Vida na Palaestra com os bronze
4 Porque cavaleiros não prestam para estar em escola normal?
Notas iniciais
Saori após os tempos de paz na Terra, pediu para que os jovens cavaleiros omega saissem da palaestra, o que isso os assustou. Portando uma maleta escolar e um uniforme de botões, se viu obrigado a frequentar uma escola do Japão.
FLASHBACK ON.
— Escola normal? — Gritava e perguntava Souma assustado com a proposta da Atena.
— Exato. Quero que tenham uma vida normal como garotos normais. Vocês merecem isso. — Respondia Saori, calma e pacífica com eles.
— Sempre pensei que ao atingir a época de paz estaríamos sossegados. Mas vejo que não. — Haruto dizia com os braços cruzados de modo sério. Queria ficar com sua banda, e não em um lugar cheio de moleques.
— Haruto tem razão. Só quero estar com meus pais. — Dizia Ryuho meio indignado.
— Não se preocupem. Quanto aos lendários eles terão que arrumar emprego. Inclusive seu pai. Agora vão dormir porque os uniformes escolares e maletas de vocês esperam para serem usados amanhã. Vocês foram matriculados em diferentes escolas para terem melhor experiência. E aviso: Ajam normalmente, não mostrem jamais quem são de modo algum. Ou seja, ajam como adolescentes normais. — Dizia Saori séria para eles.
FLASHBACK OFF.
Como Ryuho odiava aquele uniforme. Parecia tão brega e tão cafona. Parecia um idiota com ela. Às vezes sentia falta de Palaestra.
Ao chegar lá, ele foi trocar seus sapatos na entrada quando seus pensamentos foram interrompidos por um garoto meio gordinho.
— Olá. Me chamo Taichi. E você? — Perguntava ele para o Ryuho sorrindo.
— Eu...me chamo Ryuho. — Dizia Ryuho meio que um pouco não afim de falar com alguém.
— Notei que é novo na escola. Qual sala você é? — Perguntava o garoto entusiasmado com ele.
— ....sala 1-C. — Ryuho respondia meio entediado com aquele garoto o perturbando.
— QUE LEGAL!! SOMOS DA MESMA SALA!! — Gritava Taichi de felicidade com os olhos brilhando.
Repensando ali: Sentia falta da Palaestra. Lá ele podia mostrar quem era, usar sua força e tudo, mas em escola normal? Ele era obrigado a ser quem não é. Isso é chato para ele.
Enquanto ele seguia para procurar a sala dele, o garoto estranho disse que ia fazer algo em outro lugar antes de soar o sinal. Aquilo era um alívio.
Após uns minutos procurando, ele se acomodou em um canto encostado até chegar a professora para o acomodar em uma classe.
Após quinze minutos ela havia chegado e, ao notar o aluno novo, ela o pôs em frente a classe.
— Bem, classe, temos um aluno novo na escola. Então espero que o tratemos bem. Diga meu jovem, seu nome, idade e nos conte sobre você. — Dizia a professora nomeada Naomi para Ryuho após falar com os alunos. Parecia ela uma mulher nos seus quarenta anos.
— Bem, meu nome é Ryuho Suiyama, tenho quatorze anos, mas meu nome de verdade é Long Feng porque eu vim da China... — Dizia Ryuho sorrindo se apresentando até ser interrompido por um garoto de estatura alta e um carequinha.
— Flango!! Cocorocó!! — Dizia o alto imitando um frango pra fazer chacota de Ryuho e os alunos todos riam.
— Ah lá o Jackie Chan!! — Dizia o carequinha de modo debochado fazendo os alunos rirem mais.
— É o Bruce Lee!! — Acrescentava o altao para o carequinha.
— Classe, respeito com o aluno novo que veio de tão longe pra estudar aqui!! — Dizia a professora de modo sério para eles fazendo todos se acalmarem e Ryuho se segurava pra não gritar.
— Não se preocupe, professora. Se pra eles sou Jackie Chan e Bruce Lee, assim como eles eu também sei lutar. Tive vários professores de Kung Fu. — Dizia Ryuho sorrindo para eles sem deixar transparecer uma pitada de arrogância, fazendo os alunos exceto os dois valentões soltarem um "uuuhh" longo.
— O que isso não será necessário aqui claro. Queremos que sua experiência aqui seja o melhor possível sem uso da violência. — Dizia a professora sorrindo para o Ryuho do qual ele concordava.
— Tudo bem professora. Mas continuando...vim da China sendo que meu avô também era um ótimo mestre do Kung Fu junto com meu pai e os ensinamentos dele passaram para mim. Meu pai é japonês e agricultor e por isso sei falar japonês, mas minha mãe é chinesa e dona de casa. Espero me dar muito bem com todos. — Dizia Ryuho continuando com sua apresentação.
Aquelas palavras deixaram a maioria da sala surpresa com a história de Ryuho.
— Muito bem, bem-vindo à escola Sogukehi. Sente-se onde quiser. — Dizia a professora de maneira amigável ao Ryuho.
