Vijukei No Monogatari

13 Capitulo 12 Da fraqueza à força


Notas iniciais
ooooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiii
quase q não venho no prazo neh?
Pra quem ler a fic RxR q postei esses dias "Depois da aula" eu avisei q postaria hj, o fato é q teve vários imprevistos e eu só pude trazer agora... ;D
Espero que gostem
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Capitulo sem betagem ainda, minha anjinha passa depois pra betar, mas eu revisei, espero não ter muitos erros!
;D
Azumi-chan:Oiee gente então o cap já está betadinho ^^ Espero que gostem,boa leitura *-*

Capitulo 12 Da fraqueza à força

Seu corpo dolorido, sua cabeça doendo e ele sentia que precisava realmente de um banho.Uma tarde inteira naquela sala debatendo sobre aquilo o esgotara de um modo incrível.


Um conselho de guerra foi marcado de modo extraordinário quando uma mensagem de que soldados de Vegas tinham sido vistos marchando para Ishihara chegou, e ainda que aquela mesa estivesse cheia de homens dando as mais diversas sugestões de como lidar com aquilo, Kouyou sinceramente só pensava em chegar em sua acomodação, tomar um banho e se aliviar um pouco em auto-consolo. Era época de calor, isso era quase uma tortura.


–Já disse que tal movimento não é prioridade, tenho minha frota de barcos próximos à baía de Ishihara prontas para se movimentarem assim que perceberem qualquer atitude suspeita, se Vegas e Ishihara estão aliadas com os chineses, derrotando os invasores se acabará qualquer vantagem que possam ter – o general Shiroyama arguiu em impaciência – daqui três dias vamos acabar de uma vez por todas com o exército invasor e problemas internos serão resolvidos a base da força.


–Eu digo que isso é uma preocupação sim, há alguns dias Shou-sama foi atacado por bonecos de lama, e se você disse que Fukaku-sama sofreu o mesmo ataque com certeza não é algo que deva ser ignorado, posso apostar a minha espada de que Vegas tem dedo podre nisso, aquelas terras são tão infestadas e youkais e podridão que eu não me surpreenderia... – Saga se opôs e voltavam à tensão inicial que não se resolvia desde o início da tarde.


–Um problema de cada vez, Saga, ou espera que dividamos nossos exércitos e ataquemos os chineses, Ishihara e Vegas ao mesmo tempo? Meus homens são bons, mas ainda não fazemos milagres, quem muito quer acaba por ficar sem nada, eu digo que assim que derrotarmos os chineses,Ishihara e Vegas não se atreverão a se movimentarem, seja lá o que eles queiram – Aoi voltou a arguir, espalmando suas mãos no tampo da mesa baixa e fuzilando o Sakamoto mais a frente. O problema de colaboração entre exércitos era que cada general queria sobrepor sua vontade, e nenhum dos dois ali presente pareciam querer ceder – seu pai me daria ouvidos! – cuspiu, tinha conhecido o velho Sakamoto e lutara ao lado deste ao tentarem invadir Akai Ame quinze anos antes.


–Meu pai te deu ouvidos, e diga-me se ele está aqui nessa mesa? – Saga rebateu, comprando a briga e fazendo o moreno estreitar mais o seu olhar, não que culpasse o herdeiro shiroyamiano pela a morte de seu progenitor, mas não acreditava que o brilhante general Aoi fosse melhor que si.


–Se o ataque de bonecos veio de Vegas, com certeza há algum bruxo por trás disso, isso é problema do santuário e não cabe a nós intrometermos nos assuntos deles – Uruha tentara falar, antes tudo que dizia era simplesmente ignorado pelos outros dois lideres – Aoi-san está certo, uma coisa de cada vez, assim que o período de calor terminar eu e meus homens colocaremos em prática o plano que Aoi-san já mencionou, e quando estivermos livres da ameaça chinesa poderemos nos preocupar com Ishihara e Vegas, pedirei para um de meus guerreiros ir ter com Kazuki-san, ele provavelmente saberá o que está acontecendo.


–Eu digo que Vegas e Ishihara devem ser prioridade – Saga insistiu.


–Os chineses são prioridade – Aoi contestou.


Uma discussão barulhenta se fez entre os comandantes de ambos feudos e Uruha arfou em cansaço mais uma vez, seu corpo estava quente, sentia seu shaman implorar por descanso e alívio, o estresse o consumia... não aguentava mais.


–Se não vamos chegar a um acordo, então que a esquadra de Aoi-san cuide de Ishihara, eu e Saga-san cuidemos dos chineses enquanto parte do exército de Aoi-san ruma para Vegas – ditou em uma voz quase gritada, sua cabeça doía e os olhos se estreitaram, as marcas de seu Shaman ameaçaram se acender, mas logo se apagaram. Era o primeiro dia de calor e a noite se aproximava, não estava mais conseguindo se controlar, nunca fora tão pressionado em toda a sua vida.


–Como se eu fosse confiar a você e seu bando de coisas a expulsão dos invasores, vocês cuidam de Vegas, não é você quem é amiguinho do dono do prostíbulo? – Aoi destilara, e Uruha estreitou os olhos de volta, encarando o moreno em uma ação inédita para si. Yuu estranhou o revidar do loiro, mas não recuou – vocês e suas bestas nem ao menos são úteis do jeito que estão.


–Não vamos chegar a um acordo, me nego a decidir qualquer coisa enquanto o período de calor não se findar, não estou em condições de negociações — o loiro estatuou em uma pose firme antes que acabasse por iniciar uma possessão, não chegaria ao seu limite por algo ridículo como aquilo. Se levantou, sem perceber que as marcas de seu shaman estavam acesas, o que causou olhares curiosos de todos os outros homens na sala.


E então Kouyou saiu, dando passos rápidos, no fundo de sua mente sabia que estava agindo de forma errada, mas a dor em sua cabeça, o estresse em seu corpo o impediam de pensar claramente e ser ele mesmo. Seus homens estavam bem, a barreira não deixaria nenhum ataque indevido dos outros soldados atrapalhar seus dias de calor. E se por algum acaso conseguissem passar, sabia que com certeza os que sairiam feridos não seriam seus guerreiros, ao menos não fisicamente... não é fácil lidar com amenianos possessos, muito menos tão longe de casa onde Miko-sama não poderia ajudá-los. Estava tudo bem, ficaria tudo bem... ele conseguiria proteger todos, voltariam pra casa, voltariam...


–Uruha! – a voz fina o interrompeu assim que adentrou a barreira dos alojamentos cedidos, e não fora surpresa para si a pequena conseguir passar por ela sem problema algum. O sangue ameniano a dava permissão para tal e ainda que não fosse aquilo, com certeza a garotinha era uma das presenças que queria ali dentro – papai não me enviou de volta, ele disse que não é seguro, eu vou ficar...! – a pequena sorriu, se jogando nos braços do loiro que a acolheu rapidamente. Seu shaman se acalmou e suas marcas desapareceram... estava totalmente sob controle novamente... e consciente de como tinha agido naquela reunião interminável.


Abraçou a pequena com força e fechou os olhos, estava piorando, nunca ficara tão fora de controle daquela forma, já não se sentia mais capaz de garantir que tudo ficaria bem, de repente as responsabilidades pesavam demais, proteger sua vila, seus guerreiros, se proteger, enfrentar Aoi, aturar todos esses estrangeiros tão diferentes de si, aceitar esses jogos de guerra... não daria conta. Não devia ter dito ao seu pai que conseguiria, não devia ter achado que poderia ser um líder a altura do que seu pai foi... talvez não devesse ter nascido na família Takashima... não era o indicado para liderar, não se sentia confiante... estava metendo os pés pelas mãos cada vez mais, sentia que estava...


