Vida Roubada

23 Capítulo 21


Notas iniciais
FELIZ NATAL!!!

Assim que Rosálie saiu da casa de Emmett, Jasper teve total certeza, ela acreditava cegamente que seu irmão era inocente.

Bufou.

O que Edward fez para conseguir que todos acreditassem nele?

Sinceramente não fazia sentido que seus pais, sua noiva e Rosálie pudessem ficar ao lado dele, não com o jogo de falsidade que Edward manipulava. Cansado, deitou na cama e adormeceu, seu corpo necessitava desesperadamente relaxar, e nada melhor que boas horas de sono para se desligar do mundo real que estava demasiadamente cruel.

Não soube ao certo por quanto tempo esteve desligado, entretanto assim que abriu os olhos sentiu que alguma coisa estava diferente, talvez por isso tenha permanecido deitado, esperando que fosse surpreendido, como de fato aconteceu.

- Espero que tenha descansado!

Ao escutar aquela voz engoliu em seco e respirou fundo antes de se levantar e encará-la pela primeira vez depois de toda a revelação.

- Está me esperando acordar a muito tempo? – perguntou ainda sem saber o que dizer ou fazer.

- Não muito, certamente menos de uma hora.

Os dois se encararam em silencio por alguns minutos, até que Jasper deu continuidade à conversa. – Emmett me disse que era um verdadeiro segredo onde morava... – sorriu – Imagina meu espanto quando Rosálie esteve aqui mais cedo e agora você...

- Rose esteve aqui? – perguntou Isabella assustada.

Jasper arqueou as sobrancelhas – Pensei que havia descoberto o endereço com ela.

- Não... Mais ou menos... – olhou para o nada – De qualquer forma nem ao menos vi Rose hoje, quando sai ela não tinha voltada, ou pelo menos não que eu saiba.

Ele assentiu – Entendo... – suspirou. – O que acontece com ela é Emmett? É nítido que ainda existe amor entre eles, mas...

- Mas Emmett é um cabeça dura que acredita piamente que irá destruir com a vida da mulher que ama por conta de tudo o que viveu na guerra... – sorriu tristemente – Tentei Jasper, juro que tentei, mas ele se sentiu culpado por você, por ele, sentiu-se indigno e afastou Rose dele... – Isabella olhou para suas mãos cobertas por luvas – Mas em todo caso, não o culpo, até mesmo o entendo, hoje eu o entendo... – Pensou em Rebecca, no quanto foi difícil aceitar sua filha. Voltou a encará-lo. – Quando ele dispensou qualquer possibilidade com Rose ele a feriu de tal modo que precisou de minha ajuda, foi então que em meio aos soluços de minha prima, descobri onde poderia encontrá-lo. Então eu vim...

- Pensei que não fosse querer me procurar, me apagar de vez de sua vida! – comentou enquanto olhava-a, estava com as pernas cruzadas na poltrona do quarto onde dormia.

Céus, Isabella continuava uma bela mulher, não, estava sendo muitíssimo injusto, ela estava ainda mais linda do quando a conheceu. Usava um pequeno chapéu bege com flores azuis, seus cabelos estavam com cachos bem definidos e seu vestido possuía combinações em tonalidades em azul e verde. Suas mãos estavam com luvas e em sua face uma bela maquiagem que a deixava mais iluminada e rosada.

Isabella era uma verdadeira perdição ao seu juízo!

Ela sorriu tristemente. – Jamais quis apagá-lo de minha vida, o destino que brincou conosco e nos afastou... – disse enquanto apertava seus dedos. Estava nervosa, mas tentava manter a calma para que a conversa fluísse sem mais sofrimento e drama que o aceitável.

- Certamente eu ajudei-o quando decidi partir e lhe deixar... – Jasper fechou os olhos e sem quer a imagem de Alice dominou sua mente. Balançou a cabeça negativamente e suspirou. – Nunca deveria ter abandonado-a.

- Jasper... – Isabella balançou a cabeça – Se você não fosse de encontro ao seu sonho o que seria de nos?

Ele passou a mão direita pelo rosto e com os dedos contornou os lábios enquanto abria a boca. – Por que diz isso? De repente não acredita mais no nosso amor? No que sentíamos um pelo outro?

- Não é isso Jasper...

- Não? – questionou-a enquanto se levantava – Porque sinceramente eu penso que há muito tempo você não tem total respeito por tudo o que a gente viveu...

