Notas iniciais
Ontem não consegui postar, mas aí está mais um capitulo novinho para vocês. Espero que gostem e muito obrigada a todos que tem comentado a minha fic. Vocês me incentivam a continuar.

Tobias

Acordo com o barulho de algo caindo, sinto dor de cabeça, abro meus olhos devagar e vejo a Tris, mas por que esse olhar desesperado em seus olhos?

– Tris? – Eu a chamo e ela sai correndo, tento levantar, mas minha cabeça dói muito e sinto um peso em cima de mim.

Olho para baixo e vejo a explicação para o olhar desesperado da Tris. Nita está agarrada a mim e ambos estamos sem roupa, mas por que isso?

Levanto-me bruscamente, mesmo com dor de cabeça, empurrando a Nita para longe de mim. Ela acorda reclamando.

– O que houve, Tobias? – Ela me olha e sorri enquanto eu pego as minhas roupas para vestir.

– Você quem vai me responder. O que houve aqui Nita? – Ela mantêm o sorriso no rosto e se aproxima de mim.

– Não se lembra, Tobias? – Ela começa a acariciar meu rosto. – Nós tivemos uma noite maravilhosa. – Seguro o pulso da mão que está acariciando meu rosto e aperto com raiva afastando-o de mim.

– Não lembro de nada, Nita, mas tenho certeza que isso não aconteceu. – Pego suas roupas do chão e atiro nela, para que ela se vista.

– Ontem, depois que a sua namoradinha te deixou sozinho no restaurante, você acabou bebendo além da conta e eu te trouxe pra casa, quando chegamos aqui você começou a me beijar e bem, o resto você já sabe. – Sento no sofá com as mãos na cabeça, tentando lembrar. Isso não é possível, nem mesmo bêbado eu faria sexo com ela, isso só pode armação dela. Levanto e seguro bem forte seus dois braços a sacudindo.

– Isso é mentira, você armou tudo isso para que a Tris nos visse juntos confesse. – Vejo seu sorriso se alargar mais.

– Quer dizer que a garotinha nos viu juntos? Agora ela sabe a quem você pertence. – Volto a sacudi-la.

– Você tem noção do que fez, a Tris nunca vai me perdoar. – Ela sorri mais ainda.

– Melhor assim, ela não é mulher pra você, na verdade nem mulher ela é, ela é uma garotinha. Eu sou a única mulher pra você, só você que ainda não percebeu.

– Não ouse falar da Tris, ela é mais mulher do que você vai ser sua vida inteira e eu prefiro morrer sozinho do que ficar com você. – A arrasto pelo braço levando-a para a porta, mesmo ela não tendo terminado de vestir suas roupas. – Agora desapareça da minha frente e fique longe de mim. Se você chegar perto de mim novamente eu juro que vai se arrepender profundamente. – A empurro porta a fora.

Fecho a porta com força e volto para a sala pensando no que fazer. O que será que aconteceu? Não consigo me lembrar, só lembro que realmente bebi demais, pois era a única forma de aguentar aquelas duas, mas não lembro como cheguei em casa. Deveria ter ido atrás da Tris e nada disso teria acontecido. Preciso falar com ela. Pego meu telefone e disco seu número.

Tris

Lagrimas rolam por meu rosto em uma torrente, nunca chorei dessa forma, pra falar a verdade eu nunca fui de chorar, mas por mais que eu tente agora não consigo controlar as lagrimas. Como ele foi capaz de fazer isso comigo? Só de lembrar da cena meu estomago revira.

Chego ao meu apartamento, mas lembro que com tudo que aconteceu acabei deixando a minha chave na casa daquele desgraçado. Começo a bater e chutar a porta com frustração. Algum tempo depois sou interrompida por Peter, que foi acordado pelo barulho que eu estava fazendo.

– Você está bem? – Enxugo as lágrimas e respiro fundo.

– Estou sim, apenas perdi a minha chave. – Ele me analisa e se aproxima.

– Você não parece bem. – Tento desviar do assunto.

– Será que o porteiro tem alguma chave reserva? Alguma forma de abrir essa porcaria de porta. – Mais uma vez chuto a porta.

Não, apenas os moradores tem a chave é mais seguro. E eu sugiro que pare de chutar a porta assim ou vai acabar acordando os outros vizinhos. — Ele sorri.

– Droga, o que eu faço agora? – Encosto a minha cabeça na porta, tentando controlar a vontade de chorar.

– O zelador sabe resolver esse tipo de problema, mas ele só chega às seis horas. – Checo meu celular e vejo que ainda não são nem quatro horas ainda e vejo também as dezenas de ligações do Tobias. Tenho vontade de jogar o telefone na parede. – Ainda falta um pouco, não quer esperar na minha casa?

– Não quero incomodar já basta ter te acordado, por falar nisso, desculpa. – Respondo me esforçando muito para não chorar.

– Não me acordou, eu já estava acordado tenho insônia. Vem, espera na minha casa. – Decido aceitar e espero em sua casa.

Peter percebe que eu não estou muito bem e não insiste em tentar conversar me dando espaço. Gostei mais dele por causa disso.

