Vijukei No Monogatari
11 Capítulo 10 Lideranças paralelas
Notas iniciais
Capítulo de hoje, eu revisei, mas ainda não ta betado pq neh... terminei agora, esse capitulo na verdade nem iria vir pq eu meio que desanimei com a fic. Não por culpa de vcs seus leitores lindos e fodásticos, é só que algumas coisinhas chatas aconteceram, mas decidi me esforçar e tentar fazer e trazer no prazo.
Espero que gostem e me agraciem com injenções de animações chamadas "reviews" *-*
Lemon, lemon, lemon o/
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Olááá Azumi-chan invadindo aqui neah,só porque amo essa fic,então o cap já está betado e tá ótimo!*-*
Boa leitura amores ^^
Capítulo 10 — Lideranças paralelas
O ambiente era escuro, mas iluminado por luzes fracas de coloração azulada, fumaça de incensos e estátuas douradas ao redor. A pequena procissão de quatro monges e quatro sacerdotisas adentrou o ambiente, os corpos dos invasores adormecidos sendo mantido em duas macas carregadas pelo quarteto de homens ali. Mais adiante parecia haver algum tipo de altar, uma cortina rendada em negro cobria um possível cômodo e a sua frente duas belas sacerdotisas se mantinham fielmente sentadas em posição de lotus, trajadas em mantas vermelhas e adornadas de rosários.
–Invasores de Ogata, Omi-sama, viemos perguntar o que fazer com eles – um dos monges anunciou ao pousarem as macas no chão.
Um figura não revelada parecia se manter atrás da grande cortina de renda, e uma respiração funda foi ouvida daquela direção.
–Acho que já sabemos onde foi parar aquele seu livro de anotações, Oboru – a voz era de um timbre profundo demais para ser feminina, e suave demais para ser masculina, mas muitos talvez arriscassem dizer que a misteriosa figura se tratava da figura de uma mulher.
–Perdão, Omi-sama, eu não devia ter confiado nos soldados de Hana! – uma das sacerdotisas de vermelho pediu ao virar o rosto choroso para um dos lados.
–Esperemos que os invasores despertem, veremos o que desejam – a voz ditou em um tom que aparentava tédio.
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–Melody-sama, me chamou? – uma jovem de cabelos estranhamente vermelhos que aparentava ter não mais que quinze anos perguntou a senhora de Ishihara ao adentrar as acomodações.
–Sim – a jovem senhora de cabelos mel ditou, se levantando de trás da mesinha ao canto do quarto e andando até a jovem – Toki... sua fidelidade... pertence a mim ou ao meu marido? – inquiriu ao pedir que a moça levantasse os olhos.
– Devo minha vida a Melody-sama, e serei eternamente fiel a ti ou a qualquer pessoa que seja importante a minha senhora – a moça assentiu em confiança.
Melody sorriu em alívio.
–Você a partir de hoje só obedece às minhas ordens, não faça de Miyavi ou de qualquer outra pessoa, que não seja eu, seu mestre – ditou, recebendo uma confirmação gestual da serva singular – meu marido está estranho há meses, não acredito mais que seja o homem com o qual me casei, toda essa movimentação e ganância vão acabar arruinando esse feudo e destruindo o nosso lar e o lar de minhas filhas... ouvi um de nossos soldados dizer ao meu marido que detectaram espiões de Shiroyama nas redondezas, Takamasa ordenou que os matassem hoje pela manhã, sei que você conhece a floresta e com certeza é mais esperta que eles.. quero que encontre os espiões antes dos homens de meu marido, que os esconda em um local seguro e que os ajude, se a aliança feudal realmente já começou a se movimentar, não quero que Ishihara seja considerada inimiga – explicou, mantendo a voz baixa e a feição séria.
–Sim, Melody-sama – a jovem assentiu.
–Obrigada, vá o quanto antes, direi que pedi para que recolhesse frutos para mim, não levante suspeitas – ordenou.
–Sim – Toki assentiu, se dirigindo em passos rápidos para a saída.
A senhora de cabelos mel respirou fundo e voltou a se sentar atrás de sua mesinha, continuando o que parecia alguma pintura em uma tela de pano... se seu marido não era mais quem conhecia... ela mesma teria que assumir as rédeas da situação antes que a guerra chegasse a Ishihara e eles estivessem do lado errado.
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– As coisas realmente não estão boas – Reita comentou às costas do amigo, se mantendo na mesma árvore que este enquanto olhavam para trás, aguardando o exército Shiroyamiano se aproximar para poderem continuar a marcha.
–Não estão... – Uruha arfou em tristeza.
–Sabe por que ele tentou te matar? Se o plano deles fosse esse desde o início, tiveram oportunidades bem melhores antes – Akira questionou, a história que o amigo lhe contara na noite anterior parecia estranha demais para si.
–Não sei... foi confuso, meu shaman não se moveu, me bloqueou ainda que eu não tivesse intenção assassina alguma, até mesmo quando tirei qualquer controle sobre ele, ele não ousou controlar meu corpo e defender a minha vida... Aoi-san disse algo como “Por que... Tsuna” ... – o loiro explicou, mantendo os olhos no general a frente da marcha, por mais que este ainda estivesse longe.
