Vijukei No Monogatari
25 Capítulo 20 Período de Transição
Notas iniciais
DEmorei por demais neh?
Pois é, duas semanas infernais cheias de provas, trabalhos, apresentações e shows ;D
Ok! Deixe-me deixá-los ler! ;D
CAp ainda sem betagem, Azumi passa mais tarde pra betar!
Oiiii gente aqui é a Azumi-chan,agora sim o cap ta betadinho!
Boa leitura amores ♥
Capítulo 20 – Período de Transição
No meio das chamas, do sangue e dos gritos o mais velho Takashima ainda resistia bravamente. Os cabelos antes parcialmente grisalhos e loiros adquirindo a coloração negra da possessão... poucos eram aqueles que conseguiam lutar, poucos eram aqueles que conseguiam segurar uma arma, afinal aquilo fora reservado aos guerreiros de Akai Ame... que já não se encontravam mais ali.
Os civis comuns apenas tentavam fugir, sem ter direção correta para ir já que eram incapazes de deixar os seus para trás, e ao tentar se ajudarem acabavam apenas por alimentar mais os famintos e violentos youkais que não recuavam e não hesitavam em engolir, devorar, despedaçar cada ameniano que encontrava, afinal... o sangue daqueles de Akai Ame representava um ganho de poder para si, além de ser sublimemente mais saboroso do que a carne e liquido vital de humanos comuns.
Hitoru só desejava poder ser mais forte, ainda que em sua época tenha sido o mais forte guerreiro de Akai Ame depois de seu marido... Ryou... com certeza Ryou conseguiria se levar ao impossível e fazer um milagre como de fato fizera anos atrás.... ato que custara sua vida... lembrar de como seu amado se jogara no caminho sem volta de uma possessão completa e lhe implorara para morrer antes que acabasse por destruir tudo que conhecia era...
–Ryou.... – Hitoru chorou junto às lágrimas que não conseguia conter diante de tanta morte e destruição ao seu redor, jamais pensou que um dia teria que presenciar aquilo...
E como se fosse um anúncio de que por mais que o líder tentasse se jogar no mesmo caminho que seu amado se jogara antes não havia mais o que ser feito por sua vila, a figura sinistra de Yuuto pairando sobre toda aquela guerra entrou no campo de visão do então líder ameniano.
Hitoru conseguiu ainda derrotar mais um youkai, segurando firme as duas espadas longas em suas mãos, fechando o cenho e o olhar vermelho antes de se projetar em direção ao bruxo que pairava no ar, suas marcas vermelhas vívidas em seu pescoço.
Infelizmente a idade e o fato de não ser um descendente direto da família líder – já que fazia parte desta por ser aquele escolhido por seu companheiro Ryou – se mostraram fatos frustrantemente cruciais em relação à diferença de poderes entre os dois seres quando o bruxo conseguiu repelir seu ataque apenas por se envolver em uma barreira mais poderosa do que seu golpe.
Hitoru se viu despencando ao chão, mas antes que pudesse ter qualquer reação teve seu corpo envolto no que reconheceu como outra barreira, golpeando as paredes enegrecidas do círculo que lhe aprisionava com afinco e desespero, tentando inutilmente utilizar seu poder para tal.... sem sucesso.
–Hitoru-san, não é? – Yuuto perguntou ao se aproximar do líder — ... pode me levar até Miko-sama?
–Por que nos dizimar? Não fizemos nada a você – o Takashima vociferou em um choro raivoso, novamente se projetando contra as paredes da esfera de energia, mas não conseguindo rompê-la.
Yuuto abriu um sorriso e olhou para seu amante ao seu lado, dentro de sua proteção também de coloração translucidamente negra que flutuava no ar.
–Vocês existirem é perigoso, Hitoru-san ... – o bruxo sorriu em notável vantagem – mas um perigo que preciso... bem, ao menos de alguns de vocês... infelizmente parece que apenas você e mais seis conseguem lutar aqui, não que eu desejasse um número, senão não teria propósito fazer tudo isso... mas espero que Kai-san seja um bom menino e faça o trabalho que pedi... caso contrário tudo ficará mais difícil – bufou em chateação – agora... quer vir comigo? Mesmo que não me diga onde Miko-sama está, imortais são imortais, totalmente previsíveis e cheias de si... – completou ao mirar a propriedade já próxima de formato circular e avermelhada — ... sempre gostam do lugar mais vistoso.... estou certo, Omi?
Ao longe a figura calada e mórbida da imortal se encontrava apoiada nos portões destruídos da vila. Ainda que estivesse a uma distância estrondosa o bruxo sabia que a mulher o teria ouvido, mesmo que não tenha respondido uma palavra sequer.
–Se eu não me engano esse é o mais próximo que esteve de sua amada em mais de mil anos... ansiosa? – Yuuto decidiu provocar ainda mais, testando, e ao não obter resposta novamente apenas bufou de lado, continuando seu caminho em direção à construção principal de Akai Ame.
A esfera que aprisionava Hitoru o seguiu como se atraída pela sua, ambas cortando o céu escuro da noite sem estrelas e tingida do vermelho chama do fogo.
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Miko se sentou de modo deprimentemente pesaroso, suas sacerdotisas em formação circular ao seu redor, decididas a protegê-la por mais que esta tivesse pedido para que elas fugissem. E foi ainda chorando suas lágrimas de sangue que viu o bruxo arrebentar as portas de seu salão, suas amadas amenianas assumirem posição de luta mesmo que jamais tivessem feito tal coisa. A imortal levantou uma de suas mãos com dificuldade quando viu a primeira delas ser brutamente cortada em pedaços pelo feitiço maligno do bruxo, logo outras tendo o mesmo fim e até mesmo quando as paredes foram cobertas por selos e a sala toda emitiu energia contra o bruxo este pareceu apenas se abalar e se surpreender levemente.
Os ataques conseguiriam quebrar um pedaço de sua barreira e Yuuto olhou estreito ao ver que o dano havia sido próximo ao seu amante, tratando de remendá-lo antes que um segundo ataque fosse desferido.
–Uma armadilha.... – Rui exclamou em uma voz ofegada — ... foi por pouco... ela ainda tem tanto poder?
–Não foi ela... – Yuuto sibilou em desagrado – foram essas mulheres... – rugiu ao fuzilar as sacerdotisas ainda restantes — ... talvez elas sejam úteis, apesar de mulheres não me agradarem em nada... – reclamou entre dentes.
Yuuto ergueu suas mãos e num franzir de cenho logo esferas se formavam em torno das vinte garotas loiras em volta de sua senhora, estas se debatendo e lançando o que tinham antes que as paredes se fechassem, mas não conseguindo emitir dano algum. As amenianas foram completamente presas e as esferas flutuaram para perto do bruxo, este analisando as expressões fechadas e desesperadas das moças de modo rápido, fazendo um movimento rápido com a mão e lançando selos pequenos em direção às barreiras em volta das sacerdotisas, estas caindo no que parecia um sono forçado – realmente... mulheres não me agradam em nada, melhor colocá-las para dormir.
Miko deixou o olhar morrer, a mão ainda erguida, tentando fazer qualquer coisa, usar qualquer gota de seu poder ainda que este não estivesse mais em seu corpo, ainda que mal conseguisse ter o controle de seus próprios membros...
–Por quê? – a imortal perguntou em uma voz chorosa — ... não fizeram nada a você.... não fizemos nada a você.... – choramingou em um tom difícil, baixo e ofegado, até mesmo falar parecia ser uma tarefa quase impossível para si — ... se ... se tem algo contra Omi, não precisava fazer isso...
–Imortais... – Yuuto interrompeu o discurso da mulher, descendo ao chão em um pouso elegante e altivo antes de desfazer sua barreira — ... sempre acham que nada será capaz de ameaçá-los... sempre tão cheios de si, não é? Acostumados a serem o topo da cadeia alimentar... – sorriu — ... não é o seu caso, certo? – deu de ombros — ... nada pessoal Miko-sama, mas está na hora de imortais saberem que suas vidas eternas e inatingíveis está para chegar ao fim...
Miko levantou a cabeça e mirou o bruxo próximo a si, o corpo querendo deitar ainda que já estivesse sentada de modo desleixado em sua acomodação acolchoada circular e então seus olhos e rostos sujos de carmim se abriram em entendimento.
