Vida e Morte
1 Capítulo 1 - O inicio
Notas iniciais
Estamos no começo do ano de 2011 e Mayra está começando em uma nova escola. Está no primeiro colegial em uma escola onde só têm desconhecidos, pois seus melhores amigos do ano passado estão em uma escola totalmente diferente da qual ela, apenas ela conseguiu entrar. Mayra conseguiu uma bolsa de 100% em uma das escolas mais desejadas da cidade de Santa Maria. Fez o teste e passou em primeiro lugar. É o orgulho da família.
Santa Maria é uma cidade do interior de são Paulo que tem um charme das casas que parecem muitos as casas da Europa. Santa Maria é a cidade no qual não tem muitos problemas. Há seus casos de assassinatos e furtos, mas nenhuma cidade é perfeita! Mas santa Maria em comparação a outros lugares é certamente o paraíso.
Era cinco e meia da madrugada e Mayra por sua vez obrigatoriamente ela levantaria ou chegaria atrasada em seu primeiro dia de aula. Estava um dia frio e chuvoso. Mayra não tinha dinheiro para ir de ônibus, então sua única opção seria ir a pé. Naquela chuva. E naquele frio. “bom jeito de começar o ano” ela pensa consigo. Seria apenas meia hora de sua casa para o centro então ela foi corajosamente para a escola, certa de que iria encontrar pessoas nas quais iriam se identificar. Errado!
Após ela chegar até a escola, todos que estavam lá a encararam. Mayra era tímida e então abaixou a cabeça. A porta se abriu e lá foi ela entrar na tal escola. Era realmente linda. Havia um bosque com uma fonte e arvores cobrindo onde havia os bancos da pracinha com pequeno jardim. Havia também duas quadras. Uma coberta e outra descoberta, e perto da coberta havia um campo onde os alunos poderiam jogar vôlei. Vasos, pinturas e vasos pequenos de flores tinham em muitos cantos da escola. Câmeras de segurança tinham logo na entrada e no portão principal um segurança alto e forte. Aquela escola era o paraíso! O piso era de madeira por toda parte e como havia uma parte da escola sem cobertura e aquele dia estava chovendo, para se escorregar e cair numa poça de água não demoraria muito pra acontecer...
Mayra deu apenas dois passos e se eu all star já escorregou fazendo-a cair de costas naquele piso molhado, gelado e sujo. Mayra ficou deitada com os olhos fechados ouvindo as gargalhadas e deboches dos alunos da escola. Os pingos de chuva que caiam em seu rosto faziam com que ele ficasse frio, mesmo que seu rosto por natureza produzia calor em seu rosto. Por vergonha. As gargalhadas que antes eram ouvidas, agora estão ficando distantes, seus movimentos estão ficando incontroláveis. Sim, ela estava perdendo a consciência.
Aquilo foi muito vergonhoso pra ela. Logo em seu primeiro dia isso já aconteceu? Que coisa terrível...
- não se levante ainda querida... Descanse um pouco... Você está com presença em sua sala.
- onde estou...? – ela pergunta com a voz rouca e sem abrir os olhos – o que aconteceu comigo?
- está no ambulatório da escola querida... Você ficou muito nervosa e acabou desmaiando...
- quando posso ir?
- melhor sair daqui após o segundo sinal...
- está bem...
O silencio cresce dentro do ambulatório da escola. Mayra olha pro outro lado onde havia uma janela gigante e tão limpa que se conseguia ver com detalhes o céu acinzentado. Já não chovia mais. Apenas garoava. Uma garoa leve e finíssima quase imperceptível as pequenas gotículas no vidro. Tudo o que aconteceu com ela, faz a lembrar dos anos passados no qual sofreu de bullying em sua escola antiga. Os alunos chutaram-na e um deles quebrou seu braço. Mayra sentia-se incapaz. Incapaz de lutar contra os outros. Ela era especial, mas usar sua raridade para defender-se só iria piorar a situação. Pra ela seria melhor deixar quieto e fingir que nada aconteceu. Mas mesmo assim... Que dor aquilo causava em seu coração e que estrago fazia em seu ego que desde a primeira série do ensino fundamental, foi lhe tirado com brincadeiras maldosas e palavras que seriam melhor nunca serem ditas.
O segundo sinal foi dado e Mayra levantou-se. Agradeceu a enfermeira, pegou uma ficha indicando que ela estava no ambulatório e sua velha e inseparável bolsa dada por sua mãe dias antes de morrer atropelada violentamente por seu pai que estava nada conformado com a separação. Ela agora mora com os tios. Eles cuidam-na, mas não é igual. Subindo as escadas de mármore cor branco, foi acalmando seu coração que a cada degrau que ela subia disparava. Chegando a sua sala no qual estava escrito na ficha, segundo andar 1° l entrou na sala corajosamente e falou baixo:
- com licença...
