Vijukei No Monogatari

26 Capítulo 21 – O Inicio de uma Nova Era – parte 1


Notas iniciais
oooooooooiiiiiiiiiiiii
Cap bem cedinho hj neh?
Hoho!
Então, terminei ele mais cedo q o comum e minha linda betinha Azumi já betou! ;D
Como eu disse vai ser divido em duas partes!
Boa leitura!!!!!
Azumi-chan: Oiii pessoal como estão?Pois é,fiquei até as 3:20 da madrugada terminando essa betagem com o maior prazer do mundo!-q.kkkk Afinal essa fic é perfeita *-* Boa leitura amores!

Capítulo 21 – O Inicio de uma Nova Era – parte 1



Era noite quando um moreno de olhos avermelhados, que não escondiam o fato de ter chorado, andava a passos rápidos pelos corredores estranhos de uma propriedade que não pertencia a sua casa... na verdade, já não sabia mais se havia algum lugar ao qual poderia chamar de casa.


Alguns poucos soldados olhavam estranho para seu general, outros apenas achavam curioso o grande Aoi de Shiroyama estar com aquela expressão. Mas Yuu não os enxergava enquanto percorria o caminho até o alojamento de seus samurais. Alguns se assustavam pela repentina presença do superior ali e se atrapalhavam em tentar uma reverência improvisada, que de fato não era necessária e muito menos percebida pelo Shiroyama que marchava para as tendas onde os homens de sua guarda ficavam alocados.


–Qual é a tenda de Ryou? — rugiu para qualquer um a sua frente e o jovem recruta se sentiu estremecer ao levantar a mão e apontar a barraca mais ao lado do pátio que era alojamento shiroyamiano.


Aoi marchou apressado, afastando o tecido da entrada para o lado com violência, procurando como águia pelo soldado ali dentro, encontrando este sentado mais ao canto, a ler qualquer coisa parecida com um pergaminho.


–Aoi-sama – Ryou se apressou em levantar, batendo continência. Não esperava o general ali, já que este havia lhe afastado de seu serviço desde o dia da fuga dos amenianos e dos soldados de Ogata.


–Você...você cuidou dele todo esse tempo... — o general vociferou em um tom manchado de melancolia — … você pode me confirmar, ele te disse algo? Você percebeu algo?


–Ele? Está falando de Uruha-san? — o soldado de cabelos curtos perguntou, sentindo seu sangue congelar, de algum modo temia que algo ruim acontecesse a si.



–De quem mais seria? — o Shiroyama rugiu em impaciência- ele te disse alguma coisa? Sobre… ser capaz de gerar vidas...


Ryou se alarmou e instintivamente deu um passo para trás, então seu general havia descoberto?



–E-eu... — tentou responder, não tendo certeza do que seria melhor dizer ao general. Fingia que não sabia, ou acabava por confessar tudo de uma vez?



–Não ouse mentir, ou sua cabeça estará enfeitando a entrada de Hana hoje mesmo – Aoi rugiu em ameaça.


O soldado respirou fundo e assentiu, desviando o olhar do general antes de começar a falar. “Seja o que Kami quiser...”


–...Uruha-san me disse um dia que eu tinha o mesmo nome do pai dele... — começou a contar tudo que sabia, se acaso o general confirmasse de outra forma e descobrisse que era mentira, com toda certeza sua morte era certa — … eu perguntei se o pai dele não se chamava Hitoru-san, então ele respondeu que Ryou era seu outro pai... eu achei estranho, mas ouvi boatos depois de que amenianos realmente podiam ter filhos,ainda que sejam homens, e... ouvi uma conversa de Saga-san e Uruha-san por acidente um dia... Saga-san tinha descoberto das...visitas de Uruha-san a sua tenda e... falou que se ele desconfiasse de algo vindo do senhor ou de Uruha-san mataria Uruha-san ainda que Uruha-san estivesse esperando um filho... — continuou ao ponderar seu tom -...ele disse que o filho era de Aoi-sama. — finalizou quase em um sussurro, com medo da reação do general.


Aoi sentiu seu peito apertar mais uma vez, segurando as lágrimas, não choraria na frente de ninguém, era ainda orgulhoso demais para isso.


–Há quanto tempo? — questionou.


–Hum? – o soldado perguntou de volta, sem compreender.


–Há quanto tempo você sabia disso, soldado? — o general rugiu em ira.


–Eu... — Ryou recuou — … um dia antes do ataque ao acampamento chinês. — confessou por fim.


–E você não alertou seu superior disso? — o timbre rancoroso veio carregado abafado pelo tecido do rosto, fazendo o pobre samurai recuar novamente.


–Eu... — Ryou tentou se explicar — eu... não tinha certeza do que Aoi-sama faria, e... não queria colocar Uruha-san em perigo.. perdão, mas... Uruha-san era alguém honrado e… eu não tive a intenção... — começou a se desesperar ao perceber que de fato o general o mataria. Mas para seu alivio o moreno apenas se virou, liberando um grunhido estranho e levando a mão aos cabelos presos em um sinal de notável confusão.



Para a sua surpresa o general caminhou até a lateral, escondendo os olhos em uma das palmas ao se apoiar em um guardador simples de armas e equipamentos de guerra.