–Você não quer só vingança... – tomou fôlego para tentar falar — ... não quer só se vingar de Omi... por causa daquele Joshua...
–Oh!... – Yuuto sorriu de lado.
–Quer continuar o plano dele... quer seguir o que ele queria... – a imortal em declínio retomou a fala, sentindo o corpo desfalecer de fraqueza, deitando por não conseguir mais se manter erguida — ... quer ir ao mundo dos imortais...
–Tarde demais pra perceber isso, não é? – o bruxo provocou, se colocando de pé em cima da moça, mantendo o corpo esbelto desta entre seus calcanhares, cobrindo-a parcialmente com seu manto negro — ... estava contando com resistência ao menos de Omi, mas pelo visto ela não se importa com o que pode acontecer ao mundo, nem este e nem o mundo do qual foram expulsas... sua amada é realmente muito fria, não é?
Miko se deixou chorar novamente, o rosto já vermelho sendo banhado mais uma vez por suas lágrimas carmesim, não poder fazer nada era simplesmente... horrível... não acreditava que de algum modo manteve algum tipo de esperança em seu intimo sobre sua amada irmã e amante...
–Então Omi... quer morrer agora ou prefere vê-la morrer e só depois segui-la? – o bruxo perguntou em um tom divertido e alto, a figura lenta e sem expressão da imortal de fios aloirados e cinzentos flutuando de modo quase imperceptível por entre as portas do enorme salão.
Yuuto segurou no topo dos cabelos negros e encaracolados de Miko, erguendo a cabeça desta a força, rodeando o corpo deitado e puxando-a mais para cima, fazendo o tronco da jovem se descolar do acolchoado da plataforma flutuante do local.
Os olhos de Omi se encontraram com os de sua amada, e ainda que não a visse há milênios sabia que desejaria não ter visto aquele olhar de decepção, ódio, rancor e tristeza para si... o mesmo olhar de quando se viram pela última vez.
A expressão sem sentimento de Omi se desfez em um olhar entristecido e esta virou sua face para o lado, se impedindo de sustentar a visão enquanto pousava no solo da plataforma, andando de cabeça baixa até a cena mais a frente, tomando fôlego para mirar os orbes chorosos de sua amada para si.
–Me perdoe... – Omi pediu em uma voz tão baixa que quase não fora possível ouvir, quantas vezes já tinha repetido aquilo para aquela mesma mulher? Ainda que agora já não mais sonhasse em receber uma resposta afirmativa, ao menos diria... — ... se não posso salvá-la, só me resta te seguir para o fim ...
–Você ainda continua tão egoísta... – Miko chorou em um murmuro dolorido — ... nenhum deles tinha culpa alguma... ainda tão egoísta... – estrangulou entre seus lábios pálidos antes de ser acometida por uma tosse, o peito solavancando enquanto seus braços não conseguiam se erguer.
Omi não conseguiu refrear o impulso de se abaixar e acudir sua amada, Yuuto soltou os cabelos da jovem, mas se manteve no mesmo local enquanto mirava com sádico agrado à cena.
–Eu sei... – Omi sussurrou ao apertar o corpo agonizante contra seu peito, as lágrimas vermelhas também caindo de seus orbes — ... mas eu prometi, não prometi? Naquele dia... que eu sempre te seguiria, que eu sempre estaria perto de você... é a única coisa que me importa... Miko... se adiantasse eu dizer que a única coisa que amo é você... se eu fosse capaz de te fazer feliz...
E as palavras da imortal se mesclavam a tosse de sua amada enquanto palmas sozinhas e fortes ecoavam pelo local, vindas das mãos debochantes de um bruxo que abrira os lábios em um sorriso.
–Deprimentes.... assim como qualquer humano tolo... imortais são tão deprimentes... – Yuuto gargalhou — ... vocês me divertem... – completou ao parar de aplaudir, o sorriso morrendo e a feição de fechando – mas está na hora de acabar – e foi ao falar isso que o feiticeiro ergueu suas mãos para o alto, uma lâmina translucida e negra surgindo entre elas.
Num segundo o bruxo desceu a arma de energia contra a cabeça da imortal que tossia e o barulho de sua tosse se findou quando a lâmina se cravou em seu crânio, o sangue vermelho manchando os fios negros e encaracolados e uma mão alva alisando-os de maneira lenta enquanto Omi ainda matinha sua amada contra seu peito, os olhos fechados e sujos de carmim pelas lágrimas.
O olhar sem esperança de Hitoru esmoreceu em desespero e choro, o velho Takashima se deixando cair de joelhos dentro de sua barreira prisão...
“Acabou...”
Yuuto se afastou dois passos para trás e ajeitou os fios castanhos claros, limpando o suor frio de sua testa, usar tanto poder de uma vez ainda era complicado para si. Repirou fundo e sentiu sua força voltar, sorrindo satisfeito com aquilo, bufando de lado ao ver sua antiga “senhora” ainda a alisar os cabelos do corpo sem vida da amada.
Mais ao canto Rui permanecia sentado, apenas assistindo a tudo, um olhar indecifrável no rosto redondo.
– Pensei que faria algo ao menos agora, mas você realmente só vai ficar parada enquanto eu me sirvo de tudo – o bruxo comentou em um olhar desconfiado — ... dá até vontade de te deixar viver só para que você viva sua linda eternidade sofrendo por não poder chegar onde sua amada está... talvez deixar que vocês se encontrem no vazio do nada seja algo bom demais...
–Se fizer isso eu me dedico a acabar com tudo que você planejou ... – Omi o interrompeu, sem abrir os olhos e sem parar de acarinhar a mulher em seus braços — ... pode se achar muito imbatível, mas o fato de planejar tão ardilosamente acabar com Akai Ame deixa claro que não quer aqueles que possam ser alguma ameaça significativa para si com vida...
–Eu posso mudar de opinião... – o bruxo deu de ombros.
–Você não vai... – Omi mostrou um sorriso convencido de lado, afastando o corpo morto de Miko de seu peito finalmente, mirando o rosto congelado em um susto entristecido, fechando os olhos da amada com calma — ... além disso precisa de nosso sangue para ter mais poder, Miko estava fraca, não vai poder te fornecer nada, precisa de mim morta... caso contrário eu jamais teria deixado você chegar até aqui.
Yuuto bufou em desagrado, odiava saber que no final estava fazendo algum tipo de bem àquela mulher, mas querendo ou não, não podia se dar ao luxo de deixá-la viva e fazê-la sofrer.
Omi acariciou a bochecha fria da amada e sorriu nostalgicamente.
– Se você tivesse feito as coisas pensando no que a faria feliz nada disso teria acontecido ... – a voz de Rui tomou a audição de todos — ... não seria mais fácil conseguir o perdão dela se tivesse simplesmente impedido Yuuto e feito com que todos ficassem bem?
Omi sorriu de lado e deixou os lábios caírem em um beijo leve contra a boca sem vida de sua amada, levantando a face novamente, sem jamais deixar seus olhos se desviarem do rosto morto de Miko.
–Também acreditei nisso um dia... – a imortal sorriu tristemente — ... até perceber que não teria volta... perdi a confiança dela quando escolhi a vida dela à daqueles humanos, até mesmo para uma imortal como eu... foi difícil entender que confiança uma vez perdida... jamais será recuperada... afinal você sempre foi tão teimosa não é meu amor? – os olhos choraram silenciosamente — ... não importa que ainda tivesse a eternidade... você jamais me perdoaria, nunca voltaríamos a ser como antes... e pra quem vive para sempre.... nunca é um tempo tão longo... Miko... – as lágrimas voltaram a ser mais fortes, o carmim do sangue tingindo o acolchoado da plataforma.
–Chega! – Yuuto reclamou em tédio – morra logo e leve você e seus problemas amorosos idiotas pra onde quer que vá – rugiu em impaciência, voltando a levantar os braços e se concentrar uma lâmina negra semelhante àquela fincada na cabeça de Miko surgindo em suas mãos e este mais uma vez se aproximando das duas ao chão.
Omi voltou a esconder o rosto de sua amada em seu peito, as pálpebras voltando a se fechar e um sorriso nostálgico em seus lábios enquanto se lembrava de doces memórias ao lado de sua Miko. Um campo lindo e o sorriso de sua amada, um bico fofo e o olhar piedoso dela para com humanos, a figura bonita e vívida no meio de todos aqueles homens, mulheres e crianças...
