Vida Roubada

19 Capítulo 18


Notas iniciais
estou tão boazinha essa semana...
Mas um capitulo postado *-*

O mês passou rapidamente, Isabella nem ao menos conseguia acreditar que estava agora se olhando vestida de noiva em frente ao espelho de corpo inteiro.

- Você está lida! – sussurrou Rose atrás de sua prima pegando-a pelos ombros.

- Nem consigo acreditar que este dia chegou! – respondeu Isabella com a voz falhando.

- Mas ele chegou minha prima, chegou é será um dia mágico!

Isabella fechou os olhos e se controlou para não chorar, não queria borrar a maquiagem que ficou longos minutos fazendo. O delineador foi bem usado, dando um olhar de gato e aumentando seus olhos com ajuda do rímel, alongando ainda mais seus cílios. Estava corada com ajuda do blanche e seus lábios levemente rosado.

- Não se mexa, deixe-me arrumar melhor o seu casquete! – com ajuda do grampo prendeu melhor o pequeno chapéu com renda que enfeitava a cabeça da noiva, dando mais ênfase aos cachos castanhos escovados e bem definidos. – Então, ficou melhor?

- Sim... Está perfeito! – sorriu e olhou sua prima através do espelho – Pegue minha luva?!

- Claro! – disse se afastando.

Isabella passou as mãos pela saia de seu vestido o arrumando, se olhou mais uma vez no espelho e conferiu se a manga comprida, de tule e renda e o rodado estavam em ordem. Assim que Rose lhe entregou suas luvas, as colocou, ficando finalmente pronta.

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- Está na hora! – disse Rose.

- Tia Ângela? – perguntou.

- Está lá embaixo lhe esperando! – respondeu sua prima.

Isabella assentiu – Peça que ela suba, por favor, então todos podem ir... Quero ficar alguns segundos sozinha com ela!

- Tudo bem... Vou chamá-la! – Rose encarando sua prima por alguns segundos e lágrimas começaram a brotar de seus olhos – Eu... Já vou... Encontro-te na igreja!

- Rose...! – chamou Isabella antes que sua prima atravessasse a porta.

- Eu te amo como a uma irmã e não poderia imaginar outra pessoa além de você no altar... É muito bom ter você comigo, mesmo sabendo o quanto deve estar sendo tudo tão difícil para você!

Rose balançou a cabeça negativamente – Não... Não pense nisso, não hoje!

- Como não? Eu te amo e estou vendo o quanto você está feliz por mim, mesmo sofrendo...

- Eu estou melhorando, ao longo dos dias, eu vou melhorando...

Isabella se aproximou e abraçou sua prima – Eu estou feliz, é um dia especial na minha vida, mas não estou completamente feliz, porque eu te amo, e sua felicidade é importante para mim!

- Nada que eu diga pode fazer você mudar de pensamento? – perguntou Rose ainda se segurando para não chorar.

- Você sabe que não! – Isabella se afastou e acariciou a face de sua amiga – Sempre, sempre estarei aqui com você, por você!

- Eu sei, porque eu lhe digo o mesmo... – Suspirou – Eu, eu só espero que tenha forças para esquecer, como você conseguiu...

Isabella olhou-a e tentou se vê. Esquecer... Por Deus, esquecer um grande amor não é fácil, não e possível... Mas calou-se, não havia motivos para pensar sobre isso, não havia motivos para atormentar Rose ainda mais. As duas se abraçaram por mais alguns segundos e então Rose se foi, deixando Isabella sozinha em seu quarto, o que serviu para que controlasse sua respiração e a recuperasse o fôlego. Foi então que a porta de seu quarto se abriu e sua tia Ângela apareceu.

- Tia...! – murmurou esticando seus braços, deixando claro que necessitava de um abraço.

Sua segunda mãe e Ben haviam chegado há dois dias, foi muito bom tê-la por perto, receber seu carinho e ver seu sorriso iluminando o ambiente quando estava com Rebecca em seus braços.

