Vida Roubada

33 Capítulo 30


Notas iniciais
Capitulo dedicado a elispreta

Valew pela linda recomendação e pelo carinho de sempre *-*

UM MÊS DEPOIS...

Edward jamais se imaginou em sua situação como essa, com seu pai no banco do carona olhou para o enorme prédio a sua frente e suspirou, tudo parecia tão surreal e errado... Olhou para o homem que agora não demonstrava mais que feições de um ser derrotado e segurou uma das mãos que tanto lhe ninou e apertou.

- Pai eu ainda acho que...

- Não, por favor, não diga nada, já tomei minha decisão! – disse tirando sua mão do aperto de Edward e saindo do carro, parando logo atrás do porta-malas onde suas coisas estavam.

- Não acho certo... Pai ficar em uma casa de repouso? Por Deus, você tem filhos que podem ficar com você! – retrucou Edward.

- Isso é algo que concordamos! – disse Jasper ao se aproximar revelando sua presença. Quando chegou perto de seu pai lhe deu um abraço e olhou em seus olhos – Fique conosco! – pediu.

Carlisle sorriu.

- Do jeito que você está falando até parece que somos a família que um dia já fomos... – disse com dor e certa nostalgia.

- Então é isso? Está fazendo isso como forma de nos punir? – questionou Edward.

Carlisle balançou a cabeça negativamente enquanto lágrimas eram formadas em seus olhos.

- O amor é uma sementinha maligna que finca suas raízes em nossos corações e mentes sem que ao menos possamos notar, então quando percebemos sua presença, já é tarde demais... Arrancá-lo de dentro de nós é doloroso e deixam feridas que sempre estarão conosco, sangrando ou como cicatrizes que perpetuarão em nossas lembranças para todo o sempre...

Fechou os olhos e tudo o que conseguiu ver foi sua mulher sem vida em seus braços, quando sua Esme chegou ao hospital nada mais poderia ser feito, seu coração já havia parado de tal modo que levou tudo o que o prendia em terra firme para longe, com ela.

- Sua mãe é, foi e sempre será o amor da minha vida... Vocês já não são mais dois meninos, são dois homens que já viveram o suficiente para entenderem o que essas palavras querem dizer, assim como podem imaginar a dimensão de minha dor, com uma única diferença, pois ao contrario de vocês eu não posso fazer nada, absolutamente nada para que meu mundo gire novamente... Esme se foi, não tem como ela voltar... E sofrer por mim já dói demais ao ponto de me levar a loucura, não sei se agüentaria muito mais tempo compartilhando o sofrimento de vocês diariamente... Por mais que eu os ame, nesse momento não me sinto forte para lhes oferecer o meu ombro amigo... Muito menos atrapalhar o caminho que vocês devem seguir...

Jasper e Edward se olharam por alguns segundos e então afastaram o olhar, focaram no homem que estava em pedaços.

- Eu só quero respirar... Respirar... – disse Carlisle.

- Eu o amo pai! – disse Jasper o abraçando mais uma vez.

- Eu sei... – disse retribuindo o abraço – Lute por ela, não a deixe escapar! – sussurrou no ouvido de Jasper.

- Não deixarei, estou embargando amanhã logo cedo! – respondeu para o seu pai sentindo um nó se formando em sua garganta.

Carlisle o abraçou novamente e então se aproximou de Edward.

- Eu sinto muito não poder ficar, aquela casa é grande demais e você sozinho...

- Não se preocupe comigo, ficarei bem...

Carlisle assentiu e então emoldurou o rosto de seu filho e se aproximou, dando-lhe em beijo em sua bochecha – Estarei aqui caso precise de mim...

- Eu sei...

- Não deixe que uma segunda chance passe por sua porta, pode ser a ultima!

Edward assentiu.

- Amo você pai!

Os dois se abraçaram, então Edward abriu o porta-malas e entregou a mediana bagagem ao seu pai.

- Tem certeza de que não quer que entremos com você? – perguntou Jasper.

- Sim, não vamos tornar tudo mais difícil!

Os dois assentiram e passo a passo viram o pai rumo à casa de repouso para idosos. Não era uma casa qualquer, era simplesmente uma das melhores do país, mas depois de terem perdido a mãe e as ultimas semanas terem sido quase como pesadelos, não ter diariamente o homem que amavam de forma sublime tornava tudo ainda pior.