“Se morrer é um recomeço... será que há alguma esperança para nós?... meu amor...”
E então seu crânio também foi cravado pelo bruxo.
Yuuto respirou fundo em cansaço, soltando a lâmina e deixando o corpo da imortal tombar para o lado junto com a de sua amada. Mirou em ofegos e suor frio a imagem odiosa das duas abraçadas... fechou o cenho, aquilo seria um sorriso no rosto de Omi?
Reclamou em um murmuro afrontado... não acreditava que no final tinha feito um bem àquelas duas.
–Ao menos consegui o que queria – resmungou, se abaixando para recolher o sangue que se derramava das feridas das imortais quando um clarão o fez levar a mão ao rosto. Novamente viu um selo se desenhar, mas dessa vez vindo do corpo recém morto de Omi. Não reconheceu, mas seus orbes se alarmaram em desespero quando viu os corpos e sangue das imortais se desintegrarem em pó. Levou as mãos afoitadas à poeira brilhante que começava a flutuar no ar... sem sucesso ...
–Não... – rugiu entre dentes – maldita Omi...... MALDITA OMI – gritou em fúria, deixando a ventania negra lhe cercar de modo violento... – MALDITA....
Ao lado Rui se permitiu um sorriso muito pequeno com o descontrole do amante.
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–Maya-chan... – Kai tentava mais uma vez se aproximar da sobrinha, o sorriso doce e amplo nos lábios, mas fora ao tentar dar mais um passo para frente dentro da acomodação da pequena que sentira novamente ser barrado por algo que considerava invisível para seus olhos.
Estava naquilo há cinco dias. Voltaram em marcha para Hana, a viagem levara dois dias sem os youkais lagartos, e lá decidiram esperar qualquer movimentação do bruxo maluco que enviara uma mensagem de simples “Permaneça onde estão e se comportem”. Não estavam em melhor situação do que antes, Kai não gostava dos olhares do general de Hana e de Ogata, não gostava da burrice do Kazamasa e odiava o fato de sua esperança de se reunir com Naoyuki e conseguir sua ajuda para acabar com aquele maldito feiticeiro estar reduzida a zero já que não tivera resposta, e nem seu pássaro de volta, na mensagem que enviara a Ogata, onde suspeitava que o Murai estava.
Yuu continuava uma pedra catatônica e ferida e os soldados começavam a se queixar de suas ordens... queriam atacar às escuras o exército de youkais que dominara Shiroyama... “ Se fosse tão fácil eu não teria que aguentar tanta humilhação” ... Kai reclamara mentalmente ao se lembrar de tudo... e como se não adiantasse Maya simplesmente se isolara naquela espécie de barreira e permitia apenas que objetos e comidas passassem quando assim queria. A pequena se negava a falar e nem sequer o olhava... o Yutaka odiava admitir mas ser rejeitado por sua pequenina estava sendo deveras doloroso. Pensar que sua princesinha teria se apegado tanto aos amenianos era algo não absurdo visto que tinha ciência da origem da sobrinha, mas pensava que conseguiria convencer uma criança a “entender” o seu lado e voltar a falar consigo... porém a pequena se mostrava irredutível, e o cientista desconfiava que ao invés de ter cuidado da filha seu irmão tenha no mínimo deixado-a, como sempre, de lado, o que a fizera passar tempo demais com os guerreiros de Akai Ame...
“Bem... ex-Akai Ame agora...” pelas últimas notícias de dias atrás.
Se bem que pelo o que sondara entre os soldados de seu irmão... não tinha sido apenas Maya a cair nos encantos dos amenianos....
“E pensar que ele sempre foi tão cheio de moral, valores, honra e rancor...”
Reclamou novamente em mente, suspirando em cansaço... teria que tomar conta de tudo ali?
–Maya-chan, você deixa Tio Kai triste assim – tentou novamente e mais uma vez não obteve resposta – Tio Kai vai chorar.
–Tio Kai não chora... – a pequenina finalmente falou — ... tio Kai não vai mais enganar Maya-chan... Tio Kai é mau.
Kai deixou seu sorriso se fechar e por um momento seu peito doeu, mas respirou fundo... não era irreversível, ainda poderia conseguir reconquistar sua princesinha... ainda poderia...
–Vou deixar Maya-chan em paz se ela pensa assim então – falou ao se colocar de pé – mas é pra Maya-chan comer a comida que as moças trazem, seu papai está machucado e não vai gostar nada de saber que você anda comendo pouco quando melhorar...
A pequenina não respondeu, nem sequer o olhou, apenas se manteve sentada com os joelhos recolhidos e a cabeça escondida neles.
Kai respirou fundo e deu as costas, saindo do quarto reservado na propriedade Kazamasa para a pequena.
Assim que fechou a porta atrás de si voltou a suspirar... dolorido... podia ser quem era, mas em relação àqueles que lhe eram importantes para si não conseguia se ver livre das tão odiosas dores e emoções.
Andou alguns passos, desenhando o semblante sério em sua face, mas com o usual meio sorriso que tentava parecer gentil. Ouviu um soldado vir correndo em sua direção e estreitou o olhar, apesar do sorriso de covinhas se ampliar... o homem estava pedindo para morrer, com certeza.
–Kai-sama... – um dos homens de seu irmão reverenciou ao chegar à sua frente – Aoi-sama, ele não quis obedecer suas ordens, está indo sozinho para as celas do amenianos e... – o soldado parou ao ver o sorriso do senhor se ampliar mais ao ponto de seus olhos se fecharem, pelos boatos poderia se considerar um homem morto quando via aquilo.
–É difícil pedir para manterem um homem ferido longe de um prédio subterrâneo? – Kai rugiu entre os dentes de maneira facilmente simpática.
–Mas Aoi-sama... – o soldado tentou explicar que se colocar contra seu general era impossível, porém não teve o tempo adequado já que no momento seguinte a guarda pessoal do Yutaka o prendia e o derrubava ao chão.
–Levem pro meu laboratório improvisado, depois cuido dele – Kai ditou, continuando seu caminho, passando pelos homens parte do conselho de Hana, cumprimentando-os com mais uma de seus sorrisos falsos, dessa vez parecendo debochar... o que de fato fazia já que os velhos senhores o encaravam com semblantes raivosos. O Yutaka praticamente tinha se apropriado de tudo ali, como se fosse ele agora o novo senhor do feudo... o que com certeza não tinha agradado nada a muitos... inclusive um certo idiota de nome Kohara...
“Céus, ao invés de matar amenianos gostaria que aquele maldito tivesse me mandado matar Shou-san... ao menos os amenianos serviam para algo...”
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–Está doendo muito? – Ryou perguntou em uma voz baixa ao paralisado ex-loiro sentado no chão sujo da cela e apoiado na parede desta ao olhar para as flechas atravessas em suas pernas — ... seus homens estão bem... bem, ao menos os que restaram – o soldado shiroyamiano cochichou em uma feição triste – eu sinto muito... – continuou a limpar os braços e rosto do líder ameniano, tinha assumido a responsabilidade de cuidar dos prisioneiros. Na verdade pedira por aquilo, já que não queria deixar os guerreiros nas mãos de outros soldados, muito menos sabendo da situação do gentil Takashima que tanto lhe ajudara antes... tinha respeito por cada um deles e lamentava tudo que tinha acontecido.
Logicamente a guarda dos prisioneiros era reforçada, e Kai ordenara por algum motivo para que Uruha fosse mantido separado dos demais ainda que nenhum pudesse se mover devido aos ferimentos e paralisante. Como nenhum dos outros samurais queria ter que limpar e alimentar os poucos guerreiros da agora extinta Akai Ame, Ryou aceitara de bom grado ser aquele a fazer tudo isso.
–Quando você vai falar? Os outros falam comigo um pouco sabe... – o moreno de cabelos curtos reclamou em um muxoxo – principalmente Miku-san... se eu pudesse ajudá-los a escapar pode ter certeza que eu faria, mas a segurança que colocaram nesse lugar é impossível... – continuava ainda que nunca tivesse resposta – não sei a dor que deve estar sentindo, mas você tem que reagir... afinal tem um filho aí dentro certo? – soltou de uma vez, já havia quatro dias que fazia aquilo e o líder de cabelos negros e longos mal comia, só o mínimo, e se mantinha catatonicamente com um semblante morto e furioso durante todo o tempo.
