Vida Roubada

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Capitulo para compensar a demora!!!

Capitulo 12

O dia havia amanhecido e Ângela apesar de ter dormido boa parte da noite quando se levantou sentiu um aperto em seu coração respirou fundo como se o mal-estar que estava sentido pudesse desaparecer, olhou para Ben dando um suspiro cansado. Seguindo sua rotina matinal levantou-se e foi para o banheiro, tomou um banho rápido e escovou os dentes, pegou um vestido com estampas florais e prendeu o cabelo em um coque. Não usava maquiagem, já havia passado o tempo de ser dominada pela vaidade.

Voltou para o seu quarto e viu que seu marido estava se levantando, tudo como de costume, pareciam até que cronometravam. Ben olhou para ela indiferente, foi para o banheiro e não disse um simples bom dia.

Ele nunca foi de conversas matinais, mas pelo menos lhe dava bom dia quando levantava e não raro lhe dava um beijo antes de ir para o trabalho. Entretanto desde que Rose caiu em profunda depressão por falta de noticiais de Emmett a relação dos dois se tornou muitíssimo complicada, mas ainda conseguiam tripla muitos incômodos, mas desde que a maldita carta de rompimento chegou às mãos de sua filha, qualquer ato de carinho e compreensão desapareceu.

Ele a culpava, se não fosse por ela ter trazido Isabella para dentro da casa deles nada disso teria acontecido. Sorriu triste ao se lembrar das palavras do marido, o que afinal tinha sua sobrinha com essa história? Ben estava tão torturado com a dor que sua filha estava sofrendo que simplesmente começou a navegar no mar dos delírios.

Balançou a cabeça negativamente e começou a arrumar a cama, puxou bem à colcha não deixando uma só ruga no tecido, foi até o armário e escolheu a roupa de seu marido colocando-a em cima da cama. Saiu do quarto, parou alguns segundos em frente ao quarto de sua filha, pensou em abrir a porta mais achou melhor preparar alguma coisa para sua menina antes. Foi para a cozinha e fez o de sempre, esquentou o leite, preparou o café e as torradas. Tirou o queijo e a geléia da geladeira e fez um suco com a casca do abacaxi que comeram ontem.

Arrumou a mesa, quando colocou a ultima louça que faltava Ben apareceu. Sem dizer nada se sentou e esperou que Ângela o servisse.

- Não vai se sentar? – perguntou quando viu que após ser servido ela começou a preparar uma bandeja com torradas e uma xícara com café.

- Vou levar um pouco de comida para Rose, ontem ela dormiu sem comer nada! – disse já com a bandeja nas mãos.

Ele assentiu e continuou a comer. Ângela seguiu para o quarto da filha, equilibrando a bandeja em uma só mão bateu na porta, uma, dois, três vezes, mas não conseguiu qualquer resposta, preocupada levou sua mão até a maçaneta e abriu a porta. Olhou para o quarto e o encontrou vazio. Seu coração acelerou, em seu intimo sabia o que havia acontecido, conhecia sua menina melhor que a palma de sua mão.

Sentindo seus olhos se encherem de lágrimas arrastou seus pés para dentro do quarto, deixou a bandeja na penteadeira e seguiu para a cama de sua filha. Sentou-se e olhando para o travesseiro viu a prova de que estava certa, sua menina lhe deixou uma carta.

Com dificultada abriu o pedaço de papel e uma dor lhe rasgou o peito ao perceber que o papel estava manchado de lágrimas.

Mamãe,

Não me pergunte como eu sei que será você a encontrar a carta, porque nos duas sabemos a resposta. Sei que estou lhe fazendo sofrer, nem você e nem o papai mereciam que eu tomasse uma atitude tão impulsiva como está, mas eu não consegui enxergar outro caminho. Eu o amo, tenho certeza disso em cada bater de meu coração, em cada lembrança que carrego e não consigo acreditar que tudo o que vivemos não significou nada, por isso não posso sentar e esperar uma vida como a sua, sem amor. Quero lutar pela chance de viver ao lado do homem que amo. Preciso ao menos uma última vez vê-lo, preciso olhar nos olhos dele novamente e entender o que verdadeiramente aconteceu. Se por acaso ele realmente não me amar como penso que ama, irei entender e juro que vou tentar superar a dor de viver longe dele, mas até que eu descubra a verdade, a única opção que me resta é encontrá-lo.

