Vida Roubada
29 Capítulo 26
Notas iniciais
Uma pequena dor no pé da barriga fez Isabella respirar fundo, estava suando frio sentia como se algo começasse a sair do lugar. E realmente estava. Carregar caixas, limpar a loja de cima a baixo, subir e descer escadas... Isso estava levando-a a um limite arriscado.
Mas o que poderia fazer?
Trabalhar na área da limpeza de uma loja foi tudo o que conseguiu, e como necessitava de dinheiro, não pensou duas vezes em aceitar o cargo. Tudo bem que no momento não sabia que estava grávida, mas quando descobriu sua necessidade de dinheiro aumentou, simplesmente não poderia ficar vivendo à custa de Emmett e Jasper, ou talvez dependendo da bondade de Edward novamente.
Aceitar o dinheiro deles para sua filha e para seu mais novo bebê que estava a caminho – conhecia Edward o suficiente para saber que ele não abandonaria um filho – era uma coisa, mas para ela... Não isso não poderia aceitar, nem ao menos merecia que se importassem com ela.
O grande problema é que não contou para o seu patrão que estava grávida, queria poder esperar um pouco mais, temia que fosse demitida, algo que não poderia suportar nas circunstâncias em que se encontrava. Entretanto os dias estavam passando, estava entrando no terceiro mês de gravidez e o trabalho estava ficando cada vez mais pesado e braçal.
O que seu chefe faria ao descobrir a verdade?
Teria ele piedade?
Simplesmente dependia desse dinheiro que estava juntando para procurar um canto tanto para ela como para seus filhos. Logo Emmett se casaria com Rose, os preparativos estavam a todo o vapor, e não conseguiria se vê morando com Jasper ou voltando para a casa de Edward. Por isso necessitava demonstrar que podia agüentar, que mesmo grávida era capaz de trabalhar.
Entrou no banheiro e lavou o rosto, olhou-se no espelho, estava pálida... Mordeu seus lábios e levou suas mãos até a barriga, acariciando-a. “Por favor, seja forte, seja forte por sua mãe” sussurrou tremula.
Sentou-se um pouco no vaso e olhou para o teto, sua visão embaçou, piscou os olhos, respirou fundo soltando o ar lentamente pela boca. Orou silenciosamente para Deus, pedindo a ele proteção tanto para si, como para o seu bebê, estava com medo, muito medo por eles.
- Isabella?
Ela nem ao menos se deu conta de que não fechou a porta do banheiro, não até escutar uma das funcionarias abrir a porta. Sentiu os dedos tocando em sua pele.
- Por Deus, esta suando frio... O que está sentindo? – perguntou.
- Nada demais, somente uma tontura... Não ando me alimentando direito, logo vai passar... – sussurrou.
Fechou os olhos e apoiou a cabeça na parede, nem ao menos viu quando sua colega de trabalho saiu, quando deu por si, estava rodeada por mais duas pessoas, entre elas seu patrão. Sentiu um medo percorrendo seu corpo, mas se assustou quando ele a fez tomar um pouco de suco e comer algo salgado.
- Tudo bem? – Seu patrão lhe perguntou.
Ela assentiu, ainda estava sentindo um dor leve, mas a tontura passou e sua visão estava normal.
- Ela ainda esta pálida! – comentou sua colega.
- Eu estou bem! – afirmou – Já posso até recomeçar a fazer minhas atividades...
- Não mesmo! – disse de forma incisiva o seu patrão. – Vai pegar as suas coisas e ir para casa agora mesmo!
Sentiu as lágrimas se formando em seus olhos, não poderia permitir que fosse demitida, tinha que se mostrar forte, capaz.
- Eu juro que estou em condições de trabalhar... Por favor, não me mande embora!
Seu patrão, um homem de quase cinqüenta anos, com um enorme bigode na face olhou-a assustado. – Está pensando que estou te demitindo? – perguntou.
- Não esta? – retrucou Isabella confusa.