Mas fora ao dizer isso que vira os orbes avermelhados se voltarem para si pela primeira vez em dias e alguma palavra sair dos lábios pequenos do ameniano.
–Do que está falando? – Kouyou rugiu, fazendo o soldado se retesar com o tom rouco e gutural da voz daquele que se lembrava ser sempre gentil e calmo.
–Eu... eu... eu sei que você, de algum modo, está esperando um filho de Aoi-sama ... – tomou coragem e sussurrou perto do líder — ... não tenho certeza do que ele fará se souber, por isso não contei, mas penso que se contar eles vão ter que te tratar melhor, ao menos Aoi-sama não é do tipo de cara que deixaria uma mulher grávida de si nessas condições, é claro que você não é uma mulher, mas... você me entendeu e... de qualquer modo ele ainda está ferido e...
–Conte para ele ou para alguém e você fará parte de todas as cabeças que irei cortar assim que conseguir me mover... — o tom rouco novamente fez o soldado recuar e este mirou com surpresa ao ouvir aquilo.
–Você... está diferente... – Ryou balançou a cabeça — ... é esse cabelo e os olhos? Os outros voltaram ao normal depois de um dia, mas você...
–Comida... – Kouyou o interrompeu, voltando seu olhar para a parede oposta a si na cela fria e suja — ... preciso dela pro meu filho – se resumiu e Ryou demorou alguns segundos digerindo o comportamento do ex-loiro... com certeza não imaginava a extensão da dor do líder ameniano, mas aquele ser ali na sua frente ... era...
Voltou a balançar a cabeça e deixou o pano úmido de lado, pegando o prato de argila raso ao lado com alguma sopa aguada, levando o talher pobre ao liquido e à boca do ex-loiro, este abrindo os lábios minimamente deixando o alimento de gosto ruim lhe invadir o paladar.
Quando fora pegar a segunda colherada viu os orbes vermelhos do Takashima se virar em sua direção , mas logo percebeu que não era a si que ele estava olhando. Voltou a cabeça para trás, vendo ali na grade seu general meio ofegante, se apoiando em uma estrutura de madeira e nas grades enquanto os mirava em um olhar franzido.
–Saia – a voz rouca e dificil, porém imponente, de Aoi chegou aos ouvidos do soldado e este voltou a olhar o ameniano antes de colocar o prato de volta ao chão e se levantar. Fez uma reverencia ao general antes de sair pelo corredor e subir a escada que levaria ao outro nível da prisão. Com certeza o general havia utilizado de sua autoridade para estar ali, o que significava que não obedecê-lo era uma atitude idiota de se tomar.
Aoi abriu a porta da cela de madeira e entrou nesta mancando e se apoiando na muleta, se atrapalhando um pouco em sua manta negra, seu ferimento ainda doía em excesso, mas não seria aquilo que manteria Shiroyama Yuu na cama.
–Kou... – chamou em uma voz baixa, os lábios fartos entreabertos em ofegos mais pausados, a face morena descoberta e a marca de Uruha bem nítida em sua face.
Uruha lançou seu olhar de ódio para o general, e desejou poder se mover para acabar com o maldito que lhe fizera ser o culpado por tudo aquilo... jamais deveria ter confiado em Aoi.... jamais deveria ter...
Aoi recuara um pouco ante a tal olhar, jamais recebera aquele olhar do loiro... agora ex-loiro, visto que os fios deste estavam negros e soltos, bagunçados e embaralhados, tampando parcialmente o rosto alvo de olhos vermelhos. Porém, continuou a se aproximar, tendo dificuldade em se colocar de joelhos ao lado do ameniano, mas fazendo-o com um franzir de sobrancelha em reclamação de dor.
–Eu sei que deve estar me odiando, sei que deve estar sofrendo e ... – começou ao respirar fundo, não era bom com aquilo, mas de algum modo precisava fazer — ... eu quero dizer que não sabia, o que não apaga o fato de que meu povo causou a destruição do seu, mas...
–Saia – foi interrompido pelo rugir furioso do ex-loiro, se surpreendendo pela voz antes tão doce deste estar de um modo que nunca ouvira antes, nem mesmo quando este parecia estar em dias “complicados” – te ter tão perto e não poder te matar é mais tortura somada a tudo que já estou passando e fiz meu povo passar.
Aoi levou uma mão à bochecha ainda meio suja do Takashima, surpreso pelo o que ouvira sair daqueles lábios pequenos. Uruha soltou um rugido raivoso e quis mover o rosto para impedi-lo de o tocar, mas seu pescoço, assim como seus braços e pernas, não o obedecia. Por isso apenas cerrou os olhos com força, tentando impedir seu corpo pecaminoso, que se aproximava de mais uma época de calor, sentir qualquer coisa com aquele toque.
–Você... – Aoi sussurrou — ... não faça isso... – e o tom baixo pareceu um pedido em algo semelhante a tristeza — ... você não pode dizer coisas assim... – continuou ao abaixar a face, depositando um beijo na testa encoberta por uma franja repicada de fios negros do ameniano, sentindo este se retesar e o ouvindo liberar um rugido irado mais uma vez — não você.... Kou... – desceu o beijo para a bochecha, acarinhando o queixo delicado com a mão.
–Pare... – Kouyou rugiu – PARE... – gritou, mas teve suas ordens ignoradas e os lábios fartos e negros lhe beijando a face de modo lento. Não queria... não podia... não iria cair naquilo novamente.
Aoi prensou a boca contra a do Takashima, sentindo este cerrar os lábios, mas puxando o queixo alvo, obrigando a entreabri-los um pouco. Forçou a língua para dentro e se sentiu a vontade quando os dentes pequenos não a impediram de entrar... queria tanto sentir aquele homem perto de si que chegava a ser insano. Queria ir ali para ver como ele estava, conversar, tentar encontrar alguma solução por mais que soubesse que não haveria alguma, mas simplesmente parecia precisar tocá-lo, acariciá-lo, tê-lo... não importava como, onde ou quando...
Provou pouco da saliva ali dentro, pois logo sentiu a pressão dolorida em sua língua e o gosto de fel, tentou puxá-la para fora, só conseguindo na segunda vez ao aplicar mais força. O sangue escorreu por entre seus lábios e soube que teria um corte duplo em seu músculo com a marca dos dentes do ameniano, levou a mão à boca e mirou os orbes vermelhos em fúria para si, surpreso e afrontado.
–Você .... – Aoi vociferou com dificuldade em um franzir de cenho.
–Queria arrancar, que pena que não consegui – Kouyou o interrompeu, devolvendo o olhar franzido.
E então Aoi pode ver, talvez pela primeira vez, qual era a escuridão que sempre carregava no olhar, pois ela parecia agora morar nos orbes avermelhados do Takashima... e com certeza estava mais escura, mais forte e mais... triste.
Aoi se viu soltando a muleta ainda na outra mão e enlaçando a cabeça do ex-loiro com os braços, trazendo-a para seu peito. Os olhos se fecharam em uma expressão dolorida... o que era aquilo?
–Iria adiantar se eu disser que te amo...? – sussurrou impulsivamente.
Kouyou vacilou por um mínimo de fração de segundo, um olhar tristonho se abatendo sobre si e então voltando a ser duro e escuro.
–Não – respondeu em uma voz direta, dura e grave – me solte – vociferou – ou vai me forçar novamente? Acaso é tão baixo ao ponto de estuprar alguém que nem ao menos pode se mover? – começou a cuspir em escárnio – seria gostoso, hein? Seria prazeroso meter em um corpo paralisado? Afinal do que você me chamou mesmo aquela noite? Rameira? Putinha? O que é? Viciou tanto em um traseiro que até mesmo nessa situação é capaz de se satisfazer? Cadê toda honra e integridade Shiroyama? Não era você quem repudiava sodomitas? Como se sente sendo um maldito cachorro excitado pra meter em um homem?
Ao contrário do que o ameniano pretendia suas palavras só fizeram o moreno se agarrar mais a si e foi ao sentir as mãos deste lhe descer pelo corpo e segurarem em sua cintura que começou a querer chorar... não acreditava que aquilo aconteceria mesmo... não acreditava que ainda assim seu maldito corpo queria reagir àqueles toques... o odiava, se odiava... odiava tudo....