Amo-te eternamente

Rosálie

Abraçou a carta, permitiu que as lágrimas caíssem por sua face e orou em silencio, clamou a Deus que protegesse a sua menina, que guiasse seus passos e lhe desse força para o que quer que ela tivesse que enfrentar.

- Ângela sabe onde... – Ele estava procurando seu casaco, mas logo sua preocupação passou a ser outra. Fazia tempo que não via sua mulher chorando como estava agora. Engoliu em seco – O que está acontecendo? – perguntou e então varreu seus olhos por todo o quarto, não encontrou sua filha e o desesperou começou a se apoderar dentro dele – Onde está Rosálie?

Sua esposa somente o olhou tristemente e lhe estendeu o pedaço de papel – Ela foi embora Ben, ela foi atrás de Emmett.

Longe de Forks, Isabella nem ao menos sabia o que se passava com sua prima e seus tios, mas estava se sentindo um pouco mal, havia prometido segredo a Esme, mas não queria esconder nada de Edward. Por isso, durante todo o café trocava olhares com sua sogra e evitava olhar para seu marido, que já havia percebido que algo estava acontecendo no momento que encontrou com sua esposa na cozinha.

- Posso saber o que aconteceu? – perguntou assim que Sarah saiu avisando que iria estender as roupas.

Esme lhe sorriu – Nada meu amor, Isabella só está preocupada com o que penso sobre vocês! – disse naturalmente.

Edward olhou para a sua esposa e estendeu sua mão para segurar a dela. Desviou seu olhar para o de sua mãe – Espero que não pense como Emmett, você me conhece muitíssimo bem para saber que nada tem haver com vingança.

Esme lhe olhou com tamanha ternura que somente uma mãe seria capaz. – Não duvido! Você é do tipo de homem que só ama uma vez na vida, mas quando ama, esse sentimento vem para ficar eternamente. – olhou para sua nora – E pelo que vejo é intensamente recíproco, não vejo porque ir contra algo tão bonito!

- Mas Carlisle...

- Seu pai não é mais o mesmo. – disse sucinta, não o deixando completar qualquer coisa que ele fosse dizer.

Ele respirou fundo, não passou despercebido o fato de que ela falou com tanto afinco a palavra pai, mesmo sabendo o quanto isso era torturante para ele, pensou em relembrá-la desse fato, entretanto quando olhou para sua mãe, viu amor no seu olhar e soube que ela era a espectadora mais importante de sua vida, pois, jamais iria interferir em qualquer decisão que tomasse, por mais que fosse o mais terrível erro, um erro que um mundo pudesse lhe condenar, com ela seria diferente, pois sempre estaria ali torcendo por ele, mesmo seu pai desejando o contrario.

- Obrigado! – sussurrou

Nesse momento Isabella soube que se dependesse dela, o segredo dos Cullens ficaria guardado eternamente.

- Só lutem por esse amor, poucos tem a chance de viver algo tão lindo!

- Mas e o Emmett – Isabella suspirou – Eu me preocupo com ele!

- Ele vai ficar bem, tem um carinho por você, na hora certa voltará e as coisas vão se acertar. Nesse momento, ele precisa ficar sozinho.

Isabella sorriu tristemente, mas concordou com Esme. O restante do café foi tranqüilo e quando Edward anunciou que iriam passar o dia fora, sua sogra lhe abraçou e sussurrou em seu ouvido para deixar as reservas e medo para trás, “o verdadeiro amor está batendo em sua porta, abra e seja feliz” foram suas ultimas palavras antes de permitir que eles se fossem.

Por todo o percurso, Edward segurava sua mão, às vezes levava até seus lábios e beijava delicadamente, ou às vezes somente lhe sorria. Demorou cerca de trinta minutos, mas finalmente chegaram até o destino, deixando-a boquiaberta.

- É um hotel fazenda! – disse quando estacionou o carro – O dono é um dos meus clientes e disse que poderia vim quando quisesse.

