Vidas Trocadas.
22 Sombras do passado.
Notas iniciais
"If you know how to be my lover;
Maybe you can be my baby;
Hold me closer under the covers;
Kiss me boy and drive me crazy..."
Be My Baby
Ariana Grande ft Cashmere cat
Apartamento de Eddie
Thea
Estico o corpo preguiçosamente, ao mesmo tempo que procuro Eddie na cama,encontrando apenas o espaço vazio. Me sento, escutando os sons ao redor.Olho o relógio no pulso.Passa um pouco do meio dia. Depois de termos transado mais uma vez, acabei adormecendo, exausta, em seus braços. O som do chuveiro sendo ligado chama minha atenção..."Humm, Eddie todo molhadinho!!", o pensamento me faz pular (literalmente!) da cama, caminhando, nua até o banheiro. Empurro a porta , entrando sem fazer barulho, parando encostada na parede, admirando seu corpo, começando por seus ombros largos onde descubro uma, não, duas tatuagens: algo parecido com uma medalha e uma frase que, pela distancia que estou não consigo ler. Continuo descendo , passando pela cintura, chegando a sua bunda, no momento em que fica de lado, me fazendo morder o lábio, emitindo um gemido que sai mais alto do que pretendia, chamando sua atenção. Ele para o movimento que fazia, voltando-se para mim.
—Vai ficar só olhando ou quer me fazer companhia?- pergunta, abrindo o box...."Não precisa pedir duas vezes!", penso, aceitando seu convite mais do que prontamente.
Lá dentro, tomo o sabonete de suas mãos, me encarregando da "difícil" missão de passá-lo por quase todo seu corpo. Quase. Em seguida é a vez dele fazer o mesmo comigo. De costas para ele, apoio as mãos na parede, me entregando ao prazer que seu toque provoca..."Marcel estava certo. Fogo e pólvora!", relembro, sentindo todo o corpo arder de desejo. Tento me virar mas ele não permite, prendendo minha cintura com os braços, trazendo meu corpo para junto do seu e, ao fazê-lo, sinto sua ereção me pressionar, me fazendo ofegar antecipando o que viria a seguir.
—Segure firme.- ordena, a voz rouca em meu ouvido arrepiando cada pêlo de meu corpo.
Envolvendo minha cintura com os braços, ele me suspende no ar. Me agarro a torneira do chuveiro no exato momento em que o sinto dentro de mim, fazendo-me gemer alto a medida que suas investidas aumentam de intensidade, sentindo meu corpo inteiro amolecer em seus braços quando atinjo o clímax. Eddie ainda investe algumas vezes antes de se aquietar, me colocando de volta no chão, sem me soltar. Me viro de frente para ele, assim que me libera, envolvendo seu pescoço com os braços, beijando-o demoradamente antes de voltarmos para o quarto.
Enquanto junto minhas roupas, começando a vesti-las, ouço-o falar com alguém ao telefone, vestindo-se também, confirmando que estava saindo para formalizar a queixa .
—Vou com você- anuncio, calçando a meia bota com a qual tinha vindo.
—Não vai não- diz, parando a minha frente, terminando de abotoar a camisa, prendendo-a dentro da calça- Vai ficar quietinha aqui até eu vou voltar. Ai vamos ter uma conversa séria, pirralha — pega as chaves e a carteira sobre a mesinha, dando-me as costas, saindo do quarto. Recolho minha bolsa do chão e saio atrás dele.
—Eddie, eu quero ir. Não vou ficar aqui sozinha — afirmo, quase me chocando com ele, que parara bruscamente, virando-se, pronto para negar meu pedido, mas não o deixo falar — E se vierem verificar se eles conseguiram te pegar?- argumento- Posso usar mais uma das suas poucas panelas pra me defender ou vai deixar uma arma comigo?-coloco as mãos na cintura vendo-o fazer uma careta de descontentamento.
—Vai ficar quietinha no lugar que eu te colocar,sem mover um músculo sequer até eu mandar. Quietinha e discreta- frisa, o dedo em riste e cruzo os indicadores, beijando-os , em juramento,sorrindo. Eddie me olha por um tempo antes de sacudir a cabeça, me dando passagem.
Assim que abre a porta, um gato entra correndo, me assustando.
—Onde você estava?- escuto-o perguntar e ao ouvir sua voz,o animal volta, enroscando-se em suas pernas.
—No meu ap.- uma voz melosa fala e ergo minha cabeça, vendo uma loira vestida em roupas(minimas) de ginastica se aproximar, insinuando-se para ele.- Acabei deixando-a presa sem querer. Não se zangue!- pede,fazendo biquinho, me ignorando totalmente. Ergo a sobrancelha, encarando-o.
—Tudo bem Michelle- responde, pegando a gata no colo, levando-a até o sofá, me fazendo sair antes de fechar a porta — Vamos- pega minha mão e não posso evitar um sorriso vitorioso ao ver a expressão de espanto de "Michelle" ao ser ela ignorada.