- Você é a noiva mais linda que já vi! – disse se afastando e segurando as mãos de sua sobrinha – Sua mãe e seu pai estão lhe vendo de onde quer que eles estejam, e tenho certeza de que estão felizes com você, por você!

- Eu sei que eles estão aqui, eu os sinto em cada batida de meu coração!

Carinhosamente Ângela colocou uma de suas mãos na face de Isabella.

- Eu confiei nele no momento em que o olhei, não sei por que, mas eu soube que você estava fazendo a coisa certa ao seguir seu caminho com Edward ao seu lado... Cheguei a pensar que fosse porque conta de Rebecca... Mas agora eu vejo que ele não fez bem só para sua menina, mas para a MINHA menina também...

- Ele me deu força novamente, me aproximou de minha filha... Nossa... Fez-me me enxergar de um modo... – suspirou controlando a vontade de chorar – Vivemos tanta coisa, muitas delas não foi fácil...

- Meu anjo, nem sempre vai ser fácil... Quando menos esperamos, mais provações aparecem, acredite, ainda não acabaram e não vão acabar enquanto viverem juntos... – fechou os olhos – Por isso lhe digo algo que minha mãe me disse uma vez quando ainda era pequena, ela citou a Carta de S. Paulo aos Coríntios e sinceramente, nunca escutei palavras mais reais que estas... “O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Isabella olhou nos olhos de sua tia e não precisou dizer uma só palavra para demonstrar que compreendia exatamente o que ela queria dizer, pois, ao lado de Edward descobriu a força que tem o amor.

- Vamos? – perguntou Ângela.

- Vamos! – disse, e sem pensar ou olhar para trás deixou a casa rumo a igreja onde iria firmar o seu amor, ao homem de sua vida.

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Foi dias difíceis, sair da Inglaterra, chegar aos Estados Unidos, reorganizar sua vida, ter direito a sua cidadania... Ganhar sua vida novamente, para então seguir de encontro a sua família, que pelo que soube estavam todos juntos em Washington D.C. o que acabou facilitando e muito a sua vida, pois não precisou viajar novamente para encontrá-los.

- Chegamos! – disse o homem loiro ao seu lado.

Lentamente, Jasper saiu do carro e olhou para a casa a sua frente, era uma linda moradia, branca com persianas verdes, e possuía um lindo e enorme jardim no espaço da frente, de certo, sua mãe e Isabella deveriam adorar viverem ali.

- Meu irmão deve ganhar muitíssimo bem! – murmurou enquanto passavam pelo pequeno portão de madeira e adentravam rumo à entrada principal.

- Edward Cullen é o advogado mais procurado de toda a capital, está ficando tão famoso que muitos homens poderosos de outras cidades vêem procurar por ele.

Jasper sentiu seus olhos marejarem – Eu sempre que ele conseguiria!

O loiro o olhos de perfil se perguntando se ele estava bem, mas nada disse, fez o que deveria fazer, bateu na porta principal e esperou. Então bateu novamente e mais uma vez, mas ninguém atendeu ou deu sinal de vida.

- Ao que parece a casa esta vazia. – comentou Jasper.

- Não acredito! Que falta de sorte não termos encontrado ninguém!

Jasper sorriu. – Tudo bem, não era pra ser agora, deixemos para mais tarde.

- Sugere que fiquemos aqui esperando?

- Mas é claro que não, podem demorar!

- Foi o que pensei... Talvez pudéssemos ir ao escritório de seu irmão...

- Não! Meu irmão não gosta de envolver sua vida privada com a profissional, tenho uma idéia melhor. – um novo brilho surgiu em seus olhos – Soube que um grande amigo está morando aqui também, o soldado Emmett, penso que seria muitíssimo bom ir vê-lo, acredito que seria até melhor, afinal, encontrá-lo me prepararia para o momento que fosse ver minha família e... E, minha... – suspirou – Minha noiva e meu filho!

- De fato, uma excelente idéia!

