Notas iniciais
Desculpem a demora novamente, mas fui surpreendida com mais uma semana de treinamento e fiquei sem tempo para postar, fiz esse capitulo maior para compensar e aproveitei para já deixar alguns capítulos prontos para isso não ocorrer novamente.

Tris

Nunca um dia demorou tanto para passar, finalmente acabou o expediente no jornal, me surpreendi com a minha ansiedade para a viagem que faria com Tobias, finalmente ele conheceria os meus pais.

De uma hora para outra o Tobias começou a insistir que queria conhecer a minha família, que já havia passado da hora de serem apresentados e então liguei para minha mãe que resolveu marcar um almoço no sábado para conhecer o meu namorado, segundo minha mãe, ela estava muito ansiosa para isso já que Tobias é o meu primeiro namorado sério.

Tobias foi me buscar de carro no jornal e , apesar de Seattle ficar a 1.544 Km de distancia de Los Angeles, Tobias preferiu viajar de carro, o que dá uma viagem de mais ou menos dezesseis horas, poderíamos ter viajado de avião e levado apenas três horas, mas Tobias tem medo de altura então preferiu viajar de carro.

Tobias está muito empolgado e um pouco estranho, na verdade ele passou a semana inteira estranho, acho que está nervoso pelo fato de conhecer meus pais. Agora ele está dirigindo muito concentrado, o que não é comum, já que ele sempre dirigiu com naturalidade, as vezes tenho que brigar com ele para que preste mais atenção na estrada.

– O que foi está nervoso por que vai conhecer meus pais? – Ele me olha e parece não ter me escutado.

– O que? – Ele me olha parecendo que havia esquecido que eu estava ali.

– Nada não. – Me chateei, pois, ele ficou assim a semana toda, sempre distraído ou conversando com alguém no telefone. Sempre que eu pergunto a ele o que é ele desconversa e muda de assunto.

– Desculpa, pequena, estava distraído. O que você falou? – Ele me pergunta e agora parece mais interessado.

– Estava perguntando se você está nervoso por conhecer meus pais. – Ele sorri e aperta o volante.

– Um pouco, espero que eles gostem de mim. Esse fim de semana é muito importante. – ele volta a olhar para a frente.

– Não precisa ficar nervoso, meus pais são bem legais e estão muito ansiosos para te conhecer. – Digo enquanto passo a minha mão por seus cabelos. Ele sorri ainda um pouco nervoso, mas não me olha.

Seguimos viagem e apesar da minha insistência Tobias não quis parar para dormir, preferiu dirigir direto para chegar logo. Fiquei acordada para lhe fazer companhia e ter certeza que ele não dormiria no volante. Ficamos conversando sobre inúmeras coisas para nos mantermos acordados e finalmente, depois de quinze horas e quarenta e dois minutos, chegamos na casa dos meus pais em Seattle as dez e treze da manhã. Fomos recebidos por minha mãe que já estava na porta antes mesmo de pararmos o carro. Assim que sai do carro ela correu para me abraçar.

– Filha, você está linda, senti muito a sua falta. – Ficamos um tempo abraçadas ela me solta e se dirige ao Tobias. – E você deve ser o homem mais sortudo da face da Terra. – Ela diz abraçando o Tobias.

– Com certeza e a senhora é a pessoa a quem eu devo agradecer. – Os dois me olham e eu fico envergonhada.

– Onde estão o papai e o Caleb? – digo mudando de assunto.

– Estão na garagem. – Meu pai e Caleb tem como um de seus passatempos preferidos tentar consertar carros, costumava fazer isso com eles antes de me mudar, e modéstia a parte sempre fui melhor do que eles nisso.

Seguro a mão de Tobias que, apesar de tentar disfarçar está muito nervoso e vamos em direção a garagem. Minha mãe vai na frente.

– Pode ficar calmo, eles não mordem. – Sussurro em seu ouvido enquanto andamos. Minha mãe abre a porta da garagem e vejo meu pai e Caleb sujos de graxa debruçados sobre o capô do carro.

– Olha só quem chegou. – Anuncia minha mãe e os dois nos olham. Meu pai larga a chave que está em sua mão e vem me abraçar, Caleb faz a mesma coisa e recebo um abraço duplo que dura bastante tempo, quando os solto me viro para Tobias.

– Pai, Caleb, esse é Tobias meu namorado. – Digo apontando para Tobias e tanto meu pai quanto Caleb o cumprimentam.

– Então você é o maluco que está aturando essa pirralha. – Diz Caleb bagunçando o meu cabelo e eu lhe dou um chute de leve na canela.