—Fã sua?- pergunto logo que chegamos ao elevador e ele dá de ombros- Podemos ir no meu carro? — pergunto quando saímos- Acabo de ganhar e...
—Não — responde seco, parando sem avisar e desta vez não consigo evitar o choque.
—Sabe, adoro seu corpo. Mas me fazer chocar com ele o tempo todo e ainda querer que me comporte é pedir demais! — provoco-o,vendo um sorriso discreto se formar em seus lábios.
—Pensando bem,vamos sim- concorda — Me dê a chave- ordena enquanto caminhamos até onde estacionei e ,ao mesmo tempo, pega o telefone fazendo uma ligação.
—Não, eu dirijo- digo.
—Você não sabe o caminho — diz, aguardando a pessoa atender, esticando a mão — Anda Thea, a chave — pede e antes que eu responda, acrescenta- Não quero perder tempo te ensinando como chegar na delegacia- argumenta.
Com um suspiro, entrego-lhe a chave, rodeando o veiculo para entrar no lado passageiro.
—Oi Mike,boa tarde. Me faz um favor: você poderia vir até em casa dar uma olhada no meu carro?- escuto-o pedir, sentando-se no banco do motorista — Não, aparentemente não. Mas como tentaram me matar mais cedo, não custa nada verificar- ao ouvir a frase, sinto um calafrio percorrer minha espinha. Se eu tivesse hesitado um minuto que fosse em entrar, Eddie poderia estar...balanço a cabeça a fim de espantar tal pensamento.
Ele dá partida e seguimos para a delegacia onde trabalha. Somos recebidos por uma mulher na casa dos quarenta e poucos anos que,depois de dar uma bronca nele e me cumprimentar com doçura, nos faz subir ao encontro do chefe deles.
Entramos em uma enorme sala repleta de mesas, computadores e outros policias. Eddie me leva até sua mesa,me fazendo sentar ali enquanto segue até uma sala mais a frente onde se encontram três homens.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Eddie
Deixo Thea sentada em minha mesa e vou para a sala de Joe. Bato na porta, entrando logo em seguida.
—Eddie, como está? Algum ferimento?- pergunta Joe ,preocupado, assim que entro.
—Nada sério -asseguro, cumprimentando os dois outros homens na sala com um aceno.
—Parece que não consegue focar longe de encrencas não é detetive?- Harris me provoca.
—Pelo que sei, desta vez ele não teve culpa. Estou certo detetive?- pergunta-me o superintendente Rogers e confirmo.
—O ataque teve algo a ver com o caso do Tommy, Eddie ?- Joe questiona.
—Presumo que sim, já que a única coisa que perguntaram foi 'onde ele está?' — digo.
—Então, presumiram que seu amigo voltou e o havia procurado?- Rogers me pergunta.
—Acredito que sim. Mas, seja lá quem for, está enganado- adianto- Se Tommy voltou para central, não me procurou.
—Ainda — Harris volta a provocar mas antes que o responda, Nick abre a porta avisando que iria interrogar um dos sujeitos que me agredira.
Peço permissão a Joe para acompanhar, e, após uma pequena queda de braço com Harris, e contando com o apoio do superintendente, recebo autorização. Ao sair, vou até Thea.
—Fique aqui,vou ajudar a interrogar um dos homens de hoje cedo — aviso, o que acaba sendo um erro pois ela insiste em querer assistir, chamando atenção de Joe bem como de Rogers, que sai em sua defesa.
—Deixe a moça ver Thawne. Ela pode ficar conosco- sugere e ela me olha desafiadora. Juro que , se não estivéssemos em público, seria capaz de colocá-la no colo e dar-lhe umas boas palmadas.
Seguimos o corredor que leva até as salas, Thea ficando com Joe, Harris e Rogers na primeira enquanto sigo com Nick para a segunda, onde um dos meus agressores se encontrava. Vejo que o escolhido é o cara que Thea havia acertado e não posso evitar o riso.
Deixo Nick conduzir o interrogatório,mas tanto eu quanto ele percebemos que não iria falar nada, o que me irrita.
—Olha só amigo- começo,apoiando as mãos na mesa- Sabe como funciona. Quem falar primeiro consegue o melhor acordo. Por que não facilita as coisas pra você. Quem foi que te mandou até minha casa e por que?
—Eu no seu lugar loirinho — começa — Passaria a dormir com um olho aberto.
—Está ameaçando um policial,é isso?- Nick se adianta.
—É só um aviso...de amigo — me encara — Pra você ter cuidado...Você e aquela vagabundinha com quem está dormindo — emenda e antes que eu tenha chance de reagir, Thea entra porta adentro indo direto para cima dele, derrubando-o no chão com cadeira e tudo, colocando o salto da bota em sua garganta.
—Você me chamou do quê?- braveja — Repete! — desafia-o, aumentando a pressão sobre a pele.