–Uruha? – a pequena perguntou ao notar que o loiro não a soltava, e sentiu algo estranho vindo do maior mesmo que sua idade não a permitisse saber o que era. Por isso apenas abraçou o ameniano de volta e passou as mãozinhas pelo cabelo loiro e bonito – tudo bem Uru... Maya-chan está aqui, vai ficar tudo bem...


Kouyou sentiu seu ser abrandar com aquilo, só então se lembrando que aquele não era um local adequado para uma criança que ainda estava por completar 4 anos, não naquela época. Por sorte ainda não tinham entrado nos alojamentos propriamente ditos, não gostaria que além de todos os contras que já tinha contra si o general o acusasse de “perverter” a pequena Maya por deixá-la ouvir coisas que uma criança da idade dela não deveria ouvir.


–Obrigado, Maya-chan! – sorriu ao liberar a pequena um pouco de seu abraço e mirar os olhinhos negros, também acariciou a cabecinha de fios caramelados da menor antes de voltá-la ao chão – aqui não é lugar para você ficar passeando durante esses dias sim? Se quiser falar comigo é só fazer aquilo que eu te ensinei aquele dia que eu vou saber! Obedeça ao seu pai e fique com as moças, não é seguro para uma daminha ficar andando por aí sozinha – finalizou em uma repreensão gentil, como esperado Maya era esperta e travessa demais para ser mantida e observada por qualquer uma das concubinas de “alto escalão”.


A pequenina fez um bico mimado.


–Eu não gosto daquelas tias, elas ficam falando coisas maldosas sobre o papai – franziu o cenho.


–Coisas maldosas? – Kouyou questionou em curiosidade impulsiva.


–São invejosas, só porque papai não quer mais elas, ficam falando coisas ruins sobre ele quando pensam que eu não estou ouvindo – continuou em uma expressão tristonha – mas é tudo mentira, o papai é muito sério, mas papai não é mau como elas dizem.


–Ah! Não ligue pra isso, sim? — assentiu para a garotinha, deixando os dedos longos passarem pelo queixinho delicado e mirando os olhinhos baixos, não dava, estava curioso demais, teria que perguntar – o que elas falam do seu papai?


–Falam que... – Maya começou, receosa em contar aquilo, não queria ter que repetir aquelas palavras – falam que ele matou a mamãe e que ficou comigo só por pena... mas não é verdade, o papai me ama, ele só é muito ocupado, mas o papai amava a mamãe, eu sei, eu já vi ele chorando segurando um vestido dela e...


–Maya! – a voz gritada chegou até os dois dentro da barreira, ainda que o general estivesse relativamente distante, e vinha acompanhado de soldados.


A pequenina se agarrou mais ao loiro e escondeu a cabeça no peito deste.


–Ele ta bravo comigo! – sussurrou ao estremecer.


Uruha apenas acolheu mais a pequena contra si, os orbes chocolate mirando a figura raivosa e imponente do shiroyamiano mais à frente, algum entendimento e suspeitas se fazendo presentes em sua mente...


–Maya-chan, o nome da sua mamãe... qual era? – perguntou baixinho pra menininha em seu colo.


–Diziam que ela era linda como a lua no céu, mamãe se chamava Tsuna ... – a vozinha respondeu e os olhos do loiro se abriram mais ainda, permanecendo a encarar o moreno que se aproximava do limite da barreira ... fazia sentido... agora fazia sentido...


Aoi bufou em ira ao ser barrado por algo invisível aos seus olhos e fuzilou o loiro alguns metros adiante, segurando sua filha no colo como se fosse algo dela... não gostava daquilo, não gostava nada daquilo.


–Solte Maya e a passe para cá! – o moreno ordenou, impaciente.


Uruha não desviou o olhar das escuridões negras nas irís do general, sua mente encaixando coisas e formulando hipóteses, seu shaman se estressando com o que desconfiava, mas começou a andar até o limite da fronteira da proteção, ousando sair desta e se colocar ao lado do menor, virando-se para ele, mantendo um contato visual tenso... fazia sentido o porque de tanto ódio para com seu povo, não podia ser simplesmente rivalidade e traumas de guerra. Fazia sentido tanta negligência para com Maya, se o que pensava estava certo, fazia sentido... só era... imperdoável.


Desceu a pequena de seu colo e esta tratou de correr em direção de volta às outras propriedades do local, mais rápida do que qualquer criança normal. Aoi bufou e gritou a menina de volta, ordenando para que dois de seus soldados a seguisse e a protegesse, se inclinando para ir no mesmo sentido quando a mão fina e macia tocou seu pulso, o segurando.


Aoi fuzilou os olhos achocolatados, raivoso pela ousadia daquele ser o tocar.


–Você seria mesmo tão desprezível? – Uruha vociferou em um tom baixo.


–Tire suas mãos de mim! – fora o que o general rebateu, levando os dedos livres até a espada da cintura.


Kouyou desviou o olhar, e soltou o pulso do shiroyamiano, seu shaman não estava contente, não estava nada contente, tinha que se controlar, tinha que se manter sob controle, já estava noite, ficaria pior, o calor deixaria tudo pior.


Yuu lançou um olhar confuso ao loiro e estreitou as pálpebras quando viu que as marcas nas coxas deste pareciam piscar em decidir se ficavam ou sumiam... parece que a teoria de Kai estava relativamente certa, só precisava de mais uma confirmação e aquelas bestas estariam vulneráveis.


–Daqui duas horas, na arena central da ala sul, Saga nos cedeu o espaço! – ditou ao ameniano e voltara a encará-lo.


–Não haverá treinamento esta noite – o loiro se opôs, sério. Aoi engoliu a saliva como larva, odiava quando aquele maldito demônio parava de agir como agia e ousava desafiá-lo.


–Haverá treinamento esta noite – rebateu – não podemos perder tempo porque você e suas bestas estão no cio.


– Eu preciso me liberar, a não ser que você se disponha a me consolar sexualmente, eu digo que não haverá treinamento esta noite – intimou, causando apenas mais fúria do olhar do moreno – pois bem, vou “foder algum da minha espécie”, não gostaria de levar um ameniano ao seu limite, Aoi-san, já fez isso quinze anos atrás, não acho que o que seus olhos viram tenha sido boa coisa – continuou ao se virar de costas para a barreira e dar alguns passos para trás, se colocando dentro da proteção avermelhada para seus olhos.


Aoi rugiu em ira e se adiantou para golpear o loiro com os punhos, sendo impedido pela parede invisível à sua visão. Imagens da luta de quinze anos antes se passando em sua mente, rostos que nunca o deixavam em paz, gritos e sangue, membros sendo arrancados diante de seus olhos e orbes vermelhos de seres desfocados... demônios, demônios por toda a parte, estraçalhando cada um de seus soldados...


Uruha engoliu em seco ao mirar o ódio genuíno no olhar do descontrolado general que tentava quebrar sua barreira com as próprias mãos, seu shaman urgindo em algo indecifrável e então sua cabeça voltou a doer. Deu as costas e ignorou o surto do moreno, se apressando para sua acomodação, se trancando nesta e deixando seu corpo se jogar no futon do chão. Miku não estava ali, provavelmente teria arranjado outro para passar o calor. Suspirou em alívio e frustração, não queria ter que negar o neko, mas também precisava se aliviar, o que infelizmente seu corpo não queria fazer com o pequenino loiro... o que estava acontecendo consigo?