– Eu estou tão confuso quanto você, mas se ele já sabe um de nossos pontos fracos e agora tem a certeza de que pode te matar... temo que devamos terminar com tudo o quanto antes e retornar para casa, caso contrário não voltaremos jamais... – o Suzuki continuou, encarando de modo estreito o shiroyama moreno em cima de seu cavalo, os olhos indo para o lado e encontrando o conselheiro chefe de Hana– esse baixinho não me agrada... não estou gostando da situação.
–Murai-san? Ele... – o loiro maior começou, sentindo pela primeira vez o receio de contar algo ao amigo... sentia que devia manter a conversa que teve com o conselheiro apenas para si... — .. vamos ficar bem, na pior das hipóteses... eu mesmo cuido de tudo.
–Como? – o menor questionou.
–Do mesmo modo que meu pai cuidou quinze anos atrás... se o pior acontecer eu me auto inflijo possessão e...
Foi interrompido pela mão do amigo em seu pulso, se virando para encarar os olhar franzido deste para si.
– Você não vai fazer isso... – ditou em uma voz doída, imaginar que seu amigo estava cogitando aquilo como uma possibilidade era doloroso.
– Sabe... há um motivo para Miko-sama ter escolhido a família Takashima para governar Akai Ame... meus pais tiveram que chegar a esse ponto para nos proteger, perdi um deles por isso... e eu também o faria para manter nossa paz e nossa vila... é meu dever como líder, e principalmente... é até onde chegaria por nosso povo.
– Não precisa carregar tudo sozinho, sabe disso...
–Eu sei... é por isso que apenas em último caso... até lá, vou contar com todos vocês para sairmos disso o mais rápido e da melhor forma possível – sorriu gentilmente para o menor que não o retribuiu, iria retorquir , entretanto sentiu a presença familiar se aproximar.
– Uruha-san – a voz melodiosa do pequeno Miku soou ao alegre neko pousar perto da árvore onde estavam com seu traje que deixava sua barriga exposta – eu vim... perguntar se já escolheu quem vai convidar para passar os dias de calor... – o pequeno decidiu arriscar, já que a pequena disputa do dia anterior tinha tido como vencedor o próprio comandante faixudo que obviamente não gozaria da “premiação”
–Bem, eu vou seguindo – Reita deu de ombros, sumindo para algum canto da floresta.
–Ah! Miku-chan... – o loiro sorriu para o menor — ... por certo que você é minha primeira escolha, se me aceitar – o loiro assentiu, galanteador.
–Oh! Claro... é sempre uma honra e um prazer – o loirinho respondeu, empolgado. Sabia que o líder jamais o escolheria como companheiro... ainda assim desfrutar da companhia e dos carinhos do maior sempre lhe seria ótimo enquanto ele mesmo não encontrava aquele com quem passaria o resto de sua vida.
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Aqueles conselheiros novamente... estavam tirando sua paciência.
–Se os exércitos já se aproximam, acredito que já não necessitamos mais a ajuda de Ogata – um dos senhores bradou.
–Ah sim! Com certeza, não é o meu exército que está na frente de batalha no momento! – Hiroto se ergueu em imponência, ele com certeza possuía mais liderança que si – temos um acordo, caso o descumpram uma mensagem será enviada a Tora e estou certo de que não querem que acabemos por tentar negociar com os chineses a nosso favor... – o Ogata ditou em seriedade.
–Não achamos que eles desejem algo que Ogata poderia oferecer – um segundo conselheiro bradou em cinismo.
–Chega dessa disputa, temos um acordo com Ogata, e pretendo honrar o acordo até onde for possível, a casa de Kazamasa jamais aceitará se tornar uma casa sem palavra – Shou ditou ao se levantar, surpreendendo a todos que estavam acostumados a uma postura muito menos ditadora do senhor de Hana.
–Meu senhor se levanta em defesa de um perdedor Ogata? – o terceiro conselheiro questionou em tom notavelmente ofendido.
–Acredito que devamos primeiro nos certificar que os invasores estarão fora de nossas terras e de que Hana está segura antes de começar a discutir acordos ou traições – argumentou, tentando se manter firme e não recuar, tinha que parar de fazer papel ridículo frente ao governo do feudo, mas sabia que estava ganhando muito odiadores com aquilo... – as reuniões estão adiadas até a chegada da aliança – ditou por fim, causando um instantâneo burburinho no parlamento retangular – é uma ordem senhores, pode não ter parecido durantes esses anos, mas eu sou o senhor de Hana – vociferou em alto tom, fazendo o local se calar e os olhares nada animados se virarem para si.
Tinha arriscado demais, mas estava na hora de tentar ter alguma voz e postura entre aquela corja de falações... tinha que parar de ser um fracassado, “ Shou o senhor de coração mole” era como o chamavam há anos pelo feudo... humilhante... vergonhoso ser um líder que não possui o respeito de seu povo... aquilo tinha que mudar...
Mirou o local ir se esvaziando aos poucos, devolvendo os olhares sérios que recebia, e se pões a sair pela lateral antes mesmo do último parlamentar se retirar, vociferando ordens para seus soldados... aquilo acabaria ali,o atual Kohara tinha que morrer... tinha que parar de deixar sua personalidade e seus sentimentos interferirem...
–Shou, o que foi aquilo? Você está bem? – a voz de seu general vinha ao seu lado enquanto este apressava o passo para acompanhá-lo. Saga estava estranhando o amigo que se mantinha recluso e calado em seu quarto a maior parte do tempo nos dias anteriores, se recusando a receber qualquer tipo de visita, até mesmo a sua, o que tinha levantando rumores nada agradáveis.