Isabella olhou-o encantada – Vamos passar o dia aqui?

- Esse é o objetivo! – Como o cavalheiro que ele era abriu a porta do carro e juntos chegaram até a recepção do hotel – Bom dia, diga a James Bonnes que Edward Cullen está aqui.

Isabella arregalou os olhos, James Bonnes era conhecido nacionalmente, saiu em diversas revistas ao lado de sua esposa, a atriz Victoria Bonnes. Era um empresário jovem que soube como triplicar a fortuna de sua família no ramo da hotelaria.

- Como assim você conhece James Bonnes? – sussurrou Isabella assim que o recepcionista saiu de seu campo de audição.

- Aro e sua empresa é muitíssimo conhecida, você se assustaria com as pessoas que circulam por lá. No caso de James só tenho coisas boas a dizer, de todos os milionários que conheci no meu trabalho, ele é o mais honesto e integro no meio de toda a sujeira que envolve o dinheiro.

- E Victoria, é realmente bonita como nas fotos? – perguntou com os olhos semicerrados.

Ele sorriu, a expressão de Isabella era o retrato do ciúme – Normal, nunca recebeu mais que uma simples olhada. – Foi honesto, apesar dos cabelos negros na altura do queixo, olhos verdes, cílios enormes, boca carnuda e nariz pequeno e bem modelado, acompanhado de um corpo curvilíneo, a esposa de seu amigo e ex-atriz Victoria Bonnes jamais chamou sua atenção mais do que o necessário.

- Não precisa mentir, ela é linda! – disse Isabella ainda o analisando.

- Mas eu não disse que ela não é... – levou uma de suas mãos até a face de Isabella e com as costas das mãos acariciou-a – Somente disse que não é o tipo de beleza que faça meus olhos se prender, como a sua!

Foi tudo o que precisou para convencê-la de que estava dizendo a verdade, mesmo ela sendo totalmente ciente de que estava muitíssimo acima do peso ideal.

- Quando me falaram que meu advogado e amigo estava aqui eu quase não acreditei!

James Bonnes era ainda mais belo do que as fotos que apareciam nas revistas. Com o cabelo castanho partido de lado e um fino bigode na face parecia ter saído da tela de cinema. Os olhos castanhos pequenos e levemente puxados combinavam perfeitamente com os lábios finos e a sobrancelha grossa. O terno que vestia caia bem, era esbelto e alto.

Mas ela não se prendeu muito tempo contemplando sua beleza, só foi olhar para o seu marido e entender na pele o que ele lhe disse minutos antes. James era bonito, mas nada nele fazia o seu coração acelerar.

Os dois se abraçaram animados. – Quero que conheça minha esposa! – disse Edward largando seu amigo e voltando a ficar ao seu lado.

Sorriu timidamente e ficou rubra quando James cavalheiro beijou-lhe a costa de sua mão. – É um prazer conhecer a senhora Cullen.

James passou a manhã com eles, não demorou muito para que Victoria se juntasse. Foram horas animadas. Estranhamente descobriu que a senhora Bonnes era em encanto de pessoa, passaram horas falando sobre maquiagem e viu os olhos da ex-atriz se iluminar ao escutá-la falar sobre sua gravidez. Percebeu tristeza nas feições da ex-atriz ao falar que há mais de um ano vinha tentando engravidar sem sucesso. Descobriu também que eles moravam no hotel fazenda. Como o estabelecimento ficava longe do centro dos holofotes e era bem protegido com guardas por todo o lado, não havia lugar melhor, sem citar o fato de poderem viver em volta da natureza.

Quando o sol da tarde aliviou, James e Victoria os deixaram sozinhos para curtirem o lugar, cederam também um chalé caso quisessem ficar e passar a noite.

Andaram de charrete, foi encantador pode se recostar no peito de Edward enquanto passeava em meio a tanta beleza. No meio do passeio chegaram até um lago, seu marido fez questão que descessem e juntos passearam de canoa.

