Vijukei No Monogatari

7 Capítulo 6 O ataque e a resolução


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiii gente
*pula*
Como vcs estão?
Cap de hj fresquinho pra vcs, eu revisei pra corrigir os errinhos, mais tarde minha anjinha (Azumi) vai passar e dar uma invasãozinha na minha conta pra consertar o q passou aos meus olhos....
U.U
Agora ao cap neh?
;D
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Azumi-chan: Oie Gente,eu disse a minha flor que eu queria betar aqui mesmo hoje porque dai eu ja dava uma faladinha aqui,néh eu ja invado a continha dela mesmo!hehe
Enfim só desejando uma ótima leitura e já avisando......o cap tááááá óóóótimoooo!♥

Capítulo 6 – O ataque e a resolução


Os olhos brancos de ponto negro o observavam do jeito acuado e desconfiado de sempre desde que o pequeno híbrido havia descoberto sobre os rumores sobre si e seu povo.


"Não ouse aproximar suas mãos de mim de novo"


Fora o que Ruki dissera no final da tarde do dia seguinte ao da sua chegada, e desde então se mantinha em uma defensiva torturante ao ameniano loiro de nariz coberto.


Ruki, assim como Fukaku havia prometido, tinha sido solicitado como servo dos líderes do exército de Akai Ame e apesar de Reita ser praticamente o único a quem servia, já que a liderança se resumia a ele e a Uruha — que nunca solicitava seu trabalho — o pequeno se mostrava bastante desgostoso e enfurecido com o novo cargo, ainda que suas atividades como mensageiro fossem prioridade caso necessárias.



"Eu não sou um servo, sou um mensageiro. É isso que ganho por ser legal com seres estranhos como vocês!"



Resmungou ao maior quando fora servi-lo, mas suas reclamações cessaram assim que percebeu que o ameniano não tinha ideia do que ser um servo queria dizer, e apenas cobrava a companhia dele, não fazendo-lhe pedido algum . Parecia muito mais que o enfaixado queria apenas um amigo e não um servo, fora o que o pequeno pensara, até dois dias antes quando ouvira a conversa de alguns soldados sobre o episódio que havia ocorrido entre Aoi e o líder ameniano.


Desde aquele dia havia colocado uma barreira entre si e o maior, olhando-o sempre de maneira desconfiada e se afastando toda vez que este ameaçava se aproximar. Às vezes até mesmo se mantendo totalmente calado e ignorando qualquer conversa que este tentasse começar.


O pequeno se sentia ridículo por pensar que o ameniano queria sua amizade e sua opinião quando na verdade o "sodomita" estava sem dúvidas com segundas intenções. Como se já não bastasse a forma com a qual sempre fora tratado por ser meio youkai, agora também tinha que aturar ser visto como fêmea? Jamais.


O ameniano podia ser forte, mas ele também era, se o faixudo tentasse qualquer coisa não pensaria duas vezes antes de pela primeira vez atacar alguém e arrancar sua cabeça fora.


"Não ouse aproximar suas mãos de mim de novo"


E bastaram aquelas palavras para Reita entrar em uma incrível tortura pessoal ao desejar mais que tudo tocar o pequeno, e se contendo, receoso em desagradar o menor. Nada de abraços , nada de toques, nada de conversas... na verdade nada de se aproximar em qualquer sentido. Planejava reconquistar a confiança deste, não sabia que o híbrido reagiria tão mal àquilo, mas deveria saber que sendo um habitante de Shiroyama não importaria a raça... os pressupostos e cultura estariam impregnados.


Não que aquilo parecesse fazer seu íntimo desistir. Tinha escolhido o pequeno para companheiro, e este o seria... só tinha que achar um jeito de fazê-lo aceitar. Infelizmente, o tempo não estava sendo muito seu amigo, já que teria que marchar de volta no dia seguinte e não tinha feito nenhum progresso.


Se admirava que ainda não tivesse agarrado-o e tentado seduzi-lo de todas as formas possíveis, sua natureza e Shaman sempre foram impulsivos e ser negado ou rejeitado não era algo com que estivesse acostumado. Jamais forçaria o menor a nada, mas não imaginava que seria capaz de passar suas noites sem companhia e reprimir seu apetite sexual ao ponto de esperar pacientemente qualquer atenção que o meio youkai decidisse lhe dar. O ameniano chegara à conclusão que amar era ser estranhamente masoquista, já que estava prejudicando seu corpo e seu coração ao colocar o bem-estar e decisões do outro acima das suas. Inusitadamente, se fosse o seu baixinho, até mesmo estar no mesmo cômodo já era suficiente para mantê-lo são. Entretanto, durante as noites era que seu corpo reclamava e se via obrigado a uma consolação solitária, coisa que não fazia desde que tinha 13 anos de idade.


Odiava a ideia de que iria embora à manhã seguinte e ficaria distante daquele que queria como companheiro, já tramava em sua mente modos de fugir de sua vila durante alguns dias e correr até Shiroyama, ainda que fosse arriscado, apenas para ver o menor, mesmo assim... se pudesse ao menos receber qualquer carinho deste para que a saudade não o torturasse tanto até levar o exército ameniano para casa e sair de sua vila...

Entretanto, duvidava que tal coisa fosse possível, não com a desconfiança que brilhava nos olhos brancos de ponto preto que o fuzilaram assim que entrou em sua acomodação.


–Boa noite, Ruki-san! — o maior sorriu, ainda que o cumprimento não lhe fosse respondido há dois dias.


–Só vim para saber se o senhor vai precisar de algo, caso contrário, peço permissão para ser liberado de minhas obrigações como servo — o hibrido arguiu em indiferença, sentado sobre seus tornozelos ao canto do quarto do maior.


–Eu... – Reita se adiantou, aspirando fundo e se decidindo por voltar a ser quem era e ao menos dar um último abraço forçado no baixinho. Mas Ruki se levantara em um solavanco, se afastando para trás e levando as mãos de garras pequenas e afiadas à espada média que carregava sempre consigo. Reita parou — ... não, não preciso de nada – assentiu tristemente com a recusa do menor.


Takanori nada disse, apenas passou ao lado do Suzuki e se dirigiu à porta do local, correndo a estrutura fina para o lado, abrindo-a, se demorando no batente quando ouviu a voz do outro ainda se dirigir a si.


–Nós vamos embora, amanhã... – Reita começou, virando-se para a entrada do cômodo e mirando as costas pequenas cobertas por um kimono escuro e folgado – Uruha já ordenou que partíssemos assim que o dia raiasse ..eu... eu...- receou ser muito ousado e acabar por afastar o menor mais ainda de si, porém tinha que tentar – eu... gostaria de voltar a Shiroyama para te ver quando nosso exército já estiver em casa... aceitaria se encontrar comigo?


