Vida Roubada

28 Capítulo 25 - parte 2



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Foi uma noite de bastante proveito, Jasper foi se deitar depois das cinco da manhã, assim que finalmente terminou o móvel em que estava trabalhando a mais de dez dias. Foi cansativo, mas o resultado foi o melhor possível, todos os detalhes bem desenhados, o polimento muitíssimo belo, os encaixes perfeitos. Completamente diferente dele... Nada estava perfeito ou belo, tudo estava uma bagunça, e talvez por isso, se focar no trabalho e em sua filha tenha sido a melhor coisa que pode fazer... Olhou em volta, viu seu amigo dormindo no colchão próximo ao dele... Estavam na sala, enquanto Isabella e Rebecca dormiam no quarto.


Levou suas mãos até a face e suspirou.


Como ele pode se perder tanto...?


Como ele pode fazer as coisas que tinha feito...?


O que exatamente sentia por Isabella?


E Alice... Onde estaria sua Alice?


“Ao menos me encare quando diz que ama outra mulher! Olhe nos meus olhos e me diz que tudo o que vivemos foi uma mentira, me diz que nunca sentiu nada por mim, diz que é somente ela que esta em sua mente agora, vamos, me diga que vou embora agora mesmo!”


Pode escutá-la tão claramente, como pode vivenciar tudo que aquele momento lhe deu... A lembrança que para sempre estaria gravada em sua mente, a forma como seus corpos se completavam, a forma doce com que penetrou aquele lindo, macio e delicado corpo.


Foi errado, ele não deveria ter feito isso, deveria ter se controlado, deveria... Mas não foi o homem que seus pais lhe ensinaram a ser, de certa forma Edward e Isabella estavam certos, em algum momento ele se perdeu e se tornou cruel, maldoso.


Isabella... O que exatamente sentia por ela?


É claro que era linda, é claro que qualquer homem se sentiria atraído por ela, mas será que existia algo mais? Por Deus, só em pensar que destruiu a relação dela com seu irmão por um simples desejo de vingança o deixava louco, mas é que naquele momento parecia o certo a se fazer...


Agora eles mal se falavam e sua filha era a única a aproximá-los.


Sua filha que mais tarde estaria com seu irmão, o homem que ela havia escolhido como pai...


Doía saber que não esteve lá quando ela e Isabella precisaram dele, mas de certa forma ter descoberto que Edward esteve lá, que deu tudo o que elas precisavam lhe aqueceu o coração e o fez pensar no irmão de forma diferente... De uma forma que há muito tempo não pensava. De repente era tão fácil se lembrar dos momentos que passaram juntos admirando as constelações, a forma como Edward era sempre paciente e prestativo com ele... Dos momentos em que olhava para o seu irmão e tinha desejado ser como ele, um homem como ele.


Irônico pensar assim, pois há um mês havia acusado seu irmão de desejar sua vida.


Sem que percebesse, o cansaço o venceu, retirando suas defesas, lhe dando a chance de fugir para um mundo em que tudo era maravilha, onde tudo era perfeito... Estava com sua Alice, ela cantando para ele, sorrindo para ele, tornando seu mundo completamente alinhado.


Sonhar com Alice era o combustível para seguir em frente, se levantar, cuidar de sua filha, trabalhar e ter a esperança de que tudo um dia iria melhorar, talvez por isso, quando o sonho chegava ao fim o aperto doloroso se formava em seu coração, e tinha que respirar fundo para que pudesse controlar o choro, ainda mais nos dias em que sua filha não estava presente.


Olhou para o relógio e suspirou, definitivamente sua filha já havia ido, estava seguindo rumo ao encontro de seu irmão. Mordeu seu lábio inferior e fechou os olhos.


– Fico feliz que tenha acordado, não criei nenhum de meus filhos para dormirem ao invés de trabalhar! – paralisou. Aquela voz em um tom duro lhe vez viajar ao passado, para momentos que mais pareciam sonhos. – Não vai se levantar?


Criando coragem, Jasper se levantou e encarou seu pai pela primeira vez depois de muito tempo, engoliu em seco e tentou aparentar serenidade em suas feições. Entretanto um sorriso de seu pai lhe desarmou.


– Será que não ganho um abraço? – perguntou Carlisle com carinho na voz e o amor emoldurando suas feições.


De repente não era mais um homem, era um menino, inseguro, dependente da atenção de seu pai, do carinho e principalmente dos conselhos. Seus pés ganharam vida, aproximou-se de seu progenitor e o abraçou firme, carregado de saudade.


Carlisle se afastou e levou suas mãos até a face de seu filho – Chorando? Pensei que já tínhamos passado dessa fase. – brincou.


– Eu acho que nunca vou deixar de me sentir um menino quando estou com você pai... Talvez não acredite, mas eu senti sua falta, por todo esse tempo eu senti sua falta! – disse entre lágrimas.


