Vidas Cruzadas
12 Capítulo 12
Notas iniciais
E esse capítulo vai dedicado especialmente a Amanda Schneider, que me deu a segunda recomendação, amei sua recomendação Amanda, ficou perfeita! Obrigado.
E vai aí, mais um capítulo cheio de surpresas*-*
Boa leitura! ~Cuidado com a troca de P.O.V's
–Nathan, eu sei que você deve estar me odiando depois do que aconteceu no ano passado, eu sei que a culpa foi minha, que eu não devia ter colocado você nas minhas confusões – comecei falando e ele me interrompeu
–Me poupe das suas desculpas Sarah. Se veio aqui pra isso pode ir embora – ele falou
–Eu juro que não era a minha intenção causar aquilo, eu não esperava, eu não podia imaginar que o Max iria fazer aquilo, ninguém imaginou. Você não imagina o quanto foi difícil aceitar ter um, dos meus amigos, longe. Eu sei que você tem razão de estar me odiando, mas, por favor... Me desculpa – falei e ele não mudou de expressão em momento algum
–Primeiro, eu não te odeio, só não gosto de você. Segundo, talvez aquela não tenha sido a sua intenção, mas se não fosse a sua ideia maluca e doentia de se vingar do Max eu não teria sido expulso. Eu até desculpo você, mas eu não sei se podemos ser mais amigos. – ele falou
–Você está me chamando de doente? – perguntei indignada, com lágrimas nos olhos
–Entenda como quiser Sarah – ele respondeu dando de ombros
–Eu venho aqui, tentar me reconciliar com você, me humilhar pedindo desculpas à você e é assim que você me trata? Me chamando de doente? – perguntei irritada
–Eu não pedi pra você vir aqui, eu nem se lembrava da sua existência, você veio aqui por que quis. – ele cuspiu essas palavras me deixando ainda mais triste
–Então é assim Nathan? Ok, eu não veio mais aqui, não vou mais te ligar. Eu ainda não entendo o motivo de tanto ódio, mas ok. Isso foi o suficiente pra mim – falei e sai de lá o deixando sozinho.
Voltei ara onde Valéria e Dexter estavam, junto com a Karen.
–O que aconteceu Sarah? – perguntou Valéria ao me ver chegar cabisbaixa
–O Nathan machucou você? Cadê ele? – perguntou Karen
–Não, não. Ele não me fez nada, ele já deve estar vindo – respondi – Vamos embora Valéria. Por favor – pedi
–Vamos sim minha querida. Vamos Dexter – falou Valéria – Até mais Karen!
Fomos embora e durante o caminho expliquei o que havia acontecido, ela ficou indignada com o comportamento do Nathan, e se era aquilo que ele queria, me ver afastada, eu iria respeita a vontade dele.
...
Depois que a Sarah foi embora, voltei pra tenda da minha mãe. Quando voltei, ela já veio com quatro pedras na mão e me fuzilou de perguntas:
–O que você fez com a menina? Você a machucou? Por que ela estava chorando? E porque não voltou com ela?
–Uma pergunta de cada vez – respondi
–O que você fez com a Sarah? – ela perguntou
–Ah, já conhece ela? – perguntei irônico
–Conheço sim, sei muito bem o que ela fez, aliás o que vocês fizeram juntos ano passado, mas independente disso, achei ela uma moça simpática – respondeu
–Ela me pediu desculpas, eu a desculpei, falei que se não fosse a ideia maluca e doentia dela de se vingar do Max, nada disso estaria acontecendo e falei que não podíamos ser amigos mais. – falei comendo uma maçã
–Mas porque diabos você disse isso Nathan? – ela perguntou
–Mãe, ela é uma garota rica, mimada e tem tudo o que quer nas mãos, eu sou um garoto pobre, feirante e nunca vou poder chamá-la para um lugar a altura – respondi
–Você acha mesmo que ela liga pra isso? – ela perguntou revirando os olhos
–Acho – respondi dando de ombros
–Você acha que ela se importasse com essa diferença de classes, ela teria vindo te procurar? – ela perguntou
–Mãe, eu não quero alimentar um sentimento, quando eu sei que não tenho chances, entenda isso, por favor – falei
–Como você vai saber se você nunca tentou? – ela perguntou
–Tentei uma vez, antes de ser expulso, ela virou o rosto – respondi
–Você não esperava que ela fosse beijar você na primeira tentativa, esperava? — perguntou
–Dá pra parar de fazer perguntas difíceis? – pedi
–Nathan, meu filho. Procure por ela, peça desculpas, porque você devia ter a chamado de doente e você sabe que os responsáveis por aquela bagunça foram vocês dois, não adianta colocar a culpa só nela. – ela falou
–Não acredito que estou falando sobre minha vida amorosa com a minha mãe – falei jogando os restos da minha maçã
–Não vejo problema algum nisso, melhor que ouvir conselhos errados e descabidos dos seus amigos – ela falou e eu revirei os olhos.
–Vou pensar no seu caso mãe. Vou voltar para o meu trabalho – falei dando um beijo no rosto dela e saí.
Aquela conversa com Sarah não saiu da minha cabeça, o pedido da minha mãe para ir procurá-la, o pedido de desculpas... Talvez eu devesse muitas desculpas a ela, eu sabia onde ela morava, quem nos Estados Unidos não sabe onde a família dela mora? E era isso, eu iria procurá-la. Larguei tudo que estava fazendo e fui embora, mas eu estava muito empolgado pensando no que iria falar pra ela e não me dei conta de que estava chovendo. A chuva estava pesada, gotas oleosas caíam sobre a cidade e eu caminhava de cabeça baixa, por isso só consegui ter um vislumbre de um movimento indistinto na rua ao lado e a esquerda e a sensação que tive foi de ter sido surrado e arremessado a quilômetros de distância. Percebi que estava jogado na calçada, com o meu rosto tocando o asfalto molhado, tentei mover minha cabeça e procurar ajuda, vi as pessoas assustadas perguntando se eu estava bem, tentei responder, mas meus lábios não me respondiam. A única coisa que eu pensei naquele momento foi que eu não veria mais a Sarah. E então eu apaguei.
Continua...
Notas finais
Deixem seus reviews, ok? Por favor! Obrigado e até a próxima ♥ Beijo*-*
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