Isabella arqueou as sobrancelhas – Não seja hipócrita, você teria transformado minha vida um verdadeiro inferno se não tivesse ido para essa maldita guerra... – nervosa ela mordeu seu lábio inferior, mas manteve o tom normal da voz – Desde que nos conhecemos você não parava de falar sobre seu avô, sobre como queria ser como ele... Torcia como um louco para que o país entrasse em guerra... – suspirou – Por Deus Jasper, admita que quando o presidente anunciou que estávamos em guerra você não parou de falar e imaginar-se sendo um soldado, lutando pela pátria... – bufou – Era o seu sonho, e eu passei a ficar em segundo plano, incapaz de lutar...

- Ora Isabella não diga besteira! – começou a andar de um lado a outro. – Você não era nem de longe segundo plano... – virou-se para ela e encarou-a – Eu amava você! Amava mais que tudo... – abaixou a cabeça por alguns segundos e voltou a encará-la com olhos carregados de lágrimas presas – Eu amava você e teria ficado.... Mas sei que não fiquei, sei que lhe abandonei e abandonei nossa... Nossa Filha... – quando citou a filha as lágrimas começaram a cair de seus olhos. – Se eu soubesse... Ah Isabella se eu soubesse jamais teria lhe abandonado...

Isabella o olhou firme – Você não me abandonou Jasper... A verdade é que nossa história fora quebrada sem que pudéssemos ter como dizer uma única palavra, sem que pudéssemos olhar um nos olhos do outro. E o que me pergunto, foi o que diabo aconteceu? Porque eu enterrei você, eu chorei a sua morte... Caramba o Emmett reconheceu o seu corpo e então... Então você apareceu quando todos sabiam que não poderia ser.... – a emoção estava destacada em cada palavra que ela dizia.

Jasper respirou fundo e secou suas lágrimas para enfim tentar explicar o que lhe tinha acontecido.

- Quando eu acordei estava na Inglaterra, não me lembrava de nada só sabia que estava mal, porque respirar me doía e nem ao menos poderia me mexer... – Alice voltou a povoar sua mente, mas nada disse sobre ela – Foi uma recuperação lenta, mas enfim consegui sobreviver...

- E não se lembrou de nada, em nenhum momento? – questionou Isabella.

- Às vezes... – Suspirou – Às vezes algo relacionado a você dominava minha mente... Como seus olhos, seu cabelo, ou nossa música... fascination... – ela abaixou a cabeça constrangida – ...Era como se eu soubesse que havia deixado alguém a minha espera... Mas nada muito concreto... Então eu deixei, deixei de pensar sobre e comecei a seguir com minha vida... Só depois, quando me lembrei foi que entendi do porque da confusão. – suspirou – Em meu batalhão havia um soldado com as mesmas características físicas que as minhas, por varias vezes fomos confundidos quando estávamos de costas com todo aquele uniforme... Somente Emmett era capaz de nos distinguir, o que chega a ser irônico... Quando fomos atacados, estávamos na mesma missão e ele foi atingido primeiro que eu, ele estava sentindo uma dor tremenda, estava em meus braços, e em uma tentativa desesperada de agüentar, puxou o cordão do meu pescoço...

- E então? – perguntou Isabella encorajando-o a continuar.

- Não culpo a Emmett, qualquer um poderia confundir uma vez que, quando a bomba estourou vários de nos ficaram irreconhecíveis, e George ficou irreconhecível ao ponto de me confundirem com ele. – suspirou – Não tive tempo de pegar o medalhão, o ataque foi tão rápido que nem ao menos pude fugir... O meu sonho como você disse, já havia virado pesadelo há muito tempo...

Jasper voltou a andar de um lado para o outro, não sabia bem como explicar o que havia lhe acontecido, não sabia bem o que poderia dizer ou não para Isabella. Foi então que parou de caminhar e respirou fundo.

Isabella estava com os olhos cheios de lágrimas, era como se pudesse ver a dor que ele estava sentindo. – Jasper...

- Um homem... – disse cortando-a – Tempos depois, estava andando pelas ruas quando esbarrei em um homem, ele me olhou de um jeito... Então me chamou de Jasper. É claro que neguei, disse-lhe que meu nome não era aquele, mas quando ele gritou o seu nome... Juro por Deus Bella, quando ele gritou o seu nome tudo mudou...

Ela piscou assombrando. – Gritou o meu nome? Mas como...