– Eu acredito! – disse firme, sem deixar um único motivo para dúvidas. Sorriu. – Sabe... – Suspirou – Estamos sozinhos, Bella saiu para trabalhar, Emmett está na garagem... Ou melhor, na carpintaria... O que acha de tomar um banho, enquanto preparo um pouco de café para nos dois?


Jasper sorriu – Como nos velhos tempos?


– Sim, como nos velhos, como bem sabemos um pouco de café ajuda a clarear as idéias, e fazem como que as palavras saiam mais facilmente!


Jasper assentiu, abraçou seu pai novamente – Quer ajuda para encontrar as coisas, ou...


– Não se preocupe comigo, lhe dou dez minutos!


Não deu tempo para um banho, mas ao menos deu tempo de lavar o rosto e escovar os dentes. Em 10 minutos, Jasper se encontrava sentado observando seu pai finalizando o preparo do liquido negro.


– Não deve estar tão bom como o da sua mãe, mas, acredito que esta razoável. – disse Carlisle sorrindo, entretanto Jasper suspirou e abaixou a cabeça.


Percebendo que algo havia mudado, Carlisle terminou de preparar o café e sentou-se próximo ao filho, servindo a ele uma xícara para Jasper e uma para ele. – Sua mãe esta bem, de certa forma ela compreende o espaço que você esta pedindo.


Jasper sorriu triste. – Não tente amenizar as coisas pai...


– Não estou tentando amenizar nada, você mais do que ninguém sabe o quanto sou honesto, ainda mais quando se trata de sua mãe.


– Pai sei muito bem que minha mãe não esta nada feliz... Sei disso, porque agora estou descobrindo o que é ter um filho...


– Mas não disse que sua mãe estava feliz. – disse Carlisle cortando-o. – Ela chora, sente sua falta, sonha com um momento em que poderá abraçá-lo novamente... O filho que ela pensou que havia morrido o filho que ela pensou que só pudesse existir em suas lembranças... Esse filho esta vivo, mas ao mesmo tempo, é como se ainda estivesse morto! – tomou um gole de seu café e viu as lágrimas descendo pela face de Jasper – Entretanto, é como disse a você, ela entende que você precisa de um espaço.


– Grande espaço... Ao invés de pensar, de me reorganizar eu só fiz coisa errada.


Carlisle segurou a mão do filho e esperou que ele o encarasse. – O que foi que você fez de errado? – perguntou de forma serena.


Jasper arregalou os olhos – Pai, por favor, não diga que você não sabe!


– Não sei o que? – questionou.


Jasper sentiu-se incomodado, mordeu os lábios e tomou um pouco de seu café, suspirou e voltou a encarar o seu pai. – Eu destruir a vida do meu irmão! – confessou com a voz falhando.


– Hum... Entendo! – Carlisle disse sem qualquer recriminação na voz e voltou a tomar seu café.


Os segundos foram passando, Jasper ficou impaciente, esperava por mais palavras de seu pai, mas ele nada falou. – Pai diz alguma coisa! – pediu.


Carlisle nada disse por um tempo, tomou todo o café que estava em sua xícara e serviu-se de mais. – O que quer que eu diga? Nenhuma palavra que eu falar vai mudar as coisas.


– Eu me sinto no chão! – confessou Jasper.


– Ahh... Infelizmente disso eu entendo, sei como é se sentir no chão, se sentir um ser inferior em meio ao nada... Mas sabe de uma coisa? Eu aprendi que nem sempre o que fazemos defini quem somos... Jasper... – suspirou – Como reagimos às conseqüências de nossas ações é que nos torna dignos ou indignos, merecedores de respeito ou não.


– E quando não sabemos como reagir?


– Bom... Nem sempre é fácil conseguir respostas para o que nos atormenta!


Jasper levou as mãos para a cabeça e suspirou em meio ao desespero.


– O Edward... Ele tem dado noticiais?


Carlisle respirou fundo, sabia que esse assunto mais cedo o mais tarde iria ser abordado, por isso tinha ciência de que não deveria trair nem um dos dois.


– Não muito, mas o suficiente para esclarecer que está vivo!


Jasper encarou seu pai. – Ele a ama, não é?


– Isso não é algo que devo dizer Jasper, são sentimentos que não me pertencem, não é a mim que você deve perguntar.


– Eu sei... Eu vi, naquele dia na igreja eu vi... Mas não foi o suficiente para me fazer parar... Uma raiva, uma inveja me atingiu... Ainda me atingi, devo admitir que dói não ter estado presente quando minha filha nasceu.


O fato dele não ter falado em Isabella não passou despercebido por Carlisle.


– Um sentimento natural, você não é menos digno por isso!


– Talvez por isso não, mas por ter separado meu irmão do amor de sua vida e por ter jogado no lixo a mulher da minha vida... Ah pai, são meus méritos, ninguém pode me tirar.