- Eu daria tudo para pelo menos mais uma noite como o que tínhamos, era tudo tão bom e fácil... Ficar ali deitado no quintal de casa, escutando o barulho do mar, olhando para o céu e admirando as estrelas, tentando encontrar constelações... – disse Jasper.

Edward encarou seu irmão e se surpreendeu com o olhar distante e perdido que se encontrava em sua face, era como se ele estivesse revivendo cada noite de um passado distante, não o culpava, desde que sua mãe faleceu desde que tiveram que enterrá-la, desde que tiveram que se controlar em sua própria dor pelo pai... Lembranças de Esme, de sua vida com ela, constantemente vinha e o dominava.

- Não adianta queremos, nada pode voltar a ser como antes, não quando certas coisas são rompidas ou perdidas... – comentou Edward, fazendo Jasper se virar para encará-lo e vê-lo caminhando rumo ao carro.

http://www.youtube.com/watch?v=GeO4cSjlCCc

- Edward! – Jasper o chamou antes que seu irmão desse mais um passo. Conseguiu que ele se virasse e o encarasse. – Acho que está passando do tempo, precisamos conversar!

Como resposta o advogado arqueou as sobrancelhas.

- Acredite, não temos nada a dizer um ao outro! – disse Edward arrancando um sorriso triste de Jasper.

- É só uma conversa, só cinco minutos de seu tempo...

- Talvez eu não tenha e muito menos queira dar um minuto do meu tempo que seja para você!

- Mesmo não sabendo de nada você ainda age como se fosse o dono da razão...

- Eu? Essa boa será que já se esqueceu do quão baixo e sujo você jogou? – disse Edward começando a se alterar – Sinceramente não tenho paciência para falsidade, ainda mais hoje!

- Não foi somente você que perdeu uma mãe, que vai ficar com seu pai longe de seu convívio. Por Deus Edward, não é só você que está sofrendo com tudo isso...

- Mas posso afirmar que nunca joguei sujo com meu irmão! – gritou Edward.

- Eu sei... Agora eu sei, mas antes eu não sabia... Não tinha como eu saber – disse Jasper sem alterar sua voz, fazendo com que Edward levasse as mãos até a cabeça e suspirasse. – Ao menos me deixe confessar meus erros, ao menos me deixe tentar fazer uma coisa certa, por favor Edward... Me deixe explicar, ou ao menos tentar.

- Não sei se vai adiantar de alguma coisa... – sussurrou em resposta.

- Talvez não adiante, talvez eu realmente tenha perdido um grande amigo no meio de tanta amargura, mas talvez, quem sabe você consiga me olhar nos olhos novamente algum dia... – suspirou – A gente merecesse essa conversa, por mim, por você,... Por Isabella, por nossos pais... Pela nossa filha!

Edward o olhou e simplesmente não conseguiu encontrar algo para dizer que pudesse fugir dessa conversa como fez da outra vez, usar Rebecca foi golpe baixo, entretanto ele tinha razão e o tempo para essa conversa estava passando. Respirou fundo, cruzou os braços e encostou-se em seu carro.

- Seus minutos começam a passar a partir de agora! – sussurrou.

Jasper assentiu e passou as mãos na face.

- Não sei por onde começar...

- Você insistiu tanto nessa conversa que cheguei a pensar que já tinha um discurso montado...

- Ironia não vai ajudar em nada! – retrucou Jasper.

- Não, mas a verdade sim... Pelo que sei, ou melhor, pelo que Peter me contou você acordou depois de meses na Inglaterra e nem ao menos se lembrava de quem era, estou certo?

Jasper o olhou assustado, mas assentiu – Sim, está certo... Passei alguns meses vivendo como Jonnathas, por ironia ou não, montei uma carpintaria e estava começando a ter clientes consideráveis... Até o dia em que Peter chegou e tudo veio à tona!

- Ele comentou algo, como também comentou que você iria se casar!

Jasper sorriu – Consigo imaginar do porque sua raiva, você está sabendo de muita coisa, embora não saiba de partes importantes, que somados ao total muda toda a história!

- Será? – questionou Edward.

- O que exatamente você pensa que sabe?

Edward sorriu – Eu não sei o que é voltar para a vida e encontrar tudo diferente de como deixou! Mas eu sei como fomos criados e imagino o quanto sua cabeça deu voltas ao imaginar Isabella grávida e você longe, fomos criados para sermos bons pais, homens que honram sua família... Imagino que não tenha sido fácil deixar sua noiva e sua nova vida para trás, mas imagino que tenha se sentido honrado...