- Edward, meu irmão o contratou para me procurar! – afirmou sem qualquer rodeio.

Foi então que Isabella se levantou da poltrona e o encarou incrédula.

- Jasper não é certo ficar inventando histórias a respeito de seu irmão, ele nem ao menos está aqui para se defender!

Jasper sorriu sarcástico – Peter Owen, detetive particular que aceitou se inscrever para a guerra por uma boa quantia em dinheiro, dinheiro este prometido por meu irmão que diferente de todos vocês, de algum modo sabia que eu estava vivo!

- Jasper...

- Ele sabia Isabella, ele contratou alguém para me buscar, para me procurar!

- Mentira!

- Ele sabia que estava vivo – se aproximou de Isabella ficando cara a cara com ela. – Ele queria você porque sabia que eu estava vivo!

- Você não sabe o que diz! – disse ela entredentes.

Jasper a segurou pelos ombros – Ele mentiu para você, ele não a ama... – Olhou-a nos olhos e o desejo, a doce loucura que com somente um olhar o deixava fora si voltou a dominá-lo.

- Que absurdo está insinuando? – questionou Isabella raivosa.

- Eu a amo Isabella, não ele! – gritou antes de puxá-la para um duro e desesperado beijo.

A princípio, ela se debateu, tentou afastá-lo, mas pouco a pouco a agarre de Jasper foi lhe vencendo, fazendo-a se render aos macios e doces lábios de seu primeiro amor. Era como voltar ao tempo, era como estar em Forks... Era como mergulhar no mar... Tirava os seus sentidos, nublava sua razão.

Quando suas línguas se entrelaçaram, quando as mãos de Jaspes desceram por sua cintura, quando ela o abraçou mais forte o prazer foi tamanho que ambos gemeram... Era desejo, mas acima de tudo era saudade.

- Eu amo você! – sussurrou Jasper em seus lábios.

Foi então que ela despertou, percebeu que agora tudo havia mudado, agora ela era casada e o que estava fazendo era completamente errado. O empurrou sem deixar que seus lábios fossem tomados pelos dele novamente e lhe deu um tapa na face.

- Acabou Jasper, eu amo seu irmão, amo o Edward como nunca pensei ser capaz, nos dois não existe mais!

Pegou sua bolsa e sem olhar para trás o deixou. Entretanto, diferente do que ela pensava, ele estava cheio de esperanças, afinal, se realmente houvesse acabado, Isabella não se deixaria levar pelo beijo como aconteceu.

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Edward estava em seu quarto, tentando ao máximo concentrar-se, mas tudo o que conseguia fazer era pensar em Isabella, era pensar em seu irmão, em como diabo eles conseguiria sobreviver a tudo isso.

Suspirou e reclinou-se em sua cadeira, olhou em volta, tudo ali o lembrava com Isabella, o cheiro dela estava em cada canto, os lençóis ainda estavam bagunçados... Sorriu tristemente, por quantas vezes já haviam dormido abraçados? Por quantas vezes já haviam se amado? Por quantas vezes já haviam brincado com Rebecca naquelas quatro paredes?

Fechou os olhos e tentou jogar o medo para longe, o medo de perder sua família, sua felicidade.

Poderia chamá-lo de pessimista, mas a verdade é que desde que Jasper voltou do mundo dos mortos a sua “vida” começou a correr perigo, porque não era de todo tolo para pensar que Isabella não ficaria dividida, e ela teria que escolher... Se ao menos Peter o tivesse comunicado, as coisas seriam diferentes, ele poderia ter preparado Isabella, seus pais, ele poderia ter se preparado...

Mas, não... As coisas saíram da pior forma possível.

- Edward! – uma voz doce e sussurrante lhe trouxe para a realidade, sua dura e cruel realidade.

Abriu os olhos e viu Rose parada próximo a porta, ela o olhava preocupada e ainda vestia-se com a roupa de festa de seu casamento. Ele lhe sorriu tristemente.

- Pela sua feição vejo que não irei receber boas noticias.

Rose lhe sorriu, entrou no quarto e fechou a porta, caminhou lentamente e olhou em volta, suspirou e sentou-se na cama encarando-o. – Queria poder lhe trazer boas noticias.

Ele voltou a reclinar-se e fechar os olhos. – Eu sei disso, mas também sei que nesse momento, de boas notícias, somente a volta de meu irmão...

- Engraçado você dizer isso enquanto ele nutri uma raiva mortal por você!

