Viez-Vermelho Nº1
1 Castelo de Chapultepec
[06/12/2016]: Castelo de Chapultepec, Cidade do México, México.
Dois andares abaixo do piso principal, uma batalha entre a vida e a morte. De um lado um militar mexicano ressuscitado e do outro um herói se esquivando no escuro dos tiros.
O escuro dava uma vantagem para se esconder entre os pilares, o espírito perturbado do coronel acreditava estar diante da guerra, atirando descontroladamente. O herói vermelho ficava limitado a se esconder e observar.
O coronel sem pensar não hesitava em vasculhar aquele castelo que bem conhecia. A cada passo o Vermelho precisava mais e mais se deslocar, estava ficando encurralado e seu suor pingava.
Um som de estouro se ouviu, pedriscos voavam de um dos pilares lentamente enquanto uma bala atravessava em alta velocidade em direção a cabeça do herói. Ele acompanhou a trajetória da bala , mas ficou imobilizado, ao ouvir o som da bala, caiu no chão.
"Merino, só mais uma vez, você vai ficar forte", sua mãe dizia no escuro enquanto uma cena passava em preto e branco. Uma agulha entrava em seu braço"mais uma vez e vai conseguir", seu braço envelhecia e a frase não mudava, a agulha mais uma vez entrava, e mais outra, até que"essa pode ser a última vez", a agulha dentro de seu braço, o médico tirando ligeiramente, mas sem o ferro, finalmente seu corpo tinha...
Uma voz oculta vindo de um pilar gritou"Adiante tropa", os olhos da caveira fumegaram em vermelho e o escuro deixou de ocultar qualquer coisa a aqueles olhos.
O herói disse em voz alta"metabolizado moléculas mais complexas de alguns metais", o efeito do tiro havia passado, ele correu em direção ao meio do corpo do coronel e empurrou pra parede, desmoronando-a.
A poeira subiu, uma sensação de perfuração, tiros no abdômen, ele recuou.Em passos de marcha tenebrosamente aquele ar macabro se espalhava com o som dos ossos. Um clarão se espalhou e deixou tudo confuso, o herói ganhou o tempo que precisava jogando uma bola de luz.
"AARG" esbravejou o esqueleto e nesse momento seus ossos caíram.
Uma luz verde clareia um pilar ao mesmo tempo, mas com ar de satisfação o garoto pegou um pedaço de tecido vermelho com um sorriso de quem sabia o que fazia, ele havia enroscado na roupa do magista na fuga, a bola de luz tinha um pequeno gancho suficiente pra extrair o que era preciso.
Outro clarão aconteceu, Viez pegou a arma do Coronel e apontou rapidamente . A luz se fez em chamas, e um adolescente saiu do portal, ao atirar a arma faiscou, mas sua bala foi em direção ao jovem. Ele com olhar de pânico disse-cogitare- e a bala rebateu e cravou em uma parede depois de rebater em um metal com um som tinindo, de maneira que irritou o ouvido sensível do outro garoto.
E o jovem recém-chegado disse colocando a mão na cabeça:-Atrasado?- e o outro respondeu com tom de apatia, enquanto ajustava sua máscara vermelha"Nem tanto quanto eu gostaria, Adepto". O jovem se ajeitando e recuperando da saída do portal ajoelhou-se e viu um rastro como se mostrasse uma sinalização da silhueta do evocador misterioso, de onde ele tinha fugido.
Enquanto ambos procuravam pistas, o enxofre liberado se tornava ácido sulfúrico em contato com o ar, o castelo usado como forte para guardar pólvora abrigava vestígios explosivos em sua parede. Adepto sentiu uma dor de cabeça, mas notificou já sentado :-teletransporte, isso gasta demanda energética demais-, Vermelho colocou a mão na cabeça e Adepto se sentiu um fardo, ao dar a mão para levantar-lo.
Um toque no pé do garoto, a mão morta do coronel encostou no Adepto, sentiu um calafrio, e o garoto de vermelho chutou ela tornando pó.
O evocador reapareceu em um pilar anunciou enquanto fitava Adepto, que parecia assustado"Bem-vindos, meus jovens, hoje é o dia que conheceram o inferno dos mortos", ele ergueu suas mãos que continham anéis brilhantes revelando suas mãos magras e velhas.
Um tinir se ouviu e vieram passos, uma marcha de mortos, das paredes corpos se separavam e se amontoavam prendendo os dois jovens num círculo, o som deles rompendo as paredes e se misturando a materiais inorgânicos era como o grunhir de porcos fazendo os heróis tamparem seus ouvidos.
Adepto sentiu medo profundo, enquanto o vermelho fechava os olhos mantendo a calma procurando uma solução racional. Os mortos se aproximavam e o cheiro de enxofre consumindo mais e mais suas carnes aumentava.
Adepto abaixado aparentando estar com medo e tremendo totalmente, se levantou gargalhando, com sangue caindo da sua mão. A bala que mais cedo havia desviado, na verdade cortou levemente sua mão, o suficiente para o que ele esperava fazer.
Um traçado um pequeno círculo cheio de símbolos ao redor de seus pés, e olhando para cima entoa"vocat perpetuat". Uma labareda de fogo desceu em forma de cobra e uma grande explosão ocorre nas paredes.
"o símbolo foi ativado pelo fogo, vamos" e ambos voltaram para seu QG com um ar de alívio, onde Adepto quase desmaiado satiriza rindo com um ar levemente demoníaco"Parece que mortos não gostam de fogo."
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