- Apesar de tudo Carlisle deixou valores enraizados em nos! – completou Jasper.

- Sim, ele e nossa mãe!

Ficaram em silencio por alguns minutos e então Jasper se aproximou do irmão e também se encostou no carro ao lado de Edward.

- Eu amo Isabella, talvez isso nunca mude e nem quero que mude, só quero que saiba que ela não é o amor de minha vida, Alice é... – sorriu – Eu confundi tudo, tive medo de não poder ter espaço na vida de minha filha e de perder Isabella, a melhor amiga que pude encontrar... Mas a verdade é que nosso tempo passou, eu mudei, ela mudou... O carinho e admiração sempre vão existir, mas amar, aquele amor que muda sua vida e que faz com que viver tenha sentido, esse sentimento é todo voltado para minha Alice! É com ela que sonho, é com ela que quero acordar todas as manhãs e dormir todas as noites, é para ela que quero contar como foi meu dia... É com ela que quero compartilhar cada segundo da minha vida!... E eu sinto muito se por medo eu não consegui enxergar isso antes, se por inveja eu não conseguir agir corretamente e acabei destruindo a sua vida e de Isabella... Eu realmente sinto muito...

Os olhos de Jasper encheram de lágrimas, enquanto Edward tentava controlar o nó que se formava em sua garganta.

- Eu queria ser como você, forte, decidido, destemido... Mas sou um covarde, um medroso que não agiu como queria, mas como devia!

Edward sorriu triste. – De certa forma eu consigo entendê-lo... Tive medo também! – sorriu ao confessar sua fraqueza – Não sou tão forte como pensa que sou, sentia que de alguma forma algo nessa história de sua morte não estava conectado, que estava errado, então de repente a esperança deu lugar ao medo... Eu queria meu irmão de volta, queria mesmo, ainda mais depois de tudo o que aconteceu com Karen, os problemas com nosso pai e nosso afastamento, não queria que nossas últimas lembranças se resumissem em cartas deprimentes que você tinha me mandado em meio à loucura que estava vivendo... Mas também sua volta era o mesmo que perder minha filha, a mulher que amava... – suspirou – Eu deveria ter procurando-o, deveria de alguma maneira ter tentado resolver os nossos problemas antes que essa maldita avalanche caísse sofre nossas cabeças. – Olhou para o irmão – Mas eu não fiz nada, deixei tudo com Isabella e permaneci em um pedestal de bom pai e marido achando que tudo estava bem... Esqueci-me que também sou seu irmão... E dói saber disso, admitir isso, ainda mais porque não sei se algum dia a gente possa voltar a ser como éramos antes!

Jasper olhou fundo nos olhos do irmão.

- Já pensei nisso também, e confesso que me assustar pensar que tenho um irmão que não irá fazer parte de minha vida!

Edward fechou os olhos e conseguiu ver com nitidez dois meninos jurando estarem sempre juntos.

- Não temos como prever nada... Mas talvez seja melhor assim, pois tenho certeza de que com tudo o que vivemos qualquer relação que chegamos a ter será na base da honestidade!

- Honestidade... Acho que posso sobreviver com isso... – Suspirou – Posso começar desde de já? – perguntou para o seu irmão que arqueou as sobrancelhas demonstrando o quanto estava curioso – Isabella e Emmett, assim como nossos pais tanto insistiram que amanhã logo cedo estarei embargado para Inglaterra... Vou tentar de alguma maneira concertar a merda na qual eu mergulhei minha vida...

- Talvez você devesse ampliar essa ideologia para ela também... – comentou Edward fazendo seu irmão sorrir.

- Não se preocupe, serei honesto em cada palavra!

- Bom, então acho que talvez você tenha chance!

- Talvez... – sussurrou Jasper, então respirou fundo – Sei que pedir por isso seja besteira, mas ficaria mais tranqüilo se você me prometesse cuidar de Rebecca, e ficasse de olho em Isabella!

- Não precisa pedir... Nossa filha sempre terá toda minha atenção! – passou a língua pelos lábios – Porque necessito ficar de olho em Isabella? Algum motivo específico?

- Eu diria que talvez você pudesse fazer mais, como convencê-la a ir a um hospital, ou talvez larga aquele emprego!

- Hospital?

- Sim... Ela perdeu um bebê Edward, um filho seu!

- Estou sabendo... – disse com certo desconforto, esse assunto ainda o atordoava.