Encarou o teto e seu corpo queimava, muita coisa se passava em sua mente, mas seu ser urgia por consolo carnal. Fechou os olhos e deslizou sua mão até o meio de suas pernas, embrenhando os dedos por debaixo de sua veste e tocando seu membro semi-rígido, não acreditava que pela primeira vez passaria suas noites de calor em auto-cosolo, não fazia aquilo desde os 12 anos.


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Os soldados já conhecidos andavam calmamente pelos corredores luxuriosos da grande casa vermelha de Vegas, como sempre para cumprir mais uma ordem de seu promíscuo senhor que parecia estar mais ativo nos últimos dias. Por já serem facilmente identificáveis como homens de Byou os samurais tinham passagem livre, indo até o escritório do dono da casa, anunciando-se para os guardas que ali protegiam.


–Kazuki-sama não está, foi resolver alguns assuntos – a jovem assistente avisou ao se aproximar do escritório, poupando os guardas de explicarem a situação aos soldados.


–Byou-sama quer um garoto! – um dos quatro homens ditou.


–Apenas Kazuki-sama tem permissão para escolher companhias a Byou-sama – Yuko continuou em um olhar sereno, em qualquer outro caso ficaria a encargo de responder por seu mestre, mas naquele caso não poderia interferir.


–E quando Kazuki-sama volta? – um outro perguntou.


–Em algumas horas, suponho... –a jovem começou a responder, quando algo lhe passou pela mente e esta abriu um sorriso de lado... poderia ser a sua chance de se livrar de seu rival, agüentaria as conseqüências depois, se o garoto não agradasse Byou com certeza voltaria desmembrado e já não seria mais risco algum– mas sei qual era o garoto preparado para ser enviado a Byou-sama, se puderem me acompanhar – sorriu galante para os soldados, afinal era aprendiz de ninguém mais , ninguém menos que Kazuki.



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–Por que demoram tanto? – Byou bufou ao tentar se acalmar pela milésima vez, bebendo mais um pouco do cálice de ouro, sentado a uma confortável almofada em seu quarto.


–Quer que eu vá ver o que aconteceu? – a figura loira à porta da acomodação luxuosa perguntou, se mantendo também sentado, degustando o que parecia um pedaço de carne crua, mas quem olhasse de perto veria que se tratava de parte de um braço humano.


– Meu problema estaria resolvido se você aceitasse se deitar com seu amado dono, acaso não estou te tratando bem, Jin? – o loiro caramelado questionou em impaciência, adorava seu cãozinho, mas odiava o fato de nem todos os seus desejos poderem ser realizados pelo fiel subordinado.


–Tem sido um dos meus melhores donos, Byou-sama, gosto muito de ser seu servo, mas não posso e não quero fazer esse tipo de serviço, não está no contrato e não farei. Por isso seria bom que meu amado dono não mantenha tais pensamentos em mente – respondeu em um tom desinteressado, continuando a se deliciar com sua refeição e se lambuzar no sangue fresco que saía desta.


Byou estreitou o olhar, como parar de ter aqueles pensamentos se seu adorável hibrido era simplesmente absurdamente provocante? Ainda mais em uma cena tão maravilhosamente linda como aquela. Adorava o jeito como o pequeno era limpo e rápido ao matar alguém, mas não se continha em se melar e demorar numa boa refeição, por isso gostava de vê-lo se alimentar, e sempre pedia para que este fizesse tal coisa perto de si. Na verdade, pedia para que este se mantivesse ao seu lado todo o tempo, poderia fazer apenas um mês que tinha adquirido o meio youkai, mas este se tornara sem dúvida o único ser em que arriscava depositar sua confiança.


–Venha aqui! – chamou o menor, estendendo a mão. Jin logo o obedeceu, aparecendo ao seu lado em um vulto negro rapidamente, levando o delicioso pedaço de carne que já estava se acabando, mostrando os ossos. Byou sorriu e acariciou os cabelos macios e presos de seu adorado hibrido. Apesar de rejeitar se deitar consigo o meio youkai adorava algum carinho despretensioso, quase podia ver as orelinhas se abaixarem enquanto o menor pousava a cabeça na coxa coberta de seu senhor, deitando-se de barriga pra cima e mordendo mais um pedaço de sua refeição – eu não posso te ordenar, você arrancaria minha cabeça se eu o fizesse, mas bem que você poderia querer fazer por vontade própria... – continuou em um tom estranhamente gentil, tom este que só usava para com seu fiel companheiro.


–Não quero, não gosto disso – o menor cortou o dono, não iria negar que estava apreciando ser subordinado a alguém tão carinhoso e liberal com suas atitudes como seu dono era, mas nem por isso cairia em alguma conversa humana, por mais que apreciasse seu senhor, tinha vivido demais para saber que não devia acreditar no que humanos diziam e muito menos se deixar dominar por eles.


–Já provou pra saber? – Byou estreitou o olhar, só em saber que algum outro já teria tocado seu cachorrinho daquele jeito fazia seu sangue ferver, ainda que não soubesse a idade exata do menor e que esse se negasse a falar de sua vida, gostava de pensar que ele havia sido o único a quem o hibrido estimava e dedicava total lealdade.


–Não, mas não preciso provar pra saber, já vivi demais e já vi coisas demais nesse mundo – o outro respondeu, finalizando sua refeição e jogando o osso para o lado, seu mestre não brigava consigo por bagunça. Tinha que admitir que estava sendo mimado demais pelo maior, tinha que parar com aquilo, quando passasse para um outro dono provavelmente não teria tais liberdade e regalias, servir seu dono era sua razão de viver, fosse ele quem fosse.

–E nunca vai querer me contar todas essas coisas? – o maior perguntou, mais aliviado de certo modo, descendo o carinho de sua mão para a barriga coberta pelo kimono do outro, coçando ali como se o outro fosse de fato um cachorro e não um canino em forma humana.


Jin grunhiu em dengo e sorriu para o dono.


–Não, não vou contar, isso também não está no contrato – assentiu ao levantar as mãos e dobrá-las perto do rosto, dando uma pequena gargalhada com o carinho de seu senhor. Realmente, nunca tivera um dono tão carinhoso desde sua primeira dona quando ainda era filhote, que se tratava apenas de uma garotinha, pena que ela se assustou quando estripou o primeiro humano... bem, era para defender a sua dona, mas a menininha não entendeu muito bem.


–Esse contrato... eu odeio esse contrato... – o maior rugiu, descendo mais seus dedos com um destino certo para o meio das pernas do menor – não quer receber carinho em outras partes também? — sugeriu, tendo sua mão parada pelas garras do hibrido e um rosnar saindo da garganta de seu servo – ok, ok... hunf... – suspirou em frustração voltou à mão para os cabelos do menor – por que demoram tanto? – vociferou novamente – ao menos fez o que te pedi?


–Sim, sim, todos já estão avisados, assim que Yuuto voltar vai ter uma surpresa! – Jin assentiu, voltando a grunhir dengoso com a carícia.


–Aquele maldito nunca me cheirou bem, está na hora de dar um fim nele, afinal... eu tenho você... – sorriu para o hibrido cachorro e esse liberou um adorável latido rápido, causando gargalhadas no dono. Byou adorava quando o menor se comportava daquele jeito.


Uma batida na porta atrapalhou o momento singular dentro do quarto e Byou gritou para a mesma perguntando o que era.


–Byou-sama, o garoto de Gather Roses chegou – a voz de um dos guardas gritou e Jin chorou manhoso quando o maior parou de lhe acariciar e se levantou.


–Ainda dá pra mudar de idéia! – Byou provocou, recebendo um olhar estreito do menor – se quiser assistir...