– Reúna seus comandantes e alguns soldados na arena central essa noite, quero todos lá ao final da tarde – ordenou para o amigo sem nem mesmo parar de andar.
–Por quê? – o general questionou.
–Acha que deve perguntar por que seu senhor lhe ordena algo? – argüiu ao fincar os pés no meio do corredor e encarar o Sakamoto.
Saga não impediu seus olhos de se abrirem e franzirem, desde quando o amigo o tratava daquele modo?
–O que aconteceu com você? – perguntou em um tom baixo, tentando fazer com que os dois soldados de escolta não ouvissem.
–Estou cansado de ser um fracasso em tudo, apenas isso – respondeu na mesma feição séria – faça o que eu ordenei Takashi – ditou por fim e continuou a andar, deixando um estupefato Sakamoto para trás.
Não parou até estar na proteção de sua acomodação, se trancando nesta rapidamente. Uma vez dentro, deixou que suas mãos deslizassem pela madeira da porta e que sua cabeça se abaixasse, lágrimas começando a rolar do orbe não coberto pelo tapa-olho.
–Ser um líder o fere tanto assim? – se sobressaltou com a voz familiar às suas costas, e limpou o rosto ante de se virar, imponente mais uma vez.
– O que está fazendo aqui? Como entrou? – ditou em um tom rude, mas ainda assim levemente choroso para a figura do pequeno Ogata sentado em sua cama, o encarando.
– Como praticamente não sai desse quarto durante esses dias, e como se nega a falar com qualquer um que seja quando comparece às reuniões, eu tive que dar um jeito de invadir sua acomodação – respondeu, dando de ombros, como se aquilo fosse tremendamente normal.
–Saia agora, ou eu mesmo o ponho para fora – ditou, se forçando a ser irredutível.
–Sei que está querendo se tornar um lorde forte, e agradeço por ter me defendido na reunião de agora a pouco, apesar de que não era necessário, mas devo avisar que ainda não está conseguindo ser como um líder esperto deve ser, apenas um tirano que está ganhando inimigos dentro da própria corte – Hiroto continuou, fingindo não ouvir a ordem do maior.
–Você, me falando de inimigos? – o Kazamasa sorriu de modo irônico.
–Não sei o que essa sua cabeça está pensando Kohara, imagino que não deva ser fácil ser um senhor feudal sem respeito ou moral diante de seu conselho e de seu povo, mas não é se tornando um ditador da noite pro dia que resolverá isso, tem que ser esperto e saber a hora de se impor e a hora de convencer – o menor explicou em um tom surpreendentemente paciente.
–Eu não tenho que dar ouvidos a alguém que se oferece sem pudor algum – cuspiu em desdém, ainda que seu coração tenha se apertado com as palavras do menor... estava sendo difícil agir daquela forma e ele vinha lhe dizer que todo seu esforço era inútil e prejudicial?
–Me ofereço por que te quero, acho que tenho uma queda por idiotas moles de bom coração que tentam se fazer de durão e cometem erros atrás de erros – Hiroto sorriu espertamente, levantando as mãos e abrindo as palmas para os lados em uma cena que poderia ser considera até mesmo adorável.
Shou recuou, o olhar caindo até o chão e sua respiração se mostrando funda, não conseguiu deter um lágrima cair pela bochecha alva e se odiou por ter se mostrado assim justamente na frente daquela pessoa... quando ia aprender a ser um líder? Quando ia se tornar alguém esperto? Por que ele tinha que ser o destinado a ser o senhor feudal?
– Devo confessar que pretendia te seduzir para que ficasse mais fácil a retomada do trono pela a minha família, não tínhamos nenhum plano formado, mas para nós quando se tem um objetivo se descobre o meio de se chegar até ele durante o caminho, então estávamos apenas agindo de modo normal até conseguirmos uma brecha que poderíamos usar e aplicar um golpe – a voz branda e séria do menor começou seu discurso — ... esse é o jeito Ogata de ser, e meu pai me deixou bem claro que pretendia que eu conseguisse isso ao me enviar para cá... é o que eu quero, mas... acho que vou ter que pensar em um jeito de te tomar o trono depois que tudo isso terminar, no momento o objetivo de se livrar de invasores e traidores se mostra prioridade e para isso preciso que você seja um líder completo, temido e respeitado...
Shou subiu o olhar para o menor, vendo este se levantar e dar passos em sua direção enquanto falava.
– Vamos vencer essa guerra Kohara, não deixe que ninguém tire o trono de você antes de mim ... só eu tenho direito de fazer isso ... – continuou, se deixando aproximar do maior e encarar o olho livre, tendo que erguer sua cabeça pela grande diferença de altura, um sorriso se abriu na face amorenada e infantil do Ogata e a mão pequena foi até o rosto alvo do maior, acariciando a bochecha molhada – vou te ensinar a como ser um líder, e em troca... quero você – sussurrou a última parte, fechando os olhos, tendo uma abordagem diferente da que sempre teve, sem ataques, sem investidas, apenas se mostrando receptivo.
Shou olhou para os lábios rosados e fartos, estavam convidativos, sabia que não devia e nem podia confiar no que o menor dissera, sabia que ele também era apenas mais um dos que queriam manipulá-lo... e ainda assim... queria tanto acreditar.