Como reposta ele sorriu e pegou nas mãos ainda frias de Isabella – Minha jovem, você vem sendo uma excelente funcionaria, vem trabalhando duro sem descanso, muitas das vezes faz mais do que sua obrigação, não sou de falar muito, mas eu vejo tudo o que acontece em minha loja. Não sou louco, por isso não vou demiti-la, a não ser que me dê uma razão para isso, o que sinceramente não é o caso.
- Mas me mandou para casa... – sussurrou Isabella.
- É claro que mandei você não esta bem, e simplesmente não preciso que nenhum dos meus funcionários caia desmaiado ou morto em minha loja... Sou um patrão exigente, mas não sou um monstro. Vá para casa, descanse hoje e amanhã, aproveite para se alimentar... E volte na segunda energizada!
Isabella não soube o que dizer além de “obrigado”. Logo pegou suas coisas e seguiu seu caminho até sua casa. O dia estava quente, o que deixava seu corpo ainda mais mole. Pegou o ônibus e caminhou dois quarteirões para chegar à casa de Emmett, como sempre fazia, afinal nenhum ônibus iria mais perto.
Quando finalmente chegou era quase meio dia. Viu o portão da garagem aberto, Emmett estava ocupado mostrando os moveis para alguns clientes que nem ao menos a viu chegar. Adentrou a casa e viu Jasper deitado no colchão com sua filha, ambos estavam dormindo.
Ao menos isso, poderia tomar um banho e deitar-se que ninguém perceberia nada.
Foi para o quarto que dormia, pegou suas coisas e seguiu ao banheiro, tomou um banho rápido, e logo estava a caminho do seu aposento, entretanto, Jasper apareceu em sua frente antes que sequer percebesse que ele já havia despertado.
- Chegou cedo... – murmurou analisando-a – O que você tem?
- Nada... Somente uma tontura boba... Logo estarei bem... – sussurrou. Olhou para o lado e viu sua filha – Logo Rose virá para buscá-la.
- Eu sei, vou acordá-la mais tarde... Estou indo fazer a sopa dela... Acho que vou fazer mais, você esta com cara de doente, talvez uma sopa lhe ajude!
- Não precisa se incomodar...
- Vá se deitar Isabella, quem decide o que me incomoda ou não sou eu, e vou fazer uma sopa ou o que quer que seja para você comer, é obvio que esta precisando!
Isabella revirou os olhos e não disse nada, passou por ele e se jogou em sua cama, e mesmo com leves pontadas no pé de sua barriga, logo adormeceu. Foi um sono sem sonhos, como se estivesse apagando, acordou com leves toques em seu ombro, abriu os olhos lentamente e assustou-se ao ver Jasper com uma bandeja abastecida com um prato de comida e um copo de suco.
Levantou-se e se sentou na cama, passando as mãos nos olhos lentamente – O que...?
- Pare de reclamar ou questionar. – Jasper a cortou – Durante o dia eu sou o dono da casa, e por isso, quando se tem alguém fraco é responsabilidade minha fazer com que se alimente bem.
- Jasper... Você tem que cuidar de Rebecca, não precisa se ocupar fazendo coisas para mim tenho condições de cuidar de mim mesma.
- Já acabou? – perguntou Jasper com as sobrancelhas arqueadas. Isabella suspirou – Deixei você dormir tempo demais, à tarde quase toda para ser mais preciso, Rebecca já foi faz um tempinho e o sol já está quase sumindo. – ele colocou a bandeja em seu colo – Você está pálida, fiz uma sopa de beterraba e um suco de laranja para você, espero que coma tudo.
Deu as costas para Isabella e estava quase saindo do quarto quando ela lhe chamou. Ele virou-se e encarou-a – Obrigada!
Jasper nada disse, somente sorriu, recebendo um sorriso tão verdadeiro e honesto como o que deu. Muitas coisas aconteceram entre eles, algumas realmente ruins, mas quando há um sentimento verdadeiro, sempre há um modo de as coisas melhorarem.