–Esse tempo todo, ele... ele lutou contra aquilo tudo, enfrentou a morte de seus soldados e passou dias em uma prisão nojenta... nesse estado? — as lágrimas queriam ameaçar voltar, seus olhos ardiam e seu peito apertava... “ao menos pra mim é uma dádiva...”... “Eu amo você...”… “...é agora que você diz que me ama?”.... “Yuu...”... “Quando tudo isso acabar eu tenho algo para te dizer...”... “Ao menos pra mim é uma dádiva...” -… pra mim também... é uma dádiva... — sussurrou para si mesmo, segurando o suporte de madeira com força entre os dedos. Os olhos chorosos se franziram em determinação e o Shiroyama apenas teve o cuidado de enxugar a umidade deles quando se virou para o soldado, imponente e altivo como sempre – Estás de volta ao serviço, serás comandante de minha guarda pessoal, organize-a e recrute mais dois pelotões, marcharemos assim que o sol nascer.


…......................................................................................................................................................



As noites pareciam estar cada dia mais escuras e um redor avermelhado destacava a lua cheia no céu, mas a luz de tal satélite natural já não mais iluminava as matas com a mesma vivacidade de antes, assim como os dias haviam se tornado sempre nublados, as noites cada vez mais se ensombreciam de escuridão.



Era no meio de uma floresta de árvores baixas, mas bem fechadas, que a pequena figura encoberta por uma longa capa corria com cuidado e pausando diversas vezes para verificar se nenhum ser, humano ou não, estaria lhe seguindo. O fugitivo parecia carregar algo, já que se mantinha levemente inclinado para frente, e levava algo parecido com um embrulho médio nas costas, que mais se assemelhava a alguma bolsa bem presa ao seu corpo. Já não via um youkai há algumas milhas, então considerava que estaria perto de onde queria chegar, ainda que fosse a primeira vez que fosse para aquela direção, afinal nunca fora necessário passar por ali em seus tempos ainda recentes de mensageiro.



E foi ao avistar o domo translúcido alguns metros a frente que soube estar realmente no local certo, ainda que a cor já não fosse mais vermelha e sim um tom mais escuro, puxado pro vinho e pro preto, seus olhos esbranquiçados permitiam enxergar tal barreira.



Um som manhoso de um início de choro veio de dentro de sua capa e o pequeno se apressou em balançar o que quer que estivesse em seu braços.


–Shiu, já estamos chegando Jew-chan – sussurrou, tomando distância e saltando para mais perto do domo, correndo como um vulto até que estivesse de frente para a barreira, parando por um momento... teria permissão para entrar ali?


A mão se ergueu para tocar o limite translúcido quando um movimento a suas costas o fez se sobressaltar e saltar mais par ao lado, pegando o embrulho de suas costas e colocando-o também a frente de seu corpo para que este ficasse mais protegido.


– Revele-se – a voz distorcida de um ser também encoberto por uma capa e capuz chegou a sua audição, e logo mais meia dúzia de figuras semelhantes se colocaram a o lado dele.


O pequeno respirou fundo e olhou para os lados... estava cercado,mas se aqueles eram alguma espécie de soldados da resistência que ouvira falar, tinha que tentar se mostrar confiável.



O menor pendurou a bolsa de volta nas costas, liberando assim uma das mãos, utilizando-a para abaixar o capuz, revelando os fios loiros e bagunçados, junto aos olhos brancos de pontos negros.



–Me chamo Matsumoto Takanori,era um mensageiro hibrido de Shiroyama... — começou a falar ao perceber que os soldados se sobressaltaram ao se revelar, provavelmente sabia de onde vinha.



–Não estamos interessados em negociar com Shiroyama – o mesmo homem de antes o interrompeu, usando a voz distorcida e puxando uma espada das costas, a ordem que tinha era para matar qualquer tentativa de comunicação da frente inimiga.


–Eu não vim em nome de Shiroyama, vim pedir abrigo e oferecer minha força para o exército da resistência – o meio youkai de apressou em explicar, dando alguns passos para trás – por favor, me escutem... — pediu, não era possível que sua última chance também já estivesse perdida.


O mercenário avançou contra o pequeno, mas antes que pudesse se aproximar um vulto se colocou a sua frente e uma lâmina de tamanho exagerado o bloqueou. Reita franziu o cenho e jogou o mercenário para trás, estava às vésperas do calor e seu humor não estava dos melhores, ameaçar seu companheiro naquele momento era uma atitude tremendamente idiota de qualquer um que ousasse fazê-lo.



A figura encapuzada voou para o alto e caiu de costas no solo rígido da campina curta dali, a cabeça sem cabelo e de olhos prateados sendo revelados junto a um esguicho curto de sangue que saíra de sua boca devido ao choque com o solo.



–Se alguém tocar nele, morre – Akira rugiu, voltando a espada para as costas assim que viu os outros seis desaparecerem em um vulto, de algum modo parecia ter autoridade ali. E foi apenas o último mercenário se ausentar que o ameniano retirara o semblante ameaçador e o olhar vermelho de sua face, os olhos despencando em um quase choro ao se virar para seu pequeno.



–Chibi, graças que você está bem...senti tanta saudade … — se adiantou para o menor, os braços abertos para recolhê-lo entre seus braços, mas antes que pudesse abraçá-lo Ruki apenas o segurou um pouco distante, mantendo um dos braços entre os corpos.



–Com calma – pediu em uma voz mais doce do que sempre fora, voltando a mão para sua capa, abrindo-a e revelando um pequeno embrulho em seu outro braço onde a cabecinha branca de cabelos negros se revelava, junto a olhinhos curiosos.