–Hunf! – o menor bufou, virando o rosto para o lado e cruzando os braços – copulação é nojento! – ditou, se direcionando para a porta e abrindo-a, analisou o prostituto daquela noite de cima a baixo, e como sempre fazia estreitara o olhar, sabia que seu dono tinha suas necessidades, mas não gostava quando seu tempo com ele era atrapalhado por aqueles humanos que cheiravam a luxúria – seja bom garoto, se ele não gostar te envio de volta em pedaços – ameaçou o jovem e bonito cortesão loiro, gostava de ser um bom cachorro e ver seu dono sempre alegre, e já que não podia e não queria servi-lo daquela maneira, queria se certificar que ele seria bem servido. Continuou a andar, iria se lavar, tirar o sangue de seu rosto e esperar seu senhor se saciar para só então pedir permissão para dormir.


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–Ah! Eu não gosto de viajar dentro de coisas! – Rui reclamou ao se encontrar dentro do coche, olhando entediado pela janela a paisagem da mata.


–Sei, prefere andar pelos caminhos sentindo a terra sob seus pés como o amado ensinamento budista prega! – Yuuto rebateu, desinteressado e mais focado em ler algum pergaminho de estranha coloração negra.


–O que tanto está escrito aí? Não está em nenhuma língua que eu conheça – o monge perguntou ao se colocar ao lado do bruxo, metendo a cabeça por entre a visão deste.


–Isso não é de Vijukei, o santuário nunca conheceria algo como isso... aquela Omi ainda prefere ignorar o resto do mundo? – Yuuto perguntou ao loiro amendoado.


–Omi-sama? Não muda nada, é uma chata, esnobe e cheia de si como sempre – o monge bufou, se sentando de modo mais adequando e puxando uma garrafa de saquê ao lado do pequeno quadrado. Yuuto sorriu, engraçado ouvir aquilo de um monge, parecia até que tinha voltado mil anos atrás e estava diante de seu adorado Joshua.


–Parece que o santuário está fadado a ter sempre uma ou duas ovelhas negras por milênio! – comentou em humor – bem... ou ao menos estava... – sorriu perigosamente de lado – se acalme, chegaremos em Ishihara em dois dias.


–Acha mesmo que vai conseguir?... Não sei exatamente o que pretende, mas sei que Omi-sama e Miko-sama tem a ver com isso – o religioso perguntou, bebendo mais um gole.


–Ah, é claro que você sabe o que pretendo, afinal não foi para me impedir que Omi te enviou? – o maior sorriu, puxando o queixo redondo do monge para si e roubando a bebida de sua boca em um ósculo intenso – você só ainda não sabe disso, afinal esse selo não te deixa, certo?


–Eu juro que não entendo muita coisa do que você fala! – o menor rebateu em confusão – se eu estou aqui para impedi-lo, por que me manter ao seu lado?


–Eu gosto de monges... – Yuuto começou, deslizando sua mão para a nuca do jovem levemente menor que si, passando os lábios no pescoço deste – e se Omi me deu um brinquedo tão divertido por vontade própria... por que não usufruir? — continuou ao colocar o pergaminho para o lado – pro meu colo – ordenou, sendo prontamente atendido pelo religioso que se sentara nas coxas cobertas por uma manta.


–Humm... – o monge gemeu ao sentir as mãos deste levantar seu traje azulado, apertando suas coxas e levou mais um gole de saquê á boca, passando a bebida para o general em um beijo vulgar.


–E você gosta, não gosta? – Yuuto perguntou em um sorriso confiante – você não é ameaça a mim, Rui... – sussurrou ao ouvido do outro – ninguém mais é... simplesmente não há como me parar mais – finalizou ao apertar as nádegas entre suas mãos e puxar o quadril do menor acima de si contra o seu, ouvindo com gosto o gemido deste de aprovação.


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Kazuki andava a passos pesados, não era normal tirar o proprietário de Gather Roses do sério, mas as notícias que ouvira não tinham sido nada agradáveis para si. Por isso que ninguém ousasse se colocar no caminho do belo e elegante jovem de cabelos castanhos extremamente claros, pois se Kazuki estava carregando uma espada ensangüentada boa coisa não era. E fora isso que chocou os criados e cortesões que andavam de um lado para outro naquela noite movimentada.


Kazuki passou direto para o quarto da última aquisição que havia feito, disposto a torturar o ameniano até que este confessasse tudo que sabia, mas sua ira aumentara assim que encontrara o aposento vazio.

–Onde está Manabu? – vociferou para os guardas que se alarmaram.

– Yuko-san o mandou ir até Byou – um dos jovens prostitutos respondeu.


E para descontar sua ira Kazuki ergueu a espada já suja, cortando o pescoço de um de seus guardas em um movimento rápido e habilidoso.


–Levem Yuko até o meu escritório, agora! – ordenou a qualquer um naquele corredor cheirando a incenso e logo vários se mobilizaram para procurar a assistente e protegida do maior. Dito isso, Kazuki voltou a andar pesado até sua sala, não era por que as coisas tinham saído de seu controle que prejudicaria seus negócios ao dar escândalos em sua casa.


Não demorara muito para que dois guardas trouxessem a jovem, esta se debatendo nos braços destes quando a empurraram porta adentro.

Assim que Yuko mirou a expressão de seu mestre se pôs de joelhos e encostou a cabeça no chão.


–Perdão, Kazuki-sama, ele falou que queria ir, e Byou-sama pediu para ser rápido então... – tentou explicar, mas não concluíra já que no momento seguinte a espada afiada de metal negro e tingida de sangue lhe cortou uma das mãos espalmadas no chão. A jovem urrou de dor e levou a mão ainda sã até o cotoco decepado de seu punho, como se pudesse estancar o sangue que jorrava para fora com aquilo.


–Ah! Então as coisas realmente estão feias assim! — a voz provocativa veio da janela ampla na lateral da sala.


O pequeno ameniano em um traje bonito e elegante se manteve de pé no parapeito da abertura de ventilação. Os cabelos presos em um rabo de cavalo bem feito e uma maquiagem leve no rosto fino.


Kazuki estreitou seu olhar e abaixou sua espada, se aproximando do menor no intuito de atacá-lo somente no último segundo, se surpreendendo quando este se moveu primeiro e se colocou às suas costas, prendendo o pescoço fino entre suas mãos, apertando levemente a glote, causando tensão entre os dois soldados ali presentes.


–Eu já disse que não sou como os demais do meu povo! – Manabu ditou em um sorriso confiante – eu só queria ver o que você faria se eu tivesse ido, não esperava que decepasse a mão da moça – continuou ao liberar a garganta de seu aperto e se direcionar para Yuko caída ao chão que chorava ao mirar seu pulso.


Kazuki se adiantou para apunhalar uma das marcas expostas das costas do menor, mas fora impedido por sua voz.


–Não precisa de violência, vamos conversar educadamente assim que eu consertar isso – ditou ao olhar o proprietário da casa por cima do ombro, pegou a mão solitária do chão e enlaçou o pulso cortado da jovem, recebendo um olhar de ódio por parte desta, mas o ignorou e colocou a mão de volta no local, segurando o pulso com os dedos de ambas palmas e fechando os olhos. Suas marcas vermelhas em suas costas brilharam e quando voltou a liberar o punho da jovem este já estava completamente remendado, como se nunca tivesse sido decepado.


Yuko arregalou os olhos e mirou o ameniano com assombro, sem saber o que fazer ou o que dizer.


–Podemos conversar a sós? – Manabu perguntou ao maior e este estreitou o olhar.