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Olhou para a sua pequena que dormia tranquilamente na cama e sorriu. Nada no mundo poderia ser mais mágico que velar o sono de alguém que amava, como se estivesse garantindo, se cercando que os pesadelos ficassem longe, para trás.
- É lindo! – a voz de Rosálie a fez olhar para a porta. Sua amiga se encontrava na batente da porta, com os braços cruzados e o ombro esquerdo encostado na madeira que emoldurava a abertura.
- Não seria linda? – questionou Edward.
Rose balançou a cabeça sorrindo docemente. – Não, seria lindo mesmo. – percebendo o olhar de confusão de Edward ela continuou – É lindo o amor, ainda mais quando se trata de um amor tão sublime e verdadeiro como o que você sente por Rebecca.
Ele sorriu, sorriu de verdade, o que normalmente só acontecia quando se tratava de Rebecca, entretanto mesmo assim, ainda existia uma sombra negra em seus olhos.
- Isso é algo que não sei explicar... Mas adoro sentir, viver esse sentimento. – confessou olhando para sua filha que respirava calmamente.
- Entendo! – disse Rosálie de uma forma intensa, o que fez Edward olhá-la atentamente.
Com certa relutância ele levantou-se, seguiu rumo à varanda de seu quarto e esperou que sua amiga o seguisse, o que acabou acontecendo. Assim que ambos estavam sozinhos ele respirou fundo.
- Sinto muito não esta sendo um bom amigo. – disse olhando para o céu negro e estrelado.
Rose sorriu – Por favor, não se sinta mal por isso... – sussurrou.
- Rose, já faz alguns finais de semana que você tem vindo e me olhando como se quisesse me dizer algo, mas não fala... Por caso tem algo haver com essa aliança em sua mão direita?
Ele então a olhou e viu um enorme sorriu em sua face. – Você viu? Pensei que não tivesse notado.
- Posso está querendo ficar um pouco silencioso, introspectivo... Mas ainda percebo algumas coisas a minha volta. – ela abaixou a cabeça constrangida – Por acaso Emmett acordou para a merda que fez ao deixá-la, ou algum homem esperto percebeu a mulher maravilhosa que você é?
- É o Emmett... Um amigo em comum deu uma forcinha com ajuda de Deus... – sussurrou e olhou para Edward – O novo padre da igreja.
Edward sorriu.
- Somente uma força divina para fazer com que aquele cabeça-dura voltasse atrás. – comentou. Fazendo os dois sorrirem. – Quando será o casamento?
- Daqui a dois meses. – ela suspirou – Eu queria tanto, tanto que você estivesse lá. O casamento vai ser simples, será na casa de Emmett, tanto o civil como o religioso. Mas eu jamais o obrigaria a isso. – abaixou a cabeça.
Edward pegou no queixo de sua amiga delicadamente e a fez olhá-lo. – Está falando isso por conta de Isabella e Jasper?
- Eu não quero causar nenhum sentimento a você... Mas é que fica uma situação complicada. Você é o meu melhor amigo. Mas Emmett só tem a Jasper e eu não consigo imaginar outra madrinha... A não ser a minha irmã.
Edward olhou assustado para Rosálie. – Irmã?
Rose respirou fundo. – Procurei não falar nada sobre o que anda acontecendo, mas acho que algumas coisas você precisa saber.
Até que foi uma atualização rápida. Dizer sobre sua mãe e Isabella foi até fácil, difícil foi ter que contar que Isabella saiu de casa e estava morando com Jasper e Emmett, negou-se receber o dinheiro que mandava, pegava somente o necessário para Rebecca e que estava trabalhando em uma loja no setor de limpeza. Ele nada disse, mas pela expressão dolorosa em sua face, ficou claro o quanto essa noticia o machucou.
Edward olhou para o céu novamente e calou-se por alguns minutos. Rose esperou pacientemente até que ele falasse algo.
- Sua amizade é uma das coisas mais preciosas para mim. Entretanto não posso dizer que olhá-los não vá me machucar. Adoraria poder ver seu sonho se tornando realidade, mas não sei se posso.
