gentilmente ao pegar a jovem nos braços.
–Eu queria passear... – Miko sussurrou em um fechar de olhos longos.
–Quando estiver melhor eu te levo para passear e...
–Eu não vou ficar melhor... – a fundadora sorriu tristemente – estou morrendo... uma imortal morrendo... chega a ser irônico, não é?
–Pare de dizer isso, eu vou pedir para alguém ir ao santuário, Omi-sama saberá fazer algo...
–Não... – interrompeu – não quero mais nada dela...
–Não foi você quem nos ensinou o dom do perdão e da bondade? – Hitoru censurou de um modo afável, caminhando com a jovem pelos corredores largos da propriedade.
–Faça o que eu vos digo, mas não faça o que eu faço... – Miko ditou em uma tentativa cômica de autoridade.
–Francamente... – Hitoru sorriu de maneira mínima — ... Miko-sama é mimada como uma criança...
–Sim... – a jovem sorriu em nostalgia – Omi costumava a me dizer isso também...
......................................................................................................................................................
–Omi-sama – a sacerdotisa de manta vermelha chamou por trás da cortina de renda negra, aguardando um segundo antes de falar – chegou uma mensagem... da Oboru...
–Sim, eu sei.... – a voz indefinível respondeu de modo mórbido e desinteressado – já sei o que e a mensagem diz, pode ler se quiser – a jovem de cabelos em castanhos claros em tom de loiro e manta completamente negra de mangas compridas assentiu ao olhar para dentro de algum suporte de água feito de gesso esculpido.
O rosto andrógeno que muitos talvez ficassem duvidosos entre o masculino e feminino, os olhos negros adornados por uma pintura bem desenhada, os fios claros longos presos parcialmente com uma franja a cair pelas laterais do rosto de modo desigual.
–Omi-sama, se já sabe o conteúdo da mensagem... – a voz da sacerdotisa voltou a soar – por que não nos manda tomar providências contra Yuuto?
–Porque não – a voz rouca ditou e o cenho da jovem imortal pareceu se franzir – não haverá perdão para quem desobedecer minhas ordens – ditou por fim, voltando a mirar algo dentro da água.
–Miko... – os olhos se deformaram em tristeza e uma lágrima ameaçou cair dos orbes escuros — ... eu não vou ficar onde você não esteja – sussurrou para si mesma, se agarrando ao suporte de gesso e se deixando ajoelhar em melancolia — ... me desculpe...
.........................................................................................................................................................
–Mandando mensagens para o seu pai? – a voz de Naoyuki assustou o Ogata que terminava de colocar um pergaminho pequeno preso ao pé de um falcão de sua família.
–Como entrou aqui? – rugiu em desconfiança ao ver o conselheiro chefe na porta de sua acomodação.
–Se você tem seus meios de invadir quartos, eu tenho os meus... – o baixinho de cabelos castanhos sorriu fechado — ... o que planeja, Ogata-san? Arrastando Shou-sama para a cama, fazendo dele um lider mais respeitado... planeja por algum a virar a senhora feudal? – sorriu em provocação, ganhando um sorriso semelhante do pequeno loiro.
–Hun... não seria má idéia, mas por enquanto... acho que não sou obrigado a responder suas perguntas ... – o pequeno rebateu, soltando o falcão pela janela em direção a noite de lua crescente. Quando se virou foi pego de surpresa por alguma presença às suas costas, uma lâmina em seu pescoço – oh... então já está tão desesperado ao ponto de me matar?
–As coisas já estão complicadas demais para que você ouse atrapalhar tudo... – Nao vociferou em uma voz estranhamente sinistra – pivete...
–Oh! Tanto estresse tem a ver com a falta de resposta daquele dono do puteiro de Vegas? – Hiroto sorriu em desdém — ... não pensei que fosse fácil para alguém tão velho quanto você perder a calma.
O Murai franziu mais o cenho.
–Hun... então sabia sobre isso..você me lembra um pouco de mim mesmo quando eu tinha a sua idade... – o Yuki sorriu pequeno – eu até gostaria de você e te apoiaria com relação a Shou-sama porque sei que de alguma forma você faz bem a ele... mas infelizmente, está na hora errada, no lugar errado e desejando a coisa errada... eu não posso arriscar mais, espero que entenda... – finalizou ao se virar para o pequeno e assentir em direção ao assassino.
O homem puxou a lâmina para longe e ameaçou voltá-la com tudo antes de uma flecha lhe varar a cabeça este e cair ao chão, surpreendendo o conselheiro chefe.
–Você ouviu Kohara... – Hiroto sorriu de lado, mirando a entrada de seu quarto com satisfação ao ver seu amante ali em pé enquanto alguns guardas lhe faziam escolta.