- É o meu irmão, meu irmão caçula... Acho que nunca poderei odiá-lo verdadeiramente, mesmo que ele chegue a tirar de mim as duas mulheres de minha vida!

Rose abaixou a cabeça – Acredito que você já sabe o que vim lhe dizer. – Sim ele sabia, ele soube que a verdade viria a tona no momento que viu Peter com Jasper na porta da igreja.

Edward voltou a abrir os olhos e encarar Rose que mantinha a cabeça baixa – Rose! – chamou-a e esperou até que ela o olhasse – Eu não sabia, não havia como saber... Eu não planejei nada disso, eu só não aceitava a morte do meu irmão, as explicações que tive... Era tudo tão vago... Então contratei o Peter!

- Como você também não planejou Isabella! – comentou Rose.

- Mas é claro que não! Isabella aconteceu – Sorriu – Rebecca aconteceu... Eu não queria, mas aconteceu e não tive como lutar contra... Eu as amo!

Rose sorriu. – Eu acredito em você, em nenhum minuto duvidei de sua inocência em tudo isso...

- Mas...?

- Mas Isabella saiu e eu acho que ela foi procurá-lo, algum tempo atrás eu contei a ela como encontrar Emmett, não é muito difícil ela juntar as peças e encontrá-lo e sinceramente não sei como ela irá reagir... É diferente, eu não estou no olho do furacão... Sou somente uma pessoa que está de fora e por isso consegue enxergar as coisas de um ponto de vista mais neutro.

Edward sorriu. – Imaginei que ela teria ido vê-lo, eu mesmo teria ido se soubesse como encontrá-lo... – Rose tentou dizer algo, mas ele não permitiu – Mas é melhor mesmo que não o veja agora, seria péssimo para ambos...

Edward falava com tanta calma que deixou Rose assustada, ela não conseguia agir tão passiva como ele.

- Edward... Se puder fazer alguma coisa...?

- Sim você pode, pode trocar de roupa e tomar um banho, deve estar cansada, exausta...

- Eu estou bem...

- Não Rose, você não está... Imagino que tenha encontrado com Emmett, imagino que tenha sido doloroso, você precisa de um tempo para você!

A loira abaixou a cabeça e ficou sem argumentos diante do fato. Aceitando a sugestão de Edward ela se despediu do amigo e se retirou para o seu aposento, deixando-o sozinho com seus pensamentos. Os minutos foram passando, e com eles a espera de Edward foi aumentando, mas ele sabia que cedo ou tarde ela voltaria e então o momento da verdade que ele tanto adiou chegaria.

Quando a porta do quarto se abriu e fechou com um baque surdo ele soube que o momento havia chegado. Olhou para a janela e viu que a noite estava quase chegando. Escutou os passos firmes de Isabella e esperou até que ela o confrontasse em busca de verdades, mas tudo o que ela fez foi ficar parada em um canto do quarto e encará-lo silenciosa.

Quando os minutos passaram e nenhum dos dois disse nada, Edward finalmente a encarou. Ela estava linda... Não pela roupa que usava ou pela maquiagem e acessórios, ela estava linda por ser ela, por ter aqueles olhos fascinantes encarando-o.

- Imagino que tenha sido difícil! – comentou.

Ela abaixou a cabeça e finalmente deixou que as lágrimas caíssem de seus olhos, ele não precisava dizer mais nada, era só olhá-lo para saber que Jasper não mentiu afinal. – Por quê? – levantou a cabeça e o encarou, queria poder olhar nos olhos dele enquanto ele lhe contava o que escondeu dela, apesar de estar se remoendo por dentro, apesar de estar sentindo o peso da culpa esmagá-la como um gigante faria com uma formiga.

- O que você queria que lhe dissesse? – suspirou – Não era nada concreto, era só uma sensação, não havia como saber.

- Você mentiu para mim! – o acusou como se assim sua culpa pudesse ser amenizada.

- Sim, mentir, mas nunca pensei dessa forma... Será que é tão difícil de você entender que não sou tão poderoso assim ao ponto de conseguir armar tudo isso? Será que é tão difícil assim de entender que sempre amei minha mãe e que jamais faria algo tão sujo com ela, ao ponto de esconder que meu irmão estava vivo? Vivo! – suspirou – Você não é Kate, nunca foi... E mesmo que fosse eu jamais a usaria desse modo, jamais usaria alguém para uma atitude tão baixa!