– No fim das contas, a palavra final nunca foi usa Jasper... Isabella aceitou seus avanços porque também sentia algo por você, e querendo ou não, é ela quem vai dizer a palavra final.


Jasper olhou para o seu pai por alguns segundos confuso, entretanto logo percebeu que jamais tinha citado o nome de Alice para ninguém com exceção de Emmett.


– Não estava falando de Isabella quando disse do amor de minha vida pai.


Carlisle arregalou os olhos diante da confissão de seu filho, mas logo tentou aparentar normalidade.


Jasper olhou para o teto e sorriu ao conseguir ver cada traço delicado de sua Alice. – Quando eu nem mesmo sabia o meu nome, quando eu estava internado em uma cama de hospital... Além de uma chance de viver, uma linda jovem conseguiu fazer com que meu coração ficasse em paz... Não tive como ou porque fugir, era uma ligação tão intensa e verdadeira, com um simples sorriso ela me trazia uma calma, com um simples beijo deixava minha pele arrepiada, com um simples olhar simplesmente enxergava minha alma...


– Não entendo, porque a deixou? Porque tentou reatar com Isabella?


– Porque era certo! – olhou para o seu pai – Quando me lembrei de tudo, quando descobrir que tinha uma filha, os valores que o senhor e minha mãe sempre passaram falou mais forte.


– Você deixou a cabeça de Isabella confusa por conta de valores? – Carlisle não se preocupou em esconder sua surpresa dessa vez.


– Não... Quer dizer eu vim por isso, mas quando eu a vi naquele vestido de noiva, tudo o que conseguir pensar foi em como ela era linda e doce... Não sabia como ou porque, mas um pedaço do meu coração ainda batida por Isabella, ainda bate por ela... Quando tive a chance de beijá-la toda aquela ardência voltou.... Eu me vi obcecado por ela, quis reviver tudo aquilo que tínhamos antes, e mesmo sentindo uma ponta de dor por Alice, ficar com a mãe da minha filha me pareceu a coisa certa.


– Lhe pareceu? Passado? – perguntou depois de ter digerido o que escutou.


– Não sei... Às vezes tenho vontade de abraçá-la, de confortá-la, nem é preciso escutar os soluços de choro dela para saber que estar sofrendo, mas também sei que meu abraço é a ultima coisa que ela gostaria de receber... Como também, morro de vontade de voltar para Alice, de pedir perdão, mais uma chance, mas é tudo tão complicado, eu simplesmente não posso voltar sem entender o que sinto por Isabella, sem saber como as coisas vão ficar com Alice. Deixar tudo pra trás não seria justo com ninguém, muito menos comigo.


Carlisle apertou a mão do filho e sorriu – Uma decisão sábia!


Jasper sorriu. – Ainda estou confuso, preciso de tempo para tomar algumas decisões, preciso entender algumas coisas, mas, mais que tudo, eu preciso dos meus pais em minha vida, já adiei esse momento por tempo demais!


Os olhos de Carlisle brilharam – Fico feliz em escutar isso, sua mãe irá ficar radiante em poder estar perto de você novamente.


– Eu também, pai!


Ele não sabia, mas, se sentir amado, ser escutado sem julgamentos era tudo o que precisava para que aliviasse um pouco o aperto em seu coração, e ter vontade de seguir em frente. Ele não sabia, mais seu pai soube mesmo antes de colocar os olhos nele, por isso, sentia-se o ser mais especial do mundo, mesmo achando que não merecia tanto.



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O final de semana parecia que iria terminar como sempre vinha terminando desde que se comprometeu com seu amigo e chefe. Uma despedida dolorosa para pai e filha e uma longa viagem que começava antes de a noite chegar, ao menos Rebecca dormia na maior parte do tempo, o que a deixava tranquila, para prestar atenção na estrada como deveria, pois mesmo sabendo que Sarah estava no banco de trás acalentando a pequena enquanto chorava, não tinha um coração de pedra para ser indiferente a agonizante saudade que a menina sentia ao se afastar tanto de seu pai como de sua mãe, e viajar por horas escutando o sofrimento de uma criança era por demais doloroso.


Entretanto seu sofrimento não acabava quando por fim entregava a pequena para a mãe, continuava quando olhava para os olhos de sua irmã e não poder nem ao menos tentar ajudá-la com os problemas com sua mãe e com Edward, doía quando ao longe avistava Emmett e ele nem ao menos vinha em sua direção para lhe dar um abraço, doía voltar para casa onde morava e encontrar dois pais sofrendo pela distancia de seus filhos, doía quando se trancava no quarto e chorava, para aliviar o aperto de seu interior, um aperto tão imenso que muitas vezes parecia que iria destruí-la por dentro, que lhe causava muitas vezes falta de ar.


Mas esse final de domingo começou de uma maneira diferente, quando por fim entregou sua Rebecca para Isabella, sua irmã lhe sorriu.