A mão foi receosa para a cintura do pequeno e a outra se colocou em suas costas, empurrando-o levemente contra si antes de tocar seus lábios nos dele. Subiu os dígitos para a nuca fina e pequena, iniciando um beijo mais íntimo onde sua língua invadia a cavidade úmida do Ogata e era acariciada de modo fervoroso, mas ainda assim gentil, pela outra. Sentiu as mãos do pequeno se pendurarem em seu pescoço e o corpo menor se moldar ao seu, imprensando-o contra as portas de madeira.
O ósculo se findou de um jeito calmo, e os olhos se encaram por um segundo, tentando procurar algum sinal de enganação ou confiança. O Kazamasa foi o primeiro a quebrar o contato, respirando fundo e abraçando mais o corpo menor, pousando sua testa no ombro baixo do pequeno.
–É sem esperança... Nao tenta me ensinar faz quinze anos... – sussurrou em uma voz difícil, estava cansado de tentar ser algo que nunca seria.
–Tem certas coisas que um amante pode ensinar melhor que um amigo... o que não se aprende na cama não se aprende em lugar algum – o pequeno rebateu, confiante e convincente.
Kohara apenas se deixou sorrir.
–Eu sou mesmo tão idiota ao ponto de aceitar isso? – questionou em um humor estranho e triste.
–Seria idiota se não aceitasse – o pequeno voltou a argumentar, sorrindo de lado. Se soltou dos braços do maior e se afastou um pouco para mirar o olho não tampado pelo acessório do rosto – venha Kohara, vamos praticar liderança... – iniciou, desfazendo a amarra de sua yukata de modelo masculino e do traje branco dentro desta — ... me comande – pediu em tom estranhamente inocente ao deixar o amontoado de tecido despencar ao chão, se mostrando nu diante do senhor de Hana.
Shou arfou em excitação, deixou um sorriso de auto-gozação se desenhar em sua face... e soube... o menor havia vencido.
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–Esperem – Ruki rugiu rapidamente, tomando a frente do trio de espiões e forçando-os parar o avanço.
–O que deu nessa coisa? – um deles perguntou.
–Ei, não atrapalhe, sua tarefa é ficar quieto e levar mensagens – outro ditou em escárnio.
–Alguém se aproxima – Ruki ignorou os comentários e se manteve observando as copas das árvores, ouvia movimentação e sentia um cheiro diferente, mas não enxergava nada.
Ainda assim o grupo de espiões se manteve alerta, tentando descobrir o que o meio youkai tanto procurava.
–Tudo bem, não temos tempo pra brincadeiras – a voz melodiosa escoou dos topos da folhagem e Ruki direcionou seu olhar para uma árvore em questão mais a frente, mirando a figura de uma jovem e se diferenciando do musgo esverdeado do tronco e do verde escuro das folhas, como se estivesse antes camuflada e só agora sua pele alva e cabelos vermelhos voltassem ao normal, mostrando-a nua – podem me dar algo para vestir? Tive que fazer isso para despistar os soldados que os caçavam – a moça continuou ao se colocar atrás do tronco escuro, escondendo sua nudez.
Ruki foi aquele que primeiro retirou sua capa e a jogou para a jovem.
–Já sabem que estamos aqui? – perguntou, vendo que os três homens continuavam surpresos demais com o que a meio youkai camaleão tinha feito. Surpresa que não atingia o Matsumoto, que já havia ouvido falar de um ser assim em uma de suas viagens de trânsito entre os feudos, mas era a primeira vez que estava vendo-a, não era muito normal encontrar meio youkais por aí, muito menos um que aceitasse servir a algum feudo como sua família fazia.
–Sim, estão com ordens de matá-los, Miyavi-sama não os quer por aqui... – Toki começou ao se cobrir com o tecido lhe oferecido e sair detrás de seu esconderijo.
–Se você o serve por que acha que devemos acreditar em você? – um dos homens inquiriu e a pequena estreitou os olhos castanhos para os dois, deixando a íris adquirir um brilho prateado.
–Eu não sirvo ao Miyavi, sirvo a Melody-sama, ela salvou a minha vida quando fui aprisionada por mercenários, devo obediência a ela – respondeu em um tom nada gentil – Melody-sama não aprova as ações do senhor de Ishihara e quer colaborar com os exércitos da aliança em troca de garantia de que não seremos atacados caso consigam desarmar o esquema de Miyavi-sama, ela me pediu para que os protegesse e os ajudasse – começou a explicar em um tom mais brando.
–E como espera que confiemos em você? – um dos homens argüiu.
–Eu acabei de despistar cinco assassinos de Ishihara e poupá-los de uma batalha desleal até a morte – Toki ditou simplesmente.
– Como planeja nos ajudar? – Ruki tomou a frente antes que um dos espiões dissesse algo que ofendesse a hibrida de vez, pelo o que sabia repteis em geral não eram criaturas muito amigáveis e se estressavam facilmente.
–Eu conheço a mata daqui como se fosse a palma da minha mão, posso escondê-los num local seguro e ajudá-los a conseguir informação, é claro que se a cooperação for acordada com Melody-sama antes – a camaleão estatuou, fazendo os três espiões e o mensageiro se entreolharem.
–Tudo bem, vamos fazer o que diz por enquanto – um dos homens assentiu.
–Ótimo, me sigam! – Toki ditou ao se colocar de costas e seguir por um dos lados, deixando claro que queria ser seguida. Ruki foi o primeiro a repetir o ato.
