Notas iniciais
Desculpa. Ontem a minha casa ficou sem internet.

Ele está disconfortável com tudo o que aconteceu durante essa semana e não era nescessário ler a aura dele para saber disso. Eu também estaria se eu fosse mandado a outro mundo.

Mas, devo admitir que eu cheguei a ler a aura e a mente dele durante a minha primeira visita ao hospital. Um jogo onde somos criaturas feitas somente para lutar pelo proveito de nossos donos. Esse é o motivo pela a qual eu o odeio, por causa desse jogo e não devido a minha ideia sobre proveito da vida. Infelizmente, minha capacidade de analisar a mente dele não era boa o bastante para conhecer a toda a vida dele. Ainda assim eu o protegi de qualquer um que tente invadir as memórias e os pensamentos dele ao pôr uma barreira em sua mente possibilitando somente o meu acesso.

Os únicos que sabem que ele é um alien sou eu, o Gabriel, meus pais (era preciso se ele iria morar aqui) e a Letícia (pelos seus métodos peculiares de interrogar o Gabriel). Ela deve ser o pikachu de personalidade mais elétrica que já existiu.

Quando cheguei a sala de estar me sentei no sofá, meus pais se sentaram logo depois.

Chegou a hora de discutirmos sobre o que fazer com o 'humano'. Essa é uma palavra muito estranha.

Ainda acho que estou pensando como se eu estivesse contado algo a alguém.

—Então... aquele é o alien. Ele me parece frágil. — Minha mãe disse o que descobri na minha primeira visita ao hospital e me foi contado na segunda.

—Concordo. E ele também me pareceu muito assustado. — Sério pai que você tinha que falar o óbvio?

—Tenta ser mandado a outro mundo e ficar de boa pai. — Disse irritado.

—Ô. Desculpa não pensei nisso. — Sério. — Por acaso você sabe se ele consegue comer a nossa comida?

—Ele conseguiu a do hospital e sobreviveu por uma semana então creio que sim. — Disse sem toda a certeza.

—Acho que falo por todos nós que a primeira coisa que devemos fazer é ele confiar em nós três pois como faremos ele confiar no mundo, se ele nem confia com quem conviverá todos os dias. — Meu pai está certo, nós devemos fazer ele confiar na gente se eles querem que ele seja feliz.

—Isso não deve ser tão díficil.- Disse minha mãe, errando feio.

—É díficil sim mãe. Nós não demos as melhores primeiras impressões. Eu sou assustador, a senhora tentou abraçá-lo e ele pareceu saber sobre os poderes ilusório do pai. — Não pude contar a verdade pois ainda tenho que falar com ele sobre... o jogo.

—Você tentou abraçá-lo?

—Desculpe-me se eu me esqueci que ele era frágil.

—Também não acho que eu devia tê-lo dado tanto espaço livre. Isso só acabou fazendo ele se afastar ainda mais desse mundo. Não que eu conversar com ele fosse ajudar muito. — Eu disse sem me importar verdadeiramente com o bem estar dele.

—Não se preocupe, haverá outras chances. Álias, o que de ruim pode acontecer se nós não conserguirmos fazer ele confiar na gente rapidamente? Minha mãe está certa. O que de pior pode acontecer? Espera, ele pode cometer...

—Suícidio. — Um tipo sombrio dando a resposta do pior que pode acontecer. Nada diferente.

É realmente possivel ele chegar ao ponto de terminar a própria vida para parar de temê-la?

Não é preciso ser um gênio para perceber que esse é um mundo perigoso para mim.

As palavras do que ele falou no hospital mostraram que as chances dele cometer suícidio são maiores que nós imaginavamos.

—Vou falar com ele. Não posso deixá-lo sozinho e esperar ele se matar. — Eu disse determinado, mas não para melhorar a auto-estima dele.

—Boa sorte. — Disse meu pai enquanto minha mãe só concordou balançando a cabeça.

Está na hora de interrogar o... humano e fazê-lo falar sobre o mundo dele e tudo que ele sabe sobre o meu.

Notas finais
Amanhã a minha vida acabará.