–Saiam – ordenou aos demais que o obedeceram prontamente.


– Quer dizer que não foi servir a Byou? Não era isso que queria? – Kazuki questionou, andando em passos cautelosos até sua mesa baixa, sentando-se atrás desta, colocando a espada suja em cima do tampo de madeira e dedilhando a parte debaixo do tampo até encontrar o volume de metal ali embaixo.


–Ah! Quem eu quero ver não está lá! – o menor respondeu ao dar de ombros.


–E sua boa foda? Desistiu? Hoje é a primeira noite dos dias de calor não? – continuou a distrair o ameniano enquanto tirava algo que se assemelhava a uma pistola ocidental do fundo falso da mesa quando seus dedos foram parados pela mão pequena do loiro sobre a sua, e este já estava em cima do móvel, de frente para si, ajoelhado, com o rosto bem próximo do seu.


–Eu tenho uma boa foda bem aqui! – o ameniano sorriu em provocação – sei que tem uma arma de fogo escondida em cada maldito canto desse escritório, mas não acho que seja necessário, afinal eu sou mais útil e valioso vivo, não?


Kazuki sorriu de lado, não acreditava que estava sendo levemente encurralado por aquele bonito e singular ameniano boca suja.


–Vai me contar o que pretende? – o maior decidiu tentar outra tática, aproximando seus lábios do outro, sabia que aquele povo ficava facilmente excitável e descontrolado naquela época.


–Vai me contar o que deu errado com os youkais? – o menor devolveu, fechando os olhos e desviando sua boca da do outro, indo para o pescoço deste.


Kazuki arregalou os olhos e empurrou a cabeça loira para longe de si. Não gostava de ter alguém um passo a mais a frente de si, não gostava mesmo. Mas se o outro não tinha ido até Byou quer dizer que tinha algo ali que o interessava... tinha que pensar direito e ligar todos os pontos certos, já não bastava o que passara minutos antes, tinha sido descuidado demais, lento demais... tinha que ser mais ágil.


–Procure sua boa foda em outro lugar! – ditou para o ameniano emburrado em cima da mesa, se levantando e saindo de seu escritório... tinha que tomar atitudes drásticas, se o que desconfiava realmente estivesse por acontecer... teria que dar uma de herói e salvar o mundo, caso contrário seu estilo de vida estaria acabado, como todo o resto.


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O líder ameniano acordara com seu corpo menos tenso pela noite de auto-consolo e a dor de cabeça já não existia mais. Entretanto as lembranças do dia anterior eram bem vívidas e foi ao se sentar que liberou um suspiro cansado. Situações pelas quais nunca teve que passar, coisas que nunca aconteceram, responsabilidades que nunca teve... era mesmo capaz de lidar com aquilo? Se sentia estranho, se sentia diferente do que costumava ser... ainda era o mesmo Uruha?


–Uruha-san – a voz de um de seus guerreiros chamou à porta de seu quarto – vim apenas avisar que um dos soldados de Hana pediu para que você comparecesse à sala de Saga-sama – a mesma voz continuou.


–Sim, eu já estou indo, obrigado! – respondeu em uma voz branda e gentil, se levantando e começando a se arrumar, trocando os lençóis sujos e fazendo estes flutuarem em um embolar pequeno ao seu lado. Pegou algumas de suas coisas em sua bolsa feita de couro marrom jogada ao chão e abriu a porta da acomodação, andando pelo corredor externo de um dos prédios do alojamento, mirando alguns de seus guerreiros lhe cumprimentar e sorrirem para si, alguns ainda se beijando e se agarrando, outros lavando suas coisas no tanque central e outros indo para o banho do local. Foi para onde se direcionou, entrando no banho coletivo, ganhando alguns olhares de seus guerreiros, fez a trouxa que o acompanhava ir até um dos tonéis laterais e começarem a se lavarem sozinhos, mantendo sempre o contato visual com as roupas, mas se adiantando para finalizar logo seu banho. Não se limpara no dia anterior, se sentia sujo de alguma forma... ou talvez fosse apenas pelo fato que usara a imagem mental de certo general desprezível moreno para chegar ao clímax quatro vezes durante a noite.


–Uruha-san, está tudo bem? – Miku perguntou ao se aproximar, atrás dele um tachi que estreitara o olhar para o líder. Pelo visto seu neko favorito havia sido escolhido para ser companheiro de alguém, mas ainda não havia retribuído os sentimentos do outro.


–Estou, desculpe por ontem, Miku-chan, fico feliz que achou alguém para passar o calor – respondeu em um sorriso calmo.


–Bem, você disse que ia estar ocupado e... – o neko começou a explicar.


–Eu vou, é só que ontem as coisas ficaram complicadas lá fora ... – começou a explicar ao se referir como “fora” o lado de fora da barreira que haviam montado — ... soldados de Vegas foram vistos se movendo para Ishihara, e os estrangeiros não sabem com quem devem se preocupar primeiro ... – continuou em um suspiro longo — ... tenho que aprender logo uma forma de atacarmos a sério sem que tenhamos sido ameaçados primeiro, temos que resolver de uma vez por todas o problema com os invasores, depois disso voltamos para casa, não devemos mais nos envolver com nada em relação a essas intrigas deles – ditou em um tom tranqüilo, mas firme.


–Hun... Uruha-san com certeza mudou! – o tachi comentou em um tom surpreso – pensei que o certo seria ajudar a findar qualquer confronto, independente se seria contra os invasores ou não, teoricamente estamos em aliança e...


–Eles não nos vêm como aliados, Toru – cortou o guerreiro em uma respiração funda — nunca nos verão como tais, temos que nos preocupar com nosso povo e apenas com ele.


–Mas você até mesmo se esgotou para salvar os soldados deles naquele ataque de bonecos... – Miku argumentou.


–Um erro, me expus e expus nosso povo, e o que consegui? Um pedido de desculpas de mau gosto? – Uruha voltou a cortar – eles são diferentes demais, egoístas demais...


–Mas Uruha-san também não está sendo como eles? – Toru contestou – falando que só importa nosso povo e que não liga para o que aconteça a eles... não está sendo egoísta também?


Uruha arregalou seus olhos e sentiu algo em seu peito doer... o guerreiro estava certo.


–Sim... talvez eu esteja me deixando corromper e esteja me tornando algo como eles... – murmurou em uma voz baixa e atônita, nunca tinha passado por aquilo antes, como lidaria? — ... acham que devo me retirar da liderança? Vou entender se não quiserem seguir o meu comando... eu não sei mais se posso garantir que tudo ficará bem e...


–Não importa o que se passe, Uruha-san é nosso líder! – Miku o interrompeu – confiamos em suas ações e decisões, sendo egoístas ou não, sabemos que vai tentar fazer o melhor por nós.


–Também confiamos em você, nada está sendo como era antes, mas sabíamos que seria assim quando aceitamos nos tornar guerreiros, temos que proteger nosso estilo de vida com nossas mãos, era o que seu pai dizia, não se sinta mal por estar fazendo isso – um outro guerreiro se aproximou e logo vários outros que estavam dispersos pelo imenso banho público também se direcionaram para o foco da conversa.


Uruha sorriu e abusou mais um pouco da sua força para fazer uma corrente de ar entrar no recinto e acariciar as peles nuas de cada um. Realmente, conhecer e ter total lealdade e confiança de cada um de seus homens era um privilegio que apenas um líder ameniano possuía.


