Vidas Interligadas
5 Capítulo 5- Você não tem cara de psicopata!
Notas iniciais
Pov Annabeth
Quando abri a porta da sala, me deparei com um garoto olhando fascinado para a estante de jogos. Ele parecia uma criancinha de 5 anos, seus olhos brilhavam.
Minha reação foi inesperada até pra mim. Eu voei no pescoço dele com tanta força que tenho certeza de que vai ficar a marca de um taco de baseball.
Ele me olhou meio atordoado e quando ele abriu a boca pra dizer alguma coisa eu o impedi dizendo:
– Não mexe comigo não, aprendi muitas coisas jogando Call of Duty!
Ele abriu um sorriso mais largo que o próprio rosto. E então disse:
– Sério?
– Sério
– Adoro meninas que jogam video game!
– Tá, mas esse não é o caso. Quem é você e o que faz aqui?
– Prazer , meu nome é Peseu Jackson, mas pode me chamar de Percy. E eu estou aqui porque vim estudar aqui.
– Você nāo é nenhum tipo de maluco, né?
– Eu tenho cara de maluco?
Depois que ele fez essa pergunta eu realmente raciocinei, ele nāo era um maluco.
– Me desculpe- Disse me levantando e tirando o taco de baseball de seu pescoço.
– Poderia pelo menos saber o nome da garota que deixou meu pescoço roxo?- Ele disse olhando nos meus olhos.
– Annabeth- Disse sem demonstrar qualquer reaçāo.
– Vou te chamar de Annie.
– E quem permitiu?
– Ninguém, Perseu Jackson nāo segue quaisquer tipos de ordem. E muito menos segue regras.
– Entāo presumo que nāo nos daremos bem.
De repente, ouvimos um barulho vindo da piscina:
POV Savannah
Quando eu vi o portão da garagem se abrindo e um carro estacionando no local. Fiquei extremamente apavorada, por isso, me escondi atrás do meu carro, o problema é que não sei como, mas ele me viu. O rapaz saiu do carro e foi em minha direção. Para me defender, dei com o taco de hóquei na cabeça dele, no mesmo momento ele caiu no chão com a mão na testa.
– Ai, você tá louca? — gritou o adolescente.
– Você que se aproximou de mim! — falei na defensiva.
– Mas eu não ia fazer nada com você. — confessou.
– Pra falar a verdade, você não tem cara de psicopata mesmo! — contei.
– Deve ser porque eu não sou um — o garoto riu meio sem jeito — Como é teu nome?
– Savannah, mas se você for legal e não um maníaco, pode me chamar de Sav. — respondi.
– Ok, SAV. Você é muito bonita, sabia? — comentou me olhando de cima a baixo.
– Ow, que isso? Nem te conheço. Você é estranho! — disse fazendo cara feia.
– Eu te fiz um elogio, você que é maluca. — retrucou.
– Ah, cala a boca. — franzi o cenho.
POV Demi
Até que vi um vulto passar de um corredor pra outro. Fiquei paralisada e sem saber o que fazer. Tomei coragem e fui até um dos corredores. Estava a uma prateleira de distancia do suposto ladrão. De repente, um dos livros caiu:
– Droga, essas coisas sempre acontecem comigo! — resmungou o garoto.
Fiquei sem reação e continuei parada olhando para o buraco que o livro havia deixado.
O rapaz, de olhos cor de mel, levantou e me viu. No mesmo momento, me ajoelhei e pedi, já com os olhos cheios de lágrimas, para que não me machucasse.
– Calma, eu nunca iria fazer algo assim. — falou.
– Obrigada, obrigada, qual seu nome? — perguntei.
– Liam, e o seu?
– Demetria, mas me chame de Demi.
– Que nome bonito, gostei!
– Obrigada mais uma vez! — sorri.
Olhei para sua mão e vi o livro 'A culpa é das estrelas'.
– Meu deus! Você também gosta deste livro?
– Sim, hahahahaha, já li várias e várias vezes mas não canso. — disse sorrindo.
– Awn, você se parece comigo, quando me apaixono por um livro, não há quem me segure.
– Acho que iremos nos dar bem então.
– É, ainda bem!
POV Mandy
Será que aquela pessoa poderia me fazer algum mal? Foi ai que eu vi um homem alto aparecer do nada. Ele estava bem sério e talvez não fosse um ser bom. Por isso, eu larguei meu travesseiro (que não seria útil para absolutamente nada) e empurrei o rapaz na piscina, sem pensar nas consequências. Só o que o garoto era esperto e me puxou junto.
– Você ficou doida? Você nem me conhece e já chega assim, me empurrando do nada, sem ao menos perguntar meu nome! — o menino gritava.
– Aé? Eu sou doida? Qual seu nome? — perguntei brava.
– Colin! — disse como se fosse óbvio.
– Prazer, agora que já sei seu nome posso te empurrar na piscina? É assim?
– Que grossa! Eu hein. — deu uma pausa — Não sabia que quando me mudasse ia ter que lidar com meninas mimadas e sem educação.
– Olha como você fala comigo! Você não tem direito algum! — berrei.
– Você é louca, devia ser internada, sério. Seus pais nunca cogitaram essa possibilidade?
– Escuta aqui, quem você pensa que é? Você acha que pode chegar na casa onde vivo com minhas AMIGAS e querer mandar em alguma coisa? Seu merda!
– Você é uma estúpida, acha que é a gostosona e pra falar a verdade, é mesmo! — disse mordendo o lábio.
De repente, vejo a Annie chegando com um cara ao seu lado:
– Parem com isso gente! Do jeito que estão gritando, vão acordar a vizinhança inteira! Nem se conhecem e já saem os berros? Chega! Vão dormir que já tá tarde. — brigou Annabeth.
– Desculpem! — eu e Colin respondemos em coro.
– As vezes você parece minha mãe, sabia? — resmunguei.
– É claro, se não sou eu, quem vai botar ordem nessa casa? — riu Annie.
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