O dia passou rápido. Edward ficou o dia todo trancado dentro do escritório, Pietro assistiu TV, jogou futebol e procurou coisas para fazer, já que ele não estava mais autorizado a entrar na sala de jogos pelo próximo mês e ele não ousaria desobedecer a uma ordem da mãe. Se fosse o pai, ele até pensaria, mas não a mãe, com certeza ela devia ter colocado umas das empregadas para vigiar ele, não podia sair e nem falar com os amigos pelo celular, resumindo, seu dia estava um saco.

Bella saiu com Julia para o shopping, geralmente elas não faziam muitas coisas juntas, mas Bella queria mudar sua ausência na vida dos filhos, e, inesperadamente, o seu dia foi maravilhoso. Tinha aquela pontinha de culpa por ter saído com Julia e deixado Pietro em casa, mas o filho teria que entender que o que ele costumava fazer não era certo. Elas estavam na última loja de brinquedos, dali iriam para casa, já estava tarde e Julia já tinha brincado em todos os brinquedos que tinha ali.

— Julia, você já escolheu o que quer, meu amor? – Bella perguntou quando chegou perto da filha. Tinha ido procurar algo para Pietro, mas só daria quando ele saísse do castigo.

— Já, eu quero essa boneca, é das chiquititas – Bella sorriu vendo a boneca que a filha escolhera.

— Então vamos, vou pagar para a gente ir – Bella disse apontando para o caixa, viu a filha morder os lábios e olhar para baixo, sabia que a pequena queria dizer algo, mas estava com vergonha, então decidiu perguntar primeiro. – Filha, você quer me dizer algo? – Bella suspendeu o queixo da menina que a encarava.

— Mamãe... Será que nós podemos levar uma para Kaila, o Pietro quebrou a boneca dela, acho que ela não tem outra e acho que ela vai gostar dessa – Bella sorriu, sabia que a filha tinha um coração de ouro.

— Podemos sim, é só você escolher uma – Julia sorriu de orelha a orelha.

— Eu vou escolher a Mili para mim e a Tati para ela – Julia tentava segurar as duas bonecas, mas acabava se atrapalhando toda e sempre uma caia. Bella gargalhou vendo o esforço da filha e decidiu ajudar pegando uma das bonecas.

— Tudo bem, deixa a mamãe te ajudar – Elas seguiram para o caixa, onde Bella pagou e os brinquedos foram embalados, decidiram embrulhar para presente a boneca de Kaila e assim a vendedora fez.

Chegando em casa, Bella seguiu para o quarto de Julia, guardou o presente de Kaila, deu banho na menina e a vestiu com um vestidinho leve. Bella amava esses momentos que tinha com a filha, era simples, mas a fazia se sentir bem. Deixou a menina no quarto e foi para o seu tomar um banho, ouviu Julia gritando que iria para a sala de jogos. Bella se despiu e entrou embaixo do chuveiro e, ao sentir a água morna bater em suas costas, ela percebeu o quanto estava cansada e o quanto precisava de um banho. Ela deu um pulo quando sentiu braços circularem sua cintura, não precisava se virar para saber que aqueles braços eram de Edward. Como ela amava aquele homem, mesmo com todos os defeitos que ele tinha.

Edward beijou o ombro de Bella enquanto subia as mãos, levando-as até o seio de sua mulher, deixando um aperto firme ali, enquanto a outra mão se encarregava de puxar ela para perto de seu corpo. Bella sentia a ereção de Edward em sua bunda, e ela rebolou arrancando um suspiro de seu marido, Edward levou a mão intimidade da esposa, a estimulando ali, Bella se esfregava e gemia o nome de Edward, ela se virou de frente para o marido, arrancando-lhe um beijo de tirar o fôlego.

Eles estavam ofegantes e mais excitados, Bella se abaixou a frente dele, tomou seu órgão na mão e começou a chupá-lo. Passava a língua por toda sua extensão ao mesmo tempo em que estimulava suas bolas, Edward gemia enlouquecido, se tinha uma coisa que sua mulher fazia bem, era um boquete.

— Oh, Bella... – Edward segurou os cabelos de Bella a estimulando a ir mais rápido, quando ele viu que estava prestes a gozar puxou Bella para cima. – Não quero gozar em sua boca, quero gozar dentro de você – ao terminar de falar, ele segurou as duas pernas dela, a suspendendo e a prensando na parede, ela guiou o membro dele para dentro dela e com uma estocada forte ele a penetrou de uma só vez.