– Algum problema com o carro de vocês? – Pergunta Tobias.

– Esse carro não é nosso carro. Consertar carros é um hobbie da família. – Responde Caleb rindo.

– E como estão indo? – Pergunto olhando para dentro do capô.

– Não muito bem, talvez você pudesse dar uma olhada. – Vejo Tobias me olhar confuso.

– Eu disse que era um passatempo da família. – Caleb responde também percebendo a confusão de Tobias.

– Ok, vai lá e tenta ligar o carro. – Digo me debruçando no capô. Caleb liga e observo por algum tempo. – Queimou a junta do cabeçote. Essa foi fácil, estou decepcionada. – Digo olhando para Caleb na intenção de provoca-lo.

– Ok, agora já chega, vamos entrar que vocês dois precisam descansar. – Minha mãe nos leva para dentro de casa. – Podem subir e descansar, seu quarto está do jeito que você deixou. – Ela fala enquanto subimos as escadas. Paro na porta do meu quarto.

– Tobias, esse é meu quarto. – Digo já segurando a maçaneta.

– Mas não é o seu, o seu fica lá no fim do corredor, o quarto de hospedes. Vamos eu te acompanho até lá. – Meu pai falou olhando para Tobias e apontando o quarto em que ele ficaria. Dei um beijo no Tobias e sussurrei em seu ouvido.

– Daqui a pouco eu vou te buscar. – Ele apenas assentiu com a cabeça e seguiu meu pai. Entrei em meu quarto e realmente nada havia saído do lugar.

Tobias

O pai da Tris, o senhor Andrew, me trouxe até o quarto de hóspedes. Ele parece ser super protetor. Acomodei minhas malas no chão próximo a cama e antes de sair Andrew se vira para falar comigo.

– Olhe Tobias, a Tris é uma garota muito especial e não estou dizendo isso só porque ela é minha filha, mas porque é verdade. Ela nunca trouxe ninguém aqui para nos apresentar, então imagino o quanto ela deve gostar de você. Não te conheço, mas se ela gosta de você, então você deve ser uma boa pessoa, espero que faça a minha filha feliz.

– É o que mais quero senhor. – Com certeza é isso que mais quero.

– Pode me chamar de Andrew. – Ele diz e sai fechando a porta.

Tomei banho e me deitei na cama, estava exausto pela viagem.

– Está dormindo? – Ouço a Tris sussurrar em meu ouvido.

– Ainda não. – Lhe respondo com um sorriso.

– Ótimo, então vamos, quero que conheça o meu quarto. – Ela levanta e me puxa pela mão me levando com ela.

Entramos em seu quarto e é bem parecido com o seu apartamento, não muito grande mas tudo muito organizado. As paredes tem um tom de verde claro, com muitos desenho, tem uma estante com muitos livros, uma escrivaninha onde provavelmente ficava o seu notebook, um guarda roupas em um tom mais escuro de verde e também com desenhos. Tem uma cama de solteiro ao lado da janela, que tem vista para o fundo da casa onde tem uma floresta.

– Linda vista. – Digo me dirigindo a janela.

– Verdade, adorava ficar olhando para a floresta quando eu acordava. – Ela para ao meu lado.

– Você tem uma linda família, seus pais te amam muito, sabia? – Me aproximo e abraço a sua cintura.

– Sei sim, eles podem ser malucos e um pouco super protetores as vezes, mas sei que me amam sim.

– Queria ter tido uma família assim. – Minha voz soa um pouco triste e ela me olha com ternura e sorri.

– Posso te emprestar a minha se quiser. – Ela diz me abraçando.

– Acho que vou aceitar. – Lhe dou um beijo na cabeça. – Só tem um problema, eu não sei nada sobre consertar carros. – Ela se afasta e me olha.

– Eles também não sabem. – Ela fala e sorri. – É um hobbie de família tentar consertar carros, mas meu pai e Caleb são péssimos nisso. Quando eu era criança, meu avô morreu e deixou um carro velho para o meu pai, então ele invocou que consertaria o carro, desde esse dia todos os fins de semana ele ia para a garagem e tentava consertar o carro com o tempo passamos a acompanha-lo e tudo virou uma brincadeira, todos mexíamos no carro e tentávamos descobrir qual o problema, eventualmente nós conseguimos conserta-lo, mas como já tinha virado a diversão da família, meu pai sempre acabava indo ao ferro velho e pegava carros com defeito para tentar consertar, mas eles nunca foram bons nisso. – Ela fala deles com muito carinho, deve ser assim que é ter uma família de verdade.