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Kouyou já estava mais confiante e calmo, apesar de seus sentidos estarem mais sensíveis pela época de calor, durante o dia era mais fácil se controlar. Estava devidamente arrumado como um líder ameniano deveria estar, pensando mais claramente sobre alguns assuntos, tentando decidir outros enquanto caminhava em uma velocidade normal até a sala do general de Hana.


–Uruha-san – Naoyuki o cumprimentou, e para si não fora surpresa já que havia sentido a presença deste metros e metros antes e usara aquela rota no intuito de encontrá-lo.


–Murai-san! – o loiro sorriu educadamente.


–Dando um passeio? – o conselheiro questionou em estranheza.


–Não, Saga-san solicitou minha presença em sua sala – respondeu ao menor – Murai-san – chamou ao colocar-se ao lado deste – sobre a conversa que tivemos antes de partimos de Shiroyama...


–Ah! Sim, já decidiu sua posição sobre aquilo? – o baixinho perguntou em um sorriso estranhamente simpático.


–Sim, você está certo, assim que passar o período de calor me prontifico a fazer o que me aconselhou, obrigado! – assentiu, aguardando apenas o assentir do outro para continuar seu caminho.


Naoyuki parou de andar por um segundo e mirou o céu aberto daquela manhã, um sorriso esperto nos lábios, satisfeito. Foi quando seus olhos avistaram a figura baixa e pequena do Ogata do outro lado da propriedade central e seu cenho se franziu na mesma hora... havia percebido algo muito errado em seu senhor, e tinha certeza de que o culpado era aquele esperto e provocante jovem.


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–Consegue ver algo estranho quando olha isso? – Saga perguntou ao líder ameniano enquanto este analisava os novos desenhos que tinham acabado de chegar do acampamento chinês, junto com uma mensagem séria e outra indecente do general Ogata para si.


“Aquele maldito!”


–A forma circular do prédio, lembra muito a alguns selos que nós e o santuário usamos, mas não é nenhum que eu conheça – Uruha respondeu ao estreitar os olhos – já mostrou isso para Aoi-san?


–Não, queria saber primeiro a sua opinião! – Saga negou.


–Por quê? – Kouyou questionou em curiosidade.


–Não sou um shiroyamiano, não tenho essa estranha raiva de vocês, e não me importo com o que tenha acontecido quinze ou duzentos anos atrás, a tradição rege nosso feudo, não o rancor, estou diante de algo que nunca lidei, e não confio nem em você e nem em Aoi, mas é visível que você é um líder mais ponderado do que aquele mau encarado... – o Takashi respondeu ainda olhando os novos desenhos e Uruha sorriu levemente – sabe ler algo escrito em uma linguagem usada pelo santuário? – perguntou de vez.


–Hum... basicamente nossa linguagem de escrita tem a mesma origem, algumas diferenças por causa do tempo, mas sim, conseguiria entender parcialmente algo de lá – o loiro assentiu, o general haniano parecia alguém mais fácil de lidar do que o moreno.


–Hum... – Sakamoto estreitou o olhar, ponderando se deveria ou não confiar no outro. Respirou fundo, o Takashima tinha mesmo uma aura que conseguia fazer com que se pensasse em alguém honrado e confiável ao olhá-lo – sei que sabe muitas coisas que escondes de nós, mas espero que o voto de confiança que lhe darei agora, possa fazê-lo reconsiderar falar mais... tenho um livro que foi tirado do santuário há quinze anos, veio junto com os pertences do meu pai quando nossos exércitos foram socorridos pelos monges e sacerdotisas, pedi para que o general de Ogata enviasse alguns homens para que trouxessem alguém de lá sem que Hana fosse incriminada por isso e junto com os desenhos ele me enviou uma mensagem falando que uma sacerdotisa estaria chegando em Hana em dois dias, são mensagens enviadas por pássaros por isso não têm detalhes, mas não sei se devo confiar no que ela dirá, por isso, conto com você para que me diga se ela está ou não nos dizendo realmente o que está escrito. Se soubesse que era capaz de tal coisa nem precisaríamos nos arriscar, mas eu não tinha certeza se poderia ou não confiar em vocês, então...


–Entendo, já fico feliz em saber que acredita o suficiente em nós para me confiar isso. Quer que eu veja o livro agora ou apenas quando a sacerdotisa chegar? – perguntou em um sorriso animado, finalmente parecia estar fazendo algo certo dentro daquela confusão toda, realmente Hana era um feudo bem menos tenso do que Shiroyama.


–Prefiro que tudo seja feito quando a sacerdotisa chegar, se não se importa – Saga respondeu de modo educado, algo não muito usual de si, mas o loiro, apesar da exaltação do dia anterior, lhe transmitia um requinte sem igual – peço para que mantenha segredo de Aoi-san e .... de Shou-sama e Nao-san


Uruha se sentiu confuso e se decepcionou ao ouvir aquilo, via que estava sendo envolvido novamente em mais um jogo de guerra... mas tinha que aceitar, era assim que os estrangeiros faziam... era assim que teria que fazer.


–Sim, eu mantenho – assentiu — quanto aos desenhos, eu não sei exatamente para quê serve isso que estão construindo, mas... aparentemente já está quase terminado – falou ao apontar a construção circular no centro do desenho.


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–Hum... – a pequena raposinha grunhiu ao ter o membro enlaçado pela boca do maior e deixou o corpo deixar na rocha úmida que despontava da água corrente da cachoeira. O sol queimava-lhe o rosto, mas era uma sensação de contraste gostosa com o frio da pedra em suas costas. Na noite anterior não estava em si, não acreditava que tinha deixado o outro fazer tudo aquilo consigo e desmaiara lá pela quinta vez que o feitiço o impedira de pensar direito e o fizera se entregar às perversões estranhas do ameniano.

Não queria pensar no que seu pai diria se soubesse que fora enfeitiçado por um demônio de Akai Ame e que estava naquela situação vergonhosa com este. Seu pai era humano e sua mãe meia raposa, mas com certeza o rígido senhor era bem mais assustador que a loira baixinha de olhos brancos.


Tinha que dar um jeito de se livrar daquele feitiço, nem se quer resistira quando o maior o acordara e o levara nos braços para um banho... que tinha acabado daquele jeito vergonhoso novamente...


–Hum... ah... – gemia sem conseguir deter por mais que mordesse o lábio inferior, sua fera urgia dentro de si, mas ele não a liberara e nem deixou-a controlá-lo, ela mesma parecia esgotada demais para assumir seu corpo, ou apenas contentada demais em receber parte do prazer onde estava.


Reita apertou as coxas delicadas do companheiro e massageou a virilha deste enquanto continuava a afundar o membro rígido e pulsante do menor em sua boca, mas antes que este gozasse o puxou para baixo, fazendo-o escorregar para dentro da água fria, beijando seus lábios rapidamente, seu shaman em seus braços se ascendendo. Virou o pequeno em um movimento rápido, deixando o peito deste se encostar na pedra úmida e apertou o quadril por debaixo da água, roçando sua ereção nas nádegas deste e fazendo esta encontrar sozinha a entrada entre elas, se enfiando de uma vez para dentro do pequeno, arrancando um gemido alto deste.


–Ruki... – sussurrou em seu ouvido antes de dar a primeira estocada, a água da cachoeira atrapalhando um pouco na fricção, mas não se conteve por isso, continuando a entrar e sair do outro com vontade. As garras do hibrido tentaram se agarrar à pedra molhada, e ao não conseguirem foram para trás, se fincando nos ombros do outro, as costas colando-se no peito do maior.