–Não volte a Shiroyama, você será morto, e eu provavelmente irei para o campo de batalha, não estarei aqui – a voz grave e melodiosa do menor respondeu de modo firme, este ainda não se virando para encarar o ameniano, partindo o coração deste mais uma vez.


–Eu posso te encontrar no campo de batalha – Reita continuou a argumentar, pensar em seu pequeno no meio daquela guerra e sem ele para protegê-lo era... inaceitável.


–Pare de me tratar como uma fêmea – Ruki rugiu ao se virar e fitar o maior novamente com seus singulares olhos – eu não sou uma mulher, e ainda que você e seu povo tenha gostos estranhos eu não compartilho disso – estatuou por fim, dando um passo em direção a Akira, mirando os orbes deste despencarem em um misto de tristeza e revolta – eu não preciso de proteção ou do que quer que seja que você pensa em me oferecer, me deixe em paz.


–Eu não posso te deixar – Akira arguiu em um tremor estranho – você... você é meu companheiro – estatuou em um misto de firmeza e necessidade. Doía, aquelas palavras de rejeição, doíam! Devia esperar que o shiroyamiano não entendesse o que suas palavras significavam... mas ainda assim...


–Eu não sou nada seu – o menor rebateu.


E fora ao encarar àquela frase que o maior pela primeira, vez em todos seus 28 anos de vida, quis chorar. Seus olhos lacrimejaram e ele sabia estar fazendo um papel idiota na frente do seu amado, por isso engoliu a dor em seu peito e se virou de costas. Não acreditava que aquilo um dia aconteceria consigo, lembrava dos pobres amenianos “rejeitados” por seus amados ou amadas, nunca pensou que se tornaria um deles ....


–Entendo... adeus! – se despediu sem encontrar a força para olhar o pequeno mais uma vez.

Fora divertido se apaixonar, fora divertido aproveitar o jeito adorável e arisco de seu baixinho... já sentia falta dos poucos dias que teve com o shiroyamiano. Para quem era acostumado a uma vida agitada e cheia de belos nekos na cama... até que tinha se machucado bem rápido e fundo por alguém que sequer chegou a tocar.


Ouviu os passos leves do pequeno hibrido se distanciarem, e aguardava apenas ouvir o barulho da porta ser arrastada para se permitir a inédita de desabar em choro.


Mas para a surpresa do Suzuki, a porta se arrastou e se fechou, porém a presença do menor não se afastara. E fora ao se virar para verificar o que tinha acontecido que teve a agradável reação inesperada do meio youkai que praticamente se teletransportou para o seu lado e envolveu os braços pequenos em seu pescoço de forma rápida.


–Isso não muda o que eu disse, é apenas uma despedida, você e seu povo foram muitos gentis comigo desde o começo, e sinceramente nunca recebi tanta educação e consideração de ninguém, então... – Ruki começou, agarrando as garras levemente no tecido da roupa do maior. Akira sentia que o pequeno tremia, talvez por nervosismo, mas o jeito como suas bochechas coraram quase o fizera agarrá-lo ali, ainda que fosse a força – provavelmente nunca mais vamos nos ver, e eu nem sei se estarei vivo nos próximos dias por isso... – desviou o olhar, o rosto vermelho e os lábios trêmulos — ... não ouse se empolgar e fazer nada, não se mexa e não coloque suas mãos em mim – ditou ao fitar os orbes castanhos do maior novamente, fazendo-o parar seus dedos que impulsivamente já se levantavam para enlaçar a cintura do híbrido autoritário – entendeu?


E Akira apenas assentiu, sendo praticamente hipnotizado pelos orbes brancos do menor enquanto seu coração parecia querer saltar de sua caixa torácica em uma esperança plena.


Os lábios do pequeno recearam um pouco no momento em que este inclinou sua cabeça em direção ao maior, e ficar na ponta dos pés para aquilo lhe pareceu apenas tornar a situação mais constrangedora. Não era virgem, apesar do compromisso arranjado, tivera uma única experiência sexual quando fez 18 anos e seu pai o levara a uma casa vermelha. Depois daquilo seu noivado com uma garota ainda desconhecida para si fora firmado e ele prometera se manter limpo até o dia do casamento. Mas ... por algum motivo... apesar dos pesares... sentia que devia ao menos aquilo ao gentil e estranho ameniano que mesmo estando diante de um suposto inimigo teve a decência de perguntar suas intenções e tratá-lo com educação e afeição ao escoltá-lo até seu senhor. Devia isso ao estranho ameniano que ainda que fosse com um intuito específico sempre o recebia como se fosse a pessoa mais importante do mundo e o pedira como servo apenas para ficar conversando consigo e ouvindo histórias de sua diferente família e infância... devia ao menos aquilo. Ainda que o ameniano fosse um sodomita e insistisse em lhe cortejar... o envergonhando e o irritando daquela forma... lhe devia ao menos aquilo.


Uma despedida, uma única despedida. O que custava? Um beijo não era tão ruim assim! Não se tornaria um sodomita por aquilo.


Ruki juntou sua boca à do maior em um toque leve, testando, fazia tempo que não fazia aquilo, e ainda assim sua experiência se resumia a uma rameira qualquer. Tentou não pensar que estava beijando outro homem, e se surpreendeu quando seu corpo não sentiu asco com aquilo. Fechou os olhos e pronunciou a língua para a pequena fenda dos lábios do ameniano, adentrando a cavidade com receio, mas deixando-se a vontade quando encontrou a umidade da língua alheia, massageando-a lentamente e finalmente se soltando ao movimentar sua cabeça para o lado para assim iniciar o beijo de verdade.


Reita sempre fora impulsivo e árduo em relações, mal acreditava que estava mesmo sentindo a maciez e o gosto da boca do outro na sua, sabia que involuntariamente seu corpo se exaltaria, seu Shaman já urgia para uma satisfação mais íntima e diferente de Uruha ele não era tão bom assim em controlá-lo, entretanto... pelo o seu pequeno, porque ele pedira, fechou suas mãos em punhos cerrados, impedindo-se de tocá-lo, assim como este havia ordenado. Ruki ainda iria deixá-lo louco, mas se fosse para enlouquecer daquele jeito... que a demência lhe consumisse então.


Ruki se pegou em um abandono estranho, seus pensamentos escorrendo para fora de sua mente e essa se tornando completamente branca para se redesenhar com um único pensamento latejante.