— Aaaaahhhh... – Bella arfava, sentia o membro de seu marido encostar-se a seu útero, porra, aquele homem era grande demais, ela não conseguia para de gemer e seus gemidos aumentaram quando sentiu ele abocanhar seu seio, depois mordeu seu pescoço, sem para de estocar. Depois de várias estocadas, Bella foi a primeira a chegar até o seu orgasmo, ao sentir o membro apertado, Edward foi à loucura gozando dentro de sua mulher.

Eles terminaram seu banho, evitando tocar em qualquer assunto que acarretaria em uma briga, se vestiram e desceram de mãos dadas. Eram raras as vezes que eles ficavam assim, mas era perceptível para todos que eles se amavam o casal. Seguiram para a sala onde encontraram um Pietro emburrado, passando os canais da tv sem realmente prestar atenção em nenhum. Bella riu balançando a cabeça.

— Já jantou Pietro? – o garoto se assustou deixando o controle cair, ele tinha os olhos arregalados e a mão no coração.

— Meu Deus, querem me matar do coração, senhor – o menino tinha a respiração ofegante, os pais gargalharam vendo o susto do menino.

— Então? Já jantou? — Bella respondeu soltando a mão do marido e se sentando ao lado do filho e passando a mão pelos cabelos lisos dele.

— Já — Pietro respondeu.

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Já se passara dois meses do ocorrido entre Kaila e Edward. Durante esse tempo, a menina se recusava a ir para casa do pai — onde se encontrava, era muito melhor acolhida — e, a cada dia que passava, Edward pirava mais, ele não sabia que ficaria tão sentido em não ver a filha como estava naquele momento. Ele jamais admitiria isso para qualquer pessoa, mas sentia falta da garota, assim como doía ver Julia fugir dele, sem deixá-lo ao menos tocá-la.

Bella via a aflição do marido quando chegava o final de semana e mais uma vez o motorista chegava dizendo que a menina se recusava a vir. Ela achava que Edward merecia aquilo por um tempo, mas dois meses já eram demais, entendia perfeitamente o lado da criança, mas sabia que, se alguém não interferisse, aquilo continuaria para sempre. Bella tinha que ver também sua filha se negando a falar com o pai e lhe perguntando todos os dias se a irmã não voltaria a ir pra lá.

Mais uma vez, Bella chegou em casa e encontrou o marido com o telefone na mão, aquilo já tinha virado rotina: ele tentava falar com a avó de Kaila e a senhora se recusava a atender. O marido estava sentado na cama claramente irritado.

— Não conseguiu falar com ela de novo? – Bella perguntou.

— Não, MAS QUE DROGA! – Edward jogou o celular na parede, lá se ia o terceiro celular da semana.

— Quebrar as coisas não vai resolver seu problema.

— Mas vai passar a minha raiva dessa velha.

Bella decidiu que teria que tomar a iniciativa ali. A noite passou rápido e, quando amanheceu, Bella acordou decidida, ia dar um jeito em toda aquela situação ainda naquele dia. Ao descer para tomar o café da manhã, se encontrou com a filha, estava cabisbaixa sua princesa e aquilo acabava com o seu coração, ela vinha andando com a boneca da chiquititas na mão, olhava para o chão e andava lentamente. Bella se abaixou e pegou no colo.

— Bom dia minha princesa – disse beijando a bochecha da garotinha.

— Bom dia mamãe, a Kaila não quis vir esse final de semana de novo, não foi? – A mãe balançou a cabeça negando.

— Mas não se preocupe, a mamãe vai resolver isso hoje, tudo bem?

— O que a senhora vai fazer? Vai trazer ela pra cá? – a ansiedade da pequena era visível.

— Eu vou conversar com a avó dela.

— Eu posso ir? Por favor, mamãe – Bella pensou um pouco antes de responder, não sabia se isso seria uma boa ideia, mas também não iria negar esse pedido, a presença da filha seria até um ponto positivo a seu favor naquela visita.

— Tudo bem, mas mantenha isso em segredo, apenas nós vamos saber.

— Tudo bem, eu prometo, mas nós vamos que horas?

— Depois do café, agora vamos comer.

Ao chegarem à mesa, na qual já se encontravam Pietro e Edward, elas se sentaram em seus lugares. A mesa estava silenciosa até Pietro iniciar um assunto.

— Tô doido para que chegue de noite logo.

— Para que Pietro? – perguntou Bella.