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Edward estava parado no altar, seu amigo, um segundo pai que a vida lhe deu, Derek Durbin estava ao seu lado, era o seu padrinho. A igreja estava lotada, amigos próximos, amigos distantes, amigos profissionais e a pouca família que ele e Isabella possuíam. Estava nervoso, todos viam isso, mas ninguém ousava em lhe dizer nada, qualquer homem que já estivera em sua situação o compreendia muitíssimo bem, era uma deliciosa agonia para formalizar aquilo que o casal apaixonado como ele e Isabella já sentiam e o deixava ansioso.

Foi então que seu coração acelerou ainda mais, Rosálie chegou, adentrando a igreja com seu vestido longo de organza azul claro de forma sublime e encantadora, o fazendo ter a certeza que o tão sonhado momento iria acontecer.

- Em alguns minutos ela estará aqui! – disse com um doce sorriso nos lábios.

- Obrigado!

- Não, eu que agradeço, por fazê-la feliz! – disse Rosálie estendendo as mãos e segurando firmes as mãos de Edward – Quero que saiba que no momento que tive a sorte de conhecê-lo, você ganhou uma amiga para toda a vida.

- E você, um irmão! – respondeu fazendo-a ficar com os olhos marejados.

- Oh céus, você e Isabella irão conseguir acabar comigo! – disse a jovem loira transbordando emoção em cada poro de seu ser.

- Não é de propósito!

- Acredito que não seja, afinal, por mais que meus pais fiquem esta noite conosco, Rebecca ainda os estranham, e eu como madrinha da pequenina tenho que estar bem para cumprir meu papel enquanto os dois pombinhos curtem a lua de mel! – falou brincalhona.

Os dois passaram a noite no hotel fazendo de James, o melhor lugar para comemorar a união e o amor que sentiam um pelo outro.

- Minha filha, estará em boas mãos!

Os dois sorriram cúmplices, para então Ângela adentrar a igreja para anunciar a chegada da noiva.

- Está na hora! – disse Rose, para afastar-se, como madrinha, precisava voltar para a entrada e refazê-la como de costume.

- Podemos começar? – perguntou à loira quando viu sua amiga em pé de frente para o portão principal da igreja!

Ela suspirou e olhou para o lado, onde Carlisle estava sentado em uma cadeira de rodas que sorriu de volta e assentiu.

- Sim! – disse e olhou para Esme que sorriu para sua nora e seu eterno amor para então lhe dar as costas e os deixá-los sozinhos.

- Carlisle não vai entrar? – perguntou Rosálie.

- Sim, mas não agora!

A jovem loira, madrinha, prima e melhor amiga não entendeu, mas também não questionou, pois antes mesmo que tivesse tempo, escutou Unforgettable vindo próximo do altar anunciando que era sua vez de entrar... Caminhou lentamente, dando cada passo com firmeza e demonstrando em seu olhar o quanto estava feliz de fazer parte de uma história de amor como a de Edward e Isabella. Quando por fim fez o seu caminho, posicionou-se ao lado do pequeno coral e dos músicos que cantarolavam e viu a pequena Rebecca carregada por Esme, trazendo as alianças, sendo admirada por todos por tamanha luz que emanava de seu pequeno ser.

Esme parou de frente ao seu filho que estava com a face carregada de emoção, com os olhos marejados vendo sua menina vestida com um longo vestido branco cheio de babados que cobria seus pés e uma linda flor na cabeça, demonstrando o quanto era sua linda princesa. A eterna garotinha do papai deu uma linda gargalhada quando ficou de frente ao seu pai, esticando os braços e se jogando para o homem que escolheu como seu protetor paterno, fazendo com que todos na igreja se comovessem com a cena.

- Deixe-a comigo, ela faz parte de minha historia com Isabella.

Esme assentiu e mandou um beijo para os dois e somente com os lábios, sem emitir som algum pronunciou “EU AMO VOCÊS”, como resposta, Edward fechou os olhos e sorriu para a mulher que sempre moraria em seu coração, então olhou para sua filha e beijou-lhe demoradamente a bochecha.