– Obrigada Rose, por mais uma vez levá-la para ele! – normalmente Isabella falava somente um simples “obrigado” e lhe dava as costas, evitando estender a conversa.


– Procuro pensar que se fosse eu, você faria o mesmo! – ela também deu uma resposta que normalmente não dava.


As duas se olharam por longos minutos e Isabella assentiu e lhe virou as costas, entretanto antes de entrar virou-se e chamou por ela. – Rose, você seria capaz de me fazer mais um favor!


Olhou para sua irmã e assentiu. – Diga do que precisa.


Isabella mordeu seu lábio inferior e hesitou por alguns segundos, mas por fim falou – Se puder, diga ao Edward que preciso falar com ele, assim que ele tiver condições de me olhar... – fechou os olhos, estava constrangida – Só diga a ele que é importante, sim?


Rose normalmente teria se negado a esse pedido, mas algo nos olhos de Isabella lhe alertou, lhe disse que de fato era uma conversa importante.


– Se tiver oportunidade, falarei!


– Obrigada!


Assim que sua irmã sumiu dentro da pequena construção, Rosálie olhou em volta. Outra coisa diferente, Emmett não estava por perto. Um nó se formou em sua garganta, sinceramente não sabia o que lhe causava mais sofrimento, o fato de olhá-lo e não poder tocá-lo, ou simplesmente não ver aqueles lindos olhos em sua direção.


Em dúvida se iria embora ou não, ficou parada, olhando para o nada, controlando sua imensa vontade de chorar, tentando encontrar alguma força que a fizesse ser forte o suficiente para não sofrer tanto...


– Rosálie? – Sarah a chamou, confusa pela demora.


Como se estivesse sido despertada, Rose virou-se e sorriu tristemente para a jovem que ainda cuidava da casa de seu amigo.


– Desculpe! – caminhando de volta para o carro, adentrando o automóvel e o ligando. – Você deve estar cansada, eu meio que me perdi no tempo.


– Tudo bem, acontece, afinal, tanta coisa aconteceu ultimamente...


Rose concordou silenciosamente e suspirou, estava tão cheia das inúmeras tempestades que vinham caindo sobre cabeça, e mais cheia ainda de não poder encontrar meios para conseguir superar as conseqüências trágicas.


Ao menos estava tentando. Repetiu silenciosamente para si mesma, mais uma vez.


Entretanto de nada adiantou, logo a imagem de Emmett tomou conta de sua mente, de seus pensamentos. A forma linda como ele sorria, o brilho que emanava de seus olhos, o jeito sublime como tentava descrever seu amor por ela, a forma como um simples toque fazia sua pele arrepiar-se. Logo as lindas lembranças foram fundidas com lembranças dolorosas, ele não sorria mais, seus olhos estavam duros, não falava de amor e nem ao menos tentou tocá-la desde que a viu depois que voltou da guerra.


Uma vez chegou a imaginar que talvez ele tivesse se apaixonado por outra pessoa, mas ao logo dos meses não soube de nada que levasse essa idéia se firmar.


O que de fato havia acontecido?


Gostaria tanto saber o motivo que os levaram a se separar.


Talvez assim, finalmente poderia seguir em frente.


Não soube ao certo como sua mente conseguiu, mas antes que se quer percebesse, chegou em casa e Sarah olhava para ela preocupada, tranqüilizou-a e antes que cometesse mais alguma atitude questionável, fez algo diferente das ultima semanas, voltou a dirigir e teve sorte de chegar a tempo de pegar a ultima missa do domingo.


Paz!


Era o que precisava para que a dor nervosa que sugava suas forças fosse dominada.


Deixou que cada palavra lhe preenchesse, fechou os olhos e permitiu que sua fé emergisse, se entregou como sempre fazia e ao se ajoelhar e clamar pela imensa misericórdia divina, implorou por seu amor, implorou para que tivesse pena de si e fizesse com que a dor que vinha comandando seus sentidos, fosse para longe.


Quando a missa chegou ao fim, sentou-se viu as pessoas levantando-se, saindo da casa de Deus, umas sérias e outras sorrindo, analisou o olhar de alguns e sem ao menos perceber ficou tentando comparar, tentando encontrar um brilho ao menos parecido com aquele olhar que lhe conquistou no passado.


Por Deus, o que estava fazendo?


Estava se afundando ainda mais no vazio que era sua alma.


Olhou para o altar, olhou para Jesus representado na cruz e permitiu que as lágrimas rolassem por sua face, parada em do banco da igreja, se permitiu ser vista tão mal como sempre esteve desde que aquela maldita frase fora dita.


“Eu não quero você aqui, não quero olhar para você... Eu não te amo, não te amo!”


Tão perdida entre a dor e a lembrança, não viu quem se aproximou dela, permitiu-se ser levada e agarrou-se aquele toque acolhedor e gentil. Quando por fim conseguiu acalmar-se, percebeu que se encontrava na pequena e modesta sacristia da igreja, abraçada ao padre que lhe acalentava delicadamente.


