Vida de colegial

11 Férias na casa de praia (Parte 2)


São seis horas da manhã, e aqui estou eu, sentada no sofá da sala. Não consegui continuar dormindo, por que não parava de sonhar com o Luke me beijando.... Caramba, o que eu faço? Tenho certeza de que quando eu o ver não vou conseguir agir normalmente, e vai todo mundo perceber... – Me levantei do sofá com a intenção de ir até a varanda, para respirar o ar fresco da manhã, quando comecei a sentir minha garganta fechar e ficar com falta de ar. –

E) – Que droga!... – Subi as escadas, entrei, silenciosamente, no quarto onde as meninas e eu estávamos, peguei meu remédio e tomei, logo depois voltei para a sala. –

E) – O que eu faço? O pessoal provavelmente não vai acordar agora... – Olhei para a varanda. –

Acho que vou andar um pouquinho pela praia. – Coloquei meu chinelo, e fui até a praia. –

E) – Hum... que ventinho bom! – Estava andando pela areia, quando uma moça passou por mim correndo. –

E) – Que disposição, para correr na praia de manhã... – Percebi que algo tinha caído do bolso dela e a chamei. Ela veio até mim. –

E) – Isso é seu, não é?

Xxx) – Ah, minha medalhinha! Muito obrigada por me devolver!

E) – De nada. – Sorri para ela. –

Xxx) – Você está aqui a passeio?

E) – Sim, vim com meus amigos.

Xxx) – Então, o que acha de ir com seus amigos ao festival das luzes, amanhã à noite?

E) – Festival?... – Ela me entregou um panfleto sobre o festival –

Xxx) – Tenho certeza de que vão gostar, ah, aqui pega mais esses! – Ela me deu mais panfletos. – Da onde ela tirou esses panfletos? Os bolsos do short nem são grandes...

Xxx) – Esses panfletos te dão desconto, com seja lá o que você comprar!

E) – Puxa! Obrigada! Posso mesmo ficar com eles?

Xxx) – Claro! É um agradecimento por me devolver minha medalhinha, e eu tenho mais panfleto!

E) – Imagino... – Ela se despediu de mim e seguiu correndo pela praia, e eu decidi voltar para a casa de praia, e assim que entrei dei de cara com a Mei. –

Mi) – Bom dia! Onde você foi?

E) – Bom dia! Eu só fui andar um pouquinho pela praia.

Mi) – Entendi.

E) – Você acordou cedo...

Mi) – Posso dizer o mesmo sobre você! Por acordou tão cedo? – Como só tínhamos a Mei e eu acordadas, decidi contar a ela o motivo de eu ter acordado cedo. – Nos sentamos no sofá e botei tudo para fora. –

Mi) – Uou! E agora? O que você vai fazer? Por que ele gosta de você.

E) – O-o que? Não...

Mi) – Emi, qual é, ele gosta sim! O que vai dizer para ele?

E) – Dizer o que? Ele não me perguntou nada...

Mi) – Mas você pode falar algo! Você gosta dele, não é? – Desviei o olhar um pouco –

Mi) – Não é??? – Ela botou as mãos no meu ombro –

E) – Mesmo que eu goste, tem aquele problema... e alguns outros, não imagino que depois dele ver como eu fico quando estou daquele jeito, ele queira ficar perto de mim... eu estaria sempre o deixando preocupado... e até magoando ele...

Mi) – Se ele gostar mesmo, vai ficar com você!

E) – Mei, sabe uma coisa que percebi? – Ela olhou fixamente para mim –

E) – Ninguém gosta de se machucar, de sofrer.... Ao mesmo tempo que quero ficar com ele, não quero, por que posso machuca-lo com os meus defeitos, deixa-lo triste.... É muito difícil encontrar alguém que mesmo se machucando, ainda queira estar com essa pessoa.

