Vidas Cruzadas
35 Capítulo 35
Notas iniciais
Felizmente depois de passar quase duas semanas nesse hospital eu e o Theo poderemos ir para casa, foram duas semanas bem difíceis, não poder ficar com meu filho não me ajudou muito, mas sempre que podia a Mia me deixava ir até o Theo para passar um tempinho com ele, mas eu não podia segurá-lo, hoje vai ser a primeira vez que eu o pego nos braços, uma das enfermeiras vai me ensinar como amamentar, dar banho, essas coisas.
O Tobias não saiu do meu lado em todos esses dias, mesmo eu insistindo que ele fosse para casa dormir um pouco, já que meus pais e nossos amigos sempre se ofereciam para ficar comigo enquanto ele estivesse fora, mas tudo foi inútil, ele só se separava de mim quando eu ia fazer exames, quando ele ia trocar de roupas ou ver o Theo, sempre que ele ia lá voltava com uma foto dele para me mostrar.
Acordei cedo com a expectativa e para variar o Tobias estava dormindo sentado na cadeira. Quando a enfermeira apareceu ele acordou e fomos juntos para o berçário onde o Theo estava, logo uma enfermeira apareceu com o Theo nos braços o estendendo para mim, ele é tão pequenino e tão frágil. Peguei o meu menino nos braços e foi como se uma parte de mim que havia sido tirada voltasse ao seu lugar, ter ele em meus braços foi mágico, olhei para Tobias que tinha os olhos marejados e estendi o Theo para que ele pegasse também, ele segurou o Theo meio sem jeito, pois, o Theo é muito pequeno para os braços grandes dele, mas foi uma cena linda. O Tobias estava segurando o Theo como se fosse o tesouro mais precioso do mundo que precisasse ser protegido.
Após algum tempo com nós dois babando o nosso filho a enfermeira nos guiou até o local onde me ensinaria a amamentar o Theo, prece fácil, mas é uma tarefa difícil no começo, demorou um pouco até eu pegar o jeito certo, mas quando eu senti o Theo sugando o leite me senti a pessoa mais importante do mundo, eu o estava alimentando, é uma sensação magnifica se sentir responsável pela vida de outra pessoa, esse ser pequenino que cresceu dentro de mim e agora depende de mim para tudo, isso, ao mesmo tempo que me assusta me deixa feliz é muita responsabilidade. O Tobias ficou o tempo todo abaixado do lado da minha cadeira nos olhando com um sorriso bobo no rosto, depois de amamentar ela me ensinou a colocar ele para arrotar. Depois nós demos um banho nele e colocamos a roupinha que escolhemos juntos para o dia que ele saísse do hospital é um macacão azul com uns ursinhos desenhados, colocamos as luvinhas e o gorro, o Theo parecia um bonequinho de tão fofo. Depois disso voltamos para o quarto onde eu tomei um banho e troquei de roupa enquanto o Tobias segurava o Theo, quando voltei para o quarto vi o Tobias brincando com o Theo e fiquei hipnotizada, ele tem muito jeito com crianças.
— Vem cá amor, vê só como ele está feliz. — Ele diz quando me vê parada na porta do banheiro olhando para eles. Pego o Theo dos braços dele e me sento em seu colo.
— E não estamos todos felizes? — Tobias apenas sorri me dando um beijo no rosto e ficamos lá assim até a Mia chegar com os papeis da nossa alta.
— Muito bem, vocês estão prontos para ir, mas lembrem das recomendações, nada de esforços até estar completamente curada, ouviu senhorita Tris? — Ela me olha com um olhar de reprovação, sei que não fui uma paciente muito fácil, mas a Mia foi muito paciente comigo. — Conto com você Tobias para fazer ela seguir as regras, pois já vi que ela pode ser bastante teimosa. — Nos despedimos dela e fomos para casa.
Quando chegamos em casa tinha um monte de gente esperando lá, meus pais, a Chris, o Zeck, a shau, a Lynn, Marlene, Peter, todos estavam lá para dar as boas vindas ao Theo, menos a Susan e o Caleb que não puderam vir porque como a Susan já está perto de dar a Luz eles acharam meio arriscado.