Era o padre recém chegado, já o tinha visto antes, mas fora a primeira missa que participou com ele, afinal, com os problemas de sua família, acabou por se afastar da igreja, e talvez por isso, estivesse sentindo sua dor com mais intensidade. O jovem padre deveria ter por volta de 35 anos, era alto e esbelto, seus cabelos negros e bem cortados combinavam perfeitamente com seus olhos escuros. Possuía um nariz pequeno, mas seus lábios medianos lhe sorriram de tal maneira que a fez parar de soluçar.


– Posso estar enganado, mas acho que já lhe vi pela igreja, uma ou duas vezes! – comentou com uma voz tão serena que a fez sorrir.


– Sim, logo quando chegou, mas confesso que estou em falta com Deus! – disse com a voz rouca pelo choro.


Ele levantou as sobrancelhas.


– Em falta com Ele? Acho difícil, alguém que ora com tanta fé como você, que chega a ser vista até mesmo de longe não está em falta como nosso senhor. Pode estar em falta com as vindas à igreja, mas com Deus, definitivamente não!


Ela respirou fundo – Então porque essa dor esta me consumindo mais forte? Porque não consigo esquecer? Dói tanto...


O padre com uma compreensão bem vinda lhe segurou as mãos e limpou suas lágrimas silenciosas — Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: "Eu amo a Deus", mas odiar seu próximo é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. – disse o padre uma linda passagem da bíblia. – Não se culpe por amar, isso só prova o quanto Deus esta em sua vida... Doer nem sempre é ruim, a dor pode nos levar a lugares divinos quando atravessamos seus tormentos com fé em Cristo! Mesmo quando tudo parece perdido, mesmo quando achamos que estamos sozinhos, Ele sempre encontrará um modo de mostrar que está ao nosso lado, que sente nossa dor, que entende nosso coração!


– Eu sei... Eu acredito... Mas é que hoje tudo esta me parecendo tão difícil!


– Então, foi por isso que hoje Deus me colocou em seu caminho, simplesmente para segurar a sua mão e lhe ajudar a atravessar esse mar revolto, como Jesus ajudou a Pedro, guiado por Jesus.


– E isso só me faz acreditar ainda mais em minha fé, pois ter você aqui, me faz ter certeza que Ele me escutou!


Rosálie sentiu-se um pouco mais forte, um amigo de fé, era tudo o que precisava para agüentar, para dar mais um passo, quando tudo parecia tão escuro e frio.



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O dia passou como vinha sendo ultimamente, lento, agonizante, tortuoso... Ao menos era domingo, ao menos no fim da noite poderia desabafar, desanuviar, permitir-se um pouco de ordem, no tão desordenado mundo em que se encontrava.


Mas quem ele poderia culpar se não ele mesmo?


Ele havia mandando-a embora, mandado sua felicidade para quilômetros de distancia, a ponto de nem ao menos olhar a sua luz particular de esperança. Ultimamente, Rose nem ao menos olhava para ele, todas as vezes que vinha buscar e deixar Rebecca fazia questão de não perder tempo jogando migalhas de esperanças em seu coração.


Ah! Quanta falta vazia aquele olhar em sua direção, quanta falta vazia o seu sorriso, o seu toque, seu gemido de prazer quando ele simplesmente abraçava-a, desejando poder ser tudo o que ela precisava e acreditando nisso, porque seu pequeno e esbelto corpo feminino lhe demonstrava estar satisfeito em contado com o seu.


Ele se sentia digno de seu amor, um homem capaz de ser tudo o que ela precisava, ele acreditava nisso e simplesmente se deixou levar e se permitiu duvidar de que poderia ser esse homem, e como resultado final, se tornou indigno dela.


Olhou para o céu, viu que a luz do sol estava indo embora, logo Rose chegaria, entretanto dessa vez não poderia ficar e sonhar, tinha se comprometido, estava tentando ser o homem que ela precisava, estava lutando para se resgatar e provar que poderia fazê-la feliz.


Começou a caminhar, ultimamente estava andando demais, conseqüentemente tinha mais tempo para pensar. Porém mal deu alguns passos e escutou seu amigo trabalhando, estranhou, normalmente estaria andando de um lado a outro para receber sua filha. Sorriu internamente, Rebecca estava fazendo bem para Jasper, conviver com ela estava fazendo o seu velho amigo voltar aos poucos, trazendo a tona pensamentos e atitudes tão características dele que às vezes parecia que o tempo não tinha passado.


Parou e o viu montando uma linda penteadeira, com a madeira completamente polida, logo ele iria envernizar e deixar o móvel belo e perfeito como somente um excelente carpinteiro era capaz.


– Rebecca logo irá chegar! – comentou Emmett, fazendo seu amigo virar e o encarar com um sorriso doce.