Foi mágico quando um grupo de borboletas coloridas passou por eles, fazendo-a gargalhar. Como também foi divertido atirar pingos de água em seu marido, que entrou na brincadeira e lhe molhou também. Ao final do passeio de canoa, voltaram para a charrete, que continuou a percorrer um longo e lindo caminho. Para então chegarem a um lindo campo, com varias flores e a grama bem amparada, quando desceram do veiculo Isabella abriu a boca diante da beleza, estavam na parte mais alta do hotel, dali conseguiam ver toda a beleza do lugar.

- É tudo tão lindo... – sussurrou e então o sentiu abraçando-a por trás, dando-lhe um doce beijo no pescoço.

Para sua total surpresa, Edward programou mais que um simples passeio. Não demorou muito para ele se afastar dela, e com uma toalha vermelha e uma cesta cheia de comida ele organizou um piquenique. Tinha tudo o que ela gostava, nem ao menos passou por sua cabeça que ele prestasse atenção nos seus gostos até aquele momento.

- Enquanto você conversava com Victoria, com ajuda de James consegui com que os empregados da cozinha preparassem tudo. – confessou com um lindo sorriso nos lábios.

Com ajuda conseguiu se sentar no chão, e abraçada a ele apreciou as uvas roxas e doces, os morangos molhados de leite condensado que fez questão de dar em sua boca como se ela fosse uma menina de cinco anos com a simples diferença que sempre a beijava no final, biscoito com geléia e suco de laranja, a única coisa que ele levou que fazia parte de seu cardápio predileto.

Foi então que um trovão ecoou no céu, interrompendo o momento mágico que estavam vivendo. Rapidamente, Edward guardou toda a comida que levou na cesta junto com a toalha, entretanto os pingos grossos de chuva caíram antes que ele tivesse levantado Isabella totalmente.

A charrete estava a uns dois minutos de caminhada, por isso, quando finalmente chegaram ao veiculo já estavam encharcados. Para completar o vento estava contra eles no caminho de volta, fazendo com que a chuva as atingisse sem qualquer piedade. O funcionário que guiava os cavalos foi até rápido, fez o caminho de volta na metade do tempo, mas de nada adiantou. Assim que chegaram à recepção escutaram um dos recepcionistas dizendo que a saída do hotel estava um verdadeiro caos, com a chuva a terra se transformou em lama.

Sem outra opção seguiram até o chalé que James tinha reservado. Era lindo, todo feito de madeira com janelas de vidro sendo cobertas por cortinas, havia uma enorme lareira que Edward tratou de fazer funcionar, uma enorme cama de casal, um radio e uma enorme banheira. Foi nesse momento que ela correu seus olhos e percebeu que no local não havia uma divisória sequer, era de fato um local para um casal intimo, pois ali não tinha como esconder-se.

Um rubor de vergonha dominou sua face e quando Edward se aproximou com um roupão nas mãos sentiu seu coração acelerar. – Deve tirar essas roupas o mais rápido possível, antes que fique doente.

Ele ainda não havia percebido o que tornou tudo ainda mais difícil.

O que ela iria fazer?

Pediria para que ele saísse?

Somente um homem havia tocando em seu corpo e mesmo assim Jasper nunca chegou a vê-la por completo, em sua primeira vez a seu pedido ele não retirou sua roupa por completo e agora, bem, agora ela não estava muito bela para desejar que seu marido a olhasse.

Mas o Edward era a pessoa que ela confiava com tamanha força que até mesmo se surpreendia e depois da noite passada, depois de tudo o que atravessou com ajuda dele, depois de descobrir que estava ligada a ele com tamanha intensidade e que estar ao seu lado era tudo o que desejava e precisava, soube que precisava dar mais esse passo, precisava se jogar de vez, escancarar seu coração e perder seus medos e receios.

Engoliu em seco, se afastou dele e foi até o interruptor desligando a luz, apesar da decisão já ter sido tomada, ainda tinha temores.

http://www.youtube.com/watch?v=VL5hQSfZha0&feature=related

- Isabella? – Edward ainda não tinha percebido o que estava pra acontecer, por isso sentiu seu ar lhe faltar quando Isabella aos pouco começou a desabotoar o vestido que estava usando.