–Uma criança? — Akira se surpreendeu, não tinha conseguido sentir aquilo... talvez estivesse tão focado em ter sentido seu pequeno que não se atentara àquilo? — acaso meu pequeno achou que para sermos uma família completa precisávamos de um filho? — sorriu em provocação, não escondendo que de fato amaria a ideia se assim fosse. Se adiantou em pegar a pequena do colo do menor. Este permitindo sem restrições, de algum modo sabia que de todos no mundo o ameniano era sem dúvida aquele em quem mais poderia confiar – oi… — Akira cumprimentou a pequena de mais ou menos um ano ao ver que esta franziu o cenho para chorar -… calma, bebê... shiu... — aproximou o rostinho alvo dos lábios, sentindo mais o cheirinho infantil misturado ao odor tão apreciado de seu pequeno -… uma menina? — questionou ao menor em um sorriso onírico, os olhos curiosos ao ver que o hibrido abrir a bolsa que antes trazia nas costas, revelando mais uma pequena menininha, esta um pouco maior, mas com toda certeza não passando dos três anos de idade.



–Duas meninas – Ruki corrigiu em uma expressão meio sem jeito – nós... precisamos de ajuda... você disse que eu era algo seu e... meus pais foram mortos, Shiroyama está matando todos os meio youkais que encontram e aqueles que são relacionados a eles também... então... eu não sabia exatamente o que fazer, ainda mais com duas crianças, eu... – não soube quando a voz começara a fraquejar, mas recompôs o semblante quando a pequenina Lovelie lhe agarrou a perna, se escondendo atrás de si.


Reita lhe dedicou um olhar piedoso e apaixonado, passando Jewelie para um dos braços, usando o outro para envolver o pequeno, trazendo a cabeça deste para seu peito. Estranhamente o sempre arisco hibrido não se opusera, na verdade se agarrara às laterais do kimono negro do ameniano e repousou o rosto no peito deste, um soluço abafado saiu de sua boca e ele de alguma forma estava se permitindo fraquejar, depois de tudo.



Lovelie olhou para cima e encontrou os orbes escuros do ameniano, ainda se agarrando a perna do meio youkai. Reita dedicou um sorriso fraco à menina, junto a uma expressão gentil. Lovelie voltou o rosto para a roupa do hibrido e manteve os olhinhos chorantes escondidos dos mais velhos.


–Desculpe não estar ao seu lado quando teve que enfrentar tanta coisa... – Akia sussurrou ao ouvido do menor -.... vai ficar tudo bem, eu vou proteger vocês, vou cuidar de você e das nossas garotinhas, meu pequeno... vai ficar tudo bem...


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A antesala era aconchegante, mas estranhamente escura. E era no centro desta que havia uma mesa baixa, onde os dois homens pareciam desfrutar de um chá quente, ainda que um dos dois não estivesse calmo.

–A situação dele não melhora... – Hiroto resmungou de lado -...mas ele já estava assim há tempos...


–Hun... – Naoyuki sorriu de lado -... não me parece muito abalado com isso, afinal se seu pai falecer você é o novo senhor de Ogata e portanto o líder dessa aliança, certo? – provocou.


–Não aja como se minha família não fosse importante para mim – o pequeno loiro de fios longos rugiu -... não é como se eu não soubesse que apesar de estarmos “cedendo” nosso território, você, Kazuki-san e Byou-san são aqueles que estão a frente da “resistência”...afinal é por esse nome que estão nos chamando... como se Ogata já não mais existisse como povo... desprezível.


–O mundo mudou, Hiroto-san, rápido demais, drástico demais...- o Murai deu de ombros — ... seu pai apenas não vai viver para enxergar o que ele ainda poderá se tornar com essa nova ordem... homem de sorte, talvez?


Hiroto abaixou seu olhar e mirou a direção do quarto do pai, onde este definhava em uma doença que até mesmo as sacerdotisas do antigo santuário disseram não poder fazer nada sobre... “Algumas coisas apenas são obras das linhas invisíveis do destino e da natureza”, fora o que Oboru lhe dissera... não era como se já não tivesse aceitado aquela realidade desde que fora para Hana, o que não diminua o incômodo em seu peito com o fato.


–Minha dor diminuiria se eu ao menos tivesse conseguido fazê-lo ver Ogata forte e honrada novamente, no domínio de Hana e sem nenhuma fama de “perdedores da coroa”... – o pequeno murmurou, dando um sorriso amargado de lado -... meu pai vai fechar os olhos para mergulhar na eternidade vendo que nem mesmo Ogata existe mais... agora somos... “Resistência”.... ridículo...se você e os outros pensam que deixarei o domínio de tudo para vocês, estão enganados.


–Lutar entre nós só diminuiria nossas chances... – Naoyuki contestou em sua voz compassada — ...querendo ou não, orgulho, feudo, população, e unidade já não importa mais, não há mais Ogata, não há mais Ishihara, não há mais Akai Ame,nem Santuário, nem Vegas, nem Hana, nem mesmo Shiroyama, a ordem de Vijukei não é mais composta de cinco feudos, um território e um Santuário... Vijukei foi dividida em dois lados... a questão é... de que lado você quer estar, ao lado de um bruxo maligno e genocida de mais de mil anos de idade, ou do lado daqueles que não aceitaram se submeter a ele?


Hiroto respirou fundo, o cenho franzido e um muxoxo emburrado... não é como se já não soubesse daquilo também.


–Eu sou capaz de entender bem nossa situação, Naoyuki... só quero deixar avisado de que, se há uma nova ordem se formando, eu não aceitarei ficar em local diferente da liderança – o Ogata deu de ombros – não vou deixar minha corte e meu povo às decisões de outros.