– Eu sei, já estou terminando. – Emmett arqueou as sobrancelhas, perguntando silenciosamente se ele não estava exagerando, ultimamente estava trabalhando muito, ao ponto de diminuir o tempo para entregas – Não precise se preocupar, só estou descontando as horas que não trabalhei ontem! – disse como se estivesse lendo a mente de seu amigo. – Perdi a hora... Ficar com meus pais foi muito bom!


Emmett assentiu – Compreendo, mas não precisa exagerar, sei o quanto Rebecca lhe faz bem!


Jasper suspirou – Conviver com ela... Esta sendo a melhor coisa para mim. – fechou os olhos – Antes, quando eu cheguei simplesmente não conseguia entender meus pais, mas quando pude passar dia a dia com ela... Ah Emmett, eu entendo, porque agora eu sei o que é um amor de pai, é tão forte, e por mais que eu tenha errado ao ponto de me sentir perdido, só em saber que a tenho em minha vida, muita coisa muda. – voltou a encarar seu amigo – Me dar força para tentar acertar, por ela consigo olhar tudo de uma forma mais ampla e menos egoísta. Por isso, jantar ontem com meus pais, estar com eles novamente foi ainda mais especial que antes – sorriu tristemente – É uma pena que talvez seja tarde demais para outras coisas.


– Para quem acredita e luta, nunca é tarde demais! – disse Emmett com um sorriso acolhedor.


Jasper olhou surpreso para o seu amigo.


– O que está acontecendo? Você está diferente... Alguma coisa relacionada à Rose?


Emmett balançou a cabeça negativamente – O que o faz pensar isso?


– Você ama aquela mulher, sei bem o que o amor pode fazer com um homem... E você esta com aquele brilho nos olhos, um brilho bem característico eu diria, um brilho que no seu caso tem nome e sobrenome.


– Eu... Só estou tentando, só isso...


– Acreditando e lutando? – questionou Jasper, fazendo seu amigo sorrir mais uma vez.


Emmett estava vivendo um grande avanço, desde que voltou Jasper não o tinha visto sorrir tanto como nos últimos dias.


– Algo assim...


Jasper olhou seu amigo em silencio por alguns segundos e cruzou os braços. – O que realmente aconteceu Emmett? Você sempre amou a Rose, ela ainda te ama, eu vi, porque vocês se separaram, um amor como o de vocês nasceu para ser vivido, não para se jogar fora!


Os dois se encararam, Emmett não sabia ao certo se falava com Jasper ou não, mas acabou decidindo se abrir.


– Quando pensei que você tinha morrido, me sentir tão culpado... Tão índigo de estar vivo... Dias antes você sugeriu que fossemos embora, que voltássemos e eu não quis, você pagou com a vida, enquanto eu somente com alguns cicatrizes.


– Não esta querendo me dizer que terminou com ela para se punir?


– Não, não totalmente. – suspirou – Viver naquele inferno pode ser heróico para alguns, mas para mim não foi o caso... Eu simplesmente não conseguia me ver...


– E você consegue agora? – perguntou Jasper.


– Não como antes, mas isso não importa realmente, a Rosálie é uma mulher forte... – suspirou – Não sei se ainda vai me querer, não sou mais o mesmo, mas estou tentando me reencontrar, me moldar com as mudanças que sofri e então despir minha alma para ela, mostrar quem realmente sou e implorar para que me aceite... Pode ser que ela diga não, mas vai precisar de mais de um não para me fazer desistir.


Jasper sorriu.


– Fico feliz em saber disso, vocês foram feitos um para o outro.


– Tomara que ela pense assim também!


Não se falaram mais, Emmett se despediu e partiu, tinha que ajudar seu mais novo amigo e confidente, o homem que com seu jeito calmo e sereno, lhe ouvia e lhe ajudava a tornar as coisas mais suportáveis.


Não demorou muito para chegar a seu destino, estava na frente da igreja que tanto o fazia se lembrar de Rose. Tudo bem que as lembranças não eram as melhores, era sempre ela chorando por sua culpa, por uma dor que ele havia causado nela. Respirou fundo e adentrou, seguiu até a sacristia e bateu, logo seu amigo apareceu e sorriu ao lhe ver.


– Padre! – disse Emmett pedindo sua benção silenciosa. E recebendo-a.


– Estava preocupado, normalmente chega na hora.


– Peço que me desculpe, estava vindo quando um amigo começou a conversar comigo, mas ainda tenho tempo.


O padre sorriu. – Claro que sim, vou pegar a chave.


Emmett jamais imaginou que pudesse ser amigo de um padre. Tudo bem que Rosálie sempre fora muitíssimo religiosa, entretanto por mais que às vezes acompanhasse sua noiva nas missas em Forks, nunca fora de muita fé. Entretanto desde que a seguiu e viu naquela noite o tamanho de sua fé, Emmett começou a freqüentar a igreja, nunca orou por ele, sempre por ela, sempre pediu por ela. Durante uma de suas visitas, o padre William o percebeu e se aproximou.