Por detrás dos portões, Isabella ouviu a musica deixar de tocar, não sabia a emoção que estava dentro da igreja, mas estava vivendo seu momento particular, também carregado de alma e verdade.

- Consegue andar? – perguntou para Carlisle, que como resposta com ajuda da bengala levantou-se e estendeu seu braço para a jovem ao seu lado – Obrigada, obrigada por aceitar ser meu pai ao menos está manhã!

Ele lhe sorriu.

- Não estou aceitando ser seu pai somente essa manhã, estou aceitando ser seu pai para todo sempre Isabella, por você fazer meu filho feliz, o filho que sempre amei desde o dia em que o segurei pela primeira vez... O filho que mesmo sem saber, tinha nele força que precisei para enfrentar o destino que me foi imposto... Levá-la ao altar, aceitá-la como filha é o mesmo que dizer que sou um novo homem, o homem que ficou esquecido há anos, um homem que ama a família que tem e está disposto a provar isso, por todos os dias de agora em diante... Chega de mentiras!

- Você tem uma linda família, e eu me sinto honrada de fazer parte dela!

- Nos também meu anjo, nos também!

Então a marcha nupcial foi tocada, os portões lentamente se abriram e assim que Isabella de braços escanchado com Carlisle se mostrou para todos que estavam de pé para recebê-la, os primeiros acordes da Ave Maria de Schubert dando o sinal para que ambos começassem a adentrar a igreja. Rosálie assustou-se com a cena, mas logo se recuperou da emoção, pois ela como poucos presentes sabiam o que o ato significava, respirou fundo, e começou a cantar a música que Isabella tanto sonhou para este momento.

http://www.youtube.com/watch?v=vXw3Hj6vRoc&feature=related

(N/A: religião a parte, espero que ninguém se sinta ofendido, Deus é pai de todos nós, não importa de qual religião sejamos)

Esme não se conteve, chorou, pois era ciente de que finalmente o momento que pai e filho se entenderiam, estava chegando. Olhou para o seu filho que encarava a cena a sua frente perplexo, pois de todas as pessoas do mundo, a ultima que ele imaginaria levando a mulher que amava de encontro a ele, era seu pai.

Edward sem palavras olhou para sua mãe, os dois sempre foram ligados, sempre se entenderam com o olhar e nesse momento, não poderia ser diferente, ele soube quando a olhou nos olhos que estava lhe pedindo para perdoá-lo, soube no momento que olhou para a mulher que amava que ela conhecia a triste verdade da família Cullen, que era ciente do sangue sujo que corria em suas veias e mesmo assim, ela o queria ao seu lado, e mesmo assim, ela estava aceitando ser guiada pelo homem cruel que destruiu a vida de tantas famílias... O ser frio que se fingia de carpinteiro e que tirava tudo de valor que mulheres, crianças, homens de bens, que cometiam o erro de pedir empréstimo a homens sem alma, possuíam... O homem que não se importava de deixar famílias inteiras sem nada.

Não pode se conter, sentiu uma lágrima descendo por sua face enquanto olhava para a face deformada de seu pai por conta do AVC que havia sofrido, e conseguia ver a cena que o chocou, seu pai batendo em um homem que ajoelhado e seguro por mais dois homens implorava uma segunda chance, implorava por mais algum tempo, implorava pela vida que sabia, lhe seria tirada.

Não tinha sido por querer, tinha saído com alguns amigos e se perdeu no meio do caminho, decidiu pegar um ônibus para Forks e então entrou na rua errada, para descobrir a farsa que era sua vida... Nunca mais conseguiu olhar para o seu pai com a mesma admiração de antes, e quando por fim explodiu, quando por fim vomitou o que sabia para o velho Cullen, viu o homem doce e gentil dar lugar ao ser cruel, transformando sua vida em um inferno.