–Foi você quem fez isso comigo lembra? – o sussurro ofegante e pausado veio de encontro à orelha do ameniano e este cerrou os olhos com força — ... você... se me tornei um cachorro excitado pra meter em um homem, o único culpado é você... – Aoi continuou em um abandono ao descontrole, sua ferida doendo, mas este se forçando a aguentar. As mãos leves e ainda assim ríspidas descendo até a fenda do mesmo traje de dias atrás do ex-loiro, sujo, rasgado e amarrotado, os dedos apertando a pele meio ressecada das coxas e os dentes mordiscando a tez meio escurecida de poeira do pescoço alvo.
Kouyou cerrou as pálpebras com desespero, seu íntimo desejando ceder àquilo enquanto ele mesmo queria apenas poder se mover e partir a cabeça daquele maldito ao meio, há dias que não sentia seu shaman direito, há dias que não conseguia pensar em nada que não fosse ódio, matar, se vingar... o que estava acontecendo consigo? Estava tudo tão confuso, tão... bagunçado e queria poder matar todos àqueles que lhe causavam dor... ou simplesmente morrer de uma vez...
Antes que pudesse perceber as lágrimas vermelhas, mas dessa vez não translúcidas e sim completamente carmim, começaram a cair de seus olhos, o peito solavancando por movimento involuntário.
Aoi se afastou em um impulso e ao ver os olhos do Takashima tão bem cerrados e transbordando em lágrimas de sangue sentiu seu peito se comprimir de modo quase impossível de aguentar.
–Não, não chora... – implorou em um sussurro desesperado – não.... – continuou, seu coração se comprimindo até ao ponto de que pensaria estar sofrendo algum mal cardíaco. As mãos foram rápidas para as flechas fincadas nas pernas alvas e sem dar segundos pensamentos franziu o cenho em dor ao ter que usar força para arrancá-las de lá – não chora... – pediu novamente, jogando as flechas para o lado e tornando a abraçar o corpo magro contra seu peito, acarinhando os fios negros e sujos – não chora... vai ficar tudo bem, eu não vou te machucar, não vou deixar te machucarem.... vai ficar tudo bem...
–Sim... – a voz baixa e grave veio abafada contra seu peito — ... vai ficar tudo bem.... – Uruha repetiu em um tom estranho — ... assim que todos vocês pagarem...
Em um segundo o corpo ferido do general fora jogado para frente, as costas batendo contra a parede oposta e este reclamando de dor ao despencar de volta ao chão.
Uruha se ergueu com certa dificuldade, seus membros difíceis de se controlar pela falta de uso, mas se adaptando incrivelmente rápido. O ameniano mirou o moreno que se esforçava para se reerguer, conseguindo apoiar suas costas na parede enquanto se sentava. Os olhos se encontraram e Aoi viu a escuridão total nos orbes vermelhos junto a um último olhar tristonhos antes do vento invadir o local e o ex-loiro desaparecer em uma rajada de ar.
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–Não gosto das coisas como elas estão! – Tora reclamou junto à janela aberta do escritório do general de Hana.
–Eu também não gosto – Saga assentiu, sentado mais atrás – por que você e seus homens ainda estão aqui? Shou-sama traiu Ogata e Hiroto-san não está aqui...
–Hunf... – Tora resmungou – aquele tal Kai me deixou um avisinho para tomar cuidado com o que eu e meus homens decidíssemos assim que chegamos, estou tão de mãos atadas quanto você...querendo ou não esses malditos estão em maior número, somos todos prisioneiros de certo modo ... – explicou, virando a cabeça para o lado, deixando os olhos felinos mirarem de lado – bem... ao menos posso ficar perto de você – provocou em um sorriso charlatão, o menor ganhando um franzir de cenho do Sakamoto.
–Cala a boca – Saga rugiu.
O Amano abriu a boca para dizer algo, porém o barulho de explosão cortou qualquer palavra que quisesse falar, os olhos franzidos olhando pela janela ao longe, o vermelho do fogo no prédio da prisão de Hana. Saga logo se juntou a si, ajeitando a espada em sua cintura, respirou fundo.
–Vamos – ditou ao maior ao seu lado, ambos saindo da sala de modo apressado.
– Apareceram do nada, Kai-sama – um soldado tentou explicar ao seu senhor que andava raivoso em direção ao prédio presídio de Hana, seguido de vários outros samurais.
–Essa defesa ridícula de hanianos – o Yutaka bufou em ira, mirando com desagrado a fogueira que havia se tornado o calabouço de prisioneiros, e então mais explosões começaram a ecoar em outros prédios... a questão era saber quem estava atacando.
Como em resposta um exército encapuzado pareceu se materializar em cima dos tetos bem trabalhado ainda restantes e Kai franziu seu cenho... o que exatamente eram aquilo?
–Matem – ordenou a seus homens, separando mais alguns em direção ao caminho da prisão, ainda tinha que pegar o idiota do seu irmão que certamente estaria lá dentro. Mas antes de alcançar a entrada foi surpreendido por doze amenianos que saíram do local em uma rajada forte de vento, no meio deles um raivoso líder de cabelos negros e olhos vermelhos.
Kai engoliu em seco e recuou dois passos, seus homens assumindo sua proteção ao fazerem uma parede humana em sua frente, mas sabia que aquilo de nada adiantaria.
–Isso não faz parte do acordo Uruha-san – a voz séria se fez ouvir assim que uma figura elegantemente vestida e acompanhada de mais encapuzados também se colocou para fora do prédio em chamas.
–Eu não lembro de ter aceitado o acordo, Kazuki-san – o líder ameniano rugiu entre dentes, as mãos se apertando nas espadas vermelhas médias em suas mãos.
–Vai trocar uma chance de futuro para o que restou de seu povo e para seu filho por um segundo de vingança? – Kazuki jogou de modo irônico.
Uruha franziu mais o cenho, um dos culpados por tudo estava diante de si, tão perto... tinha que matá-lo, tinha que ...
–Kouyou... – ouviu a voz de Reita assim que este tocou seu ombro de modo forte.
Uruha olhou para trás, para seus onze amenianos que restavam... tinha um dever para com eles, já que falhara tão horrivelmente para com todos...
Tentou controlar toda a onda de ira dentro de si, não tendo muito sucesso, mas conseguindo fazer ao menos sua razão se sobrepor.
–Acordo aceito – Uruha ditou em direção ao dono de Gather Roses, havia encontrado este e seus homens já a libertar seus guerreiros quando chegara no andar onde estes estavam e em um segundo muito rápido todo aquele circo havia se formado... não podia confiar em ninguém, não confiaria mais em ninguém... porém, tinha ciência de que sem a ajuda daquele homem e do Murai não teria como ele e seus homens durarem muito tempo naquele novo mundo de trevas.
–Nao-san provavelmente ficará feliz – Kazuki sorriu de modo satisfeito — ... agora vamos apenas fugir enquanto aquele atrasado do Byou faz a parte dele – bufou em tédio — Buu-chan... pode causar uma distração? – piscou para o pequeno amante atrás de si e este resmungou pelo apelido, mas em um segundo tomou a frente do Takashima.
–Pra trás, Uruha-san, quando eu ativar vão em direção à saída, uma vez que eles tenham tempo pra se organizar ficará difícil fugir – falou de modo respeitoso, teoricamente aquele homem ainda era seu líder, ainda que jamais tenha sido subordinado a tal.
O Takashima resmungou e assentiu.
–Não sei por que manter esse maldito vivo – reclamou, dando passos para trás.
Em um segundo Manabu erguia as mãos e em um movimento muito rápido foi para um lado e para o outro da formação de soldados que recuavam lentamente. Kai já havia aproveitado o breve momento de diálogo para escapar então não fora envolvido na explosão de ventos quando o ameniano ativara os selos recém postos à frente de seus soldados, mas assim que virara para trás, já a vários metros de distância, não vira mais amenianos ou encapuzados em seu campo de vista.
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– Sabem quem está atacando? — Saga perguntou a alguns de seus soldados enquanto andava apressado ao lado do general Ogata em direção ao alojamento militar no intuito de organizar as tropas de defesa quando uma frente de soldados ogatianos assumiu posição de defesa diante de ambos.
–O que estão fazendo? Saiam da frente – Tora reclamou em surpresa.
–Seguindo minhas ordens – a voz familiar do pequeno Ogata veio do meio da formação – vamos embora Tora – ditou ao tigre.
E em um segundo alguns homens avançaram em direção ao pequeno contingente de samurais hanianos e seu general.