O Murai sorriu de lado, achando graça de coisas que o menor não pareceu entender.


–Tenho três líderes narcisistas pensando que serão o líder absoluto de tudo... se não resolvermos isso sinto que nossa humilde resistência se definhará antes mesmo de fazer algo – o ex-conselheiro comentou em um sorriso humorado.


–Apenas três? – Hiroto estreitou o olhar -... não é como se você não almejasse isso também.


–Liderar é estar à frente, estar exposto, Hiroto-san, sou um conselheiro, ajo por trás de tudo, é onde sempre fiquei e onde sempre ficarei... – o Murai o interrompeu em um fechar de olhos — ...deixo as disputas de complexo de Macho alfa para vocês...


–Hunf... – Hiroto sorriu de lado — ...realmente um homem ardiloso e esperto...gostaria de ter tido você como mentor, Kohara fez tão pouco proveito de tudo que tens a ensinar...


–Shou-san sempre foi alguém puro demais para seu próprio bem, nunca deveria ter sido líder, apenas se viu em tal posição sem ao menos desejar tal coisa – o Murai suspirou em cansaço -... mas ele também tem suas qualidades e encantos, tenho certeza de que Hiroto-san, mais que ninguém sabe disso...


O Ogata resmungou para o lado e coçou os fios dourados com nervosismo, inflando as bochechas como se fosse um garoto.


–Ainda assim... – o menor decidiu mudar de assunto — ...não acredito que sejam apenas nós três almejando ser o líder neste lado do novo mundo...


Naoyuki estreitou o olhar, com certeza o pequeno era esperto, teria sido tão promissor quanto Kai se tivesse tido a oportunidade de ser seu mentor...


–Uruha-san? – o Murai questionou em um olhar sério para o menor, e este lhe devolveu do mesmo jeito – geralmente amenianos seriam os últimos com quem teríamos que nos preocupar em se tratando de ambições e cobiças...mas de fato, do jeito que Uruha-san está...


–Não confio nele – Hiroto interrompeu – antes de tudo isso pensava que eles só eram algum tipo de seres selvagens que seriam facilmente manipulados por qualquer um com alguma intenção para isso, eram tão “bondade e misericórdia” que os achava até mesmo idiotas... mas do jeito que os encontramos...do jeito que Uruha está...o considero nossa ameaça interna mais significativa...vi o que eles são capazes de fazer quando levam a sério...sinceramente, não gostaria de tê-los como rivais, ainda que sejam poucos...o pedido para que erguessem uma barreira para proteger a nós todos pode se tonar uma faca de dois gumes...


–Oh...você com certeza... teria sido tão promissor quanto Kai – o Murai sorriu em concordância — ...na verdade...ter Uruha-san como líder...seria o melhor para essa nova resistência... – ampliou o sorriso quando viu o olhar franzido do menor para si -... ou ao menos deixá-lo pensar que estaria na liderança...ser um líder quer dizer estar à frente, e estar exposto... sabe o verdadeiro significado disso?


Hiroto estreitou o cenho em ponderação, sorrindo de lado ao perceber onde o ex-conselheiro queria chegar...


–Nao-san... acho que posso aprender coisas interessantes com você...


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– Por que não volta ao normal? – Oboru perguntou em uma voz dura, ainda que estivesse com as mãos pousadas sobre o ventre levemente inchado do ameniano deitado em seu futon, no quarto amplo que lhe fora reservado.


–Não consigo... – Uruha respondeu em seu recente tom seco e rouco, sem realmente ter interesse – mas também não é como se eu tivesse tentado com vontade...


–Ainda há um mecha loira, sua possessão não chegou ao 100%... – a sacerdotisa repreendeu — ... acaso planeja ficar assim para sempre?


–É o melhor jeito que poderia estar visto a situação toda – o ameniano deu de ombros, virando o rosto para um lado enquanto a mulher passava os dedos frios em seu ventre nu.


–O melhor jeito para estar seria sem nada aqui dentro – a mulher rugiu entre dentes – se não estivesse nessa situação, a chance que Omi-sama nos deu de nos livramos de Yuuto não estaria completamente inútil agora.


Uruha segurou as mãos da mulher e as afastou de si, voltando a se colocar sentado e procurando o tecido de algum traje superior ao seu lado, jogando este em seus ombros.



–Falou que me ajudaria, se não é essa sua intenção digo que não preciso de seus sermões, sou consciente dos meus erros e sei exatamente o que posso fazer para repará-los – terminou de enlaçar a fita da cintura do meio kimono negro – assim que meu filho nascer resolverei isso, até lá deixarei esse local seguro e tratarei de fortalecer aqueles que aqui estão para enfrentar Yuuto... não quero apagar minhas falhas do passado, mas ressaltá-las agora não resolverá nada.


–Pensei que você seria a voz em quem mais poderíamos confiar, não gosto de Kazuki-san, Byou-san é um louco com um complexo enorme de poder, Hiroto-san e Nao-san espertos e individualistas demais... – a sacerdotisa começou em um suspiro cansado, o ameniano tinha razão... em partes – sabe o quão tensa estive durante esse tempo? Sabe o quão aliviada fiquei quando alguns monges e sacerdotisas chegaram aqui , me informando que Omi-sama havia decidido morrer, mas que havia nos deixado uma chance de vitória? Só para descobrir que ela poderia ser aberta apenas pelo último herdeiro da família a qual Miko-sama tanto confiou a maior parte de seu poder... foi desesperador... afinal, como fazer um feto de menos de um mês desfazer um selo e beber o sangue de uma imortal? Obrigá-lo a liderar tropas e lutar com um bruxo.... tudo estaria resolvido agora se você ainda fosse o último herdeiro de Takashima... mas não... tinha que engravidar.... tinha que...


