Notas iniciais
Eles conseguirão vencer Bastemon? Descubra neste capítulo

Os digimons da cidade foram embora, desaparecendo de vista atrás dos prédios, deixando Ray, Mark e seus digimons sozinhos com a meio-gata. Ela não parou de sorrir com malícia.

– Vocês acham que estão salvando eles, mas só estão adiando o seu sofrimento. Agora, — disse ela, lambendo os lábios – eu vou provar o gosto do sangue de vocês.

De repente ela começou a mezer os quadris energicamente em uma dança. Os vigiadores ficaram hipnotizados por ela, tanto que nenhum deles podia se mover. Ela dançava sem parar, e a dança era sensual. Ela se aproximou deles chacoalhando o busto. Ela estava próxima de Boogeymon e ele estava completamente seduzido. Ela se aproximou tanto que quase tocava ele, pôs sua boca perto de seu pescoço, puxou o lenço de seda do rosto e abriu a boca, mostrando seus dentes afiados. Neste momento ela parou de dançar.

Kentarumon moveu-se como um raio e agarrou a trança dela e puxou. Ele segurou-a firme e encostou sua outra mão convertida em um canhão no rosto dela. Uma luz surgiu na boca do canhão e a meio-gata gritou porque ele queimou sua pele.

– Eu acho que você não pode seduzir mais de um ao mesmo tempo. — disse Mark.

– Eu estava distraída. — ela disse em sua própria defesa.

– Você quase me pegou, mas agora é o seu fim! — disse Boogeymon.

– Sério? Porque eu tenho vocês exatamente onde eu quero. — ela disse e depois acrescentou: — Helter Skelter!

Kentarumon soltou-a e como se estivesse sendo controlado por um encantamento começou a dançar, assim como todos os outros, menos a meio-gata. Ray e Boogeymon começaram a dançar juntos, e a meio-gata se juntou a Kentarumon e Mark.

– Hahaha! Bons garotos, vocês estão dançando bem! — ela disse.

Embora eles mantivessem suas consciências e lutaseem para assumir o controle sobre seus corpos, eles simplesmente se moviam contra a própria vontade.

– Ninguém dança como vocês!

Ela chutou a perna direita de Kentarumon.

– Vocês comunicam tanta emoção pelos seus movimentos!

Ela arranhou as costas de Boogeymon.

– Vocês são charmosos!

Ela se preparou para enfiar suas garras na barriga de Kentarumon, mas uma pedra atingiu sua cabeça naquela hora e ela parou. Ela virou-se. Sua voz raivosa soou quase como o rugido de uma onça.

– Quem está aí?

Ele olhou para todos os lados, mas não pôde ver ninguém.

– Quem está aí? — ela perguntou de novo.

Quando ninguém respondeu, ela voltou sua atenção para os vigiadores. Mas então outra pedra veio voando e dessa vez a meio-gata notou-a e prendeu-a entre duas garras. Agora ela também viu quem jogou a pedra. Era Sukamon.

– Helter Skelter!– disse ela.

Ele parecia terrificado, mas começou a dançar e se aproximou girando, pulando e movendo os braços como uma bailarina. Todos continuaram a dançar como se estivessem em uma festa. A meio-gata decidiu abusar de Sukamon, então ela pisou nele uma, duas vezes e então ela agarrou sua antena e levantou-o no ar. Os braços dele continuaram a se mexer.

– Você é tão nojento! Você não merece nem ter o seu sangue chupado.

Ela agarrou sua grande língua, que estava para fora de sua boca.

– Eu vou cortar sua língua. Eu vou fazer você sofrer muito antes de morrer!

– Não! — ouviu-se uma voz gritar.

Era um Chumon, um rato roxo bem pequeno com um olhar insano que apareceu ali naquela hora.

– Não machuque Sukamon! — disse ele.

– Hehe, você veio para ver a morte de seu amigo?

– Não, vá embora daqui! — disse Boogeymon.

– Veja-me cortar sua língua! — disse a meio-gata.

– Por favor, não faça isso! — implorou Chumon.

