Estava quente naquela parte do Mundo Digital mas debaixo das sombras das árvores o vento soprava suavemente. Três pessoas e três digimons estavam descansando em um lugar conhecido como Bosque Página. Era uma pequena floresta. A vantagem de estar lá era que as árvores os escondiam dos olhos dos espiões e eles poderiam sair sem serem rastreados para qualquer direção que quisessem ir. Isso era conveniente porque eles estavam carregando objetos cobiçados.

Na verdade, somente um deles estava carregando esses objetos. Era Thomas, um jovem de cabelo encaracolado, de vinte anos talvez. Seu digimon, um Lopmon macho, estava brincando com folhas caindo dos galhos das árvores, tentando acertá-los com seu ataque Pequeno Tornado. Ele girava seu pequeno corpo, o que fazia suas longas orelhas se tornarem perigosas, e tentava pegar as folhas com elas.

Kentarumon estava descansando com suas pernas curvadas. Ao seu lado estava seu domador, Ray, um homem magro com cabelo longo e castanho. Ele devia ter a mesma idade de Thomas, talvez dois anos mais velhos. Debaixo de outra árvore Mark e Boogeymon jaziam. Boogeymon era um digimon em forma de demônio, com pequenos chifres roxos na ponta e tatuagens pretas por todo o seu corpo. Seu nariz era ridiculamente grande e pontudo. Ele também tinha asas com uma pela roxa e uma cauda com uma seta no fim. Ele estava estirado na grama enquanto Mark, um adolescente que era aum pouco gordo, brincava com seu tridente.

Os Sonhos estavam seguros no bolso de Thomas. Era hora de ir. Ele se levantou.

– Ei, galera, é melhor nós irmos andando. Muito obrigado por tudo. — ele disse.

– Nós fizemos um bom trabalho novamente. — disse Ray sorrindo.

– Ah, eu e Boogey queremo agradecer vocês por nos deixarem ajudar. E nos chame de novo quando tiverem outro digimon mau merecendo um soco na cara! — disse Mark.

– Eu quase me esqueci. Qual é o problema entre vocês dois? — perguntou Thomas.

– Bem, é passado agora... — disse Mark.

– É mesmo? Bem, Thomas, esta é a história...

Ray contou-lhe sobre o sequestro dos bebês e como ele e Kentarumon interferiram nele. Ao final Thomas estava um pouco chocado mas também parecia estar achando divertido.

– Não parece que eles são os mesmos caras que ajudaram tanto com Devimon. Eu acho que nós devemos perdoá-los. Eles provavelmente só precisam de um bom direcionamente. Já sei! Você deveria ser o mestre deles! Com os seus conselhos eles devem se tornar vigiadores incríveis!

Os olhos de Ray se arregalaram e sua boca se abriu bem grande.

– Eu... Tutor deles? Você tá louco, Thomas?

– Você não concorda que eles foram de grande ajuda na caverna?

– Sim, mas... eu não me imagino indo a todo lugar com esses dois colados em mim como... cachorros me seguindo!

– Ei, não nos chame de cachorros, bastardo! Mas ser treinado por você seria ótimo! — disse Boogeymon.

– Se você vai ser meu aprendiz, olha a boca e não me chame de bastardo ou nada do tipo. — disse Ray.

– Você já está falando como se eles fossem seus pupilos. Vê? Você está entrando no clima! — disse Thomas.

Ray olhou-o admirado.

– Bem, talvez...

– Ah, vamos lá! Nós já somos um time! — disse Mark — Nós fomos ótimos trabalhando juntos contra Wendigomon. E Boogeymon realmente detonou Devimon!

– Você fala como se não precisasse de tutoria e já fosse bom o suficiente. — disse Ray — Mas eu aceitaria vocês. Mas preciso perguntar a Kentarumon primeiro. — ele se virou para ele — Então, tudo bem para você se eles vierem com a gente?

Kentarumon encarou ray por um momento e então disse:

– Ok, eles podem vir conosco.

– É! — disseram Mark e Boogeymon e eles se cumprimentaram batendo as palmas das mãos.

– Hora de dizer tchau então. — disse Thomas.

– Até mais. — disse Ray.

– Até mais, Thomas e Lopmon. — disse Mark.

– Tchau — disse Lopmon.

– Adeus gurizada! — disse Boogeymon.

– Tchau, Centarumon. — disse Lopmon.

– Tchau. — respondeu Centarumon.