–Já disse que não me interesso por seus sermões, se Omi estivesse tão preocupada em nos dar a vitória depois que morresse, teria impedido Yuuto de destruir toda minha vila e povo – o ameniano a interrompeu em sua voz firme e fria seguida de um olhar gélido -...devia agradecer por apesar disso eu ainda estar interessado em salvar um mundo decadente e condenado onde poucos são aqueles com quem me importo de verdade, já disse que sei o que farei e o que será necessário.


–Sabe mesmo? – a jovem de quinhentos anos cortou — ...não confio em você, não do jeito que está... deveríamos agradecer?


–Eu sou aquele que menos tem motivos para lutar – Kouyou continuou inabalável enquanto se levantava e caminhava até a lateral do cômodo, onde um suporte de mármore continha água, lavando seu rosto rapidamente ali — ... meu povo foi reduzido a menos de duas dezenas e todo o mundo que um dia conheci já não existe mais... seria mais fácil apenas irmos embora de Vijukei e deixar todos vocês se matando em seus jogos e disputas ridículos...


–Vocês não podem... – Oboru sorriu de lado — ... sei que jamais tentaram tal coisa, e por isso provavelmente não saibam, mas nenhum ameniano pode sair de Vijukei, assim como Omi-sama e Miko-sama não podiam... vocês estão presos a essa ilha.


O ex-loiro enxugou a face pálida e mirou a mulher atrás de si.


–Do que está falando? Que eu saiba a maioria dos seus monges e sacerdotisas foram embora para as terras além mar sem problema algum, por que conosco seria diferente? Somos ambos frutos do poder de imortais – questionou em sua face franzida.


–Somos diferentes... – a sacerdotisa disse ao também se por de pé – nós somos discípulos de Omi-sama, recebemos apenas seus conhecimentos e treinamentos, vocês por outro lado, foram agraciados com o sangue e poder de Miko-sama... se Saga-san um dia nos acusou de não sermos humanos, tenho certeza de que vocês estão bem mais próximos dessa verdade do que nós... afina,l tanto sua biologia quanto seus conhecimentos foram mudados... e você em especial é da família que mais recebeu tal consideração... nós não tínhamos uma ligação tão forte com Omi-sama, mas a ligação de vocês com Miko-sama era... algo tão profundo e ainda assim independente que mesmo após a morte dela permanecem inabaláveis... – continuou ao andar pausadamente em direção à saída do quarto — ...receber seu poder a graça de gerarem filhos pode ser algo positivo, mas por terem parte de Miko-sama dentro de si também recebem suas fraquezas, como a índole de bondade ou sua maldição em relação a Vijukei... por sorte não parecem ter herdado sua doença... ou talvez o fato de envelhecerem e morrerem como qualquer humano comum seja alguma vertente disso... – correu a porta para o lado — ... o fato é... – se virou mais uma vez para o homem que permanecia no mesmo lugar que estava antes, parado... como uma boneca vazia que não transparecia nada com suas palavras — ... qualquer um de nós pode ser egoísta e pensar em um futuro longe dessa ilha, mas vocês... só têm essas extremidades de terra e uma pequena faixa de mar onde podem pisar sem serem mortos por uma maldição, fugir não é uma opção pro resto do seu povo, ainda que penses nisso...


–Eu não pensei – Uruha se apressou em interromper, ainda sem nada demonstrar – estava apenas dizendo que poderia ainda assim desistir e que não farei isso, então pare de tentar me fazer odiar meu filho e ajude a sobrevivermos até que ele nasça, caso contrário pode se unir a sua corja de covardes que fugiram de Vijukei quando Omi lhes deu permissão. – finalizou, dando as costas para a “jovem” e voltando a se sentar em seu futon.


–Não sei o que pensar do seu “eu” de agora – A sacerdotisa confessou ao mirar a figura imponente se deitar tranquilamente no acolchoado – se por um lado penso que esteja mais forte e sábio, por outro acredito que perder toda sua compaixão e bondade ainda nos fará muito mal...


–Não pense – o ameniano interrompeu em um suspiro longo, ainda que o timbre fosse ácido.


E então a “jovem” se projetou para fora, fechando a porta logo atrás de si, deixando um par de olhos avermelhados a mirar o teto estranho de um feudo que jamais havia estado antes dos últimos dias... ali não era sua casa...


–Já não há mais casa...


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–Estava com fome? – Reita perguntou em uma voz dolorida enquanto acariciava os cabelos úmidos de um Ruki recém banhado, sentado em seu colo e se servindo tão fervorosamente da sopa que Miku fizera para aqueles do prédio ameniano.


–Esses dias foram difíceis, tudo em volta está coberto de youkais, era nos esconder e viver ou arriscar caçar e sermos mortos – o pequeno começara a explicar, parecendo meio constrangido ao se dar conta de seu desespero quanto à comida – as frutas que conseguia pegar pelo o caminho enquanto corria dava para as meninas, parar para acampar era arriscado, então...esses três últimos dias de fuga não comi e nem dormi, desculpe se não pareço educado...- resmungou o final.


Reita agarrou o tronco do menor em seu colo com força e cerrou os olhos, se sentindo querer chorar.


–Eu devia estar com você, eu... – sussurrou em um timbre dolorido -...desculpe, tanta coisa aconteceu, mas ainda assim eu devia estar ao seu lado...