- Sinto que ela ainda não esta bem, talvez seja exagero com o trabalho dela e mais Rebecca, mas ela anda se queixando de dores de cabeça e dores nas costas e não consigo parar de pensar que talvez seja algo ligado a perda do bebê...

De repente um medo passou pela espinha de Edward. – Vou ver o que posso fazer!

Os dois ficaram em silencio, um silencio desconfortável e então Jasper desencostou do carro. – Tenho que ir, prometi para Rebecca que ficaria o resto do dia com ela... Sabe como é compensar minha ausência!

- Entendo...

- Espero que a gente se veja logo!

Edward nada disse então Jasper começou a andar, começou a se afastar até que um grito o fez virar.

- Jasper! – assim que olhou para Edward, viu um sorriso sincero na face do irmão – Boa sorte!

Jasper assentiu – Obrigado

Ainda havia muito a ser percorrido, mas talvez, finalmente, depois de anos os dois irmãos tenham se reencontrado.

---

Nem conseguia acreditar que o dia tenha passado, suas costas estavam doendo tanto, suas pernas estavam um pouco inchadas e sua cabeça continuava com uma dor fina que estava incomodando-a. Quando chegou em casa a primeira coisa que notou foi o silêncio, Rebecca deveria estar com Jasper se despedindo do pai. Sem pensar muito seguiu para o banheiro e tomou um banho gelado, ficou longos minutos com a cabeça debaixo do jato de água, já havia tomado um comprimido, não queria tomar outro então esperava que a água lhe ajudasse.

Quando estava de banho tomado, a dor de cabeça aliviada e vestida foi para a cozinha, estava com fome, mas se encontrava tão cansada que pensar em cozinhar mandava sua fome para longe. Suspirou e então se decidiu por uma xicara de café e um pouco de biscoito.

Enquanto preparava o café fresco sua mente começou a pensar em Jasper e em como ele estava nervoso com sua viagem, começou a pensar em como Alice iria recebê-lo, tentando se colocar no lugar dela, mas sem conseguir qualquer resposta certa, pois jamais fora abandonada da maneira como ela foi, perderá Jasper por conta de um engano e perderá o grande amor de sua vida por um erro exclusivamente seu. Talvez por isso só conseguisse imaginar a felicidade que é ter o homem amado em seus braços novamente.

Por Deus, era somente nisso que pensava, em ter o seu amor em seus braços novamente, em poder lhe demonstrar o quanto o amava... Em poder beijá-lo e abraça-lo como fez há quase um mês antes... Antes de Esme partir para sempre...

Esme...

Mesmo um mês depois ainda não conseguia acreditar que ela tenha realmente morrido, que a mulher que a tratou como filha e que apesar de todos os motivos que tinha para julgá-la nunca lhe virou a cara ou lhe destratou.

Pensar em Esme a fazia pensar em sua mãe, em sua verdadeira mãe...

Ângela quando revelou a verdade lhe disse que se alguém poderia entendê-la, esse alguém era ela, mas de todo mundo a única que ainda não havia dado uma única palavra tinha sido ela.

Somente julgou, mesmo não falando nada, somente julgou...

Pensou em Rebecca, se imaginou sozinha com ela em seus braços, em como teria sido assustador passar por todo o estresse de um parto sem o abraço de carinho de Edward e então pensou em sua mãe, pensou nela mesma recém-nascida...

Poderia ela julgar?

Ainda mais ela que esperava por perdão?

Ainda mais ela que apesar do silêncio infantil estava tendo o apoio de sua mãe, uma vez, que seria Ângela quem ficaria com Rebecca enquanto ela estivesse trabalhando. Mordeu seu lábio inferior lembrando-se do susto que levou quando Jasper anunciou a noticia.

Quem melhor que a avó?

Fora a pergunta que Jasper tinha feito a ela quando pensou em recusar a ajuda.

Suspirou ao olhar para o café pronto e então foi tomada por um impulso, deixou tudo como estava e saiu para fazer algo que já deveria ter feito há muito tempo, fora juntar mais um caco que se encontrava espatifado no chão de sua vida.

Com passos longos e rápidos não demorou muito até chegar ao seu destino, nervosa respirou fundo algumas vezes e então tomou coragem e bateu na porta, fechou os olhos e assim que escutou a porta sendo aberta deu de cara com seu amigo.