Reita sentiu o arranhão ser feito perto demais de suas marcas, mas não quis parar de se arremeter contra o pequeno. Mordeu a orelha deste e tentou fazê-lo votar à rocha e lhe soltar os ombros, mas este se negou em um grunhido rouco, e ao invés de conseguir com que ele o soltasse, as garras foram mais para baixo e arranharam sem dó seus círculos rubros.


Akira rugiu de dor e sentiu seu corpo e sua mente desfalecerem, parou qualquer movimento dentro do pequeno e a correnteza começou a levar o corpo sem forças, descontentando-o do corpo menor.


Ruki abriu os olhos alarmados com o grito que ouviu, e assim que sentiu as mãos fraquejarem e o contato atrás de si se findar virou-se assustado, pegando o corpo maior pelo pulso antes que este fosse levado pela corrente de água.


–Ei! O que foi? – perguntou ao ver o ameniano respirar com dificuldade, encostou as costas deste contra a rocha e o manteve lá com o prensar de seu próprio corpo nu – ei... o que foi?


–Pequeno... – o maior sussurrou e fechou seus olhos, tentando canalizar algo para cicatrizar de uma vez suas feridas nos braços. E quando estas se fecharam os olhos escuros voltaram a se abrir, encontrando os orbes brancos de pontos negros preocupados consigo. Levantou a mão ainda fraca até o rosto de seu companheiro e acariciou a bochecha fofa, sorrindo levemente de lado — está tudo bem... só é um lugar errado para se arranhar ok? – ditou em um humor fraco.


Ruki piscou os olhos algumas vezes, por que estava preocupado com aquela coisa? Tudo isso era por causa desse feitiço estranho? Como se livraria dele?


–Idiota! – xingou o maior, se desgrudando deste e saindo apressado da água, mas fora ao pisar em terra firme que suas pernas bambearam e uma pontada forte em seu íntimo o fez gemer de dor – maldição! – praguejou ao se colocar de joelhos e levar a mão ao meio das nádegas, como se aquilo fosse ajudar a dor a passar.


Reita se equilibrou, ainda meio atordoado, dentro da correnteza, nadando nesta até chegar a margem, se recuperando momentaneamente e sentindo-se voltar ao normal. Respirou fundo e andou até o hibrido ainda ajoelhado no chão, pegando-o no colo como se fosse seu bichinho e levando-o para dentro da caverna.


–Seu imbecil, idiota filho de uma marreca cuspideira... – Ruki praguejava – deixe só eu me livrar desse maldito feitiço que você jogou em mim pra você ver...


Reita sorriu e pousou o pequeno no futon. Não deu chance para o menor xingá-lo mais e roubou-lhe os lábios em um beijo. Levou as mãos até o quadril deste e canalizou sua energia ainda que ela não estivesse totalmente estável, era só para aliviar a dor, não teria perigo.


–Pronto, melhor? – sorriu para o meio youkai raivoso e enfezado, levantando-se e puxando-o para se por de pé.


Ruki ia dizer algo, mas percebeu que a dor sumira, tocou a própria bunda a procura de algo e realmente não estava mais dolorido.


–Você é realmente bom em feitiços! – comentou em um murmurar surpreso, procurando suas roupas pelo local.


–Não são feitiços propriamente ditos – Reita respondeu – e onde o senhor pensa que vai? – perguntou ao companheiro, voltando a se colar nas costas deste. Ruki se retesou e grunhiu, se voltando para o maior com rapidez e ameaçando cortar o local onde tinha visto aquelas marcas aparecerem com suas garras – Ruki? Meu pequeno?


–De algum modo você fica fraco quando atingem isso, certo? – estreitou os olhinhos brancos – tire esse feitiço estranho de mim agora se não quiser que eu te mate – ordenou.


–Que feitiço? – o maior perguntou em tristeza. Experimentava naquele momento um dos problemas de escolher um companheiro não ameniano. Reita jamais seria capaz de machucar seu pequeno, por não poder pensar assim e por seu shaman o bloquear se chegasse a pensar nisso, sequer se defenderia de qualquer ato que o menor chegasse a infligir em si, mas o meio youkai não teria o mesmo comportamento para consigo.


–Esse que você lançou em mim, e essa coisa que você colocou – apontou para o desenho negro no lado esquerdo do peito – tire tudo – continuou em um vociferar irritado, pressionando a garra do dedo indicador com mais força , começando a perfurar novamente o local. Os círculos rubros voltaram a aparecer.


–Não tem como ...- Reita assentiu, fechando um olho com a dor — ... não é feitiço, isso é a minha marca... você é meu companheiro, pra sempre, devemos ficar juntos e sermos um do outro até que nossos dias acabem e...


–Eu não sou nada seu, tire isso agora – Ruki gritou, ameaçando cortar mais, porém foi ao mirar a expressão triste e doída do maior que bufou em ira e retirou suas mãos dos braços dele – maldição! Por que eu estou fazendo coisas estranhas?


–Meu pequeno... – Reita tentou chamá-lo.


–Não me chame de seu pequeno, eu não sou nada seu e... – mirou novamente o ameniano nu a sua frente, pontos de sangue escorrendo das feridas nos braços, algumas feridas nos ombros já cicatrizavam, arranhões no peito e mordidas no pescoço e barriga... ele tinha feito aquilo? Vestiu a parte de cima de seu kimono e o amarrou com pressa, a vestimenta chegando penas até o meio das coxas, mas serviria. Se pôs para fora da alcova, correndo, rápido....


Foi quando percebeu que em poucos minutos estava longe, longe demais... rápido demais. Estacou no meio da mata, olhando para trás... esperava que ele o seguisse?


–Idiota! – vociferou e se pôs a correr novamente, rápido de mais, como nunca fora capaz de correr.


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–Pensei que estaria fodendo um de seus demônios... – ouviu a voz do menor em sua direção, e sabia que não seria bem recebido. Os demais soldados shiroyamianos começando burburinhos ao redor da arena aberta onde o general treinava.


–Ah! Sim, eu já cuidei disso – rebateu em uma provocação inédita para si, talvez estivesse mesmo ficando como os estrangeiros.


Aoi estreitou os olhos e empunhou a espada.


–Então está em condições de treinar – afirmou em uma voz rude ao loiro.


–Sim, estou! – Uruha assentiu, levando os braços para o alto, cruzando-os e fazendo suas espadas finas se formarem em suas mãos.


Mais ao longe o general Saga e Naoyuki observavam o confronto noturno ao lado de Shou sentado a uma almofada em um altar rodeado de alguns servos e soldados. Hiroto chegara ao local naquele momento, e colocou-se em um canto afastado do senhor de Hana, encostando-se em uma das paredes do grande quadrado a céu aberto. Todos os olhos observando o treino do exército shiroyamiano que agora parecia ter se tornado um embate.


Kouyou respirou fundo, tinha pensado em algo aquela tarde, e achava que podia usar a facilidade de descontrole do calor para testar... seria arriscado, mas poderia dar certo, só precisaria se esforçar mais e para isso precisava estar sob mais pressão, por isso escolhera invadir o treino do general já durante a noite, era a hora que ficava mais difícil se controlar.


–Pode pedir para que todos me ataquem? Quero tentar algo. – Uruha pediu em um tom educado, mas firme. Provocou seu shaman para que ele acendesse em suas pernas, já não fazia mais sentido se importar em mostrar aquilo.


Aoi estreitou os olhos, seu intimo queimando em ira, não gostava de ser afrontado por ninguém, muito menos por aquele demônio vulgar. Mas se o loiro estava tão desesperado para se machucar, quem seria ele a negar?


–Cerquem-no e tragam-me um pedaço da perna desse demônio despudorado, vamos ver se ele continua mostrando-as depois disso – ordenou em um grito e logo dez de seus soldados se organizaram em circulo ao redor do líder ameniano.