—Senhorita!- a voz de Joe me tira do estado de letargia que entrara. Venço o espaço que me separava dela em poucos segundos, erguendo-a pela cintura, retirando-a da sala sob os olhares assustados de Joe e Harris e divertidos de Nick e Rogers.
—Ficou doida? — pergunto,encarando-a assim que a coloco no chão.
—Ele me chamou de vagabunda! — braveja, tentando passar por mim. Seguro-a mais uma vez.
—E teria o castigo que merece. De minha parte,não da sua -asseguro, segurando seus ombros, levando-a de volta para a mesa, sentando-a- Agora, fique quieta ou não respondo por mim- ameaço, voltando para junto de Joe e os demais.
—Espirituosa sua garota Thawne- comenta o superintendente ao me ver chegar.
—Sinto muito por isso.- peço, olhando-os, me detendo em Joe, que, pra minha surpresa, sorria.
—Não se preocupe. O motivo foi mais do que justo- diz Rogers- Agora, se me dão licença, preciso ir. Tenho um compromisso. Assim que surgir alguma novidade Joe, me reporte por favor — pede — E detetive, já que este caso, além de ser de seu interesse, parece procura-lo, considere-se incluso nas investigações — surpreende-nos — Espero que se mantenha imparcial,caso contrário, pode dar adeus a sua carreira,fui claro?
—Sim senhor- confirmo — E obrigado.
—Não me agradeça ainda.- avisa, saindo,seguido por Joe e Harris.
—Tenha cuidado Eddie — Nick me alerta — Isso pode bem ser uma armadilha. O Harris nem tentou contestar.
—Vou ter. — asseguro,batendo em seu ombro.
Retorno para buscar Thea e a encontro sentada na ponta de minha mesa, cercada por várias garotas mais novas tirando...
—Fotos?? É sério?- questiono, me aproximando dela.
—Desculpe Eddie — Tânia, uma das oficiais que trabalha comigo, diz--Mandei uma foto dela pra minha filha e ela e as amigas acabaram vindo aqui. Não foi culpa dela.
Olho Thea sem ter a minima noção do que estava acontecendo.
—Tenho um blog e as meninas são minhas seguidoras-explica sorrindo.
—Qual parte do quieta e discreta você não entendeu?-pergunto e ela sorri, envolvendo meu pescoço com os braços.
—Como Tânia disse, sou inocente!- exclama,me dando um selinho — Já podemos ir? Estou com fome!- diz — De comida- acrescenta, os olhos brilhando.
—O que eu faço com você?- penso alto.
—Tenho um monte de sugestões. Nenhuma pode ser dita ou feita em público — brinca, maliciosa — Por hora, me alimente e farei tudo que me pedir.
Encaro aquele rosto com ar sapeca,levemente corado, sacudindo a cabeça em rendição.
—Venha, vou te levar pra comer, mas antes, quero que conheça uma pessoa — digo,segurando sua mão.
—Quem?- pula da mesa, me seguindo, curiosa, acenando para as garotas.
—Você vai ver — me limito a dizer enquanto saímos, acompanhados pelo olhar curioso de Joe.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Clube de Savage
—Sabia que deveria ter mandado o Dark ao nives daqueles dois patetas! — escuto Sebastian resmungar- Agora, além daquele bisbilhoteiro continuar vivo, deve estar ainda mais curioso. E zangado também.
—O que foi primo, por acaso tem medo do garoto?- provoco-o- Ou seria dos garotos?
—Não brinque Vandal. Se Thomas realmente voltou, sabe que ele poderá nos causar problemas. Grandes problemas- continua, andando de um lado para outro em meu escritório — Ainda mais se unir forças com Eddie.
—Que confusão toda é essa?- a voz de minha acompanhante se faz ouvir.
—Nada minha querida. Apenas meu primo sofrendo pro antecipação e por algo que está totalmente sobre controle
—Sob controle? Seus homens estão presos! Se abrirem o bico,já era- bufa.
—Não vão abrir- asseguro- Quanto a Thomas e Eddie, deixarei para me preocupar na hora certa, se for o caso- aviso, envolvendo Isabel pela cintura, beijando seu pescoço.
—Do que se trata afinal? Que maldades meu benzinho andou fazendo enquanto estive fora? — fala, acariciando meu rosto, a voz doce não escondendo a curiosidade.
Encaro-a por um tempo antes de contar-lhe, resumidamente, todo o caso, acompanhando cada minima reação em seu rosto.
—Você se superou dessa vez!- exclama- Mais um pouco e conseguiria Me superar- afirma e Sebastian a olha surpreso.
—Não se engane com esse rosto doce primo- aviso — Isabel é...foi — corrijo-me — Capaz de uma maldade maior do que a minha e contra o próprio sangue!- acaricio seu rosto aveludado- Meu doce anjo, simplesmente trocou o filho de seu primo por um outro bebê, fazendo-o cria o filho, no caso filha, de um desconhecido como sendo sua!- informo,sorrindo ao ver a expressão de espanto tomar conta do rosto de Sebastian.
Fale com o autor