O barulho da chuva passou a ser o único som no local juntamente com a madeira sendo queimada, até mesmo a respiração pesada de ambos estava silenciosa. E apesar de estar tremendo ela não conseguiu tirar os olhos das feições de seu marido enquanto se despia em sua frente.

Assim que o ultimo botão foi desabotoado, Isabella permitiu que o vestido caísse deslizando por seus braços de forma preguiçosa, pois devido à umidade do tecido, o pano tendia a grudar em sua pele. Sua barriga arredondada ficou exposta e então respirou fundo, levou suas mãos até o fecho do sutiã e o abriu, para em seguida deixar seus seios inchados devido o leite que já havia dado sinal de vida livres.

Ela não conseguia acreditar, só podia estar delirando, não seria possível ele possuir tamanha contemplação em sua feição ao vê-la. Não era nenhuma inocente ao ponto de acreditar que estava linda, longe disso, estava bem distante dos patrões de beleza necessários para encantar um homem. Mas não desviou o olhar, continuou encarando-o firme, mesmo estando morta de vergonha. Retirou a ultima peça que faltava, sua calcinha de algodão branca, ficando completamente desnuda.

Os segundos lhe pareceram horas, engoliu em seco, mas não se moveu um milímetro.

- Você é linda... – A voz de Edward saiu sussurrante. Com passos lentos, se aproximou ficando de frente para ela. Com certo receio esticou sua mão e acariciou a face de Isabella com a ponta dos dedos – E tão linda que me deixa sem fala... – Desceu sua mão até o busto e delicadamente como se a qualquer momento ela pudesse lhe parar, seus dedos caminharam entre os seios de sua esposa, passou pela barriga arredondada e sorriu encantadoramente.

Isabella fechou os olhos e sentiu as mãos dele navegando preguiçosamente por seu corpo, em seus seios e barriga mais especificamente. – Eu nunca fiquei tão exposta antes! – confessou receosa.

Edward sentiu-se confuso com o comentário. Ela poderia ser inocente em muitas coisas, mais já havia se deitado com outro homem antes, a prova disso é que estava grávida. Percebendo que ele parou de acariciá-la e que o silencio dominou o local, abriu os olhos e encarou as feições confusas de seu marido.

Sabendo exatamente o que ele estava pensando, falou sobre algo que jamais pensou pronunciar – Só estive uma vez com um homem, e mesmo assim, nunca cheguei a vê-lo totalmente como ele também nunca me viu por completo!

Ela não precisou dizer mais nada, Edward conhecia muitíssimo bem seu irmão, se ela não estivesse se sentido segura, ele respeitaria. E por mais errado que fosse se sentiu feliz por isso, afinal, saber que somente ele tinha tamanho privilégio, era devastador.

Se deixando levar pelo sentimento de alegria que o invadiu, aproximou-se ainda mais de sua doce esposa e a beijou nos lábios de forma carinhosa, conseguindo com certa dificuldade controlar o desejo que ardia em cada pulsar de seu coração.

Como um terrível aliado um trovão ecoou, fazendo com que Isabella se assustasse e como conseqüência interrompesse o beijo, agarrando-o com força, levando-a a ter um leve tremor ao ter o seu corpo em contado com a roupa molhada de Edward.

Com certa dificuldade ela se afastou – Você esta encharcado. – disse com o olhar baixo.

Sem qualquer receio ele segurou sua mão e beijou-a. – Quer me ajudar a retirar a roupa? – perguntou com a voz rouca.

Ela levantou o olhar e o encarou, ele estava serio, mas seus olhos possuíam um brilho que identificou como expectativa. Sem dizer uma só palavra, suas mãos ganharam vida e pouco a pouco cada peça de roupa fora saindo do belo corpo de Edward.

O máximo que já tinha visto fora o seu marido sem camisa, e mesmo tendo somente a luz da chama que ardia na lareira, não conseguiu esconder sua expressão admirada, nunca imaginou ser possível tamanha beleza. Não é como se fosse uma cega e não fosse ciente de que tinha um marido muitíssimo belo ao seu lado, mas era fato que não estava preparada para a perfeição masculina que possuía a sua frente.

Definitivamente, Deus era o mais perfeito artista de todos os tempos.