–Prendam-no por conspiração e ataque a um aliado – Shou ordenou e logo os soldados saíram de seu lado para segurarem o conselheiro chefe de olhar franzido para o amigo e pupilo ali.
–Levem-no – O Kazamasa ditou e logo seus guardas passavam carregando o menor pelo o seu lado.
Naoyuki encarou o pupilo e este desviou o olhar, se negando a manter contato visual com aquele que sempre lhe fora um mestre. Mais dois soldados permaneceram no local e Hiroto sorriu para o amante assim que o prisioneiro saíra de sua acomodação, indo até este e lhe dedicando um abraço.
–Obrigado por acreditar em mim quando disse que ele estava tramando algo... – o Ogata agradeceu.
–Por nada – o Kazamasa respondeu ao levantar os braços parecendo que iria retribuir o gesto, quando segurou firme o braço direito do pequeno e o jogou em direção aos outros guardas ali presentes – levem esse também, por traição ao tratado de aliança – ordenou ao se manter de costas, deixando a face do loirinho mais do que surpresa por aquilo.
–Mas o que? Kohara? – Hiroto gritou em confusão – o que você...? – tentou perguntar, mas foi arrastado pelos os dois samurais para fora do quarto.
O Kazamasa se aproximou da janela aberta e respirou fundo, uma feição triste se desenhando no semblante bonito adornado pelo o sempre presente tapa-olho.
“Faça o que eu digo e seu povo e exército serão poupados...”
Era o que estava escrito na mensagem que recebera aquela noite.
.........................................................................................................................................................
O pequeno hibrido não queria estar andando em direção àquele lugar novamente, mas foram ordens do filho mais novo de seu senhor...
“Aquele maluco de sorriso estranho....”
Ruki praguejou mentalmente ao mirar o caminho por entre os arrozais de Shiroyama que logo dariam espaço às florestas de Ishihara, o dia começava a raiar e ele torcia para que tudo ficasse bem agora que não tinha mais o ameniano ao seu lado...
Levou a mão ao peito, pressionando a marca que ardia... talvez ela fizesse aquilo quando estava longe dele?
“Droga...”
Praguejou... a quem estava querendo enganar?
–Idiota... – xingou baixinho, queria terminar logo o que tinha para fazer ali e voltar para dar um bom golpe naquele maldito ameniano que o tinha enfeitiçado... – estou com saudades...
......................................................................................................................................................
– Quando esse fedor vai parar? – Tora praguejou ao olhar o sol nascer no horizonte e os pontos pretos ao longe se recolherem sincronizados para dentro de suas cabanas – esses chineses são realmente estranhos... – praguejou de lado.
–A aliança chega hoje, devemos nos preparar? – Shousuke perguntou às suas costas e o tigre apenas assentiu.
– Saga-san não vai ter muita paciência para esperar, provavelmente em dois ou três dias já estaremos abrindo fogo contra esses caras – o Amano respondeu em um sorriso satisfeito – pelo o jeito que se movem acho que nem era necessário toda essa confusão de aliança para isso, vocês perderam mesmo para eles? – inquiriu ao antigo comandante às suas costas.
–Eles estão ficando estranhos, não eram assim quando nos atacaram... eu não entendo – o velho respondeu em defensiva.
–Hum... – Tora estreitou o olhar novamente para o acampamento e para a torre alta circular.
“As coisas não estão nada animadoras por aqui... chegue logo para deixar o dia mais bonito... gatinho...”
Notas finais
Gostaram do cap?
Deixem um reviewzinho falando ok?
Bem pessoal eu queria falar um coisinha, não sei se vai interessar, bem talvez não neh, mas pra mim é importante.
Então, devem lembrar que essa fic era de presente de aniversário para certa pessoa, pois bem... essa pessoa não se interessa mais pela a fic faz algum tempo, a continuo apenas pelos o leitores, e acho justo essa fanfic ser dada a alguém que realmente se importe com ela e está sempre presente comentando e se mostrando dedicada a uma história que até mesmo a autora perdeu a vontade de escrever durante um tempo.
Por isso estou dando a fanfic de presente para a leitora Takashima Lissa, por que ele realmente merece essa fanfic!
Pega que é tua, linda, só não a abandona que acho que Vijukei não suportaria um segundo abandono T.T
Bem gente, foi isso!
Sem ressentimentos e sem dores, vamos levar essa história até o final O/
Agora com dose de amores e criticas construtivas nas reviews! *-*
Bem.... reviews onegai?
beijooooooooo
Azumi-chan:Vamooos deixar reviews para minha florzinha?♥
Fale com o autor