– Mas você parece ser boa e fica muito sexy fazendo isso, acho que vou arranjar uns carros quebrados para você consertar lá em casa. – Me sento em sua cama e a puxo para meu colo.

– Sei um pouco sim, tenho facilidade para consertar coisas quebradas. – Ela realmente tem, afinal ela me consertou.

Deitamos em sua cama e acabamos dormindo, ambos estávamos exaustos. Fomos acordados por alguém abrindo a porta.

– Hora de acordar, o almoço já vai ser servido. – É o irmão dela, Caleb quem nos acorda.

– Já vamos descer. – Tris responde com uma voz sonolenta.

– Ainda bem que fui eu quem veio acordar vocês, se o papai visse isso, teria um enfarto.

– Fala sério Caleb, só estávamos dormindo e além do mais somos namorados isso não é nada incomum. – Ela fala já se levantando.

– Eu sei, mas você sabe como é nosso pai, lembra como ele ficou quando descobriu que você não era mais virgem? – Tá aí uma história que eu vou querer saber depois.

– Ok, entendi, mas pode descer e diga para a mamãe que já vamos. – Caleb sai e fecha a porta.

– O que aconteceu quando seu pai descobriu que você não era mais virgem? – Ela me olha e hesita um pouco antes de me contar.

– Ele fez um escândalo e ficou um tempo sem falar comigo. Ele é um pai muito ciumento que acha que eu ainda sou sua filhinha de dois anos de idade.

– Então é melhor descermos logo antes que ele suba para nos procurar.

Descemos e todos já estão nos esperando na cozinha.

– Podem sentar, conseguiram descansar? – Natalie pergunta visivelmente preocupada. – Tris se senta e me sento ao seu lado.

– Na medida do possível, sim. – Tris responde e sua mãe começa a servir o jantar.

Tris lhes conta o que aconteceu em sua vida nos últimos meses em que esteve fora, apenas editando algumas partes e eles contam sobre suas vidas. Eles me perguntam sobre a minha vida e lhes conto um pouco também. Ficamos comendo, conversando e rindo, eles me contaram histórias de quando Tris era criança, o que a deixou muito envergonhada. Foi uma experiência maravilhosa, pude conhecer um pouco mais sobre a minha pequena, vi que desde criança ela é corajosa, justa, inteligente e tem um coração enorme, tudo isso só me fez a admirar ainda mais.

Terminamos o almoço e fomos para a sala, a mãe da Tris me mostrou alguns álbuns de fotos de quando a Tris era criança, o que fez com que ela se chateasse um pouco, enquanto eu olhava encantado para as fotos, algumas amigas da Tris chegaram.

– Então é assim, chega e nem avisa? — fala uma garota loira que corre em direção a ela seguida por uma morena, ambas abraçam a Tris.

– Ei, não me viu aqui, sou seu namorado e você corre para abraçar a minha irmã? – Caleb reclama.

– Claro, você eu vejo todo dia, sua irmã não. – A loira fala e vai na direção dele para lhe dar um beijo.

– Essas são Susan e Marlene, elas são minhas melhores amigas. – As comprimento.

– Chega de apresentações, vamos para o seu quarto que temos muito para conversar. – Diz Marlene a arrastando escada a cima. Fico na sala com Caleb, já que Natalie e Andrew foram para a cozinha.

– Você realmente ama a minha irmã, não é?

– Com toda certeza, a amo muito.

– Dá para ver pelo jeito como você olha para ela. Vou te pedir um favor, tome conta da minha irmã, a Tris pode parecer forte e corajosa o tempo todo, mas ela pode ser muito frágil as vezes, então tente não magoar ela está me entendendo? Se você fizer isso, vai se ver comigo. – Ele me olha seriamente e sei que ele não está brincando, mas fico feliz em saber que sempre vai ter gente querendo proteger a minha Tris.

Natalie e Andrew voltam da cozinha e ficamos na sala com Natalie me contando coisas da infância da Tris, como a vez em que ela tinha dez anos e brigou com o gerente de um restaurante que servia frutos do mar que os clientes escolhiam na hora ainda vivos dentro de um aquário.

– Não acredito que ela fazia esse tipo de coisa desde criança. – Digo realmente impressionado.

– Ela nunca gostou de injustiça.

Finalmente as garotas descem.

– É uma pena que você já vai voltar amanhã. – Diz Susan a abraçando.

– Vocês todos estão convidados para me visitar quando quiserem. – Tris se senta ao meu lado.