–Soube no caminho sobre Akai Ame... – o hibrido o interrompera -...eu...sinto muito...


–Obrigado... – Akira sussurrou de volta — ...eu também...


–Como vocês estão agora? – o loirinho questionou no intuito de mudar o foco do assunto, tentando comer de forma mais pausada.


–Somos apenas dezesseis, contando com Uruha, mas há boatos de que Yuuto mantém sacerdotisas amenianas e alguns guerreiros com ele... – Reita respondeu, ainda se agarrando às costas do hibrido, sentindo o cheiro deste lhe acalmar os sentidos da saudade — ...queremos mais do que tudo libertá-los, mas... no momento é arriscado se afastar da barreira, assim que terminar a época de calor vamos expandi-la até os domínios de Vegas e com o tempo levá-la até os escombros do Santuário e de Akai Ame... Yuuto parece ter deixado ambos os lugares sem proteção alguma, mas... isso vai levar tempo, Uruha... é o único que pode liderar tal coisa e... ele está numa situação delicada...


–Situação delicada? – o pequeno indagou, passando o olhar rapidamente mais uma vez pelas pequenas que dormiam em um futon mais ao lado — ...é essa época de calor de vocês? Está próxima, não está?


–Quem dera que fosse só isso – Reita suspirou em cansaço — ...as coisas mudaram muito em nós, mas principalmente em Uruha... e... ainda tem o bebê...


–Bebê? – Ruki questionou, terminando por beber todo o líquido que restava de uma vez ao virar a tigela funda em sua boca com ambas as mãos.


–Uruha está esperando um filho, meu pequeno – o Suzuki confessou por fim.


–Como assim? Ele é homem – Ruki sorriu em incredulidade.


–Bem... pessoas do meu povo podem gerar filhos ainda que sejam homens, chibi – explicou.


Ruki se virou no colo do maior, colando-se de frente para ele, sem dar importância ao fato de ter aberto suas pernas para encaixar-se melhor.


–Você...também? – o pequeno indagara em um arregalar de olhos surpreso – você por algum acaso está...? De mim...?


Reita não conseguiu conter a gargalhada, ainda que tenha abafado-a em sua palma para que não acordasse as pequenas adormecidas.


–Não, não... – negou entre risos – eu não sou agraciado com tal possibilidade, eu sou um tachi, meu pequeno, só quem pode dar a luz são nekos ou mulheres... apesar de que eu adoraria ter um filho seu... – beijou a testa do menor e o aconchegou melhor contra si – mas agora temos Lovu-chan e Jew-chan pra cuidar, ainda que as coisas estejam tão estranhas eu... fico feliz em poder ter uma família mesmo no meio de tanta coisa ruim...


–Família? – Ruki sorriu de lado — ...um ameniano macho, um meio youkai macho e duas meninas humanas órfãs?


–Sim – Reita assentiu em um bico ao ver que o pequeno ria de si – pare de sorrir, eu estou levando isso a sério, você é meu companheiro, e elas são nossas filhas, somos uma família e ponto.


–Eu não sei do que está falando – Ruki deu de ombros – mas o mundo já não é mais como eu costumava conhecer mesmo... – sorriu — ...porque você não pode ter filhos e Uruha sim?


–Por que eu sou um tachi e Uruha é um neko – o maior explicou de novo.


–E o que isso significa? Tem diferença? – o Matsumoto continuou – vocês parecem todos homens pra mim.


–E somos homens – Reita assentiu em um sorriso — ...bem... se você fala fisicamente por fora nada muda, talvez geralmente nekos pareçam mais frágeis? Mas internamente... é diferente, nekos têm...uma coisa parecida com as que as mulheres têm, Uruha era bem melhor nessa aula do que eu, eu não vou saber dizer o nome de muita coisa...bem... eu vou tentar ... – respirou fundo – se eu me lembro bem nossos mentores diziam que amenianos podiam nascer da junção sempre de duas partes vindas de dois corpos diferentes... como qualquer estrangeiro normal, mas que as mulheres carregavam uma parte definitiva, como se fosse um circulo, e o companheiro dela quem decidiria o que o filho deles seria, mulher ou tachi...


–Ou neko... – Ruki completou – são três não são?


–Não, não, mulheres não têm nekos...bem não tinham... – explicou, se sentindo dolorido por ter que usar agora os verbos no passado... toda uma história de séculos de sua gente... arruinados... — ...mulheres já tinham a parte círculo dentro de si, se viesse outro círculo de seu companheiro, nasceria outra ameniana fêmea, se viesse um quadrado nasceria um tachi, nekos são dois quadrados, e só outros nekos podem dar a luz a nekos, porque todo neko carrega a parte quadrado dentro de si... – continuou a explicação, tentando não pensar sobre os “passados” daquilo — ...assim apenas mulheres davam luz a mulheres e nekos davam luz a nekos, mas ambos podiam dar luz a tachis, por isso...tínhamos poucas mulheres, e muitos tachis e nekos, porque em Akai Ame os machos sempre foram mais numerosos que fêmeas...e...nekos são semelhantes a mulheres internamente, com diferenças estranhas que eu não lembro bem, mas... era basicamente uma adaptação pra estrutura corporal de fora...eu não sou bom com isso, meu pequeno, mas eu sou um tachi e não tenho nada dentro de mim que possa gerar bebês, ainda que você me fizesse amor e se derramasse dentro de mim sua semente jamais iria a algum lugar, mas em um neko ela é absolvida pelo corpo e faz toda aquela coisa que gera bebês.*


–Confuso... – o pequeno comentou em um bocejo — ...bem, ao menos sei que não te engravidei... – se acomodou ao maior, deitando a cabeça no ombro deste, cansado, o esforço de tantos dias sem dormir se abatia sobre si, agora que finalmente seu corpo reconhecia aquele lugar como seguro, era inevitável não adormecer — ...Jew-chan e Lovu-chan ... já são o suficiente para mim...