Saga abriu os olhos em surpresa, estava em desvantagem. Em um lapso de desespero e estratégia pegou o Amano pelos ombros, levando a espada ao pescoço deste, ameaçando cortá-lo.
–Se aproximem e eu o mato – gritou e os soldados de Ogata pararam sua investida.
–Não queremos confusão por agora, Saga-san, só vim buscar meus homens – Hiroto rugiu em ultraje – solte-o e pouparei sua vida- ameaçou.
–Como se seu fosse acreditar – Saga rugiu de volta, olhando para os lados e recuando junto à sua guarda... não tinham como vencer aquilo, tinha que distraí-los até seus comandantes e outros contingentes chegarem.
–Calma, Saga ...– Tora pediu em um sorriso ao sentir a lâmina querer se forçar em sua pele -.. meu pescoço...
–Cala a boca, traidor – O Sakamoto rugiu para o Amano em seus braços, começando a se afobar.
–Hiroto-san, se é por falta de mim que ainda não bateu em retirada, pode ir – o Amano gritou em direção ao seu senhor.
–Não posso deixar meu general nas mãos dos inimigos – Hiroto argumentou em uma voz rude e rouca.
–Eu abdico do meu posto de 1º general das tropas de Ogata, vai ter que arranjar outra pessoa – Shinji continuou, sentindo o aperto do braço do Sakamoto se desfazer, provavelmente por esse ter se surpreendido com o que dissera — ... pode pegar o exército e se retirar, eu fico aqui – completou.
–Acaso isso é uma traição, Shinji? – Hiroto rugiu em indignação, jamais esperaria aquilo daquele que fora seu amigo durante anos.
–Algo assim! – o tigre sorriu de modo convencido, mas deixando claro que não estava brincando quando se soltou do braço do Sakamoto e se colocou ao lado deste.
Hiroto franziu os olhos em desagrado e mirou o general haniano de cima a baixo... então aquela era a resposta? Não acreditava que seu amigo e general de anos tinha decidido algo tão ridículo quanto aquilo... bufou de lado e sorriu em ironia...
–Se insiste – o líder Ogata deu de ombros – RETIRADA – gritou para seus homens e estes logo se dispersaram de forma desordenada em direção há três direções distintas – você me surpreende, Shinji... – sorriu para o agora ex-amigo — nunca pensei que pudesse ser tão burro... – deu de ombros e também correu junto à sua guarda em uma das direções de fuga.
–É... acho que você vai ter que assumir a responsabilidade por mim agora gatinho – Tora brincou, ganhando um olhar torto do Sakamoto ao seu lado.
Saga vacilou por um segundo, mas apenas se colocou de costas, marchando ainda em direção aos alojamentos.... por que diabos seu coração estava batendo tão rápido?
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–Mestre, por aqui – Jin avisou ao guiar o dono e os soldados deste por entre os corredores confusos daquela área naquela tarde nublada e turbulenta em Hana.
–Onde diabos estão? — Byou rugiu a tomar a frente do servo hibrido – aqui? – perguntou ao apontar para uma das portas recebendo um assentir afirmativo do meio youkai.
Tomou um pouco de distância e chutou a porta de madeira, arrebentando-a e encarando-a de modo violento, invadindo logo a sala e parando em um olhar franzido ao ver o que tinha lá dentro.
–Esse tal Kai é mesmo doente... – resmungou ao mirar os corpos de quatro amenianos nus pendurados no teto por meio de correntes, algumas gotas de sangue escorrendo de algumas feridas enquanto seus corpos eram atravessados por estacas nos locais de suas marcas e máscaras estranhas cobriam seus rostos – peguem-nos e vamos sair logo daqui, Kazuki vai fazer o inferno de reclamação se nos atrasarmos mais – ditou a seus soldados e estes acataram imediatamente suas ordens — ... não gosto disso ... – o senhor de Vegas reclamou em estresse... odeio pensar que estou trabalhando para outras pessoas...
–Hun... – Jin choramingou ao perceber o tom nada contente de seu dono e se aconchegou ao maior – desculpe não ter conseguido derrotar Yuuto...
–Shiu, shiu, não Jin, não é sua culpa.... – Byou sorriu ao desfazer sua carranca estressada — ... hun? Mas se quer me animar sabe o que fazer... – provocou, ganhando um rosnar do cachorro e este se afastou de si — ... do que adianta ficar me pedindo desculpas se não vai fazer nada para me satisfazer? – bufou de lado, mas Jin não respondeu.
–Senhor? – um de seus soldados perguntou ao mostrar que já haviam pegado os amenianos desacordados e quatro de seus samurais os carregavam em suas costas.
–Ótimo, vamos – ditou, se colocando para fora da sala escura, sendo surpreendido por uma pequenina garota de cabelos clareados e olhos negros ao sair do local.
–Maya-chan quer ir com vocês – a pequenina ditou de modo altivamente firme, os olhinhos sérios causando um franzir de cenho do senhor em trajes chamativos.
–Não temos tempo para brincar garotinha – Byou cuspiu, se projetando para avançar, mas sendo impedido por algo invisível quando a pequenina se colocou em sua frente de uma forma rápida demais para uma criança.
Maya levantou as mãos e mostrou nas palmas as duas marcas de shamans, desfazendo a barreira que havia aprendido a usar logo em seguida.
–Maya-chan quer ir – falou novamente.
Byou bufou de lado.
–Ela é ameniana, você cuida dela Jin – ditou ao meio youkai, que surpreendentemente sorriu ao pegar a pequenina em seus braços.
–Vai me dizer que gosta de crianças? – Byou jogou de modo divertido ao continuar a marchar, sendo seguido por seus soldados.
–Gosto – Jin assentiu – minha dona preferida antes de você era uma menininha mais ou menos dessa idade – completou ao colocar a pequena em seu pescoço, relembrando velhos momentos – me chamo Jin, Maya-chan certo?
–Hun – a pequena assentiu em afirmação.
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–Ainda tentando? – Rui perguntou ao adentrar a acomodação do amante no prédio principal de Shiroyama.
–Tem que ter outro jeito – o bruxo rugiu entre dentes ao deixar o corpo da sacerdotisa ameniana cair ao chão, desacordado.
–Essa foi a última? — Rui perguntou em interesse – se continuar assim vai fritar os cérebros delas e elas não servirão como soldados...
–Se eu não achar outro jeito de ir ao mundo imortal não precisarei de nenhuma delas — Yuuto resmungou em estresse, fazendo um sinal para alguns soldados shiroyamianos retirarem o corpo da jovem dali. Estes o obedeceram em um olhar insatisfeito, não gostavam daquele homem o qual seu senhor exigira tão meticulosamente que deveriam obedecer.
–Se continuar como está logo será alvo de uma revolta popular – Rui suspirou ao mirar os soldados saírem do quarto — ... são muitos aqueles que desconfiam do motivo de Fukaku-san exigir que cada ordem sua seja cumprida.
–Se inventarem de se rebelarem apenas sirvo mais pratos pros meus youkais – Yuuto deu de ombros, franzindo o cenho quando identificou o pergaminho vermelho nas mãos do amante.
–Oh! – Rui sorriu ao ver que o bruxo percebera – eu disse a você que manter Kai-san e Shou-san em Hana não era uma boa ideia, não disse? – o monge sorriu de modo charlatão, arremessando o pergaminho em direção ao feiticeiro, este pegando-o de rapidamente e em um segundo sua expressão se enfureceu ainda mais, não era necessário abrir aquilo para saber o que estava escrito.
–Aquele idiota do Kazamasa não deu fim naquele conselheiro e no Ogata – resmungou ao fazer o pergaminho em sua mão ser consumido por chamas negras – esses tolos acham que podem fazer algo contra mim roubando uma dúzia de amenianos e soldados?
– Eles não acham, amor... eles sabem que podem ... – Rui provocou em um sorriso – você foi muito descuidado em relação ao Kazamasa, estava tão focado em ter força para enfrentar Omi que acabou subestimando as pessoas comuns – continuou ao se aproximar do amante e se sentar de forma desrespeitosa em seu colo -... eu posso dar um sugestão a você?
Yuuto olhou de forma desconfiada para o religioso.
– O que você faria? – perguntou ainda mantendo seu olhar franzido, mas enlaçando a cintura do monge com as mãos.
