Vida com Dragões
4 Viveiro de Dragões
Notas iniciais
Uma rara oportunidade que não seria desperdiçada! Soluço e Astrid estavam livres de suas funções o dia todo. Era seu aniversário de 1 ano de casamento e, nesta data, Valka e Bocão decidiram assumir tudo no arquipélago de Berk e deixar os dois se divertirem sem preocupações.
O casal não esperou nem o sol nascer para sair e voar com Tempestade e Banguela. Ambos combinaram de buscar um lugar novo para explorar durante o voo e de passar em uma ilha muito importante: a ilha onde tinham o Domínio do Dragão quando jovens e onde deram seu primeiro beijo como namorados (série).
Soluço e Astrid se divertiram no voo e deixaram os dragões a vontade ao aterrissarem no antigo Domínio do Dragão. Banguela e Tempestade brincavam muito juntos enquanto o casal aproveitava seu piquenique e namorava nas praias do Domínio. Depois de comer, era hora de ter emoção! Os dois subiram nos dragões e seguiram sem rumo aparente pelo céu e o mar.
Banguela e Tempestade eram extremamente rápidos e adoravam realizar as mais diversas manobras aéreas – rodopios, mergulhos na água e velozes subidas e decidas. Quando finalmente pararam, os dragões precisavam descansar e eles também.
A ilha onde haviam pousado era grande, repleta por uma extensa floresta, tinha a encosta desenhada por algumas pequenas praias de areia branca e, bem no centro da ilha, estava um pico de onde descia uma incrível cachoeira formando um lago em sua base.
Era uma ilha nova e que ainda não haviam explorado! Muito animado, Soluço já puxava seu mapa e se preparava para registrar a ilha. Enquanto se distraiam, os dragões saíram para passear pelo ambiente.
— Astrid, que nome daremos? – lá ia ele de novo. Ele e Banguela já haviam batizado ilhas de todos os nomes estranhos possíveis (principalmente a Sovaco Cosquento *filme 2*).
— Eu não sei. Não consigo imaginar um nome legal. – ela ficava pensando em algum nome bom, mas nada vinha. – Vamos explorar a ilha que eu vou pensar em algo. – ela sugeriu e ambos assim foram.
Gritando pelos dragões, apenas Tempestade apareceu. Soluço imitava o chamado do Fúria da Noite na esperança que Banguela viesse, mas nada mudou. Desesperado achando que seu amigo estava com problemas, ele e Astrid montaram Tempestade e foram as presas procurá-lo.
Tempestade era uma excelente rastreadora. Seu olfato, visão e audição eram muito bem empregados nestas ocasiões – assim, ela achou a pista de Banguela facilmente. O cheiro do dragão desaparecia na grande e cristalina cachoeira da ilha. Tempestade parecia receosa em passar, mas acabou cedendo com a confiança de Astrid.
— Olha que lugar incrível! – passando a queda da cachoeira, Soluço e Astrid viram uma grande caverna iluminada pelo reflexo da luz na água.
— É mesmo! Parece o céu brilhando com estrelas. – Astrid estava maravilhada! Dos inúmeros locais que visitaram, aquele era, sem dúvida, um dos mais belos.
Repentinamente ruídos ecoaram pela caverna e Tempestade ficou em guarda a frente do casal. Não sendo novidade para ambos que era o som de dragões selvagens e já tendo mais experiência na área que o necessário, decidiram avançar pela caverna e ver onde ela os levaria. Chegando no final, a grande e espetacular surpresa os esperava.
Um paraíso dentro da ilha! Escuro como o céu noturno, iluminado pelos dragões Lagartas de Fogo (dragões pequenos com peles em chamas – série), brilhando no mais variado leque de cores de rochas, dragões e plantas, rico em quedas de água e com vales verdejantes desenhados por pilares de pedra, o ambiente era estonteante!
Para explorar tal local, o casal alçou voo em Tempestade. Haviam muitos ninhos de dragão ali e algumas espécies pareciam novas também. Soluço tinha certeza que Perna de Peixe e Valka amariam aquilo tanto quanto ele e Astrid estavam amando.
Enquanto voavam, escutaram o chamado do Fúria da Noite ecoar no ar e foram imediatamente atrás. Descendo em uma das planícies internas do ambiente, uma nova surpresa os aguardava!
Banguela estava admirando um outro Fúria da Noite. Um belo dragão branco e brilhante com lindos olhos azuis. Parecia um dragão fêmea da mesma espécie de Banguela e os dois se aproximaram para se conhecer. Quase sem nenhuma distância entre os dragões, a fêmea se assustou com o casal e saiu voando embora. Mesmo ela sendo um dragão bem chamativo, ninguém conseguia vê-la mais no céu.
Banguela encarou os vikings com decepção e chateado. Seus sons e gestos indicavam claramente para Soluço que ele queria ir atrás do dragão fêmea.
— Vamos lá, amigão! Vem, Astrid. – Soluço mal foi capaz de esperar a companheira. Já estava montado em Banguela e em voo quando ela conseguiu segui-lo.
— Espera, Soluço! Fica calmo! – ela ria do comportamento dele. Sabia do profundo desejo de Soluço em encontrar a família de dragões a qual Banguela pertencia e poder aprender tudo que podia sobre os Fúrias da Noite. Naquele momento, ela apenas via o grande treinador de dragões como uma criança prestes a abrir seu presente de aniversário.
Os dois voaram por muito tempo, mas não conseguiram encontrar o dragão novamente. Ela havia se escondido muito bem e não parecia ter pretensão de se mostrar enquanto estavam ali. Soluço reparou no quanto Banguela ficou chateado com tudo.
— Fique calmo amigão. Ela deve ter se assustado apenas. – ele acariciava o dragão – Vamos voltar para Berk hoje e depois viremos aqui novamente para que vocês possam se conhecer com mais calma.
Sem muitas alternativas, Banguela concordou com Soluço e ambos foram embora juntos de Astrid e Tempestade. Enquanto saiam, sem ser notada, a Fúria da Noite branca aparecia de cima de uma árvore e observava o Fúria da Noite preto ir embora com curiosidade. Era um dragão montado por um humano? Era uma cena bastante incomum e curiosa, que a fez inclinar a cabeça levemente e grunhir.
Voando de volta para Berk, Astrid chamou Soluço.
— Eu pensei no nome perfeito para ilha. – ela o ‘cutucou’ primeiro já que estava distraído – Ilha Esconderijo da Cachoeira. O que achou?
— Que o soco doeu. – ele esfregava o braço acertado enquanto Astrid o encarava brava com uma sobrancelha arqueada – Calma! Eu entendi. Achei o nome bem legal! Vou colocar assim que chegarmos em casa.
— Você não vai largar o Livro dos Dragões depois de hoje, não é? – Astrid já previa o que aconteceria.
— Você me conhece, certo? Achamos outro Fúria da Noite! E ainda por cima uma fêmea branca de olhos azuis! Junto de um mundo subterrâneo inteiro de dragões! E o Banguela parece querer conhecer melhor a dragão que vimos. Preciso muito voltar nessa ilha e acrescentar tudo ao Livro dos Dragões.
— O Perna de Peixe vai ficar insuportável também. Isso vai gerar o maior alvoroço na Ilha. – Astrid e Soluço riam juntos de suas teorias e expectativas sobre as reações que a notícia causaria.
Além de rir de sua imaginação e da imaginação de Soluço, Astrid ria da animação de Banguela. Muito contente e emocionado, o dragão acelerava, rodopiava, dava tiros pelos quais passava e chamuscava os cabelos e o rosto de Soluço e fazia loops que passavam pela água.
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