Rose esticou sua mão e segurou as mãos de Edward de forma firme e carinhosa, dizendo silenciosamente que o compreendia.
- Ela está feliz? – perguntou em encará-la.
- Edward isso é algo que somente ela pode dizer... Mas, sinceramente, eu nunca vi minha irmã tão rodeada de sombras, nem mesmo quando pensou que Jasper havia morrido. Ela vem passando por muitas provações. E por mais que me doa, talvez seja algo bom, afinal, às vezes é preciso que tenhamos um choque de realidade para entender o que se passa em nosso coração.
- Nunca desejei que ela sofresse, nem mesmo agora.
- Eu sei... Mas isso vai além de nosso desejo. – Edward nada disse, continuou escutando Rosálie. – Não sei se esse é o momento certo, mas talvez nunca tenha um momento certo. Ela me pediu para falar com você, para dizer que quando estiver em condições procurá-la. Eu conheço Isabella sei que é algo importante, vi isso em seus olhos.
Edward voltou a encarar sua amiga.
- Não sei se ainda estou pronto. Mas... Vou pensar.
Rose olhou para baixou e depois o olhou nos olhos. – Será que algum dia estará pronto?
Ele ficou olhando para Rose, sentiu o beijo em sua face e a viu indo embora, o deixando sozinho.
Pensar ou falar?
O que mais lhe doía?
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Voltou sua atenção para o céu, viu as lindas estrelas e imaginou como ela estaria agora.
Será que seu irmão estava abraçando-a como ele costumava fazer?
Será que ele estava lhe contando sobre sua vida, sobre suas experiências?
Será que ele estava beijando-a?
Balançou a cabeça negativamente, não poderia começar a entrar nesse jogo, seria cruel demais consigo mesmo, mesmo sendo a realidade, olhou para o céu e viu uma linda estrela o cruzando, e do fundo de seu coração, antes que pudesse perceber, desejou poder olhar para Isabella, ao menos ouvir sua voz novamente, somente um momento com ela, para que pudesse olhar em seus olhos novamente e talvez quem sabe poder enxergar aquele brilho que o cativava. Voltou para sua cama, para perto de sua filha buscando sua sanidade, fechou os olhos e com toda força do mundo lutou para tirar esses pensamentos de sua mente, entretanto, antes mesmo que notasse o que estava fazendo, sua mente começou a navegar por mares tão perigosos como o de antes, mas esse barco era tão atraente e convidativo, que não teve como resistir, simplesmente se entregou.
Não estava mais na fazenda de Derek, não estava mais sozinho. Estava no hotel de James, estava naquele lindo chalé junto de sua mulher. Ela não estava grávida... Sua barriga estava lisa, como da ultima vez que a viu nua. Suas curvas estavam tão perfeitas, todas em seu devido lugar, podendo ser percebida mesmo com o robe branco de seda lhe cobrindo.
A chuva caia do lado de fora, e a lareira acessa esquentava o lugar, iluminando a mulher a sua frente. Os lindos cabeços escuros de Isabella caiam sobre seus ombros e costas, sua boca estava entreaberta, demonstrando em sua respiração acelerada que ela sentia o mesmo clima sexual que ele sentia. Seus olhos estavam brilhando, possuíam um misto de luxuria e amor que o deixava inebriado, fazendo irradiar dele, aquele brilho que tanto sentia falta. Lentamente o robe foi sendo retirado de seu corpo, aquele pedaço de seda macio e refinado foi parar no chão, demonstrando que nem mesmo ele com toda exuberância de um tecido tão desejado e apreciado chegava aos pés da pele macia e convidativa de Isabella.
As mãos de Edward formigaram, ele necessitava tocá-la, mas seus olhos ainda não haviam sido saciados. Ele necessitava mais, de uma forma tão desesperadora, ele necessitava olhá-la mais. Aqueles seios firmes, perfeitos, dois lindos montes alvos com dois lindos mamilos rosados, endurecidos, desejosos como dois pequenos e apetitosos morangos... Ah como ele queria poder acariciá-los, sentir, beijar, provar, degustar aquele deslumbrante pedaço de pele.