Mi) – E o que você pretende fazer? Continuar esperando, até conseguir acabar com seus defeitos, para então ficar com alguém? Para então ficar com as pessoas que gosta? Isso é meio difícil, por que somos humanos e temos vários defeitos, é impossível acabar com todos de uma vez... – Olhei para ela –

Mi) – O mais importante é que você não desista de tentar corrigi-los, fora que as pessoas que gostam de você vão tentar te ajudar de todas as formas! Quando estamos com alguém que gostamos, tudo vale a pena. – Eu a abracei –

E) – Obrigada, por me ouvir...

Mi) – Pensa no que eu te disse, tá? – Fiz sinal de sim com a cabeça – Ficamos mais um tempo conversando, até que o pessoal começou a acordar. Um pouco antes de todos descerem, a Mei e eu fizemos o café da manhã.

K, M, A) – Bom dia!

E, Mi) – Bom dia!

H) – Caramba, já fizeram o café da manhã?! Parece que está bom! – O senhor Hashimoto e o Takeshi-kun chegaram logo depois do Yoshida-kun e se sentaram na mesa. –

Mi) – Ótimo! Agora só falta o Luke!

L) – Já estou aqui!

Mi) – Certo, vamos comer! – O Luke olhou para mim. –

L) – Bom dia! – Eu olhei para ele e sorri –

E) – Bom dia! – Todos tomamos café da manhã, logo depois os meninos se dividiram e lavaram a louça, enquanto nós e o senhor Hashimoto fomos arrumar os quartos. Depois de tudo estar nos seus devidos lugares, fomos colocar as roupas de praia.

...JÁ NA PRAIA...

K) – O mar está lindo!

M) – E não é só a paisagem que está bonita!

E, Mi) – Eita!! HAHAHA

A) — Legal, já acabaram de apreciar a paisagem?

Mi) – Acho que não, vamos apreciar mais um pouco. – A Mei deu língua para ele –

T) – Tá legal, vamos apreciar esse mar! – O Akira-kun, o Yoshida-kun e o Luke concordaram, os quatro tiraram a camisa e foram andando até o mar. –

K) – Que bela visão! – PENSAMENTO DA KYOKO: Senhor mar, será que você não me ajudaria a ser salva pela aquela bela criatura chamada Hayato? –

M) – Kyoko, para de babar e volta para a realidade!

E) – Hahaha – Olhei para a Mei, ela estava olhando para o Akira-kun. Cheguei perto dela. –

E) – Não baba não.

Mi) – Q-quê?! Quem está babando aqui?! Não inventa coisa! – Eu ri –

M) – Vamos dar o troco neles, para eles pararem de achar que são a beleza da praia!

Mi, K) HAHAHA, ok! – As meninas começaram a tirar a roupa –

K) – Não vai tirar a roupa, Emi?

E) – Depois eu tiro!

Mi) – Ah não vai não! Se eu tirar agora, você também tira! – A Mei me puxou para perto dela e tirou minha blusa. –

Mi) – Pode tirando o resto!

E) – Ok. Vão na frente que eu já vou indo! – As meninas foram e eu fiquei. –

(....)

Mi, M, K) – Meninos, querem jogar recorde?! – Eles olharam para elas, parecem ter ficado impressionados. –

H) – U-ué, por que não? Né gente? – Ele olhou para o Akira e para o Takeshi, nenhum dos dois responderam, apenas fizeram sinal de sim com a cabeça. Eles começaram a jogar, até que alguns minutos depois o Luke entrou no jogo. –

(...)

E) – G-gente, posso entrar no jogo? – Eles pararam o jogo e olharam para mim –

Mi, K, M) – Nossa! Esse biquíni ficou ótimo em você!

E) – Obrigada! – Olhei para o restante do pessoal – Vamos jogar?!

T) – Claro! Viu Luke, é assim que uma boneca se transforma em um avião! – De repente o Luke lançou a bola, e acertou bem na cara do Takeshi-kun. –

L) – Ah, foi mal, o que você estava dizendo?