Emmett estava tão diferente desde que voltou com Rose, não era mais um menino, mas também não era mais um homem amargo, havia brilho nos olhos dele, havia esperança no sorriso, havia amor em suas palavras.

- Bella! – disse docemente.

- Olá Emmett!

Ele se afastou – Vem, entre, já acabamos de jantar, mas ainda tem um pouco de sopa, Ângela quem fez esta uma delícia!

Desde que ele e Rose se casaram os sogros saíram de Forks e foram morar com eles, estavam construindo um quarto para que todos ficassem bem acomodados.

- Obrigada, mas eu... – sua voz falhou o que acabou deixando Emmett preocupado.

- Alguém problema? Algo com você, com Becca? Jasper?

Isabella sorriu.

- Está todo mundo bem... Eu só... Só...

Emmett agora mais aliviado começou a enxergar sua amiga melhor, percebendo sem dificuldade o que parecia ser um sacrifício para ela dizer. Aproximou-se e segurou uma das mãos de Isabella.

- Tem certeza que esta preparada para falar com Ângela?

- Como soube?

- Começo você Bella, do mesmo modo que você me enxerga eu enxergo você minha amiga!

- Não posso mais agir assim Emmett, como uma criança mimada, indecisa... Por Deus quando algo impactante acontece em minha vida parece que perco o foco... Não quero mais isso, chega!

- Cada um age como pode, ninguém está julgando você... E talvez falar com sua mãe porque é o certo, acabe sendo a coisa errada a se fazer!

Ela sorriu tristemente.

- Não é só isso... Eu sinto falta dela Emmett... Desde que minha mãe... Morreu, ela acabou sendo minha mãe, me deu amor e carinho, esteve ao meu lado e ajudou em diversos momentos, e essas coisas não se apagam assim...

- Não, realmente não se apagam!

- Eu só quero falar com ela, agradecer por Rebecca... Por favor! – pediu com os olhos brilhando em lágrimas.

- Não quer entrar, podemos sair para vocês...

- Não, aqui fora seria melhor... Não quero olhar para o tio Ben!

- Tudo bem, vou trazê-la para você, mas espero que saiba que o Ben melhorou um pouco! – piscou para Isabella a fazendo rir. Ao que parecia o casamento com Rose não estava fazendo somente bem para ele.

Emmett deixou a porta aberta, como se dissesse que sua casa estaria aberta caso mudasse de ideia, mas tudo o que vez foi dar alguns passos de volta e olhar para o céu. Estava uma noite linda, a lua estava cheia e as estrelas brilhantes. Perdeu-se nos segundos que se passaram apreciando a beleza natural que nem sempre tinha tempo para apreciar.

- A lua esta linda! – comentou Ângela, fazendo com que ela sorriu ao escutar aquela voz reconfortante que tanto lhe acalmou.

- A noite como um todo está bonita! – suspirou e então olhou para sua mãe – Se importaria de caminhar um pouco comigo? – perguntou receosa.

- Não, nenhum pouco, mas tem certeza? Rose comentou comigo que seu trabalho é bem cansativo...

Isabella sorriu – É bem cansativo mesmo, mas estou bem... Acho que caminhar um pouco não me fará mal, além do mais amanhã estarei de folga! – sem convidá-la novamente começou a caminhar, tendo sua mãe ao seu lado.

- Jasper disse que seu chefe fora muito legal em lhe dar folga amanhã para organizar as coisas já que agora estará sozinha com Rebecca.

- Na verdade não foi só ele... Você também esta sendo muitíssimo legal conosco. Obrigada!

Ângela respirou fundo para controlar o choro – Não precisa agradecer, não há nada que não faria por você ou Rose, além do mais, o meu amor por Rebecca não é nenhum pouco menor... Vocês três são minha vida!

- Eu sei... Dentro de uma mãe existi um amor grandioso!

Uma lágrima silenciosa desceu pela face de Ângela. Pelo canto dos olhos Isabella viu a emoção que estava estampada em cada respirar de sua mãe e então delicadamente esticou sua mão e segurou a mão dela e justas caminharam até chegarem em uma praça.

O local não estava bem organizado, mas estava capinado e tinha alguns bancos, Isabella levou sua mãe até um deles e então as duas se sentaram.

- Sei que não existi desculpa, mas me perdoe por agir como uma inconsequente egoísta? – pediu Isabella depois de longos minutos silenciosos.

- Oh meu anjo, não tenho o porquê perdoar!