Olhou para a curva delicada de sua cintura, desejou poder enlaçá-la, prendê-la em seus braços e nunca mais soltá-la. Olhou para o seu objeto de loucura, coberto por pequenos cachos negros, molhados pelo desejo, pelo prazer que ela sentia ao ver o desejo em cada poro de seu corpo. Viu suas lindas pernas torneadas, e sorriu ao perceber que logo suas mãos estariam segurando-as com força enquanto a penetrava lentamente. Simplesmente adorava segurar firme suas coxas, suas nádegas, enquanto mergulhava em seu paraíso particular...
Até aquele momento, nem ao menos notou como ou quando aconteceu, ele estava totalmente despido, com sua rigidez amostra e sendo encarada por Isabella como se ela precisasse tocar desesperadamente sua região masculina, como se estivesse com fome de amá-lo, com uma promessa silenciosa de amar cada pedaço de seu corpo, com a doçura selvagem de seu toque, com seus leves e ardentes beijos...
- Eu preciso tanto te sentir. – a voz de Isabella era tão desesperadora, tão carregada de dor que ele sentiu seu coração doer.
Calmamente Edward deu um passo em sua direção – Eu sei, eu sinto o mesmo...
Ela sorriu, mas uma lágrima caiu de sua face antes que ela desse um passo – Eu queria tanto que você pudesse ver através de mim... Enxergar, sentir a minha alma...
Os dois deram mais um passo. – O que eu descobriria? – perguntou Edward com a voz calma, mascarando, ou ao menos tentando mascarar o desespero por ouvir a resposta.
Deram mais um passo. Estavam próximos, tão próximos que somente necessitavam esticar um pouco os braços para então se tocarem. – Sempre foi você!...
- Eu queria tanto poder acreditar nisso... – sussurrou.
- Eu sei... Compliquei tudo... Eu sei... Mas eu preciso tanto... – ela esticou as mãos e de forma receosa começou a recuar. Edward tentou pegar as mãos de Isabella, mas algo aconteceu, suas mãos não se tocaram, elas se atravessaram. Como se fosse dois fantasmas, como se não tivessem matéria.
- Não! Não! – gritou Isabella – Eu necessito... Dói demais ficar longe de você... – disse em meio a lágrimas.
Sem entender o que estava acontecendo, tentou tocá-la mais uma vez, entretanto não conseguiu. Seu coração acelerou. – Vamos encontrar uma forma... – sussurrou.
- Eu queria tanto que tudo fosse diferente... Se ao menos eu pudesse tocá-lo... Oh Deus, se eu ao menos pudesse... Eu lhe provaria que estou lhe dizendo a verdade... Eu preciso de você Edward... Eu preciso de você mais do que você pode imaginar, mas do que eu pensei ser possível...
Ele gostaria de dizer que acreditava, mas não... Ela estava morando com outro... Ela escolheu a outro homem... Um homem que chegou a sua vida antes dele, um homem que não poderia fazer mal, apesar de tudo, não poderia.
Foi então que sentiu, era como se suas forças estivessem indo embora. Ela o olhou, dava para ver em seus olhos que ela sentia o mesmo. Ele tentou falar, mas não conseguiu, tentou se mexer, mas não saiu do lugar, de repente abriu os olhos e estava no quarto que estava ocupando nos últimos tempos, na fazenda de Derek, com sua filha dormindo tranquilamente.
Respirou fundo tentando acalmar sua respiração acelerada e então percebeu que seu pênis estava ereto.
- Ótimo, era tudo o que precisava! – murmurou zangado.
Levantou-se, seguiu rumo ao banheiro e tirou suas roupas, molhando seu corpo com uma água gelada que serviu para fazê-lo desarmar. Tentou, mas estava difícil não pensar no sonho. Parecia tão real...