Reita sorriu afavelmente e ninou o pequeno em seu colo, olhando por cima da cabeça deste as suas pequeninas deitadas mais a frente. No meio de toda aquela escuridão...poder ter aquele momento... era como um incentivo supremo de que ainda que tudo estivesse acabado.... havia felicidade...



Uma presença conhecida se aproximara de sua acomodação e o Suzuki se levantara do chão com seu pequeno nos braços, sentia uma vontade imensa de fundir seu corpo ao do menor, mas deixaria este descansar o quanto precisasse, se seguraria por mais um tempo. Acomodou o companheiro no mesmo futon largo das suas garotinhas e dedicou um beijo na face de cada um, admirando a imagem onírica e afável de seu pequeno instintivamente passando o braço por cima das duas pequeninas que dormiam juntinhas uma da outra.


–Reita... – a voz fina e conhecida chegou aos seus ouvidos, e ainda que amasse a pequena como sua filha, não gostava do motivo desta ir chamá-lo todas as noites – Uruha... pediu pra você ir no quarto dele... – Maya continuou ao correr a porta do quarto para o lado, sorrindo para o ameniano, lançando os olhinhos curiosos assim que viu as pessoas adormecidas ali -... Ruki-san? E... Amiguinhas? – perguntou ao indicar a direção do meio youkai de das pequeninas.


–Sim – Reita assentiu – chegaram a algumas horas, estão cansados da viagem... elas se chamam Lovu-chan e Jew-chan e a partir de hoje são minhas filhas, você cuida deles pra mim enquanto eu falo com Uruha? – pediu ao se agachar e beijar a bochecha da pequena.


–Sim, Maya-chan protege todos eles – a pequena assentiu — ...será que Ruki-san traz notícias do papai Aoi? Ruki-san sempre trazia noticias...


–Eu não sei, pequenina – o Suzuki respondeu — mas quando ele acordar você pode perguntar, deixe-o dormir sim?


–Hai! – a princesinha voltou a confirmar e Reita lhe dedicou um beijo no topo da cabeça antes de se levantar e sorrir para a pequena determinada que havia fugido consigo e com os outros de Hana e pedira para ficar ao lado de Uruha.


“Uruha...” Seu amigo de tão longa data...havia sem dúvida se transformado em algo que já não mais conhecida...


Respirou fundo e saiu de sua acomodação, fechando a porta atrás de si, andando em passos lentos até o outro lado do prédio, onde ficava o quarto do Takashima.


–Uruha – chamou ao se colocar em frente à porta do amigo.


–Pode entrar – ouviu a voz de lá de dentro, correndo a porta para o lado e adentrando o local, mirando a figura de seu amigo sentado a uma mesa baixa, junto ao dono de Gather Roses e Manabu. Liberou um suspiro cansado e seguiu adiante, e lá ia ele para mais uma noite de planos e conspirações das quais não gostava.


“Talvez Akai Ame realmente tenha morrido... até mesmo em cada um de nós...”


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A viagem levou três dias, mas estavam ali, caminhando de modo nada confortável por entre a entrada escura de Shiroyama ainda que fosse apenas um final de tarde. Uma recepção não tão calorosa dos soldados ao seu senhor mais novo e ao senhor e general de Hana. O feudo militar não parecia contente, mas o bruxo em frente ao prédio real, ao lado de um inanimado Fukaku cercado por pequeno youkais tinha um sorriso amplo no rosto, que se fechou assim que notou estar faltando um entre aqueles que convocara.


–Onde está Aoi-san? – Yuuto rugiu em direção ao cientista.


Kai abriu um sorriso fechado e falso.


–Provavelmente já esteja sendo morto pelas tropas da resistência junto a mais cinco mil soldados – respondeu em cinismo – ele quis marchar em direção a Ogata, acredita que sejam poucos e não precisa-se de muito para pressioná-los – mentiu, tinha ideia do que o irmão fora fazer na proteção de Ogata, e o amaldiçoara milhares de vezes quando seus homens avisaram que “Aoi-sama partiu essa madrugada”...


“Você fez sua decisão, Aoi, espero que realmente saiba o que está fazendo...”


Yuuto estreitou o olhar e chamou um dos youkais abelhas que lhe rodeavam.


–Chame youkais de média classe e vão em busca de Aoi-san, traga todos eles de volta – ditou ao monstro e este emitiu apenas um urgido de afirmação antes de sair voando pelo céu.


–Sejam bem vindos à sede do futuro feudo Yuuto – o bruxo sorriu em cinismo.


Kai estreitou o olhar... tinha que descobrir um modo de acabar com aquela palhaçada... e tinha que ser logo.


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–Faz quanto tempo que enviamos Ryou? – Aoi rugiu para um de seus soldados enquanto mirava com afinco o local cercado por um muro alto e por uma barreira invisível para seus olhos, mas que sabia estar ali, já que tentara passar por tal e não conseguira.


–Duas horas senhor – o samurai respondeu – ouvi da guarda de Kai-sama que nenhuma mensagem ou veiculo de mensagem voltou, talvez...