Naquele momento os vigiadores obteram o controle de seus corpos de volta. Os digimons pararam para descansar porém, porque estavam machucados. Kentarumon estava de joelhos dobrados porque a ferida na sua perna tornava difícil para ele se levantar.

– Não... machuque... ele! — disse Kentarumon.

Ele se levantou e avançou com seu braço canhão faiscando com raios e pronto para atacar. Ele disse "Heat Uppercut" e desferiu um soco em direção à felina. Ela agachou no momento certo para evitar o ataque e revidou com um corte dilacerante na cocha de Kentarumon. Ele recuou mancando e segurando sua perna.

– Minha vez! — disse Boogeymon.

– Espere! — ordenou Mark – Use um dos seus feitiços!

– Hã, mas qual?

– Eu não sei! Qual poderia ser?

– Vocês são tão chatos! — disse a meio-gata. Então ela jogou Sukamon para o alto. Ele gritou. Ela cortou-o e ele se tornou uma nuvem de zeros e uns que se espalharam para todos os lados até se tornarem invisíveis.

– Nããão! — gritou Chumon.

– Você é horrível! — disse Mark.

A tensão no ar aumentou com uma intensidade incrível.

– Deixe-me matá-la, Mark. — disse Boogeymon.

– Não, não ataque instintivamente! Você já viu que ela é mais forte que você, você deve usar sua cabeça! — disse Ray.

Mark sabia que Boogeymon tinha que usar um dos feitiços tatuados na sua pele. Mas qual?

– Já sei! Use o feitiço na sua testa! — ele disse.

– Aquele? Você tem certeza? — questionou Boogeymon.

– Eu sou seu domador! Não me questione!

– OK, lá vai... — disse o digimon demônio. A tatuagem na sua cabeça, que se parecia com um arabesco curvo, brilhou por um segundo. Depois disso a meio-gata pôs as mãos na cabeça, baixou os olhos e começou a gritar.

– Seu idiota! O que você fez? — disse ela.

Ela ergueu os olhos e eles estavam cheios de ódio.

– Uma dor de cabeça não vai me parar!

Ela avançou furiosa contra Boogeymon. Ela tentou cort=a-lo continuamente, mas ele bloqueou cada investida com seu tridente.

– Kentarumon, use o Canhão Perseguidor! — disse Ray.

Kentarumon atirou uma bola de energia que voou direto para a meio-gata e explodiu deixando fumaça em seu lugar. Boogeymon foi jogado para trás e caiu de costas no chão. A batalha poderia ter terminado naquele momento, mas a fumaça foi soprada lentamente pelo vento e a meio-gata estava ali ainda, ferida, mas inteira. Ela tinha uma carranca enorme.

– O jogo acabou. Helter Skelter!

Eles todos começaram a dançar e ela fez um grande arranhão no peito de Boogeymon. Ele gritou. Então ela se a proximou de Kentarumon e perfurou a parte de baixo de seu abdome com as três garras de sua mão.

Então ela fugiu correndo pulando longas distâncias enquanto eles continuaram a dançar apesar de seus ferimentos.

Depois de alguns minutos que pareceram ter durado muito mais o encantamento passou. Os vigiadores correram imediatamente para cuidar dos seus digimons. Logo os habitantes da cidade se aproximaram trazendo remédio. Kentarumon e Boogeymon foram carregados para um prédio e os digimons mutantes enfaixaram seus ferimentos.

Eles ficaram na cidade descansando. Mark estava silencioso e ficava separado dos outros a maior parte do tempo. Ray se aproximou dele quando ele estava olhando para o jardim do prédio

– Nós tivemos uma derrota hoje mas isso acontece às vezes. Infelizmente nó não somos invencíveis. — disse Ray.

– É minha culpa se Boogeymon está ferido. Eu devia ter pensado mais antes de dar ordens a ele.

– Bem, não seja tão duro consigo mesmo. Nós lutamos contra um oponente muito mais forte hoje. Nem eu estava preparado para enfrentá-la.

Ray suspirou.

– Vamos treinar mais duro e continuar cumprindo nossos deveres. — ele concluiu.

Ele deu um tapinha nas costas de Mark e voltou para dentro do prédio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.