Quando voltou para seu quarto, percebeu que a ultima coisa que faria naquele momento era dormir, talvez por isso tenha adorado ouvir o mais novo herdeiro de Derek chorar... O pequeno Noah. Talvez se tivesse sorte Tanya poderia ao menos ouvir mais uma vez as loucuras de sua mente.
Entretanto antes de sair do quarto olhou para o céu.
“Mesmo longe, estou aqui, pensando em você, beijando você” – sussurrou para as estrelas, sem entender porque ainda se sentia assim, sem entender porque disse essas palavras.
Longe dali, Isabella também despertava de forma sobressaltada, seu coração estava acelerado. Fechou os olhos e suspirou... Fazia tanto tempo que não sonhava com Edward, talvez por isso sua surpresa tenha sido maior com o sonho erótico-emocional que deve com ele. Parecia loucura, mas era como se fosse real, mesmo quando não conseguiu tocá-lo, quando implorou por uma chance de provar que seus sentimentos sempre foram verdadeiros, quando quase revelou sua gravidez...
Levantou-se e seguiu até a janela, olhou para o céu e viu a noite limpa e iluminada.
O que estaria fazendo Edward agora?
Será que ainda conseguia sentir algum carinho por ela?
Suspirou.
Será que algum dia seria capaz de suportar a sua falta?
Talvez não, até porque, mesmo estando longe, seu coração o trazia para perto, com cada lembrança, com cada toque que parecia tão vivido. Seu corpo, sua alma, sua mente... Todos estavam marcados por Edward Cullen, marcados para sempre.
“Aceite o meu beijo, pois mesmo de longe, estou aqui, beijando você” – sussurrou para o anoitecer como se essas palavras fossem necessárias de serem ditas.
Completamente afetada, Isabella voltou para cama, abraçou o travesseiro e chorou pelas faltas que martelavam em seu coração. Ao menos havia um pessoazinha crescendo dentro de si, um ser que com toda certeza seria tão especial como o pai e a irmã. Concentrando em seu pequeno, acabou adormecendo.
Os minutos foram passando, a noite logo virou dia, e Isabella despertou. Entretanto, algo estava errado, sua dor no pé da barriga estava forte demais, bem mais intensa que as cólicas menstruais que sempre sentiu, era muita dor. Seguiu para o banheiro, tentou não fazer muito barulho, Jasper estava dormindo.
Quando finalmente entrou no banheiro, pode olhar-se melhor. Estava sangrando. Um medo frio passou por seu corpo, uma dor intensa se formou dentro dela, um grito agudo foi impossível de ser impedido. Antes que pudesse dar mais um grito a porta fora aberta e Jasper paralisou ao vê-la sentada no chão, com seu quadril e pernas banhados por sangue.
Como que por instinto, Isabella retirou sua calcinha, e gritou ainda mais, não havia somente sangue, havia algo com pernas e braços, bem pequeno, mas perceptível. Um choro desesperador tomou conta de Isabella.
- Meu pequeno... Meu pequeno... – sussurrou Isabella em meio a lagrimas de dor.
Jasper que até então estava paralisado abaixou-se e envolveu Isabella em seus braços, naquele momento nada mais importava, além de consolar uma mãe de uma terrível perda.
FIM DO CAPITULO
Notas finais
bem, como disse muitas surpresas iriam acontecer...
em relação a perda do bebê, bem já estava planejada, e isso tinha que acontecer para ajudar Isabella em algumas decisões... vcs irão entender, mas lá na frente... Mas n deixa de ser um acontecimento triste.... :(
A história ainda reserva surpresas... nem pensem que td esta visível e certo... la la la....
proximo cap só daqui a duas semanas, como falei estou viajando amanha, vou passar uma semana fora... mas deu pra deixar esse cap de presente para vcs....
ahhhh
o sonho do Edward.... foi lindo... e foi verdadeiro, uma encontro de almas... será que eles irão descobrir que estão tão conectados assim???
bem, hj fico por aqui...
comentem, comentem, comentem...
bjs
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