Vida que segue

3 Puro êxtase. Barão Vermelho


Notas iniciais
Subtítulo : Uma dupla perigosa Tive que mudar a ruiva mais legal de Porto Alegre só para aproveitar essa foto para capa. Esse capítulo serve para contextualizar um pouco algumas novidades que trago para esse universo, mas acho que principalmente para preparar o terreno para um merecido chope.

É aniversário de Julia e a casa de Manuela se enche de gente e preparativos. Há uma energia no ar como se a vida da menina tivesse recomeçado.

No meio da arrumação, Manu entra nos detalhes da aposentadoria de Maria com Nanda.

M: Na verdade era algo já planejado, tanto que a Juliana passou aquelas semanas treinando aqui comigo e depois foi passar por um intensivo com a Maria.

N: Mas a saída foi de boa? Ela já é uma senhorinha né? Não tem como continuar trabalhando para se sustentar a essa altura.

M: Foi super tranquilo. Claro que se ela precisar de qualquer coisa eu vou dar todo suporte, mas independentemente, consegui alinhar as contas do buffet e as minhas e comprei a parte dela, que não era grande, mas que com a valorização da empresa, rendeu alguns frutos.

Além disso o Matias finalmente resolveu se mudar para Canela para ficar com a Lorena que está trabalhando no hospital de Gramado e agora está trabalhando com a gente. Graças a Deus, pois as entregas estavam uma loucura, sem logística nenhuma e ele se deu super bem nessa organização.

Agora, para eu finalmente organizar minha empresa, preciso terminar de pagar as cotas do S. Laudelino, que hoje também já está com uma participação bem menor do que quando começamos.

N: Daí só te resta de sócio o Rodrigo.

M: Basicamente. Mas as cotas dele é mais difícil de liquidar, pois ele que acabou comprando boa parte do S. Laudelino com aquele dinheiro investido pela mãe de vocês que vocês tiveram acesso logo que você voltou de Londres.

N: Nem me fala, se eu tivesse ideia que um dia eu ia virar uma mulher séria, tinha guardado aquela grana toda e não só a sobrinha... daí não precisaria ter me humilhado para o Dr. Jonas quando quis investir no brechó.

M: Pelo menos você não vai ter que devolver. Não foi adiantamento de herança?

N: Pois é, agora é rezar para ele não ficar pobre antes de morrer porque senão não sei nem para quem tenho que pagar...

M: Ai Nanda, que mórbido.

N: Ué, sou uma mulher de negócios agora. Sou prática. Nanda fala com um riso irônico que contagia Manuela.

N: De qualquer forma fico feliz que a Juliana está entre nós. Conversamos pouco mas gostei do jeito dela. Além do mais, você estava precisando de mais amigas. Não dou conta sozinha de você.

M: Como você é engraçada né?

De qualquer forma, faz todo sentido você e ela se darem bem. As duas amam me atormentar.

Jul: Opa! Eu ouvi falar em atormentar a minha chefe favorita? Fala Juliana se aproximando.

N: Com certeza! Acho que devemos investir nessa missão o quanto antes. Quando conseguimos marcar um chope? Nanda fala olhando para Juliana. Preciso saber tudo da minha ex-cunhadinha em Floripa.

Jul: Você vai amar. Tenho horas de relatos. Por mim, semana que vem! Rola sábado? Só temos um evento que é brunch e depois estou livre.

M: Deus me livre vocês duas juntas falando de mim. Principalmente agora que são duas loiras perigosíssimas.

N: Ué, é só você largar essa vida de santidade e sair com a gente. Afinal, as loiras se divertem mais, então você está segura com a gente. Será a mais chata de todas.

M: Eu não sei nem porque eu vou aceitar esse convite abusado.... Acho que estou precisando mesmo. É a única explicação. Desespero.

As três caem na risada.

Ana que está do outro lado da sala com Iná, escuta a risada da irmã e olha a cena dela com as duas amigas com um sentimento estranho.

Dona Iná: Que cara essa minha filha? Iná pergunta ao mesmo tempo que olha na mesma direção que Ana.

A: Nada não vó. Besteira minha.

I: Não vai me dizer que a essa altura da vida, você está com ciúme da sua irmã. Só o que me faltava. Iná fala com tom de brincadeira e se surpreende com a resposta de Ana.

A: Não é ciúme dela Vó. Acho que é ciúme da relação que ela tem com a Nanda e Juliana. Não queria que ela não tivesse, mas queria ter isso com ela também.

I: Que isso minha filha, você e sua irmã são como duas bandas da mesma laranja. Nunca vi dupla mais unida.

A: Talvez no passado. Mas desde que acordei foi tudo tão desgastante, que tenho medo de nunca mais ter essa cumplicidade com a Manu, essa leveza. Às vezes parece que tudo que a gente divide é tão sério, é tão importante e adulto. Sinto falta de apenas rir com ela.

I: Ô Ana, não sei nem o que te dizer. Acho que vocês apenas precisam achar a mesma sintonia e de repente se buscarem também quando a vida está tranquila e não apenas nos momentos de tormenta. Mas fica tranquila. O amor de vocês permite tudo isso que você anseia.

A: Acho que sim, vó. Enfim... Vamos terminar aqui senão essa festa não fica pronta.

Depois de muita conversa, a festa fica linda e todos se realizam em comemorar mais um ano da Julia.

Rodrigo e Manuela, empenhados na boa convivência, mantem distância, mas iluminam todas as fotos tiradas juntos a pedido da filha em comum.

Lucio e Ana aproveitam também para comemorarem o primeiro evento real em família. Com todos bem, saudáveis e, dentro do possível, felizes.

Notas finais
Se alguém ler isso um dia... me fala o que achou.