Nunca em sua vida, Emmett conheceu alguém com tanta paz, logo o seu mais novo amigo se tornou seu ouvinte. Era o padre que o estava ajudando, fazendo com que ele voltasse a ser um homem digno não somente para sua Rose, mas para si mesmo.


– Obrigado, logo estarei de volta – disse Emmett recebendo a chave da caminhonete.


Sempre que precisava, o padre lhe pedia ajuda para transportar algumas pessoas que moravam longe para a igreja. O padre definitivamente era um homem caridoso, lutava pelos fieis, levava comida e remédio a quem precisava, e levava a igreja para quem não tinha condição de estar presente. Normalmente, Emmett não comparecia a igreja aos domingos, sabia que Rose poderia estar presente e não gostaria que ela o visse e tirasse conclusões errôneas de sua súbita participação.


Um dia falaria para ela, mas gostaria de dizer quem era o novo Emmett quando ela por fim enxergasse-o novamente.


Como sempre seu trabalho ocorreu da melhor maneira possível. Fez o transporte de ida, acompanhou a missa, fez o transporte de volta e estava se preparando para passar algum tempo conversando com seu mais novo amigo, quando o inesperado aconteceu.


Estava adentrando a igreja, quando viu, caminhando de encontro a ele, junto de seu mais novo amigo, seu único amor, Rosálie.


– Emmett! – disse Rose surpresa. Ele nada disse, simplesmente olhou-a fascinado, e triste, pois seus olhos vermelhos e inchados demonstravam o quanto ela estava sofrendo. – O que está fazendo aqui?


O padre olhou de um para o outro e percebeu o que estava acontecendo.


– Emmett vem me ajudando, é um grande amigo e cristão! – disse o padre com a voz serena e rezando a Deus internamente para que colocasse sua mão e seu amor em cada um dos dois.


– Ajudando? – perguntou Rose, visivelmente surpresa.


– Isso, pequenos trabalhos voluntários, normalmente ele não pode aos domingos, mas como o voluntario de hoje ficou doente, Emmett se propôs a vim e ajudar.


Rose piscou assustada, estava tão confusa, não conseguia imaginar Emmett fazendo algo assim. Entretanto logo engoliu em seco e sorriu timidamente.


– Quem bom. – sussurrou. Olhou para o padre – Obrigada por me ouvir padre, agora preciso ir! – pediu a benção do padre olhou para Emmett e engoliu a seco – Tchau. – seguiu para a rua.


Emmett ainda estava paralisado, não sabia o que dizer ou o que fazer. – Não acredito que depois de semanas escutando você declarando seu amor por ela, vai ficar ai parado! – disse o padre fazendo com que ele despertasse e o olhasse assustado – O que foi? Sou um padre, não um ser insensível, torço pela felicidade dos outros, ainda mais quando se trata de duas pessoas tão especiais como vocês.


– Eu... Eu ainda não me sinto digno dela! – sussurrou Emmett – Não me sinto merecedor... Não sei nem quem sou direito... Ainda não estou preparado...


O padre se aproximou e tocou gentilmente nos ombros de Emmett – Você realmente acredita que Ele iria permitir que uma filha tão pura de alma e coração como Rosálie fosse destinada a você, se você não a merecesse? Emmett você é tão especial como ela, entenda de uma vez, você é digno, você merece a felicidade, assim como ela! – olhou nos olhos de seu amigo – Você, com todos os seus defeitos é um ser digno de felicidade, acredite e lute por isso!


Acreditar e lutar!


Era o que ele vinha buscando ultimamente, então porque não começar agora?


Sem dizer uma única palavra, deu as costas para o padre e correu em direção à saída, olhou para os lados e encontrou a linda mulher que dominava seus pensamentos ao longe, aproximando-se do carro que Edward cedeu a ela.


Mesmo com sua perna doente, mesmo carregado de culpa e insegurança, correu, correu como nunca antes, e quando por fim se aproximou o suficiente dela, gritou. – Eu a segui, durante toda aquela noite eu segui você!


Rosálie que estava a um passo de abrir a porta do carro paralisou. Mesmo ofegante ela reconheceria aquela voz por milhares de anos. Calmamente virou-se, e o encarou. Havia algo diferente nele, algo que se assemelhava aquele Emmett que conheceu em Forks.


– O que esta dizendo? – perguntou confusa.


– No dia em que você me encontrou depois de tanto tempo, naquele dia em que me encontrou trabalhando e me escutou dizendo palavras feias e cruéis... Eu segui você, passei a noite velando por você, cuidando de você ao longe... Isabella a encontrou porque eu fui até ela e pedi que viesse...


Rosálie estava assustada, nunca imaginou que isso fosse possível.


– Por quê? – perguntou em meio a um sussurro.