Permitiu que seus olhos navegassem por mais alguns segundos para então finalmente tocá-lo. Um leve tremor passou por seu corpo quando sentiu o contorno dos músculos e os cabelos levemente encaracolados e úmidos que cobriam o peito másculo e bem definido de Edward. Respirou profundamente quando sua mão desceu para o abdômen rígido e adorou a sensação de tocar o osso proeminente que indicava o quadril de seu marido.

Adorando ter as mãos delicadas de Isabella em seu corpo desnudo, evitou fazer qualquer movimento que pudesse levá-la recuar em seus avanços. Entretanto, sabia o quanto difícil era para ela esse momento, por isso, não permitiu que o momento delicioso que estavam vivendo se tornasse constrangedor, puxou-a para um beijo delicado e calmo, apesar de querer fazê-la arder em suas chamas.

Não demorou muito para que se desejo se tornasse realidade. Ela estava tão entregue, tão exposta como nunca esteve em sua vida, como nunca imaginou ser capaz, o beijo que a principio serviria para acalmar seu coração acelerado, teve o sentido contrario. Ofegante, ele permitiu que ela pudesse respirar, para enfim, levar sua boca para outras partes de seu corpo. Isabella nem ao menos sentiu que havia se movimentado, somente percebeu, quando ele delicadamente a deitou no lençol branco e macio que forrava a cama.

Mordendo seus lábios com força, segurando firme o lençol, se permitiu sentir a boca de Edward navegar por seu corpo, pelos lugares onde suas mãos já haviam caminhado. Gemeu deliciosamente quando o sentiu mordiscando o bico de seu seio. Um arrepio frio e delirante atravessou sua coluna.

- Confia em mim? – ele sussurrou em seu ouvido.

Quando que havia largado seu seio ela não sou dizer, pois as caricias de suas mãos em seu corpo a deixavam atordoadas. – Sim! – respondeu com um sorriso doce e pequeno nos lábios.

Ele lhe beijou novamente nos lábios com sua boca mágica e então voltou a descer por seu corpo. O vale entre seus seios, sua barriga esticada e então o monte de Vênus que possuía entre suas pernas. Por instinto uniu suas coxas.

- Por favor... Confia em mim! – pediu ele enquanto distribuía beijos por seus joelhos. Sem saber o que fazer o olhou nos olhos – Só quero amar você, nada mais que isso!

Era tudo o que precisava, respirou fundo e abriu as pernas para ele. Segundos depois a parte de dentro de suas coxas foi agraciada com beijos demorados e delicados, para finalmente sentir a respiração quente de Edward batendo em sua intimidade.

Não fazia idéia de que tal ato pudesse lhe levar ao mundo desconhecido, foi devastador, voraz... A língua e os lábios de Edward contra sua intimidade, sentindo-a, descobrindo-a tão intimamente como nem mesmo ela seria capaz de se conhecer.

Entretanto, nada foi mais delirante do que senti-lo dentro dela. Delicadamente ele a colocou deitada de lado e abraçando-a por atrás adentrou sua gruta intima e quase virginal. Intimidade contra intimidade, carne contra carne, entrega contra entrega... O som de seus corpos se encontrando e os sussurros e gemidos que seus lábios soltavam eram as únicas coisas que ela conseguia perceber.

Ele a penetrava lento e sutil, fazendo-a sentir cada pedaço deles que se uniam. Entretanto ela queria mais e quando implorou por algo que não sabia ao certo o que seria ele lhe deu. Investidas forte que a levaram de vez para o mundo do amor.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
eu sei, eu sei... mais de uma semana sem postagem... sou muito malvada... me desculpem por isso... mas é q estou pra ficar doida... serio msm.... minha irmã gravida esta com problemas e então não tive muito tempo para organizar o capitulo, peço que me desculpem se o capitulo tiver com erros mais que o aceitável...
Não posso ficar muito tempo on... então queria agradecer os comentarios do cap anterior.... valew
espero que cont comentando.... e me digam... e ai, gostaram da primeira vez??? Bem, tinha que ser doce e delicado, ela esta gravida....
bjocas e até a proxima postagem....