“O quero”


Seu olfato foi inundado pelo cheiro amadeirado do mais velho, suas garras se apertaram mais em suas vestes antes de sentir suas presas crescerem modestamente e perfurar acidentalmente a língua do ameniano em sua boca. Sentiu o gosto do sangue e ele era diferente... saboroso... delicioso na verdade. Não importava mais pais, noiva, cidadania, pressupostos, preconceitos... sua fera pela primeira vez se mostrava inclinada a lhe dominar... e ela o queria, o queria muito.


Os braços pequenos puxaram o maior para se colar em si, e as pernas escalaram o quadril do ameniano como se fosse um bichinho, lento, se agarrando mais ao corpo mais alto que o seu, enlaçando sua cintura e se segurando em seus ombros, não ousando separar o ósculo, provando e sugando mais da língua ferida contra a sua.


O que quer que tivesse dado no meio youkai tinha acabado com toda a determinada tentativa do ameniano em seguir suas ordens. Pois foi ao sentir seus corpos colados e as pernas deste o enlaçando que o maior levara suas mãos necessitadas e desejosas às coxas do pequeno, apertando-as com vontade e até mesmo a leve dor pela ferida em sua língua se tornava nada diante da excitação crescente que sentia. Não esperaria Ruki-san mudar de idéia. Não esperaria mesmo. Seu shaman urgiu desesperado e dessa vez ele se quer quis contê-lo, deixou que a conhecida temperatura o consumisse, símbolos gêmeos se desenhando prematuramente em cada lado de seus braços nus – geralmente aquilo só acontecia quando já estava dentro do corpo de algum neko e não com apenas um beijo mais quente.

Segurou o corpo menor com mais força, praticamente se materializando para perto de sua cama e em um segundo já estava imprensando o pequeno contra os lençóis, se roçando neste e embrenhando seus dedos até a amarra do kimono escuro.


O beijo foi cessado, os dois estavam ofegantes. Reita olhou fundo nos olhos do menor, notando os orbes estar acobreados e a íris um pouco maior. O olhar dizia que o queria, o queria assim como ele o desejava. Não se importava com o motivo daquilo... aproveitaria ao máximo e marcaria seu companheiro como seu...naquele momento.


Infelizmente não parecia que seria aquela noite.


O som do sino de emergência soou alto em seus ouvidos, e logo o barulho de explosão se fez ouvir, distraindo seu shaman quando este sentiu presenças ofensivas dentro de seu campo de alcance e intenções assassinas nelas. Se forçou a se separar do pequeno meio youkai, recebendo um estranho grunhido animal deste em reprovação, tendo as garras afiadas fincadas em suas costas, machucando-o.


–Ruki-san... – arfou, retirando com certo trabalho as mãos deste de si e forçando-as contra a cama — ... ataque... estamos sendo atacados – gritou baixo para o hibrido que por um momento franzira o cenho e mostrara as presas para si em desagrado – Ruki-san?


O Matsumoto fechou os olhos rapidamente e assim que estes se abriam suas íris tinham voltado a serem pequenas e negras dentro da órbita branca, suas presas diminuíram, voltando a serem quase imperceptíveis e este abriu sua expressão em uma exclamação surpresa pela posição em que se encontrava.


–Saia de cima de mim! – vociferou ao projetar suas garras da mão direita para ferir o maior, arranhando-o abaixo do estranho desenho em seu braço e fazendo este recuar rapidamente para trás, se afastando em um vulto.


“Quase!”


Akira arfou em pensamento, com certeza seu companheiro era bem arisco e perigoso, ainda quando parecia estar colaborando e desejando a mesma coisa que si, mais um pouco para cima e estaria com grandes problemas.


–Seu maldito, eu falei para não me tocar.... – o menor se apressou em gritar, sendo interrompido pelo som de mais uma explosão -... o que está acontecendo lá fora? – perguntou ao se levantar e correr em direção a porta, abrindo-a com rapidez e força, encarando uma fumaça escura cobrindo o céu enquanto movimentações exaltadas pareciam se espalhar.


–Aquela não é a residência principal? – Akira questionou em seriedade atrás de si, não obtendo resposta antes que o meio youkai se dispusesse a correr em direção a origem da fumaça, sumindo em vultos rasantes. Reita entrou rapidamente em seu quarto, trazendo sua espada exageradamente grande consigo, seguindo o mesmo caminho que o menor.


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–Já tem algum resultado? – a voz impaciente do senhor de Vegas questionou ao seu general logo a frente de seu trono, diante de uma estranha mesa circular junto ao monge que aquele havia trazido há alguns dias.


–Algum resultado, Yuuto-san? – o monge Rui perguntou ao jovem general de cabelos mel que se mantinha assustadoramente concentrado em um símbolo arredondado no centro da pedra circular.


Yuuto não respondeu, apenas segurou a mão do religioso ao seu lado e reabriu o corte feito no dedo indicador deste, colocando-o no centro do estranho desenho e deixando o ponto central se banhar de sangue. Rui reclamou baixo e franziu o cenho, não importava o quanto o general estivesse lhe pagando, odiava aquilo! Sabia que boa coisa não era, podia não ser o monge mais correto e aplicado do santuário próximo a Akai Ame, mas reconhecia magia negra quando via.


Para Byou e Rui a mesa redonda parecia apenas isso, uma mesa, mas para Yuuto... imagens de dois lugares diferentes eram mostrados. Um meio sorriso satisfeito se abriu em seu rosto quando a figura do senhor de Shiroyama surgiu no meio de um quarto bagunçado. O velho senhor em defensiva, segurando sua velha espada contra o boneco de quem Yuuto pegava os olhos emprestados.


–Sim – assentiu.


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–Que merda é essa? – Saga perguntou retoricamente ao encarar os invasores diante de si.


Esperava chineses com espadas, mas aquelas coisas que tentavam invadir o pequeno santuário perto ao quarto de seu senhor não se pareciam em nada com chineses, e não seguravam espadas.



–Cerquem essas coisas, seja lá o que for! – o general de Hana ordenou, olhando para o Ogata ao seu lado que também mantinha uma feição surpresa.


–Eles são... bonecos? – Tora perguntou também retoricamente ao olhar as cinco criaturas completamente escuras, quase pretas, sem rosto ou vestimenta apesar da forma muito semelhante à humana.



–Não sei, só sei que temos que acabar com eles! – Saga vociferou ao empunhar sua espada — quais são as ordens para os seus homens?


–Ajudem os soldados de Hana e não deixe que nenhuma dessas coisas entre naquele santuário, Hiroto-san está lá, assim como Kazamasa-san – o tigre ordenou em alto e bom tom, também empunhando sua espada.


Para ambos pareceu estranho levantar uma arma para criaturas que não possuíam nada em suas mãos, mas não podiam arriscar... não sabiam do que aquelas coisas eram capazes.