Thomas abaixou sua mão e Lopmon subiu no seu ombro. Eles deixaram os outros para trás e logo seguiram para O Deserto. Era muito parecido com um deserto do Mundo Real. Foi por isso que Thomas teve que parar um tempo em um córrego para encher uma garrafa de água. O córrego era fora do caminho então eles tiveram que andar meia hora de volta para a estrada para O Deserto. Não era uma estrava de verdade, e pelo que Thomas sabia, poucas pessoas a conheciam. Não havia muitas pessoas que queriam ir para aquele deserto. Era quase vazio, afinal.

Esta era uma das pistas para a origem misteriosa do Mundo Digital. Ninguém sabia exatamente como o Digimundo fora criado, mas a teoria na qual Thomas acreditava dizia que ele começou com pedaços isolados de terra: ilhas. Não havia nada entre as ilhas, mas toda vez que alguém chegava ao fim de um lugar, a continuação dele surgia. Foi assim que todos os espaços vazios forma preenchidos. Às vezes a informação das atividades digitais dos seres humanos criavam novas partes do Mundo Digital cheias de coisas como árvores, água, montanhas e novos digimons, mas todos os lugares que se originaram da expansão de lugares já existentes eram áreas secas, com nenhuma ou pouca e pequena vegetação. O Deserto era um desses lugares. A razão pela qual Thomas estava indo para lá era por que era nas ruínas que existiram lá que os Sonhos jazeram antes de serem roubados. Então ele ia devolvê-los para seu lugar de origem.

Ele na verdade não tinha que caminhar muito n'O Deserto para chegar ao seu destino. Só levou duas horas (cruzar o deserto inteiro tomaria um dia inteiro). As ruínas eram um templo de pedra clara. Thomas entrou por sua entrada principal. O lugar estava numa meia-luz, era amplo e havia três portas em fila de cada lado. No lado oposto à entrada havia uma mesa de pedra. Pequenas janelas próximas do teto deixavam um pouco de luz do sol entrar. Havia no lugar uma pequena anta cujas pernas traseiras pareciam cobertas por duas nuvens. Havia um bonito anel dourado na sua perna dianteira esquerda e um tipo de capacete metálico na sua cabeça.

– Bakumon saúda a vós. — disse a anta.

– Olá. — disse Thomas — Nós trazemos os Sonhos.

– Oh, bom, muito bom. — disse Bakumon.

– Tome. — disse Thomas colocando uma mão no bolso.

– Não, não os dê para mim.

– Por quê?

– Eles vão estar mais seguros convosco.

Thomas permaneceu em silêncio por um momento, então disse:

– É uma grande responsabilidade. Mas eu vou aceitá-la. Você pode me contar mais sobre esses objetos?

– Ah...

– Olá! — disse uma voz de garota atrás de Thomas. Ele se virou. Havia uma mulher morena usando boné, camiseta rosa e calça jeans. Ela estava acompanhada por um digimon novato com a forma de um corvo que tinha penas pretas e um bico cinza.

– Bem vindos, Sophie e PocketCrowmon*. — disse Bakumon — Sophie é uma vigiadora também.

– Prazer em conhecê-la. Se você é amiga de Bakumon então deve ser uma boa pessoa. — disse Thomas.

– Qual é o seu nome? — perguntou Sophie.

– Ah, eu me esqueci. Eu sou Thomas e este é o meu parceiro Lopmon.

– Olá, Lopmon! Você é tão fofinho! E prazer em conhecê-lo, Thomas.

– Que bom, agora vós conheceis um ao outro. — disse Bakumon — Eu agradeço a vós por vir, Sophie. Gabumon na Ilha Peer do Leste está tendo problemas com um invasor. Vós podeis ir até lá e ajudá-lo?

– Claro. Éu vou imediatamente.

– Nós podemos ajudar se você quiser. — disse Thomas.

– Hm, talvez vocês sejam de ajuda. Tudo bem.

Thomas se virou para Bakumon e disse:

– Nós nos falamos mais depois. Até mais!

– Adeus, vigiadores! — disse o digimon anta.

Thomas e Sophie deixaram as ruínas. O sol estava começando descer no horizonte.

– Bem, nós vamos precisar chegar lá rápido, você sabe, PocketCrowmon. Hora de digivolver.

– PocketCrowmon digivolve para... Clawmon!

Seu corpo começou a brilhar, então ele se transformou em um pássaro enorme. Suas asas escuras tinham quase quatro metros. Ele usava um capacete de ferro e seus olhos eram amarelos. Suas patas estava cobertas com uma armadura metálica com garra que eram muito, muito afiadas.

Sophie subiu nas costas dele e Thomas seguiu-a. Lopmon ia em seu ombro.

– Segure-se firme ou você vai cair! — disse a garota, então Clawmon levantou voo.