Ficamos sentados no sofá assistindo a um filme em preto e branco que estava passando na TV, mas eu não sei o nome, pois, estou muito ocupada tentando mantes as lagrimas dentro dos meus olhos e o Tobias fora da minha cabeça.

Pedimos que o porteiro nos avisasse quando o zelador chegasse. Passados poucos minutos das seis o porteiro nos avisa da chegada do zelador.

Saímos do apartamento e o encontramos saindo do elevador. Lhe mostro a porta, ele pega as suas ferramentas, mas quando vai começar o trabalho temos uma surpresa.

– Essa porta não está trancada. – Fala o zelador girando a maçaneta, quando ele abre, vejo Tobias vindo em direção porta, mas para no meio do caminho. Eu tinha esquecido que ele tem uma cópia da minha chave, assim como eu tenho da dele, ou melhor, tinha.

– Tris, onde você estava? – Tenho vontade quebrar a sua cara de pau, como ele tem coragem de me perguntar onde eu estava. O ignoro, tiro da minha bolsa uma nota de vinte e entrego ao zelador.

– Aqui desculpe o incômodo. – Ele pega a nota e sai.

Restamos apenas Tobias, Peter e eu. Tobias fica nos encarando e decido livrar Peter desse momento constrangedor, ele já me ajudou bastante hoje. – Peter, não sei como te agradecer. Muito obrigada. – Lhe dou um abraço e ele volta para o seu apartamento.

Tobias continua parado no mesmo lugar me encarando. Caminho em sua direção.

– Tris, onde você estava? Já faz mais de uma hora que eu estou te esperando. – Jogo minha bolsa no sofá e lhe acerto um tapa que deixa a minha mão doendo e o lado direito do rosto dele completamente vermelho. O tapa parece destrancar as lagrimas que eu estava contendo e eu começo a chorar o que me dá mais raiva dele, por estar me fazendo chorar em sua frente. Tento falar em meio as lágrimas.

– Graças a você estava presa do lado de fora.

– E o que aquele idiota estava fazendo com você? – Que direito ele pensa que tem para sentir ciúmes de mim?

– Fora daqui, Tobias, me deixa em paz.

– Tris, me deixa explicar.

– Me explicar o quê? Como me enganou esse tempo todo fingindo me amar? Como você pôde me enganar dessa forma, eu acreditei em você, eu me entreguei de corpo e alma a esse relacionamento, aguentei a bruxa da sua mãe me ofendendo, me tratando mal e tudo pra quê? Me responde pra que? O que você ganhou com isso? O que eu te fiz pra merecer isso? – A essa altura eu já estou , chorando e batendo nele desesperadamente. Ele segura as minhas mãos.

– Tris, eu nunca te enganei, você tem que acreditar em mim, não sei o que aconteceu, mas nunca quis te magoar, eu te amo.

– Pois, eu sei bem o que aconteceu e nem precisa se esforçar, pois eu não acredito em uma só palavra que venha de você.

– Me escuta só um minuto, Tris. Eu não lembro o que aconteceu, depois que você saiu eu continuei lá no restaurante e acabei bebendo um pouco de mais, não lembro o que aconteceu no restante da noite.

– Já chega Tobias, você já conseguiu o que queria, me fez de idiota. Satisfeito? Agora me solta e vai embora. – Ele demora alguns segundos, mas acaba me soltando e eu saio de perto dele.

– Tris, me perdoa, eu sei que fui um covarde idiota, não deveria ter te deixado ir, deveria ter expulsado aquelas duas e ter ficado com você. – Vejo lágrimas se formando em seus olhos. Por que ele está se esforçando tanto para mentir, o que ele ainda espera conseguir?

– Agora é tarde demais, sua mãe tinha razão, você e a Nita são perfeitos um para o outro. – Já estou exausta e me sento no sofá e apoiando a minha cabeça nos joelhos. — Agora eu te imploro, me deixa em paz. Se em algum momento você sentiu alguma coisa de verdade por mim, eu te imploro que me deixe em paz, eu só quero descansar um pouco ainda tenho aula hoje, então, por favor saia. — Sinto suas mãos alisando os meus cabelos.

– Vou fazer o que você está me pedindo, mas não vou desistir de você está ouvindo? Vou te provar que eu te amo sim e que nada do que vivemos foi mentira. – Sinto suas mãos deixarem meus cabelos e ele beija o topo da minha cabeça. Continuo parada e ouço a porta se fechar.

Finalmente posso fazer o que tive vontade a noite inteira. Me encolher no sofá e chorar até dormir.

Tobias

Ver a Tris naquele estado me partiu o coração. Preciso provar para ela que eu nunca a enganaria dessa forma, eu nunca a enganaria de forma alguma. Não posso perde-la.

Mas primeiro eu tenho que me livrar de tudo que há de ruim na minha vida para quando a Tris voltar para a minha vida nada mais nos separe. Sinto uma coragem que nunca tive antes, mudo a direção de onde estava indo. Finalmente chegou a hora de enfrentar os meus pais.

Notas finais
E aí, o que acharam?