Logo o cerco ao redor da pequena construção trancada se fechou e em uma comunicação muda os generais decidiram serem os primeiros a atacar, um por cada lado do semi-circulo formado pelos bonecos, acertando suas espadas em dois e cortando-os ao meio, não dando chance para os três restantes e também passando suas espadas através da composição semelhante à lama das criaturas.


–Fácil demais – Saga estranhou, parecendo ter sua opinião compartilhada pelo maior.


E fora ao terminar de falar isso que as partes cortadas dos bonecos começaram a se movimentar, colando-se e remodelando-se uma a outra, voltando a formar as cinco criaturas escuras de pé.


–Que merda é essa? – dessa vez fora Tora a perguntar para si. Era primeira vez que via algo como aquilo.


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O material elástico e mole moldou aquilo que seria um braço no formato de algo muito semelhante a uma lâmina, perfurando o peito de mais um samurai que corria desesperado ao tentar salvar o seu senhor, cercado por mais sete criaturas.


Fukaku golpeava e cortava cada um dos bonecos que ousavam se aproximar de si, mas a luta não parecia ter um fim já que estes se colavam e se remodelavam a cada pedaço que lhes era arrancado pela espada do senhor de Shiroyama.


–Droga! –amaldiçoou ao ver mais um de seus homens ser morto, se unindo aos demais corpos amontoados fora e dentro de seu quarto.


O ataque foi surpresa, já estavam próximo a residência principal quando foram vistos, e a explosão de dois dos dez bonecos havia feito estragos e desestruturado completamente a poderosa e elaborada defesa ao senhor do feudo militar.


–Pai! – Yuu exclamou ao chegar ao quarto amplo e destruído, vendo este se distrair ligeiramente e ser desarmado por uma das criaturas estranhas – droga! – xingou, nem mesmo dando alguma ordem para seus homens que o acompanhavam e partindo para cima dos bonecos invasores, cortando um por um antes de chegar ao senhor de Shiroyama já caído ao chão – o senhor está bem?


–Cuidado, Yuu... eles não morrem! – Fukaku respondeu em uma respiração difícil, sua cabeça estava doendo e sentia que queria perder a consciência, não sabia o que o tinha atingido, mas seu corpo estava queimando de dentro para fora.


Como esperado os bonecos se reergueram, sem nenhum arranhão ou dano, seguindo mais uma vez em direção ao senhor de Shiroyama. Yuu se levantou e empunhou sua espada mais uma vez, gesto imitado por seus homens que se apressaram em seguir o movimento de cabeça de seu general e atacarem as criaturas.


Aoi separou apenas um para si e tratou de golpeá-lo rapidamente, cortando-o, cortando-o e cortando-o, não dando tempo para que este se regenerasse, apenas continuou cortando o amontoado de lama em pedaços cada vez menores até que seu braço se cansasse. Encarou os micro-pedaços da criatura se moverem, tentando se remontar, não tendo sucesso.

Estreitou os olhos para o ser despedaçado e olhou em volta, para os sete restantes que lutavam com seus homens. Não poderia despedaçar cada um daquele jeito... tinha que ter um jeito mais fácil.


–Peguem os explosivos de Kai – gritou para os dois mais próximos de si – deixem ele comigo, só tragam os explosivos aqui, agora – ordenou ao assumir a luta que os dois travavam com um dos bonecos.


Parecia que finalmente a mania louca de seu irmão de ficar fazendo experimentos estranhos serviria para algo. Onde ele estaria que não estava ali? Suas acomodações não ficavam tão longe!*


–Não precisa disso! – sua atenção foi roubada pela voz conhecida atrás de si. E se virara momentaneamente para olhar a figura loira e andrógena perto de suas costas – só vai fazer mais destruição – Uruha continuou – posso ajudar?


–Não preciso da sua ajuda! – o general moreno rebateu, retomando a luta com o boneco que já havia se remodelado e o atacava com a imitação de um machado moldado no braço incompleto.


–E perder mais quantos soldados? – o ameniano perguntou, indicando com o rosto os corpos de alguns samurais ao chão.


Yuu olhara os corpos rapidamente e desviara o rosto, parecendo engolir algo muito difícil de descer por sua garganta antes de tornar a falar.


–Faça o que quiser – assentiu em uma ordem impaciente, terminando de vez com o ataque do boneco e o fazendo recuar.


–Sim – Kouyou assentiu em um sorriso aliviado, desaparecendo rapidamente da vista e da proximidade do moreno. Fazendo Aoi franzir o cenho e se perguntar para onde o maldito ameniano tinha ido.


Deu um último golpe na criatura a sua frente e olhou em volta, viu que o ameniano enfaixado havia chegado, junto ao mensageiro hibrido que seu pai tanto gostava, viu seus homens ainda lutarem contra os odiosos bonecos e seu pai desacordado ao chão... e antes que pudesse ter qualquer reação sentiu a sensação molhada em cima de si, seu cabelo e roupas ensopados. Os olhos se desviaram para o alto em tempo de ainda ver um pouco do grande volume de água que parecia flutuar no céu se desfazer em cima de si, de seus homens e dos bonecos.


Os orbes negros passaram-se pelo o local novamente, vendo as criaturas de lama se derretem e tentarem se remontar mais uma vez... sem sucesso.


Olhou a presença rápida, quase imperceptível, do loiro passar ao seu lado e este se agachar diante de um dos bolos de lama, procurando algo com os dedos no meio do barro, retirando de lá um pedaço pequeno de madeira que parecia ser enrolado por um fio de cabelo.


–O que é isso? – perguntou rudemente ao se aproximar do ameniano.


–Bonecos de lama... magia negra! – Uruha respondeu, se mantendo a analisar o objeto em suas mãos – poderia pedir para seus homens encontrarem todos esses núcleos e retirá-los da lama? Assim que eles se secarem podem se remodelar novamente se isso estiver por perto – explicou em um tom gentil e brando, voltando a se levantar, dessa vez caminhando até Fukaku, já segurado por Ruki e Reita que tentavam reanimá-lo.


–Retirem essas coisas de dentro da lama – Aoi ordenou rapidamente, se apressando em direção ao pai e chegando antes do loiro.


–Ele está bem, só parece ter desmaiado, mas vai acordar – Ruki respondeu a pergunta muda do moreno, que não se importou com a opinião do hibrido e se agachou até seu progenitor, testando por si mesmo se este ainda respirava – chame o destacamento médico – ordenou a mais um de seus subordinados, sendo prontamente atendido.