— Para o aniversário do João, é claro – Bella e Edward se olharam, estava claro que eles esqueceram o aniversário do afilhado. João era filho de dois grandes amigos do casal e assim como eles eram padrinhos de João, Clara e Mateus eram padrinhos de Julia.

— Bella, me diz que estava lembrada desse aniversário – Edward dizia.

— Não, eu me esqueci completamente – Bella passou a mão na testa. Se a amiga soubesse disso, a mataria.

— Tudo bem, eu e o Pietro vamos comprar o presente dele hoje de tarde e, para qualquer efeito, nós estávamos lembrados.

— Claro, estão ouvindo crianças? Nada de comentar sobre esse esquecimento, ok?

— Tudo bem – os dois responderam juntos.

O café da manhã seguiu tranquilo. Na cabeça de Bella, não parava de rodar a conversa que teria com a avó de Kaila, na verdade ela estava nervosa, a última coisa que queria era dar de cara com Tanya, mas, pelo pouco que sabia, ela não morava com a mãe, o que já era um bom começo.

Ao terminar a refeição, Bella subiu para o quarto da filha, a menina queria levar a boneca que elas tinham comprado. Seguia pelas ruas a caminho da casa da senhora, sabia que era um lugar perigoso e deveria ter vindo com os seguranças, mas não queria chamar a atenção. Ela não sabia onde era exatamente, mas tinha pegado o número da casa com o motorista, fazendo-o prometer que não iria abrir a boca para Edward.

Ao chegar, Bella parou o carro em frente a humilde casa, era pequena e simples, na verdade era do tamanho do seu quarto, as portas e a pintura estavam descascadas. Ela desceu e tirou Julia da cadeirinha, podia ver a vizinhança toda as observando. Bella bateu na porta de madeira e, ao ser aberta, a imagem de uma senhora apareceu, as rugas demonstravam a sua idade já avançada. Ela demonstrou surpresa ao ver a mulher ali parada e o silêncio reinou no ambiente, então, Bella decidiu iniciar a conversa.

— Eu sou Isabella Cullen, é um prazer conhecer a senhora – Bella estendeu a mão que foi logo aceita pela senhora.

— Eu sou Rosa Tavares, o prazer é todo meu — Rosa apertou a mão de Bella sorrindo.

— Eu vim conversar com a senhora sobre o que aconteceu — Bella não precisou entrar em detalhes para a senhora entender o que ela falava.

— Claro, entrem, a casa é simples, então não reparem, por favor — Bella entrou, a casa era menor ainda por dentro, a sala era pequena e a cozinha era menor ainda, nela tinha apenas um fogão, geladeira e um pequeno armário, porém tudo parecia bem arrumado e limpo.

— A Kaila está aqui? — Bella perguntou, era a primeira vez em que falava o nome da pequena.

— Claro, vou levá-las até ela, vamos? — a senhora chamou e Bella a seguiu levando Julia com ela pela mão. Ao chegarem ao que aparentava ser um quarto, ela pode ver um pequeno corpo em cima de uma cama de ferro, parecia que Kaila estava desenhando em um papel, ela estava de costas para a porta e não dava para ver o seu rosto.

— Kailinha, olha quem veio ver você — Rosa disse chamando a atenção da criança que na mesma da hora se virou. Os olhares de Kaila e Bella se cruzaram, Bella estava paralisada, nunca tinha parado para observar aquela criança, na verdade, se a tinha visto muito foram umas duas ou três vezes, mas, se tinha uma coisa que ninguém poderia negar, era o quanto aquela garota era linda. Bella podia reconhecer os traços de Edward naquele rosto, o mesmo queixo fino e pequena boca. Acabou sendo dispersa de seus pensamentos quando sua filha cumprimentou a irmã.

— Oi Kaila — Julia deu um passo à frente soltando a mão da mãe.

— Oi — Kaila sussurrou timidamente, ela se encontrava encantada em ver Bella novamente, aquela criança achava Bella a mulher mais linda que ela conhecia. Já tinha visto fotos de Bella na casa do pai e algumas no jornal, e ela tinha uma foto de Bella guardada no meio de suas coisas, de uma vez, quando ela saiu no jornal, que a pequena recortou a imagem e guardou. Nunca foi de se encontrar com ela na casa do pai, na verdade achava que Bella não gostava muito dela, assim como todos da família do pai.

— Filha, entrega o presente que você comprou para ela — Bella incentivou Julia, que logo estendeu a caixa para Kaila.

— É da chiquititas, eu espero que você goste, eu tenho a Mili e eu e mamãe compramos a Tati para você — os olhos da mais nova brilharam ao pegar o presente, ela rasgou o papel, logo descobrindo a boneca. Sua boca se abriu em um O de pura surpresa, ela olhou para a avó sorrindo.

