Vidas Contraditórias
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ariih
- Ariih, Ariih acorda logo – queria saber quem era o infeliz que estava me acordando – anda poh!
- Meu Deus que porcaria é essa às três da tarde? – levantei a cabeça e olhei no despertador – Que dia é hoje? – perguntei, sabia que estava esquecendo alguma coisa.
- Hoje é terça feira! – disse a Ave me olhando com aquele olhar reprovador de dar arrepios – E você tem exatamente uma hora pra chegar à academia. – falou ironicamente.
-Ou seja, eu estou atrasada... Droga! – ai que merda, como é que eu pude esquecer, às vezes acho que só tenho cabeça pra segurar os cabelos e separar as orelhas... Por que né. Nem deu tempo pra eu tomar um banho, tomaria quando voltasse. Vesti as primeiras roupas que eu vi, peguei minha mochila meus fones e desci.
-To indo – falei pegando uma maçã, indo correndo pro carro e me mandando dali em alta velocidade.
A viajem durou uma meia hora, minha aula começava as quatro, estava a salvo.
-Ariih é você – chegou um ser não identificado na minha frente e ficou me olhando.
- Sim... É eu te conheço? – olhando melhor aquele ser não me era estranho. – Ge? – falei fazendo meu velho colega de colas nas provas abrir um sorriso – quanto tempo cara! – falei abraçando-o com força.
- Verdade... Você mudou muito – o que ele quis dizer com isso?!
-É você também, a gente não se fala desde... humm... A formatura não é? – lembrei da última vez que eu vi o Ge, agente era uma dupla infalível principalmente quando era pra ferrar o Tom, ou a Chris... Nós éramos... A dupla.
-Sim, faz muito tempo, perdi total contato com você. – ele falava como se fosse o último dia da vida dele.
- Verdade, o meu notebook quebrou, e perdi tudo o que tinha nele, e troquei de chip e esqueci-me de passar os contatos velhos. Foi o maior tédio pra conseguir as coisas com a Ave.
- E falando na Avery como está a donzela dos cachinhos? – de onde ele tirou esse nome.
- Cachinhos nada, estão bem lizinhos isso sim... Ela está bem, agora ela começou umas coisas lá de moda, vou te falar sempre se atrasa é incrível...
-Como você ama a sua irmã – ele não pode falar muito, ele considerava o Tom um irmão, mas às vezes até EU, (com ênfase), tinha pena do ser.
-Me conta... Está ainda na Tokio Hotel com os meninos? –sabia que sim, mas não custava confirmar.
-Sim, mas o Bill no tempo do colegial era mias homem – coitado do Bill – agora parece uma mulher, como é que dizem... Andrógeno.
-Deixa ele, se ele gosta! – nunca defendi o Bill na minha vida, mas já vi que eu realmente mudei. – E o Tom, e o Gust? –perguntei
- O Tom continua um caso perdido, mas ele está se controlando um pouco mais até por causa da banda. E o Gust, ele está ali ó – apontou para um cara “socadinho” erguendo peso.
-Vou lá cumprimentar! – fui em direção ao Gust enquanto o Ge corria na esteira...
-Gustav Schäfer, eu não mandei você parar de comer tanta pizza? – cheguei ao seu lado, acho que ele ainda não tinha me visto por que estava concentrado nos exercícios, e se tinha me visto não me reconheceu.
-Ariih? – colocando o peso no lugar, olhando pra mim com uma cara de surpreso. Do nada abre um sorrisão – quanto tempo mulher?
-Eu que digo em Gust! – disse abraçando-o — E então como está à vida – Disse acomodando-me em um equipamento ao lado do dele, aqueles que servem pra firmar as coxas.
- Está tudo bem, apesar de ser muito corrida por causa da banda também – será que eles combinam as respostas nossa.
-Legal – me fiz de interessada.
- E a sua como anda? – será que ele percebeu?
- A minha ta ótima, só eu tenho que me acostumar a me organizar melhor por causa da banda, cortei o cabelo ontem e a Ave quase teve um troço quando me viu, fiz umas tatoos – e mostrei minha nuca erguendo o cabelo era uma frase escrita “I Love You Forever Avery” – essa a Ave também fez só ela escreveu o meu nome no lugar do dela essa. – virei de costas pra ele e ergui a blusa, eram dois olhos bem nos “círculos” no início da coluna. – e essa – mostrei meu pulso era um pequeno ponto de interrogação.
-Hãn? – me olhou com uma cara confusa.
-Exatamente por isso, pra deixar a dúvida no ar – rimos, enquanto o Ge se aproximava.
-Hey Guy’s – nada a ver...
- Eai Ge – cumprimentei-o de novo.
- Do que estão rindo? – continua desinformado.