T) – Nada demais... – (disse baixinho) – Você podia ser menos agressivo – Continuamos o jogo, foi bem divertido, o Luke acertou o Takeshi-kun mais algumas vezes e ele retribuiu, o Akira-kun não parava de olhar para a Mei e quando ela percebia desviava o olhar, no final ficamos todos entupidos de areia e saímos correndo em direção ao mar para nos limparmos.

E) – A água está muito boa! – A Mei começou a tacar água em mim, nós rimos – Todos nós fizemos uma minicompetição de nado e mergulhamos bastante. Depois de algum tempo decidimos sair da água, para descaçar um pouquinho.

M) – Vem Kyoko!

K) – Ok, já estou indo! – Ela estava andando, quando de repente sentiu seu pé ficar preso em algo. –

k) – Ai caramba, o que é isso?

M) – Por que está demorando?!

K) – Meu pé ficou preso em algo!

M) – O que?! – Elas estavam distantes uma da outra –

K) – Meu pé! Mari meu pé ficou preso! – A Kyoko começou a sentir que estava afundando na areia, e começou a ficar preocupada. –

K) – Caramba, o que eu faço?!

H) – Deixa que eu te ajudo! – O Yoshida-kun apareceu do nada, mergulhou, desprendeu o pé da Kyoko e voltou pegando-a no colo. –

K) – Ca-caramba! – Ela estava sem graça –

H) – Vamos voltar! – Ele sorriu para ela – Já estávamos todos na barraca, quando a Kyoko chegou com o Yoshida-kun, no colo dele.

T) – Que lindos, já estão até casados! – O Yoshida-kun e a Kyoko ficaram vermelhos igual tomate. –

H, K) – NÃO É NADA DISSO! – Nós começamos a rir deles, logo depois lanchamos. –

M) – Luke, onde está o senhor Hashimoto?

L) – Meu avô foi até a cidade dar uma volta, ele disse que não queria atrapalhar nossa diversão.

T) – Além disso as lojas de utensílios de cozinha estão com desconto hoje, e como ele adora cozinhar nunca que perderia essa chance.

M) – Entendi.

E) – Falando em dar uma volta, hoje de manhã eu vim andar um pouquinho pela praia e descobri que terá um festival amanhã à noite.

T) – Ah sim, é o festival das luzes, esse festival acontece todo ano, tem muita comida boa!

Mi) – Parece bom.

E) – O que acham de irmos? Eu até consegui uns panfletos que dão desconto!

H) – A ideia já é boa, principalmente pela parte da comida, e ainda tem desconto! Eu quero ir!

K, M) – Eu também!

L) – Tem um bom tempo que não vou, quero ir também.

A) – Parece ser uma boa.

T) – Já que todos estão de acordo, amanhã à noite estaremos no festival das luzes!

Depois de lancharmos, descaçamos um pouco na areia, até que umas moças apareceram na nossa barraca perguntando se não gostaríamos de participar de uma brincadeira que estava acontecendo perto da praia, como não tínhamos mais o que fazer aceitamos, colocamos nossas roupas por cima da roupa de praia e fomos. A brincadeira era uma competição para caçar bandeiras, nos dividiríamos em grupos e o grupo que ganhasse ganharia picolés com cobertura.

Moça) – Muito bem, no grupo roxo estão a Emi, Luke, Yoshida e Kyoko, certo?

E, L, H, K) – Isso!

Moça) – E no grupo azul estão o Takeshi, Akira, Mei e Mari, correto?

Mi, A, T, M) – Correto!

Moça) – As bandeiras estão espalhadas pela praça e pelos quiosques da praia, o grupo que pegar todas as 8 bandeiras ganha. VALENDO!