Seu pai parou com sua Isabella bem a sua frente, sua esposa com os olhos úmidos e com a face cheias de rastros de lágrimas o pedia silenciosamente que deixasse o seu coração lhe guiar. E foi o que fez, pois olhando fundo nos olhos azuis de seu pai, ele viu o homem que sempre admirou, ele viu o carpinteiro que sempre colocou sua família em primeiro lugar. Isabella, percebendo a força do momento esticou os braços e pegou sua menina delicadamente, deixando, cedendo alguns minutos de seu dia, para que pai e filho pudessem se reencontrar. Por impulso carregado de amor, Edward abraçou seu pai fortemente, sendo retribuído com uma avalanche de sentimentos.

- Oh meu filho... Eu te amo tanto... Tanto...! – sussurrou Carlisle chorando.

- Senti sua falta... – murmurou Edward em resposta.

Os dois ficaram abraçados por alguns segundos deixando a todos chocados e emocionados com a cena que se desenrolava, Derek sorriu e olhou para a sua esposa grávida de pouco e então olhou para Jane que o encarava com lágrimas nos olhos e sentiu que ainda havia amor entre eles. Ben olhou sua menina cantando e segurou firme a mão de sua esposa, dizendo-lhe silenciosamente que o amor fraterno é eterno e quando sentido, quando se permitido sentir é inquebrável, virou-se e encarou-a, e pela primeira vez Ângela viu o homem que lhe estendeu a mão há muito tempo atrás, o homem que mesmo sabendo não ser correspondido, lhe deu o seu amor. Isabella olhou nos olhos de sua menina e sorriu em meio às lágrimas, sabendo, entendo o quanto esse momento era mágico, único, simplesmente especial para seu sogro, pois ela mais do que ninguém o entendia perfeitamente bem, ambos sabiam o que era ser aceito por um filho mesmo não sendo merecedor de tamanho carinho e amor.

Esme se abraçou e se permitiu relaxar, sua família não estava completa como gostaria, mas finalmente estava unida, unida e banhada por amor. Então pai e filho se afastaram, para um emoldurar a face do outro com as mãos.

- Eu sinto muitíssimo tê-lo decepcionado! – Edward fechou os olhos e assentiu – Você sempre me deixou orgulhoso, mesmo quando tentei demonstrar o contrário, eu sempre o amei e sempre soube do grande homem que és!

- Tudo o que sou, aprendi com você e com a mamãe!

Os dois sorriram e olharam para a mulher que estava chorando próximos a eles.

- Sorte nossa em tê-la conosco! – Voltaram a se encarar – Desejo a você que seja feliz ao lado da mulher que ama... – olhou para sua nora, pegou a mão de seu filho e entregou para Isabella – Ela foi um anjo enviado por Deus, para unir a nossa família... – Encarou seu filho – Não existi mulher mais perfeita para você que Isabella... E eu... Eu como seu pai, como o novo pai dessa linda mulher, abençôo está união!

Edward assentiu, encarou seu pai por mais alguns segundos e então pegou a mão de sua esposa e beijou-lhe levemente, carregado dos sentimentos dos mais puros e verdadeiros, abraçou-a e encostou sua testa na dela sentindo as mãos macias de sua Rebecca entre eles, ali, no altar, prestes a se casar com a mulher que amava, tinha total certeza que não havia homem mais feliz que ele no mundo.

- Eu amo você... – sussurrou Isabella para ele.

Edward abriu os olhos e encarou as duas mulheres de sua vida. – Eu amo vocês!

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- É aqui? – perguntou Jasper de frente para uma casa minúscula, com a pintura gasta e com a garagem aberta.

- Sim... É aqui que o soldado Emmett mora! – O loiro garantiu, mas foi quando escutou o som da madeira sendo cortada, foi que teve a certeza de que estava no lugar certo.

Caminhou lentamente, sem fazer qualquer ruído ou barulho, indo em direção a garagem e sorrindo com triste consciência, pois, com o fim da guerra, ele estava fazendo o mesmo na Inglaterra, fazendo a mesma coisa que ele e seu melhor amigo faziam em Forks.