Foi uma viagem difícil para Thomas e Lopmon. Eles tinham medo de cair do pássaro o tempo todo. Sophie estava mais do que OK: ela estava feliz.

Logo o mar de areia foi deixado para trás e eles começaram a voar sobre um mar real. Estava cheio de vida digital, a muito dela nadava perto da uperfície e podia ser avistada. A maior parte se parecia com animais marinhos do mundo real, como golfinhos, peixes e baleias, mas alguns tinham formas estranhas que não podiam ser identificadas àquela distância.

Final eles viram duas ilhas pequenas, uma mais distante e outra mais próxima. O céu estava laranja pois o sol começava a se por. A ilha mais perto era feita quase apenas de areia mas tinha uma floresta pequena no meio. A mais longe era feita de areia e rochas. Clawmon pousou na areia da primeira ilha. A praia estava vazia. De repente eles ouviram o som de galhos se movendo e sendo quebrados.

– Prepara-se para batalhar, Lopmon! — disse Thomas.

Lopmon digivolveu para Turuiemon, o coelho lilás.

– Acalmem-se, eu não sou uma ameaça! — gritou uma voz fanhosa.

Um Gabumon pulou da floresta. Ele era um réptil que cobria seu corpo com a pela de outra criatura. Um chifre único na sua cabeça cruzava o pelo.

– Obrigado por virem. Bakumon me contou sobre vocês. — ele explicou.

– Como você conversa com ele? Ele está a quilômetros de distância daqui. — perguntou Turuiemon.

– Nós podemos conversar magicamente usando isso. — o Gabumon mostrou um objeto em sua mão. Era um smartphone.

– Ah, entendo.

– Qual é o problema, Gabumon? — perguntou Sophie com um pouco de impaciência.

– Primeiro, deixe me apresentar para vocês. Eu sou Gabumon, um Gabumon, da família dos Gabumons. Agora vocês podem se referir a mim como Gabumon, não "o Gabumon".

– Obrigado por nos fazer parte do seu círculo íntimo. Como nós podemos te ajudar? — perguntou Thomas deliciado.

– E queria que isso nuna tivesse acontecido. Mas eu também sabia que aconteceria algum dia. Vocês sabem sobre essas ilhas, as Ilhas Peer?

– Não muito...

– Esta é a Ilha Peer do Leste. Dez minutos navegando para o oeste daqui e você vai estar na Ilha Peer do Oeste. Elas estão conectadas por um grande poder de maneira que você pode estar nas duas ilhas ao mesmo tempo se você pisar exatamente no meio de uma delas. Vocês entenderam?

– Você está dizendo que se eu ficar no meio deesta ilha então uma cópia de mim vai aparecer no meio da outra ilha. É isto? — disse Sophie.

– Exato! E se você sair do meio você é apenas um novamente. Mas tem mais. Se você ficar bastante tempo, um dia talvez, você fica dobrado para sempre. Então vai haver dois de você!

– Certo, nós entendemos. Então o que está acontecendo aqui? Por que você precisa da nossa ajuda? — perguntou Thomas.

– Ninguém sabe sobre o que eu contei a vocês. — continuou Gabumon – É um segredo. É por isso que ninguém vem aqui. Mas um digimon mau apareceu aqui hoje e ele sabia o segredo. Agora ele está no meio da ilha e está planejando se tornar um exército. Primeiro ele planeja se duplicar. Então seus dois eles vão esperar no meio da Ilha Peer do Leste até que eles também se dupliquem e se tornem quatro, e então ele planeja ficar lá até se tornar oito, então... você sabe... — Gabumon abaixou sua voz – Eu ouvi ele dizendo que que se tornar um milhão. Ninguém vai conseguir derrotá-lo se ele conseguir isso. Ele vai dominar o Mundo Digital. E também o Mundo Real...

– Entendo... — disse Thomas.

Eles ficaram em silêncio. Todos estavam pensando.

– Nós precisamos tirá-lo daqui. É a única coisa que eu consigo pensar agora. — disse Sophie.

– De acordo. — disse Thomas.

– Eu vou levá-lo lá. — disse Gabumon, antes de entrar na floresta. Os vigiadores seguiram-no. Estava bem escuro agora, e ainda mais escuro debaixo das árvores. Depois de cindo minutos de caminhada Gabumon parou e disse a eles que estavam quase lá. Eles prosseguiram devagar. Estava completamente silencioso exceto pelos sons que eles faziam passando pelos ramos. Então eles viram o inimido por entre as árvores. E o inimigo viu eles.

Notas finais
*PocketCrowmon e suas evoluções não são digimons oficiais. Eles foram criados por mim para esta fanfiction.