— Deixa eu pegar o meu netinho no colo. — Minha mãe é a primeira a segurar meu filho e todos ficam em volta dele babando o meu menino. A visita não demorou muito tempo, pois eu ainda precisava amamentar o Theo e descansar.
Subi as escadas com a ajuda do Tobias e fui para o quarto do Theo, enquanto eu o amamentava o Tobias nos olhava, terminei de amamentar e o coloquei para dormir. Fui com Tobias para o nosso quarto, troquei de roupa e deitei na cama com Tobias.
— Estou tão feliz por estarmos em casa. — Ele diz me ajeitando em seu peito.
— Também. Amor, quando você volta para a universidade? — Estou ansiosa para pôr meu plano contra a Holly em prática. Aquela vadia me paga!
— Tá ansiosa, né? Mas você só vai colocar esse plano em prática quando estiver cem por cento recuperada. Agora vem cá, esquece isso e vamos dormir.— Ele diz já bastante sonolento me puxando ainda mais para ele.
****
Já faz um mês que o Theo nasceu, já estou totalmente recuperada e finalmente posso por meu plano em ação, a Holly me paga, se ela achou que sairia bem dessa ela está enganada, ela vai aprender a nunca mais mexer comigo. Para a minha surpresa o Tobias aceitou meu plano sem nenhum problema, acho que ele está com tanta ou mais raiva da Holly do que eu, nem posso imaginar o que ele passou achando que nos perderia, não sei o que faria no lugar dele, mas enfim, hoje é o dia, o dia em que eu me vingarei daquela vadia.
Acordei cedo para amamentar o Theo, e tirar o leite que ele vai beber durante o dia, como vou deixar ele com a babá ele vai precisar. Tobias ainda está dormindo, felizmente o Theo é um bebê muito tranquilo e quase não acorda a noite, também chora muito pouco, apenas quando está com fome, quando precisa trocar a fralda ou quando sente alguma dor e por isso não atrapalha muito nosso sono.
Quando o despertador toca eu vou acordar Tobias.
— Bom dia, meu amor! — Digo beijando seu tórax bem de leve para que ele não acorde assustado. O ouço suspirar e lentamente abrir os olhos.
— Impossível não ter um bom dia acordando desse jeito. — Ele diz me puxando mais para cima para poder beijar meus lábios, depois de me beijar ele rapidamente me vira na cama fazendo com que ele fique por cima de mim e começa a beijar o meu pescoço.
— Tobias! — Falo com um tom de repreensão, mas obviamente gostando daquilo.
— Você quem começou. — Ele fala entre os beijos. Bem lentamente ele vai descendo a alça da camisola e começa uma trilha de beijos em direção aos meus seios que estão enormes e por causa do leite. Quando ele está quase chegando lá ouço o choro do Theo pela babá eletrônica. Tobias afunda a cabeça em meus seios derrotado. — Sério, Theo, logo agora? — Ele fala virando para a babá eletrônica.
— Ele deve estar precisando trocar a frauda já que ele mamou agora a pouco. — Digo já me levantando.
— Não, pode ficar aí do jeitinho que você está. — Ele diz com um olhar malicioso. — Eu vou lá trocar a frauda dele e já volto, nem ouse se mexer. — Ele diz bem perto da minha boca.
— Você não quer me amarrar aqui para que eu não saia? — Digo com uma voz sexy entrando em seu jogo.
— Podemos ver isso depois. — Ele me olha de cima a baixo com um olhar desejoso e depois sacode a cabeça. — Agora eu tenho que resolver o problema desse choro. — Ele diz apontando para a babá eletrônica e saindo do quarto.
Tobias
Saio do nosso quarto deixado a Tris em nossa cama, mais gostosa do que nunca. Chego ao quarto do Theo e o vejo já vermelhinho de tanto chorar.
— O que foi, filho? — O tiro do berço e checo para ver se sua frauda precisa ser trocada. Como sempre a Tris tinha razão, ele só precisa ser trocado.
Assim que troco a sua fralda ele para de chorar e começa a sorrir. Ele pode até ser a minha cara, mas o sorriso é igual ao da Tris.