Vários alunos incluindo o garoto Taichi diziam eufóricas para Ryuho se sentar do lado delas, fazendo aqueles dois garotos arrogantes se remoerem de raiva enquanto os outros só queriam que ele sentasse do lado deles para falar de Kung Fu, mas já que Taichi foi o primeiro garoto que ele conheceu, ele se sentou do lado dele.
A aula era sobre a guerra de Tróia e Ryuho respondia tudo com facilidade, sempre acertando, o que isso fazia os arrogantes se irritarem e o restante ficarem mais impressionados com ele. Os arrogantes tinham um plano.
Na hora do refeitório, Ryuho se serviu. Um hambúrguer vegetariano, suco e um meio sanduíche. Mas logo, acabou tropeçando em uma perna e todos riam dele. E sim, foi um dos meninos arrogantes que botou a perna.
— Ups, acho que a menininha xingling tropeçou feito bosta. — Dizia o altao de modo debochado vendo Ryuho no chão.
Como queria dar uma lição naqueles garotos...mas Saori disse para agir normal. E como ela era sua deusa, tinha que obedecer. Ele nem fez nada e apenas ajuntou suas coisas, até que Taichi chegou.
— Matsuda, Takeyo, parem com isso, deixe o aluno novo em paz. — Pedia Taichi de maneira preocupada com o amigo.
— Fica quieto, Taichi. A menos que queira outra surra daquelas. E quanto ao Xingling, quem mandou ajuntar? Quero que lamba o chão, chinesinho. Porque quem manda na escola sou eu e deixar o chão sujo de lanche é falta de higiene. Lamba o chão para limpar. Vamos! — Dizia o altao que era o Matsuda ao Taichi e em seguida se virando ao Ryuho e rindo dele junto com o carequinha que era o Takeyo.
A sorte é que Taichi chamou a diretora que havia visto Ryuho prestes a ser agredido sem poder fazer nada. Taichi odiava ver alguém daquele jeito. Bem...os dois arrogantes nomeados Matsuda e Takeyo ganharam uma advertência de que da próxima vez seriam expulsos.
Na educação física, o jogo era vôlei. Para Ryuho parecia algo inofensivo de jogar. Uma pena que esse dia de aula seria o primeiro e último pelo que está prestes a cometer sem querer.
— Ei Ryuho, sabe jogar vôlei? — Perguntava uma garota ao Ryuho de modo curioso.
— Eu....nunca joguei vôlei. Só vi na televisão. — Respondia gentilmente o Ryuho para a garota.
— Então a chinesinha nunca jogou vôlei? Hehehe isso vai ser divertido. — Dizia Matsuda observando eles de longe. Todos os alunos estavam com uniforme branco com azul de educação física.
— Verdade hehehe. — Dizia Takeyo concordando.
Quando Ryuho foi chamado para entrar no time, ele parecia nervoso, mas não podia pensar agora nisso.
O apito havia tocado e logo Ryuho se lembrou do que a Saori disse: Não exagere na força além do mais é um cavaleiro, tem força descomunal. Se as pessoas descobrissem seria algo terrível.
Ele bem que tentou, mas cada vez que tocava a bola, ela vinha com força no chão e fazia a bola quicar muito alto. Muito alto mesmo, deixando Matsuda e Takeyo assustados, assim como o professor de educação física.
No fim, todos saíam assustados pela força do Ryuho no vôlei e a rapidez na corrida. O professor até propôs para que Ryuho entrasse no time de corrida, proposta essa recusada por ele assustado consigo mesmo.
Ele estava no pátio descansando até que a dupla o parou.
— Me diga agora quem é você de verdade, chinesinho? Um ser com poderes ou algo parecido? — Perguntava Takeyo furioso para Ryuho.
— Eu sou apenas...um garoto normal. — Respondia Ryuho um pouco incomodado com onde a situação podia parar.
— Mentiroso, diga agora quem é você se não quiser que eu espanque seu amiguinho. — Dizia Matsuda furioso também e apontando para um Taichi que observava tudo de longe.
Eles tanto provocaram Ryuho que ele emanou seu cosmo na frente deles e logo encheu a dupla de socos e chutes. Foram eles que pediram por aquilo e saíram os dois com a cara estragada e vários alunos com medo do Ryuho. Ele tentou ser normal, mas ja viu que não deu certo. Definitivamente, suas chances de viver a vida de um adolescente escolar normal é zero.
Chegando na mansão Kido...
— Expulsos? Demitidos? -Perguntava Saori indignada para os cavaleiros ômega e em seguida olhando para os lendários onde todos eles estavam ajoelhados de cabeça baixa se sentindo culpados.
— Nos desculpe, Atena. — Dizia eles para Saori que estava brava.
— Eu dei a vocês a chance de viver como gente normal e vocês fracassaram? — Perguntava Saori em um tom de raiva para eles.
— Olha aqui, senhorita Saori. Simplesmente não conseguimos. Porquê fazer a gente ser o que a gente não é? Somos cavaleiros, guerreiros, vivemos de batalhas! — Dizia Kouga meio irritado com ela explicando tudo.
— Tem razão...mas mesmo assim...AGORA VOU TER QUE EXPLICAR TUDO AOS JORNAIS!! — Dizia Saori de modo calmo e em seguida gritando assustada.
FIM
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