– Temos Vegas e Ogata contra nós, Byou, Kazuki, Murai Naoyuki e Hiroto na liderança, agora eles tem mais soldados e amenianos do lado deles...– Rui começou a falar, meneando o quadril de forma erótica por cima do tecido da manta do amante, provocando o membro adormecido deste – está claro que eles estão formando alguma espécie de resistência, você destruiu Ishihara, mas ainda tem Shiroyama e Hana sob controle, está em vantagem teoricamente... traga Shou-san e os filhos de Fukaku-san para perto e una os feudos, algo assim vai fazê-los recuar por um tempo até que eles encontrem alguma forma de te vencer...
–Está sugerindo que eu me sinta ameaçado e me esconda? – Yuuto arguiu em indignação, parando o rebolar indecente do monge em cima de si.
–Você já está sendo ameaçado, amor, não percebe? – Rui sorriu — ... não pode confiar em Shiroyama, não pode confiar em Hana e nem mesmo em seus youkais, eles têm se tornado bastante rebeldes desde que notaram que não iriam ao mundo imortal com você... o único em que pode confiar sou eu... precisa construir um império sólido antes de pensar em sair atacando por aí, você foi tão paciente todos esses séculos... por que apressar tudo agora?
–Esperar é dar tempo para eles se organizarem – Yuuto contra argumentou – dizimá-los agora é garantir minha vitória.
– E se não conseguir dizimá-los e apenas enfraquecer seu já “frágil” apoio militar e seus poderes? Conseguir outra joia das lamentações não vai ser fácil e não sabemos exatamente o que Kazuki e Byou guardam debaixo da manga – o monge tornou a argumentar – espere, seja paciente e estabilize toda essa confusão de Hana e Shiroyama, assim terá os dois maiores feudos de Vijukei totalmente sólidos e fortes contra um feudo de prostitutas e ladrões, perdedores da coroa e meia dúzia de amenianos extintos, do jeito que está você tem apenas soldados desconfiados e desorganizados no meio de uma pré revolta e youkais famintos e fortalecidos desacreditados de seu poder.
–Você... – Yuuto iniciou após um breve segundo de pensamento — ... está certo... em quase tudo... – continuou ao derrubar o monge com as costas em sua cama de estilo ocidental — ... vou fazer o que disse, mas eu discordo quando diz que o único em que posso confiar é você... – passou o dedo pela cintura coberta do amante, puxando a manta azul marinho deste para cima e descobrindo-lhe as intimidades — ... você, é de quem mais desconfio... não tem motivo algum para ainda estar do meu lado, sua mestra já está morta, e ainda assim... – o virou em um movimento rápido de barriga pra baixo, fazendo-o erguer o quadril e se empinar para si — ... ainda está aqui...
–Hun... – Rui gemeu gostosamente com a brusquidão do bruxo, sorrindo de modo charlatão -... é difícil acreditar que talvez se faço tudo isso é simplesmente por que te amo?
Não obteve resposta, apenas um membro rígido e longo se enfiando para dentro de si de modo rude, abrindo espaço por entre suas pregas enquanto sua boca gritava um gemido alto.
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–Então senhores... – Kai mantinha um sorriso falsamente simpático no rosto enquanto encarava as feições nada amigáveis do general de Hana, de Kohara e de seu irmão — ... recebemos uma mensagem do nosso odiado bruxo que está a estragar cada uma de nossas vidas e feudos...
–E como sempre você é o pau mandado dele –Saga resmungou em voz baixa, ganhando um olhar estreito do cientista.
–Ele teve a brilhante e odiosa ideia de unir Hana e Shiroyama em um feudo só, olha que interessante! Quer fazer nossos povos perderem a identidade e criar um império próprio – continuou a explicar, sustentando o olhar franzido e o sorriso de covinhas — ... quer que eu, Aoi e Shou-san marchemos agora para Shiroyama onde deveremos assumir as posições de comando do novo feudo, segundo “ordens de nosso pai” ...
–Hunf! Como se eu fossemos aceitar tal coisa, a população também não aceitará – Saga retorquiu.
–Ah! Tem contra indicações – Kai mais uma vez se pronunciou – caso não obedeçamos, um ataque de youkais será enviado até aqui por volta do cair da noite de amanhã... – fechou o sorriso em uma feição séria- ... ele vai amedrontar a população e ter certeza de que seremos pressionados a obedecê-lo, nos negar não é uma opção.
–E o que sugere? Que obedeçamos a cada infeliz ordem desse maldito, como você faz? – Aoi rugiu em ira.
–Sugiro que o obedeçamos até termos um plano melhor de como acabar com ele – Kai devolveu o ataque, porém em uma voz controlada — ... estar perto de Yuuto é uma chance melhor de atacá-lo quando este abaixar a guarda... ou acaso planeja fugir e pedir ajuda a esse tal exército de resistência? Com certeza Uruha-san, Ogata-san, Nao-san e Vegas nos receberá de braços abertos prontos para esquecer qualquer atentado a vida deles e de seus homens provocada por nossos exércitos e negociar.
–Tentar negociar com eles me parece mais digno do que ser pau mandado de um maldito bruxo maluco – Shou se pronunciou.
–Por favor, Kohara, está aqui porque de algum modo ainda detém o titulo de senhor de Hana e seus soldados o obedecem, não quer dizer que ouviríamos qualquer sugestão de que saia de sua boca, sim? – o Yutaka se apressou em dizer, um sorriso falsamente gentil e de deboche em seu rosto – agora... Saga-san... soube que o general de Ogata decidiu ficar do “nosso lado” ao invés de fugir com seus soldados durante o ataque de três dias atrás... não confio nele, mate-o.
Saga esmurrou a mesa baixa de reunião e fuzilou o cientista a sua frente.
–Tora é meu prisioneiro e meu subordinado, escolheu ficar junto ao meu exército e é um excelente estrategista e lutador, eu decido o que farei com ele e eu digo que ele ficará em minha guarda – rugiu em resposta.
–Hun... – Kai murmurou em desconfiança, era demais ter que lidar com “namoricos” — ... ficarei de olho nele de qualquer modo, bem , temos que marchar amanhã pela manhã...
–Eu não vou, tenho que procurar Maya – Aoi interrompeu.
–Maya fugiu com aqueles que nos atacaram... – Kai contestou em uma feição fechada para o irmão.
–Ela é uma criança de 4 anos, ela não “foge” com outros... – Aoi rebateu.
–Uma criança de 4 anos, meio ameniana que viu amenianos serem mortos pelos soldados do pai... – Kai revidou — ... se Maya escolheu ficar do lado deles teremos que nos preocupar com isso depois, no momento devemos ir até Shiroyama...
–Não podemos simplesmente atacar esse maldito bruxo e matá-lo? – Saga rugiu em impaciência.
–AH sim! Me diga como fazemos isso quando ele tem controle sobre meu pai, logo controle sobre Shiroyama, e milhares de youkais como bichinhos de estimação – Kai sorriu em ironia.
–Mate seu pai, Aoi-san será o senhor de Shiroyama e ele não terá mais controle sobre Shiroyama – Saga revidou em um dar de ombros – afinal é simples, não é?
Kai fuzilou o general com os olhos e por um momento pensou que pela primeira vez perderia algum controle e o golpearia, mas reabriu seu sorriso e se manteve em seu lugar.
–Quer que eu assassine meu pai, Saga-san? – questionou.
–Não é como se fosse ser uma grande dor para alguém como você – o Sakamoto deu de ombros.
–Marcharemos para Shiroyama pela manhã, aqueles que não forem assumem os riscos que essa decisão poderá acarretar — Kai finalizou ao se erguer – podem agora tentar tramar algo pelas minhas costas – falou ao se virar e sair da sala escura de reunião.
–Alguma opinião diferente? – Shou se atreveu a perguntar, recebendo o silêncio ou provavelmente nem sequer sendo levado a sério pelos outros dois ali dentro. Bufou de lado e também se levantou, deixando os dois generais a sós dentro do cômodo.
–Sabe, para toda essa pose e prepotência pensei que você teria mais pulso firme – Takashi cuspiu em escárnio, ganhando um olhar franzido do moreno de rosto coberto em sua direção – você é o filho mais velho, mas é seu “irmãozinho” quem manda e desmanda...