– Porque eu te amo, porque eu mentir em cada palavra daquela maldita carta, porque eu mentir quando disse que não te amava, quando disse que a queria longe de mim... A verdade, a verdade é que sempre te amei!


Os olhos de Rose encheram-se de lágrimas. – Eu... Eu... – antes que pudesse dizer algo, Emmett se aproximou e tocou seus lábios gentilmente. E sem ter como evitar sentiu seu corpo arrepiar-se de prazer por um simples toque.


– Me deixe falar, por favor, me deixe falar, e então você pode dizer o que quiser.


Ela não confirmou de nenhuma maneira, mas ele entendeu olhando para ela, para aqueles olhos que ela deixaria que ele continuasse mesmo que lhe roubasse a noite toda.


– Eu me perdi... Quando voltei não conseguia me encontrar e voltar a ser aquele homem que você conheceu, aquele homem que você se apaixonou. Nem ao menos conseguia sorrir, como poderia fazê-la sorrir? Caramba Rose, você merecia mais do que um homem destruído como eu... Você não faz idéia do que é se sentir indigno da mulher que ama com toda alma e coração. – fechou os olhos – Eu quis poupar você, cedo ou tarde iríamos terminar, quis me poupar de ouvir você dizer que eu não era mais o homem que você desejava. – Voltou a encará-la. – Quando você saiu da minha casa aquela noite, quando vi suas lágrimas caindo por minha causa eu quis gritar, cair de joelhos e implorar que me perdoasse... Juro que quis, mas meu medo do futuro foi maior...


De repente Emmett perdeu a voz, afastou-se de Rose e virou-se de costas, olhou para o céu estrelado e pediu silenciosamente que Deus lhe guiasse, e fizesse com que as palavras certas saíssem de sua boca.


– Porque está me contando isso agora? – perguntou Rose.


Ele voltou-se para ela.


– Porque eu te amo, cansei de fingir que ficar longe é o melhor, você é forte, sabe fazer suas escolhas, não é certo que eu decida por você, só é certo que eu lute por você, que eu acredite em nos. Estou lhe dizendo isso porque eu a quero de volta em minha vida!


Por alguns segundos o ar faltou nos pulmões de Rosálie, há quanto tempo desejou escutar essas palavras?


– Como eu posso acreditar nisso Emmett? Como eu posso saber que daqui a dois dias você não vai se achar indigno de estar comigo? Que garantias você terá de que nosso amor é para sempre? Eu não iria conseguir escutar você sendo cruel comigo novamente... Seria demais!


Ele se aproximou e emoldurou a face de sua amada.


– Eu não posso garantir nada Rose, bem sei o quanto tudo pode mudar em um piscar de olhos, mas sabe de uma coisa? Eu não me acho tão especial, ainda estou me redescobrindo, algumas coisas em mim mudaram, mas eu creio que de que alguma maneira Deus acha que eu seja especial, porque ele não iria me colocar em sua vida somente para te fazer sofrer... Você é uma filha fiel, gentil, generosa, carrega o amor em cada atitude... Ele te ama! Ele me ama! E tendo isso em mente, tendo Ele comigo eu posso afirmar a você, não vou desistir de nos Rose, não dessa vez, nunca mais. Não importa quantos nãos você me diga, não vou desistir, vou lutar por nos em cada dia que nascer em cada respirar de nossas vidas. Vou lutar até mesmo quando sentir que minhas forças estão indo embora! EU ACREDITO NO AMOR, NA FORÇA DO AMOR, POR ISSO EU ACREDITO EM NOS!


Rose olhou-o e finalmente descobriu o que tanto achou familiar. – Seus olhos! – Sussurrou com o coração acelerado – Seus olhos estão brilhando como antes!


Ele sorriu, em resposta ela sorriu.


– Eu te amo, por favor, acredite em nos! – pediu Emmett.


– Oh Emmett, mesmo quando tudo me levava a não acreditar, eu sempre acreditei!


Carinhosamente, Rose levou suas mãos até a face do homem que fazia seu coração acelerar, passou os dedos pela enorme cicatriz que marcava o seu rosto e o sentiu estremecer – Eu te amo! – sussurrou antes de se aproximar e beijá-lo nos lábios.


No inicio foi um colar de bocas, mas não demorou muito para a saudade comandar, e línguas famintas se redescobrirem. Finalmente estavam completos novamente.


O padre que ao longe assistia os dois sorriu e mais uma vez viu o quanto Deus nos entendia e o quanto ele estava presente em nossas vidas!



FIM DO CAPITULO

Notas finais
Pronto... Capitulo 25 finalizado....

Final bem fofo heim???

Espero que vcs tenham gostado...

cap 26 vem ai com acontecimentos importantes.....

Comentem, comentem, comentem...

obs: estarei viajando, vou tentar me organizar para postar antes de viajar... se não conseguir, postagem somente em abril :(

bjocas