Vida na Palaestra com os bronze
3 O Deus Dragão (Especial Chapter)
Notas iniciais

Há muitos anos atrás, em uma noite quente da China nos cinco picos em uma região chamada Rozan (ou Lushan como diz a wiki kkkkkk), nasceu um menino de cabelos negros com um leve tom de azul escuro e olhos verde-água que mais parecia o azul do céu, que infelizmente nasceu com o corpo fraco. Podemos até conhecer ele por Ryuho Suiyama, mas este é o nome dele nos registros japoneses. Mas nos registros chineses, seu nome é Long Féng*. Mas neste capítulo, o chamaremos de Féng.
A vida de Féng / Ryuho foi sempre a mais simples. Uma vida em uma casa bonita, mas em área rural. Féng adora plantar e colher, ele se sentia seguro levando uma vida simples em uma cidade pequena e rural, mas pacata, do que em uma cidade grande e cívil, mas barulhenta como por exemplo Pequim.
Registro: Féng, 7 anos.
— 嘿, 馮, 讓我們現在玩,因為明天我們會很忙!( Hēi, Féng, ràng wǒmen xiànzài wán, yīn wéi míngtiān wǒmen huì hěn máng! / Ei, Féng, vamos brincar agora, pois amanhã nós estaremos ocupados! ) — Gritava um garotinho de estatura média com seus seis anos e cabelos castanhos e olhos azuis.
— 我來了!我會告訴我的父母!( Wǒ láile! Wǒ huì gàosù wǒ de fùmǔ! / Já vou! Vou avisar aos meus pais! ) — Respondia Féng em sua língua-mãe para eles.
Logo após isso, ele se virava para seus pais com um rosto pidão.
— Papai, mamãe, meus amigos estão me chamando para brincar e já que... — Dizia Féng para seus pais, mas logo interrompido.
— Eu já sei, Ryuho. Como você está de férias da Palaestra você tem direito a pelo menos brincar um pouco. Pode ir. — Completava seu pai Shiryu em tom de calma para seu filho, autorizando ele.
— 快來吧,馮!( Kuài lái ba, féng! / Vem rápido, Feng! ) — Gritava um garoto de oito anos de estatura alta, olhos castanhos e cabelos negros para Féng.
— Melhor ir, seus amigos estão te chamando! — Dizia Shunrei para seu filho, rindo um pouco da impaciência dos amigos dele.
— Err...tudo bem. — Concordava Féng, meio corado ao ver que sua mãe notava a impaciência deles.
— Tome cuidado, filho! — Dizia Shiryu para seu filho, vendo ele se afastar com um cesto de frutas colhidas, mas que antes de se afastar, ele fez algo de costume da família.
— 祝福,媽媽!祝福,爸爸! ( Zhùfú, māmā! Zhùfú, bàba! / Bênção, mãe! Bênção, pai! ) — Dizia ele, beijando a mão de seus pais e se afastando para ir com seus amigos.
E com isso, se afastava deles indo em direção aos seus amigos.
~ Conversa traduzida ~
— Porque a demora, Feng? — Perguntava o tal amigo de estatura média que se chama Yang.
— Eu estava ajeitando umas coisas em casa. Mas enfim...além de brincar de pega-pega, o que fará? — Respondia Féng sorrindo para eles, mas também perguntando algo.
— Estamos pensando em...observar as meninas daqui... — Respondia o tal menino de estatura alta que se chama Jin. Ele era o mais velho dos amigos.
— De novo? Não cansa não? — Perguntava meio sério o garoto dos cinco picos para ele.
— Féng, você sabe que isso é importante para nossos pais não sabe? — Respondia um garoto gordinho de sete anos baixinho que se chamava Quon, de cabelos castanho-escuro e olhos cor-de-mel, que pegou uma das frutas do cesto de Féng para comer.
— Sim eu sei. Preparar uma futura namorada de antemão para elas darem honra as famílias delas. — Respondia meio cabisbaixo Féng. Não que ele se importasse com isso, pois seus pais deram a liberdade de namorar e casar se quiser e não obrigatório, mas ele achava essa lei de seu país um absurdo.
— E elas só vão conseguir isso graças a nós. — Dizia Jin para todos eles, com um sorriso de quem com certeza conseguiria.
— Me desculpe, Jin, mas com um comportamento desses...não vai conseguir nenhuma. — Dizia Féng, rindo um pouco do amigo.
Os dois amigos de Féng chamados Quon e Yang riam do amigo que de um rosto exibido passou para emburrado.