- quem é você sua cadela? – diz uma professora já senhora de idade com cabelos brancos e espetados, muito similar a um moicano – é a aluna que se esborrachou no chão?
- sim...
- oh! Bem vinda à sala então! Seu lugar é... Ah, senta em qualquer lugar ai...
- Está bem...
Ela senta na fileira do meio no qual havia uma mesa vagando. Até mesmo as mesas eram diferentes! O suporte era de madeira com de cereja com uma lamina grossa de vidro que parecia sem inquebrável. Havia também gavetas com puxadores de metal dourado e cadeiras no qual era toda forrada confortável para sentar. Havia até mesmo uma espécie de lugarzinho que tem uma portinha que você pode guardar a bolsa e colocar os pés. Os cantos dos tetos eram de gesso trabalhado com as paredes pintadas em um tom de azul claríssimo combinando com o piso de madeira em um tom de branco. Nossa! Tudo lá é incrível! A aula passou-se e veio um espaço entre aulas, um espaço de mais ou menos vinte ou quinze minutos.
- ei... Não gosta de comunicar-se não? – diz uma voz masculina
- ah é que eu sou muito tímida e... Não consigo falar muito bem com as pessoas – diz Mayra sem nem olhar pra ele.
- bem... Meu nome é Alex... – ele diz levantando o queixo de Mayra fazendo com que ela olhe pra ele – e o seu?
- Aryam...
- Aryam?! Você é do Paquistão?
- hã? Ah... Não, meu e nome é Mayra.
- ah sim... Tem um olho tão bonito... Um olho azul cor do mar... Mar limpo... Nunca vi igual...
- obrigada...
Os olhos de Mayra brilharam e seu coração batia mais forte dizendo: é ele o homem de sua vida! Sua cabeça já imagina os dois juntos. Sua mente já tinha tudo planejado se não fosse por um fato...
Uma menina que aparentava ter a mesma idade que Mayra, alta de cabelos pretos curtos do tamanho até o pescoço dona de um corpo escultural e de olhos castanhos marcantes aparece abraçando-o por trás chamou-o de amor e logo que Alex soube pela voz quem era a pessoa, virou-se e deu um selinho na bela adolescente que havia acabado seus planos antes mesmo que a estudante de sentimentos feridos pudesse fazer algo. A estudante ficou sem reação e sem até mesmo palavras. Alex tem uma namorada... E seus planos foram em vão.
- merda... – balbuciou Mayra voltando a sentar-se normalmente de cabeça baixa em sua mesa. Ela preferiria ver um jogo de xadrez na televisão ao presenciar a cena que o homem que notou que seus olhos eram azuis e não a pré-julgou beijou uma menina que NÃO era ela.
O Tempo de pequeno intervalo entre aulas acabou e chegou logo um professor sorridente com livros grossos de baixo do braço. Mas pra ela, naquele momento não faria a menor importância. “porcaria! Por que as pessoas amam?” pensa consigo tentando não expressar reação.
As aulas passaram-se e já era três e meia da tarde, hora gloriosa de ir pra casa. A escola nova poderia ser o paraíso, mas não há nada melhor do que ir pra casa e descansar o esqueleto em cima da cama barulhenta e velha que Mayra possuía desde os sete anos. Mayra chega a sua casa com as mãos nos bolsos. Não havia ninguém em casa. Sabe deus onde estavam seus tios naquela hora do dia... O melhor seria tomar um banho e comer algo. Ela tomou o banho, mas a comida... Então... Não havia comida feita o caso então seria...
- Cadê o macarrão instantâneo quando se precisa dele? – ela diz olhando na dispensa – qual é, tinha um mar de miojo aqui... Não vejo um agora! – ela quase entra no armário – SABIA QUE TINHA UM AQUI! HAHA! VEM CÁ MACARRÃO DE GALINHA!
Quando ela ia pegar o miojo de galinha, o alimento sai andando. Mayra arregala os olhos e coça-os logo depois não acreditando no que viu.
- ah pêra ai... ALIMENTOS NÃO ANDAM! – ela diz acompanhando com o olhar o trajeto do miojo fugitivo saindo do armário e andando pelo chão da cozinha – VOLTA AQUI! – ela diz tirando o chinelo e apontando pra comida com pernas. O miojo fugitivo parou – seja boazinha e volte pra cá! – ela aponta pra frente dela.
Após uns segundos de pensamento pela parte do miojo ele sai andando rapidamente. Mayra não pensa duas vezes, correu atrás do alimento com o chinelo na mão. Após percorrer a casa toda, Mayra consegue bloquear a passagem do macarrão instantaneamente fugitivo.
- DROGA! BARATAS SÃO NOJENTAS, CABEÇA DURAS E LADRAS! – ela diz tirando o miojo e batendo com o chinelo na barata – que aprenda a lição! – ela olha pro miojo – quer saber? Perdi a fome...
Notas finais
Beijos e até o próximo capitulo
Fale com o autor