Ele não precisava lhe dizer mais nada, sabia que era a verdade. Sentindo-se ainda pior virou as costas para ele e olhou para a fotografia que estava em cima de sua penteadeira. Era ela com Edward e sua pequena Rebecca. Conseguia se lembrar desse dia com total perfeição, conseguia entender do porque estavam os dois com enormes sorrisos na face.

- Não sei por que estou me sentindo assim... Não era para me sentir tão... – a palavra morreu enquanto se lembrava do dia em que foram ao parque, do dia seguinte ao pedido de casamento de Edward... Tinham ido comemorar junto de Rebecca a pura e mais imensa felicidade.

- Dividida! – Edward terminou seu pensamento de tal maneira que a deixou ainda mais desarmada.

Alarmada virou-se para encará-lo novamente, ele ainda estava sentado na poltrona encarando-a.

- Não sei bem se essa seria a palavra certa! – disse sussurrante.

Ele não disse nada, respirou fundo e então se levantou de sua poltrona e aproximou-se, delicadamente emoldurou a face de sua esposa com suas grandes mãos e lhe sorriu, não era um sorriso feliz, era um sorriso triste, mas mesmo ali ela conseguiu enxergar o amor.

- Não sou um homem tolo, sei das coisas Isabella! Sei que você amou o meu irmão, sei que a história de vocês foi interrompida bruscamente, nunca houve um fim determinado por pelo menos um de vocês... Existiu sonhos e promessas, existe... Existe uma... Uma filha...

- EU AMO VOCÊ! – ela disse cortando-o.

- Não estou dizendo que não me ama, se não me amasse não teria se casado comigo! – afirmou acariciando os lábios de Isabella com seus polegares – Eu sei muito bem o que existe entre nós, sei que é verdadeiro, mas não sou eu que tenho que escolher...

- Edward, o que você esta querendo me dizer? – perguntou mesmo já sabendo.

- Eu quero você, mas eu quero você por inteira, pode me chamar de egoísta, mas é a verdade, não quero ter que convencer minha esposa de que ela tem que ficar comigo, por isso, estou indo, vou para um hotel... Dar-lhe mais espaço para que possa colocar as idéias em ordem.

- Não! Não! Eu quero você! – disse começando a aparentar desespero.

- Você está confusa, não quero forçar você a uma decisão que possa se arrepender depois... Entenda, isso não quer dizer nem de longe que estou desistindo de nos dois, que estou desistindo de Rebecca, é só que estou decidido a lutar por você de forma justa, com as cartas na mesa!

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Ela negou com a cabeça e com lágrimas na face começou a beijar as mãos de Edward – Já me decidi, eu o amo, o amo... Por favor, acredite em mim... – sussurrou em meio aos soluços lagrimosos. – Não me deixe! Não me deixe! – pediu se jogando em seus braços e o beijando na boca com paixão.

Ela o agarrou pelos cabelos o puxando mais de encontro a ela, desejando-o de forma tão desesperada que chegava a doer imaginar que ele pudesse se afastar. Entretanto ele não o fez, abraçou-a e aceitou seu beijo, retribuindo tão desesperado quanto ela.

- Eu amo você Edward, eu amo você... Esta é a verdade! – disse enquanto retirava a blusa que o cobria, deixando-o desnudo enquanto distribuía beijos molhados e duros por seu abdômen. – Fica comigo... Não me deixa...

Completamente fora da razão ela abriu a calça de seu marido e sem qualquer receio colocou o pênis que já começava a ganhar vida em sua boca, sugando-o com total loucura que Edward podia sentir seu desespero em cada investida que dava. Sentindo-se no verdadeiro paraíso, enrolou seus dedos nos cabelos de Isabella e estocou cada vez mais fundo, cada vez mais duro, era como se naquele ato de luxuria, de prazer, ele pudesse mostrar o quanto a amava, o quanto a desejava, o quanto necessitava dela em sua vida.

Foram longos minutos, longos e prazerosos minutos onde cada um tentava tornar o ato mais apaixonante e ardente, até que finalmente ele derramou-se nela, que com uma fome que a queimava o recebeu com amor e prazer, degustando de cada gota que ele lhe entregou de presente.

Vendo-a tão desejosa dele, puxou-a de encontro a sua boca e a beijou apaixonadamente, arrancando o fôlego de ambos e com as calças ainda enroladas em seus pés a levou até a cama que dividiam. Sem demora, ficou completamente sem roupa, enquanto demoradamente começou a deixá-la desnuda.