-Das tatoos da Ariih – o Gust respondeu, só de pensar que no colegial a gente sempre o deixava meio de lado, por ele gostar de ficar sempre em segundo plano.
-A Ariih com tatoos? – afirmei com a cabeça uma única vez – Eu quero ver – Curioso.
- Essa – mostrei a nuca – esta – mostrei as costas – e esta – mostrei o pulso. Ele ficou com uma cara de “Hãn?” apesar de não ter dito nada. Eu e o Gust rimos.
-Por isso nós estávamos rindo, pela cara que vocês fazem quando vêem a tatoo. Mas é realmente esta a intenção, deixar a duvida no ar – expliquei.
Nós ficamos falando um monte de besteiras, enquanto fazíamos os exercícios que nem me dei conta da hora.
-Alguém de vocês dois têm horas? – perguntei.
- São cindo e quinze – já?
- Nossa como o tempo passou – disse levantando-me do aparelho em que eu estava. – Tenho que ir.
- Já? Ainda é cedo. – insistentes.
- Não dá estou com visitas em casa. – falei – lembram do Yuki e o Trefy?
- Humm... ah eu lembro, não foi pelo Yuki que você deu um toco no Tom por que ele tinha debochado dele ou algo do tipo? – boa memória ein Gust.
- É foi sim – respondi dando uma risada simpática até. – Pois é eles vão passar uns tempos lá em casa.
- Humm... Legal – Ge disse, não me parecendo contente.
- Sabe o que eu estava pensando? – falei – em que tal nós fazermos um jantar? Daí vocês combinam com o Bill e com o Tom e nós marcamos de jantar lá em casa, nem que pedimos pizza.
- É uma boa idéia – o Ge falou. – Mas acho que vai ser melhor depois que o Strify e o Yu forem embora.
- Será – fiquei na duvida – É talvez, mas eles irão pra Berlim final de semana que vem. Daí depois nós combinamos. Passem-me os celulares de vocês e os seus e-mails pra podermos manter contato. — Trocamos os números de celulares e endereços de e-mail, e eu fui me trocar no vestiário.
- Galera, foi realmente muito bom rever vocês, mas tenho que ir – dei um abraço e um beijo no rosto de cada um – Mandei um beijo pros meninos... Tchau – acenei e saí.
A viajem de volta pra casa foi longa e cansativa, não via a hora de chegar me casa e entrar em baixo do chuveiro.
- Gente. Cheguei! – Gritei mas não ouvi resposta.
Eu subi as escadas pra ir pro meu quarto, mas quando estava entrando ouvi uns barulhos, pareia gente chorando, parei e ouvi. Os sons vinham do quarto da Ave. Peguei o taco de baseball autografado pelo Seatlle Mariners. Eu fui pé por pé, silenciosamente. Podia ouvir o som da minha respiração a porta estava entreaberta. Eu juro que não precisava dormir com aquela cena. Comecei a rir baixinho.
Cena: Ave no meio, o Strify em sua direita e o Yuki a sua esquerda. A Ave e o Strify estavam chorando praticamente quase soluçando, e o Yuki estava com a maior cara de tédio.
Eu sai de fininho dando risadinhas, nossa achei que era algo mais... digamos assim... Mais tenso.
Voltei pro meu quarto, tomei meu banho. Coloquei a primeira roupa que eu vi [Ariih em casa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=30560846&.locale=pt-br ], e desci. Os três já estavam lá em baixo.
- Hoje a janta é comigo, não é? – falei como se não quisesse nada.
- É sim, nem notei que você tinha chagado – a Ave falou, por que será?
-É que vocês estavam muito ocupados chorando rios de lágrimas – debochada eu eiin, e ainda por cima fiz que estava chorando colocando as mão nos olhos.
- Haha’ Muito engraçado – ela fez uma cara de reprovação – Vai fazer a janta logo — E eu fui em direção a cozinha.
- Adivinha quem estava na academia hoje Ave? – gritei, mas não ouvi resposta. – o Gust e o Ge. – em dois tempos ela estava ao meu lado enquanto fazia o molho, iria ser lasanha.
-Legal, como eles estão? – interessada eiin hummm... – Soube que eles ainda estão na Tokio Hotel, não?
- Eles estão bem, te mandaram um beijo – arram, com certeza o que eu não faço pra levantar a oral desses caras. – Sim eles ainda estão na Tokio Hotel. Eu combinei uma janta, mas eles acharam melhor depois que eles – fiz sinal pra sala – voltarem pra Berlim.
- É acho que é melhor sim – falou voltando pra sala.
À noite segui normalmente. Depois do jantar eu subi para o meu quarto liguei o “not” adicionei os meninos, e falei com uma galera no MSN, postei no twitter, coloquei umas besteiras no blog... Estava esperando que uma pessoa em especial entrasse, mas pelo visto... nada.
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