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– Hum... com calma... – Hiroto gemeu baixinho ao ter o corpo despido acima do seu, se roçando com força em si – não quer acabar com tudo tão rápido, quer? Um líder tem que saber quando ser ponderado... – sorriu para afobação do senhor que há pouco tempo dizia não se interessar por homens e agora estava ali, lhe tomando o pescoço com fome enquanto friccionava suas peles nuas uma contra a outra.
–Cala a boca, Hiroto – Kohara resmungou, usando o nome do menor para chamá-lo pela primeira vez, segurando uma das pernas pequenas entre sua mão e dobrando-a para se encaixar melhor entre as coxas do outro. Não queria parar para pensar naquele momento, não queria se dar conta de que estava sendo burro ao aceitar aquilo.
O Ogata sorriu, usando as unhas curtas para marcar as costas largas do maior, os fios loiros espalhados nos lençóis e a pele amorenada já demonstrando estar levemente suada.
–Eu adoro seu lado garoto mau, Kohara, mas você não deve sempre se deixar dominar por todas as suas emoções... – insistiu, dobrando a perna restante e subindo um das mãos para os fios escuros do Kazamasa, tirando o rosto desse de seu ombro e obrigando os lábios finos a beijarem os seus rapidamente -... quando você age movido a emoções você é facilmente manipulado, vê? – sussurrou perto de sua boca – eu pedi para me comandar, você deve me fazer agir por emoção e eu devo ser manipulado.
Shou passou alguns segundos encarando os olhos castanhos do outro abaixo de si até tentar compreender o que o menor estava dizendo.
–Como assim? – perguntou ao parar qualquer fricção que tinha com o corpo amorenado.
–O que eu mais quero, Kohara? – Hiroto questionou em um sorriso esperto.
–O trono?
–Também, mas nesse momento... o que eu mais quero?
–Eu? – respondeu em um estreitar de olhar.
–Sim, e você vai me dar o que eu quero assim tão facilmente? – perguntou em uma feição travessa – liderar é saber lidar com interesses e desejos... por vezes, usá-los para alcançar um objetivo específico... agora me diga, Kohara, nesse momento... o que você quer?
Shou se pões de joelhos, deixando sua mão passear pelo peito reto do menor,era realmente muito diferente de suas concubinas, descendo até a barriga infantil enquanto pensava na resposta para aquela pergunta.
– Quero ser um líder, quero te comandar... quero vencer você – assentiu, deixando o olho livre se fincar nos orbes do Ogata.
–E como você pode usar o que eu quero para conseguir o quer?
–Nao me disse sobre isso, sobre moedas de troca... foi o que fiz para conseguir o apoio de vocês... – o Kazama continuou.
–Não estou falando de acordos ... é um jeito nobre, mas não esperto de se conseguir algo, estou falando de usar as minhas emoções envolvidas com o meu desejo a seu favor... me forçar a dar o que você quer sem que eu exija algo em troca, me levar ao limite e me fazer agir sem razão... apenas por emoção...me manipular... – o pequeno continuou em uma voz provocante, usando os dedos para abaixar a mão do maior até sua ereção que clamava por alívio, e fora ao ter dos dígitos tão instantaneamente afastados de sua pele que resmungou em desagrado ao mesmo tempo em que sorriu satisfeito – sim... mais ou menos assim, não tenha pena, Kohara, não se deixe amedrontar e não tenha amarras em dar ordens, mas também não se imponha em excesso ou acabará por semear inimigos demais, saiba manipular o desejo de cada um... seja como senhor feudal, seja como amante, faça o que deve ser feito em prol do que objetiva... – e sua aula foi interrompida pela boca faminta na sua, a língua lhe estuprando com vontade e o corpo o imprensando contra a acolchoada cama, sentiu uma mão urgente em seu falo e gemeu contido pelos lábios que o impossibilitavam de respirar direito. Abriu mais as pernas e levantou os joelhos para ter mais contato e foi quando iria colocar suas mãos na nuca do maior que este se afastou bruscamente, se pondo novamente de joelhos, deixando um Hiroto ofegante e frustrado espalhado nos tecidos.
– Assim? – Shou perguntou, sorrindo minimamente para a feição raivosa do menor, voltando sua mão para o membro pulsante entre as pernas do pequeno em uma masturbação lenta. Até que não era tão diferente assim fazer aquilo com outro homem... não era o mesmo que fazia com suas concubinas certamente, costumava ser mais direto e gentil, sem toda aquela aura de sedução, apenas algo normal. Na verdade sequer conversava muito com as jovens antes ou durante o ato em si.
–Hum... – Hiroto gemeu sem pudor, mordendo o nó do indicador direito com a carícia, grunhindo em protesto ao ter os dedos afastados de si – está indo bem – sorriu eroticamente.
Shou retribuiu o sorriso, de algum modo não se arrependia mais em ter aceitado aquela proposta, Nao provavelmente o mataria quando soubesse, mas no momento... não podia estar desfrutando mais de ser um completo fracassado sem salvação.
Se adiantou para o corpo deitado, disposto a testar tudo que a experiência e o “aprendizado” tinha a lhe oferecer, não podia ser mais idiota e inútil do que já era como um senhor sem respeito e dependente de seu conselheiro chefe para tudo.
Beijou o peito nu e apertou o quadril fino, prendeu um dos mamilos entre seus dentes e soltou, notando o menor se arquear e gemer, subiu em um traço feito por sua língua até o pescoço quase infantil, beijando de leve e mordiscando o lóbulo da orelha, mais um gemido e arfar... era um corpo bem sensível até. Não parecia o baixinho Ogata autoritário e esperto ...