–Eu mesmo cuido do meu pai! – a voz de Kai se fez presente e este, um pouco desgrenhado, correu até o corpo desacordado do senhor de Shiroyama, testando rapidamente sua respiração, batimentos e pulso, verificando se não tinha nenhuma ferida séria – não tem nada grave, ele só está desacordado, vamos removê-lo para um quarto e esperá-lo acordar – Yutaka disse após poucos minutos – tragam um dos meus transportadores – ordenou ao pequeno destacamento médico que se aproximava.

Os olhos do Shiroyama mais novo passaram pelo o ambiente, mirando o que antes era o quarto de seu pai, alguns soldados provavelmente mortos no piso, se focando nos montes de lama que eram espalhados por alguns dos homens de seu irmão.


–O que aconteceu aqui? – indagou ao mais velho.


Entretanto este não o respondeu. Aoi se dirigiu a um dos corpos ao chão, parecendo sério ao verificar se realmente estava morto. Infelizmente comprovou a não existência de sinais vitais e ainda que soubesse que os outros estariam do mesmo jeito, se levantou e foi verificando um por um... mais rostos para lhe atormentar à noite.


O general moreno teve sua atenção roubada pela figura do líder ameniano que passou ao seu lado e se agachara até o cadáver do soldado que acabara de verificar.


–Não toque neles! – rugiu – não merecem serem sujos pelas mãos de uma aberração.


Uruha olhou para cima e encarou os já conhecidos orbes afundados em ódio e ressentimento, oferecendo um sorriso gentil e calmo apesar do tom do moreno e da ameaça deste ao segurar sua espada de modo mais forte. Ignorou a ordem e pousou sua mão direita sobre a boca do soldado, fechando os olhos levemente e permitindo uma corrente de ar adentrar o aparente desfalecido samurai. Logo este impulsionou seu peito para cima, despertando como uma vitima de afogamento ao inspirar desesperadamente. Uruha levou a outra mão a ferida do peito deste, pressionando o local e estancando o sangue, podia fazer sua energia cicatrizar o buraco interno do coração, mas realizar uma cicatrização externa iria exigir mais de si, devido ao número de corpos sabia que teria que poupar forças.


–Podem ajudá-lo? – perguntou a alguns dos demais servos do destacamento médico que pareceram em comum acordo pedir uma aprovação de Aoi antes de se moverem.


–O que estão esperando? Vão ajudá-lo – o futuro senhor de Shiroyama rugiu, sendo prontamente atendido. Uruha se levantou e se dirigiu a outro corpo, sendo seguido de perto por Aoi e pelos olhos curiosos dos demais soldados e o olhar analítico de Kai.


–Pode fazer isso por todos? – pela primeira vez desde que conhecera o moreno, Uruha o ouvira falar com um tom ameno consigo.


–Posso tentar! – o loiro assentiu sob o olhar reprovador de seu comandante e amigo de infância.


“Droga, Kouyou!”


Repreendeu mentalmente ao se dar conta do risco que aquilo poderia se tornar, ainda mais por perceber os olhos do general moreno se desviar para as coxas expostas pelo traje do líder ameniano, o cenho se franzindo ao ver as marcas vermelhas de seu Shaman.


–Ele está ressuscitando-os? – ouviu a ponderação exclamada do pequeno hibrido ao seu lado. E apesar da imensa vontade de ignorar o problema e sorrir para o menor, se manteve sério, se adiantou para o centro do local, impedindo que Yutaka se aproximasse de seu líder ao vê-lo se erguer e se inclinar para tal ação. Não confiava no chefe de pesquisa, por isso se colou na frente deste e levou a mão à espada grande em suas costas.


–Saia da frente! – Kai ordenou, se sentindo ultrajado com a barreira do comandante ameniano.

Logo os soldados de Shiroyama puxaram suas lâminas em notável ameaça ao loiro enfaixado.


–Não vou deixar que fique estudando o Uruha – Reita respondeu em um tom normal e calmo. Logo meia dúzia de guerreiros de Akai Ame pareceram surgir ao lado do Suzuki e apesar da vantagem numérica os samurais de Shiroyama recuaram significantemente pela entrada inesperada – não queremos briga, Kai-san, é só o senhor se manter longe enquanto o Uruha ajuda seus soldados, por favor! – tornou a pronunciar em calma e paz.


Kai estreitou os olhos para o loiro rapidamente, abrindo um sorriso falsamente amplo e gentil.


–É claro! Me desculpe, eu só estava curioso! – deu de ombros, dando o sinal para que os soldados baixassem suas espadas.


De repente a rivalidade entre os feudos pareceu se reativar por um curto espaço de tempo.


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–Droga! Isso não vai acabar nunca? – Saga praguejou para si, sentindo o contato das costas do general mais alto nas suas.


–Lama – ouviu a voz do Amano.


–Lama? – o menor perguntou ao reposicionar-se novamente e atacar mais uma das criaturas invasoras.


–Eles são feitos de lama – Tora explicou, também golpeando outro.


Saga estreitou os olhos e observou bem o local. Eram apenas 5 bonecos, e cerca de 30 soldados se contasse os de Ogata, ainda assim, o fato das odiosas criaturas se regenerarem estava revertendo o quadro de modo assustador já que o cansaço começava a abater a parte humana da luta.


“São feitos de lama!”


Se disse mentalmente ao anotar a observação do Tigre. Olhou para a fonte de água próxima ao santuário e procurou os olhos do Amano por um momento. Uma comunicação muda se fez entre os dois generais e Shinji sorriu satisfeito ao entender o plano.


–Joguem-os na fonte – gritou para os soldados antes de esperar o boneco a sua frente se regenerar e prender o pescoço deste em uma chave de braço, arrastando-o em uma corrida rápida até a escultura grande e arredondada de madeira, se desfazendo de sua espada para erguer o boneco e arremessá-lo dentro da água.


Logo os soldados fizeram o mesmo e a bela fonte se tornou apenas um amontoado escuro de água suja enquanto a lama se acumulava no fundo e cinco pedacinhos de madeira emergiam.


–Que bruxaria era essa?* – Tora perguntou em um suspiro cansado.


–Não sei! – Saga respondeu ao se aproximar e inclinar-se, pegando os núcleos em sua mão – verifiquem se Shou-san e Ogata-san estão bem! – ordenou aos samurais, e estranhamente tanto os seus quanto os de Ogata assentiram a sua ordem. Entretanto o Sakamoto estava intrigado demais com as madeiras enroladas de cabelo para notar.



–Fazemos um bom par, não acha? – Tora comentou em um sorriso que não pretendia ser malicioso, mas que assumiu essa feição na mente do menor que apenas franziu seu cenho e resmungou algo inaudível.