— Olha vovó, é a Tati das chiquititas, a senhora tá vendo como ela é linda? — ela dizia toda empolgada.

— Estou vendo, é muito linda, acho que a sua irmã merece um obrigada e um abraço — a avó incentivou, Kaila hesitou mais acabou dando um abraçando na irmã que retribuiu sorrindo, ali, Bella achou a deixa para conversar com a senhora a sós.

— Meninas, eu vou conversar com a senhora Rosa um pouco, vocês podem ficar aqui? — as duas assentiram distraídas demais tentando tirar a boneca da caixa.

As mulheres voltaram para a sala e se sentaram no pequeno sofá que tinha no cômodo, uma em frente à outra. Bella decidiu iniciar a conversa.

— Eu gostaria de dizer a senhora que eu não estava no momento em que tudo aconteceu, mas que em momento nenhum eu passei a mão na cabeça do meu filho ou do meu marido, pelo contrário, nós até brigamos por isso. Sei que dizer que ele estava estressado não justificará o que ele fez, mas, apesar dele não demonstrar, está sofrendo com isso tudo. Hoje a noite tem um aniversário do meu afilhado e do Edward, eu vim aqui pedir a senhora para deixar a Kaila ir com a gente, eu prometo a senhora que cuidarei dela.

— Olha, senhora Cullen, eu jamais proibiria a Kaila de ir na casa do pai, ela não foi todo esse tempo porque não quis. Não estou falando que a senhora está pensando isso, ela está morrendo de medo de seu marido, a situação em que aquela criança chegou nessa casa há dois meses atrás era assustadora, ela estava com o rosto inchado e vermelho, sua boca sangrava e ela tem apenas quatro anos. Kaila não tem ninguém, senhora Cullen, além de mim e do meu marido. Tanya é minha filha, mas eu nunca passaria a mão na cabeça dela, aquela é uma desnaturada que sumiu no mundo tem três anos e ninguém sabe onde está, não liga nem pra dizer que está viva. O seu marido é um monstro que não pensa em ninguém além dele mesmo, Kaila não gostava de ir pra lá porque ele não ligava pra ela e nem ninguém da família dele, e eu já cansei de presenciar esse pequena criança chorando e dizendo que os pais não gostavam dela. Isso é tudo culpa deles dois, porque nós sabemos que a maior vítima disso tudo é ela, se ela quiser ir com vocês eu deixarei, mas a senhora terá que me prometer que cuidará dela – Bella tinha os olhos cheios de lágrimas e ouvir tudo aquilo a causou uma dor em seu coração que a deixou assustada, mas assentiu.

— Eu prometo à senhora, ninguém irá machucá-la ou ofendê-la – Bella disse firme.

— Vou confiar em você, porque me parece ser uma boa pessoa – a senhora disse, então Bella se lembrou de uma coisa que gostaria de perguntar.

— Senhora Rosa, como que a Kaila saiu do bairro dos pais de Edward e veio parar aqui?

— Eu sempre deixei um papelzinho com o endereço daqui nas coisas dela e desde pequenina eu lhe expliquei, disse que era para ela pegar um táxi e entregar o papel, porém apenas em casos urgentes, afinal, não tenho dinheiro para pagar táxi. Graças a Deus ela achou uma alma boa que a trouxe pra cá em segurança, me disse que saiu correndo da casa do avô e, em frente, achou esse táxi – Bella ficou impressionada, com certeza Kaila era uma criança corajosa.

— Nossa, então vamos lá ver se ela vai querer ir – A mais velha levantou e foi seguida por Bella, ao voltarem para o quarto, viram que as meninas conversavam animadamente, mas pararam ao ver as duas chegarem.

— Nós já temos que ir, mamãe? – Julia perguntou desanimada, ela não queria voltar para aquela casa enorme em que ela ficava sozinha, sem ter com quem brincar.

— Temos, meu bem, mas eu queria convidar a Kaila para ir com a gente no aniversário do João hoje à noite, o que você acha, pequena? – Bella dizia se sentando na cama junto com as duas enquanto Rosa estava na porta. Kaila por um instante pareceu animada com a idéia, mas logo seu rostinho se entristeceu.

— Quem mais vai? – Ela sussurrou olhando para as próprias mãos, logo Bella entendeu o porquê de sua tristeza.

— Todo mundo, eu, Julia, Pietro e o seu pai – Bella não podia mentir para a garotinha.