Nos separamos, no meu grupo Luke e eu fomos procurar pela praça e a Kyoko e o Yoshida-kun ficaram procurando nos quiosques. No grupo da Mei, ela e o Takeshi-kun ficaram encarregados de procurar na praça e a Mari e o Akira-kun ficaram procurando pela praia, nos quiosques. Meu grupo já havia encontrado 4 bandeiras e parece que o grupo da Mei estava na mesma situação. Depois de um tempo o céu começou a ficar cinza e se encheu de nuvens, mas nenhum de nós desistimos.

E) – Parece que o tempo está ficando ruim... – Olhei para cima –

L) – Quer desistir?

E) – Não! Quero ganhar meu picolé! – Ele riu e continuamos a procurar –

L) – Emi, olha ali dentro. – Ele apontou para um lugar, que parecia uma pequena cúpula de vidro –

E) – Tem uma bandeira lá! Vamos! – Entramos na cúpula, pegamos a bandeira que estava amarrada em um banquinho, e quando estávamos prestes a sair dali uma chuva muito forte começou a cair, decidimos ficar na cúpula até a chuva parar.

ENQUANTO ISSO...

Mi) – Parece que vai demorar um pouco para essa chuva parar...

T) – Pelo menos estamos protegidos, vamos ficar aqui debaixo da marquise até o tempo melhorar, depois encontramos com o pessoal.

Mi) – Ok!

EM UM QUIOSQUE NÃO MUITO DISTANTE...

K) – Pelo menos não estamos debaixo de chuva, né? – Ela olhou para o Yoshida-kun –

H) – Sim! Mas será que o Akira e a Mari-san estão bem? Eles foram para bem longe...

K) – Pois é...

UNS 4 QUIOSQUES NA FRENTE...

M) – O senhor que toma conta desse lugar foi bem legal em nos deixar ficar aqui dentro, né?

A) – Com certeza! Vamos dar um tempo aqui. – A Mari fez sinal de sim com a cabeça –

VOLTANDO PARA A PEQUENA CÚPULA...

E) – Apesar de ter parado nossa brincadeira, eu gosto quando chove, ainda mais quando estou rodeada de almofadas e mantas para me esquentar! – O Luke sorriu e fez sinal de sim com a cabeça concordando comigo. –

Ficamos um bom tempo esperando a chuva dar um sinal de que iria parar, e nada. Pensei em puxar algum assunto para não ficar tão chata a situação, mas quando olhei para o Luke ele não parecia estar com uma boa expressão.

E) – Está tudo bem? – Nos sentamos no banquinho –

L) – Mais ou menos.

E) – Percebi que você parecia estar em outro lugar...

L) – É que tem uma coisa que eu queria te dizer.

E) – Tudo bem, pode falar. – Ele olhou para mim, estava sério –

L) – Você se lembra daquele dia que você não foi para a escola por que tinha pego um resfriado, e depois, de tarde eu e Mei fomos te visitar?

E) – Lembro, por que?

L) – Nesse dia eu ouvi você e Mei conversando, sobre você ter ataques de ansiedade...

E) – Você ouviu nossa conversa...? – Fiquei preocupada –

L) – Não foi de propósito, e eu também não ouvi tudo, só escutei essa parte... – Olhei para baixo –

E) – Entendi... uma hora você ia descobrir...

L) – Eu queria te ajudar, mas não sabia se podia tocar nesse assunto... por que isso acontece com você? – Respirei fundo –

E) – Tem várias coisas envolvidas, vou tentar simplificar, ok?

L) – Ok.

E) – Quando eu estava no fundamental, tinha duas amigas que eu gostava muito, meus dias na escola eram bem legais. Certo dia, fazendo alguns exames, descobri que estava com um problema na coluna e tive que começar a fazer um tratamento ortopédico, no qual eu tinha que usar um colete. Quando cheguei na escola, com o colete, senti tudo que é olhar para cima de mim, percebi que as pessoas estavam rindo, fazendo piadinha, mas em um primeiro momento as minhas amigas me ajudaram e eu consegui ficar tranquila.