–O que eram aquelas coisas, Saga? – a voz do Kazamasa chamou sua atenção e Saga estreitou os olhos para este no momento que o viu ao lado do líder Ogata, segurando a mão deste de um modo íntimo demais.


–Bonecos feitos de lama com alguma espécie de bruxaria – respondeu, fitando o enlace das mãos dos lideres.


Shou ao perceber a situação soltou os dedos do menor rapidamente, se encaminhando ao amigo e general para analisar os pequenos objetos.


–Agradeço à proteção! Ótimo trabalho! – o Kazamasa assentiu em uma seriedade anormal.


–Sabe quem os enviou? – Hiroto interrompeu a estranha aura tensa que se instalou entre o senhor de Hana e seu general.


–Não, não sabemos, pensamos que fossem os chineses, apesar dos relatórios garantirem que eles permanecem imóveis, mas... – Saga começou a responder, sem deixar de olhar seriamente para o amigo.


–Se esse fosse o caso o ataque seria muito maior, entretanto.... – Tora continuou o raciocínio do Sakamoto, consciente da situação, dedicou um pequeno sorriso de lado para seu senhor ... conhecia o Ogata há muito tempo e sabia o que aquilo queria dizer. Pelo visto assim que os chineses estivessem fora das terras de Hana o feudo voltaria para as mãos de seu povo.


–Um ataque de apenas cinco e diretamente ao senhor de Hana... parece muito mais... – Saga completou.


–Um teste!- Tora finalizara.


–Um teste para quê? – Hiroto questionou.


–Não parece apenas um teste – Shou interrompera ao pegar uma das madeiras em suas mãos – uma daquelas criaturas tentou colocar um desses em mim, eles queriam algo mais.


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Seu corpo já reclamava, mas tentava não demonstrar cansaço apesar do suor gelado se fazer presente em sua testa, aquele era o último pelo qual podia fazer algo. Um total de 12 de 15 poderia ser bom para muitos, mas Uruha não se sentia feliz por três já estarem completamente mortos e impossíveis para si de se reanimar.


Se levantou, sentindo suas pernas fraquejarem um pouco, tremerem pelo uso excessivo de energia, não podia cair ali, muito menos na frente de tantos olhos de Shiroyama, menos ainda na frente dele. Já tinha feito algo muito arriscado em se mostrar daquele modo, revelar seu desgaste com aquilo era expor um ponto fraco seu e de seu povo.


–Reita – chamou baixo e o amigo não demorou em aparecer do seu lado, segurando sua cintura de um modo aparentemente íntimo, mas que não evidenciava a dificuldade do líder ameniano em até mesmo se manter de pé.


–Desculpe não poder fazer nada por eles – se dirigiu ao general moreno, que inesperadamente se mantivera calado e brando durante todo o tempo que levara para socorrer os samurais que aparentemente estavam mortos, ao inclinar sua cabeça em direção aos três homens que jamais iriam ver suas famílias novamente.


Yuu apenas assentiu, desviando o olhar, o orgulho lhe impedindo de ser mais educado com o loiro que salvara a vida de seus homens.


Uruha sorriu de lado, com certeza aquilo seria o máximo de agradecimento que conseguiria do general. Infelizmente o moreno ainda não tinha se desculpado, teria de cumprir sua palavra de marcha no dia seguinte... pena, pela primeira vez sentia que estava conseguindo ter ao menos um pouco da consideração do Shiroyama.


Logo os dois líderes amenianos desapareceram em um vulto rápido, os demais guerreiros também se retirando enquanto o local da batalha já era limpo e as vítimas retiradas.


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– E então? – Byou perguntou, ainda impaciente quando seu general tirou suas mãos e seus olhos da mesa.


–Um de dois, aparentemente o senhor de Hana é covarde demais para se dispor a lutar e preferiu fugir, os bonecos foram derrotados antes de concluírem – Yuuto respondeu em um tom indiferente.


–Hum... não é tão ruim! Quando vamos poder começar? – o senhor de Vegas perguntou ao passar a mão pelos cabelos ondulados e dourados.


–Em um mês! – o general respondeu, virando-se de frente para seu senhor.


–Tanto tempo? – Byou questionou em um olhar franzido.


–Corpos vivos são diferentes de bonecos de barro – o general se resumiu, olhando pelo canto do olho seu monge reclamar de algo baixinho ao mirar o dedo cortado.

Pegou a mão do religioso e levou o indicador ferido aos lábios, lambendo o sangue que escorria e pronunciando o dígito para dentro da boca.


–Se você for gentil assim todas as vezes que me pedir isso, eu nem reclamo mais – Rui sorriu em provocação, recebendo apenas uma sobrancelha erguida do maior.


–AH! Por favor! Vão para o quarto! – Byou bufou em tédio.


Yuuto sorriu de lado e estendeu a mão para o singular religioso que não tardou em pegá-la.


–Antes de irem se comer mande um soldado HUMANO até Gather Roses e peça a Kazuki para me enviar um garoto, da última vez que você pediu para Jin ir ele fez uma confusão que me custou caro – ditou em ordem e autoritarismo.


–A culpa não é minha se você acha que comprar cachorros estripadores é de utilidade, eu avisei que eu mesmo cuidaria do recrutamento de soldados! – Yuuto argüiu de volta, sem formalismo ou respeito... as coisas eram assim em Vegas.


–Eu acho bom ter alguém fiel a mim e sob minhas ordens de vez em quando, você é um excelente general Yuuto, mas nós sabemos que em Vegas confiança é uma lenda – o senhor de roupas extravagantes rebateu em altivez, se ajeitando de maneira nada educada em seu trono enquanto passava a língua pelos lábios rosados, dedicando um sorriso convencido para o jovem general que o retribuiu da mesma forma.


–É claro – assentiu, voltando a puxar Rui, uma feição fechada de estresse e um brilho vermelho no olhar.


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–Eu nunca pensei que diria isso seriamente um dia, mas você é muito burro Uruha! – Reita estatuou em uma repreensão controlada ao adentrar o quarto do amigo, puxou o corpo maior que o seu para seu colo e o carregou em direção à cama, o acomodando nesta logo em seguida.


–Eu sei... – Uruha arfou, não mais se importando em demonstrar o quão cansado estava – é só que... eu não podia deixá-los morrer... ainda que eles sejam de Shiroyama... me omitir seria o mesmo que pegar minhas espadas e perfurar seus corações – o líder ameniano argumentou em uma respiração fraca, os olhos se fechando para um descanso necessitado.


–Não vamos falar sobre isso agora, é melhor você se recuperar logo se quiser mesmo marchar pela manhã – o comandante assentiu em calma e compreensão – vou ficar por perto, qualquer coisa já sabe o que fazer... quer que eu chame Miku-san?