–Não fale sobre coisas que não sabe, Saga – Aoi rugiu em impaciência, não tão rude quanto sempre costumara ser, de algum modo sua vida e seu sentido pareciam estar se perdendo a cada dia — você jamais entenderia o que é honra e valor de uma família, se eu não me engano seu pai não o reconhecia como filho e sua mãe era uma louca que morreu cedo pensando ter dado a luz a sua linda menininha...
Saga franziu o cenho e se levantou no intuito de golpear o general, mas se deteve, sorrindo satisfeito ao se lembrar de uma acusação mais ofensiva contra o Shiroyama.
–O grande gênio Aoi-san falando de honra e valor familiar quando se deitava com um homem ameniano todas as noites ... – cuspiu em desdém, recebendo o olhar fechado do shiroyamiano para si — ... valoriza tanto a “família” que assistiu os soldados do amante serem mortos e este ser preso e mantido em condições ridículas mesmo que estivesse esperando um filho seu...
E ao ouvir aquilo os ônixes se estreitaram em estranheza, Aoi se levantou e encarou o Sakamoto de modo furioso.
–Que asneiras está dizendo? – o moreno rugiu.
–Ah, é! Acho que ninguém te contou – Saga sorriu em ironia — ... homens amenianos podem engravidar sabia? Uma coisa estranha de fato, mas explica o porque de eles não terem sido extintos naturalmente todos esses séculos. Com certeza a coisa que Uruha tem na barriga será uma aberração e tanto por ter um gene tão imundo quanto o seu, mas de qualquer modo, o grande gênio Aoi engravidou um homem de Akai Ame e ainda assim fez o que fez... onde estão sua “honra e valor familiar”? Hunf... não encha sua boca para falar de sua integridade porque ela não existe – finalizou ao se por em passos pesados para fora, deixando um Aoi de olhar surpreso para trás.
Yuu se deixou cair sobre os joelhos, de repente algumas coisas faziam sentido...
“Quando tudo isso acabar eu...eu... eu tenho uma coisa pra te contar e... não tenho certeza se irá gostar ou não, mas... talvez seja uma boa notícia... ao menos pra mim é uma dádiva...”
–Kou...
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–Me chamou? – Tora perguntou em um sorriso calmo ao se ver escoltado por soldados hanianos até as acomodações do Sakamoto.
–Podem ir, não deixem ninguém entrar não importa o que – Saga ordenou a seus samurais e estes assentiram em continência, saindo do local logo em seguida.
–Me chamar durante a noite em seu quarto depois de dois dias me ignorando... – o tigre começou a provocação – devo me sentir esperançoso?
Estranhamente Takashi não lhe deu um olhar atravessado e nem disse nada apenas se virou de costas e andou até um dos lados do cômodo, apagando a luminária ali localizada, andando lentamente até o outro lado para fazer o mesmo.
–Soube que aquele Kai pediu para que me matasse... – O Amano continuou enquanto observava o moreno de cabelos curtos se encaminhar para a última luminária do local.
–Você não vai morrer se é que está desconfiando – Saga o interrompeu, apagando a chama do objeto, deixando sua acomodação no completo breu.
Tora perdeu o benefício da vista, mas conseguia pressentir onde o menor estava, era um soldado desde pequeno afinal, não precisava de seus olhos para sentir presenças... e Saga também não, mas foi surpreendido por um golpe em seu rosto, não esperava que o Sakamoto fosse socá-lo ao se aproximar tão lentamente assim de si.
–Au... – Tora sorriu.
–Por quê? – a voz rugida veio do espaço negro com alguma silhueta identificável a sua frente – por que desistiu de seu exército e de seu povo? Acaso planeja servir como espião?
–Ah! Não, Ogata não trabalha desse jeito, somos um povo bem autônomo por assim dizer – o Amano sorriu, seu gatinho precisava mesmo se sentir “invisível” para fazer aquele tipo de interrogatório? — ... eu apenas usei minha autonomia e escolhi meu próprio caminho sem prejudicar meus soldados e nem meu feudo, eu não te disse? Uma vez que toda aquela confusão estivesse acabada eu te seguiria até o inferno se fosse preciso, e você teria que aceitar meus sentimentos... eu estava falando sério sabe...
Foi interrompido quando outro soco lhe atingiu a face, o gosto de sangue em sua boca e ainda assim sorriu.
–Não quer que eu veja seu rostinho corado toda vez que eu te digo isso? Por isso toda essa escuridão? – Shinji continuou a provocar.
–Cala a boca, Shinji – ouviu o rugido próximo de si, e sentiu que algo de tecido caia ao chão. Se colocou ereto e tentou tocar o corpo levemente menor a sua frente, sorrindo quase como uma criança satisfeita quando notou que este estava nu ao tocar a pele quente da cintura fina e rígida – você é um idiota – xingou ao puxar a nuca do Amano para si de modo ríspido, mas não tocando seus lábios ainda, apenas deixando-os próximos – um grande idiota.
–Um idiota que te ama – Tora se pronunciou num sorriso sincero e em um segundo teve as mãos fortes do Sakamoto a lhe puxar os fios de cabelo, mas pressionando seu rosto contra o dele enquanto a boca lhe invadia em um beijo violento, como sempre era tudo entre ele e seu “gatinho”.
Tora apertou suas mãos na cintura nua com mais força e puxou o corpo deste para si com desejo, dando passos para frente e conduzindo o Takashi para algum lado onde se lembrava ficar a cama deste, jogando-o em cima desta assim que sentiu este se chocar contra algo. Não conseguia ver nada além de uma silhueta abaixo de si, mas de algum modo precisava exatamente cada expressão que o outro estaria fazendo. Abriu sua parte de cima do kimono e não se demorou em colocar por cima do corpo deitado.
Era diferente tê-lo tão correspondente quando os braços deste lhe enlaçaram o pescoço e o puxou para se colar logo a si... mas sem dúvida ter feito aquela escolha lhe pareceu o caminho mais certo e perfeito que já trilhara.
Notas finais
T.T
A fic é toda da Lissa-san, a qual tem sido muito paciente comigo ultimamente... obrigada muié, desculpa não ter cumprido a promessa de te deia ler antes acabei de terminar agora, imprevistos aconteceram, mas eu te conto mais no msn! ;D
E a pedidos lindos e adorados das leitoras que me seguem do twitter ; @_sayuri_akemi e @_chzh ! Obrigada pelo carinho lindas!
Então, o próximo vem domingo q vem! Ainda está complicada a semana! Gomen! =/
Chegando a reta final e talvez a fic atinja os 24 capitulos mesmo!
O próximo vai ser divido em dois, só pelo numero de fatos que eu me lembro ( exclui meu roteiro sem querer) tenho a impressão que vai ficar enorme!
E... explicação mais sistematizada sobre o atraso:
Rotina da miniminisan durante a semana:
acorda 5:30 > faculdade > estágio> inglês > dorme 23:00 pra acordar 5:30
Esses fds e alguns fds tem visitas, vida social, shows, diversão e pas... também sou gente neh? T.T Então desculpe realmente deixar alguém ansioso aí!
Ah Vijukei ta com 15 indicações, mais 1 e ela alcança Paidophilia, algum voluntário? Obrigada a todos que a indicaram! *-*
Andei recebendo reviews apaixonantes, mas devo dizer que algumas no cap anterior me preocuparam.... e eu achando q vcs iriam ficar tristes, teve gente que adorou a matança! O.o e o pior... teve gente que está se apaixonando pelo Yuuto... Sinto que os leitores dessa fic são psicóticos? O.O Mais que eu?
Então como sempre reviews, MPs, mentions no twitter e msn serão muito bem vindos e apreciados... apesar d não responder eu leio todos ok? *-*
Kissu!
Azumi-chan: Ahwn então aqui está mais uma leitora e bétinha pra avisar que o Yuuto é meu!Isso mesmo eu gamei nele já faz um tempinho -qqqqq.kkkkkkkkkkkkk
Bem Mini já sabe que se não der final feliz a Aoiha eu me casarei com Yuuto com a roupa de "november rain"!O que acham?Será que vai ter final feliz ou irei subir ao altar com YUUTO MESMO?Vamos gente me ajudem deixem reviews pra minha flor e pessam a ela um final feliz a Aoiha,please?-qqq
Enfim,amo vocês gente,mais uma vez me desculpem pela desatualização de "TTB" e aguardem a volta dela!
Agora Reviews??????Esse cap merece né?E minha linda Mimi também!Beijinhoooos e até o próximo cap.♥
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