- Por favor, não me diz isso... Eu julguei você, por mais que não tenha dito nada eu julguei você... Logo eu, a pessoa que mais poderia lhe entender... Eu não tinha esse direito!

- Claro que você tinha, não foi a Rose ou Jasper, ou qualquer outra pessoa que fora abandonada, foi você... E imagino o quanto isso tenha lhe causado dor, porque por mais que tenhamos histórias parecidas, você sempre esteve com Rebecca, assumiu-se como mãe dela sem se importar com o que pudessem falar, você lutou por ela mesmo ela sendo do tamanho um feijão, foi tão corajoso!

- Eu não lutei... Eu me casei com um homem que fingiria ser pai dela!

- Com um homem que você não amava... Não foi um ato qualquer, foi um ato de amor!

Isabella respirou fundo engolindo o choro. – Só consegui porque tinha você, porque você me prometeu ficar ao meu lado independente de qualquer coisa... Isso foi o que me deu força!

- Sempre estarei com você! – disse Ângela segurando firme nas mãos de Isabella – Não pude ser sua mãe como sempre desejei, mas eu sempre te amei como a minha menina, como a filha que você é. Nunca, em nenhum dia de minha vida desde que você nasceu, deixei de agradecer a Deus por você... Eu amo você minha filha, amo muito!

- Senti tanto sua falta! – disse Isabella se jogando nos braços de Ângela e se entregando completamente para ela, chorando e encontro o calor e o consolo que somente uma mãe é capaz de lhe dar. – Me perdoa, por favor, me perdoa!

- Só se você me perdoar!

Isabella se afastou e encarou – Perdoá-la? Não, não tenho porque, você me deu pais maravilhosos, foi uma mãe quando mais precisei, foi uma grande amiga e ainda me deu uma irmã que adoro... Não tenho o que perdoar!

Ângela acariciou a face de Isabella – Mas eu tornei seu sofrimento ainda maior... Sei que não foi nenhum pouco fácil perder Edward e descobrir a verdade de uma só vez, e logo depois perder o seu bebê!

Isabella fechou os olhos e assentiu – Você não fez nada, sabemos disso, mas realmente poderia ter sido menos doloroso, se eu tivesse agido com alguma dignidade em relação a você.

Ângela deixou que as palavras penetrassem em seu coração.

- Eu te amo tanto Isabella... Queria tanto mudar as coisas entre você e Edward... Ele te ama tanto...

Isabella abriu os olhos e a encarou – Ele disse alguma coisa? – perguntou.

Ângela sorriu. – Não me anjo, quando ele falou comigo só foi para dizer que estava feliz por saber que Rebecca tinha uma avó, mesmo com a morte de Esme...

- Então...

- Essas coisas a gente sabe, um dia você vai me entender...

- Eu sonho com ele... Queria tanto poder ter mais uma chance...

- Então faça por merecer... Procure ele, demonstre seu amor em pequenas atitudes, não permita que ele se afaste... Mostre que você tem certeza que é ele quem você quer e se certifique de que ele saiba disso em todos os momentos... Lute por ele, que você o terá!

Isabella a encarou com um sorriso doce nos lábios e então voltou a abraça-la por longos minutos enquanto era acarinhada delicadamente.

- Diz que me perdoa, por favor, só disso que eu preciso agora.

Ângela suspirou – Se isso lhe fará feliz, eu perdoo!

Isabella se afastou e voltou a encará-la.

- Obrigada mãe! – disse e então deu um beijo na face de Ângela que de tão atordoada e consumida pela emoção voltou a abraçar sua filha com um desespero que sua mãe poderia compreender.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Vamos lá...

A Esme morreu, foi triste, mas aconteceu... Era algo que já estava programado, pois somente uma grande tragedia seria capaz de fazer com que os dois irmãos pudessem ter a conversa franca que tiveram...

foi legal do Edward admitir sua parte de culpa na hist... n que ele tenha merecido o chifre que levou ou coisa do tipo...

foi legal tbm a Bella finalmente reconhecer a Angela como mãe... esse passo dela, esta demonstrando que esta deixando a infantilidade de lado... ainda mais que ele admitiu isso nela....

proximo cap vem com fortes emoções.... Alice e Jasper... Bella e Edward.... eita, eita....

lembram do siginificado do nome da Rebecca??? aquela que une.... bem.... Rebecca vem trazendo novidades por ai.... la la la....

em relação a Sarah..... no momento certo saberemos dela....

agora...

comentem, comentem, comentem...

bjs