–Não... não precisa, vá acalmar os guerreiros... é a primeira vez que me veem assim, estão preocupados – pediu em um sorriso leve – a moça que vem nos servir comida, Kaisugi-san o nome dela, ela está vindo aqui com a menininha de mais cedo... pode deixá-las entrar – continuou ao sentir as presenças já conhecidas se aproximarem, tinha energia ao menos para isso.


–Tudo bem – Reita assentiu, se retirando do quarto e fechando a porta atrás de si.


O líder ameniano fechou os olhos fortemente e sorriu para si mesmo... parece que sua estadia em Shiroyama estava fadada a fazê-lo provar experiências inéditas em sua vida, o empenho em algo importante, a flexibilidade e adaptação a um ambiente diferente, o descontrole de ficar possesso, o esgotamento de energia, mudança de conceitos e até mesmo um interesse ridículo em conseguir a aprovação de alguém que notavelmente o odiava.


–Consegui um agradecimento mudo ao menos – suspirou consigo mesmo, sentindo as presenças esperadas se aproximarem.

Se ajeitou melhor nos lençóis, sentando-se parcialmente e puxando os cobertores para se embrulhar, era melhor tampar suas pernas e suas marcas para evitar perguntas até que já pudesse adormecer de seu shaman e se manter acordado por conta própria.


–Uruha-san? – a voz da moça veio do outro lado da porta.


–Podem entrar! – respondeu baixo, mirando a madeira fina ser corrida para o lado e logo a jovem serva de cabelos negros adentrar o quarto com a pequena Maya em seus braços.


–D-desculpe incomodar, mas... – Kaisugi começou em um gaguejar constrangido e rosto vermelho – Maya-chan insistiu que queria te ver e que o senhor estava ferido e.... – tentou se explicar de modo desesperado, parando assim que mirou o sorriso calmo e fraco do bonito loiro em sua direção.


–Tudo bem! – Uruha assentiu, fitando os olhinhos preocupados da pequena daminha que o havia cumprimentado mais cedo – você já deveria estar na cama, não? – perguntou em humor e gentileza em direção a menina e esta desceu do colo da jovem moça, correndo rápido até o maior na cama, subindo nesta habilidosamente e passando os bracinhos pelo peito do loiro, abraçando-o carinhosamente.


–Maya-chan ouviu as explosões, Maya-chan sentiu Uruha-san enfraquecendo de pouquinho em pouquinho, estava preocupada – a pequenina explicou adoravelmente.


Uruha retribuiu o abraço ao colocar sua mão esquerda de modo gentil nas costas da menina, acariciando-a levemente e respirando fundo em cansaço... talvez suas suspeitas não fossem tão infundadas assim, se a pequena o sentiu enfraquecer... só tinha uma explicação.


–Maya-chan, seu papai é o Yuu-san? – perguntou de modo carinhoso.


–Sim, papai Yuu é o meu papai, mas ele não fica muito comigo, ele é muito ocupado – Maya respondeu – Uruha-san já está bem?


–Um pouco fraco, mas estou bem, obrigado por se preocupar – o loiro deu o melhor sorriso que conseguiu, beijando o topo da cabecinha de cabelos caramelo e soltos.


–Uruha-san ainda vai embora amanhã? – continuou a perguntar.


–Sim, pequena dama, infelizmente sim – assentiu.


–Eu posso ir com você? Papai não vai se importar, papai não tem tempo pra Maya-chan – a pequena pediu em uma doçura encantadora e ainda assim triste.


Uruha mirou os olhinhos negros da menina por um instante e sorriu para ela. Se o general de Shiroyama concordasse tiraria o que imaginava que fosse um fardo de suas costas... seria totalmente encantador ser pai antes mesmo de encontrar um companheiro, como jamais teria uma menina... adoraria ter a adorável daminha como sua filha.


–Kaisugi-san... pode por gentileza pedir para que alguém peça Aoi-san para vir aqui? Diga apenas que eu gostaria de conversar algo muito importante com ele antes de ir embora – solicitou gentilmente à jovem serva que assentiu em uma reverência, saindo do cômodo logo em seguida.


Esperava realmente que o moreno atendesse o seu pedido de conversa. Por hora iria descansar um pouco sob o abraço da pequena Maya, não podia parecer tão cansado diante do general, apesar de duvidar que esse não perceberia nada... mas já que tinha feito muitas coisas arriscadas aquele dia... mais uma não seria problema.


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– Hum... – Kazuki resmungou de um jeito analítico ao seu aprendiz — ... tampar suas costas seria mais adequado para não chamar muita atenção e perguntas sobre suas marcas vermelhas, mas acho que não gostaria de privar sua força e poderes, certo? – perguntou ao médio loiro ameniano.


–De preferência – o menor assentiu em estresse, ter os olhos daquele homem sob si o estava deixando nervoso.


–Bem... então vamos tirar suas medidas e fazer roupas novas, já está aqui há alguns dias e continua andando com os seus trapos – o maior estatuara por fim – não que eu tenha algo contra a moda de Akai Ame, mas se em bom estado já não é muito elegante, no estado em que suas roupas estão então...


–Kazuki-san, um homem de Byou-sama está aqui – a jovem e séria assistente do proprietário de Gather Roses o interrompeu ao adentrar sem anúncio no que Kazuki gostava de chamar de seu “estúdio de arte”.


–Se não for o Jin pode pedir pra entrar! – ordenou, puxando uma das fitas de medição para si e levantando um dos braços de Manabu para começar a tirar suas medidas.


–Boa noite, Kazuki-sama – o mercenário que Byou usava como um de seus soldados o cumprimentou – Byou-sama pediu para que lhe enviasse um garoto.


–Ah! Sim, ele está bem ativo esses tempos... e bastante interessado em garotos também... me pergunto o porquê... – ponderou de maneira aparentemente indiferente, dessa vez enlaçando a fita na cintura fina de seu novo aprendiz – infelizmente nenhum dos garotos que ele aprecia está disponível essa noite, como pode ver a casa está cheia.


–Esse daí não serve? Eu não gostaria de voltar com as mãos vazias, sabe que Byou-sama não é alguém que aceita falhas, muito menos alguém paciente e depois que ele comprou aquele garoto demônio... – o mercenário continuou em argumento, parando assim que notara o olhar sério e fuzilante do dono da casa para si. Se ele não queria tirar Byou do sério, com certeza não queria provocar Kazuki também... ninguém mexia com as duas pessoas mais poderosas de Vegas.


