Vida Dupla de Claer - Round Two
6 V - Reencontro
Notas iniciais
Acho que esse cap. meio engraçado, ao segundo que as saudades de Luzt foram abrasadas.
Tá cap. pessoal.
Acordei sentindo o peso das noticias de ontem nas minhas costas. Bocejando sai da cama indo para o banheiro.
Debaixo do chuveiro com a cabeça fria pudi finalmente pensar claramente.
Certamente a crise da King se acentuaria caso não fizéssemos algo para resolver isso, mas todos estão mais do que sobrecarregados, além do que as agencias, organizações estão trabalhando em conjunto para a destruição.
Tudo por causa de dinheiro.
E é pelo mesmo fator que entraria na bendita competição.
Não pelo fato do dinheiro em si, mas porque é única chance viável de deixar a King sobre o andar dos poderosos.
Sai do banheiro secando meu cabelo, fui então para meu closet onde vasculhei atrás de uma roupa qualquer.
Precisava arrumá-lo quando possível.
Optei por usar uma blusa cinza de abotoar deixando os quatro primeiros botões por abotoar, arregacei as mangas até o cotovelo, uma calça skinny de lavagem escura, sandália de salto alto vermelha metalizada chamando toda a atenção para meus pés. Peguei uma encharpe esverdeada e amarrei num dos aros da calça deixando-a de lado. Logo depois fiz uma maquiagem simples e decidi prender uma parte do meu cabelo deixando a outra cair despreocupadamente por entre o coque.
Terminando de me arrumar, peguei minha bolsa onde apenas joguei o básico para uma assassina precavida. Uma automática, espelho, documentos; vários, batom, perfume e por ai vai.
Olhei no display do meu celular vendo que horas eram.
9:15
Dava tempo para um café da manhã na cafeteria próxima do prédio onde o encontro se realizaria.
Sai fechando a porta do apartamento me deparando com o casal que morava na minha frente. Murmurei um bom-dia á eles que me olhavam de maneira engraçada. O homem com malicia e a mulher com ciúmes.
Queria poder dizer a ela que com uma academia e uma plástica o assunto estava resolvido, mas mordi minha língua enquanto caminhava para o elevador.
A musiquinha insuportável que tocava povoou minha mente até que sai do saguão do prédio respondendo a um bom-dia do porteiro.
Desativei o alarme do Mercedes entrando logo em seguida. Dei a partida colocando quando sai do estacionamento em uma radio local onde passava uma musiquinha suave que era aturável para começo de manhã.
Tamborilava meus dedos a cada sinal fechado que me detinha ouvido buzinas e tudo que o transito trás. Na verdade quase não prestava muita atenção nisso, á não ser quando o motorista do meu lado era interessante para fazer certa graça enquanto o sinal abria. Tirando isso, nada mais me fazia perder o foco na musica que poderia estar tocando no momento.
Depois de vinte minutos dirigindo estacionei na vaga que restara em frente a cafeteria. Desci do carro analisando um Lamborghini Murciélago LP640 Roadster de tom alaranjado que é meio incomum de se ver estacionado em uma cafeteria tão singela. Já que como aprendi com o passar do tempo, os carros na maioria das vezes denunciam como são seus donos.
E o Roadster estava bem conservado, o que indica que seu dono é cuidadoso e bem apegado ao carrinho, já que para desembolsar 2,2 milhões não é para qualquer um.
Ativei o alarme do carro e logo abri a porta fazendo o sino que havia em cima desta tilintar. Entrei vendo que algumas pessoas retornavam seu olhar rapidamente para mim antes de voltarem as suas antigas ocupações. Fechei a porta vendo o mar de gente que ocupava a cafeteria, adentrei ainda mais cafeteria procurando uma mesa ou cadeira no balcão que estivesse vaga. Só que não havia nem uma coisa nem outra.
-Quer se sentar comigo? – perguntou alguém por minhas costas com uma voz rouca tremendamente sexy para mim.
Deixei um sorriso brotar em meus lábios enquanto me virava para olhar o dono da voz sedutora, um sorriso que morreu um segundo depois de meus olhos cravarem na figura a minha frente que detinha um meio sorriso nos lábios salientes.
-Você – disse ríspida cruzando os braços enquanto tentava eliminar o choque de ver sua presença completamente mudada.
O cabelo loiro continuava curto e liso deixando alguns fios descuidados caírem por sua testa, os olhos cinza-azulado detinham certo brilho que nem me lembrava que houvesse antes, a pela branca continuava sem imperfeições, seu físico que tinha mudado drasticamente deixando todo o resto mais sensual e belo que antes. Os músculos dos braços e tórax estavam mais desenvolvidos e definidos, pudi notar que suas pernas sobre a calça jeans escura que usava estavam bem mais torneadas. Estava mais alto e misterioso que antes, isso sem falar que a tatuagem tribal em seu pescoço atenuava ainda mais o mistério que o envolvia além do ar sedutor.