Após brincar um pouco com o Theo, volto para o quarto e encontro a Tris exatamente como a deixei.
— Quem dera você fosse obediente assim sempre. — Subo na cama fazendo uma trilha de beijos desde o seu pé até a sua boca.
Com bastante calma eu retiro cada peça de roupa da Tris, felizmente não são muitas. Me afasto para olha-la e me lembro da primeira vez que vi seu corpo nu aqui nessa mesma cama, nunca poderia imaginar que chegaríamos tão longe, parece que faz uma eternidade. Sou trazido de volta para a realidade por suas mãos em meu cabelo me puxando para ela, que me beija apaixonadamente finalizando com uma mordida no meu lábio inferior, essa mulher sabe como me deixar louco. Volto a beijá-la aproveitando para sentir o seu gosto a cada beijo, acaricio cada parte do seu corpo e ouço seus gemidos, já não aguento mais, tiro minha calça e a penetro. Começo devagar e sinto suas unhas se fixarem em minhas costas conforme ela flexiona os quadris em minha direção e me puxa ainda mais para ela com seu desejo. Aumento o ritmo dos meus movimentos e ela se move comigo em uma sincronia perfeita gemendo meu nome cada vez mais alto enquanto eu faço o mesmo.
Levo a minha boca a um de seus seios passando a língua em movimentos circulares em seu mamilo e acaricio o outro com uma das mãos deixando ela ainda mais excitada. Sinto-a comprimir meu membro e sei que ela está quase lá. Nossos gemidos são cada vez mais altos e com isso aumento ainda mais a velocidade, pois eu também já estou quase atingindo o meu ápice, alguns segundos depois a ouço gritar meu nome enquanto se contorce embaixo de mim e com isso me libero, sentindo as ondas de prazer invadirem meu corpo, caio deitado e ofegante em cima dela, que se encontra da mesma forma.
Não tem como negar nós temos uma química perfeita, sexo nunca foi tão bom quanto é com ela, mesmo o mais simples é infinitamente mais prazeroso.
— Queria poder ficar nesse quarto o dia inteiro. — Digo enquanto rolo para o lado saindo de cima dela.
— Também, mas ambos temos coisas para fazer, lembra que hoje você tem que convencer a Holly de que está interessado nela? — Odiei essa parte do plano da Tris, ter que fingir que me interesso pela Holly vai ser quase impossível, tudo o que eu sinto quando penso nela é vontade de vomitar, mas isso é parte do plano da Tris para se vingar dela e eu prometi que ficaria do lado dela e é o que estou fazendo.
— Não sei se vou conseguir convencer ela, mas farei o meu melhor. — Me viro para ela e encaro os seus olhos. — Tem certeza de que quer fazer isso? — Ela estreita os olhos e fica em silêncio por alguns segundos.
— Tenho sim, ela tem que pagar pelo que fez e ela tem sorte que eu vou pegar leve com ela, pois se o Theo tivesse morrido eu a mataria. — Pelo olhar que ela me lança tenho certeza de que ela está falando sério, pois sei que a minha reação seria a mesma se um deles tivesse morrido aquele dia. — Você não vai desistir né? Pensei que você quisesse se vingar dela tanto quanto eu. — Claro que eu quero vê-la pagando pelo que fez, ela me fez ter o pior dia da minha vida.
— Claro que não, amor, eu quero sim, só queria saber se você tem certeza que vai aguentar vê-la comigo, você sabe… ela não vai acreditar que eu estou querendo alguma coisa com ela se nós não tivermos alguma proximidade. — Ela respira fundo e se senta na cama me olhando.
— Não vai ser a minha visão preferida, mas é necessário e o lado bom é que vai me deixar com mais raiva ainda dela. — A Tris se levanta da cama e estende a mão para mim. — Vem, vamos tomar banho ou então você vai se atrasar. — Seguro sua mão e me levanto, vamos juntos ao banheiro e eu aproveito os momentos que ainda tenho com ela antes de ter que me aproximar daquela mulher, pois, se eu vou ter que fingir gostar dela vou precisar de bastante incentivo.
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