Ergueu o tronco novamente e sorriu para o resmungo quase gutural do pequeno, chamou-o com um dedo e este deu um sorriso quase que brilhante ao ver aquilo... “Manipular desejos, hun...”
Hiroto se pões sobre os calcanhares e se agarrou aos ombros do maior, beijando a tez do braço, descendo para o peito e barriga até chegar onde queria, passando a língua de modo suave pela ereção do outro e percebendo com satisfação esse estremecer, se preparou para abocanhá-lo quando teve os fios dourados presos entre os dedos do maior e se viu impedido do ato, olhando-o em indagação e ira.
–Você... disse para manipular e não ser manipulado... – o Kazamasa respondeu a pergunta ocular do menor e este sorriu.
–Vamos ver até onde você é um bom aluno – rebateu, retirando os dígitos de seu cabelo e prendendo a glande do maior entre os lábios, descendo o membro pela boca até conseguir acomodá-lo quase que por inteiro.
Shou jogou a cabeça para trás e deixou-se consumir pelo êxtase, não havia como usar algo como razão naquele momento, muito menos quando Hiroto começou a subir e descer os lábios e língua tão experientes por seu falo. Tinha que admitir que aquilo era extasiante, e nunca recebera aquele tipo de carícia antes já que suas concubinas eram em sua maioria filhas de senhores de boas famílias, esperançosos em ter um de suas filhas grávidas do senhor de Hana. Mal sabiam eles que o senhor era estéril e jamais planejara montar família com nenhuma delas.
Era irônico que lutasse tanto para permanecer uma dinastia que morreria consigo, tudo seria diferente se eu irmão ainda fosse vivo, mas justamente por ser o último que devia de cumprir com a herança de seu pai e de seu avô ... era a sua sina, já que o destino levara a vida de seu irmão mais velho.
–Droga... – praguejou quando o pequeno desenlaçou a boca de sua ereção, voltando os dedos ríspidos aos fios longos e loiros.
–Ah, Kohara... assim quem está sendo dominado por emoções é você – o menor provocou, sorrindo ao sentir as mãos firmes em seus ombros e ser virado, tendo seu corpo arremessado contra os lençóis, seu peito se colando aos tecidos enquanto o quadril se mantinha empinado para o maior.
–Eu não me importo... – o maior sussurrou ao seu ouvido, colando o tórax em suas costas e o baixo ventre em suas nádegas, roçando o falo ereto e pulsante em si.
–Hum... – o Ogata gemeu, sentindo a glande tentar se forçar contra sua entrada, provocando além do desejo uma leve dor -.. use... use algo... faz.. tempo que não encontrava um homem interessante e... – confessou sem constrangimentos, não que se importasse muito com aquilo, mas gostaria de poder sentar no dia seguinte.
Kohara sorriu, por que aquilo de algum modo o alegrava?
Ao contrário do que o menor pediu, não quis dar ouvidos e se forçou mais contra o orifício apertado do outro, invadindo-o com dificuldade, mordendo o lábio inferior com o ardor que era se enterrar em um corpo que tentava expulsá-lo daquele jeito. Ouviu o grito do Ogata ser contido nos panos de cama e beijou a nuca suada para tentar fazê-lo relaxar um pouco e parar de esmagá-lo daquela forma, o que deu um resultado quase instantâneo.
–Seu... maldito... – Hiroto vociferou ao se sentir completamente preenchido -... eu falei pra usar algo...
– Falou... – Shou ofegou como se aquilo fosse uma explicação.
–Droga... – xingou, apertando os tecidos finos entre os dedos ao lado de sua cabeça, tentando abrir mais as pernas e relaxar... não era a primeira vez que fazia aquilo sem preparação, mas realmente ter se servido apenas de mulheres nos últimos meses havia desacostumado aquela abertura.
Sorriu para si quando conseguiu se estabilizar, Kohara até que estava aprendendo na teoria... mas com certeza na prática não tinha um bom desempenho...
Shou não esperou alguma provação e começou a se mover, não parecia diferente de mulheres, só era tão mais...
–Apertado... – gemeu ao ouvido do outro, mantendo sua cabeça próxima ao ombro do menor.
Hiroto fechou os olhos e gemeu de reclamação pela dor, mas na terceira estocada sua vocalização já se mostrava totalmente de aprovação e desejo, ao menos para alguém que nunca tinha estado com um homem o Kazamasa sabia como fazer aquilo bem.
Sentiu os dedos do maior apertarem sua cintura e a boca lhe morder o pescoço, grunhiu gostosamente com os estímulos e levou sua mão ao próprio membro em masturbação, sentindo os dedos do Kazamasa descerem por suas pernas, gentis até, e se enlaçarem juntos com os seus em seu falo, auxiliando seus dígitos na auto carícia.
Carinhoso? Hiroto sorriu com aquilo, seu trabalho ia ser mais difícil do que pensava, aparentemente Kohara era incapaz de pegar algo sem oferecer nada em troca... era um homem de acordos e não de manipulações...mas o que não se aprende na cama não se aprende em lugar algum... e Hiroto podia se considerar um ótimo professor. Já que as “aulas” de liderança estavam inutilizadas mesmo por aquela hora, não se deteria mais e assumiria o controle como sempre fez.