– Olha que eu vou aceitar, daqui a pouco você vai me ver batendo na sua porta. – Diz Marlene se sentando ao lado de Natalie.

– E vai ser um grande prazer. — Diz Tris sorrindo.

Todos começam a conversar e aproveitamos a distração para sair de fininho .

– Eles vão sentir nossa falta. – Lhe digo enquanto ela me arrasta para os fundos da casa.

– Nós voltaremos logo, só quero te mostrar uma coisa. – Ela diz e nós começamos a entrar na floresta que fica no fundo da casa.

Andamos por uns quinze minutos até chegarmos em uma cabana que parecia estar abandonada.

– Esse é meu esconderijo, nunca mostrei esse lugar a ninguém, mas quero mostrar para você. Sempre que algo me chateava ou deixava triste eu vinha para cá. – Me emociono ao ver o quanto ela confia em mim. Seguimos para a cabana e entramos. Dentro dela não há muita coisa, apenas uma mesa, uma cadeira e um colchão. A abraço e beijo apaixonadamente, ela retribui meu beijo e me abraça ainda mais forte.

A carrego e ponho em cima do colchão que está no canto da sala. Começo a beijar seu pescoço e ela entrelaça as suas pernas em volta da minha cintura. Acaricio as suas pernas elevando a minha mão fazendo-a passear por seu corpo e levantando junto o seu vestido. Retiro minha roupa e o que resta da sua em seguida. Distribuo beijos por todo o seu corpo enquanto ela me dá mordidas de leve. Não aguento muito tempo e então a penetro de uma só vez fazendo-a gritar.

– Doeu? – Pergunto preocupado.

– Só um pouco, mas já passou. – Ela diz apertando ainda mais as suas pernas em minha cintura e cravando suas unhas em meus braços. Sinto suas unhas arranharem a minha pele e sei que ela está sentindo tanto prazer quanto eu. Aumento a velocidade dos meus movimentos e a ouço gemer cada vez mais alto. Ela geme meu nome em meu ouvido e isso me faz sentir ainda mais prazer, já não aguento mais me segurar, felizmente sinto que ela também já está quase em seu limite. Beijo a sua boca e sinto ela se contorcendo e me apertando ainda mais dentro dela, ela grita meu nome e com isso eu me libero dentro dela e desabo em seu peito ouvindo as batidas aceleradas do seu pequeno coração. Ficamos lá deitados abraçados por alguns minutos.

– Detesto ter que dizer isso, mas temos que voltar. – A escuto dizer ainda com a cabeça repousada em seu peito.

– Todos já devem ter sentido a nossa falta. – Me levanto e ajudo a Tris a se levantar também. Vestimos nossas roupas e voltamos para a casa.

– Finalmente, ode vocês estavam? – Pergunta Natalie desconfiada..

– Eu levei o Tobias para conhecer um pouco da floresta.

– Muito bem, daqui a pouco vamos servir o jantar.

– Eu vou tomar banho, daqui a pouco desço. – Tris e eu subimos as escadas, ela para na frente do seu quarto e me dá um beijo antes de entrar.

Vou para o meu quarto e tomo banho, antes de sair do quarto pego a caixinha que passei a semana inteira tentando esconder da Tris e vou em direção ao seu quarto. Bato em sua porta e ela atende. Ela está linda com um vestido rosa e ainda penteando os cabelos.

– Entra, ainda não terminei de me arrumar. – Respiro fundo e me preparo para fazer o que passei a semana inteira planejando. Paro em sua frente e seguro a sua mão.

– Tris eu sei que nos conhecemos a pouco tempo, mas desde que te conheci sinto que você é exatamente o que estava faltando para a minha vida ficar completa, você me consertou quando eu estava em pedaços e me trouxe de volta para a vida. Não consigo me imaginar nem mais um segundo sem você. A cada dia que passo ao seu lado eu aprendo mais, aprendo mais sobre a vida, sobre você e até mesmo sobre mim, você me mostrou que eu posso ser muito mais do que eu jamais imaginei e sei que ao seu lado eu posso ser o que eu quiser até eu mesmo. Seu carinho e apoio me fizeram ver que eu também sou digno de ter felicidade, mas de uma coisa eu tenho certeza minha felicidade está ao seu lado. – Me ajoelho em sua frente e ela me olha assustada. Tiro a caixinha do meu bolso e a abro. – Tris, quer se casar comigo?

Notas finais
Gostaram? Se gostaram comentem e se não gostarem comentem também quero saber se estão gostando ou se preciso mudar alguma coisa. Beijos e obrigada por me acompanharem.