Mas as palavras do soldado foram paradas assim que o grande portão começou a se abrir, deixando uma fresta considerável liberada enquanto o soldado enviado foi o primeiro a sair, seguido de alguns mercenários encapuzados, atrás deles a figura de sorriso indecente, que alguns identificaram como o dono de Gather Roses.


Yuu estreitou o olhar, não fora aquele homem que pedira para ver e nem a quem queria oferecer além de desculpas, força e apoio. Mas seu coração acelerou quando viu o ameniano, melhor amigo da pessoa que esperava, também se mostrar do lado de fora dos muros, sendo seguido pelo baixinho Miku, de quem não gostava...de algum modo sabia que ele estaria perto.


O peito não parecia querer caber em si quando a figura alta e magra de fios longos e negros se mostrou por entre os portões...quanto tempo fazia?


Desde a fuga deste de Hana já podia contar sete dias... uma semana... e... uma semana e...


Não sabia precisar em qual momento se tornara um homem tão idiotamente emocional, mas não conseguira se conter e marchara inicialmente lento, aumentando a velocidade de suas passadas em direção ao grupo de pessoas que se mostrara naquele final de tarde escuro em resposta a mensagem que enviara por Ryou, e foi ao ser barrado novamente por algo invisível que seu cenho se franziu em impaciência.


Os soldados se apressaram em acompanhar seu general ainda que este não tenha ordenado tal coisa, sabendo que no local e posição que estavam eram um alvo fácil, entretanto, jamais contrariam qualquer ordem de seu superior, ainda que lhes parecesse arriscado e suicida.


Ele estava ali, a poucos metros... queria tocá-lo, abraçá-lo, sentir seu cheiro, acariciar o ventre que sabia carregar um pedaço de si... pediria desculpas, não deixaria mais seu orgulho lhe atrapalhar. Se alguma vez desejou ser feliz e dedicou o amor e a doçura que tinha à pessoa errada, não se restringiria mais em dedicá-lo agora a pessoa certa...


Talvez aquele jovem apaixonado e sonhador nunca tenha morrido dentro de si afinal...


–Kou... – chamou em um sibilar de lábios enquanto mirava a figura elegante e bonita do ameniano sair detrás dos outros ali presentes e caminhar sozinho em sua direção, passos lentos, graciosos, enquanto o vento gelado fazia o traje completamente negro deste balançar. As pernas sempre a mostra, os símbolos vermelhos brilhando em vinho, os fios soltos e pretos, mas com uma sutil mecha loira do lado direito, os orbes rubros e os lábios pequenos e delicados moldados na pele alva e pálida.



Kouyou abriu um sorriso pequeno que não alcançou seus olhos e continuou a caminhar em uma velocidade lenta demais para si, respirou fundo e deu os passos que faltavam para sair da barreira, se colocando para fora e se virando para o lado onde o companheiro se encontrava praticamente imóvel ao lhe olhar.


–Yuu...



Notas finais
* é uma explicação diferente de cromossomos. No caso circulo seria o cromossomo "x" e quadrado o cromossomo "y". Deste modo quando há a junção xx = mulher , xy = tachi e yy=neko. Assim mulheres como o normal carregam o x dentro de si, então só podem fazer combinação xx ( mulher) e xy ( tachi). E nekos carregam o y dentro de si, fazendo combinação xy ( tachi) e yy (neko). Tomara que não tenha ficado muito confuso?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Então, postar cedo é estranho, mas neh... espero que gostem?
Bem, primeiramente gostaria de agradecer mesmo a cada pessoinha que ler essa fic tão cheia de "dorgas". Obrigada mesmo.
E neh, agradecer a Lissa-san pelo o apoio lindo dela. pega que a fic é tudo mulher, te enviei o cap antes de todo mundo, mas vc não tava on no msn! =/
E nem agradecer a todos que deixaram recomendações, que já somam 16, mesmo número de Paidophilia que era minha fic mais recomendada até hoje! =]
* pula de alegria*
Obrigada:
Paola R
Lolly_chan
Takashima Lissa ( morde vc)
Havena
catarinne
Ruu-sama ( muié, o Kyo de comeu? Kd tu no msn? O.O)
Yuuki
Kibum
Sooky
PsychopathUsagi
paola13
Elijane Alexandre
ShimaYuu_Azumi
monalovesasuke
Metamorphosis
Yuyo
Não sabem o quanto meus olhos enchem de lágrimas e fico feito boba sorrindo quando releio as recomendações de vcs!
E neh... Agradeço também os reviews pq neh... gente do céu eles sempre fazem meu dia sabe! *-*
No último cap recebi comentários lindos, ameaças de morte ... O.O ... kkkkkkkkkk surtos apaixonantes . Biblias que me deixam mais do que feliz.... gente como não amar vcs me digam?
Então neh que tal fazerem o meu dia mais uma vez?
Reviews?
Azumi, meu anjo, amar vc! s2
Ah sim, quase esqueci, o amor de certa leitora ( q começa com S.... ) pelo o Yuuto está me preocupando... kkkkkkkkkkk. Fazer um vilão ser amado... é tenso! O.O kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
beijoooooooooo
Azumi-chan:Então então o esforço valeu a pena né?Minha flor e eu merecemos reviews não é?
Awn Yuuto e eu estamos marcando a data do casamento e eu logo mandarei fazer o vestido de november rain se Aoiha não tiver final feliz....o que acham,será que vai ter?-qqqqq.kkkkkkkkkkkkkkkkk
Né chantagem G.G
Eu também te amo minha flooooooooooooor Mini ♥
Agora reviews?*-*