Vida Dupla de Claer - Round Two
18 XVII - Ação
Ela arqueou todo seu tronco na minha direção com um grito preso por seus lábios que estavam presos impedindo que ele saísse.
-O que veio fazer aqui? – perguntou Sandro se aproximando de mim – Pensei que estaria resolvendo nossa pequena missão.
O olhei por um segundo surpreso, mas logo me toquei do que ele se referia.
-A amordacem – instrui serio, precisava tomar as rédeas de tudo – Preciso saber o que aconteceu com ela.
-Não está falando serio – disse Irian vindo até mim – Quer que amordacemo-la?
-Precisamos abafar esses gritos – expliquei serio – Não discuta comigo.
-Irian – disse Sandro o olhando – Ele é o Kisuke.
O moreno me olhou serio antes de se afastar rumo a Claer murmurando coisas que nem me preocupei saber.
Voltei-me para Sandro que realmente era o mais racional e calmo da tropa dela.
Não sei como ele agüentava tudo isso.
-Preciso dos detalhes – exigi o encarando
-Vamos sair daqui então – sugeriu ele já saindo do quarto.
Dei uma ultima olhada para a morena que estava mais calma na cama, antes de sair.
Ela ainda me seria útil, deixá-la morrer agora estava fora de cogitação.
-Ela foi envenenada – contou ele caminhando rumo a uma porta onde mais cedo vi que Russel entrara – O veneno desconhecido que até agora tem feito um estrago nela.
-Como assim? – perguntei enquanto ele abria a porta – O veneno não tem antídoto?
-Não necessariamente – disse ele dando passagem á mim que entrei vendo o laboratório claramente organizado – Zafira, Russel.
-Cala a boca – ordenou Zafira aparecendo detrás de uma estante com uma expressão irritada – Kisuke?
-Olá – a cumprimentei enquanto via a loira olhando algo pelo microscópio – Algum progresso?
A ruivinha me olhou com as mãos na cintura.
-Progresso seria se conseguíssemos o antídoto nos próximos minutos e até agora nem descobrimos direito à composição do veneno – disse ela descarrilada – Assim para de fazer perguntas idiotas e tenta achar uma solução também.
-Zafira – Sandro a recriminou – Não se deve falar assim com o Kisuke.
-Não tem nada me impedindo de fazer isso – replicou ela depois me olhando com aversão – Não preciso tratar alguém que trai seus companheiros bem.
E logo depois se afastou retornando seus afazeres.
Soltei um suspiro.
Iria ser uma ótima convivência com aquela ruiva.
-Russel – a chamei, ela jogou um pequeno tubo para mim que continha um liquido azulado mais proveniente que o sangue de Hale – Obrigado.
Ela retirou seus olhos do microscópio e me olhou com uma sobrancelha erguida.
-Use de suas armas para que alguém ache um antídoto rápido – disse ela – Até lá, não agradeça por nada.
-Poderiam me tratar com mais gentileza sabia? – resolvi provocar.
-Desculpe senhor – debochou ela – Mas no momento as gentilezas estão sendo dispensadas.
-Mexa essas suas perninhas torneadas e procure ajudar! – exclamou Zafira de algum lugar em meio as estantes que havia mais atrás.
Deixei um sorriso sem humor escapar por meus lábios.
Que temperamento ela tinha!
-Vou indo – disse me voltando para Sandro – Qualquer novidade me avise imediatamente.
-Mais do que a ordem de caçar o colar de jade? – indagou ele quando estava saindo.
Estanquei para olhá-lo.
-Logo resolveremos isso – disse por fim antes de descer as escadas.
Sai da casa com meu celular já no ouvido ligando para Cassie.
-Alô – atendeu ela meio grogue.
-Preciso que você roube o colar de jade ainda hoje – ordenei serio enquanto abria a porta do meu carro.
-Como é? – perguntei ela completamente desperta – Quer que eu roube aquele pequenino colar?
-Não preciso que pule de uma ponte – satirizei enquanto dava a partida – Cassie conheço suas habilidades e preciso que cuide disso o quanto antes. Rapidez e eficácia são tudo nessa competição.
-Claro, obviamente – disse ela irônica – Eu até me levantaria agora, mas seria um desperdício.
-O que você aprontou, Cassie? – perguntei fazendo uma curva.
-O colar já está na minha mão faz algumas horas, querido – respondeu ela dando ênfase na ultima palavra – Ou seja, relaxa está bem.
-O verdadeiro? – exigi saber.
-Obvio – confirmou ela – Os demais estarão indo atrás de uma copia genuína daquele povo do museu, mas agora como está Claer? Conseguiram o antídoto?
-Veneno desconhecido – disse serio.
-Tem alguma parcial dele com você? – indagou ela num tom pensativo – Sei que tem, venha para casa agora, verei o que se pode fazer.
-Esperava por isso mesmo – disse fazendo uma brusca curva tomando rumo de sua casa – Encontro você em 10 minutos.