— Vocês vão ver. Vão ver que antes dos vinte eu vou conseguir. — Dizia Jin em um tom emburrado pra seus amigos que ainda riam.
Anos foram passando e nosso querido Feng foi frequentando cada vez mais a Palaestra. As batalhas foram passando...
Os cavaleiros de prata...ouro...
Marte...
Pallas...
Saturno...
Registro: Féng, 18 anos.
Féng havia reencontrado seus amigos de sua terra natal que, por milagre, estavam vivos. E agora eles estava conversando com os crescidos Jin, Quon e Yang.
— Ei Féng...ou como você é chamado por aqueles seus outros amigos...Ryuho...agora que sabemos que você é um cavaleiro de Atena, posso tirar um pouco de proveito de sua situação posicional para arranjar uma namorada gatinha? — Perguntava Jin que agora tinha dezenove anos.
— Você não muda mesmo, Jin. Ainda querendo isso? — Perguntava Quon que emagreceu um pouco, mas sem deixar de comer as frutas do Féng.
— Pelo amor de Pan Gu**, cara, não quero chegar aos vinte ainda solteiro. MEUS PAIS VÃO ME EXPULSAR DE CASA!! — Gritava Jin em um tom dramático para Féng.
— Cara...só acho que você não consegue porque você tem esse comportamento idiota. — Dizia Féng isso para Jin, cruzando os braços em uma pose séria de olhos fechados.
— Ah é? Diz isso porque tem aquela loirinha gostosa do seu lado. — Dizia Jin em um tom emburrado para ele.
— A Nathaly? — Perguntava Yang que agora tinha dezessete anos e criou um pouco de musculatura por trabalhar com o pai carregando peso, se referindo a uma garota que Féng conheceu na biblioteca da Palaestra trajando a armadura de lince ( referência a um dos capítulos de Saint Seiya Omega: Eclipe da Guerra, do meu querido autor ~Digi_dragon_cdz onde ele me colocou como par do Ryuho na fanfic dele).
— Não essa loira. Essa loira brasileira nem perfil para esposa tem. Estou falando da loira que anda com seus amigos cavaleiros. — Dizia Jin, de maneira meio arrogante.
— A Yuna? Mas ela é amiga minha e ela é apaixonada pelo Kouga. E sobre a loira brasileira, pelo amor de Pan Gu. Não fale dela. Pretendo ainda me casar com ela um dia com ela tendo o perfil adequado ou não. — Dizia Féng seriamente para os seus amigos.
— O ruivo japonês? Que desperdício. Ela poderia ficar com homens de verdade como nós. — Dizia Jin, rindo um pouco pensando em como as mulheres eram bestas.
— Jin...esse seu pensamento machista só piora as coisas na minha opinião. — Dizia Yang tocando no ombro do amigo.
Horas depois. 7:30 da noite.
Feng ia em direção a uma caverna, que latejava um brilho verde como os olhos dele, o mais bonito dos brilhos que, após abrir a porta da caverna, ele encontra-se com um enorme dragão.
— Você...me chamou? — Perguntava Féng para o ser a sua frente.
— Exato, Ryuho. — Respondia o ser gigante a frente dele.
— Mas...quem é você? — Perguntava Féng meio assustado.
— Eu sou o deus dragão. E vim aqui para lhe dar um presente. — Se apresentava o ser gigante ao garoto.
— Deus Dragão? Um presente? Para mim? Como assim? — Pergunta Féng mais confuso ainda.
— Você atingiu algo que dos habitantes desta terra tão cheio de guerras e injustiças***, ninguém conseguiu atingir, exceto seu avô de consideração Dohko, e seu pai Shiryu: a calma e a sabedoria suprema. — Respondia seriamente o Deus Dragão.
— Bem...fico feliz mas...o que isso tem a haver com esse tal presente, oh Deus Dragão? — Perguntava meio confuso o cavaleiro chinês.
— Eu darei...a minha pérola a você, como símbolo de sua enorme superação tanto como guerreiro quanto como humano. — Respondia com serenidade o gigantesco ser de água.
Féng agarra aquela pérola e fica olhando fixamente para a pérola, mas quando ia falar algo, apenas viu o Deus Dragão desaparecer como brisa e dizer apenas uma coisa.
— A minha pérola fica por sua conta, guerreiro dragão. Cuide-a como se ela fosse seu bem mais precioso. — Dizia por final a criatura.
Féng ainda estava meio confuso, mas quem sabe com o passar do tempo ele entenda.
— A pérola...do Deus Dragão... — Dizia Féng, olhando fixamente para aquela pérola que brilhava tanto quanto diamante.
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