–Ele ainda não está à venda – sibilou para o mercenário – deveria te deixar voltar sem nada e encarar Byou só pela ousadia de achar que poderia indicar alguém para ele em meu lugar, mas hoje estou de bom humor, por isso... Yuko-san, pegue Karuhiko e fale para que ele vá, diga-o para prender o cabelo do jeito que eu havia falado – ordenou a assistente que assentiu prontamente – leve o senhor com você, posso acabar mudando de idéia se continuar a mirá-lo.


–Sim, Kazuki-san – Yuko assentiu, coordenando o mercenário para fora do cômodo logo em seguida.


–Então Buu-chan, conte-me um pouco sobre sua infância – voltou a sorrir para o menor a sua frente.


–Eu não quero, e é Manabu – o menor corrigiu – porque não posso ir servir o senhor de Vegas?


–Por que não, ainda não está preparado – Kazuki ditou ao fechar seu sorriso em uma feição séria – eu nunca entrego uma obra inacabada.


–Hai, hai... você quem manda, chefe – o menor assentiu em tom enfadado.


“Droga!”


Fora o pensamento de Manabu, se tivesse a oportunidade de ir servir Byou aquela noite já adiantaria o que tinha ido fazer naquele feudo... mas pelo visto, Kazuki era esperto e inteligente demais... assim como disseram.


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–Uruha-san... – a voz de Kaisugi se fez ouvir mais uma vez, mas antes que essa terminasse de anunciar uma mão rude abriu a porta do quarto e o general de Shiroyama adentrou o ressinto em passos pesados.


–O que quer falar? – perguntou, franzindo seu cenho ao reconhecer a pequena figura dormindo nos braços do líder ameniano – o que Maya está fazendo aqui? – vociferou para a jovem ama que se curvou em um pedido de perdão.


–Maya-chan só veio ver como eu estava – Uruha interrompeu – poderíamos conversar amigavelmente? Afinal farei o que tanto deseja e sairei de suas terras assim que amanhecer, é nossa última oportunidade.- argumentou paciente e gentil, se sentando melhor sobre os lençóis e olhando dentro dos olhos negros.


–Tire Maya daqui – ordenou a Kaisugi que assentiu humildemente e se levantou para retirar a menina dos braços do líder ameniano. Assim que a serva saiu e a porta foi fechada, um breve silêncio pareceu tomar conta do lugar.


–O que quer? – Aoi tornou a perguntar, observando bem o cômodo e o fato do líder ameniano permanecer em cima de sua cama... parecia cansado.


–Sei que não é paciente e que não gosta da minha presença, por isso serei direto – Uruha começou em uma respiração funda -... gostaria de levar Maya-chan comigo para Akai Ame, ela me pediu e imagino que nós dois sabemos o porquê de lá ser um ótimo lugar para ela.


Uruha viu os orbes negros se abrirem em surpresa e espanto, para logo se cerrarem em sua inundação de escuridão e ódio novamente.


–Como descobriu? – vociferou em raiva.


–Que ela não é sua filha? Ou que ela possui sangue ameniano? – o loiro questionou de modo leve, recebendo apenas o mesmo olhar em resposta – posso sentir a familiaridade de Akai Ame nela, mas não posso sentir sua presença em seu corpo, não planejo dizer nada ou usar isso para nada, mas imagino que o motivo de Maya-chan ser tão carente seja sua indiferença à garota, entendo que não ame alguém que não tenha o seu sangue, mas se ela é meio ameniana... eu gostaria de pedir humildemente para que deixe-me levá-la comigo amanhã e criá-la em minha vila... não seria livrá-lo de duas “bestas” e “aberrações” de uma só vez? – continuou o argumento.


Mais um momento de silêncio em que Aoi parecia querer cravar espadas pelo corpo do líder de Akai Ame, até sua feição ir mudando gradativamente para uma seriedade mais amena e uma decisão parecer se desenhar em sua mente.


–Desculpe – sibilou baixo e rápido.


–O quê? – Uruha perguntou, se sentindo zonzo ao pensar que teria mesmo escutado aquilo.


–Você ouviu, eu peço desculpas oficiais e toda essa coisa... – o moreno repetiu novamente – você e seu exército não precisam ir embora, amanhã pela manhã enviarei um pergaminho oficial de desculpas também – continuou ao se virar de costas – e.. Uruha, não é? – perguntou ao loiro, virando seus olhos ligeiramente para a figura deitada, recebendo um assentir afirmativo deste – mantenha sua boca fechada e não volte a se aproximar de Maya novamente – ditou ao passar pela porta de modo rápido, fechando-a de rudemente logo atrás de si.


Uruha ainda mantinha sua expressão surpresa quando Reita adentrou seu quarto segundos depois.


– O que Aoi-san estava fazendo aqui? – questionou em estranheza.


–Se desculpando... – sibilou ainda inerte, difícil acreditar no que tinha passado diante dos seus olhos.


–O quê? – o comandante praticamente gritou em indignação – sério mesmo?


Uruha assentiu afirmativo com a cabeça para a alegria do menor.


–Então não vamos embora amanhã – afirmou mais que perguntou.


–Não, não vamos – Kouyou confirmou, mirando um sorriso amplo se formar no rosto do amigo que se voltara quase saltitante para sair de sua acomodação.


–Ruki-san...



Notas finais
* Fiquei sabendo que Uruha vai dar um beijo em quem descobrir onde o Kai estava...
* AI gente, não resisti colocar essa frase, desculpe! *-*
POis é gente, cap enorme aí pra vcs q estão acompanhando essa fic q... tem me dado muita dor nos dedos O.O
Agradeço imensamente pelo apoio de cada um e o que acham de deixar reviewzinhas aí pra incentivar a autora? Fiquei sabendo que reviews curam dores nos dedos e... os meus estão doendo sabe ... hhohohohoh
Reviews onegai? *Uruha na cama fraquinho sorrindo pra vc*
até quarta que vem ;D
MOMENTO MARKETING: Olá! Ainda é a mini aqui. Sabe tem uma amiga minha q está escrevendo um fic linda do GazettE e eu sou a betinha e editora dela e tals... se vc gosta de história de fantasma e gosta de GazettE com certeza vai apreciar Last Night On Earth (https://www.fanfiction.com.br/historia/184404/Last_Night_On_Earth)
Fica aí a dica :D
Azumi-chan:Oi queridos leitores de Vijukei então o que acharam do cap?Poderiam deixar um reviewzinho carinhoso para minha flor Mimi????Ahwn.... então Uru está tão fraquinho reviews também deixariam ele mais fortinho...!hehe
Então obrigada por lerem mais este cap,e indo ler reviews -qqq
Beijos carinhosos ♥