-Cinco – ditou ela – Tempo é que nem água para nós agora, essencial.
Dei um meio sorriso em seguida desligando.
Pisei realmente fundo no acelerador.
Sua casa praticamente ficava do outro lado da cidade se partisse do ponto onde me encontrava. Mais realmente as coisas estavam loucas demais para meu gosto.
Precisava tomar as providências em relação aos demais membros da organização que estavam na mira dos demais.
Não sabia que agiriam tão rápido assim.
Disquei o numero de Kellan que atendeu soltando um xingamento para alguém.
-O que houve, Kisuke? – perguntou ele serio – Claer estava fora de perigo?
-Ainda não – disse rapidamente – Preciso que cuide de alguns detalhes referentes aos nossos companheiros de jogo.
-O que quer que eu faça? – perguntou ele solene
-Pressione-os – respondi serio enquanto novamente fazia uma curva – Não posso deixar barato essa afronta de hoje.
Ele deu um rápido suspiro.
-Não tem dedo seu nisso, tem? – indagou ele meio hesitante
-Obvio que não – disse apertando mais o volante – Mesmo que pensasse numa idéia como essas, não a usaria contra Hale, sabe muito bem o quanto ela é importante nisso tudo.
-Ah claro – disse ele desdenhoso – Sei de seus planos para com ela, mas o que vai fazer quando vier a descobrir? Acha mesmo que ela será novamente tão amável quando fora da ultima vez?
Permaneci em silencio enquanto ele despejava suas suposições, suas opiniões.
-Olha não sei o que prende quando inventou de nos colocar nessa competição – continuou ele – Mas, precisa saber o quanto está colocando em jogo.
-O dinheiro que a MI6 nos deu cobriu todas as nossas dispesas – contei – Continuaremos na Rider sim, preciso acertar algumas coisas com essas agencias, alem do que não sabemos ao certo o que elas querem de verdade negando-se a receber os casos que a mandam.
-MI6 está no meio disso, certo? – supôs ele serio
-É isso que precisamos saber – disse solene – Mande Scar ficar de olho no que puder dos dados disponíveis de Christian, eu cuido de Yvan.
-Ele é o perigo – decretou ele pensativo – Cuidado para deixar tudo a mostra.
-Relaxa – o tranqüilizei – Sei como fazer meu trabalho.
-Claro que sabe – disse ríspido ele – Caso contrario ainda não estaria ocupando o cargo mais alto, estaria?
-Não – disse serio – Providencie tudo isso, até mais.
Desliguei e joguei enfim o celular no banco do carona.
Precisava relaxar um pouco, apesar de não ser nem um pingo possível quando a essencial peça do jogo está no caminho da morte e o idiota também está querendo mover suas peças.
Estacionei bruscamente em frente à casa de Cassie que logo apareceu na soleira da porta apenas de sutiã e um short preto curto.
Certamente não tive como não olhar suas curvas evidentes.
-Tire o olho – disse ela me guiando para dentro de sua casa – Não tive tempo de ficar mais apresentável.
-Assim está de bom tamanho – disse meio sarcástico.
Ele me reprimiu com o olhar, mordi a língua para não rir. Ela estendeu sua mão na minha direção.
-A amostra – pediu ela seria
Tirei o tubinho do bolso de meu paletó entregando a ela que se encaminhou para uma porta lateral comigo em seu encalço.
-O colar está no meu cofre – instruiu ela – Pegue-o, não quero ficar com essa responsabilidade.
Revirei meus olhos antes de seguir para seu escritório onde encontrei detrás de um quadro de Debret seu mini cofre que esta destrancando onde peguei o estojo de veludo negro e o abri vendo o modesto colar incrustado de jade em todo seu ornamento.
Guardei-o dentro de meu paletó e segui para a sala onde Cassie estava analisando a amostra.
-Olha isso vai demorar um pouquinho – disse ela estendendo novamente a mão na minha direção – Preciso ligar para a ruivinha esquentada.
Entreguei-lhe meu celular onde ela procurou pelo numero da casa dela ou coisa parecida.
-Deveria apagar o numero dessas suas ex-namoradas – recomendou ela com o celular no ouvido – Não vai gostar de saber o que Gabrielle faz nesses casos.
-Eu sei com que vou casar – repliquei me encostando á mesa de granito – Agora podemos ser mais rápidos?
Ela revirou os olhos antes de dar completa atenção ao seu telefonema que nem fiz questão de ouvir. Eu estava mais ali como espectador do que como agente.
Isso é o fundo do poço para mim.
-Tire essa cara de enterro do rosto, Luzt – ela me recriminou entregando para mim uma placa de titânio com uma pequena gota do sangue de Claer – Quero que cheque também isso. Quanto mais pessoas estiverem analisando esse veneno mais fácil fica de achar um antídoto.
Respirei fundo e me encaminhei para o segundo microscópio que ela tinha.
Notas finais
o/
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