— Eu não vou não – Kaila respondeu.

— Vamos Kailinha, vai ser muito bom, vai ter pula pula, escorregador e um monte de doce – Julia dizia, tentando convencer a irmã, mas não teve muito resultado, a garotinha negava com a cabeça.

— Eu tenho medo – ela voltou a sussurrar.

— Medo de que, querida? – Bella perguntou.

— Do Pietro e ... do Edward também – Kaila disse olhando Bella nos olhos.

— Não precisa ter medo, eles não vão fazer nada com você. Então vamos fazer assim, você vai com a gente, se alguém fizer ou dizer algo pra você, você vem até mim e fala que eu dou um jeito, e se você quiser vir embora, eu te trago na mesma hora, combinado? – Bella estendeu a mão para a criança que relutou em pegar, Kaila olhou para avó que sorriu e assentiu a incentivando, então a garotinha apertou a mão de Bella sorrindo, mostrando a covinha. Bella achou a coisa mais fofa.

Kaila pulou da cama pegando uma bolsa que tinha ali, pegou a boneca e saiu andando meio sem jeito, a boneca era grande demais e a bolsa também, Bella riu e a ajudou segurando a bolsa. As crianças já estavam no carro, Bella se despedia de Rosa.

— Muito obrigada por confiar em mim, eu trago ela amanhã – Bella dizia enquanto abraçava a senhora, Rosa retribuiu sorrindo. Bella tinha um coração de ouro e uma humildade, mesmo com tudo que ultimamente acontecia na sua vida e com todas as profundas mudanças que quase a fizeram perder o que a fazia ser um ser humano.

O caminho foi animado, Julia e Kaila cantavam músicas de chiquititas, enquanto Bella apenas ria das duas, até Kaila falar com ela.

— Senhora Cullen?

— Não precisa me chamar de senhora Cullen, querida, pode me chamar de Bella.

— Bella, a vó Esme vai para o aniversário? – Bella estranhou a pergunta, mas respondeu.

— Eu acho que vai, pequena, provavelmente – Bella observou Kaila suspender e abaixar as duas sobrancelhas e gargalhou, ela tinha a mesma mania de Edward, ele fazia isso quando algo não o agradava.

— Por quê?

— Nada não.

— Você pode me contar qualquer coisa, não vou dizer a ninguém, nem brigar com você – Bella já tinha percebido o quanto insegura Kaila era.

— Eu só não gosto dela, ela fica dizendo que minhas roupas são feias e de favelada, mas não são não, minha vó quem faz todas – Bella suspirou, aquela desgraçada da Esme não poupava nem as crianças de seus comentários venenosos.

— Eu posso te emprestar um dos meus vestidos hoje, Kailinha, aí ela não vai te chamar de favelada — Julia se prontificou, daí surgiu uma ideia na cabeça de Bella.

— Eu acho melhor a gente sair para fazer compras, que tal? — Bella propôs.

— Aêêê! Compras! — Julia gritou batendo palmas, Kaila sorriu.

— Compras? Sério?

— Sim, vamos comprar um monte de roupas — Julia disse.

— Não precisa comprar pra mim, tá bom? — Kaila disse.

— Porque não? — Bella perguntou.

— Não precisa gastar seu dinheiro, ué — Bella riu.

— Não se preocupe, querida, até porque nós vamos usar o dinheiro do seu pai — Kaila arregalou os olhos.

— Eu não quero não, ele vai brigar — Kaila abaixou os olhos.

— Meu bem, ele não vai nem perceber que a gente usou o cartão dele — e realmente não perceberia, Edward tinha dinheiro demais para reparar em alguns milhares que sumiriam de sua conta.

— Então tudo bem, mas, se ele brigar comigo, a senhora não vai deixar né? — Kaila falava toda fofa apontando o dedinho. Bella riu.

— Não vou deixar não.

— A gente vai almoçar no shopping? — Julia perguntou.

— Não sei, acho que sim, meu amor, por quê?

— Eu posso comer um Mc? — Julia olhou para a mãe piscando os olhos. Bella a achou linda, mas aquela carinha não funcionaria com ela.

— Nem pensar — Bella disse.

— Ah mamãe, por favor — Julia choramingou.

— Não Julia, eu não vou deixar você comer besteira na hora do almoço, depois eu compro um pra você, nem que seja pra levar pra casa, mas não na hora do almoço — ela explicou.

— Tudo bem — Julia concordou, mas ficou com um biquinho até chegarem no shopping