Vidas Transformadas
10 O 1º contato e enfim o namoro
Notas iniciais
–-- Clara ---
Meu casamento som o Cadu não andava bem há tempos, nós não parávamos mais de brigar, tinha virado uma rotina; café da manhã, almoço, briga e jantar. Nem dormir juntos nos dormíamos mais, transar então, isso simplesmente desapareceu do nosso dicionário. Eu dormia no sofá, com o Ivan no quarto dele, na Leninha, ou até mesmo na minha mãe. Só estávamos morando juntos ainda por comodidade, de ambas as partes; tinha muita gente que dizia que era pelo meu bichinho, mas isso não é verdade, pois a gente como estava, era até pior pra ele. Por fim nos separamos numa boa. E voltamos a ser apenas bons amigos.
Era inegável a atração que eu sentia pela Marina, mas enquanto estava com o Cadu me segurei. Depois de estar separada há 2 meses fiz uma surpresa pra ela, que nem dava em cima de mim mais, não por falta de desejo, mas por respeito. Fui na casa dela, lá em Santa Tereza, cheguei de mansinho, estava tudo quieto, não tinha ninguém em casa além do rapaz que limpa a piscina. Perguntei se elas já tinham saído há muito tempo, e ele disse que sim, que provavelmente já estava voltando. Fiquei curiosa, e perguntei das outras meninas, e ele disse que a Marina tinha ido levá-las no aeroporto, que elas estavam indo ver alguma coisas onde moravam antes; claro que fiquei muito feliz com a notícia; vi que ele já tinha terminado e o dispensei mais cedo. Entrei na casa, e comecei a arrumar tudo, enchi o lugar de flores, velas, e fiz um caminho de pétalas de rosas vermelhas desde a porta de entrada, subindo a escada, até chegar na beira da sua cama, que tinha duas taças e uma garrafa de espumante. Troquei de roupa, bem, o vestido não era meu, era dela, mas eu a achava ainda mais linda com ele, e quis ver a reação dela ao me ver usando ele. O vestido era branco, soltinho. Não calcei nada, quis ter os pés no chão. Acendi todas as velas, apaguei as luzes (no disjuntor), e fui esperá-la sentada na cama.
–-- Marina ---
Quando cheguei em casa levei um susto. Além do jardim, não tinha mais nada aceso, e o pior, tentei ascender as luzes ainda do lado de fora e não consegui. Entrei morrendo de medo, mas entrei, e assim que entrei fiquei em choque. A sala estava repleta de flores, velas acesas, e eu pisava em pétalas de rosas, que formavam um lindo caminho pela escada, até algum lugar lá em cima. Tirei os sapatos pra sentir as pétalas sob meus pés, e fui caminhando devagar, queria curtir tudo, cada sensação.
Fui andando, e percebi que o caminho entrava no meu quarto. entrei, e ... O meu coração parou. Ali, sentada na minha cama, era a mulher dos meus sonhos, da minha vida. A Clarinha, com um vestido meu, que ficou espetacularmente lindo, perfeito nela, fiquei de boca aberta, e ela com um sorriso cheio de malicia nos lábios.
–-- Clara ---
Foi melhor do que eu imaginava. A Marina se perdeu olhando pra mim. Tinha desejo, admiração, tudo no olhar dela, foi o mais intenso que eu já vi.
Me levantei, fui até ela, segurei sua mão, depositei ali um beijo, como ela sempre fez comigo, puxei-a para um abraço, e falei bem baixinho, sussurrando, em seu ouvido:
– Não é sonho meu AMOR! Vou falar novamente, meu AMOR! Eu te AMO desde o dia que te conheci, não sabia que era amor no início, não por você ser mulher, mas porque nunca tinha sentido isso, assim, tão forte por ninguém. Meu AMOR, fala alguma coisa? Eu estou aqui de verdade, de corpo e alma pra você, estou aqui pra me entregar pra você!
Nesse momento beijei o lóbulo de sua orelha direita, desci beijando até chegar a sua boca, onde depositei um selinho demorado seguido de outro mais rápido, esperando a reação dela.
–-- Marina ---
Eu admito que fiquei sem reação com toda essa atitude da Clarinha, ela me assustou, e me assustou muito. Mas assim que recobrei os meus sentidos, meu Deus. Depositei um selinho rápido em seus lábios, logo depois um mais demorado, abri um pouco a minha boca, e com cuidado, com a minha língua pedi passagem pra minha amada, que não demorou nem 1 segundo pra me dar passagem. O beijo de início foi lento, delicado, mas aos poucos foi ficando mais intenso, mostrando o quanto estávamos esperando por isso, foi ficando mais urgente.
A Clarinha estava ali, inteira pra mim, entregue por completo. Desliguei as minhas mãos para sua escosta e a trouxe e a trouxe para mais perto ainda de mim, ficamos colada; ela levou suas mãos até a minha nuca e exigiu tudo de mim, só paramos de nos beijar para recobrarmos o ar.
Ela tirou a minha blusa sem me perguntar nada, assim, sem aviso, e daí por diante a noite foi maravilhosa, nos amamos umas 4 ou 5 vezes, a noite foi espetacular.
–-- Clara ---
Como amar pode ser tão bom? Como amar a Marina é maravilhoso! Ela foi tão carinhosa comigo. Nós nos encaixamos tão bem. Acordamos e ficamos conversando sobre a gente e mais um monte de coisas por horas, fomos tomar café e voltamos pra cama.
Nós duas estávamos tão felizes, tão alegres, tão uma da outra, estávamos completas.
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