-Olá, Claer – disse ele suave – Quanto tempo.
-Com licença, Luzt — disse esbarrando nele de propósito enquanto ia para a saída.
Senti que ele vinha atrás de mim, em vez de ir para meu carro procurei outro lugar em que pudesse despistá-lo.
-Por que estava lá? – perguntei sabendo que ele estava atrás de mim me seguindo rumo ao parquinho que estava á passos de mim.
-Estava tomando café quando te vi – respondeu ele – Não havia como reconhecer sua beleza.
-Você me enoja – cuspi as palavras enquanto entrava no parquinho.
-E você me excita – rebateu ele segurando meu braço me fazendo virar para olhá-lo.
-Suri acha a mesma coisa? – indaguei tentando me soltar
-Suri é apenas uma delegada como você foi – esclareceu ele não demovendo seus olhos dos meus – Vocês duas estavam em cheque e escolhi você como capitã.
-Depois de me trair como você fez? – indaguei forçando minha soltura novamente – Não me faça rir, Luzt.
-Uma posição que você aceitou – frisou ele – Outras pessoas iriam recusar a posição por conta do orgulho ferido e me mandariam para.....
-O inferno? – indaguei arqueando uma sobrancelha – Acredite de mando pra lá toda vez que me lembro disso.
Seus lábios formaram um novo sorriso.
-Então quer dizer que andou pensando em mim? – indagou ele num tom de surpresa
-Não da maneira como você pensa – retorqui dando-lhe um soco no estomago fazendo-o me soltar. – Saia do meu caminho.
Ele curvou-se levando as mãos ao estomago enquanto me afastava dele. Só que segundos depois senti alguém me puxado contra si.
-Não me lembrava que fosse tão cruel assim – disse ele com sua boca em minha orelha.
Me arrepiei com aquele gesto, mas minha irritação era maior que acabei por acertar meu cotovelo em seu rosto, mas ele se desviou para o lado evitando o choque.
-Essa foi por pouco – disse ele se afastando de mim
Desferi um chute a altura se seu rosto que o acertaria em cheio se ele não segurasse minha perna.
-Continua vigorosa como sempre – comentou ele enquanto se aproximava de mim.
Trinquei os dentes enquanto tentei desferir um soco, mas novamente ele segurou minha mão. Usei de uma perna para aplicar um chute em sua barriga que ele bloqueou com sua perna. O puxei de contra mim fazendo minha cabeça bater na sua cabeça.
Ele cambaleou para trás levando uma mão à testa certificando-se de que não sangrava. Aproveitei desse momento e avancei contra ele o imprensando contra o poste. Ele logo inverteu nossas posições e prensou seu corpo no meu.
-Estou começando a gostar disso – disse ele com os lábios a um centímetro do meu.
Trinquei meus dentes e desferi uma joelhada que acertou a sua virilha. Ele se encolheu de dor, mas por apenas segundos.
Homens na maioria das vezes retorciam-se de agonia com um golpe desses.
Girei meu corpo para o lado tentando desferir um golpe em seu diafragma mais ele agarrou minha mão e a girou me fazendo ficar de contra si. Segurei seu antebraço o projetando para frente. Ele colocou sua mão livre no chão e deu uma cambalhota evitando assim a queda.
Girei meu corpo com um perna indo em direção ao seu rosto novamente que recuou poucos centímetros fazendo com que o salto não o acertasse em cheio. Quando fiquei meus pés no chão, ele já me puxava pela minha encharpe fazendo nossos corpos colidirem e nossas respirações ofegantes se misturarem.
-Você está bem para alguém que está sofrendo pressão – disse querendo retomar o fôlego.
-Tenho que tirar proveito disso – replicou ele colocando sua testa colada a minha – Senti muito a sua falta.
-Que tenha sentido – disse o empurrando para longe de mim, mas como ele segurava minha encharpe nossos corpos se aproximaram novamente nos levando ao chão.
Ele gargalhou enquanto eu bufei de raiva saindo de cima dele.
-Você é um estúpido – disse por entre os dentes – Não pode me deixar em paz?
-Poder sim, mas no momento não – disse ele se levantando.
Tirei a areia que tinha em minhas roupas e o olhei intrigada antes de me tocar do que ele se referia.
-Ah, maldito — xinguei enquanto saia do parquinho passando pela multidão que se acumulara ali para nos assistir.
Ao chegar em meu carro, olhei para o Roadster, já sabendo quem era o dono.
Trinquei meus dentes e entrei.
Tinha uma reunião para ir e ele também.
Notas finais
o/
Como bem podem notar a relação dos dois será muito turbulenta.
Para finalizar a fotinho do Roadster do todo poderoso Luzt.
http://g1.globo.com/Noticias/Carros/foto/0,,21912737-FMM,00.jpg
Next!
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