L) – Hum... – Eu olhei para ele, parecia estar prestando muita atenção no que eu dizia –

E) – Com o apoio delas imaginei que as coisas fossem melhoras aos poucos, mas não foi bem assim. Um dia, em um festival que minha turma foi, ocorreu um problema entre duas meninas, que eram de certa forma próximas dessas minhas amigas, e eu quis ajudar então fui falar com uma delas, eu troquei algumas palavras com ela, mas acho que fui mal interpretada.

E) – Alias acho que essa não foi a primeira vez em que fui mal interpretada e por conta disso tive algum problema...

E) – Quando cheguei na escola, no outro dia, percebi que minhas amigas começaram a me evitar, quando eu tentava falar com elas, elas fingiam que eu não estava ali, aliás percebi que várias outras pessoas estavam fazendo o mesmo. Mandei uma mensagem perguntando se eu tinha feito algo de ruim, elas apenas responderam que não queriam ficar perto de alguém tão deprimente, disseram que eu estava esquisita e que só voltariam a falar comigo quando eu voltasse a ser como era antes... – Me segurei para não chorar, mas não adiantou... –

E) – Várias perguntas começaram a surgir. Eu... Eu não conseguia entender, será que elas não perceberam que eu pudesse estar agindo diferente por conta desse problema de saúde? Será que o que eu disse aquela menina foi algo tão ruim assim? Eu devia mesmo ter tentado ajuda-la? – Comecei a chorar —

E) – F-foi aí... que esse problema com ansiedade começou... eu... eu vivia trancada no quarto... e minha mãe e minha irmã não sabiam o que fazer... e.… e..... – De repente o Luke me abraçou, me abraçou muito forte, e eu só conseguia chorar –

E) – Eu sentia que estava fazendo tudo errado.... Por que se não fosse assim não teria motivo para uma turma inteira me ignorar.

L) – Emi...

E) – Eu sou uma pessoa muito horrível, não sou?

L) – Eu não acho que você seja...

E) – Às vezes eu só queria que alguém me dissesse o que é certo a se fazer, assim, eu não machucaria os outros com meus defeitos...

Luke continuou a me abraçar, até um momento em que parei de chorar e então nos afastamos. A chuva parou, decidimos parar de jogar e voltar para a casa de praia. Quando chegamos na casa de praia encontramos o Yoshida-kun e a Kyoko, eles nos disseram que já haviam conversado com o pessoal que havia organizado a brincadeira, avisaram que iriamos parar de jogar.

... ENQUANTO ISSO PROXIMO AOS QUIOSQUES...

M) – Conseguiu falar com o pessoal?

A) – Sim. Luke me disse que ele e a Emi já voltaram para a casa de praia e que a Kyoko-san e o Hayato já estão lá também.

M) – Isso significa que só falta nós, a Mei e o Takeshi-kun?

A) – Já avisei a eles que estamos aqui esperando, para voltarmos para a casa de praia.

M) – Entendi. – Ela olhou para o Akira-kun –

M) – Posso te dizer uma coisa?

A) – Sim, claro. – Nesse momento a Mei e o takeshi-kun estavam chegando na lateral do quiosque e acabaram ouvindo a conversa –

M) – Então, eu gosto de você, ou pelo menos gostava, mas acho que você já tinha percebido, não é?

A) – Sim, mas eu também já tinha percebido que você tinha desistido, então por que dizer isso agora?

M) – Não sei direito, acho que eu precisava dizer, para depois não me arrepender de nem ao menos ter dito algo.

A) – Entendi...

NA LATERAL DO QUIOSQUE...

T) – Uou, ela disse mesmo já não sentindo o mesmo de antes, que corajosa!

Mi) – Nunca tinha visto alguém se declarar...

T) – Você devia fazer o mesmo.

Mi) – O-o que tá maluco?! Nem tenho para quem me declarar!

T) – Será mesmo? – De repente o Akira-kun e a Mari aparecem –

A) – Que legal ver duas vizinhas fofocando e se divertindo.