Respirou fundo e parou ao ver a imagem a sua frente, seu melhor amigo com uma camiseta regata suja e suada, sentado enquanto cortava a madeira corretamente para confeccionar um móvel qualquer. Jasper focou-se na cicatriz na face de seu “irmão” e lembrou-se do dia em que o viu ferido, abatido... Sentiu medo de perdê-lo, medo de se perder em meio aquela loucura, por isso, ficou tentado e partir, mas Emmett jamais iria permitir que ele se acovardasse, e graças aos céus por isso, pois se voltasse antes do tempo sem qualquer motivo forte, não se perdoaria por não ter tido a coragem de seu tio, de ter enfrentado seus medos de frente!

- Emmett! – gritou.

Seu amigo congelou, parou de fazer o que estava fazendo e começou a tremer. Respirou fundo, fechou os olhos e quando iria voltar a tentar se concentrar em seu trabalho, a maldita voz voltou a chamá-lo.

- Não me diga que acredita em fantasmas? – disse divertido, com uma emoção contida na voz.

Lentamente virou seu rosto e encarou um homem vestido de soldado, com o maldito quepe na cabeça e com uma farda igual a sua, carregada de medalhas. Sentiu que lágrimas começaram a cair por seus olhos e não teve forçar de se mover. Se estava começando a ficar louco que Deus o levasse de uma vez!

Como se lesse seus pensamentos, o homem a sua frente caminhou em sua direção parando quando estava perto o suficiente para lhe estender uma das mãos. – Se tocar-me, talvez fique mais fácil!

Emmett o encarou por mais alguns segundos, para finalmente, com suas mãos tremendo tocá-lo, para em seguida apertar firme a mão que lhe fora estendida, fazendo com que a dor em seu peito explodisse e começasse a chorar como uma criança necessitada de um ombro amigo.

- Você... Você está vivo! – disse entre lágrimas.

- Sim meu amigo... Estou vivo, vivo! – respondeu puxando seu amigo para um abraço caloroso.

Os dois choraram, eram irmãos de alma e de coração, se entendiam como poucos e se amavam como se tivessem o mesmo sangue sentindo um a falta do outro de modo doloroso.

- Me perdoe, me perdoe! – pediu Emmett quando se afastou e segurou firme a face de seu amigo entre suas mãos, olhando intensamente nos olhos de Jasper. – Sinto muito, tinhamos que ter voltado, tínhamos que ter ido embora...

Jasper lhe sorriu. – Não meu amigo, ficar, mesmo sendo doloroso, foi à escolha certa...

Emmett chegou a pensar em discutir, mas não pode, não quando enxergou e entendeu o que seu amigo lhe disse.

- O que aconteceu? Eu mesmo identifiquei você... Era você! Ao menos eu pensei que fosse seu corpo... Por Deus, sua mão segurava a medalha... – Emmett não conseguiu terminar.

Jasper balançou a cabeça e sorriu – Deixemos explicações para depois... Antes eu preciso encontrar meus pais, meu irmão... Isabella e meu filho!... – Emmett engoliu em seco e afastou-se de seu amigo, inferno, seria um golpe duro que Jasper iria enfrentar! – Você o conhece? – perguntou sem entender o motivo que levou seu amigo se afastar.

- Quem?

- Meu filho...

Emmett o encarou e balançou a cabeça negativamente – Mesmo estando perto, tive que me afastar de Isabella... Mas soube que é uma menina!

Jasper parou e encarou o amigo, percebendo que alguma coisa séria estava acontecendo. – O que esta escondendo de mim Emmett? – seu amigo continuou mudo, o fazendo suspirar antes de questioná-lo novamente – Preciso saber o que esta acontecendo, se você não me falar é porque nossa amizade não é mais a mesma! Por favor, me diz o que está acontecendo.

Emmett o encarou e pensou por alguns segundos. – Não irei lhe falar, irei lhe mostrar!

Sem entender o que seu amigo estava querendo dizer, Jasper e o loiro que o acompanhava desde a Inglaterra, acompanharam o soldado que estava visivelmente nervoso, olhando apressado para o relógio que carregava no pulso. Quando por fim pararam em frente a uma igreja, Jasper balançou a cabeça sem entender nada.