Sentindo que ele estava deixando-a louca propositalmente, Isabella agarrou sua intimidade e começou a movê-la, em um movimento lento e torturante de vai e vem, fazendo-o reviver.

Edward gemia roucamente, estava a ponto de perder totalmente o controle, e de forma apaixonada levou suas mãos até o centro de intimidade de sua esposa, encontrando seu clitóris inchado e necessitado de um toque. Com a palma de sua mão, esfregou o ponto de prazer de sua esposa enquanto com um dedo penetrou-a, tocando-a deliciosamente.

Era um momento intenso, onde ambos davam prazer um ao outro tão loucamente que tornava tudo ainda mais extasiante. Completamente envolvido, Edward aproveitou que o vestido de sua esposa estava aberto e abocanhou um dos seios por cima do sutiã, fazendo-a arquear mais de encontro a ele e tirando-a completamente a concentração com o que fazia com a mão.

Livre para dar prazer à mulher que amava, Edward retirou-a lentamente de sua roupa enquanto tocava-a nos lugares certos, roubando-lhe o ar e arrancando-lhe do “chão”.

Quando Isabella estava completamente nua e totalmente entregue ao prazer, Edward a tomou em sua boca, chupando-a com tamanha fome que a levou ao céu rapidamente, derramando seu prazer nos lábios de seu marido enquanto desfalecia momentaneamente, suada e ofegante entre os lençóis de sua cama.

- Linda! – ele sussurrou enquanto beijava-a por todo o corpo, até chegar a mais deliciosa boca que provou – Fica tão linda depois que lhe dou prazer... – disse em sua boca, fazendo-a sorriu docemente.

- Me prometa me prometa Edward, não me deixe! – pediu quando voltou a si novamente, abraçando-o e o beijando longamente, enquanto o empurrava na cama e montava nele de uma só vez, arrancando gemidos de ambos. – Eu amo você, só você... Eu quero você!

Ele nada poderia fazer, enquanto ela descia e subia em sua masculinidade, enquanto ela o tocava em seus testículos o deixando mais alto, mais ardente, enquanto ela cavalgava em cima dele, fazendo-o ter a visão dos seios mais lindos do mundo pulando aos seus olhos, enquanto ela gemia que o amava, enquanto ela gemia que o necessitava... Não ouve outro caminho, não ouve outra escolha.

Completamente entregue, ele se inclinou para frente, segurou o quadril de Isabella e tornou o movimento mais rápido enquanto a sugava nos seios, enquanto a beijava no pescoço, enquanto degustava de sua boca – Sou seu... Completamente seu... – sussurrou – Não existe outro lugar que queria estar... – para enfatizar suas palavras, afundou-a ainda mais duro em seu membro pulsante, fazendo ambos explodirem em meio ao prazer mais necessitado que já tiveram.

Ofegantes, caíram na cama, juntos, abraçados.

Isabella chorou nos braços de Edward enquanto apertava-se mais de encontro a ele.

- Hei... Não chore, não vou a lugar nenhum se é isso que realmente quer, lhe prometo!

- Eu amor você Edward, sei que não mereço você, sei que talvez não tenha o direito de lhe pedir isso, mas não me deixe, por favor, não me deixe!

- Shiii – ele a abraçou e beijou o topo de sua cabeça – Não diga besteiras! – ele levantou a cabeça de Isabella e a fez encará-lo beijando-a lentamente nos lábios e esperando que ela se acalmasse – Eu amo você, não vou lugar algum, vamos enfrentar o que quer que seja juntos! – prometeu, adormecendo abraçados, sem afrouxarem um só milímetro.

FIM DO CAPITULO

Notas finais
PQP
quero saber o q vcs acharam desse cap....
Isabella fez certo em esconder de Edward sobre o beijo???
bem.... ela ama o marido, tem medo de perdê-lo e tal... mas... a verdade é q ela tbm esta confusa....
louca pra saber a opnião de vcs....
bom, como viram o Jasper n sabe nd demais do Edward, foi somente um suposição por conta do Peter e tal.... e devo dizer, que lindooo a amizade da Rose com o Ed... é de uma lealdade e confiança q comove....
Proximo cap vem com mais emoções pra vcs....
Prometo tentar postar antes do ano novo... sinceramente acho que rola mais uma postagem...
agora fui...
bjocas
*-*