T, Mi) – Não estávamos fofocando!

Mi) – Apenas aconteceu de estarmos no lugar errado na hora errada!

A) — Sei...

Mi) – Me desculpa Mari, nós ouvimos a conversa...

M) – N-não tem problema...

Mi) – Suas bochechas não dizem o mesmo.

Eles estavam se preparando para voltar para a casa de praia quando o dono do quiosque pediu que eles o ajudassem a guardar alguns objetos do quiosque no armário, eles o ajudaram como um agradecimento. Quando estava faltando guardar apenas algumas toalhas e um ventilador de chão o Akira-kun pediu ajuda para a Mei.

Mi) – Só está faltando esse ventilador?

A) — Sim, segura a porta para mim?

Mi) – Claro. – Ela segurou a porta, o Akira-kun entrou e logo em seguida ela entrou –

Mi) – Colocou o ventilador no lugar?

A) — Sim.

Mi) – Então me ajuda a colocar essas toalhas ali em cima?

A) — Tudo bem. – De repente um vento forte passou e bateu a porta do armário, trancando os dois. –

Mi) – ESSA NÃO! – O Akira-kun começou a bater na porta –

A) — TAKESHI!! VOCE ESTA AÍ? OIII?!?!

Mi) – MARI!!! ALGUEM AJUDA A GENTE!! – A Mari ouviu –

M) – Mei?! O que aconteceu?!

Mi) – A porta trancou!

A) — Chama alguém para nos ajudar!

M) – Está bem, já, já volto com ajuda! – Ela saiu correndo –

(...)

A) — Acho que não tem jeito, vamos ter que esperar...

Mi) – Pois é. – Alguns minutos se passaram –

A) — Aqui é bem quente, estou suando.

Mi) – Fora que é bem apertado... – Mais alguns minutos se passaram –

Mi) – Caramba estão demorando! Já estou encharcada de suor! –

A) — Por que você não tira a roupa então?

Mi) – TÁ MALUCO?! SEU TARADO!

A) — Não é nada disso! Você não está com o biquíni por baixo? Se ficar só com o biquíni o calor vai diminuir e você não vai ficar desidratada!

Mi) – M-muito suspeito você...

A) — Fala sério Mei, acha que tenho cara de tarado? Eu nunca faria isso com segundas intenções, só quero te ajudar... fora que eu também já não estou aguentando mais, vou tirar minha camisa.

Mi) – Tá, tá legal... – Os dois tiraram as blusas –

Mi) – Estou meio sem graça...

A) — Pronto, eu fecho meus olhos. – Ele colocou as mãos nos olhos tapando-os –

(...)

Mi) – Obrigada, você está sendo bem legal...

A) — Você não tem que me agradecer. – De repente o Akira-kun se aproximou da Mei, seu corpo ficou bem próximo ao dela –

Mi) – Ei! O que você está fazendo?!

A) — Mei, fica parada.

Mi) – P-por que?

A) — Tem uma aranha na sua cabeça.

Mi) – O-oque?!?!

A) — Fica quieta!

Mi) – Ta! – O Akira-kun se aproximou mais ainda dela, ele estava quase conseguindo tirar a aranha, quando o Takeshi-kun conseguiu abrir a porta –

T) – Gente, vocês estão bem?! – A Mei e o Akira-kun olharam para o Takeshi-kun surpresos –

T) – Se vocês quiserem eu fecho a porta de novo...

M) – A gente p-pode voltar outra hora...

Mi, A) – NÃO É NADA DISSO QUE VOCES ESTÃO PENSANDO! – Os dois estavam muito vermelhos –

A Mei e o Akira-kun pediram para que o Takeshi-kun e a Mari não falassem nada para o pessoal, logo depois os quatro voltaram para a casa de praia e ninguém tocou no assunto. Foi um dia cheio, todos só pensavam em descansar e foi o que aconteceu.