Meneou o quadril de forma circular, sincronizando com as investidas cada vez mais bruscas do maior, sentiu as mãos do Kohara o soltar e aproveitou a distração para se erguer, forçando o Kazamasa a sair de cima de si e se colocar de joelhos, desconectando seus corpos.
Se virou rápido e sorriu travesso para o rosto de desagrado do outro, não demorando a engatinhar curtamente até o corpo ajoelhado na cama e prender as mãos no pescoço fino e suado, subindo em seu colo e apoiando os joelhos nos panos de cama. Shou entendeu o que o menor queria e segurou seu falo para que o pequeno encaixasse a entrada nele e abaixasse o quadril logo em seguida de maneira premeditadamente lenta, se deixando preencher até o fundo. Ambos gemeram em uníssono. Shou levou as mãos às nádegas modestas do menor e começou a impulsioná-las para que este se movesse, e foi isso que o Ogata fez, começando a subir e descer de modo lento, usando o pescoço alheio como apoio.
As bocas se mantinham próximas, mas sem se beijarem, apenas permitindo que os ofegos e gemidos se chocassem uns contra os outros, e o ritmo se acelerou, talvez já não se soubesse quem estava sendo comandando por quem ali. Mãos possessivas foram pra cintura e coxa do menor respectivamente, mantendo-o junto a si enquanto o deitava de maneira afobada, quase não parando a fricção com o interior quente antes de voltar ao ritmo quase frenético e investindo com ânsia contra o corpo pequeno agora abaixo de si.
Hiroto tornou a levar sua mão em um enlace forte e rápido em sua ereção, masturbando-se em quase sincronia com o membro que lhe invadia. Fechou os olhos e beijou a boca ofegante do outro, provando da saliva em excesso ali e não se segurando mais, deixando-se derramar em seus dedos e entre seus corpos, não acreditava que depois de tudo tinha realmente chegado lá antes do maior... mas no momento apenas aquela letargia e prazer importavam.
Não demorou mais do que alguns segundos para o Kazamasa segui-lo e também liberar-se dentro do pequeno, mordendo o lábio inferior inchado deste e quase lhe arrancando sangue. Poucos minutos depois já estavam ambos deitados com as costas nos lençóis sujos, mirando o teto em pensamentos distintos.
O Ogata parecia levemente satisfeito e ainda assim ponderativo. Já o Kazamasa mantinha os olhos fechados como se estivesse se repreendendo por ter feito aquilo... “e ainda no meio da tarde...”
–Não podem saber disso, nem mesmo seu conselheiro chefe – Hiroto foi o primeiro a quebrar o silêncio.
–Por quê? – questionou ainda em uma feição auto-condenatória.
– Vão pensar que eu estou te controlando e vão perder ainda mais a confiança em você, quero que te respeitem, caso contrário receberá um golpe antes mesmo dessa guerra terminar e Hana entrará em um caos de indeterminação de liderança... eu poderia me aproveitar disso para lhe tomar o trono, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa com certeza seríamos dizimados pelos invasores... acho que lembro de certa pessoa dizendo algo sobre “qual o sentido de proteger um trono sem um feudo?” – virou o rosto de lado e sorriu para o maior que retribuiu o olhar, mas receou em retribuir o sorriso. Hiroto percebeu o receio e puxou os lábios para o lado – quer mais uma rodada? Podemos ter aulas extras – provocou, rolando para cima do maior e se acomodando desrespeitosamente em seu quadril – e neh... você não tirou esse tapa-olho... confesso que estou curioso para saber porque o usa... – continuou ao menear a cadeira lentamente e subir a mão para o rosto do moreno, tocando os dedos no acessório luxuoso, sendo detido pela mão rápida e forte do outro.
–Me lembro de alguém dizendo algo sobre “ não dar o que você quer tão facilmente” – Kohara rebateu em um sorriso até mesmo humorado – tenho que me preparar, ordenei a Saga que reunisse os comandantes e alguns soldados na arena...
–Hum... por quê? – indagou o menor, meio descontente por saber que não teria uma segunda vez de diversão no momento e saindo de cima do quadril alheio.
–Por que eu te responderia? – o maior indagou ao se colocar sobre os cotovelos.
Hiroto sorriu... até que o Kazamasa sabia ser esperto às vezes... mas ele era mais, se inclinou sobre o corpo do outro e selou os lábios de maneira provocante, levando os dedos pequenos até o membro adormecido, massageando-o.
–Por quê? – provocou em um sussurro.
–Hum... eu... apenas vou... tentar ganhar algum respeito em uma disputa amigável – respondeu por fim, tirando a mão atrevida de si com dificuldade, seu corpo parecia querer mais daquele toque.
–Hum... entendo – o Ogata deu de ombros, terminando de se colocar para fora da cama – não retire a ordem para que não se aproximem de sua acomodação... odeio ser interrompido em algo, e não levantará suspeitas...
–Como entrou aqui? – questionou em relampejar de consciência de que o loirinho havia conseguido adentrar seu quarto apesar de sua ordem para que ninguém entrasse naquele local.
–Por que eu te responderia? – Hiroto sorriu, andando calmamente até a porta lateral do cômodo amplo e luxuoso, mostrado sua nudez sem constrangimento e agindo como se o local lhe pertencesse – vou usar sua casa de banho — avisou antes de passar pela barreira de madeira e adentrar o cômodo acoplado.
Deixando um Kohara tenso e indeciso se deveria ou não se preocupar com aquilo.