Tensão. Uruha abriu os olhos, franzindo o cenho ao sentir que seu shaman urgia com as intenções assassinas para si. Poderia atacar se quisesse, mas não queria poder atacar por aquele motivo, tinha que ser porque queria, tinha que querer atacar e não ser bloqueado por isso. Mirou os olhos negros do general e todos os soldados se moveram para lhe acatar a ordem. Desapareceu em uma rajada de vento. Os samurais se desorientaram, mas assim que reapareceu na lateral, estes foram para cima de si mais uma vez. Se desviou de uma espada, bloqueou outra, atacou um terceiro que vinha às suas costas, ainda não era o ataque que queria. Se deixou levar um golpe no braço, a dor do corte provocando mais seu descontrole, não o barrou, não o controlou, foi para cima de três samurais e ameaçou atacá-los, mas parou sua espada antes de tal coisa, ao perceber que mirava seus pescoços e os queria mortos. Não daquele jeito, ainda não era assim, tinha que achar um meio termo, um descontrole controlado era o que queria.


Suas marcas vermelhas brilhavam e repentinamente dois amenianos apareceram no canto da arena, estavam fora da barreira quando sentiram o shaman do líder e tinha ido vê-lo.


–Uruha-san... está possesso? – um deles perguntou.


–Não completamente, seus olhos e cabelos ainda estão normais, mas as marcas estão reluzindo... está na fronteira – o outro respondeu — ... é arriscado... ele...


Uruha fechou seus olhos, tentando diminuir seu nível de estresse e saltou para trás, novamente os dez soldados estavam diante de si, alguns metros à frente. Se sentia bem daquele jeito, precisava testar. Soltou suas espadas e usou sua energia em excesso ao fazer as armas dos soldados se desprenderem das mãos de seus donos, deixando-os assustados. Lançou as armas para os lados, estas se fincando no chão, bem longe dos homens. Respirou fundo e voltou a formar suas lâminas em suas mãos, fitando o grupo de samurais desorientados. Não tinham intenção assassina, não tinham arma, não ofereciam perigo...


Seu shaman se acalmou, mas ele o provocou, o manteve possesso, se lembrou de coisas ruins e realmente quis que parecessem ruins, se forçou a desejar aqueles soldados mortos e quando seu shaman o paralisou e sua cabeça doeu se forçou a ir adiante, contra a dor e contra o bloqueio. Seus olhos chocolates se tornaram vermelhos e ele soube que começara a se auto infligir possessão quando as vozes em sua cabeça começaram a ecoar em tudo quando era lado, as barrou, elas o deixariam louco, elas eram o lado mal daquilo... as bloqueou e foi direto para o grupo de samurais.

Não foi possível para estes se defenderem, o ameniano era tão rápido que mal podiam ver um vulto e quando perceberam tinham suas armaduras atingidas e seus corpos projetados para trás. Logo todos estavam ao chão, e o último chegou a ser arremessado para perto do general mais ao canto.


Aoi olhou para seu subordinado caído ao seu lado e voltou a encarar o loiro no meio da arena. O shiroyaminano, meio atordoado, tentou se levantar, não conseguia ver as coisas direito e acabou por pegar a adaga que levava consigo, indo para cima da figura turvada diante de si, sem se dar conta de que não era o ameniano e sim seu próprio superior.


Yuu estava distraído como nunca estivera diante da velocidade com a qual o loiro derrotara dez de seus melhores homens. Quando notou a presença desorientada ao seu lado este já estava próximo e ao se defender teve um corte em seu braço.


– O que está fazendo soldado? – rugiu para o subordinado que balançara a cabeça em confusão, só então conseguindo enxergar direito e mirando o olhar negro do general para si.


Tarde demais.


Os olhos vermelhos do ameniano viram toda a cena em câmera lenta e seu shaman urgiu, saiu do controle ao ver o general ser ferido, uma mecha de seu cabelo começou a adquirir a coloração negra e num instante o loiro desapareceu.


O local ficou em completo silêncio quando o líder ameniano surgiu ao lado do pobre soldado confuso, as espadas finas deste se encravaram nas laterais desprotegidas da armadura do samurai, perfurando suas costelas e pulmões.


Kouyou retirou suas armas do local e o corpo do homem caiu ao chão, partindo o silêncio geral da arena.


Uruha abriu seus olhos, o tom avermelhado voltando ao chocolate e a mexa negra voltando a ser loira, suas espadas cairiam e antes que atingissem o chão se dissiparam no ar. Mirou o corpo desfalecido do soldado ao chão e se alarmou, colocando-se de joelhos e canalizando sua energia, pousando-as sobre as laterais feridas e tornando a fechar seus olhos. Logo voltou a palma para a boca do homem caído e este se contorceu em um segundo, arfando por ar.


O líder loiro respirou fundo, aliviado e cansado, se deixando sentar no chão, passeou as iris em volta, encontrando os olhares atentos e assustados de todos ali para si. Suspirou e olhou para o lado, os orbes negros o fitando em um misto de ódio, raiva, surpresa e por que não admiração.


–Desculpe – o loiro começou em uma voz baixa – parece precisar de um pouco de prática, mas acho que conseguimos...


Yuu estreitou o olhar, fitou os olhos achocolatados, a pele alva, a boca rosada, as coxas à mostra, os sinais vermelhos nela e voltou para os olhos... nada disse, apenas deu às costas e se pôs em passos firmes para fora da arena. O soldado antes desfalecido se levantando aos poucos e então mirando alarmado o loiro ao seu lado.


–Desculpe por isso – Uruha pediu, colocando-se de pé e também se rumando para fora do local, sendo seguido pelos dois amenianos que tinham vindo assistir a luta.


–Tudo bem, Uruha-san? – um deles perguntou.


–Tudo... tudo correu bem, só esse final que... não sei o que aconteceu, mas... acho que já sei como atacamos por vontade própria – o loiro ditou em um tom triste... sabia que teria que ser assim... estava deixando de ser quem era... para se tornar algo como eles... só esperava não ter o mesmo destino que seu pai e os guerreiros dele tiveram quinze anos atrás.


“Vai ficar tudo bem... vai ficar...”



Notas finais
ooooooooooooooiiiiiiiiiiiii
e então, como ficou?
A trama já ta bem mais desenrolada neh? OU não? O.O
AH! Ruu-sama me cobrou pro MP o cap, desculpe o atraso linda, fds movimentado! O.O . Mas li o cap de QUimera pelo meu cel, só ainda não deixei review, pq pelo céu é triste!
AInda veio domingo certo? Tarde mais veio! o/
Então gente, essa fic ta programada para ter 22 a 24 capitulo, ou seja, estamos na metade... se tudo der certo vamos terminar ela bem rapidinho neh? o/
Então vamos lá? Reviews lindos e amorosos fazem dedinhos trabalharem mais rápidos e caps virem mais rápidos também... hohohoh
Próximo cap : Lemon AxU .... mas de um jeito singular já aviso... :D
Reviews?
AGradecimentos especiais a Yuuki q venceu a macumba do Yuuto e enviou uma segunda recomendação para a Vijukei * reverencia* junto com as recomendações de : Paola R ,Lolly_chane Takashima Lissa ,Havena, Catarinne e Ruu-sama já são 7 recomendações lindas! Valeu fofas! *-*
Azumi-chan:Invadindo aqui também,então depois desse cap gaaandãooo que minha flor postou no domingo vale um reviewzinho fofo pra ela né????*-*
Beijinhooos a todos os leitores de Vijukei =]