- Emmett o que estamos fazendo aqui? – questionou Jasper.

Emmett nada disse, continuou andando, parando quando estavam perto o suficiente da entrada da igreja, conseguindo visualizar cada convidado perfeitamente, ao ponto de Jasper não fazer uma só pergunta quando identificou seus pais na porta da igreja sorridentes, como os outros convidados, esperando que os noivos saíssem.

- É um casamento... – Jasper murmurou mais para si.

E então para sua total surpresa, Isabella saiu de braços dados com seu irmão, os dois transbordavam felicidade, recebendo de bom grado as saudações e felicitações que recebiam junto à chuva de arroz.

- Mas... – começou a questionar o que estava vendo, mas não precisou terminar a frase, pois seu irmão e sua noiva se beijaram apaixonadamente, causando-lhe um choque.

- Seu irmão, ao que parece nunca se conformou em não ser você! – disse Emmett, ajudando a enfiar uma faca que parecia sempre carregar em seu coração. Era um infeliz, um maldito infeliz!

Então, no momento em que a infelicidade dominava-o, no momento que lágrimas de dor escorriam por sua face dois pares de olhos, um castanho, outro verde, encontraram os seus. Isabella e Edward pareciam não acreditar, teriam jurado ter visto uma miragem, uma visão, mas a presença de Emmett ao lado de Jasper demonstrava que estavam vendo uma pessoa real, uma pessoa que ambos amavam e que não queriam magoar.

- Oh Deus! – gritou Esme assim que seguiu o olhar dos noivos. Carlisle, Rose, Ben e Ângela ofegaram assustados logo em seguida.

- O sonho... – murmurou Isabella no momento em que viu Jasper lhe virar as costas e indo embora, deixando-a paralisada de braços dados com seu marido. – Oh Deus... O sonho!

FIM DO CAPITULO

Notas finais
Genteeeeee
que capitulo heim????
Vamos em partes...
Adoreiiii o casamento...
Finalmente descobrimos o segredo do Carlisle.... e vcs podem ter certeza.... Edward é sim filho do papai Cullen... mas n se preocupem, no proximo cap vamos entender mais dessa hist... pq tem coisas escondidas que nosso Ed n sabe... lembram de quando a Esme contou a hist para a Bella????
e o Jasper???
Caramba... sinceramente o Emmett foi cruel... nem ao menos preparou o amigo, foi logo o levando pra ver o casamento...
eitaaa eita.... posso dizer que o proximo cap esta lindoooooooooo
um spoiler pra vcs
"- Não posso viver sem elas... Eu simplesmente não sei como conseguiria! murmurou verdadeiramente.
- Sei o que quer dizer, a primeira vez... A primeira vez que fui forçado a... A ser um bandido... Carlisle fechou os olhos e se viu anos atrás do mesmo modo que seu filho estava agora. Passei a noite vendo-o dormir, tentando levantar a cabeça e seguir em frente, porque era o único modo que tinha para viver, uma vez que... Sem vocês eu não conseguiria! disse com a voz carregada de emoção."
Tcham tcham tcham...
mais só no proximo capitulo...
por isso venho aqui pedir que vcs comentem...digam o que esperam e o que estão achando...
estou a um capitulo a frente de vcs... tenho toda a história na cabeça... pronta para colocar no "papel"... por isso me motivem para escrever ainda mais...
Gente eu escrevo pq gosto... mas é sempre bom saber o que os leitores estão pensando...
Pra finalizar...
Não se preocupem... cada cap iremos resolvendo o que está faltando... a fic esta acabando, mas acredito ter mais uns cinco cap...
e paralelo a vidas roubadas... uma nova história esta sendo iniciada...
http://fanfiction.com.br/historia/281420/Amor_Inesperado/
se ainda n leu... estou postando o primeiro cap hj tbm.... é um história cheia de emoção, luxuria, amor com pitadas de segredos...
bjocas
vejo vcs nos comentarios e no proximo domingo.... quando teremos mais postagens...*-*