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Os olhos se abriram, lentos, e a figura de uma jovem moça de cabelos castanhos trajada em vermelho se moldou a sua frente, fazendo o pobre espião se desnortear por um segundo antes de se sobressaltar e tentar descobrir onde estava, enxergando mais algumas pessoas no local escuro e identificando rapidamente que estavam dentro do Santuário, mas infelizmente como prisioneiros. Se preparou para pegar o pequeno amontoado de erva em sua veste e colocá-lo na boca como a medida usual de suicídio para que não lhe arrancassem informação, mas foi impedido de concluir o ato pela mão gentil e rápida da jovem sacerdotisa em seu punho, os olhos amendoados se prendendo aos seus e de repente não tinha mais controle de seu corpo e de sua mente.
– Não se preocupe, soldado, só quero saber por que invadiram nosso templo – a jovem Oboru perguntou.
–Tora-sama ordenou que pegássemos um monge... um monge que soubesse ler livros do santuário – a voz do homem respondeu em um timbre morto e hipnotizado.
Oboru bufou em decepção, já sabiam que o motivo da invasão tinha sido pelo seu livro roubado quinze anos atrás por descuido e ingenuidade sua.
–Mas por que querem um monge? – continuou, não desviando o olhar, mantendo o espião cativo em sua indução.
–Não sei – o espião respondeu – mas algo como bruxaria... um ataque aos senhores de Hana... – continuou.
Oboru liberou-o de seu olhar e o homem caiu ao chão, parecendo cansado.
–É isso o que sabem, o outro provavelmente também não saiba mais nada – a jovem sacerdotisa falou em direção à cortina rendada.
–Yuuto... ele já começou a se mover tanto assim? – a voz profunda indagou em uma pergunta retórica e mórbida.
–Talvez seja necessário mais do que fizemos, deixá-lo se movimentar livremente é muito arriscado – a outra sacerdotisa em vermelho bradou em tom respeitoso.
–Ele está fraco, não tem poder para fazer muita coisa – a voz respondeu em tom desinteressado – apenas Rui já é o suficiente – continuou – de qualquer modo... é o seu livro Oboru, você deixou que seu livro se perdesse, você deve ir com eles até Hana e verificar para quê precisam de alguém do santuário. – ditou por fim no mesmo tom de tédio.
–Sim, Omi-sama – a sacerdotisa assentiu.
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–Por que essa coisa tem que nos seguir, ele não podia ficar no esconderijo aguardando, não? – um dos espiões de Shiroyama vociferou em direção ao hibrido raposa ali.
–Humanos são tão odiosos como sempre – Toki resmungou para o loiro ao seu lado – me surpreende que um meio youkai aceite servi-los, como você... hunf, raposas, nunca vou entender como caninos adoram ser bichos de estimação.
–Você não é diferente de mim, afinal também está obedecendo ordens de uma humana – Ruki rebateu.
–A obedeço por uma dívida de vida, não para conseguir ser um “cidadão” – a pequena ruiva contra atacou em escárnio, se aproximando do pequeno um pouco maior que ela própria e sentindo o odor do pedaço de pano preso ao cordão no pescoço deste – cheiro gostoso... de quem é o sangue?
Ruki grunhiu em desagrado e puxou o pano para dentro de suas vestes.
–Não te interessa – vociferou, não se preocupando se iria irritar a singular camaleão.
–Mas o que... – a tensão entre os dois híbridos pareceu se desfazer ao ouvir a exclamação de um dos homens a frente.
Os olhos dos espiões estavam alarmados e miravam com curiosidade e incredulidade a construção circular que era erguida do chão por trabalhadores do feudo, o amontoado de pedras e madeira já passando alguns metros das copas das árvores.
–O que estão fazendo?
Notas finais
Então neh, será q ta bom? Foi dificil deixar o cap do jeito q eu queria estando tão desanimadinha assim. Se tudo correr bem ño próximo cap vem o tão aguardado lemon RxR e a época de calor
*-*
Se tudo correr bem... T.T
Pq neh... pensei em desistir da fic de novo... desculpem, seria injustiça com vcs neh?
T.T
Desculpem...
Agradecimentos especiais as novas pessoinhas e me deixaram recomendação pra fic:
Havena
Catarinne
e Ruu-sama
agora são 6 recomendações com as da : Paola R ,Lolly_chane Takashima Lissa. Será q a até o final ( se tiver final T.T) vamos conseguir chegar perto das 14 recomendações de Paidophilia?
Já estamos com 111 reviews lindos e mordíveis! *-*
Obrigada lindos e lindas!
MOMENTO MARKETING : Bem, semana passada li a primeira fic da Ruu-sama no nyah, e nossa... tenho que dizer que achei simplesmente fodástica. O plot é ótimo e a escrita belíssima, tando que aconselho a lerem e me ajudarem a motivá-la a continuar a fic " Quimera" ( https://www.fanfiction.com.br/historia/154038/Quimera) cheia de mistérios e com as cenas de assassinato e sexo por sexo mais doidas q já vi. É uma fic RxR pelo que vi ;D
Reviews? T.T
Tentar responder os antigos agoras, vcs são tão lindos, desculpem por pensar em desistir ok?
Azumi-chan:Se eu invado lá emcima tenho que invadir aqui também não?hehe.Então gente eu também não deixei que minha flor parasse essa fic,ela não pode né?É tão perfeita.=/
Vamos deixar reviews bonitinhos para reanimá-la????*-*
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